— Monte de Carne

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— Monte de Carne

Mensagem por Llyr von Degurechaff em Qua Fev 14, 2018 12:30 am

— Monte de Carne
A roleplay é iniciada pelo post de Giovanni Fiore Pellegrine, seguindo por Adam Hale Wicker. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 14 de fevereiro, em um galpão abandonado. O conteúdo é SOMENTE PARA MAIORES. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.



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Re: — Monte de Carne

Mensagem por Llyr von Degurechaff em Qua Fev 14, 2018 12:35 am

Da mesma maneira que os homens do Mito da Caverna eram acostumados a acreditar nas sombras e temer o desconhecido que há na liberdade, Giovanni se acostumou aos desconfortos planejados para cada noite em seu cativeiro no espaço. Anos tentando dormir enquanto era perfurado por agulhas sem nenhum propósito além de incomodá-lo, deixado de cabeça para baixo por horas e inúmeras outras ideias que apenas alienígenas sádicos poderiam imaginar, o italiano acabou se acostumando com aquilo. Era difícil para ele, agora, dormir sem nenhuma dor. Lobo estava acomodado em sua caverna de sofrimento físico.

Um ganido ecoou no interior de um grande cômodo, o que porventura fosse escutado nos corredores a fora. Aquele que produzia tais sons não se incomodava, era uma de suas maneiras preferidas de acordar em uma manhã. Com mais uma chicoteada em suas costas despidas, Lobo se libertou das amarras. Ferozmente, avançou até seu torturador e saltou em cima dele, derrubando-o no chão. Ali, segurou os pulsos daquele que mantinha o chicote em mãos e o encobriu de mordidas e chupões.

— Bom dia, Lobo — cumprimentou o torturador, o maior dos dois homens. Esse era um dos poucos funcionários da Casa das Máscaras que tinha tamanha intimidade com o patrão, embora todos já houvessem passado pelo menos uma noite com ele.

Em um sussurro no ouvido, o italiano respondeu o outro e em seguida fez uma proposta inegável: mais um round do que fizeram por toda a noite. O funcionário aceitou, seu vigor era anormal e por isso Pellegrine o preferia entre todos os outros.

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Após um almoço nada saudável, Lobo deixou a Casa das Máscaras com a Spacehog. Ninguém sabia para onde ele iria, nem possuíam ousadia de perguntar. Somente os fantasmas de suas vítimas tinham ideia do que aconteceria, o mais óbvio ao se tratar desse psicopata; mais mortes.

O italiano saltou de sua moto a quinze metros do chão, atravessando o telhado de uma casa e caindo bem no meio de uma sala de jantar. Um casal de adultos gritou ao mesmo tempo que caíam para trás de suas cadeiras. Lobo mostrou seus dentes num sorriso psicótico, único traço humano — embora doente — que havia visível na face dele, resultado da máscara branca.

No primeiro movimento de ataque do homem daquela casa, o intruso se irritou e assim nocauteou a criança que pensava ser um adversário. Enquanto isso, a mulher demonstrava toda a força de seu diafragma e a resistência de sua garganta, testando os limites dos tímpanos de Giovanni. Um esforço inútil que foi terminado com um mísero golpe da lateral da mão do italiano no pescoço da mulher, silenciando-a.

— Vocês são as cores que faltavam na minha pintura — declarou Lobo aos dois que trazia amarrados em sua moto.

●●●

Num galpão abandonado, vários gemidos podiam ser escutados ao se aproximar. O som da moto adentrando o lugar, parecia atiçar aqueles que grunhiam nas sombras. Eles sabiam quem estava chegando e queriam chamar sua atenção, como cães felizes com o retorno de seu dono, embora fossem mais como porcos assustados com o abatedor.

O sequestrador libertou suas novas vítimas da moto voadora. Rapidamente, o homem lhe acertou um soco no rosto, o que não produziu nada mais que uma intensa dor no punho. Lobo tocou sua máscara, agora com uma rachadura abaixo do olho esquerdo. Então riu daquele ato de coragem que o outro tivera, menosprezando-o.

— Muito bem, senhor. — Os três se entreolharam, dois apavorados e um excitado com tudo aquilo. De repente, Lobo deu um meio pulo, como se acabasse de lembrar algo. — Oh, já ia esquecendo — disse antes de sacar um revólver e apontar para a mulher. — Direi apenas uma vez. Entrem nas gaiolas e se comportem. Eu irei preparar o lugar de vocês em minha obra.

O casal obedeceu o lunático, visto que não havia escolha. Foram obrigados, dessa maneira, a assistir a tal “obra” dele enquanto presos em jaulas para animais muito menores que humanos, talvez para cães. Todavia, nenhum deles conseguia enxergar muito bem o que era a grande massa disforme que Lobo tanto mexia no escuro, até que as luzes foram acesas.

Houve pelo menos dois vômitos e um grito. O italiano tentou evitar uma risada pelo seu nariz.

— Senhora e senhor, apresento-lhes o Monte de Carne. — Lobo apontava suas mãos a dezenas de pessoas presas umas nas outras pelas próprias peles costuradas, todas nuas e sujas de sangue, urina e fezes. Elas se moviam, não estavam mortas ainda. Inúmeros olhos lacrimejavam e encaravam os enjaulados, havia uma espécie de pena e pedido de socorro ali. — Peço perdão por mostrá-lo assim, incompleto. Mas, felizmente, eu encontrei as peças que faltavam! — disse o psicopata sem conter sua euforia.

Depois de lançar uma moeda para decidir, a mulher de estômago fraco foi liberta da jaula para se unir ao Monte. Com um pouco de droga em suas veias, ela foi bem sugestionável a se despir e em seguida se deitar por cima de cinco pessoas. E quase não gemeu durante o perfurar da agulha que a costurava à obra de loucura; embora o marido choramingava e prometia tudo que Lobo quisesse. Ele queria apenas sua obra concluída e conseguiria, bastava terminar com a mulher para depois seguir à última pincelada.
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Re: — Monte de Carne

Mensagem por Adam Hale Wicker em Qua Fev 14, 2018 9:46 am


END GAME


Surprise - Lobo - DANGER


Sem sonhos memoráveis dessa vez e principalmente sem sonhos de previsão para ser educado e não afirmar que na verdade eram pesadelos sobre coisas ruins em seu futuro. Acordando cedo, indo correr e retornar com aquele mesmo pensamento de rotina. A casa ainda em silêncio, com seus pais ainda dormindo, suas mentes viajando em sonhos aproveitou para se arrumar mais tranquilamente e sem pressa para o café da manhã. Parando na frente do quarto de ambos e verificando que estavam bem, como sempre lembrava daquela noite e imaginava seu pai às vezes ausente, talvez sua mãe fosse mais feliz, quem sabe.

Deixando tais possibilidades de lado, passou a mão nos bolsos verificando as coisas importantes a que deveria carregar consigo para o trabalho, desde sua carteira e o crachá de identificação. Seu celular em mãos como um constante lembrete da hora no presente momento pra não esquecer do metro. Sem fones de ouvido e repensando alguns dos casos remanescentes da noite anterior, não precisou de muito para se distrair no caminho e esquecer momentaneamente de seus pais. Era comum uma linha de pensamentos sobre os casos memoráveis, ou então situações que ouviu enquanto assinava as fichas de tratamento.

Quase sempre e não tendo um dia diferente, suas lembranças o fizeram esquecer do metro e logo chegara ao destino. Como um teleporte de suas lembranças do dia já estava no hospital assinando o ponto e arrumando suas coisas no armário. Verificando uma última vez seu celular antes de guardar, fechando o armário e seguindo para aquela sequência aparentemente sem fim de pacientes que chegavam no Metro-General.

Devia ter passado horas, havia sido queimaduras superficiais, cortes e alguns drogados com abstinência tendo seus sintomas mais nojentos. Nada muito marcando como um acidente, até sentir o seu coração parar enquanto era chamado pela superior no corredor. Terminou de ajudar outra enfermeira com o garotinho ferido com uma roda de bicicleta na perna. Segurou a respiração tentando se controlar e questionou-se o que poderia ter acontecido, antes de perceber a realidade "os poderes".

Apesar de prático, tinha de manter as aparência, então por mais tentador que fosse, não cederia seus impulsos por pior que desejo lhe doesse. Talvez sua reação não pudesse ser repetida, ouvindo aquelas palavras repetidas vezes em sua mente assim como a cena que acontecia para receber a notícia. Saindo do quarto de cuidados gerais para uma sala de escritório onde a supervisora ficava e a chefe pedir pra ela sair. Entrando mais na sala e a olhando com os olhos ficando fixos nela e em seus movimentos, fechando a porta constando a presença apenas deles.

Sem enrolar avisou que seus foram sequestrador por algum tipo de vilão. Ele foi descrito como um motoqueiro voador, entrou dentro da sua casa e levou seus pais embora. A polícia ainda não tinha nada e queriam te avisar o quanto antes para caso recebesse alguma ligação. Adam concordava com a cabeça como um robô sabendo que teria de ir pra casa verificar a cena o quanto antes pra rastrear a energia do desconhecido. Sua intenção inicial fora abandonada e lendo a mente da mulher pode se prevenir nas suas próximas ações e adiantar o que ela lhe falaria.

Agradecendo o aviso e pedindo o resto do dia de folga para tentar lidar com aquela situação com os policiais, incluindo um abraço de compaixão forçado antes que saísse da sala em questão. Saindo rapidamente para os armários, pegando suas coisas e com a telepatia notando a ausência de demais pessoas próximas, pode se teleportar para perto de casa, dentro de uma residência a venda que servia quase perfeitamente pra isso. Seguindo pra fora dali caminhando usando sua telepatia mais a distância verificando sua casa e antes mesmo de chegar nela já adiantando os pensamentos dos presentes para lhe darem uns minutos ali dentro sem mais ninguém.

Seus batimentos estavam mais estabilizados e ritmados agora com o propósito do que antes com a notícia com aquela pretensão de receber a bomba de uma vez sem tato e atrasos para poder reagir. Chegando enfim ao local, notava não só carros de polícia comum como um furgão daqueles de equipamentos CSI provavelmente para digitais e sem pronunciar nada, entrou e ficou sozinho na sala de jantar. Passando a mão direita pelo local acima da sua cabeça e como hologramas numa tonalidade azul as coisas apareceram.

Seus pais na sala, de fato um desconhecido motoqueiro viera do céu e levou ambos. Houve uma briga, seu pai agindo como uma criança e a sua curiosidade de mais cedo sendo saciada de que sua mãe com certeza estaria mais feliz sem ele. Mesmo com essa ideia, não se arrependia por não o ter matado e se arrependeria de deixar aquele estranho matar qualquer um deles que seja. Parando a visão, levantando sua mão apagando a lembrança do local e deixando o resquício de energia visível.

Virando a mão e erguendo um pouco como se fosse algo para cima com ela junto, mas na verdade algo seguia a direção. A energia avermelhada e escura subiu pelo teto, mais pra cima ela foi ficando clara com algum tipo de felicidade. Os pensamentos dos policiais na entrada da casa voltaram para o foco de antes sobre pistas, Adam logo trocara de roupas e subia pelo buraco no teto ficando invisível para seguir tal energia sem olhares dos outros. Percebeu rapidamente que a moto dava aquele desconhecido uma mobilidade enorme devido a tamanha distância que percorria voando com seus próprios poderes.

Apesar de estar seguro de sua identidade, a questão de terem levado seus pais ficava no ar presente em neon como um lembrete para esclarecer antes de desacordar o culpado. Aleatoriedade era algo muito linear na realidade, ainda mais quando um vilão sem querer interage com conhecidos de heróis, aquilo parecia no mínimo plausível. Fosse quem fosse iria descobrir mais rápido do que os seus pensamentos pensavam. O galpão parecia brilhar vermelho em um terreno preto e branco de filme antigo. Descendo para o chão sem tocar o mesmo ainda e erguendo as mãos para as portas.

Tendo um vislumbre do local com uma clarividência de outro foco dali que entraria em instantes. Empurrando as portas com força invisível e entortando ambas na intenção de passar ali. Passou na entrada olhando a realidade daquela montanha grotesca de pessoas costuradas. As primeiras referências foram de centopeia humana com o primeiro filme da trilogia de olhos famintos com corpos pregados no teto e o seu pai chorando em uma gaiola. Aquilo sequer era um pesadelo, talvez nem sua mente reencarnada fosse tão criativa pra sonhar uma coisa tão absurda e conhecendo inúmeras pessoas nas outras vidas.

Sem reações grandiosas, desceu ao chão e apontou a mão ainda aberta para aquele desconhecido. A energia era completamente dele, sua mãe acima daquelas pessoas e o foco de suas ações foi retomado logo com a fala voltando. Fixando o olhar naquele maestro do terror: - Solte-os agora. Não importa quem seja, desista ou se arrependerá.





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Re: — Monte de Carne

Mensagem por Llyr von Degurechaff em Sab Fev 17, 2018 5:38 pm

Testemunhando a sua própria criação, Lobo permaneceu inerte. Uma memória dele chorando de emoção veio à cabeça, sua única maneira de quase manifestar o que sentia desde seu renascimento. Agora faltava pouco para as peças de seu quebra-cabeça vivo estar completo e, dessa forma, renascer assim como ele. Trazer essa mudança o enchia de orgulho.

Antes de dar continuidade ao seu trabalho, abriu o zíper de sua calça e a abaixou, expondo sua genital sem qualquer intuito sexual. Lobo começou a urinar sobre as pessoas costuradas, deixando a sua assinatura enquanto a tensão de sua bexiga cheia sumia. Isso lhe arrancou um suspiro e roubou sua atenção, pois não notou a aproximação de um estranho a sua oficina secreta.

— O que custa bater antes de entrar? Não vê que está ocupado? — perguntou Lobo de costas a quem adentrou o galpão. — Ah, deve ser um desses jovens de hoje em dia sem respeito pelos outros e muito, mas muito safadinhos. — Com mais movimentos que o necessário, como se fosse um mímico que fala, o italiano arrumou sua roupa ao terminar de assinar sua arte. Quando se virou para encarar o benfeitor ingênuo, surpreendeu-se por estar certo quanto a idade do outro.

“‘Ou se arrependerá?’ Quem ele pensa que é?”, os pensamentos de Lobo pela primeira vez no dia beiravam a preocupação de uma mente sã, embora ainda houvesse uma trilha sonora de filmes da Disney neles. Ele nunca descobriu a relação de Walt Disney com os alienígenas torturadores e isso é uma das poucas coisas no mundo que ainda o provoca calafrios.

Aproveitando os movimentos exagerados, Pellegrine pegou seu revólver escondido debaixo da camisa e apontou para o Monte de Carne. Aqueles que conseguiam ver o cano da arma apontada a eles, começaram a lamuriar na medida do possível para bocas mal presas por fios e, em algumas, grampos. Bastava um tiro para matar pelo menos duas pessoas e ferir mais algumas.

Um cheiro podre mais forte que fezes e urina invadiu as narinas do baixinho armado, fazendo-o aproximar as sobrancelhas e apertar o nariz com a mão livre. Alguém tinha batido as botas há um tempo e o fedor da decomposição finalmente escapou.

— Pelo que pode ver, eu estou segurando ninguém aqui. — O revólver meneou com a agitação das mãos de Lobo. Ele nem sequer tinha contato com alguém através delas. — Se eles quisessem ir embora, acho que me diriam… — Um sorriso invertido ingressou na peça que o italiano apresentava, sendo logo substituído por uma verdadeira expressão de alegria quando foi acometido por uma de suas brilhantes ideias.

A agilidade do psicopata deu as caras quando ele mudou o alvo de sua arma, trocando o Monte de Carne pela gaiola ainda ocupada pelo último sequestrado. Bastou um tiro para quebrar o cadeado e libertar aquele homem.

“Agora”
, pensou Lobo ao levar toda sua atenção ao invasor que flutuava. “É esse que você veio salvar?”. Apesar de suas loucuras, o lunático era dotado de uma inteligência considerável. Ele sabia que ninguém viria salvar aquelas pessoas naquele galpão, portanto, deveria haver algum rastreador ou poder de localização envolvido. Se isso estivesse correto, não faria sentido ter sido encontrado somente nesse momento. O jovem deveria estar atrás do último casal e, com o homem liberto, deveria ter alguma reação visível ao ter quem procurava solto.

— Se quiser ir, vá — disse Lobo ao seu ex-detento, imitando uma mãe permitindo fazer algo de errado enquanto segura o chinelo, pronta para abater aquele que fizesse o que ela não realmente queria. — E você, rapaz, pode levar os outros também. Sua chegada estragou a minha inspiração. Precisarei recomeçar em outro lugar, sem intromissões! — O italiano começou a andar para longe do Monte de Carne incompleto, aproximando-se da entrada do lugar abandonado. — Ah! Eu tomaria cuidado ao soltá-los. Lembro que perdi alguns explosivos por aqui e aposto que os prendi na barriga de alguém.

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Re: — Monte de Carne

Mensagem por Adam Hale Wicker em Ter Fev 20, 2018 6:25 am


END GAME


Surprise - Lobo - DANGER


Existem circunstâncias em que não se deve rir, outras para não chorar e até mesmo que sequer devem reagir. O grande problema é que muitas vezes as reações não são pensadas e com Adam não era diferente, acompanhando o garoto urinando naquelas pessoas unidas de alguma forma estranha, ele sorriu. Rapidamente se endireitou e trocou a forma de agir tocando seu peito tentando pareceu surpreso apesar do capuz tampar seu rosto do outro: - Oh me desculpa, eu achei ter batido o suficiente na porta. Pelo visto não iria me ouvir mesmo. - Dando de ombros e se aproximando daquilo mais ao centro do galpão.

Não sabia o que faria, desconhecia aquele garoto e seus talentos, mas ninguém mexia com seus pais e ainda mais o faria se encontrar com seus pais como herói. Não que duvidasse dos seus talentos em esconder sua identidade, mas sua mãe sempre tivera uma dúvida sobre aquela primeira noite. Se ela ligasse esses pontos talvez conhecesse esse seu lado, toda sua vida mudaria drasticamente, então não, não iria se esconder mais se era o caso. Precisava salvar ambos e por tabela os que ainda pudessem ser salvos daquela aglomeração que o outro fizera.

Parando de andar rumo a eles com a visibilidade da arma, não era seguro abusar da sorte assim. Mesmo com feitiços e algumas chances boas, sua mãe morta não era algo possível de se mudar e isso significava lidar com ele como alguém maior do que era. As palavras ditas eram tão ridículas como a maioria das frases de vilões, ele de fato não prendia ninguém ali, porque elas estavam presas entre si pelo mesmo. Um jogo de palavras para esconder suas ações, como se fosse realmente possível naquele momento. O jogo mudou depressa, quase uma ameaça, da sua mãe fora de visão para o seu pai na gaiola.

Era estranho não sentir necessidade em salvar seu pai, aquela atitude chorando e se borrando pelo garoto armado não lembrava aquele opressor que conhecera toda a sua vida.Seu peito arfando de desespero quase se tranquilizou se não fosse pela preocupação com aquelas pessoas presas. A permissão do vilão ao que uma vez fora um pai respeitado e amargo fora o fim daquela imagem que restava de seu pai. Sequer esperou mais palavras de qualquer um deles, levantando a mão direita em diagonal na frente do peito, energizando seus dedos e proferindo um encanto baixo.

Sua mão baixou sobre o corpo e o recém liberto caíra no chão dormindo em seguida. Sua atenção quase completa voltada para o mijador oficial do galpão sujo, inclinando sua cabeça para o lado e levantando a mão esquerda atraindo aquele garoto com psicocinese. Não atrevendo-se a tocá-lo, o levantou no ar e tateando o mesmo levemente com o poder já citado buscando novas armas e afastando-as dele para fora do galpão. O soltara no chão e o empurrara para a sua própria criação: - Desfaça isso sem matar mais ninguém.

Andando em linha reta paralelamente ao outro e as pessoas presas, criando uma defesa em torno de si se preparando para eventuais problemas. A mente do outro parecia livre e com uma simples invasão pode notar que aquelas pessoas presas eram a coisa mais bonita que ele tinha na mente, sem dúvidas. Além de saber seu nome, aquilo foi uma péssima escolha e sonharia com aquilo com certeza. Levantando a mão esquerda novamente e indicando para o outro: - Não demora não, e não exploda ninguém, ou vai ficar em um tormento comigo como punição por toda a sua vida.





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Re: — Monte de Carne

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