[Rp - Fechada] Sunshine

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[Rp - Fechada] Sunshine

Mensagem por Karma W. Hastings em Sex Set 09, 2016 7:08 pm

Sunshine
A roleplay é iniciada pelo post de Karma W. Hastings, seguindo por Sisyphos Abbel Wieffering. estando então, fechada para os demais. passando-se esta em dez de setembro, em Metrópolis o conteúdo é livre. atualmente as postagens estão em fase de andamento.



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Re: [Rp - Fechada] Sunshine

Mensagem por Karma W. Hastings em Sex Set 09, 2016 7:24 pm



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Os fones tocavam na altura máxima sua música preferida enquanto ela caminhava pela avenida do amanhã,  a principal e mais movimentada via pública de Metrópolis, cortando toda a ilha em que a cidade está localizada. Contrariando o intenso e incessante tráfego de veículos e pedestres sempre com presa, a ruiva andava calmamente sem prestar atenção para onde exatamente ia - pois estava cabisbaixa -, com as mãos  escondidas nos bolsos da roupa vermelha.

Ela balança os ombros de modo quase imperceptível ao som da música que ecoava em seus ouvidos, o ritmo era alucinante e a Hastings quase sentia vontade de se soltar ali mesmo, no meio da rua, como fazia nas raves silenciosas da quais participava. Naquele momento ela seguia para uma, o único motivo para ela ter se deslocado para tão longe havia sido esse: um flash mob. O evento consistia, basicamente, em um aglomerado instantâneo de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada para, em seguida, se dispersarem tão rápido quanto se reuniram. Ela amava esse tipo de coisa.

A Winther elevou o pulso esquerdo até que a vista pudesse vislumbrar a superfície transparente de seu relógio de pulso. Quinze para as 21 horas. Estava no mínimo com tempo suficiente para chegar na entrada do Planeta Diário, lugar onde ocorreria seu evento favorito. Karma sorriu ao vislumbrar a logomarca do lugar que era seu destino no topo de um dos prédios, em frente ao Parque Cetenário, simplesmente o maior parque público da cidade. O fluxo ali estava aumentando de forma gradativa porém repentina, ela conseguia notar mesmo que estivesse 500 metros do local. Estava com tempo de sobra para chegar lá caso não houvesse imprevistos.

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Re: [Rp - Fechada] Sunshine

Mensagem por Allen Forchhammer em Sab Set 10, 2016 2:24 pm

So I kiss goodbye to every little ounce of pain Light a cigarette and wish the world away I got out I got out out alive and I'm here to stay So I hold two fingers up to yesterday Light a cigarette and smoke it all away I got out, I got out, out alive and I'm here to stay

Um dos clássicos do metal se encarregava de harmonizar o ambiente em questão, Stairway to heaven era uma música simplesmente espetacular, praticamente uma obra prima. O espaço até então bastante amplo despunha de algumas mesas de vidro espalhadas pelo local, acompanhada de cadeiras rústicas, porém estofadas, com estampa condizente ao tema. Eu estava em uma dessas mesas, segurando um copão de café com o logo do meu pub estampado nele, enquanto meus olhos apreciavam o que as paredes tinham para me mostrar, quadros e documentos importantes na história do rock perfeitamente enquadrados em molduras grossas e de alto valor de mercado, com alguns adornamentos de metais um tanto quanto raros. — O melhor para os melhores! — Com os dedos ao redor do copo de café, o ergui numa pequena altura como se estivesse propondo um brinde e levei o copo de encontro aos meus lábios. Solvi o líquido sem pressa, uma careta de desprazer tomou conta do meu rosto assim que meu cérebro processou o sabor. Puta merda. Não ousei ingerir nem ao menos mais um gole, algo faltava naquele café que o deixava com um sabor do capeta. Com o punho cerrado, limpei o canto da minha boca com a costa das mãos para enxugar uma gota que insistia em ficar ali. Levantei da mesa, ainda com o copo em mãos e caminhei até o cesto de lixo mais próximo, onde descartei o copão de plástico ainda meio que cheio de café. Cara, é um erro chamar aquilo de café.

Saquei o meu smartphone do bolso do interior do meu blazer que se encontrava totalmente desabotoado enquanto eu caminhava em retorno para a mesa que eu estava, pressionei o botão On/Off e a tela do eletrônico tomou-se por um brilho. Desbloqueei o dispositivo através do meu padrão de segurança ultra fodasticamente seguro (era um L, não era nada ultra fodasticamente seguro), notei que havia uma notificação pendente na rede social que estava em alta no momento, um flash mob estava prestes a ocorrer em frente ao prédio do grande jornal Planeta Diário. Estalei a língua no céu da boca e foi meio que impossível não revirar os olhos com a escolha do local. — Pessoas ainda compram jornal? — Como aquela empresa estava de pé ainda era um mistério, talvez a velha guarda do país que não se adaptou ao advento da tecnologia da informação fosse o suficiente para a manter funcionando, essa cadeia de pensamentos me deu uma ideia não muito politicamente correta, a ideia consiste em criar um site de um bolão online para as pessoas fazerem suas apostas de quanto tempo aquele jornal ainda vai durar, com sorte eu ainda consiga lucrar com o adsense e com o excesso do valor caso ultrapasse o prêmio.

Averiguei por mais um tempo as informações do evento e a julgar pela hora que o post informava e relacionando com o que o visor do celular exibia... fodeu. Andei em passos apressados até a porta dupla de vidro que dava acesso ao interior do pub, que se abriram automaticamente quando fiquei a certa distância da porta. Cruzei a linha do interior para o exterior, um sopro de vento consideravelmente gélido me arrepiou, o clima não estava em seus dias de temperatura elevada. Saquei a chave de meu carro no bolso, porém não cheguei a destravá-lo. — Cara... Eu tô atrasado. — Avancei um passo. — Mas é uma vaga tão boa... — Recuei um passo. — Mas eu tô atrasado e não posso sair voando por aí... — Avancei mais um passo. — Mas é uma fodendo vaga que eu não vou encontrar novamente... — Recuei novamente, um bico de criança mimada já estava próxima a se formar em meu rosto. Ergui o pulso para o meu campo de visão e o visor digital mostrava que não demoraria para começar. Uma boa vaga em Metrópolis é algo que realmente não deve jogar fora. — Foda-se! — Exclamei irritado com a indecisão, guardei a chave em meu bolso mais uma vez e saí em disparada pela calçada, correndo em uma velocidade semelhante a de um atleta como Bolt, mas nada que pudesse chamar a atenção para mim. Esquivei de algumas pessoas sem maiores dificuldades, demonstrando uma agilidade quase que perfeita. Quase. O motivo? Um vulto ruivo praticamente brotou na minha frente enquanto eu corria, meu corpo colidiu com a nova pessoa, por uma fração de segundos minha mente trabalhou em uma velocidade extremamente absurda. Um ser humano normal caso colidisse comigo teria no mínimo alguns ossos quebrados, alguma fratura grave ou até pior, será que isso vai morrer? Em um reflexo rápido, sem se preocupar com possíveis lentes dispostas sobre a cidade que poderia me capturar, acelerei o passo acima do normal, o mundo parecia transcorrer em câmera lenta, e eu pude ver o corpo indo de encontro ao chão. Mas antes que ele colidisse com o solo, me pus entre ela e o chão em uma velocidade meio que absurda, a pus de pé e dei as costas antes que a pessoa pudesse ver meu rosto, uma tentativa falha, pois tinha certeza que tinha sido visto. — Foi mal, e olha por onde anda! — Continuei o meu percurso por entre as ruas até que cheguei em frente ao local marcado, as pessoas estavam chegando aos poucos, umas acompanhadas, outras sozinhas. Então é isso? Alguém colidiu comigo e saiu de boa? Sem lesões? No mínimo estranho.
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Re: [Rp - Fechada] Sunshine

Mensagem por Karma W. Hastings em Sab Set 10, 2016 7:57 pm



Sunshine



♫ ♬ ♪  It's time for a champion
Soothe the soul of the land
Mend the heart from the sea and the sand
Until the sun comes up again ♫ ♬ ♪

Ela não mais se importava e agora cantava a música que ecoava por seus tímpanos fazendo pequenos passos de dança no caminho até seu destino. Seus lábios se moviam, as ondas sonoras de sua suave voz se perdia, na rua, pois entoava a letra num tom baixo, quase inaudível, e estava em espaço aberto. Seu corpo rodopiava, ora dava dois passos para frente para, então, voltar um para trás; ora mexia os braços no estilo dos rappers ao som da melodia que ouvia.

Talvez, se não fosse por este pequeno fator, ela tivesse notado que alguém se aproximava. O desconhecido estava apressado e, aparentemente, não notara que a mulher de cabelos gritantemente vermelhos como fogo estava no caminho.

O impacto fora inevitável.

Tudo aconteceu rápido demais, mas, sua mente de marciana conseguiu acompanhar cada segundo. O corpo, aparentemente, frágil de Karma foi de encontro ao chão. Os fones voaram alguns metros à frente dela, fazendo-a notar que ele era realmente forte. A Winther viu o tempo "parar" - lê-se câmera lenta - enquanto caia e o homem de cabelos castanhos acelerar o passo quase como o próprio flash e ampará-la antes dela atingir o chão.

A Hastings ofegou e voltou as orbes azuladas para o seu "salvador" e, ao mesmo tempo, "agressor". Tão rápido quanto tinha se movido para impedir o baque do corpo dela contra o chão, o desconhecido a pôs em pé para rapidamente dar as costas, evitando que ela visse seu rosto por não mais que uma fração de milésimos de segundos. Tempo suficiente para que ela gravasse a face dele em sua mente.

Enquanto ele se afastava, ela buscou pelos amados fones. Encontrou-os cerca de dois metros à frente, estava quebrados. Era o fim de sua noite. Karma inspirou fundo controlando sua raiva pelo desconhecido, ele tinha acabado com os planos dela para a noite. Em troca, ela acabaria com os dele. Pressionando os fones entre as mãos ela o fez em pedaços e, com a mente, procurou pelo desconhecido. Facilmente o encontrou.

"Kriptoniano...", ela fez com que a voz dela ecoasse na mente dele. Era calma e serena, mas tinha um tom de irritação nela, os motivos eram óbvios. "Você acabou com minha noite e me deve fones de ouvido novos.", ela sentenciou. Ao mesmo tempo que se comunicava mentalmente com ele, ela avançava pela avenida, se aproximando do homem.

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Re: [Rp - Fechada] Sunshine

Mensagem por Allen Forchhammer em Dom Set 11, 2016 3:02 pm

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Em questão de minutos a frente do prédio que pertencia ao Planeta Diário foi tomado por pessoas de todas as idades, sexo e etnias, as quais não estavam dispersas pela calçada, pelo contrário, a distância média de uma pessoa para outra ali seria no máximo uns 30 centímetros, e isso me agradava bastante, uma camuflagem impecável em meio aos humanos. Eles tomaram posições de dança e então iniciaram o ato, franzi o cenho e permaneci estático em meio à multidão agora em movimento, claro, dança! Porque eu não fucei as informações da exata atividade que iria ocorrer aqui? Se eu soubesse que iria ser dança eu ao menos teria ido para o andar das bebidas alcóolicas tomar uns litros. Mordi o lábio para tentar esconder a decepção e abri caminho por entre o pessoal que insistia em dançar sem nenhuma música aparente, mas com a super audição eu consegui identificar alguns trapaceiros que estavam usando o fone de ouvido do celular para ter uma fonte sonora, eu não iria delatar eles, na verdade estava pouco se fodendo. Após me extrair do centro do aglomerado de pessoas iniciei uma breve caminhada sem nenhum rumo aparente, apenas com as mãos fechadas e recolhidas em seu respectivo bolso frontal correspondente ao lado do corpo que pertenciam, o nariz suavemente empinado e o rosto erguido. A brisa da noite me presenteava com uma sensação gostosa, eram nesses momentos que eu quase me sentia como um deles, uma doce ilusão para preencher o vazio da incerteza de minha origem.

“Kryptoniano”. Essa palavra ecoou na minha cabeça sem nenhuma explicação plausível, a “voz” ou o timbre das ondas de seja lá o que for que meu cérebro interpretou como uma mensagem sonora tinha origem feminina. — Massa, agora eu também sou esquizofrênico. — Ignorei a origem daquele evento anormal, talvez seria apenas o meu cérebro pregando uma peça em mim para suprir o tédio. Mas não era.Aconteceu de novo. Parei a minha caminhada na calçada e evacuei as mãos do bolso, cruzei os braços em frente ao peito estufado preenchido de ar devido a inspiração recente, meneei a cabeça para os lados a procura de sinal de alguém vivo que poderia estar emitindo aquilo. Como assim eu acabei com a noite da criatura? E ainda quebrei seus fones de ouvido novos? Juntei as sobrancelhas e parei um segundo para pensar no que poderia estar acontecendo, mas eu não fiz nada que acarretasse nisso nas últimas horas. “Talvez isso seja uma telepatia e não alguma loucura minha, não é? Diz que é...” Se eu estivesse vivendo em um desenho animado, eu estava com 100% total de certeza que naquele exato momento uma lâmpada acenderia sobre minha cabeça, por um momento tudo estava quase que esclarecido, pois se não fosse isso, eu ia para o Arkham Asylum me tratar. ”Eu sei quem você é... E eu espero que isso esteja funcionado, porra, eu tô ficando louco.” Como último recurso, fechei os olhos por um milésimo de segundo e quando os tornei a abrir, desfrutei de minha visão de raio X para ver além do que as estruturas me permitiam, exceto as de chumbo.

Sorri de canto ao observar a glória de meu sucesso, virando a esquina havia um esqueleto em intensa atividade cerebral se escondendo atrás de um edifício, mas que estava com a atenção claramente voltada para mim. ”Hey, eu te... achei.” Durante a pausa imposta pelos três pontos, eu me locomovi em alta velocidade até me reposicionar atrás e em uma distância respeitosa do corpo da pessoa que estava provocando toda aquela confusão mental. As madeixas vermelhas e inconfundíveis remetiam a ruiva que eu esbarrei outrora, não precisei ver sua face para chegar a conclusão da certeza e do óbvio. — Então foi por isso que eu não te quebrei no meio. — Falei em um tom baixo para que as pessoas a nossa volta que estivessem passando não nos escutassem, mas ela sim. ”É falta de educação virar as costas quando estão falando contigo.” Esbocei um sorriso sarcástico, estava aliviado por esse imprevisto não tomar uma dimensão um tanto quanto maior, e se eu realmente estivesse ficando louco? Por isso, suspirei de alívio, relaxado.
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Re: [Rp - Fechada] Sunshine

Mensagem por Karma W. Hastings em Dom Set 11, 2016 5:08 pm



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A reação de Sisyphos, ela descobriu o nome dele vasculhando a mente do Kryptoniano, fora hilária. "Esquisofrênico", ela o ouviu e riu fazendo a risada ecoar na mente dele. De repente, os fones não pareciam mais tão importantes e brincar com a mente dele se tornou estranhamente atrativo para a ruiva.

Karma parou de persegui-lo e se concentrou em manter a comunicação que os unia. A situação realmente a divertia. Os transeuntes resmungaram impropérios contra ela ao vê-la estática no meio do fluxo e a garota se distanciou, escondendo-se no beco entre dois enormes prédios. E com sua visão telescópica para manter-se de olho nele.

Infelizmente, o kryptoniano fora mais esperto deduzindo tudo e, em questão de segundos, já se encontrava atrás da marciana.

— Eu não sou tão frágil quanto aparento. —ela cantarolou dando um giro de 180 graus para, finalmente fitar o homem de cabelos negros e orbes azuis. — Quando pagarás por meus fones? — a ruiva questionou cruzando os braços na altura dos seios. Agora que a diversão havia passado, ela tinha assuntos pendentes a resolver com o "desconhecido".


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Re: [Rp - Fechada] Sunshine

Mensagem por Allen Forchhammer em Dom Set 11, 2016 6:23 pm

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Obtive a minha resposta de um modo um tanto quanto inusitado, ela cantarolou para ser mais específico. Em seguida, girou no calcanhar em torno de seu próprio eixo num ângulo de 180° graus, o que foi suficiente para a deixar frente a frente de mim, a gravidade junto do fluxo de ar atmosférico sobre a superfície do planeta fez o trabalho de agitar o cabelo da ruiva durante o movimento, fazendo-o avoaçar por breves segundos durante o giro, a flexibilidade combinada da coloração deixou-o semelhante como uma enorme chama que estava consumindo a cabeça dela. Para sua sorte, não estava. — É, eu percebi que não é tão frágil... — Dei de ombros e recuei um passo para trás, as mãos voltaram a se recolher em seus respectivos bolsos, meu olhar percorreu o corpo da mulher a minha frente dos pés a cabeça em um ato nada discreto, mas do contrário que ela provavelmente estaria imaginando, eu não estava “tarando-a”, só estava tentando analisar os sinais e tentar saber que tipo de criatura ela era, e eu não queria “invadir” a privacidade de seu corpo a analisando a nível celular. — É, desisto. Enfim, não importa. — Sem sucesso eu desisti de procurar por mais alguma coisa, não havia nem ao menos algum sinal microscópico em sua manifestação física. Aceitei a derrota, afinal, não era de extremo interesse saber o que ela era, o interesse nesse momento era me livrar dela.

A observei elevar os braços a altura dos seios e os cruzar em frente dos mesmos, devido a diferença de altura para encará-la eu tinha de abaixar um pouco a cabeça e ela empinar levemente o queixo, mas devido a distância que estávamos, o campo de visão não pedia um deslocamento considerável, apenas algo que se passasse horas assim me causaria um torcicolo. Fui surpreendido com uma pergunta aparentemente sem fundo de sentido, ela me questionou sobre quando eu pagaria por seus fones, franzi o cenho a princípio, sem ter ideia do que ela estava falando. A chave para entender seria lembrar do incidente, mas se atendo aos detalhes. ”Okay, eu estava caminhando e bum, ela aparece. Eu esbarro nela, ela quase cai, mas tem a queda aparada por meus braços por causa de um pensamento rápido que tive, cara, eu sou muito foda. Enfim, ela não cai, mas daí eu escutei algo... ah, porra, os fones! ” — Ah, aqueles que caíam do seu ouvido quando você apareceu na minha frente sendo a causa do impacto? Desculpa, mas isso não é problema meu. — Ergui ambas as sobrancelhas ao mesmo tempo que meus lábios desenhavam um sorriso com intuito de alfinetá-la. Claro que se ela ficar realmente fula comigo, se for compatível eu até dou meu fone para ela, ou em um caso mais extremo a acompanho até uma loja para me livrar dessa dívida bendita. — Assunto encerrado? — Continuei de sobrancelhas erguidas, o sorriso permaneceu no meu rosto, recuei dois breves passos para trás, indicando que iria seguir o caminho caso ela não tivesse mais nada para acrescentar.
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Re: [Rp - Fechada] Sunshine

Mensagem por Karma W. Hastings em Seg Set 12, 2016 12:15 am



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Os fones de ouvido eram os amores de Karma. Não er aum fone de ouvido qualquer, era um HeadPhone com formato de orelhas de gato e luzes de led lilás que brilhavam intensamente e o melhor era que as orelhas de gato tinham alto falantes. Eram os fones de ouvido mais recentes antes vistos e o Kryptoniano queria ir embora sem lidar com o prejuízo.

Karma inspirou fundo tentando manter a calma. Ela fechou os olhos e mentalizou unicórnios saltitantes e ilhas de algodão doce... Mas... Quem se importava com ilhas de algodão doce? Aquele ser simplesmente tinha acabado de culpa-la pelo ocorrido sendo que ela não tinha culpa nenhuma em nada. Nada!

A ruiva semicerrou os olhos, crispou os lábios e fechou ambas as mãos em punho.

— Desculpe... Han... — ela parou por alguns segundos, tentando se recorda do nome dele que era tão exótico, ou mais, que o dela. — Sisyphos, não é mesmo? Respondendo sua dúvida anterior, eu não sou humana como podes ver. Mas... isso não vem ao caso.— ela riu com sarcasmo se aproximando dele sem se importar com a diferença de tamanho. Karma poderia ser baixinha, mas era uma ruiva e ruivas eram famosas por seus temperamentos. A marciana sorriu para ele, tentando ser simpática.

— Olha, querido, eu poderia muito bem roubar outro desses, mas... Sabe, dá um certo trabalho. Principalmente quando tem alguém que pode pagar, não é mesmo? Veja bem... — ela mostrou os headphones quebrados. — Eles são únicos, não se acha em qualquer esquina. Além do mais, tem o fato de que você acabou com a minha noite, a esta hora o flash mob já acabou. — a Hastings resmungou, estava arrasada. Tinha se programado para ir até Metrópolis apenas para aquele evento, seria um dos maiores flsh mobs do ano e receberia cobertura até do Planeta Diário.


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Re: [Rp - Fechada] Sunshine

Mensagem por Allen Forchhammer em Qui Set 15, 2016 8:58 pm

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Um breve silêncio se instaurou, emiti um suspiro de alívio já decidido a tomar meu rumo para preencher minha agenda vaga durante a noite, até que a percebi semicerrar os olhos e crispar os lábios. Reprimi um muxoxo em sinal de insatisfação e me vi obrigado a cruzar os braços em frente ao peito, aquilo eram sinais claros de que o assunto não estava encerrado. Parabéns, Sisy, tua sorte é de dar inveja. Eu só me fodo. Ela fez um pedido de desculpas sarcástico, seguido por uma pausa. A próxima frase que ela iniciou o meu nome já estava predestinada a ser algo que não iria acrescentar em nada naquela conversa, serviria apenas para alfinetar, e cheguei a certeza da minha opinião a respeito disso assim que ela concluiu a frase, afinal, aquela risada característica não deixava dúvidas. Permaneci estático em meu canto enquanto ela aproximava-se com o peito levemente estufado para parecer um pouco maior, mas ainda assim ainda se via obrigada a empinar levemente o rosto para que pudesse manter um contato ocular comigo, eu jurava que poderia ver através de seus olhos a tempestade que seu cérebro estava tomado, seus escassos passos foram duros, firmes e decisivos.

De início, as palavras que vieram após seus passos soaram firmes e corajosas, ela estava me afrontando frente a frente por algo que claramente eu não tinha culpa, e caso tivesse, teria a mesma parcela que a dela. Mas então, depois que ela mostrou os headphones quebrados, sua voz tornou-se mais frágil e eu notei que ela estava admitindo tudo aquilo com certa tristeza. Mordi o meu próprio lábio inferior para não aderir a ideia dela de que eu havia acabado de estragar a sua noite e não ser invadido por um sentimento de culpa que com toda certeza eu não possuía. — Olha, mano, eu sinto muito. Mas eu não posso fazer nada. — Recuei o olhar para os lados, observando por um segundo o fluxo de pessoas pela avenida enquanto pensava em uma solução plausível. — Mas se quer saber, eu acabei de sair de lá e olha, não tá essas coisas não. Okay, isso não ajudou né. — Voltei a morder o lábio inferior, desta vez eu apliquei mais força para reprimir um suspiro que poderia vir a carregar um pouco de dó. Deslizei uma de minhas mãos para dentro do meu blazer e retirei de algum bolso oculto um bloco de notas e uma caneta, dois objetos que eu usualmente carregava comigo mesmo para situações imprevistas, como essa.

Nesse papel, escrevi com a esferográfica carregada com tinta azul escuro o meu endereço de e-mail, o número de meu celular e o endereço de meu apartamento. Destaquei a folha e estendi a mão para que ela guardasse os meus dados e junto da folha destacada, também lhe entreguei o minúsculo bloco de notas com a caneta. — Anota seu número e endereço que eu vou providenciar fones novos para ti, e quero encaminhar a mercadoria diretamente pra tua casa. Enquanto isso... — Mais uma vez meus dedos fecharam-se em torno de algo no interior de meu terno, quando retirei a mão de lá revelei um pequeno emaranhado de fios que consistia em um fone excelente que eu usava, aproximei um passo da ruiva e eu mesmo coloquei o fone no bolso frontal de suas vestes púrpuras chamativas, aproveitei para também recolher o bloco e caneta que havia lhe entregado. Não me certifiquei antes de guardar os objetos se ela havia anotado, afinal o eletrônico era para ela e não para mim, o prejudicado da história pela ausência de endereço não seria eu mesmo. — O som é excelente, apesar de não ter o design extravagante. Sobre arruinar a sua noite, aí no papel contém o meu número, eu não vou fazer nada durante o resto do dia, tá tudo adiantado no meu escritório, qualquer coisa já sabe o que fazer. — Lhe enviei uma breve piscadela amistosa sem segundas intenções e tomei uma curta distância de seu corpo. — Já posso ir, mulher cujo temperamento corresponde bem a coloração do cabelo e que não me falou o nome? — Lhe solicitei com a voz carregada de sarcasmo.
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