ÁREA C

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Mensagem por Zarathos em Sab Maio 26, 2018 10:50 pm

Área c

área c, o terceiro e caminho à direita, o departamento C. Por sua vez, a única iluminação fornecida é pelo o pirotécnico com suas tochas; o resto, a lua faz o seu papel.

i. O pirotécnico, aquele com a responsabilidade de aquecer os corações e acalentar os olhos alheios com as suas magias pirocinéticas. Com tochas, as chamas dançam no ar em um malabarismo envolvente, quando não as engole e cospem na forma de uma labareda gigante, que mescla-se na atmosfera. É um homem gordo e careca, com metade do físico sem pele, devido a um acidente com o elemento que brinca décadas atrás. Pode ser visto na entrada do departamento C como o Coringa no B.

ii. a casa, à esquerda da passagem, uma única e longa casa. De entrada e saída única, há uma fila para adentar. Separada por dois caminhos indicados pelas setas: "à esquerda, casa dos espelhos. à direita, as bizarrices do mundo". Na casa dos espelhos, o título indica o que vai ser achado em seu interior; centenas e centenas de espelhos de  infinitas as formas, com uma transparência em seu trabalho de exibir aos visitantes quem realmente são. Por sua vez, à direita na casa das bizarrices, um corredor estreito. Nas laterais, em umas jaulas, pessoas deformadas: gêmeos siameses, anões, e o que a imaginação permitir.

iii. o globo da morte, no final, a nona e última atração do circo, o Globo da Morte. Um globo feito de um metal corroído, de tamanho imenso para suprir uma grande quantia de motoqueiros. Aceitar participar desta atração lhe dará um moto de primeiros anos, isto é, uma das primeiras a serem fabricadas pelo mercado; sem freio, por sinal. O motoqueiro adversário está amaldiçoado a nunca parar de rodar no globo e assim cumpre o seu dever, à espera daquele que o desafiará e tomará o seu lugar.




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Re: ÁREA C

Mensagem por Sophie Czarevich Brahms em Ter Maio 29, 2018 12:35 am

O circo do fantástico Falion

 
Não tinha se passado muito tempo desde os primeiros raios de sol. Eles entravam pela fresta aberta da janela, iluminando minimamente o quarto e esquentavam minha perna direita, que se encontrava sob as pernas masculinas. Havia rastros de suor e outros fluidos pelo corpo, mas, eu me sentia cansada o suficiente para ignorar as impurezas e permanecer deitada, debruçada em cima de Jyrik — enquanto ele ressonava baixinho, num sono leve.

Eu não conseguia dormir. A noite tinha sido agitada no bar, e isso fazia com que minha mente permanecesse agitada até agora, impedindo que o sono me embalasse. Memórias da noite passavam e repassavam na minha cabeça, ao passo que eu fazia círculos imagináveis no peito masculino, tentando me distrair. Quando, enfim, eu achei que o cansaço estava falando mais alto e eu finalmente estava cedendo a um cochilo, a campainha tocou, fazendo com que meus pensamentos despertassem na hora.

Ah, merda.

Resolvi levantar depois do terceiro toque; isso, pois, Rik começava a se mexer sobre mim. Usei uma camiseta masculina que estava jogada no quarto para tampar minha nudez e, após vesti-la, atravessei os pequenos cômodos que faziam parte de uma área inutilizada do bar e que usávamos como casa, até chegar à porta dos fundos, onde a campainha estava instalada. E, eu juro, se eu já não tivesse acostuma com coisas bizarras, eu teria levado um puta susto ao abrir a porta.

Uma criatura de estatura baixa, que mais parecia um pigmeu vindo das profundezas do inferno, estava diante de mim. Eu quase perguntei se ele era algum lacaio de meu pai, mas, antes que eu abrisse a boca, ele estendeu seus bracinhos miúdos, me oferecendo dois pedaços de papel amarelado. “Falion espera por vocês!”, murmurou num tom horripilantemente jocoso, antes de me dar as costas e ir embora.

Estranho como o inferno. — Resmunguei, girando sobre os calcanhares após fechar a porta atrás de mim. Quando voltei para o quarto, encontrei um Jyrik desperto, questionando quem era. — Você ouviu falar daquele Circo de Falion, não? Ganhamos ingressos. — Balancei os papeis na frente do rosto dele, numa brincadeira um tanto quanto infantil. — Você quer ir? Eu não sou muito fã de circo, mas, confesso que estou curiosa para este. Além da fama que ele tem, estou intrigada com esse símbolo. — Me sentei no colo alheio, segurando o ingresso pelas pontas e o mostrando inteiramente para o moreno. — Eu sinto que ele representa alguma coisa, mas não consigo me recordar do que.

Às vezes, você adquire tanto conhecimento que, chega um momento que você não consegue organizar tudo em sua mente. Eu conhecia alguns idiomas mágicos e, o idioma rúnico era um desses. Mas, ao olhar para o papel, eu não conseguia me recordar de absolutamente nada que ele poderia representar. — Bem, acho que isso não é muito importante, de qualquer jeito. E ppodemos resolver se vamos ou não mais tarde. Mas, já que você está acordado, eu tive uma boa ideia do que poderíamos fazer agora. — Joguei os ingressos de lado, em um canto qualquer.  A camisa que eu vestia foi outra coisa que foi arremessada longe. Com o tronco inteiramente descoberto, me apertei contra o tórax de Jyrik, aquietando suas palavras com um beijo.  

***

Achei que estaria mais... Cheio de gente. — Comentei, assim que passamos pela entrada. Havia algumas pessoas ao nosso redor, mas nada comprado ao que eu me recordava, quando tinha ido visitar um circo em minha infância. — E, mais importante, não tem nenhuma criança aqui. Eu sei que é um circo meio macabro, mas né. — Meus olhos vasculhavam o lugar, procurando por algo diferente. Tinha algumas barracas com comidas circenses, como pipoca e algodão-doce e, ora ou outra, um personagem estranho passava por nós.

Começamos a andar um pouco sem rumo, virando à direita. Logo a frente de algumas atrações, estava um homem que brincava com fogo — literalmente. Apesar de parecer algo fácil de fazer, a maneira com que ele mexia as tochas eram encantador; como se fosse uma dança envolvente, e a fogo, o seu par. — Bom, já sabemos que, caso o princesa não dê certo, você pode nos sustentar trabalhando em um circo. Suas habilidades seriam muito estimadas, embora eu pense que você iria precisar treinar muito para ter o gingado desse homem. — Sorrindo, sussurrei baixinho ao pé do ouvido de Jyrik, em tom de brincadeira.
 

_________________


Fallen angels at my feet, whispered voices at my ear, Death before my eyes, Lying next to me I fear. She beckons me, shall I give in? Upon my end, shall I begin? Forsaking all I've fallen for I rise to meet the end.

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Re: ÁREA C

Mensagem por Jyrik Sahlök d'Estaing em Qui Maio 31, 2018 4:49 am




Blood on my skin
☾★ You're too pretty for me, baby, I know, it's true, yeah, even better when you first wake up than anybody else. I've loved, baby, I got good luck with you, yeah, I didn't know we'd get so far, but it's only the start, baby, you got me worried. ★☽
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Os orbes verdes apareciam lentamente conforme os olhos se abriam, perturbados com a luz solar que começava a iluminar o quarto abafado. O odor inconfundível dos corpos fluía pelo espaço demonstrando o que outrora havia sido uma noite agitada, e apesar de estarem juntos a algum tempo Jyrik ainda se surpreendia com a loira. Afinal o que eu faria sem ela?

Ele sabia que o bar exigia muito de Sophie, e tomar conta do estabelecimento sozinha - e com maestria - como vinha fazendo, era algo de se admirar. - Quem era? - Dizia simplesmente, sentando na ponta da cama bagunçada enquanto espreguiçava os braços. Seus músculos doídos do esforço em que tinham sido submetidos algumas noites atrás. Esse maldito Draconis ainda vai me matar.

Um suspiro desanimado surgiu do rapaz enquanto ele ponderava suas próprias palavras. Literalmente. - Parece ser idiota o bastante. - Sua voz era lenta com a preguiça que o invadia, sua visão ainda turva tentava ver os detalhes dos papéis balançados a frente do rosto. -  E eu pensando que você conhecia qualquer símbolo existente... - Ignorando o olhar que ela o lançava, Rik aceitava a garota em seus braços enquanto se aconchegava novamente contra a cabeceira da cama.

- Mas já que está tão curiosa assim, acho que podemos pensar no assunto. - O rapaz não podia estar mais desinteressado naquilo e apesar da fama que vinha junto com o nome do circo, assuntos mais urgentes necessitavam a atenção do vilão. Quem disse que fazer o mal era fácil? Não importava no momento, Rik estava satisfeito o bastante aquela manhã em acordar ao lado de sua garota.

A peça única de roupa que cobria o membro do rapaz começava a se destacar enquanto o corpo dela se encostava contra o seu, e movido pelo sangue que começava a fluir mais rápido em suas veias, ele dava breves beijos na pele alva do pescoço dela. - Faz algum tempo que não saímos juntos para algo assim. - Suas mãos ainda passeavam pelas pernas despidas da loira quando ela finalmente parecia perder o interesse nos papeis e ganhar em outra coisa.

- Acho que quero ouvir essa sua ideia. - Dizia com um sorriso malicioso, observando sua namorada se despir a sua frente antes de selar os lábios nos dela. Uma ótima maneira de iniciar o dia.

☼   ☼   ☼


- Não acho que eles ficaram tão animados com a ideia do circo. - Dando de ombros, Jyrik passava os braços ao redor do corpo da loira enquanto liderava o caminho para uma parte mal iluminada do circo. - Fico feliz que não tenha crianças, sabe como eu me sinto quanto a elas. - Em poucas palavras, podia-se dizer que o rapaz não seria um bom pai.

Os passos levavam ambos até um homem que se destacava naquela área mal iluminada, suas mãos dançavam em pleno ar com tochas pegando fogo como se estas fossem extensões de seu próprio corpo. Soph parecia ter achado aquele homem gordo e careca brincando com o fogo interessante, para surpresa do rapaz. - Que? Eu poderia fazer isso mil vezes melhor. - Com uma carranca nos olhos ele encarava o homem em busca de qualquer sinal que o fizesse iniciar um conflito.

Quando este não veio, o moreno suspirou desanimado e começou a se afastar do pirotécnico e mergulhar outra vez na escuridão. - Só não esqueça que nós dois seriamos ótimas atrações de circo. Um demônio e uma salamandra humanoide. - Não conseguia evitar sorrir para a garota enquanto avançava em direção a segunda atração do lugar, um pouco mais distante. - Que bela dupla nós fazemos. -

Uma fila apática e pequena fazia parte da longa casa que abrigava o destino que o casal tomava. - Acho que ali dentro pode ser interessante. - Ignorando a fila presente para entrar, Jyrik liderava a garota em direção a entrada. Quando um jovem decidiu protestar o avanço dos dois, a intenção maligna no olhar do vilão foi tão forte que o intimidava a não dizer mais nada. Satisfeito ele apenas continuava a caminhar em frente, ignorando o ocorrido.

- Essa casa das bizarrices realmente chamou minha atenção. - Dizia, após ler as placas sinalizando os caminhos. No outro lado, a casa dos espelhos se mostrava igualmente horripilante. - Vamos ver se encontramos algo tão feio quanta nossas transformações ali dentro. - Com um riso abafado Rik tomava o caminho estreito e mal iluminado. Ali dentro as piores aberrações que poderiam existir no mundo saciavam algo estranho e psicopata dentro dele, e alimentavam um sentimento e um desejo que Jyrik havia aprendido a conviver com.

Aquela vontade de matar.



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Re: ÁREA C

Mensagem por Scott Bloomfield em Sex Jun 01, 2018 1:24 am

 
With the lights out, it's less dangerous
Here we are now, entertain us



,                Scott caminhava pelo Central Park apreciando o leve frescor daquela tarde de primavera. Como nunca tinha vindo a cidade grande, queria aproveitar para turistar um pouco. Nova Iorque é a típica cidade onde o clima é traiçoeiro, diferente do qual se acostumara em sua infância no Texas, ensolarado e seco. Na Big Apple, os dias poderiam amanhecer ensolarados e se turvar em dilúvio em questão de segundos. A primeira semana em NY, Scott penara um pouco, hoje no entanto, usava um sobretudo preto e suas botas militares. Mal ele sabia que isso provavelmente não seria suficiente para protegê-lo fora de casa.

Quando dirigia-se para uma das saídas do parque, algo lhe chamou sua atenção. Perto do portão, personagens fantasiados... Eram palhaços? Essa era a singularidade de uma cidade tão grande, você podia se surpreender com o cotidiano de uma forma incrível. No entanto, esses palhaços não pareciam comuns. Usavam cores escuras e nem um pouco alegres, suas roupas eram sujas, rasgadas. Scott aproximou-se, prestando mais atenção. Distribuíam algo entre os passantes, mas nem todos eram privilegiados. Preocupada em tentar acalmar sua filha aos prantos, uma moça atravessara para o outro lado da rua. Curioso, quis ir atrás de um. A sua frente, um palhaço caminhava distribuindo panfletos e apertando uma buzina. Scott tentou apertar o passo, mas não precisou muito. De repente o palhaço voltara-se com tudo para ele, ficando imóvel. Scott ficou impressionado com sua mascara, possuía uma mandíbula enorme com dentes afiados que saltavam para fora, cabelo vermelho-sangue despenteado, e grandes olhos negros, impossibilitando ver os que realmente estavam por trás - mas Scott tinha certeza que estava sendo analisado por quem quer fosse. Alguns segundos de suspense se passaram. Scott começara a sentir seu corpo pinicando de nervoso. Uma leve risada macabra sairá abafada por trás da máscara, e por fim o palhaço estendera sua mão com um panflete em direção a Scott.

Afinal, não era um panfleto. E sim, um convite. Na entrada do circo, Scott o entregara a um funcionário de preto, pouco simpático, o homem analisara uma figura estranha que possuía no verso da folha, e indicara Scott para onde deveria seguir. A situação toda era um pouco estranha, mesmo para Scott que tinha um gosto perverso e obscuro para as coisas. Ele decidiu seguir em frente, mas como fizera em toda sua vida, nunca abaixando a guarda.

Scott encontrara-se em um pequeno grupo a qual fora recebido por um pirotécnico. Ele abrira caminho pelas trevas, guiando-os para dentro do circo. Por fim, S. decidiu afastar-se um pouco das pessoas, e conhecer o lugar por conta própria. Apesar de gente alí e acolá, a noite naquele recinto era agradavelmente calma e quase silenciosa, algo difícil de encontrar para os padrões de NY. Caminhando, deparou-se na frente de uma casa. Casas assustadoras sempre lhe chamaram atenção. Com a entrada separada por dois caminhos indicando esquerda e direita, Scott se dirigiu-se para a fila da casas dos espelhos e aguardou para entrar.




And I forget just why I taste...
Oh yeah, I guess it makes me smile.

▲BY LOONY!

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Re: ÁREA C

Mensagem por Gowther von Reinherz em Sab Jun 02, 2018 1:38 am



brincar com fogo
Mesmo após o interminável ensino médio, os jovens que permanecem no mundo dos estudos precisam cumprir seus deveres de casa. Nada mais de problemas de matemática ou questionários sobre guerras em países que ninguém sabe escrever o nome, e sim muita leitura. Sendo estudante de psicologia, então a quantidade de livros é ainda maior que o normal dos demais cursos. Para a sorte de Gowther, ler era um de seus hobbies prediletos.

— Só pode estar brincando! — O estudante não suportava ver seu mordomo colocando mais e mais livros em uma pilha em seu lado. Todos estavam devidamente marcados pelos marcadores de página nos capítulos que Reinherz deveria ler.

Apesar de ter seus serviços dispensados inúmeras vezes, o fiel servidor da família permanecia morando no apartamento de Gowther. Ele era como um segundo pai, caso o biológico fosse considerado. Não havia ser no mundo capaz de separá-lo de seu jovem mestre, e os patrões gostavam disso, pois o usavam como forma de manter um par de olhos no filho em um país distante.

“Caralho!”, devido ao estresse que seu mordomo promovia, o rapaz acabou lendo uma página inteira sem prestar o mínimo de atenção. Era a quarta vez que isso acontecia apenas naquele livro. E, ainda sem virar a folha, ele foi interrompido por ninguém menos que seu empregado.

— Jovem mestre, isso acabou de ser entregue por baixo da porta. — Um papel amarelado foi entregue nas mãos do estudante pelo mordomo.

Com uma breve análise daquilo, Gowther concluiu que era uma espécie de convite para o Circo de Falion. Uma pitada de orgulho foi o suficiente para inchar seu ego. Em tão pouco tempo na América, ele já era convidado para eventos raros, embora ele nunca tivesse escutado falar desse circo. “Tanto faz. Fui escolhido!”, argumentou consigo mesmo.

Enquanto escolhia qual roupa usar para aquela noite, o jovem não notou o passar do tempo. Foi inesperado, portanto, o aviso do mordomo sobre a hora. “Mas já?”, perguntou-se. Às pressas, vestiu a roupa vitoriosa na competição injusta onde apenas as primeiras experimentadas foram julgadas. Ninguém reclamou daquela decisão, então não houve recontagem de votos. Além de tudo, foi unânime.

Para não se atrasar, o usuário do chifre usou um de seus dons únicos; com a transformação em arco-íris, Gowther transitou uma distância de quilômetros em menos de um piscar de olhos. Ninguém notou o uso daquele poder, pois ele surgiu em um banheiro público vazio e saiu dele. A luz típica do retorno a forma física foi escondida pelas portas sujas do lugar.

— Se eu sentisse cheiro naquela forma, não teria escolhido bem esse banheiro! — Enquanto reclamava, o rapaz começou a andar para o interior do Circo de Falion.

A ansiedade de Gowther podia ser notada por qualquer um. Ele não conseguia esconder o fato de estar animado com o lugar. Era seu primeiro circo e a primeira vez que era convidado para algum lugar nos Estados Unidos.

“Sombrio”, comentou a respeito do circo. Em sua fantasia, tudo era mais animado e repleto de palhaços, crianças e balões. O que havia, na realidade, eram sombras, gente assustadora e chamas. Ironicamente, o usuário do chifre optou pela direção do fogo, o Pirotécnico. Sua desculpa era a luz, mas a verdade era que ele temia se envergonhar ao gritar de medo com alguma bizarrice. “É tudo maquiagem e luz, Gowther!”



postando no: Circo de Falion

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Re: ÁREA C

Mensagem por Heidi Björn-Østberg em Dom Jun 03, 2018 3:46 am

Uma. Duas... Cinco batidas de coração. Foi exatamente o tempo que levei para assimilar a realidade de que tinha um palhaço na minha porta. Mas não um palhaço qualquer, com nariz vermelho e roupa esquisita. Era um maldito palhaço assassino, no melhor estilo Pennywise. Não tenho tanta certeza se Stephen King estaria orgulhoso daquele ser. Mas também, quem se importa? O cara é um louco sociopata que escreve sobre palhaços comedores de crianças em capas de chuva amarelas. Um maldito lunático, devo ressaltar. Um maldito gênio, devo admitir.  E eu ainda estava paralisada, olhando aquele pedaço de psicose.

Só quando ele estava longe demais para ser enxergado que eu me permiti desviar o olhar. Deus me livre e guarde de ter o tipo idiota de morte reservada apenas para os filmes de terror mais previsíveis. Que fosse comida por crocodilos, senhor, mas não um palhaço. A porta se fechou sozinha quando me afastei. Obrigada, tecnologia. O envelope em minha mão conseguia ser uma aberração ainda maior que o seu entregador. Eu ainda não tinha tido o desprazer de conhecer o cara que disse que amarelo e laranja faziam uma boa combinação. Mas gostaria muito de ter seus olhos em conserva, bem lindos em um pote na estante da sala de estar.

Surpresa! Se tratava de um convite para um circo. Quem poderia imaginar uma coisa dessas? E eu achando que estava sendo convidada para um dia grátis de spa. Joguei aquela coisa horrível dentro da gaveta sem remorço e voltei para o meu computador. Responder e-mails de trabalho. Yaaay. Puro lazer. Entretando, aquela sensação nao me deixava por um só minuto. Sabe quando você sabe que vai dar ruim, que obviamente é uma péssima ideia e que vai acabar morto, ou pior, lunático, mas essas informações só aumentam sua vontade de fazer? Pois é.

— Oh, que merda.

×××

O circo não era como eu imaginava. Não mesmo. Nada de crianças catarrentas correndo enquanto seguravam um algodão doce rosa. Nada de luzes e pessoas estranhas com roupas coloridas. Tudo muito escuro, tudo muito sombrio. Essa era a única descrição que poderia me vir a mente. Apesar de que eu deveria ter imaginado. O palhaço na minha porta e o convite não eram lá tão felizes assim. Não como eu achava que um circo deveria ser. E eu odiava circos. Mas, surpreendentemente, não esse. Mesmo estando localizado ao norte de Algum Lugar e ao sul de Lugar Nenhum, esse circo em particular apenas me deixava em expectativa. Eu queria saber o quão assustadores eles achavam que poderiam ser. E eu queria que eles viessem com tudo que tinham.




「R」

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The sea is heaven on earth

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Re: ÁREA C

Mensagem por Zarathos em Seg Jun 04, 2018 9:41 pm

Área c

i. Os perdidos Sophie Brahms Czarevich, JYRIK SAHLÖK D'ESTAING, Scott bloomfield, GOWTHER VON REINHERZ e HEIDI BJÖRN-ØSTBERG encontravam o caminho na casa da bizarrice;

Atentos globos de Gowther, viabilizavam as labaredas dançarem no ar, conforme seu parceiro, o pirotécnico, conduzia o ato. De alguma maneira ou outra, atraído pelos movimentos singulares, a chama rebolando no oxigênio e sequer dando um sinal de falha. Todavia, os braços cansados do companheiro tomaram o cabo das tochas e resolveu dar uma pausa à atração.

— Venha comigo. — O silêncio a pairar diante do mascarado, enfim, extinguiu-se ao revelar a voz grave com traços sutis de distorção. Ao erguer a destra, que ainda empunhava o objeto luminoso entre os dedos, deu a trilha para que rumo seguir. Certamente a inocência do menino unicórnio não permitiria ver maldade nas intenções daquele e foi optado por atender ao comando. No término da caminhada, jaziam de fronte à Casa. — Aqui será mais divertido para você. — Saindo do centro do campo visual do mais novo, cedeu a vista da entrada para a casa.

Ao mesmo tempo em que Gowther adentrava e passeava para a direção dos ademais seres presentes, passos mais apressados alarmaram todos. A atrasada da situação, a menina de fios dourados e tratava de uma figura mitológica para as mentes crentes; Heidi. Próximo ao final do corredor, este que orientava ao salão de criaturas horrendas e deformadas, foi visto um trem minúsculo, mais ou menos. Nos assentos, espaço somente para uma pessoa em cada vagão. A ordem, respectivamente, foi do primeiro para o último: Sophie, Jyrik, Scott, Gowther e Heidi. Por sinal, a mesma em relação a ordem de chegada.

A barra de aço prendeu o quadril ao brinquedo e evitou a hipótese de que se machuquem entremeio ao procedimento de transporte, ou tentassem a fuga. Enquanto preparavam-se para a partida, o farol no vagão de Sophie (o da frente) acendeu-se e iluminou a passagem escura. Nisso, no segundo ulterior, a partida foi dada à máquina e iniciou a mover-se devagarinho.

Os impacientes não suportariam a demora, já que faziam minutos desde o instante em que o trenzinho deu a primeira marcha. Ou, ao que mais assemelhava-se, ponto-morto. Entretanto, enquanto progrediam na ação de deslocar de um ponto a outro, ruídos estranhos adentravam à atenção de todos. Em certos momentos, estalos agudos, outros grunhidos secos, assim como gemidos sôfregos. Uma infinidade de sons, capazes de arrepiarem a penugem da nuca, em todos os timbres possíveis.

Então, em um piscar singelo de pálpebras, a velocidade intensificou instantaneamente. O que era lenta tornou-se tão rápido como assustador. O que parecia pequeno pelo lado de fora, enganou os íntimos vagos. A quem tivesse atento, enxergaria um corpo no centro da iluminação, fornecida pelo único farol. Quando estava a se aproximar, apagou e somente a sensação de algo aconchegando-se na lataria. A experiência sem a visão, devido a todo o breu, transformava a cena no próprio inferno. Sophie sentiu dedos gelados acariciando os fios. Jyrik, por sua vez, provou unhas protuberantes e afiadas a roçar em seus lábios. Scott, de mãos largas e pesadas a massagear seus ombros. Gowther, de uma língua áspera e comprida a lamber desde a maçã facial ao pescoço. Heidi, de dedos quentes, realmente quentes, a agarrar seu seio destro, fazendo a roupa iniciar a queimar na região.

Quando tentassem emitir algum som, perceberiam que somente o ambiente tinha esse luxo.




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Re: ÁREA C

Mensagem por Gowther von Reinherz em Sab Jun 16, 2018 8:51 pm



brincar com fogo
A preferência pelo caminho mais iluminado foi uma ideia duvidosa. Gowther parecia uma criança encantada por doces em relação às chamas do malabarista de tochas. Desatento quanto a tudo ao redor, o jovem tinha olhos somente ao artista e sua habilidade. Esse estado o deixou suscetível a comandos e, naquele caso, foi aquele por trás da máscara que exerceu domínio nas ações do outro com poucas palavras.

“Venha comigo”, repetiu o inocente em sua caminhada. Ele nem sequer sentia falta de algo, o Unicórnio já não o incomodava por um tempo. Além do mais, o passar do tempo estava túrbido. Sua mente se perguntava há quantos minutos ou horas chegou no circo e fracassou miseravelmente em recordar. Na verdade, esquecia-se da dúvida quando retornava o olhar para aquele que o guiava.

— O quê? Como eu fui parar aqui? — perguntava-se o usuário do chifre quando uma barra metálica prendeu seu quadril ao vagão de um trem pequenino. O lugar em que se encontrava era escuro, o que não o surpreendeu por se lembrar que era o Circo de Falion. No entanto, seu desejo no começo era ver o pirotécnico, somente. Brincar num trem não fazia parte de seus planos.

Gowther estava acompanhado de outros visitantes da atração, embora cada um estivesse em um vagão diferente. O penúltimo era o que ele se encontrava, bem distante do farol do primeiro. Para a sorte dele, contava com uma visão excepcional — para ver o que era iluminado, e não o escuro.

O trem deu a partida. Sua velocidade se comparava a de uma tartaruga sem pressa. Um teste de paciência, quiçá uma maneira de atiçar o medo dos passageiros. Método estranho que funcionava no usuário do chifre. Seu fraco com o desconhecido era deixado à tona. O medo era estampado em sua face e sua garganta se fortalecia para grito que soltaria no primeiro sinal de bizarrice.

Após uma longa sequência de gritos e lamúrias, o trem pela Casa das Bizarrices deixou de promover aflição ao rapaz. Havia uma sequência que ele conseguiu se adaptar e, dessa forma, prever quando iria escutar algum som ou ver o vislumbre de algo estranho. No entanto, todos os passageiros do trem foram surpreendidos por uma mudança brusca do movimento. E, por um breve momento, o farol do trem iluminou o que parecia a figura de um corpo no centro da casa. Gowther perdeu a voz naquele momento, como pôde notar ao não sair som da sua boca.

“Algo está errado”, constatou tarde demais.

No meio daquela escuridão, não pôde ser vista, mas sim sentida a subida de algo na lataria do trem. Um peso estranho, diferente de uma elevação por qual o trem pudesse ter passado nos trilhos. Havia algo a mais, ou alguém, naquele veículo. Essa coisa, para aterrorizar ainda mais o jovem assustado, levou sua língua da bochecha de Gowther até o pescoço. Não parecia natural, assim como nada do circo. A imaginação do rapaz não tardou em imaginar uma criatura horrenda escondida nas sombras.

Instintivamente, o chifre do unicórnio surgiu na cabeça do usuário. A roupa desapareceu para dar lugar à vestimenta heroica. Para escapar do vagão e da criatura que o lambeu, tentou se transformar em arco-íris. Isso o permitiria se distanciar dali, ficar incapaz de ser pego fisicamente e ainda poderia iluminar o local com suas luzes em muitas cores. Se isso desse certo, buscaria iluminar todo o trem para os passageiros. Com voltas ao redor do veículo na velocidade da luz, seria o bastante para clarear e ainda identificar o que havia subido para mexer com Gowther.

Contudo, caso algo o impedisse de se transformar em arco-íris, o Capitão Unicórnio usaria sua força para quebrar a barra de segurança e em seguida desferir um golpe poderoso de seu punho na direção que veio a língua atrevida, usando sua força para pelo menos distanciar o ser oculto por tempo suficiente de fazer alguma coisa.

Informações do personagem:
Nível 1

Velocidade: 150m/s [+5]
Percepção: 100m/s [+5]

Atributos
Força: 10
Inteligência: 10
Resistência: 15
Agilidade: 15
Vigor: 10
Carisma: 5

Perícias: i. PRONTIDÃO, nível calouro.

Especialização: Resistente.

Poderes:
i. Chifre de Unicórnio — Basta desejar que o chifre surge no meio da testa, transformando o usuário em sua forma aprimorada e quase mágica aos olhos. O chifre possui a capacidade de armazenar qualquer forma de energia para fortalecer todas as habilidades do usuário. As formas mais comuns de energia incluem, mas não são limitam, a energia cinética de um objeto em movimento, a energia radiante carregada pela luz ou outras radiações eletromagnéticas, e vários outros tipos de energia, como energia gravitacional ou elástica. Toda energia pode ser lançada para fora do corpo do usuário de acordo com sua vontade em forma de feixes energéticos a partir de suas mãos, olhos ou chifre. Conforme o estoque de poder aumenta, a roupa do usuário se modifica, sendo a inicial somente uma calça folgada e a forma final uma armadura rosa que cobre todo o corpo. Todo tipo de energia é canalizado para o chifre automaticamente e instantaneamente ao se aproximar do corpo do usuário, protegendo-o de quaisquer dano. O chifre surge sozinho para proteger o usuário de ataques energéticos. É impossível de arrancar o chifre do crânio do usuário, pois ele é quase como uma maldição também.
Aprimoramento: O corpo se torna mais forte, rápido, resistente e ágil quanto mais energia absorve. A própria fisiologia também recebe um aumento em sua velocidade de funcionamento, sendo assim, seu corpo se regenera de todo tipo de ferimento mais rapidamente conforme o acúmulo de energia. É basicamente uma conversão. Os sentidos são aprimorados em níveis superiores a qualquer criatura comum e um novo sentido é adquirido, uma espécie de Sentido Unicórnio em que consiste em pressentir qualquer maldade num raio de quilômetros, como um radar.
Voo: O chifre contém a habilidade de permitir voos hipersônicos que podem ser ainda mais rápidos quando há mais energia armazenada. Talvez esse poder fosse uma espécie de telecinese táctil, tendo em vista que funciona de acordo com a vontade do usuário.
Barreiras: A mente do usuário é protegida contra habilidades psíquicas e mágicas, enquanto seu corpo é imune a ataques mágicos. Na verdade, habilidades telepáticas e mágicas são absorvidas como energia. Durante a forma completa, as barreiras se tornam a própria armadura e assim começam a absorver toda energia nas proximidades, apagando quarteirões, roubando a bateria de aparelhos e até mesmo atraindo a luz para a conversão.
Transformar-se em arco-íris: Dissolvendo-se nas cores do arco-íris, o usuário do chifre pode se mover na velocidade da luz para onde desejar, mas nessa forma é incapaz de interagir com a matéria e vice-versa.
Pureza: Uma das habilidades principais do chifre consiste em purificar alvos e ser imune a poderes que envolvam pecado, sedução, culpa e emoções negativas. Ao purificar algo como uma casa mal assombrada ou copo d’água envenenada, uma forte luz multicolorida envolve o alvo durante a purificação. Demônios sofrem muito com essa habilidade e transformações que envolvam-nos podem ser desfeitas temporariamente.

ii. Restauração — Permite restaurar qualquer um ou coisa a seu estado original ou em perfeitas condições. Uma pessoa ferida será curada e um objeto quebrado são consertados em um piscar de olhos. Para funcionar, o usuário precisa ver o que deseja restaurar, podendo ser até uma migalha do que o alvo era antes. Contudo, nenhuma criatura maléfica pode ser restaurada. Pode-se utilizar a restauração em si mesmo, mas nunca antes de curar as boas pessoas que precisarem nas proximidades. Quanto maior o alvo, mais tempo é preciso restaurando.
Longevidade: Passivamente, o poder de restauração mantém a aparência, saúde e vigor de quando o usuário do chifre ganhou seus poderes. Portanto, ele não pode morrer de velhice ou ser afetado pelo tempo.
Ações:
Ação 1 — Virar arco-íris
Ação 2 — Quebrar a barra
Ação 3 — Socar o monstro
postando no: Circo de Falion

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Re: ÁREA C

Mensagem por Zarathos em Sab Jun 16, 2018 8:51 pm

O membro 'Gowther von Reinherz' realizou a seguinte ação: Lançar Dados


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Re: ÁREA C

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