CHADWICK, Ian

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CHADWICK, Ian

Mensagem por Adam Warlock em Qua Set 14, 2016 3:27 pm

It's nightmares that always seem to become reality
Proveniente daquela que desapareceu, Ian Chadwick foi a nomenclatura dada por aqueles que o conceberam, porém, se tornou reconhecível como Black Alice. Natural de Estados Unidos da América. Tende a ser confundido com Dane DeHaan. O registro da sua data de nascimento é anotada como em cinco de julho, ou seja, tem as solas dos pés tocadas ao solo da Terra há vinte e dois. O seu conceito moral de bem x mal o caracterizou como um herói, o que permitiu se transformar em umx liga da justiça.

Invejado por sua especialização de energético. dez é a medida exata aplicada na Força do ser em questão; o exímio intelecto é algo reparável pela pontuação de dez em Inteligência; seguro de si como uma parede, a escala até então de resistência é dez; tão inalcançável como o vento, imperceptível como a sombra, a velocidade vitoriosa atinge atualmente em dez; a vitalidade é definida pelo vigor, e está nivelado em vinte; carisma é sinônimo de cativar as pessoas, ou subjugá-las com a lábia, e chega a dez.

"O que falar sobre os talentos dele? Estupendas. Embora, as informações estão vagas."

Bastante semelhante ao mimetismo empático — a absorção de poderes, habilidades e memórias através do contato físico —, a Incorporação habilita o seu portador de replicar gene metahumano de algum conhecido (estando o alvo dentro do campo de visão ou não) por um tempo limitado, que varia tanto do estado atual do utente quanto da nivelação do poder em questão. Para que, de fato, a habilidade seja copiada, é necessário que se tenha visto o uso das mesmas pelo menos uma única vez.

Assim como qualquer outro indivíduo que se vê no uso de projeções energéticas, mágica ou afins, certa estranheza é causada no início, impedindo que se tenha total controle sobre o poder absorvido logo no primeiro uso. A perícia pode ser adquirida conforme a utilização se torna frequente.

Muito embora não sendo permanentes em qualquer hipótese, as consequências do uso imponderado são, também, variáveis. São possibilidades que vão desde uma leve tontura ou uma breve náusea até um estado catatônico físico ou mental que dura por horas consecutivas.

"Ele é uma pessoa que me deixou intrigado. Lendo o seu histórico, pude noter que os seus feitos são admiráveis, mas quero saber mais."

Ian nunca foi um menino de muita conversa e tem seus motivos para agir desse modo. Seus traumas deixaram sequelas permanentes, que acabaram por interferir na maneira como interage com outras pessoas. De uma personalidade extrovertida, que esbanjava carisma e ímpeto para um jovem aparentemente decadente, sem perspectivas de vida.

Por ser exatamente do jeito que é, teve de suportar a subestimação a qual era submetido usualmente durante a escola. Assim que ingressou na faculdade, percebeu que poderia existir uma mínima alternativa e tomou dela como proveito. E apesar de tentar com firmeza, um segundo trauma — dessa vez mais pessoal, de caráter amoroso — o encalacrou diretamente nos confins do limbo por certo.

Nesse meio tempo, talvez por consequência de tantas peripécias negativas do destino, Ian Chadwick teve de trancar o seu curso na faculdade para receber tratamento psiquiátrico no Asilo Arkham. Sua sanidade mental estava, de fato, comprometida. Acabou por desenvolver síndrome de borderline. No entanto, depois de ser devidamente controlado, de algum modo, aprendeu a exercer controle sobre o seu transtorno e foi liberado da clínica. A negligência médica liberou, por engano, um adolescente instável numa cidade grande. Mas apesar das complicações, Ian ainda mantém a sua essência, o que possui de melhor, intacta.


A janela não iluminava o ambiente muito bem. Durante a noite, custava para enxergar no quarto em que Ian estava encarcerado. O manicômio mais parecia uma prisão aos olhos do rapaz — talvez porque fosse, de fato. O motivo pelo qual estava ali nunca pareceu claro ou suficiente, já que, segundo sua própria memória de longo prazo, nunca fez mal algum a ninguém e sequer possui algum distúrbio que o torna apto à prisão.

Com a borderline, subitamente acontecem inoportunos surtos psicóticos, que são premeditados por instabilidade emocional; pânico, tristeza, raiva, euforia. A ansiedade e impulsividade derivadas do transtorno levaram Ian a um estado crítico.

— Boa noite, senhor de fora — Ian disse ao carcereiro.

— Boa noite, sr. Chadwick.

— Você poderia abrir minha cela, por favor?

— Como desejar...


O vigilante não hesitou em abrir a tranca da porta para que o delinquente deixasse seu estado de prisão. Assoviando, Ian atravessou o corredor. Os outros criminosos enjaulados o seguiam com o olhar curioso.

— E fique próximo de mim, se puder. Obrigado.

Não satisfeito com apenas a saída do internamento, Ian queria saber o motivo por estar ali. Sabia também, no fundo, que poderia encontrar qualquer coisa. Determinado, prosseguiu pelos corredores até o consultório médico.

O doutor, de súbito, mudou sua expressão ao susto e apreensão. Reconhecia a impulsividade e instabilidade de Ian e não a enfrentaria sozinho. Seus olhos retrocederam ao policial que acompanhava o paciente, que acenou com a cabeça, sinalizando não estar ciente do que fazia.

Em momento algum haviam tido contado com qualquer espécie de poder advindo de Ian. Sequer sabiam que se tratava de um metahumano. De feição estatelada, em meio aos gaguejos, o doutor se pronunciou, erguendo as mãos para trás da cabeça.

— Você é como Pansy?

— Pansy?

— A paciente da hipnose.

— Esse é o nome dela?

— Sim... por que demorou tanto para manifestar os seus dons?

— Meu dom? Que conversa fiada. Eu quero o meu prontuário. Me dê.


As mãos do psiquiatra guinaram instintivamente às gavetas do armário em suas costas, numa busca pela documentação de Ian. Assim que encontrou o prontuário médico do paciente que aguardava em pé ante sua presença, ansioso, tratou de entregá-lo, tentando esconder o tremor das mãos ao firmá-las, deixando as juntas dos dedos esbranquiçadas com a força.

— Vejamos...

Ian folheava o prontuário e seu rosto empalidecia um pouco mais com cada palavra recitada em sua mente. “Tentativa de homicídio”, leu, movimentando os lábios. “Tentativa de suicídio.”

“O paciente enquadra-se em um estado alarmante de borderline, que avançou até um estágio quase incontrolável. Recomenda-se a lobotomia. Antes de ser encaminhado ao hospital, tentou assassinar os colegas de quarto ao esfaqueá-los e, em seguida, tentou enforcar-se enquanto dizia que os amava.”

— Você me dará alta assim que amanhecer. Estou partindo. Eu estou bem. Estou livre dos meus problemas, sabe, doutor? Eu reconheço isso e você também.

O timbre ecoou pelo quarto silencioso e se dissipou, dando espaço para os sons dos passos de Ian, que, antes de passar pela porta e desaparecer, tomou as chaves do segurança e pediu delicadamente para que não intervisse em sua saída.

Bastando ter contado visual com os poderes de Pansy Cluch quando tentou persuadir os seguranças a liberá-la — e foi impedida por outros seguranças, que conheciam as suas capacidades —, Ian conseguiu absorver as informações necessárias para replicar sua habilidade. A rendição de Pansy aconteceu dois dias antes da fuga de Chadwick, que tomou o tempo necessário para planejar toda a sua trama de escape.

Ler o seu prontuário o fez ter noção de quem era agora. E somente havia um meio de se redimir pelos erros que acometiam os seus desvios psicóticos; longe de perseguição, Ian Chadwick exerce o bem. Ao seu próprio modo.

"Me  diga, no que se baseaste para montar esses dados? Quais as suas referências?"

Black Alice.


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