{RP ATEMPORAL} — All of my sins, I would repeat and I repeat

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{RP ATEMPORAL} — All of my sins, I would repeat and I repeat

Mensagem por Avery Lœw.-Björkwald em Qua Set 14, 2016 9:56 pm

All of my sins, I would repeat and I repeat
a roleplay é iniciada pelo post de Eliot Coldwater, seguindo por Avery Lœw.-Björkwald. estando então, fechada para os demais. passando-se esta em arkham asylum, data atemporal. o conteúdo é livre. atualmente as postagens estão em fase de andamento.



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Re: {RP ATEMPORAL} — All of my sins, I would repeat and I repeat

Mensagem por Haiako Yamashiro em Qui Set 15, 2016 12:58 am


You’ve always loved the strange birds
Now I want to fly into your world

Sob constante vigilância, você, Eliot, passou a se sentir sufocado.

Confinado a um lugar sombrio e de odor pouco suportável, a única companhia que tinha era a de pessoas mentalmente instáveis – perigosas demais para desempenhar algum papel na comunidade – e ciente de que não seria seguro permanecer com elas por mais tempo.

Certo que possuíam todas as razões possíveis para o manterem preso, enjaulado, com o organismo repleto de medicamentos que te deixavam, no mínimo, débil. Furtos, degradação de patrimônios públicos, sequestro, assassinatos, desrespeito das leis da cidade e códigos de boa conduta, etc, etc, etc, somavam-se apenas itens singulares que recheavam a tua ficha criminal. E o pior de tudo era que você, meu garoto, orgulhava-se de cada uma delas, vendo-as somente como conquistas e nada mais.

A minúscula cela de barras reforçadas e piso de concreto acabou se tornando tão familiar quanto o quarto bagunçado que você deixara para trás na periferia de Gotham. Sem contato com o céu, pouco a pouco sedia à insanidade, acreditando encontrar-se perdido no tempo, uma vez era difícil marcar com absoluta certeza a passagem dos dias. Piorando a situação, o transtorno de identidade acabou se agravando, fazendo com que você não perdesse somente o sentido de tempo ou espaço, mas também do seu próprio eu. Quem te encontrasse naquela situação, acabaria deparando-se com um rapaz de aparência atroz – de pele pálida, lívida e repleta de hematomas, cabelos rubros e embaraçados, olhos desfoques e ornamentados por bolsas arroxeadas em consequência da insônia, encobrindo toda a beleza adolescente que transcendia os padrões da sociedade.

Você não sabia, é claro, mas não deveria passar das seis da tarde quando dois guardas invadiram o andar. Pelas expressões rijas de seus rostos, você podia perceber que não se tratava uma inspeção de rotina habitual – e apesar de negar estar faminto, o estômago dolorido e barulhento, jamais aceitaria digerir a massa viscosa que te empurravam sob o pretexto de que não passava da obrigação e trabalho deles te manterem vivo; tinha noção que a comida temperada com analgésicos pesados inibiriam muitas das suas capacidades inumanas.

— David! Finalmente, já estava ficando solitário por aqui. — revestindo a voz com o mais falso tom de animação que conseguiu, você se referiu ao segurança mais alto da dupla, o qual te lançou um olhar desconfiado, confuso. — Veio me contar mais das suas histórias? Pois saiba que eu adoro quando você insinua as melhores partes no meu ouvido.  — deu ênfase ao duplo sentido por trás das sílabas, tentando fazer o amigo do sujeito pensar que o colega de trabalho não passasse de um aliciador de detentos. Riu baixinho, costurando um sorrisinho travesso nos lábios ressecados quando a face da vítima apresentou um espanto descomunal, visivelmente constrangido.

— Aaah, que isso, David? Não tem do que se envergonhar! Sei que você também adora a pressão dos meus ded... — o alto índice de substâncias no sangue não permitiu que você fosse rápido o suficiente para desviar da potente cacetada que o homem desferiu por entre as grades, alvejando seu rosto e te arremessando para trás, brutalmente. A pulsação sobre o testa crescia sob a forma de mais um hematoma, maculando a tez alva. Apesar da fúria que ameaçava implodir do seu âmago, você, Eliot, riu, dissimulando encontrar prazer na dor.

Eles aproveitaram o breve estado de submissão que você se encontrava. Os guardas, outra vez, adentraram o cômodo no qual te mantinham cativo, enclausurando as tuas mãos às costas com algemas hiperdesconfortáveis. — ME SOLTEM! — praguejou em dicções agudas, a voz plenamente transtornada, sendo compelido a ficar de pé devido a força bruta que exerciam contra seu corpo.

E se existia algo que você odiava tanto quanto te impedir de fazer o que queria, era que tentassem controlar o que também você colocava em prática. Todavia, não houve tempo para debates ou reclamações, e logo te guiaram para fora da localidade, fazendo-o atravessar dezenas de corredores de má vontade até que alcançaram o átrio principal do asilo. E para o teu espanto, outros pacientes circulavam pelo perímetro, concentrados nos mais diversos e absortos afazeres. Nunca permitiram você de ter qualquer contato humano antes.

"Hora do recreio, Coldwater. E é melhor que se comporte, pois este pode ser o seu primeiro e último de muitos." Aquele que se intitulava David, explicou, o temperamento hostil e receoso, ainda furioso pela artimanha de minutos atrás da qual você, meu querido e rebelde Eliot, foi o ilícito autor da ocorrência. Travesso, ameaçou mordê-lo assim que ele o libertara das algemas, e conseguinte, desfaleceu o olho esquerdo em uma piscadela maliciosa ao passo em que se afastava dos oficiais. Tudo o que você queria era aproveitar o máximo possível a oportunidade antes que te jogassem outra vez naquele cubículo tedioso e escuro.

Infelizmente, para o seu total desagrado, ali também ainda era impossível sentir a presença das suas mais fieis companheiras esgueirando pelo subsolo, no aguardado de qualquer ordem que você pudesse ditar. Até transparecia que o prédio havia sido construído sobre solo infértil, nada propício para o crescimento da vida vegetal. Suspirando, tentou afastar tal analogia da cabecinha confusa; a ideia de cumprir as três perpétuas a qual você fora sentenciado te deixava apático. E atordoado demais com esse tipo de informação, não percebeu quando esbarrou na mesa de uma figura peculiar que, aparentemente, encontrava-se à deriva.

— Desculpe, sir. — pigarreou, abaixando o torso para encarar o alvo da sua má educação, percebendo se tratar de uma mulher. — Me entupiram com tantos remédios que mal consigo me manter de pé. Malditos psiquiatras, não imaginam com quem estão lidando. Sei ser muito paciente quando quero, entende? Posso me sentar com você, hummm?! Prometo que farei o possível para ser uma companhia agradável.

E de todas as pessoas que você, Eliot, poderia ter encontrado, aquela à sua frente era de fato a pior. E o problema era que você sequer sabia disso.

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Re: {RP ATEMPORAL} — All of my sins, I would repeat and I repeat

Mensagem por Avery Lœw.-Björkwald em Qui Set 15, 2016 8:49 pm

Os dedos firmavam-se trêmulos sob o colo, sendo observados com aparente contemplação por olhos de coloração esverdeada, envoltos por uma opacidade incomum. Os cabelos ruivos embora estivessem soltos e desgrenhados, ainda detinham um certo charme ante à tez pálida, sardenta, marcada por pequenos pontos escuros, provenientes das diversas medicações injetadas em seu corpo lhe prometiam controle sobre aquele que estava dentro de si. De fato, não acreditava piamente nas promessas de melhoras pelos médicos, quando estes a visitavam.

Curiosamente, à medida que sua estadia naquela prisão estendia-se, mais e mais conseguia ouvi-lo, sussurrando palavras embebidas por loucura e ódio em seu ouvido. Quando se recusava a prestar condolências ao Palhaço, ele fazia questão de vaguear por sua mente de outras formas, e, cada vez que a dissonância entre ambos tornava-se evidente, ele parecia apoderar-se dela, fazendo-se presente através de seus lábios, de sua voz, de seus trejeitos e, até mesmo, na risada tresloucada caso presenciasse outrem circundado em suas artimanhas.

Conquanto, não se arrependera de seus atos, antes de submeter-se ao enclausuramento no Arkham; fez o que fez, pois, em seu âmago, sabia. Ambos eram uno.

(...)

O silêncio, outrora espectral, existente na cela onde Avery se encontrava fora rompido de súbito. A detenta reerguera os olhos em direção à entrada do recinto, reconhecera dois guardas; ambos mantinham-se rotineiramente próximos ao espaço confinado, vigiando-a. Um sorriso travesso surgira por entre os lábios da ruiva ao passo que ambos adentraram no espaço úmido, escuro e pútrido. Antes da garota levantar-se, um deles erguera um objeto de porte médio, de pigmentação mesclada entre o preto e amarelo. Ao contrário do que se poderia imaginar, o semblante aparentemente alegre da alemã não se desfez. Ausente de vacilação mediante à arma de choque, moveu os braços para cima e engrandeceu sua expressão, conquanto caminhava em direção aos fardados.

Não obstante, apenas um correspondeu à agitação da prisioneira, postando-se firmemente na frente do companheiro de trabalho - o portador da pequenina pistola. Avery arqueou uma sobrancelha, tomando a cabeça para o lado esquerdo, observando tal ação. Esperou, com uma dissimulada calma, o desenrolar do gesto do homem que se adiantou de imediato. Ele meneou o rosto para o companheiro e voltou o olhar para a prisioneira, sussurrando palavras quase inaudíveis para o menor. Aprumou os ouvidos, a fim de compreender as falácias do vigia.

''Não toque nela, Gustav. Essa daí têm tratamento diferenciado, por causa dos pais dela. São influentes, pertencem a uma família remanescente em armamentos químicos e.. a mando deles, ela deve manter-se sem contusões visíveis em sua permanência por aqui.'' Após o rápido esclarecimento, o dito cujo chamado Gustav reprimiu um sonido de descontentamento e guardou a arma de choque, enquanto o outro fitava-a com um misto de respeito e temor no olhar. Dessarte empertigou-se, comunicando sobre uma espécie de fraternização entre pacientes transcorrendo no pátio principal do asilo. Pela primeira vez, a menor desfez a expressão feliz em sua tez e bufou, não gostando da ordem velada naquela comunicação. Infelizmente, embora possuísse certo poderio, sua presença era obrigatória no grande salão.

Assim, sem grandes alternativas de negativa para com o tal evento, atentou para o fato de poder usufruir aqueles dois seres inferiores em outra ocasião. Suspirando baixo em contragosto, virou-se e firmou as mãos nas costas, sentindo a aproximação do maior. A frieza metálica das algemas arrepiou-lhe os pulsos; Björkwald endireitou o corpo e caminhou em direção à saída do cubículo prisional, escoltada pelos guardas.

(...)

Ao observar minuciosamente a aglomeração de presos vagueando no átrio, quase fizera menção de retornar para seu cárcere. Nem sequer registrou que seus pulsos foram libertos após adentrar à zona, tamanha era sua estupefação. A sensação de surpresa, todavia, transmutara-se prontamente em insatisfação ao perceber que realmente deveria ficar ali durante algum tempo.

Não reprimiu qualquer demonstração de frustração ante à concentração de desvairados; os olhos vivazes trataram de buscar por um refúgio em meio à baderna de vozes. Se possível fosse, para aumentar seu infortúnio, à medida que passou a caminhar por entre os doentes mentais, jurou ter ouvido um timbre avolumar-se por sobre às outras que lhe era desconhecidas. Ela grunhiu baixo, descrente em deduzir que Joker a atormentaria em um momento tão conveniente.  

Em razão disso, os sussurros iniciam-se de forma tímida, fazendo-a tombar a cabeça para o lado. Piscou os olhos algumas vezes, distraindo-se no processo; ficou naquele estado até o momento em que encontrou uma mesa vazia em meio aos internos. Sorriu, sentando-se em uma das cadeiras vazias. Com o intuito de afastar o ócio que principiou dentro de si, passou a assustar os que insistiam em dividir o assento consigo; aquela brincadeira, porém, cessou quando um rapazinho invadiu seu campo de visão, externando uma aparência tão infeliz quanto a dela, e começou a queixar acerca dos remédios e psiquiatras que o excepcionavam. Avery franziu o cenho, fazendo pouco caso das lamúrias. Para ela, pouco importava o que ele estava a dizer; seu único desprazer dava-se pelo fato dele acabar com seu momento de aparente tranquilidade.

— Quem é você? — Retornou para a posição de outrora enquanto pronunciava com altivez, em um tom rouco, desprendendo-se por um instante do estado de torpor.
 
'cause bad habits..they die hard;



ytn

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Re: {RP ATEMPORAL} — All of my sins, I would repeat and I repeat

Mensagem por Haiako Yamashiro em Sex Set 23, 2016 3:58 pm

You’ve always loved the strange birds
Now I want to fly into your world
Você suspira, apático, exibindo trejeitos característicos de alguém completamente fora de si.

Notório observador, tomava consciência do quanto a morena tatuada desgostava da companhia, comportando-se de maneira reclusa e intimidadora - ou fosse somente o humor habitual da prisioneira. Não a culpava, pois caso se encontrasse margeado por inquilinos insanos - e realmente estava - também procuraria isolar-se dos demais. E acontece que você, Eliot, era considerado tão louco quanto eles.

— Eliot Coldwater. — busca apresentar-se formalmente assim que a moçoila exige uma identidade. Não deixando de conter a visível curiosidade por trás das íris cor esmeralda, curva o corpo na direção da companheira de prisão, formulando algumas perguntas na tentativa de conhecê-la melhor. — Você deve ter sido uma garotinha muito má para ter vindo parar aqui. Posso saber o que andou aprontando? — apoiou o queixo sobre a mesinha de metal, sondando-a com o olhar grogue enquanto aguardava por respostas. O sorrisinho travesso percorrendo os lábios fartos.

Do seu ponto de vista ela não aparentava em nada com uma criminosa, menos ainda com uma pessoa de mente dissociativa. Mas quem era você para julgar as aparências? Vinte e um anos de idade e já era considerado de estrema periculosidade. Não havia um único oficial de polícia que não reconhecesse seu rostinho dos inúmeros cartazes de procurado expostos por toda parte de Gotham.

Se bem que agora já não era considerado mais uma ameaça, e tudo graças o homem morcego.

Você, Eliot, lembrava-se bem de como aquela invasão ao museu acabou em desastre. Apesar de possuir grandes vantagens em um confronto direto, ele detinha o ás na manga que você jamais poderia prever. A sensação de imponência após ter sido alvo daquele soro inibidor até hoje te apavora e nem sequer cogita na possibilidade de cometer o mesmo erro novamente. Teria a almejada vingança, e desta vez não o subestimaria.

Manteve o foco na morena, ignorando a maior parte dos vultos defronte os orbes e o burburinho alto contra o ouvido - todos ameaçando quebrar a concentração instável. A sensibilidade consequente dos comprimidos forçados guela abaixo aguçava bastante os sentidos; ouvia vozes, enxergava sobras, distinguia frio e calor com precisão absoluta. Com o tempo você passava a questionar se os pacientes não se tornavam ainda mais neuróticos com o tratamento psiquiátrico oferecido pelo asilo.

Não sabia quanto mais poderia suportar a gritaria nas madrugadas, a falta de uma refeição decente ou de água encanada. A má higiene dos setores, a falta de compaixão dos guardas, a violência corriqueira eclodida entre os próprios presidiários. Precisava urgente requisitar um meio de dar o fora dali. Seu lugar era nas ruas, não enclausurado como uma fera selvagem.

— Sabe, docinho, esses vários meses que passei preso neste inferno me renderam algumas ideias bobas. — umedeceu os lábios, cochichando em um tom rouco, audível suficiente apenas para a garota a frente. Hora a hora, volvia os alocados no perímetro, averiguando se ninguém estaria prestando atenção naquela intimidade demasiadamente estranha. — O tédio é uma coisa engraçada, não? Veja só. Ele nos faz procurar qualquer atividade que possa servir de entretenimento. Por exemplo, perceber padrões entre as horas exatas que os seguranças fazem a ronda e a vigilância, quando trazem a comida – se é que podemos chamar aquilo de comida -, servem os medicamentos e outras coisinhas bem insignificantes aos desatentos. — conjecturou com um riso baixinho, penteando a cabeleira ruiva com os dedos, tentando inutilmente desembaraçar os fios rebeldes. Acrescentava na lista mental um bom xampu para quando fugisse.

— Estou querendo dizer é que com tantas informações à disposição assim, traçar um plano fica relativamente mais fácil, certo? O que me diz? — você balançou as pestanas, bancando o rapazinho ingênuo. À tangente, um trio de guardas carregava um detento desacordado de volta para a ala das celas enquanto outra dezena de seguranças averiguavam o comportamento do restante lá do alto. Eram como aves esfomeadas aguardando por um único deslize. — Uma grande amiga disse certa vez que se não é difícil, não tem graça.

A cabeça girava, impossibilitando você de se manter consciente dos próprios pensamentos e de suas ações. Confiar em uma estranha não era lógico, mas de certo ela era desarrazoada - e você também. E a vantagem era que ali ninguém duvidaria do que os loucos poderiam ser capazes.

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Re: {RP ATEMPORAL} — All of my sins, I would repeat and I repeat

Mensagem por Avery Lœw.-Björkwald em Sex Out 21, 2016 2:59 pm

Avery franziu o cenho, distanciando-se, aparentemente, do estado de despersonalização na qual se encontrava. O jovem diante de si parecia tão ou mais perdido do que ela, estando a poucos passos de fazer qualquer coisa para sair dali. Aquela situação, interessante e inusitada ao seus olhos - uma vez que não imaginava encontrar outro ser que compartilhasse de modo semelhantes acerca das especulações de fuga daquele presídio -, chamou-lhe a atenção dos sentidos. Por um instante, quase riu ante a circunstância, contudo, sabia que não era o momento propício para tal.

Eliot, de fato, tornava-se, pouco a pouco, uma peça para que Avery pudesse ter sua preciosa liberdade fora daquelas paredes. Não obstante, ainda deveria ouvi-lo, para que ambos tivessem, ao menos, uma singela relação de cumplicidade. A priori, afim de obter uma espécie de conivência com o ruivo, ignorou-lhe os gracejos, concentrando-se apenas na proposta que era feita para si.

— Então você acha que vai ser fácil sair daqui? — Inquiriu, cruzando os braços e deixando, finalmente, um sorriso de escárnio surgir na boca rosada. Próximo a ambos, um detento era levado pelos guardas, fazendo-a perder o foco durante alguns segundos, fitando a movimentação com certo interesse. No instante seguinte, quando o dito cujo saiu de seu campo de visão, ela novamente tombou o rosto para o lado, extinguindo a expressão de outrora. — Precisamos de mais pessoas para serem os peões. E também, de um mapa ou de alguém que conheça todos os buracos dessa prisão. — Deduziu, perdendo-se em pensamentos, enquanto começava a imaginar todos os prós e contras daquela escapada.
 
X



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Re: {RP ATEMPORAL} — All of my sins, I would repeat and I repeat

Mensagem por Haiako Yamashiro em Dom Out 30, 2016 11:32 pm

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Concordando, atentou-se para a maioria das expressões fornecidas por Avery. Não negaria a excitação consequente à suposta aprovação da ideia; situações desesperadas careciam de medidas ainda mais desesperadas. Deixar o Arkham, abandonando assim o tratamento precário aderido ali, era um objetivo pelo qual valia a pena correr certos riscos. Não demorou mais que alguns segundos e logo começou a colocar as engrenagens para funcionar, ajudando a morena na arquitetação do plano de fuga.

— Conheço uma ou duas pessoas que estariam dispostas a assumir as consequências em nosso lugar. Usaremos elas como distração, acredito que incitar um motim atrairia a atenção dos guardas por tempo suficiente. — você, Eliot, estreitou os olhos, empenhando-se em contribuir com a criminosa, muito embora não fosse tão esperto a ponto de sugerir soluções para todos os problemas que ocasionalmente surgiriam no decorrer do processo. — Não, não acho que será fácil, mas também não é impossível. Já vi e ouvi acontecer, mas foram casos isolados. — ignorou o desdém no timbre alheio, libertando um suspiro das narinas.

Até o momento, eram somente boatos. Prisioneiros que haviam concluído com êxito a missão de abandonar a localidade, outrora os pouquíssimos seguranças com os quais você alimentava uma ínfima afeição alegassem terem ferido gravemente os bandidos durante a tal escapatória, e alguns até condenados eternamente ao inferno. Riu na cara dos guardas com a última parte do conto, esboçando um descaso imenso para com os elementos típicos da religião de outrem.

— Algumas armas também viriam a calhar, apenas por precaução. Posso confiscar de alguns desavisados, como o Benjamin, ele é bastante descuidado comigo, mas acredito que seja consequência da paixonite. Soube que ele gosta de rapazes jovens e indefesos. — umedecendo os lábios ressecados, você varre o ambiente com os inexpressivos olhos desinteressados. Poucos policiais realmente cumpriam com a obrigação de preservar a ordem no perímetro. Eram em momentos como aquele que você sentia a falta do oficial Gordon, único taxado mediador da justiça que representava uma verdadeira ameaça. Aah, se não estivesse dopado...

— Podemos reaver as demais ferramentas com o tempo. Minha cabeça está girando muito, não posso me concentrar cem por cento agora. Desculpe. — piscando, voltou a encarar Avery, balançando os ombros ao que afundava-se na cadeira desconfortável. Esperava que a outra não se encontrasse em estado mental pior que o seu, necessitava da psique, ao menos, branda com relação aos entalhes discutidos. Posso contar com você? questionou por último, exibindo no sorriso pretensioso a fileira de dentes brancos e perfeitamente alinhados.

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Re: {RP ATEMPORAL} — All of my sins, I would repeat and I repeat

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