[DIY] Do it

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[DIY] Do it

Mensagem por Eustass Kolarov em Qua Set 14, 2016 11:45 pm

Do It
Esta é uma DIY, que se passa no dia de 15/09. A DIY refere-se à uma missão de nível baixo orquestrado por um dos chefes da Injustice League. Sven, recém-chegado ao grupo de vilões está em seu primeiro trabalho de admissão, em que fora ordenado a roubar um objeto valioso dentro de um Museu em Metropolis. .


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Re: [DIY] Do it

Mensagem por Eustass Kolarov em Qui Set 15, 2016 12:06 am

DO IT YOURSELF
Metropolis, vinte de setembro de dois mil e dezesseis, 10 dias se passaram desde a festa comemorativa do dia da Paz e a liga da injustiça se reunia em um galpão vazio de uma empresa abandonada. A construção, já muito deteriorada, se encontrava de pé com as paredes de alvenaria encardidas e demasiadamente sujas, uma mata extinta se formava ao redor do local, com gramas altas e arbustos gigantes em seu entorno, a única parte ainda não tomada pelo verde era o trecho asfaltado em frente ao local de abertura onde - em épocas antigas - ficava o enorme portão metálico. As centenas de janelas quadriculadas do lugar estavam quebradas, outras trincadas, mas umas ainda se mantinham intactas embora a fragilidade e a presença frequente de vândalos no local fossem propícios à mudança. O galpão abandonado ficava em uma área isolada de civilização e especialmente criada para as fábricas, sendo este vizinho a inúmeros outros galpões e fábricas no quarteirão.

Em seu interior estavam 6 pessoas, bem aparentados, jovens de idade média e todos meta-humanos. Sentados em suas cadeiras em um mesa longa retangular feita de madeira bem ao centro do galpão, o sexteto de supervilões da liga da injustiça esperavam por alguém, impacientes e quietos. Sven sentava em uma cadeira qualquer, entediado, olhava a todo tempo para o relógio prateado em seu pulso e com os dedos inquietos chocavam-se com a madeira da mesa alguma espécie de melodia. Olhou novamente para o relógio de pulso, os ponteiros marcavam 18:47 e a reunião havia sido marcada para às 17 horas.


Mais uma hora se passara eis que um veículo chegou pelo lado de fora do galpão abandonado, a luz do farol iluminava tudo e ofuscava os olhares curiosos dos supervilões. Um homem negro, alto, de corpo robusto e de trajes sociais saía de dentro do automóvel de luxo segurando uma maleta prateada em mãos, se dirigia lentamente em direção ao pequeno grupo, e todos o olhavam desconfiados. O desconhecido colocava um aparelho tecnológico retirado de dentro do seu terno e o colocava sobre a mesa, após apertar um botão um holograma de cor azul se formou bem no centro da mesa, formando a imagem de uma figura humana porém irreconhecível. O holograma começou a falar, com uma voz grossa e robótica: - Olá novatos e injusticeiros… - Deu uma pausa para um riso breve - Convoquei-os aqui, queridos aspirantes, para dar-vos uma missão. Há um objeto muito valioso para mim em exposição no Museu de Metropolis, e eu o quero. É uma coroa de ouro aparentemente simples datada do séc 9, porém com um detalhe: Há uma pedra de diamante negro, raríssimo, de 5 centímetros em seu centro, o preço dessa minúscula pedra é imensurável, é um diamante maciço e eu quero para presentear com essa linda jóia a mulher que eu amo. - Um silêncio se instaurou no galpão, os vilões se entreolharam desconfiados, iriam arriscar a vida por um motivo tão fútil. - Esta é a missão da admissão de vocês, preciso saber em quem confiar. Adeus meus amigos. - Em seguida a imagem do holograma desapareceu, o aparelho eletrônico se desliga e o mistério tomou conta.

O brutamontes bem vestido de antes puxava o aparelho da mesa, guardava-o novamente em seu bolso sem dizer uma palavra. Tão logo repousou a sua maleta sobre a mesa, abrindo-a em seguida, retirava do interior um grande papel dobrado com alguns desenhos o qual Sven não conseguia adivinhar. Todavia não demorou para que abrisse a folha e mostrasse o conteúdo de seu interior: Uma planta com cada canto do museu, com as indicações das entradas e saídas e todas as passagens existentes em seu interior, em um canto da folha estava marcado com um círculo roxo a suposta localização da Coroa. - Este mapa ficará com algum de vocês que estará encarregado de orientar os companheiros que estiverem no interior do Museu. Lembrando que vocês são em seis, e alguém terá que ficar do lado de fora para vigiar, não terão qualquer apoio externo da corporação para ajudá-los, é um teste e espero que estejam focados nisto. Deixem o chefe orgulhoso… - Com a sua última frase o homem se despedia, jogava a planta do museu em cima da mesa e se retirava carregando a sua maleta vazia. O ronco forte do veículo ecoou por todo o interior do galpão, abandonando os supervilões sentados a mesa.


O grupo se mantinha calado quando uma das 3 garotas do sexteto começou a falar: - Eu tenho poder de teletransporte então...assim que a gente conseguir entrar posso retirar a gente lá de dentro rapidinho, mas eu só posso teletransportar mais uma pessoas além de mim, vai ter que entrar apenas um comigo. Quem se habilita? - Todos permaneceram quietos.
-Eu vou! - Disse Sven, a levantar-se da cadeira e puxando a planta segurando-a com as mãos. O restante não parecia tão preocupado em se arriscar, era muito provável que o sistema de segurança fosse reforçado e que a policia facilmente seria avisada. O sexteto saiu do galpão desnorteado, tinham chegado ali a pé e teria que ir até o museu da mesma maneira, o que não agradava em nada a maioria deles.

A noite cai quando eles já estavam na rua do Museu de Metropolis, o quarteirão estava vazio e somente alguns poucos carros estacionados demonstravam que “alguém passou por aqui”, mas fora isso nenhum outro sinal de vida a não ser dos jovens vilões. Como fora combinado, a dupla Trembleman e Nefasta, como eram conhecidos Sven e sua nova colega, se encaminharam até a lateral do prédio entrando em um beco escuro e escondido. Caminharam alguns segundos, movimentos furtivos para não fazer barulhos, e encontraram uma porta verde que dava acesso ao interior do lugar, havia uma placa pendurada: Apenas funcionários. O rapaz pousou a mão direita sobre a porta e exerceu uma leve energia utilizando  seu poder, a onda sísmica que criou foi o suficiente para balançar as estruturas da porta, arrebentando a sua maçaneta.

Os dois adentraram sem muitos ruídos perceptíveis, o meta-humano olhava para a planta do Museu que agora se parecia muito mais um mapa do tesouro, indicava com a mão onde ele e sua colega estavam e para  onde teriam de ir. [i]Fácil[/e], pensaram. Caminharam quietos, mantendo a furtividade para não serem descobertos, passaram por diversos corredores e não encontraram nenhum guarda sequer. Estava muito estranho. Seguindo pelo caminho indicado, chegaram até o local onde estava guardado a Coroa dourada com o diamante negro, e não aparentava ter nenhum tipo de proteção especial ou algo do tipo. Sven estava desconfiado, alguma coisa não estava certa, seus instintos lhe indicavam isso. Se aproximaram o suficiente do receptáculo de vidro onde a Coroa repousava, e antes que pudessem colocar as mãos no objeto uma forte luz iluminava tudo de fora para dentro.

O ronco enorme que vinha de fora indicava ser um helicóptero, as hélices giravam em um som ensurdecedor e pelo vidro da janela a lanterna de led ofuscava a visão dos ladrões. - Pega a coroa e se teletransporte para longe daqui! - Gritou o rapaz agachado e escondido em uma das colunas do prédio. A mulher corria em direção ao precioso objeto a ser roubado, e Sven sentiu que algo estava para acontecer e que ela corria perigo. Saiu de trás da coluna e apontou as duas mãos para a grande janela atrás do receptáculo, de repente tiros de metralhadora fizeram-se ouvir e os vidros estilhaçaram-se bem a frente dele. Porém o homem já imaginava algo do tipo, e com suas rajadas sísmicas ele repelia as centenas de projéteis que voavam em direção  a sua companheira, fazendo as balas voltar para onde vieram.

A mulher agarrou a coroa com as duas mãos e sumiu em meio a uma nuvem negra de fumaça, era o seu teleporte. Todavia Sven tinha ficado para trás, escondido em outra coluna de concreto, esperando por outra rajada de tiros, mas não tardou para que viesse. O ronco do helicóptero misturado ao barulho dos tiros enlouqueciam o jovem, os seus ouvidos parecia que explodiria a qualquer momento. O meta-humano apoiou as duas mãos no chão, ainda a se proteger atrás das colunas, os projéteis arrancavam pedaços grandiosos do concreto e arrebentavam a estrutura interna do Museu. Olhava para a janela totalmente estilhaçada, e a imagem do helicóptero voando baixo, tentava olhar para dentro da aeronave e não conseguia ver nada. O coração do rapaz estava acelerado, seria um vilão com medo? Talvez, em situações como aquelas era dubitável a sanidade de uma pessoa que não demonstrasse qualquer reação.

Sven apontou ambas as mãos na direção da aeronave, concentrava-se toda a energia no seu alvo, impulsionava seu poder com o ódio que estava sentindo naquele momento, ficou por 30 segundos imóvel analisando a situação. Eis que liberou de uma vez uma rajada de onda sísmica visível que levou a baixo a parede do Museu e consequentemente atingindo o helicóptero do lado de fora. A aeronave começava a cair, e o meta-humano correu para além do interior do prédio se escondendo atrás de umas das rígidas paredes dos corredores, sentia o impacto da explosão estremecer todo o local, e a sua audição por um breve sumiu, não ouvindo mais nada.

Longos minuto se passaram e uma figura feminina se formou em sua frente após uma fumaça azul, aparecendo como sua colega de crime Nefasta, as finas mãos da moça o seguravam pelos braços, estava aparentemente nervoso e trêmulo. Desapareceram de dentro do Museu, em um pisque a dupla aparecerá dentro do galpão no meio do lugar, assustando as pessoas ali presentes. Estavam os outros 4 integrantes e o mesmo homem de traje social, com a mesma maleta, parecia já estar indo embora e deu pouca importância para Sven, disse apenas poucas palavras: - Parabéns, missão cumprida. - O jovem reparou que em sua mão estava a bendita coroa dourada, dentro de um cubículo de vidro e lacrado. Ainda assim imaginava que fora tudo tramado e seu coração acelerava-se cada vez, ainda que estivesse desconfiado não deixava de sentir-se orgulhoso de estar oficialmente dentro da Liga.
 
 
 

BY MITZI


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