[RP Fechada] Nightmare

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[RP Fechada] Nightmare

Mensagem por Diana Kim em Seg Out 03, 2016 7:43 pm


Nightmare

Deitada sobre a cama confortável de sua residência em Gotham Diana Kim tem imagens de um passado terrível. Será que suas memórias estão de volta?

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Re: [RP Fechada] Nightmare

Mensagem por Diana Kim em Seg Out 03, 2016 8:38 pm

Sentiu o feno embaixo do seu corpo, pinicar seus braços e pés que eram as únicas coisas que o tecido branco não cobria. A visão era turva devido a brutalidade como ela vinha sendo tratada, Kim não sabia dizer qual era o número daquela chibatada, apenas sentia sua pele queimar e o sangue fazer a ferida arder. Buscou com os olhos sua irmã, estava preocupava queria a todo custo alcança-la. Por mais que tenta-se e viesse a se esforçar ela simplesmente não conseguia, seu corpo não podia leva-la até o ponto que sua irmã estava.

Arfando ergueu a cabeça e olhou na direção dos homens mais poderosos de seu país, seus olhos imploravam por misericórdia. A sua frente está o líder da facção que até pouco tempo atrás seu tio fazia parte, aquela era a máfia. Eles que ali estavam sabiam que as duas jovens não tinham culpa e que o tio delas nada havia feito. Seu algoz não era o General, como era chamado dentro da organização, que tentava lhes arrancar uma confissão por menor que fosse ou o grande Imperador, líder de todo o continente asiático, que lhes lançava um olhar piedoso, era aquele que estava ao lado do imperador que esperava a hora certa para trair e dominar a tudo e todos.

Gritou ao sentir aquela que seria a última chibatada da noite. Foi obrigada a sentar numa cadeira onde era observada por todos que sabiam da verdade, mas sem provas não podiam fazer nada. Kang olhava como se fosse o verdadeiro soberano, ela olhava para aquele ser que lhe trazia nojo aos lábios até os gritos de socorro de sua irmã lhe invadirem os ouvidos. Olhou na direção da mesma e a cena foi horrível, os guardas usavam longos bastões de madeira em diagonal, para afastar as pernas da moça e lhe trazer o máximo de dor possível.

O destino de Diana foi o mesmo, mas ela se recusava a gritar. Apenas fechou os olhos, segurou firme nos braços da cadeira e não soltou um grito que fosse, prendendo-os em sua garganta. Sentiu a força nos bastões aumentarem conforme negava-se a gritar e a responder coisas cheias de mentiras. Não deixava uma palavra sair, ver sua irmã e seu tio sofrendo lhe doía mais que qualquer tortura.

Já era a quarta vez que um balde de água gelada era derramado sobre á cabeça dela, tentava fixar a vista ou manter um ponto de foco. Tudo que ela conseguia ver e ouvir era a risada de Kang que agora se afastava. Mesmo longe ela conseguia ouvir a voz do tio, ele por algum motivo implorava misericórdia provavelmente era para Ma Ri. Por mais que deseja-se estar errada, ela sentia que sua irmã a muito já não estava mais ali. Aquilo era algo típico daqueles homens, jogavam os prisioneiros no passado para mata-los no presente.

Não soube precisar quando, mas os bastões de madeira foram substituídos por hastes de ferro com a ponta incandescente. Soltou um gemido de dor ao sentir o calor produzido pelo item que agora queimava e marcava sua coxa de forma tão intensa. Repetiram o ato, um, duas, três, quatro vezes e apenas na quinta ela perdeu a consciência, sendo logo acordada pela água fria novamente. Ainda tonta, olhou para o lado e viu a irmã sem vida ao seu lado. Havia muito sangue ali, ela já sabia que aquilo aconteceria, mas não impediu que ela soltasse um grito agudo e doloroso.

Continua a gritar e se debater tentando sair da cadeira e ir até a irmã. Dia não tinha certeza da onde veio tamanha força, mas ela conseguiu se soltar e foi até a irmã, chorando buscava respostas do corpo sem vida. Sentiu uma pancada nas costas e seu corpo completamente debilitado apagou, sua última visão foi o sorriso triste do tio. Abriu os olhos e estava deitada sobre um macio colchão que nada lembrava a cadeira onde perdeu os sentidos. Ergue o corpo com cuidado, buscando qualquer que fosso o resquício de memória de como chegará lá. Deixou a cama, mas acabou caindo ao não notar o degrau entre a mesma e o chão.

Andava com cuidado, não conhecia aquele lugar, não conseguia saber onde estava. Foi para a parte externa e se deparou com um incrível jardim tradicional cheio de arvores e uma delicada fonte no meio, que lembravam e muito o palácio de Mokop. Continuaria andando e maravilhando-se com a cena, se não tivesse encontrado com o General Jang. A morena simplesmente correu em direção ao mesmo, mas seu corpo doeu como o inferno e ela foi ao chão.

Sentiu braços gentis a envolverem e ao olhar para trás estava Jang Moon Woon que tentava convence-la a parar com aquilo. Prometeu parar com uma única condição a de reaver o corpo de seus familiares, que agora ela sabia estarem mortos. A dupla seguia pelas ruas de Kahan em silencio, ela mancava e sentia o corpo todo doer, mas não aceitava a ajuda do outro.

Quase em frente ao muro da mansão, seu corpo já quase não resistia. Kim mantinha-se firme, mas as feridas causadas pelas chicotadas lhe doíam e ardiam como o fogo que fora colocado contra sua pele na tarde anterior. Foi então que ela teve o pior momento de sua vida até ali, em cima do muro que divida o lugar do resto do mundo, bem alto e visível estava a cabeça de seu tio, sua irmã e seu cunhado. Estavam completamente expostos como se fossem grandes traidores e que haviam buscado o mal do senhorio que ali manda. Poderia parecer algo extremamente medieval, mas era a realidade daquela cidade perdida no meio do Tibet.

Não aguentando mais o peso sobre sua cabeça ela desabou, um choro baixo começou e foi quando ela chamou a atenção dos demais ao redor. O som que começou baixou, se tornou agudo e alto. Aos sentidos de qualquer um, era algo desesperador e talvez por isso o jovem cavaleiro não pode deixar de se aproximar. Talvez não apenas as pessoas comuns tenham se comovido, talvez aquele choro agudo tenha comovido algo realmente importante. Mas o destino era um anjo sádico demais para garantir isso.


Huntress acordou completamente ofegante e até mesmo tremula. Uma noite mais seu passado vinha lhe tirar o sono. As imagens daqueles dias fizeram seu estomago revirar e a morena correu para o banheiro para vomitar e depois limpou-se. Estava cansada, mas temia dormir e ver aquela pavorosa sena outra vez. Naquela noite desistiu de dormir e foi trabalhar em um assunto muito interessante. Acabar com a alegria de quem a atazanava.

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