[RP FECHADA] & a night-thinker

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[RP FECHADA] & a night-thinker

Mensagem por Christopher Arsenáult em Seg Out 17, 2016 3:14 pm

& a night-thinker
a roleplay é iniciada pelo post de Christopher Sk.-Wøjkiëwic, seguindo por Wess Walker DeBord. estando então, fechada para os demais. passando-se esta durante a noite próximo a um antigo laboratório desativado, muito usado para pessoas se drogarem ou apenas passar o tempo confortado pelo silêncio.   conteúdo élivre. atualmente as postagens estão em fase de andamento.

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Re: [RP FECHADA] & a night-thinker

Mensagem por Christopher Arsenáult em Seg Out 17, 2016 4:30 pm

I'm living like a silent movie

Wess

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Quando a noite caiu, Christopher tomou as chaves do carro e foi dirigindo a plenos pulmões,  para próximo de um antigo prédio tido como base científica até a década passada. Em suas pesquisas pela cidade, foi tida como um bom polo de ensino para futuros estudiosos.

O lugar era enredado por uma atmosfera tipicamente fria, úmida e escura. Fios desencapados, mas incapazes de conduzir energia embrenhavam a entrada criando os primeiros e circuncidados obstáculos. Em verdade,  o polonês sempre fora precavido de suspenses e em sua maioria, de inverdades propriamente criadas para confrontarem o seu ego. Estacionou entre as árvores exibidas com copas abundantemente negras e caídas contra o asfalto, dando um ar notório e gótico quase que lhe comum a sua antiga Varsóvia. Os pólens dourados das flores caiam contra o capô fazendo consequentemente o anti se erguer do automóvel prendendo a respiração.  Às vezes via-se como inimigo fiel a fauna.

Arrancou do banco do passageiro, um par de luvas brancas já revestindo as mãos, uma lanterna de luz azul e um componente indispensável de pasta e plásticos etiquetados. Estava a busca de possíveis resultados ao que nomeia de maldição. Seus poderes. Suspirante diante ao vislumbre de simples esqueletos de um grande edifício, o loiro lançou a primeira mão fechada e puramente agressiva terminando por estilhaçar a vidraça da porta giratória travada por falta de óleo.

O cheiro era um entorpecedor feito de papéis pulverizados, tinta de caneta, penicilina, desodorante aerosol e uma leve pitada desacreditada ao seu paladar olfativo, de um aroma fraco porém não onipresente de tabaco. Quem fosse o real idealizador do cigarro, com certeza havia passado bom tempo em jejum e queria arrancá-lo às pressas e ele percebia, que o computador revirado e as gavetas quebradas, já haviam sido todas muito bem inspecionadas.

Sk sabia que muitas pessoas vivem um inferno em ser um meta-humano em anonimato como supostamente tentava manter por trás das sombrias diplomacias de Økt. Tornaria-se uma batalha sem trégua buscando algum cura, algo que pudesse fazê-lo sentir-se vivo.

Inclinou o facho frouxo da luz, pelo corredor que se estendia pouco a frente de seu tronco caminhando em silêncio apenas sendo denunciado pelo som dos tênis sujos por lama. Havia enterrado mais uma urna, oferenda ridiculamente desesperada de um típico homem cansado. Dirigiu-se até  esquina de uma escada, erguendo a mão fechada com a lanterna sob os degraus sujos e gastos pelo tempo. Números e desenhos estavam grifados nas parede e foi nesta insinuante dúvida de decifrá-los, que avistou algo brilhoso a incomodar a sola dos sapatos. Recuou vagamente reconhecendo o formato, era um pendrive. Interesseiro e pateticamente ludibriado a causa noturna, pegou o objeto como se fosse ácido e empacotou apressadamente antes que perdesse interesse no local. Soltou um risinho vitorioso, volvendo agradavelmente com o tronco agora, temendo haver mais uma companhia.

Droga. Mil vezes droga.

Compactuando a respiração ofegante que lhe escapava, a aceleração do coração ribombou duas vezes até por fim normalizando. Estava incrédulo, precisava acreditar que fosse uma miragem. Escondeu a pasta nas costas tentando ao possível parecer mudo. Voltando a entrada novamente, enxergou uma silhueta negra no vão da porta. Sim. Alguém entrou ali :

- Quem é você? - Inquiriu seco e baixo na vã tentativa de alcançar com a luz, o que não era visível aos olhos. Parou imóvel e pálido logo atrás de uma fila de cadeiras obliteradas e uma porta de madeira enaltecida, seria o seu intervalo.
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Re: [RP FECHADA] & a night-thinker

Mensagem por David A. Drazdauskas em Seg Out 17, 2016 5:39 pm





Stay High, baby



Eu estava com aquele aparelho celular grudado no ouvido há horas. Embora bastante tempo tenha se passado, eu decidi trocar o aparelho de orelha somente agora, pois o suor e o calor estavam me incomodando pra caralho, e por mais que eu quisesse desligar a ligação, eu não deveria. — Sim, claro, mas você sabe que seu filho jamais aprovaria essa insanidade. — Revirei os olhos ouvindo a ladainha. Fiquei roendo minhas unhas enquanto isso. Encontrava-me no exato momento deitado em cima de uma mesa de metal velha e enferrujada, num laboratório abandonado, enchendo-me de drogas lícitas, tentando ficar o mais chapado possível quando o maldito celular resolve tocar. Atendi, porque o Wesley bonzinho jamais deixava as pessoas no vácuo, principalmente as pessoas que pagam seu aluguel, suas roupas, seu estilo burguês de vida, óbvio que não, esse Wesley daria os ouvidos, os rins, tudo pela pessoa do outro lado da linha. — Você é uma danadinha, Miss Juliet. — Ouvi os risinhos dela do outro lado da linha e estremeci, não por sentir na pele o frio do metal da mesa o qual estava deitado sem camisa, mas pelo asco que provocava a risada dela toda vez que aquele estranho som chegava em meus tímpanos. Continuei mordendo a unha e ouvido Lawrence até que ouvi um vidro se quebrar (ou ser quebrado) não muito longe de onde estava. Não me preocupei, apenas ergui meu tronco e fiquei sentado sobre a mesa, procurando aonde havia deixado minha camiseta do ACDC. Achando-a, peguei-a no chão e saí de onde estava para tentar localizar quem quer que estivesse por ali. — Benzinho eu preciso desligar."Finalmente" pensei comigo mesmo enquanto prendia o celular na orelha direita com a ajuda do ombro, para que pudesse colocar a camiseta. — É, eu estou meio ocupado, mas pode desligar você. — Caminhei pela penumbra tentando achar o(a) companheiro(a) que também tivera a insana ideia de adentrar um laboratório abandonado. Será que as pessoas não se tocam que um laboratório abandonado pode estar repleto de bizarrices? Já não basta a existência de meta humanos para dar base à esse pensamento, por Deus! — Não, desliga você primeiro."Desliga logo, vaca!" berrei mentalmente, ao passo em que sussurrava a resposta pelo telefone. — Não, você tem que desligar, eu não sou capaz. — Tateei o bolso traseiro e adivinhe? Esqueci a droga do cigarro em cima da porra da mesa de metal. — Ok, eu desligo, beijos benzinho."Se fode, escrota". Subi uns lances de escada e finalmente parecia estar próximo de quem quer que estivesse por ali. Adentrando em um local, tapei os olhos quando uma luz de lanterna veio com tudo me minha direção. — Por Deus, abaixe isso, você quer cegar alguém? — Ignorei sua pergunta e tirei minha mão do rosto, mesmo com aquela maldita luz ainda em minha direção. — O que faz aqui? Isso é propriedade privada, coleguinha. — Sorri amistosamente enquanto observava o garoto. Não conseguia ver detalhes de sua aparência por causa da escuridão, no entanto percebi claramente que ele escondia algo atrás de si e, bem, eu era conhecido por ser bastante curioso. — O que você tem aí hein? Se tiver encontrado aqui é melhor largar imediatamente. — Disse com um tom de voz autoritário, porém "amigável" na medida do possível. Não queria brigas, não, eu detestava brigas. Só queria saciar minha curiosidade.

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Re: [RP FECHADA] & a night-thinker

Mensagem por Christopher Arsenáult em Ter Out 18, 2016 11:20 am

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Erros só são propensos quando existem falhas de percurso , pensou abrupto. A voz logo lhe revelavam primeiros detalhes sensoriais fazendo com que de um transe desatento, finalmente despertasse. Com uma virada angular do maxilar contra as outras figuras espectrais do lugar, a lanterna desceu e suas têmporas precisaram de tempo para tomar total fidelidade a voz, novamente a cada palavra em pouco tempo residente, alvo de desagrados.

Sua postura não mudou, apenas caminhou onde havia um raio de luar intervindo a pele pálida revelando poucas parcelas do rosto e uma veia fina sobressaltada no pescoço. Estava sério, mas não de uma forma repressora. Christopher era aquilo afinal, um frio vazio e de colapsos incontáveis.

Respirou e inspirou, erguendo a mão livre dando giros lentos demonstrando atento porém, desinteressado a advertência. Habitual, ele demonstrava desinteresse a grande miríade de coisas que o rondavam :

- Não me recordo de nenhuma placa. - Sussurrou rouco retirando cada luva guardando no bolso arrancando um rolinho fino de cigarro, possuinte de uma coloração branca como a luz que o banhava. No momento entre o acender do isqueiro, finalmente viu o que o outro rapaz era. Tinha traços de um refugiado ; Olhos e cabelos desatentos a um escala clara de tonalidade e uma pele, acinzentada pelo breu? Christopher tragou apenas uma vez, soltando fumaça em sentido contrário a sua mostrando a pasta :

- Estudos. Você não sabe como cientistas desperdiçam informações pequenas. - Não conteve tamanho sorriso ignóbil a especiaria, apenas demonstrando que estava por algum fato justo . No entanto, entre algumas especialidades de observar e corresponder, o estrangeiro franziu o cenho sem ascender nada mais o que lhe era óbvio :

- Mesmo não sendo daqui, é óbvio que não é um policial… - Entonou de forma incerta mesmo lhe parecendo uma certeza. Sk então, procurou o velho balcão encostando o material mais seu corpo, voltando os olhos para o chão :

- Não deveria estar aqui. - Completou hiperbólico, com uma ênfase enegrecida ao que indicava lugar. Os fatos eram coisas que aos poucos estava aprendendo a lidar. Gotham em tampouco, já o assustara de forma positiva. Os braços relaxaram e o rosto pendeu ligeiramente na direção alheia, o encarava com ironia e demonstrava um sorriso fino demais para ser de felicidade e pouco demonstrativo para se interpretar como um desafio :

- O que este coleguinha faz aqui? O horário e o ambiente me parece ser improdutivo, para pessoas como você. - Disse dando ombros desajeitosamente encaixando o papel entre os lábios com o olhar cerrado. Voluntariosamente ergueu o plástico com o pendrive e injetou com a luz, o que poderia ver no interior do material. Estava sujo. Resmungou baixo qualquer coisa, deixando o objeto intacto pouco a frente do próprio peito investigando o que existia a suas costas.
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Re: [RP FECHADA] & a night-thinker

Mensagem por David A. Drazdauskas em Qua Out 19, 2016 8:20 pm





Stay High, baby



Nós não trabalhamos com placas, elas chamam atenção demais. — Sorri observando o garoto. Ele removia algo das mãos, luvas, suponho. Continuei o observando e quando ele acendeu o isqueiro, pude ver um pouco de suas feições. Seus olhos eram vagos, com um desinteresse claro em toda aquela situação, embora, creio eu, que esse desinteresse deve habitar em seu olhar desde que nasceu. Sua pele era alva, mas tinha um tom meio doentio. Não fiquei reparando muito nele, não sabia como era seu temperamento, ele poderia ser do tipo brigão, e embora parecesse sonso, poderia ser bastante perigoso também. Sabe, uma coisa que aprendi em meu pouco tempo de vida é que as pessoas nunca são aquilo que elas nos mostram, nem mesmo quando estão frágeis, nem quando estão sendo "sinceras", há sempre um lado que ninguém gosta de mostrar e de fato não o mostra.

Ignorei suas duas últimas falas. Cerrei os olhos enquanto ele ainda estava de costas. Eu não gostava de seu tom, nem um pouco. Era isso que eu odiava nas pessoas de Gotham, não sabia ao certo se ele era daqui, mas a maioria das pessoas que costumam vir pra essa cidade são assim, frias, distantes, desinteressadas e irritantemente irônicas. Bufei, aquela sua maldita mania de demonstrar desinteresse por tudo estava irritando-me para valer. Percebi que não valeria a pena gastar uma "máscara" com ele, portanto decidi ser quem sou e nada mais. Avancei puxando-o pelo ombro para que ficasse de frente para mim novamente. Por poucos segundos não sabia se puxava o papel de sua boca ou tirava a saca plástica de sua mão, mas a saca pareceu-me mais atrativa, visto que ele não havia me mostrando ela antes, portanto a arranquei, violentamente, de sua mão. Apertei o botão da lanterna do celular e iluminei o saco. Dentro dele havia um pendrive sujo e aparentemente velho. — Isso faz parte dos seus estudos também? — Ele viera para cima de mim, mas coloquei a palma de minha mão em seu tórax e dei-lhe um belo empurrão, devolvendo-o de volta para o balcão. Afastei-me iluminando o saco plástico e atirei-o para fora do cômodo onde estávamos. Eu sei que eu não queria brigas, não queria mesmo, mas aquele moleque com aquele tom de voz irônico, como se fosse superior ou algo do tipo... Ele me tirou do sério e pessoas que me tiram do sério acabam se dando mal, pois não fazem a mínima ideia de com quem estão lidando. — A hora dos estudos acabou, está na hora de voltar para casa. — Apaguei a lanterna do celular, deixando que sua lanterna fosse a única coisa a iluminar o cômodo.

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Re: [RP FECHADA] & a night-thinker

Mensagem por Christopher Arsenáult em Qui Out 20, 2016 7:30 pm

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Os dentes tilintaram duas vezes contra a luz exaurida entre ambos. No meio daquela cadência de ignorâncias e palavras ásperas,  insurgiu-lhe manter a mesma expressão.  Com um tempo passado, o louro examinava as colunas e pavimentos expostos até sentir algo pesar nos ombros.  Seu pulso fechou com força para defender o objeto afanado. Mas em vão pelo reflexo de péssima qualidade, arremeteu um avanço a fim de prendê-lo para que não se movesse :

- Me devolva, merd… - A frase manteve-se inacabada com a pressão exercida contra o peito. O braço estava esticado e o palmo esplendorosamente aberto, agarrou o braço do moreno forçando para que o soltasse.

Então algo abandonou o local, para fora. No meio do breu.

Com a feição pasma e o nariz aquilino praticamente intransfigurável de reconhecimento, o polonês deslocou-se para trás reequilibrando-se por sobre o som dos estilhaços logo arrancando em direção do outro. Quando percebeu forte proximidade, esquivou de seu corpo não dando importância se seus ombros colidiram devolvendo o empurrão. Devido aos passos exageradamente pesados e um ímpeto fumegante saindo de seus lábios em constantes movimentos verbais, percebeu uma combinação estranhamente compostas embebidas em suas palavras ; eram palavrões escolhidos e peculiarmente encaixadas apenas restando então dentre estes, um sopro vacilante como se oscilasse no submerso marinho tal como algo que iniciava-se com um Ah, vai… e terminava com um arco perfeito em ó de ... e foder .

No entanto, Christopher viu que não poderia se aborrecer. Era típica a sua imagem, a sua hierarquia familiar representar uma virulência. Não bastavam a cabeça raspada como um soldado ou o tom da pele cimentada, ele precisava ser violento. A mão direita foi até a própria testa e suas pálpebras pesaram como simples cortinas fajutas de um velho teatro renascentista logo, confortadas pelas pontas dos dígitos quentes.

Você sabe respirar, Christopher, vamos lá.

As costas se viraram, revelando uma pequena tatuagem insignificante. Daquele ângulo, notava que quem estivera tão presente quanto ele, era novo. Parecia-se como um universitário :

- Eu não trabalho com expulsões. - Ostentou a voz do mesmo calibre que fora recebida, aspergindo uma tossida curta e breve forçada com a curvatura da coluna. Abaixou-se estapeando a grama procurando o fino material. Ele amava noites, para se passar sozinho.  Resmungou mais coisas inaudíveis, como se fossem afetar o corpo alheio por longas pausas, o dardejando com os olhos queimados e carcomidos :

- Se eu fosse você, se retiraria. Afinal, quem está me atrapalhando é você! - Exclamou gravemente, elevando a sonoridade por ter permanecido afastado desta vez analisando a luz ambiente. Os olhos pareciam vidros refletores. A entrada era muito mais difusa de frente também, os dedos coçaram para irem a aquele pescoço e iniciar o grande ritual de um estrangulamento numa noite apática. Porém quem era ele? Não sabia e em estas douradas conclusões o “democrático” loiro, moveria um dedo sequer contra. Christopher poderia ser irritante, irritado ou arrogante, mas nunca chamativo.

Recolheu a própria lanterna ignorando a presença momentânea a suas costas, avançando corredor adentro, vendo portas e maçanetas belamente obliteradas. Durante o processo, um camundongo passou na ponta de seu pé fazendo com que a sola pisasse em sua cauda desbotada para o raptar. Elevou o animal a altura do próprio rosto, investigando e assimilando o tamanho adulto e pelagem grisalha. Concentrou um olhar paralisado a figura sentindo um batimento pequeno e apressado acelerar, com medo e indefeso. Características muito comuns a uma certa época que vivia. Aproximou mais a íris cor limão vendo-o arfar se remoer e emitir ruídos sonoros descompassivos, as patinhas pedalavam muito rápido. Eu quero fugir, eu quero fugir, eu quero fugir. - Os pequenos glóbulos imploravam. O rapaz fez questão de fazer uma contagem regressiva baixa para as pausas cardíacas sentí-lo por fim, parar. Mecânica cerebral. Atirou o recém-cadáver por cima dos ombros, iluminando a abertura de alguns consultórios etiquetados nas madeiras amareladas desfalecidas :

- É isto que acontece com quem atrapalha ao invés de ajudar. - Comentou normalizado e entretido com alguns vidros partidos que reluziam a lâmpada clara. Quando sumiu no campo de visão passado, deixou a voz cantar pelos ares para que pudessem ser ouvidas. Aquele edifício criava ecos assustadores e a atmosfera fria parecia-se semelhante aos livros de horror :

- Ainda mais, ambientalistas… - Sua risada soou divertida e acordada, no relógio de pulso eram quase meia-noite. Wøjkiëwic sentou-se ao chão por fim derrotado. Fora o pendrive a probabilidade que ter algo a ser resgatado naquela entrada de madrugada seria um tiro no escuro. Odiava fazer as coisas sem ter proporções. Sentou-se no chão ali mesmo, vendo um suspiro tristonho eclodir do corredor escuro. Não ouvia a respiração de mais ninguém, a não ser de si mesma e imaginando que o outro fora embora, cantarolou baixo.

Os dedos furtivamente pesquisaram o próprio bolso. O último cigarro havia sido vítima de uma queda pessimamente trajetada pelo neandertal e com isso, seus últimos pingos de sanidade. Pegou o celular e rolou a tela, não tinha área e a sua bateria reduzirá a zero todavia, estava ligada a mesma luz chamativa e o som alto perfeito para um idoso de noventa dribles. Num pulo, saltou indo ao vão da porta erguendo o aparelho confuso no que fazer :

- O que este lugar tem? O celular! Esta merda está danificada! - Afirmou rosnando.

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