[RP FECHADA] - Summer Froot

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Mensagem por Dante H’gar em Sex Out 28, 2016 10:55 pm

Summer Froot
a roleplay é iniciada pelo post de Sebastian Harkness, seguindo por Eliot Coldwater. estando então, fechada para os demais. passando-se esta em 04 de novembro, sexta-feira, às 17:47, no jardim botânico de Gotham. o conteúdo é restrito para menores. atualmente as postagens estão em fase de andamento.


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Re: [RP FECHADA] - Summer Froot

Mensagem por Dante H’gar em Sex Out 28, 2016 11:36 pm



murder on my mind



Um. Dois. Três surras e o homem continuava perfeitamente intacto, ou pelo menos quase. Seus lábios estavam inchados, com marcas na testa escorrendo filetes rubros de sangue quente, empapando seu rosto moreno. Aqueles homens eram cruéis, admito. Sozinho eu havia acabado com duas gangues ainda em formação em Gotham, o que já me tornava uma espécie de anti-herói forçado pela Força Tarefa X. Realizando as mais diversas missões a mando de Waller me tornava um grande herói, ao mesmo tempo que o tempo acabava para mim, e a cada dia que se passava Waller me enrolava cada vez mais, nunca contando nada útil sobre os Serpentários. Respirei profundamente, estávamos apenas eu e o querido Jason ali, sentado numa cadeira e apanhando horrores de mim.

— Harkness, aqui é a Waller, quero que force-o a contar mais sobre a organização para a qual ele trabalha. Ela está envolvida num escândalo sobre ogivas nucleares na Rússia e queremos essas informações para ontem, está me entendendo? — sua voz era forte e incisiva, mandona como só ela sabia ser, decidida de si. Ah, um dia eu iria me ver livre daquela vozinha irritante. Suspirei, pondo o taco de basebol apoiado em meu ombro direito e revirando os olhos.

— Eu estou torturando-o faz horas, amiguinha, mas ele parece ser uma carapaça humana! O filho de uma porca sente dor alguma e até cuspiu e molhou minha camisa, acredita? — falei em tom agudo e alto, batendo meu pé direito no chão enquanto fazia um biquinho e olhava a luz trêmula do teto da pequena cabana afastada.

— Não me importa os meios necessários: consiga as informações, ou dê adeus à sua vida, Augorion! — ordenou Waller, como sempre citando minha alcunha em tom de escárnio, em seguida ouvi o bipe indicando que a ligação havia sido encerrada.

Grunhi baixo, pegando firmemente o taco e deixando-o cheio de espinhos, e bati bem no meio das pernas do homem, desta vez fazendo-o rugir alto de dor. O sangue escorreu, enquanto eu puxava o taco com os pregos afiados cobertos em sangue, e o homem baixou a cabeça enfraquecendo e gemendo baixinho, e então logo ele falou tudo o que sabia. Segundo ele, a empresa que fabricava ogivas nucleares era uma que mexia com genética e produtos nucleares (óbvio, dã!) e que havia feito um acordo com a Rússia para enviar mísseis para o país gelado usar contra os próprios Estados Unidos da América. O encontro seria na Estufa de Gotham, no centro da cidade, onde um cara russo de cabelos negros trançados se encontraria com um homem loiro de cabelos curtos e terno para poderem discutir sobre as relações. Enviei tudo o que soube em formato de áudio para a minha base e prossegui em minha moto para a Estufa, antes fazendo um Buraco Negro sugar o homem ferido para um lugar qualquer na galáxia.

Chegando na primorosa Estufa, observei ao longe um homem alto e muito bonito – o russo – com cabelos negros, longos e com tranças esperando pacientemente por uma limusine negra que discretamente estacionou ao longe, logo ambos entravam juntos na estufa e conversavam calmamente. De forma habilidosa, fui pela parte lateral da Estufa e entrei numa das pequeninas janelas que foi aberta com facilidade por mim. Não demorou para que eu recebesse as ordens de eliminar os dois. Bem, não iria desapontar minha chefe, de qualquer forma. Me pus de pé e surgi à frente dos dois homens, fitando o russo e mordendo o lábio inferior enquanto ele retirava uma arma do coldre. Ergui a mão direita e, concentrando-me, fiz a arma dele derreter, o que distraiu o homem por causa da dor e assim consegui fazer raízes próximas enroscarem-se no pescoço do homem. O outro, loiro, estava desarmado e pareceu me fitar com um misto de surpresa, admiração e raiva, segurando fortemente uma maleta contra o próprio peito.

— Licença, mas precisarei dessa sua maleta, Sr. — Falei decididamente, erguendo a mão direita estendendo-a para o homem. Então, inesperadamente, o loiro ergueu a mão armada e plantas enroscaram-se na mão armada do homem, impondo tanta força que fez o loiro largar a maleta e deixa-la cair. Virei-me rapidamente na direção de onde vinham as raízes, e vi a sombra de um jovem alto e magro vindo na minha direção. — Quem é você, meta-humano? — perguntei, semicerrando os olhos.



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Re: [RP FECHADA] - Summer Froot

Mensagem por Haiako Yamashiro em Sab Out 29, 2016 1:55 am

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O ocaso desaparecia no horizonte, conferindo a Gotham uma noite a mais regada pela calamidade das ruas; a violência, o tráfico e a chacina eram alguns dos ritos que tomavam o cotidiano daquela sociedade corrupta.

Você, Coldwater, deliciava-se em fazer parte dos números agravantes na taxa de criminalidade do município. Tão comum quanto óbvio, nomeava a si mesmo - e era procurado por tal - de um dos criminosos mais perigosos - e, provavelmente, também desejados - residentes na cidadela. Segundo a analogia de discrição, deveria o máximo manter-se recluso na própria identidade a si atribuída de forma a não chamar atenção desnecessária. Porém, você não reconhecia qualquer limite, e as regras policiais a si não eram impostas, pelo contrário, sentia, sobretudo, uma intensa necessidade em infringi-las.

Pacientemente aguardou até que o torpedo fosse recebido no aparelho celular, piscando em tons de neon na tela policromática. Com um pouco de empenho, enfim conseguira a ajuda de um informante que, por ventura, encontrava-se nas mãos de Summer, uma querida amiga que há muito o auxiliava nos golpes. Dedilhou a película, abrindo o ícone, e nele encontrou o que era preciso para dar início à sua caçada. Um endereço confiável; Espaço Botânico de Gotham, Estufa nº 3, cruzamento com a Hollard Avenue. Riu, mordiscando o interior da bochecha com total descrença ao passo em que pouco a pouco erguia-se do emaranhado de cipós que empunhavam um arco transversal sobre a cabeça da estátua de Gordon alocada na praça municipal.

Você, Eliot, não alimentava certezas sobre o que encontraria no local, mas decidiu averiguar. Necessitava com urgência do biotipo genético desenvolvido pelo governo Russo, o qual em suas mãos, ampliaria as capacidades naturais de uma cria híbrida desenvolvida em laboratório - seu queridinho bichinho de estimação que em breve seria apresentado ao mundo. O pensamento o fez suspirar profundamente, atingindo a linha tênue entre excitação e euforia. Desde que perscrutara nos noticiários a nação vangloriar-se da elaboração do soro, pressentia que estava mais perto que nunca da conclusão do plano maquiavélico que há tanto silenciosamente orquestrava. A dominação do mundo nunca fora um ideal tão alcançável.

A claraboia da construção aparentava ser viável a uma entrada triunfal, e sem esforço aparente, coagiu uma videira ali próxima a te transpassar com segurança pela fenda. Com os pés acoplados no solo, esquadrinhou a localidade - o verde exuberante dos teus olhos transitando de um lado a outro, buscando por possíveis empecilhos. Conseguiu, então, identificar a movimentação sucinta que fugia dos parâmetros da cena, pois em tese, conhecia bem - e muito bem - os espécimes vegetais situados na estufa para assegurar que dificilmente seriam ilícitas autoras de tamanho alarde.

"Ora, ora, parece ser meu dia de sorte." resmungou, risonho, atravessando o perímetro rumo à balburdia. Um rapaz forte, alto e loiro incutia agressões contra uma dupla de malfeitores. O que te surpreendia era a falta de tato - literalmente - na briga que não durou mais que pouquíssimos segundos. Para o seu espanto, o jovem era portador de atributos sobrenaturais, representando um possível problema - e adversário - na obtenção do item que você tanto almejava; a pasta preta cujo interior resguardava o trunfo.

Com um aceno, impeliu a grama que recobria o campina a se expandir, neutralizando o bandido que portava na destra a pasta e na outra mão um revolver, de forma que o mantivesse bem afixado ao chão. Precisaria dele vivo, para subjugar informações precisas no decorrer do relógio. Claro que o seu intrometimento não poderia passar por despercebido, e com um arquear da sobrancelha encarou o garoto que por si só dera conta de boa parte da diversão.

— Meta-humano? É assim que as crianças chamam hoje em dia? — brincou, ministrando na voz o habitual escárnio sorvido em tons de flerte. Você, Eliot, não conseguia privar-se do erotismo entranhado na personalidade peçonhenta, e ainda confiante, deixou a penumbra, permitindo-se ser visto pelo loiro. Cortou a distância que os separava e, ao passar pelo rapaz, deslizou um dos dedos pelo queixo acentuado, desfalecendo, conseguinte, o olho em uma piscadela descarada. — Um rostinho novo no pedaço! Qual o seu nome, docinho? — questionou, analisando as feições do dito cujo, alargando o sorriso galante enquanto seguia caminho na direção do objeto esquecido.

— Duvido que saiba o que tem aqui dentro, hm? — estudava o inquilino, mantendo olhos semicerrados e a cautela de outrora. Agora, com o item em mãos, ostentava-o na direção alheia, percebendo que não eram tão diferentes no que dizia respeito a idade  - talvez um ou dois anos. Estalando a língua para demarcar as sílabas, passou a exibir um ar manhoso e hostil. Deixava implícito na afirmativa que não desistiria fácil de se apossar da pasta - tampouco do seu conteúdo. — Não precisamos ir tão longe com isso, sabe? É uma noite longa, e ainda tenho muito no que trabalhar. — a derme azeitonada quase constratava com o ambiente, e você pensava portar vantagem, entretanto, algo que deixara passar acabou retornando à sua cabecinha confusa, reformulando a estratégia que intencionava por em ímpeto. — Você não parece ser um floracinético, não sinto ligação alguma contigo. Como pode exercer domínio sobre minha espécie? — inquiriu, prosseguindo. — Aliás, sou Hera Venenosa, e algo me diz que você já me conhece.

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Re: [RP FECHADA] - Summer Froot

Mensagem por Dante H’gar em Dom Out 30, 2016 1:29 am



murder on my mind



Ultimamente estavam ocorrendo muitos incidentes em minhas missões, onde meta-humanos apareciam o tempo inteiro atrapalhando-me. Não que eu desgostasse deles, muito pelo contrário; adorava conhece-los, descobrir seus poderes e impressioná-los – ou não – com os meus, mas se continuasse dessa forma com eles sempre a intrometerem-se em minhas missões, eu infelizmente teria de começar a partir para a briga. O ser que se mostrava diante das luzes opacas do ambiente possuía uma derme em tom azeitonado, com lábios carnudos e rubros assim como seus cabelos, possuindo um timbre de voz recheado de erotismo e persuasão. Primeiramente, ele debochava de mim chamando-me de criança, o que me provocou um simples sorriso de canto de lábios.

— Bem, creio que seja bem mais apropriado do que os nomes que os preconceituosos nos chamam lá fora, não é mesmo? Prefiro “meta-humano” do que “aberração”. — Proferi num tom quase rebatedor, dando de ombros e fitando a maleta que o ser em questão não conseguia deixar de fitar com profundo interesse. Com movimentos calculadamente feitos no intuito de me encurralar como uma presa, o ser esverdeado parecia brincar comigo, lançando flertes e usando um timbre de voz agudo e sedutor tentando me distrair do objetivo principal de eu estar ali: a maleta. Ele, com um nível de educação ainda intacto – tinha quase absoluta certeza de que cedo ou tarde o moço com dons sobre a flora iria rebelar-se – perguntou meu nome, o que fez-me semicerrar os olhos.

— Chamo-me Sebastian Harkness, e você é? — antes que pudesse ser respondido, recebo outra pergunta, desta vez acerca do assunto principal; a maleta. Suspirei, fitando-a ainda nas mãos do outro. Decidi não responde-lo, não precisava revelar que era da Força Tarefa X e muito menos quais eram as minhas ordens. O outro, seguro de si e em nenhum momento deixando sua pose ceder ao risco de apanhar – porque eu bateria nele para valer se fosse preciso – me inquiria, quase que ordenando, de queixo erguido e peito inflado como eu havia conseguido manipular as plantas. Primeiramente, erguido a mão direita, observando a mala que imediatamente transformou-se em areia negra, vindo em espiral até minha mão, tomando novamente a sua forma original.

— Bem, eu tenho a capacidade de alterar a realidade por meio de poderes mágicos poderosos, Hera Venenosa, e sim, já ouvi falarem algo sobre seu beijo mortal já ter matado um ou dois agentes do grupo para o qual trabalho. — Dei de ombros, deixando surgir um sorriso amplo e provocativo em minha face, afinal ele – ou seria ela? – não era o único a saber flertar. Dei dois passos para trás, olhando de soslaio para as plantas ao meu redor.

— Faremos o seguinte, senhorita: você me diz o que quer, eu ajudo-a a encontrar o que procura e posso utilizar livremente meus poderes para lhe dar o que quer, afinal, posso fazer muita coisa. — Falei em tom persuasivo, erguendo a mão esquerda livre do peso da maleta e como que movido por mágica minha pele tornou-se escura e negra, poeirenta, logo raízes surgiram e formaram um talo de planta, dela saiu uma flor bela e roxa; uma orquídea. — Posso te dar uma Amazônia inteira, se quiser, só me deixar ficar com a maleta. — Sugeri, abrindo um sorriso sugestivo e erguendo as sobrancelhas, deixando transparecer minha confiança de que conseguiríamos sair dali sem quaisquer brigas.



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Re: [RP FECHADA] - Summer Froot

Mensagem por Haiako Yamashiro em Dom Out 30, 2016 12:32 pm

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A nada sutil troca de palavras deixava de surtir efeitos satisfatórios, embora não fosse de muita importância; algo dizia que o rapaz à sua frente - Sebastian, como se apresentara - já havia lidado com a mesmíssima situação, outrora, deixando no ar uma incógnita a qual você, Eliot, faria questão de descobrir. Apesar de ter demonstrado capacidades abismais aos olhos de terceiros - considerando o homem imobilizado por cipós à tangente, incrédulo quanto a identidade da dupla desconhecida - nutria a certeza de que existia algo a mais. Nenhum meta-humano, por mais talentoso que fosse, exibiria tamanha tranqulidade mediante uma perigosa barganha.

— Certo, tenho que concordar, embora ser chamado de aberração tenha se tornado um elogio para a maioria dos nossos irmãos. — estalou a língua, referindo tanto a si quanto os demais superdotados como parte de uma mesma família, o que era mentira, obviamente, visto que você pouco se lixava para a vida humana na Terra, mas esse era um fato sem a menor relevância no momento. Engatando o polegar contra a trava da maleta, visou abrir o compartimento e averiguar o conteúdo disposto no interior, entretanto, estreitou o olhar quando o objeto praticamente sumira, reavendo sob a proteção de Harkness. Suspirou.

— Você não está trabalhando nisso sozinho, não é? — estava mais para uma afirmativa que um questionamento. E sendo extremamente observador, você, Eliot, pouco a pouco chegava mais perto de juntar as peças daquele pequeno quebra-cabeças. Seria de pouca serventia para alguém, exceto um cientista, tomar posse de uma droga fabricada exclusivamente para ocasionar mutações em células vegetais - ou era o que pensava encontrar ali. — Eu? Responsável pela morte de inocentes? — fingindo-se de ofendido, elevou uma mão ao peito, dissimulando na face expressões de puro ultraje. — Ora, não acredite nas bobagens que dizem a meu respeito, Sebastian. Tudo o que faço é por um bom motivo. — motivos, às vezes, aflorados no calor do momento, como simplesmente não ir com a cara do sujeito. Riu, costurando um sorrisinho travesso nos lábios fartos.

Por ventura, admirou quando fora presenteado com uma flor, aceitando-a de bom grado. Certo que enxergava com clareza a tentativa maculada de outrem em escapar sem demais infortúnios, e você o permitiria ir - não pelas promessas que duvidava ter certo valor, mas sim pelas engrenagens que não se encaixavam. — Sou a Mãe Natureza, posso muito bem eu mesmo criar minha própria floresta, obrigado. Mas pode ir embora, se assim desejar. Tenho a leve impressão que estou no lugar errado, brigando pela coisa errada. Por sorte, agora tenho uma fonte não tão duvidosa. — esclarecido o motivo da decisão, você lança um olhar sugestivo na diretriz do mafioso amordaçado, seguido de um beijinho.

— Conte-me, Sebastian Harkness, a mando de quem você veio importunar esses pobres cavalheiros? — indagando, soergueu a orquídea defronte as narinas, aspirando a fragrância oriunda das pétalas enquanto prolongava o contato visual mantido com o superdotado. Intencionando obter uma resposta concreta, visto a preciosidade que o tempo se tornara naquela ocasião, exalou uma quantidade absurda de hormônios no perímetro, manejando-os com invejável controle. Como uma praga virulenta, os feromônios seriam tão eficazes a ponto de deixar qualquer um à sua mercê, Eliot, e coagir o bruxo seria o próximo passo.

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Re: [RP FECHADA] - Summer Froot

Mensagem por Dante H’gar em Dom Out 30, 2016 7:53 pm



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Um embate era algo quase inevitável ali. Tanto eu quanto o ser deslumbrante e amedrontador à minha frente possuíam o mesmo objetivo e provavelmente o mesmo nível de persistência e garra. Ele parecia decidido a querer me desvendar, perguntando-me com visível curiosidade se eu trabalhava ou não sozinho. Pendi levemente a cabeça para o lado esquerdo, fitando-o com descrença mediante sua falsa atuação de moço afetado por acusações injustas. Ele era plenamente capaz de matar, havia passado pouco tempo na cadeia, mas todos os anos ao lado de um psicopata manipulador haviam me ensinado a perceber o olhar de quem era capaz do assassinato. E ele, homem das plantas, não me enganaria ou me convenceria em nenhum momento a sequer chegar perto dele. Tudo no outro gritava perigo para os quatro cantos de minha mente. Não sabia se ele havia gostado ou não da minha tentativa de presente, mas sorri vendo-o aceitar a flor e cheirando-a, parecendo ter aprovado a orquídea.

Com certo ar superior e firme o outro afirmava não precisar de minha ajuda, apesar de logo agradecer meu oferecimento à sua causa ambiental e me deixar ir embora sem querer brigas. Semicerrei os olhos, meu sorriso esmorecendo à medida que eu aproximava mais dois passos para perto do ser de pele esverdeada, um tanto quanto confuso. Ele iria simplesmente desistir? Ele estava aparentemente disposto a matar e morrer por aquela maleta e agora sem mais explicações ele havia desistido de seu precioso item misterioso? Ergui uma sobrancelha, sendo agredido por um cheiro extremamente perfumado e adocicado, quase enjoativo. Um tanto quanto atordoado, fitei o chão, unindo sobrancelhas em expressão de dúvida, em seguida suavizando minhas feições ao chegar à conclusão de que seria obra do outro querendo respostas. Não havia demorado para a beladona liberar seu veneno. Resistindo contra o ímpeto súbito de responder-lhe qualquer coisa, uni meus lábios, tentando selá-los, mas era tão útil quanto tentar apagar um incêndio assoprando em direção da parede de chamas.

— Eu sou membro da Força Tarefa X, trabalho para Amanda Waller. Soube que esses dois cavalheiros estavam negociando para enviar um poderoso míssil fabricado por uma empresa norte-americana para solo russo. Em suma; traidores americanos negociando com russos. Como missão tenho que roubar essa maleta e entregar seu conteúdo para a base até as cinco da manhã. — Falei tudo de uma só vez, de forma que ele compreendesse tudo. Estava respondendo-o de forma decidida todos os detalhes necessários, e então, obviamente agindo por livre arbítrio sem necessidade do outro me perguntar mais nada, ergui a maleta na altura de meu peito, e a mesma permaneceu no ar imóvel.

Do chão de concreto rodopiaram mínimos grãos que tomaram forma, logo uma máscara surgia que me impediria de aspirar por muito tempo o perfume do ruivo. Pus a máscara na face, encarando o ruivo com certo ar irritado enquanto a maleta abria-se e revelavam algumas folhas em russo da transação ilícita e havia um pequeno compartimento, dentro dele havia acoplado por pequenas paletas metálicas um vidro comprido e transparente de líquido verde-água, com pequenas bolhas. A julgar pela cor do conteúdo, provavelmente o tal frasco devia servir para algo no míssil, talvez um vírus biológico. Encarei o ser esverdeado segurando o vidro na ponta de meus dedos indicador e polegar, ameaçando-o fazer cair.

— Ou diz para o que quer esse vírus e que quer com ele, ou eu o desintegro aqui e agora. Só preciso falar para a Waller que a famigerada Hera Venenosa o pego e pronto: ela te caça com uma trupe de assassinos para o todo sempre. — Arregalei os olhos pendendo sutilmente a cabeça para o lado direito e exibindo um sorriso visível através da máscara que cobria meus lábios e nariz. — Caso consiga me convencer, posso inclusive ajuda-lo... — sugeri, observando mais quatro frascos surgirem do lado do frasco em meus dedos, dois de cada lado, o que provavelmente surtiria certo desejo por parte do vilão à minha frente.



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Re: [RP FECHADA] - Summer Froot

Mensagem por Haiako Yamashiro em Qua Nov 02, 2016 5:16 pm

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Incredulidade destacava-se nas suas feições, pois você mal podia acreditar que o rapaz defronte seus olhos era um dos subordinados de Waller, a mulher por quem nutria certo desprezo. Vocês dois tinham história, afinal, em um passado não tão distante, também servira aos propósitos de Amanda em troca de fundos fornecidos por bancos públicos para a realização de pesquisas ilegais, no tempo em que usava humanos como cobaias - existia um seleto grupo de meta-humanos que carregava a tua assinatura no DNA, Eliot.

O perfume exalado era absolutamente atrativo, e nunca jamais encontrara alguém que fosse capaz de resistir a sua fragrância. Não surpreendeu-se, todavia, por mais um sucesso. Assim, absorvera todas as informações fornecidas, satisfeito.

— Céus! Não acredito no que acabo de ouvir. — içou a cabeleira ruiva para trás, gargalhando alto - a onomatopeia do riso mesclando-se ao silêncio harmônico do ambiente, quebrando a tensão dantes. Deveria ter cogitado na hipótese de deparar-se com o envolvimento do governo na situação. O composto químico desejado possuía um extremo valor, e em mãos erradas seria um problema indesejado. — Amanda Waller não sabe parar de enfiar aquele nariz absurdamente grande onde não é chamada? — o questionamento ofensivo soara mais para si que para o outro, como forma de expressar o claro descaso direcionado a agente.

Observou Sebastian aderir o uso de uma máscara respiratória, aparentando perceber tardiamente encontrar-se sobre influência dos feromônios expelidos na atmosfera. O utensílio filtraria o ar, logicamente, e você, Eliot, àquela altura já sabia o que precisava. Quase que concomitante, o rapaz abriu a maleta, revelando todos os utensílios ali preservados - a maioria resumia-se a algumas papeladas sem qualquer serventia - ao menos para você. O que chamou a atenção, de fato, foi a ampola de vidro cujo interior resguardava um líquido gosmento, acoplada a um fundo falso do compartimento. Exatamente o que tanto buscava.

— É um soro neurocognitivo, ele estimula as células a se desenvolverem mais rápido. — mordeu o lábio inferior, semicerrando os olhos ao que respondia, temendo que ele cumprisse com a ameaça de danificar o produto. De braços cruzados, tratou de afundar as unhas na própria carne, mantendo-se estabilizado e impedido de avançar contra o frasco cristalino e arrancá-lo das mãos do magista. — Duvido muito que Amanda tome partido. Sei coisas sobre ela que deixaria você de cabelo em pé, garoto. — deu de ombros, fingindo desinteresse. — O que irei fazer com isso, por outro lado, é problema meu. Acreditaria se eu dissesse que é para o bem comum? — finalizou, abanando as pestanas delicadamente, dissimulando uma ingenuidade cômica.

Suspirando, deslocando-se com passos lentos na direção de Harkness, como um felino prestes a dar o bote. Com toda a intimidade que antes fora negada, enlaçou os braços ao redor da cintura alheia, mantendo seus corpos bem próximos. Você não alimentava qualquer vergonha resultante da falta de distância, mantendo-se tão colado a ele quanto possível. — Que tal uma negociação melhor? Você me dá essa droga e eu vou embora. Você não vai precisar dela, tenho certeza. Já basta o Batman para torrar a minha paciência, sem contar que posso te recompensar de várias maneiras, ainda por cima. — ronronou baixinho, aninhando a lateral do rosto no peitoral largo.

Incapacitado de camuflar o nervosismo, tentava o máximo relaxar, confiante que sairia vitorioso da troca. A ambição aflorou quando, num passe de mágica, o loiro multiplicara a quantidade de frascos, bem à sua frente. Sorriu, analisando-o zeloso. Você preferi-lo-ia por perto, pois naquele momento pôde notar o quanto ele seria de grande utilidade.

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Re: [RP FECHADA] - Summer Froot

Mensagem por Dante H’gar em Sex Nov 04, 2016 3:07 pm



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Observei com certa surpresa a risada estridente do outro ao me ouvir citar Amanda Waller, o que indicava que ambos já se conheciam. Nunca em todos esses meses de serviço ouvi falar de algum membro da Força Tarefa X que tivesse conseguido fugir e sobrevivido para contar história, mas pela forma como o outro demonstrava desprezo pela mulher, só poderia ter sido membro do grupinho de Waller. Com olhos arregalados e um visível interesse no objeto em minha mão, Hera parecia realmente querer o objeto, inclusive revelou de primeira para o que o soro servia. Segundo Hera, era um soro neurocognitivo capaz de estimular células para desenvolverem-se mais rápido, e antes que ele pudesse revelar mais sobre o soro o outro decidiu disparar que a Waller possuía segredos que ele conhecia muito bem. Dei dois passos para trás, fitando-o com receio enquanto o mesmo parecia conter-se para não tentar retirar o objeto de minhas mãos. Ele ao menos era inteligente e assim como eu preferia conversar em vez de partir para a violência. Sorri ao ouvi-lo afirmar que aquilo era para um “bem maior”.

— Suas plantas... esse é o bem maior, não é? — perguntei, mais para uma afirmativa do que uma pergunta de verdade. Como já era conhecido e propagado pelas histórias de vários soldados na base da Força Tarefa X, Hera possuía uma adoração obsessiva por suas plantas, defendendo-as com toda a sua força e poder, tendo uma conexão quase que sobrenatural com elas. Podia entender agora o que queriam dizer, e eles não haviam mentido.

Engoli em seco ao ver o outro aproximando-se e enlaçando seus braços ao redor de minha cintura, falando de forma mimosa e sedutora sua proposta de eu entregar o soro e dele poder me recompensar por aquilo. Eu tinha como missão entregar os papéis referentes ao míssil americano vendido para os russos, em nenhum momento foi especificado um soro neurocognitivo amplificador de poderes dentro da maleta, poderia muito bem mentir para a Waller, afinal tínhamos uma conexão com um comunicador, mas nada me impediria de multiplicar o soro e entrega-lo para o ser à minha frente. Ademais; seria bom ter uma parceria com alguém, para variar minha lista de parceiros que se resumia a zero. Suspirei, assentindo em afirmativa e passando a mão esquerda pelos cabelos ruivos do outro bagunçando-os.

— Tudo bem, beladona, eu lhe entrego a droga, mas só se prometer não me matar, se meter no meio das minhas missões novamente nem contar que me viu para ninguém, está bem? — enquanto dava as especificações de nosso acordo, sacudia o vidro com o líquido na mão direita bem próximo de sua face, atraindo sua atenção. — Tenho de entregar esse frasco para meus superiores, mas nada me impede de multiplicar isso aqui para você. — Falei com um sorriso de canto, observando o frasco levitar e multiplicar-se em mais quatro frascos, alinhados e próximos de Hera. Peguei o quinto frasco e o pus dentro do compartimento na maleta, fechando-a novamente e apertando o comunicador em meu ouvido, discando para a base. Com a mão livre pus o dedo indicador nos lábios, pedindo para que o ruivo se mantivesse calado.

— Conseguiu, Harkness? — a voz potente e inquiridora de Waller ressoou no meu juízo, fazendo-me estreitar os olhos em desconfiança. Algo na voz dela me irritava.

— Uhum. Segura essa maleta aí. — Falei pondo a mão esquerda na maleta, que sumiu, teleportando para a mesa da chefe. — Agora vou beber. Beijinhos. — Mandei beijos e desliguei, pondo as mãos na cintura e encarando Hera, abrindo um leve sorriso. Ele parecia... satisfeito e feliz?

— Vai fazer o quê com esse soro? Criar uma planta gigante em Gotham? Uma planta carnívora para invadir a Área 51 ou algo assim? — perguntei, meio que timidamente por estar sendo intrometido.




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