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Mensagem por Melanie Stark em Seg Out 31, 2016 1:15 pm

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a roleplay é iniciada pelo post de Melanie Zenetti, seguindo por Samantha Beihofner. Estando então, fechada para os demais. Passando-se esta em 16 de Outubro, em Gotham City. O conteúdo é +18. Atualmente as postagens estão em fase de andamento.


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Re: [RP Fechada] +18 - Change

Mensagem por Melanie Stark em Ter Nov 01, 2016 1:11 am

Surprise!
Haviam se passado já não sei quantos dias desde que encontrei aquela vampira em uma noite chuvosa, mas... até agora eu não conseguia parar de pensar nela. Não imagine besteiras, eu não estou apaixonada, nunca fico! Mas não posso negar que ela me deixou pensando sobre umas coisas, como: o que ela tinha na cabeça? Ainda imaginava o que havia despertado nela aquele desejo repentino para me roubar aquele beijo... não, o pior mesmo foi eu não ter revidado. Por que eu deixei? Podia ter arrancado a cabeça dela quando me deu a chance, eu inclusive faria isso se fosse qualquer outra pessoa ali, mas... é, melhor não pensar tanto nisso, já foi.

Após esse acontecimento estranho, não tive nada fora do comum no meu dia à dia, sabe? Prendi bandidos, vilões e... tá, enfrentei alguns imbecis que tinham poderes gravitacionais, e me deram grande trabalho, mas nada que eu não pudesse dar conta. Quero dizer, não foi fácil, mas foi muito bom conseguir salvar o mundo causando estragos leves em Gotham... ainda passo na avenida da nossa luta de vez em quando para ver se havia algum resto do meta-humano que eu explodi com granadas, mas por sorte não havia nada, e estava quase tudo bem agora.

Sabe, não posso dizer o mesmo quanto à minha pessoa, pois me machuquei feio ao fim da luta, e ainda me recupero das queimaduras por causa da aproximação da Terra ao Sol, mas pelo menos minha regeneração é várias vezes maior que o de pessoas comuns, então não tive que esperar muito. No dia seguinte, apesar de ter que pegar leve, eu já estava boa o bastante para voltar à combater ao crime, mas aos poucos estou indo bem com a recuperação. Graças ao meu físico reforçado e minhas capacidades regenerativas, hoje não sinto mais dor alguma, e estou na fase final de recuperação, precisando só de um pouco de maquiagem para esconder algumas marcas um pouco feias, mas... não, até o final dessa noite eu estarei bem mesmo, então hoje não vou usar maquiagem para esconder nada.

E por falar em hoje, eu não iria ''trabalhar'' hoje, sabe? Tanto como heroína quanto mercenária, pois eu estava cansada já de tanto ensinar para os novatos da liga como se luta, e auxiliar heróis e heroínas em algumas missões importantes (coordenando equipes da base mesmo, normal), assim como também já havia cansado de realizar alguns trabalhos simples (sem envolver assassinatos, relaxe) como mercenária aqui e ali com o decorrer da semana, então resolvi me dar o resto da noite de folga assim que cheguei em casa do meu ''trabalho'', o que significava apenas relaxar o máximo que eu pudesse.

Meus seguranças como sempre adoraram saber disso, pois seria menos lugares da casa para vigiar, já que eu gosto de privacidade quando estou em momentos raros como esse, de 'folga', então é a hora em que a maioria deles sai da minha mansão e ficam apenas no exterior vigiando o meu território. É, eu sei que posso me cuidar muito bem, mas eu sou um pouco maluca com relação à segurança, pois isso eu acho que nunca é demais, então... bem, por que não empregar alguns mercenários muito bem treinados e ex-membros da liga dos assassinos? É a minha política: eles trabalham para mim, protegem a minha casa quando não estou (e quando eu durmo), ganham bem e ainda recebem proteção de mim. Aliás, sendo bem humilde agora, mas do meu ponto de vista eles quem saem ganhando viu?

Chega. Voltemos ao assunto, ok?

Hoje, todos os meus seguranças (não vou dizer quantos são, pois não sou doida de dar números exatos assim, mas... digamos que é possível ver doze) foram cuidar do exterior da minha mansão, que mesmo sob aquela lua e o ambiente obscuro de Gotham, com certeza ainda é bem bonito, com todo aquele verde em volta da mansão, da piscina e, é claro, nos meus jardins? Aliás, eles sabem que não podem mexer em nenhuma planta do meu jardim, então aconselho você à não mexer em nada que tem por lá também. A maioria das flores que tem lá são bem venenosas, que eu guardo para emergências, e geralmente são as mais bonitas, então... é, não toque se você não for de alguma espécie de alienígena imune aos venenos terrestres.

Com isso, todo o exterior ficara bem vigiado, e ainda há o sistema de vigilância e os drones de segurança espalhados pelos meus terrenos, o que me deixou bem segura e praticamente sozinha em minha mansão enorme.

Olha, geralmente não sou de exagerar, mas como é para ter uma ''base'' só minha e ao mesmo tempo ter um lugar que eu irei morar pelo resto da minha vida, eu não pude deixar de abrir uma exceção para quando eu comprei essa casa. Bem obscura por fora, aparentando quase ser um castelo ao estilo antigo (quase medieval, com uns toques perceptíveis do estilo barroco) e que fora todo construído por tijolos negros, quando que por dentro é bem ao contrário. O interior sempre brilhando tanto que me dá orgulho de todas as cores claras que escolhi para abrilhantar o interior do meu lar (que é, predominantemente, branco, principalmente no teto e no piso, mas com muitos detalhes de desenhos adornados em alguns cantos da mansão, em tom de bege, fora as outras cores claras que enchem o lugar e, sendo sincera, me deixam até mais calma), assim como também das peças de ouro espalhadas pelos cômodos. Sempre cuido muito bem da minha casa quando estou por aqui, mas mando sempre alguém limpar tudo para não juntar poeira fácil, então sempre está bem limpo de todo jeito.

E, sabe, não tenho mais problemas em deixar as empregadas perto de meus objetos dourados e valiosos. Nem mesmo ligo para as peças de cristais caros que há em lustres e em demais peças decorativas espalhadas por cada andar, afinal de contas, se algo for danificado ou roubado eu sei bem quem procurar, já que há diversos sistemas de segurança dentro da minha casa, incluindo (mas não limitado a) micro-câmeras de segurança e alarmes diversos (esses últimos disparam se alguém tenta roubar algo da casa, é muito bonito de se ouvir), o que, junto com minha fama ao lidar com ladrões (pois é, já tentaram roubar a minha casa, não deu muito certo para a gangue), praticamente impossibilita qualquer funcionário meu de me roubar. É, eu gosto de ser temida.

Mas, continuando à falar da minha casa. Vai encontrar diversas salas e quartos por lá, se você for ver, só o último andar é de quartos, o resto possui algumas salas de lazer particular ou... bom, para festas, quando dou alguma. Só que, nunca vai encontrar o meu quarto ou mesmo saber onde se localizam alguns sistemas de seguranças meus, se não for um segurança meu. Só eles sabem do caminho que tem que percorrer, desde a porta da frente, o corredor do primeiro andar até a escadaria principal, até o terceiro andar, virando à esquerda, indo até o quarto de número doze, que era o meu até o momento. Claro, eles também sabem da maioria dos sistemas de segurança que tem que evitar, para não ativar e acabarem me irritando com todo o barulho ao serem detectados sem querer, e como desativar as câmeras de segurança ocultas em estatuetas de bronze, quadros falsos e até alguns pisos minados que há dentro da minha casa, por isso já estou sempre armada para o caso de soar qualquer alarme, pois imagino sempre que isso só pode significar alguma invasão ou algum imbecil dos meus homens pisou onde não deveria... Então, mais um motivo para não falharem comigo.

Olha, pode parecer que não, mas eles quase não conhecem o sistema de segurança de verdade que tenho espalhado pelo meu lar, pois falei até agora só de uma forma geral, já que a maior parte mesmo é só para guardar certos segredos importantes que eu quero que continuem sendo segredos, então... aconselho muito bem à não entrar no meu lar sem minha permissão. Tudo bem?

Então, parando um pouco de ser arrogante e deixando de lado um pouco a minha casa (o que também é sacanagem, pois eu queria muito poder falar dos meus closet's, mas fica para outra hora), assim que fiquei sozinha dentro do meu lar, segui meu caminho pela minha casa até a minha suíte, onde tirei a minha roupa e comecei à me preparar para tomar um bom banho quente na banheira, e quem sabe até aproveitar a hidromassagem. Era só o início para a minha noite 'de folga', pois iria relaxar muito com aquele banho... mas, quem disse que eu consigo fazer tudo que eu quero nessa vida?

- Mas que diabos... -foi a primeira coisa que eu disse em voz alta assim que ouvi um barulho forte de dois arpões sendo disparados de buracos das paredes, atravessando algo macio e encaixando no piso do meu quarto, prendendo por fios eletrificados algo no chão, ou contra o chão, não deu para saber. Esse barulho vinha uma das minhas armadilhas disparando bem em frente da entrada do meu quarto (por isso conheço tão bem o barulho), ou seja, logo ao lado do banheiro que eu estava. Levantei da banheira assustada com o barulho alto, mas logo me acalmei e, por instinto, peguei uma blusa de frio limpa (que eu guardava de emergência ali, não pergunte) e, após me secar toda, coloquei a blusa de lã, peguei uma pistola minha (sempre ando armada, até nos meus banheiros há armas escondidas, mas isso não é surpresa) e fui daquele jeito mesmo ver o que havia acontecido.

Mas não, eu não gostei do que vi. Até soltei um- Você... -bem baixinho, e com voz de decepção (e rosto corado, mas não percebi) ao ver quem era que estava ali, presa em uma armadilha minha e, sem surpresas, mas ainda viva- O que veio fazer aqui? Está me perseguindo porque? -pergunto, ainda apontando a arma para ela, mais por instinto que necessidade mesmo, já que ela estava muito bem presa ali.

tag: Samantha | roupas: aqui

OFF: To com vergonha desse post... mds! kkkkk


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Re: [RP Fechada] +18 - Change

Mensagem por Samantha Beihofner em Qua Nov 02, 2016 4:34 pm

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Uma leve brisa, gelada e úmida como quase sempre em Gotham, passava por todos, tirando o conforto do calor de seus corpos vivos. As folhagens do outro lado da rua ocultavam minha presença dos seguranças que faziam vigília em frente ao grande portão com ferraria torcida e forjada em floreios barrocos. O aço negro podia ser lindo de se ver, mas eu sabia que podia, muito bem, segurar uma investida de um carro.

Perdi mais alguns minutos observando a movimentação de entrada e saída de veículos – que foi quase nula – e também o tempo de patrulha entre um guarda e outro. Com tudo isso devidamente memorizado, saí de minha proteção entre os arbustos e corri, atravessando a rua em menos de 2 segundos. Os seguranças que montavam guarda nas laterais do portão empunharam metralhadoras em minha direção e, em um movimento rápido, segurei a mão que estava para segurar o gatilho do homem da esquerda, posicionando o dedo atrás da alavanca de disparo. Senti o segurança pressionar ali enquanto o outro tinha sérios problemas para mexer o dedo, que formigava com falta de sangue.

- Não quero disparos... foi mal. – Com toda a força que eu dispunha, usando de manipulação sanguínea para movê-lo com maior facilidade, girei o segurança em sentido anti-horário e o arremessei contra o segundo. Ambos atingiram com força a pilastra de sustentação do portão, fazendo o que estava atrás desmaiar.

Rápida, avancei sobre o ainda desperto com um pulo e toquei seus lábios com o indicador, retirando os seus óculos escuros. Seus olhos claros me fitaram em horror e, aos poucos, sua expressão foi amansando até se tornar tranquila, serena. Estávamos a centímetros de distância e partilhávamos a mesma respiração, pois estava sem máscara.

- Quando o seu amigo acordar você vai dizer que cuidou do meta-humano sozinho... – Disse em um tom de sussurro sedutor. – Você foi um bom segurança, retomando rapidamente a sua postura e alvejando o desgraçado de balas... foi sim.

Tirei o dedo da frente de seus lábios e me afastei, fazendo-o levantar junto comigo. Caminhamos até o painel ao lado da imponente entrada de traços góticos e, com um comando mental, fiz o agente engravatado acionar o interfone enquanto eu me escorava ao lado.

- Mitch. – Ele disse e logo alguém, do outro lado, respondeu.

- Fala, Carter. – A voz equalizada tinha um tom militar.

- Fomos atacados por um meta-humano, mas eu consegui afugentá-lo. Pode mandar alguns homens aqui pra fora? Eu preciso levar o Fred pra dentro. Ele foi ferido.

- Positivo. Já estou abrindo o portão. – Com o som metálico de uma trava o pesado portão se moveu e eu entrei, me esgueirando por entre alguns arbustos.

Continuei avançando cautelosamente, evitando os flashes de lanternas e adormecendo alguns cães, até que a entrada da mansão em forma de castelo se apresentou, imponente e sólida. Havia mais um segurança na frente da passagem e, este, hipnotizei de longe, fazendo-o não me enxergar. Me aproximei com um andar calmo e contido, passando a mão por dentro do seu terno e pegando as chaves da porta. Não foi muito difícil entrar.

Já dentro da mansão me concentrei para saber onde era o quarto da Exterminadora. Tinham alguns batimentos espalhados aqui e ali, mas a assinatura do coração de Melanie ainda me era vivo na mente. Cautelosamente caminhei até uma escadaria que levava para o segundo andar e, lá em cima, encontrei um segurança. Antes mesmo de ele poder reagir pus a mão em frente aos seus lábios e o fiz olhar diretamente para mim. Aos poucos sua expressão de sustou amansou em serenidade, assim como o primeiro.

- Onde é o quarto da exterminadora. – Tirei o comunicador do seu ouvido de forma carinhosa, deslizando a mão por sua bochecha.

- Quarto número 12, seguindo por esse corredor. – Ele apontou e eu segui seu dedo com o olhar.

- Obrigada... há armadilhas pelo caminho? – O homem continuou a me responder, quase como um zumbi.

- Sim... nos ladrilhos. Os pretos ativam armadilhas. É um trecho do caminho até o quarto 10... – Sorri e beijei sua testa, voltando a caminhar com cuidado pelos corredores daquela mansão.

Tudo lá tinha um toque de sofisticação e vaidade. Armaduras com grandes armas medievais, tudo extremamente lustrado e cuidado. Móveis de mogno com vasos egípcios, gregos e astecas se espalhavam aqui e ali, assim como tapeçarias russas e quadros franceses. Haviam artefatos de toda a parte do mundo. Por um momento eu voltara a ser criança, brincando de não pisar em determinados padrões, até que cheguei em frente ao quarto 12. Me sentia um pouco cansada por conta de todos os usos de meus poderes e, então, pisei em uma lajota que desceu um pouco. Olhei para baixo, mas ela era cinzenta.

- Droga... – Ao lado da porta, as armaduras se moveram como robôs autômatos e estacaram as lanças em mim.

Não consegui evitar por que meu primeiro ato de defesa foi tentar travar a circulação daquelas criaturas, mas elas não eram vivas. Eram apenas seres inanimados programados com algoritmos de programação.

As estacas perfuraram minha barriga e minha perna esquerda. Sangue subiu pela minha garganta, indicando que meu estômago havia sido perfurado. Quando depositei o peso em minha perna esquerda ela falseou, denunciando que meus músculos também haviam sido comprometidos, pelo menos de forma temporária. Sem conseguir me apoiar, caí no chão sem conseguir fazer muita coisa além de pressionar a mandíbula e segurar o cabo da lança alojada em meu abdômen.

A porta se abriu e a garota saiu lá de dentro, munida com uma pistola e apenas vestindo um suéter amarelo creme. Procurei rapidamente por mais roupas em seu corpo, mas era óbvio que ela não usava nada além daquilo. Não pude deixar de avaliar suas pernas brancas e sentir curiosidade de erguer aquele tecido e ver o que ela escondia por baixo.

- Você... – Tentei sorrir em resposta, mas não consegui muito além de mostrar os dentes sujos de sangue com um protótipo de sorriso. – O que veio fazer aqui?

- Visita... surpresa... – Comentei com a voz dolorosa e acabei tossindo uma nódoa de sangue.

- Está me perseguindo porque? – Eu ia responder que senti vontade de vê-la de novo, mas a dor estava me nublando os pensamentos.

- Negócios... inacabados... – Deixei a cabeça cair para trás, sorrindo com minha falta de cuidado. – Eu precisava ver... você... – Meus olhos pesaram mas, antes de apagar, disse algumas palavras antes de apagar. – Senti... saudades...


Nota: Pode me considerar com a roupa normal da Plague, porém, sem a máscara.

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Re: [RP Fechada] +18 - Change

Mensagem por Melanie Stark em Qui Nov 03, 2016 1:09 am

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Se há uma coisa que me anima mais ainda do que ter um dia de folga, é chegar em casa e nem precisar trocar mais que algumas palavras com meus seguranças para que eles entendessem o que eu queria que eles fizessem. Isso pode ser uma besteira para a maioria, mas me poupou um valioso tempo, que ao invés de eu usá-lo para coordenar os seguranças, eu tentei usar para relaxar sozinha no meu quarto, enquanto tentava tomar um banho, mas é claro que algo tinha que acontecer. Aliás, eu já deveria ter previsto isso, afinal, desde quando alguma heroína tem um só dia de folga de verdade?

Sem imaginar que alguém tentaria invadir o meu lar justo naquele momento, fiquei concentrada no meu banho enquanto confiava em meus guardas para manterem os meus terrenos seguros enquanto estava no meu dia de folga, mas antes mesmo que eu pudesse terminar o meu gostoso banho, ouço uma de minhas armadilhas sendo ativadas na porta do meu quarto e, é claro, saio correndo do banheiro para verificar o que era. Pois não havia mais ninguém dentro de casa naquele momento, ou estavam saindo para tomar seus lugares na segurança do exterior, então estava sozinha contra a invasora, que eu até então desconhecia quem era.

E é claro, não consegui esconder a minha surpresa ao ver quem era: Samantha, a vampira que havia me encurralado dias atrás.

Ainda sem saber o que fazer, permaneci com minha arma apontando para ela, ainda que nem fosse preciso, já que ela estava presa pela armadilha das lanças das duas armaduras da entrada do meu quarto. E claro, sabendo como ela era, e vendo ainda a tentativa dela de sorrir para mim daquela forma tão... única, eu quis logo saber do que é que se tratava aquilo, mas não tive nenhuma resposta concreta. Ela só dizia que tinha que terminar algo e... espera... ela sentiu saudades... Como assim?

Eu até ignorei sem querer todo aquele sangue que saía dos ferimentos e manchava seus dentes brancos enquanto tentava sorrir e falar comigo, pois ficara ainda mais confusa com aquilo e, sim, muito sem graça também, pois algo me impedia de puxar o gatilho logo e eliminar aquela que eu imaginava ser uma ameaça para mim, afinal de contas ela descobriu como passar por quase toda minha segurança, e chegou até bem perto de mim, se não fosse por esta na entrada do meu quarto... Claro que também estava preocupada com isso, mas ela nem estava em condições de se manter em pé, então não iria pensar nisso já. Na realidade, essa preocupação toda comigo mesma se foi quando eu a vi começar à perder a consciência na minha frente.

Primeiro de tudo que, quando eu a vi fechar os olhos, levei alguns dedos meus até o seu pescoço, para checar seus batimentos, e verificar se estava mesmo perdendo as forças ou apenas fingindo, mas ao não sentir qualquer pulsação me lembrei do óbvio: ela era uma morta-viva, não tinha como sentir qualquer coisa nela, então... bem, eu tive que agir seguindo os instintos do meu lado de heroína que estou descobrindo recentemente, acabei confiando na vampira e a tirei da armadilha (desativando o resto das armadilhas daquele andar também, só por segurança), colocando-a direto em uma cama do quarto ao lado.

Dei sorte de ter acertado na decisão, pois ela realmente não estava brincando, não pela quantidade de sangue que eu vi ela deixando no chão em que praticamente fora empalada, assim como também pelo meu piso, enquanto eu a levava em meus braços até o quarto vizinho ao meu. Mas tudo bem, o sangue não importava naquela hora, pois não demorou para um de meus assassinos aparecer quando eu o chamei para limpar tudo para mim, enquanto que eu mesma cuidava da nossa... ''convidada'' inesperada.

Enquanto que o homem limpava todo o sangue, eu pensava se seria ou não uma boa ideia eu dizer algumas coisas para ele e o resto da equipe, por terem deixado entrar alguém enquanto eu estava de guarda baixa, mas... não, levando em conta os poderes dela e a sua forma de agir, seria muita maldade fazer isso com eles, já que nem eu conseguira enfrentá-la, então realmente não tinham chances. Mas, por falar ''nela'', eu fiquei me perguntando também no que eu fazia com ela, e se talvez fosse ficar bem depois do que passou.

Não sabia até que ponto ela poderia sobreviver à danos, se ela poderia se regenerar sozinha ou precisaria de sangue, afinal de contas eu não sabia de nada sobre vampiras e... não me pergunte por que, mas fiquei preocupada enquanto a via sangrar em cima daquela cama. Eu sei, até ainda à pouco eu só relacionava essa mulher à coisas ruins quando pensava em como nos conhecemos, mas agora ela era uma pessoa que poderia estar à beira da morte ali, na minha frente, e eu podia fazer alguma coisa para ajudar, então não deu para evitar de ficar nervosa quando percebi que ela estava nas minhas mãos naquele momento, e por algo que eu mesma havia projetado... Era um misto de sentimentos que só me deixavam mais confusa, mas eu tentei não demorar muito, ou não poderia mais fazer nada por ela.

Então, assim que meu empregado acabou e nos deixou sozinhas, corri para meu quarto e peguei o kit de socorros de emergência, com o necessário para pelo menos auxiliar na recuperação dela, então voltei, rasguei suas roupas (só na parte das feridas, para não ser atrapalhada por nenhum tecido), e com meus conhecimentos militares, limpei suas feridas, passei em volta das mesmas um remédio especial para tentar auxiliar na sua regeneração (funciona com seres biológicos vivos pelo menos, não sabia se iria funcionar com ela, mas... não custava nada tentar), e no fim fechei tudo, com agulha e linha esterilizadas, depois só pude torcer para que tivesse dado tudo certo. Mas sabe que, ao fim disso, após fazer tudo o que eu podia por ela (até mesmo enfaixando ela), percebi que estava me preocupando tanto com alguém que eu nem conhecia, e que eu nem sabia o que poderia querer comigo?

E se fosse só mais uma dessas baderneiras meta-humana arrogantes que gostam de brincar com heroínas e heróis por aí? É, me senti uma tonta após perceber que havia me preocupado tanto com ela, então com ela apagada mesmo eu suspirei profundamente, me levantando da cama após tudo aquilo- Que idiota... -falei sozinha, para eu mesma, enquanto andava até o meu quarto, pegando meu celular e voltando à passos curtos para o quarto em que havia deixado Samantha desmaiada.

Enquanto andava, vi pelo celular as gravações do meu sistema de segurança, acompanhando como é que Samantha havia entrado ali, e fiquei impressionada com tudo que ela fizera. Quando voltei para o quarto após ver a gravação, fiquei me perguntando ainda mais do que antes o por que de ela estar aqui... Por que se esforçara tanto para entrar na minha casa? O que ela poderia querer que eu tenho? O que ela queria comigo? Fiquei até sem graça ao imaginar que, talvez, houvesse uma mínima hipótese de ela estar falando sério e... não, para com isso Melanie! Sempre há algo por trás, não se deixe enganar, você não era idiota em sua outra vida, não vai começar à ser assim agora! Foco!

Mas ainda havia uma coisa ainda que eu não havia lembrado naquela confusão toda: o sangue. Ela era uma vampira, então... será que precisava de sangue para se regenerar? Bem, era uma hipótese, mas eu não poderia usar um de meus seguranças para alimentá-la, pois ela poderia matá-los ao se alimentar deles até o fim, e nenhum deles merecia isso. Não haviam falhado comigo, não mais do que eu mesma quando enfrentei essa vampira da última vez... então decidi improvisar, e tomar uma decisão arriscada.

- Espero não me arrepender disso... -disse bem baixinho e entre dentes, nervosa por fazer aquilo, mas não penso duas vezes, ou era capaz de mudar de ideia. Logo eu levanto a manga do suéter e, cuidadosamente, colocava meu pulso nos lábios dela, encostando ali e, aos poucos, encaixando aquela parte do meu braço... entre os dentes dela... enquanto que, com minha outra mão, eu segurava uma de minhas espadas, logo ao lado da cama, para o caso de eu precisar me livrar dela urgentemente. Ainda assim, mesmo sem estar cem por cento segura daquilo, incitei- Precisa de sangue para se recuperar? Toma... pega um pouco... -disse, sentada ao lado dela na cama ainda, com as feições do meu rosto entre a vergonha e a raiva- Mas não ouse ir muito longe... -avisei ao fim, antes que ela tivesse qualquer ideia.

Até mostrei a minha espada que segurava com minha outra mão, mas ainda assim estava desconfortável com aquela ideia... E, enquanto esperava pela mordida de Sam, não pude segurar uma questão que ainda martelava minha cabeça- Sério, por que é que você está aqui? Por que teve tanto trabalho para entrar na minha casa? O que você quer de mim? -deixei escapar, curiosa e, é claro, ainda com as mesmas feições, bem confusa ainda- E não minta, eu sei quando mentem para mim e detesto isso...

Será que estou fazendo a cosia certa em ajudá-la? Ela não era uma vilã, mas... ainda assim, será que era confiável?

tag: Samantha | roupas: aqui

OFF: Detalhe que não está no post, por que nem ela mesma percebeu, mas o suéter está todo sujo de sangue viu? <3


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Re: [RP Fechada] +18 - Change

Mensagem por Samantha Beihofner em Qui Nov 03, 2016 7:39 pm

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Minha cabeça se mantinha em um estado de suspensão espacial. Era como se flutuasse em uma grande banheira cheia de água, distante de tudo e de todos. Talvez aquilo fosse o que os mortais falavam sobre a morte, talvez eu estivesse no limbo entre o céu e a terra, ou quem sabe a caminho do inferno. Nunca saberia dizer. Eu continuei a deriva por ali até sentir uma forte dor aguda me puxar para a realidade de volta.

- Aaaaaah! – O som de sangue gotejando no chão foi abafado pelo grito de dor que escapou por minha garganta.

Ouvi pessoas conversando, mas elas estavam tão longe que eu não pude distinguir absolutamente nada. Meus sentidos se confundiam por falta de sangue e de vida. Alguém me levantou de onde eu estava largada, fadada a uma morte quase tranquila, porém, extremamente idiota, e me ajeitou na horizontal. Meu braço pendeu inerte e mole, sem forças para se aninhar em frente ao peito, enquanto a cabeça ficara escorada em algo macio e aveludado. O cheiro de limpo invadiu minhas narinas, mas como já mencionei, meus sentidos estavam confusos.

Algo pulsava onde minha cabeça buscava conforto, mas eu não sabia dizer se era real ou não.

Fui solta em uma superfície macia e, logo após isto, senti os tecidos das minhas roupas rasgando com grande força empregada a eles. Um após o outro, moletom, blusão e blusa de linho deram passagem até minha barriga, pois senti o ar gelado da noite bater ali e gelar a pele já fria. A calça também fora rasgada no local do ferimento. Após isto me senti tranquila e serena, até mesmo quando alguém cutucava minha pele de forma engraçada, a puxando em seguida.

- Espero não me arrepender disso... – Uma voz feminina soou distante, mas eu a reconheci, de certa forma. – Precisa de sangue para se recuperar? Toma... pega um pouco... Mas não ouse ir muito longe...

Senti algo macio e quente, vivo, tocar meus lábios. O perfume de limpo me inebriou o olfato e, com as mãos trêmulas, segurei de forma fraca aquilo que havia sido posto em minha frente. Analisei com o tato apenas para concluir que fosse o braço de alguém. Lambi a pele quente daquela pessoa e abri precariamente os olhos, reconhecendo os traços de Melanie. Tirei o braço de perto.

- Não... – Maneei a cabeça em negativo. O seu... não. Preciso... de muito... – Nem notei que ainda segurava o seu braço enquanto lutava contra a vontade de secar as suas veias. Não quero... te prejudicar.


Nota: Pode me considerar com a roupa normal da Plague, porém, sem a máscara.

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Re: [RP Fechada] +18 - Change

Mensagem por Melanie Stark em Dom Nov 06, 2016 4:02 pm

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Ainda que ela fosse imortal, não deve ter sido muito bom remover aquelas lanças pesadas que transpassaram seu corpo, e talvez seja por isso que ela soltou aquele grito enquanto eu estava tentando ajudá-la a sair daquela armadilha. E, devo dizer, já vi tanta coisa estranha e tantos poderes super-humanos em ação, que nem imaginava o quão longe iriam as capacidades dela, o que seu organismo poderia fazer naturalmente com aqueles ferimentos ou o quanto ela precisava mesmo de sangue para sobreviver, se recuperar ou talvez só manter seus próprios poderes, por isso eu continuei muito desconfiada enquanto tentava lhe ajudar, sem saber das reações de seu corpo à tais ferimentos. Tive muito cuidado ao acolhê-la em meus braços ao tirá-la do chão, e mais ainda ao soltar seu corpo na cama, fazendo isso cuidadosamente e deixando-a o mais confortável possível enquanto pensava no que fazer.

Enquanto que os lençóis brancos eram manchados pelo sangue de Samantha, eu fiz o possível para cuidar de seus ferimentos, da forma mais humana que eu lembrava, mas sem saber se realmente era necessário tudo aquilo. De toda forma, fiz o meu máximo sem nem me preocupar com a sujeira que eu teria que arrumar depois, mas ainda assim não parecia ser o suficiente. Tudo bem, ao menos o que eu fiz serviu para ajudá-la a recuperar a consciência, mas ela pareceu estar ainda muito fraca quando começou à falar, e pelo jeito eu não podia fazer muita coisa para mudar isso.

Quando ofereci meu pulso para ela beber um pouco de sangue, fiquei insegura, é claro, não gosto da ideia de tê-la outra vez sob o controle do meu sangue, por isso que me armei antes mesmo de fazer isso. A espada serviria para arrancar a cabeça dela se tentasse abusar da minha boa vontade, mas acabou que... bem... ela fez o oposto do que eu imaginara... Ao invés de sugar todo o meu sangue para sobreviver, ela se negou à fazer isso, pensando antes em mim do que em sua própria recuperação, o que me deixou ainda mais confusa- O que? -deixei escapar, confusa enquanto a via se negar, enquanto ainda segurava meu braço, como se não conseguisse se separar de mim- Tudo bem, eu... posso tentar outra coisa então... -disse à ela, pensando rápido e, sem sair da cama, peguei o meu celular e fiz uma ligação.

- Liam? É a Deathstroke. -informei ao homem do outro lado, apressada- Vou direto ao assunto: quero cobrar aquele favor que você me deve do mês passado. Dê um jeito de sumir com um detento do corredor da morte de vocês e faça ele aparecer no meu jardim em no máximo dez minutos. Ele tem que estar vivo, e você não faz perguntas, entendeu? -disse ao homem cheia de autoridade na minha voz, confiante de que ele faria o que eu estava mandando, e logo em seguida informei aos meus seguranças o pacote que poderia chegar à qualquer momento, dando instruções de entregarem-no são e salvo para mim, no quarto 11, também sem fazer perguntas. E é, eu estava começando à ficar preocupada de verdade com o rumo que aquilo poderia tomar se não fosse rápida...

De repente, ao ver a preocupação toda de Sam comigo antes mesmo do seu bem estar, vi que ela podia não estar com más intenções ao invadir a minha casa, o que logo me lembrou do beijo que ela me roubou em outra noite, e me fez imaginar que ela talvez só quisesse repetir a dose ou algo assim... Tudo bem, não leio mentes, mas ela não parecia ter aquele olhar de cobiça que a maioria tem pelas minhas armas e tecnologias, nem parecia querer me matar, então realmente podia ser só uma mulher não tão má (assim como eu) que só estava querendo me ver, ou talvez brincar comigo de uma forma não tão mortal quanto eu imaginava, então... é, eu me senti muito mal em tê-la deixado naquela situação, mesmo que sem querer, e comecei à ficar preocupada mesmo com a vampira.

Logo após o fim da ligação, voltei à me aproximar dela, e com cuidado posicionei a cabeça dela no meu colo, nas minhas coxas mesmo, vendo que seu travesseiro estava todo molhado de sangue que havia escapado de sua boca e, claro, eu não podia deixá-la naquela situação. Sem falar que, eu senti vontade de dar um pouco de carinho para ela enquanto esperávamos, para tentar compensar pelo mal que eu havia feito- Você ouviu a minha conversa? -perguntei bem preocupada, enquanto a olhava nos olhos e arrumava seu cabelo, tirando-o da frente dos seus olhos- Já tem sangue vindo para você... e do jeito que você gosta, né? Não sei se é preciso, mas eu vi que você prefere assim, então... espero ter feito algo certo hoje... -disse, com um sorriso um pouco desanimado para ela, enquanto acariciava suas bochechas com meus dedos, tentando limpar com calma o sangue de seu rosto.

- Me desculpa, pela armadilha... era para quem tentasse me matar enquanto eu durmo, mas eu não sabia que... -não consegui me segurar, e deixei escapar aquelas palavras, sem aliviar em nada o meu peito de todo aquele arrependimento que eu tinha por desconfiar dela. Porém, por mais que eu conseguisse entender agora que ela não parecia querer o meu mal, eu vi também que não sabia ainda o que ela queria de mim, por isso não consegui terminar essa frase anterior, e continuei de outra forma- Por que você se preocupa comigo? Por que fez tanto esforço para chegar até mim? -pergunto, olhando em seus olhos, e lembrando-me ainda do que havia visto nas câmeras de vigilância, que ela fizera hoje só para chegar até o meu quarto.

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Re: [RP Fechada] +18 - Change

Mensagem por Samantha Beihofner em Ter Nov 08, 2016 4:49 pm

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Me sentia cansada demais para falar qualquer com maior coesão do que o que já fora dito e, por mais que eu não desejasse drenar Melanie até a morte, uma parte de mim não queria deixar o seu antebraço sair de perto apenas por precaução. Meus dedos prendiam o seu pulso ali, próximo aos lábios, porém, não tiveram forças quando ela puxou para se afastar. Não consegui evitar que um sorriso fraco se desenhasse em meu rosto. A sentia segura. Não estava sendo fácil manter o frenesi sob controle.

— Tudo bem, eu... poso tentar outra coisa então... — Para minha infelicidade, ela não se afastou, apenas buscou um telefone e ligou dele.

Sua voz quebrava o silêncio do quarto, mas eu não conseguia me concentrar em absolutamente uma palavra do que ela dizia. Tudo o que eu sentia era fome, tudo o que eu via era fome. Eu era A Fome. Fechei os olhos, tentando me isolar de todo o resto, até mesmo da besta interior que me impelia a atacar a Exterminadora e drenar cada gota de sangue do seu belo e jovial corpo. Arrepios se apossavam de minha espinha enquanto sentia os músculos atrofiando, em um sintoma semelhante ao post mortem. Vampiros que ficam sem sangue não morrem, de fato. Eles apenas adormecem e permanecem daquele jeito até que sejam devidamente alimentados, porém, quando eles retornam, sua sede por vitae é tamanha que entram em frenesi e não param até que estejam saciados.

Caso adormecesse e Melanie me trouxesse de volta eu temia por cada um dos seguranças daquela mansão, assim como Melanie.

Os segundos passaram devagar e eu me sentia cada vez mais fraca e cada vez era mais difícil de resistir ao ímpeto de atacar a mercenária. Um movimento imperativo fez com que minhas costas arqueassem e meu pescoço esticasse, pendendo a cabeça mole para trás. Não tinha forças para me segurar, estava me concentrando 100% em manter a fera adormecida, até que abri os olhos e me vi deitada nas coxas de Melanie. O cheiro de limpeza era inebriante.

— Você ouviu a minha conversa? — Umedeci os lábios, sentindo o gosto do sangue que eu havia perdido, e maneei a cabeça em negativo. — Já tem sangue vindo para você... e do jeito que você gosta, né? Não sei se e preciso, mas eu vi que você prefere assim, então... espero ter feito algo certo hoje...

— A Exterminadora com... peso na consciência? — Sorri largo, provavelmente exibindo as presas. — Mas que dia... memorável. — Acabei tossindo um pouco, fazendo com que minha barriga doesse.

— Me desculpa pela armadilha... era pra quem tentasse me matar enquanto eu durmo, mas eu não sabia que... — Melanie hesitou e eu observei seus olhos me fitarem, enquanto seus dedos alisavam minha bochecha. A sensação era estranha, principalmente por eu ter vivido por tanto tempo evitando contato. — Por que você se preocupa comigo? Por que fez tanto esforço pra chegar até mim?

— Eu queria... te ver... — Sorri envergonhada. Aquela ideia me parecia extremamente idiota, agora. — Simples assim.

Fechei os olhos, me concentrando apenas na respiração de Melanie, que batia em meu rosto, não pensando que abaixo de minha cabeça estava as pernas nuas da mercenária, sem pensar que cada fibra de mim lutava para devorá-la sem pensar duas vezes. Me mantinha em um estado total de paralisia, privando-me até mesmo de respirar. Os minutos passaram devagar e, então, senti a garota verificando meu pulso, no pescoço, o que me fez sorrir.

— Sim... eu estou morta. — Sorri, sem abrir os olhos, principalmente por que começava a salivar, desejando mais do que tudo o seu sangue.

Subitamente o som de um helicóptero chegou aos meus ouvidos e abri os olhos, enxergando tudo extremamente claro. Eu sabia que a única coisa que podia ser vista entre minhas pálpebras eram olhos negros, sem qualquer resquício de humanidade. Me levantei do colo de Melanie e caminhei trôpega pelo quarto, indo até a janela, a qual abri com muita dificuldade. Sentia o sangue e a pulsação de cada um daquela casa, mas o único que eu desejava era o de batimentos acelerados. Sorri em escárnio e pulei da janela.

Assim que caí no gramado, de extremo mau-jeito, me esgueirei por entre as folhagens, tal qual um animal. Em pouco minhas ações lembrariam um humano, eu sabia daquilo, mas quando cheguei próximo o suficiente da presa, a ataquei sem remorso. Os dentes se encravaram no pescoço e minha fome era tamanha que sequer houve gritos, reações ou qualquer outra demonstração de luta ou defesa.

Seus joelhos fraquejaram e caímos, porém, não soltei a mordida até que a última gota fosse drenada. Quando o soltei me senti revigorada, controlando o sangue recém absorvido para focar nos ferimentos. Não levou mais do que dois minutos ali, ajoelhada, me concentrando. Usei a habilidade de controle sanguíneo para limpar todo o sangue da propriedade, fazendo até mesmo o que havia sujado as roupas de cama e do corpo da Exterminadora sair e vir até onde eu estava, nos tornando um.

Com passos tranquilos, sentindo a brisa da noite gelar minha barriga e minha perna, voltei a caminhar de volta para o quarto em que estava sendo mantida sob observação e, com um impulso das pernas, controlando o sangue que corria em minhas veias, alcancei a bancada, me posicionando como uma gárgula ali, no peitoral da janela.

— Obrigada por me salvar, Melanie. — Sorri amigável e, então, passei a mão por trás da sua nuca, a puxando para um beijo longo e demorado. Provei de sua boca sem pudor, matando a saudade que ela me deixara alguns dias atrás.


Nota: Pode me considerar com a roupa normal da Plague, porém, sem a máscara.

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Re: [RP Fechada] +18 - Change

Mensagem por Melanie Stark em Dom Nov 13, 2016 10:20 pm

Surprise!
Não havia sido eu diretamente que havia causado aquele dano todo para a vampira, mas não dava para sentir um pouco de culpa também por acabar preparando aquela armadilha, em parte, para ela mesma. Então é, eu estava mesmo com algum peso na consciência depois de vê-la sangrar tanto e perder a consciência em meus braços... acho que não seria humana se não ficasse assim depois de perceber as intenções tão inocentes que ela tinha ao entrar ali. E, olha, eu ainda estava admirada com a importância que ela dava à minha integridade, por não se arriscar à sugar do meu sangue e me deixar muito próxima de morrer, por isso que eu me senti praticamente obrigada à fazer algo por ela, já que era eu quem havia feito aquilo tudo.

Claro, eu estava com pena dela, e preocupada, mas nem por isso consegui segurar uma leve risada ao ouvir Sam praticamente sussurrando para mim ao soltar aquela brincadeira, enquanto esperávamos a sua ''bolsa de sangue'' chegar de helicóptero- Cala a boca! -disse, bem humorada e sorrindo ao ouvir a brincadeira dela, quando percebeu que eu estava com peso na consciência. Até pensei em dar um soquinho no seu ombro, mas ouvir ela tossir daquela forma e ver mais sangue saindo da sua boca... eu não tive coragem... não queria me arriscar a machucá-la ainda mais, por isso até voltei à ficar preocupada e acariciei suas bochechas com calma, só para demonstrar que estava ali.

Naquela situação, já nem me importava se ela percebia ou não que eu estava preocupada, mas confesso que achei de certa forma estranho e ao mesmo tempo muito bom poder dar aquele carinho para alguém, ainda que singelo. Tudo bem, um carinho na bochecha não significa muita coisa, mas para alguém como eu... olha, não é por qualquer pessoa em perigo que eu faço isso... então, é, aquilo era de certa forma especial para mim... a situação, e a própria Samantha, é claro.

Não consegui evitar de sorrir mais uma vez quando ela me respondeu o motivo de ter feito tanto esforço para chegar até o meu quarto, o por que se arriscou tanto e usou tanto seus poderes. Mentiria se dissesse que não fiquei totalmente sem graça ao ouvir ela dizer toda fraca que só queria me ver, isso e mais nada... Foi bom ter essa rápida conversa com ela, mas a minha preocupação aumentou quando ela passou à não ter forças nem para manter os olhos abertos, e continuou comigo apenas de olhos fechados... Eu até tentei medir seu pulso, por instinto, mas esqueci que ela não os tinha. Bem, para a minha sorte a engraçadinha ali me lembrou disso, e deu sinal de vida ainda, mesmo que de olhos fechados- Sua besta... -disse, rindo baixinho, enquanto acariciava os cabelos dela com muita calma e carinho, apenas deixando-a descansar, e torcendo para que ela não morresse com a privação de sangue...

Pois é, foi terrível isso! Pois como ela não tem pulsação, eu o tempo todo fiquei tensa ao imaginar que ela havia morrido, já que não se movimentava mais e estava de olhos fechados, então... como eu saberia que ela estava viva ainda?

Para a minha sorte (e talvez até desespero), ela de repente acordou, assim que ouviu o barulho do helicóptero, com os olhos totalmente negros, e eu imaginei na hora que ela estava sedenta ou... sei lá, só com medo de ser algum inimigo chegando, então logo avisei- Calma! Sou eu Sam! A Mel! -digo, me levantando e andando com calma na direção dela, com medo de ela tropeçar enquanto andava um tanto desajeitada pelo quarto- Esse barulho é só do helicóptero com a refeição sua que encomendei, não vão te fazer mal! -tentei exclarecer, e acho que ela entendeu muito bem, pois no momento seguinte ela estava pulando da janela com tudo, caindo em pé na grama baixa dos meus jardins.

Imediatamente, meus seguranças se assustaram, pois nem haviam visto mesmo ela entrar na casa antes, então eu logo me coloquei contra a janela daquele quarto, chamando a atenção de todos ali- NINGUÉM MACHUCA ELA! -berrei, apontando para Sam, que corria na direção do helicóptero, e já atacava o pobre coitado (que de coitado não tem nada, cá entre nós, é um condenado à morte mesmo) sem dó e nem piedade, como se fosse uma fera- Ela tem passe livre, entenderam? -informei à todos, e logo os seguranças até descansaram suas armas, olhando horrorizados para a cena da bela vampira sugando cada gota do sangue do condenado...

Me chame de louca, ou do que quiser, mas achei até sexy ver aquela cena, pois aos poucos ela foi recobrando a consciência.

Abri um sorriso de canto ao vê-la limpar toda gota de sangue que ela havia espalhado desde que havia chegado no meu lar até aquele momento, até soltei um- Obrigada. -quase sussurrando, e mordendo meu lábio inferior enquanto a via andar de maneira provocante na direção da minha mansão outra vez. Mas é claro, recuei quando percebi o que ela ia fazer, dando espaço para ela saltar até a janela, mas também calculei o espaço que ficaria entre nós quando ela chegasse ali. Sendo assim, quando ela chegou na minha janela, ficamos à poucos centímetros uma da outra, praticamente tocando nossos narizes. E eu praticamente estava com a cabeça inclinada enquanto a encarava dando as chances para ela... bom, aproveitar.

Ainda mordia meu lábio inferior enquanto ela me agradecia pelo que eu havia feito. E até pensei em começar à falar algo- Bem... -porém, fui interrompida da forma mais deliciosa possível, pois ela me puxara pela nuca em sua direção e aproveitou aquela chance do jeito que eu queria que ela fizesse, acabando com minhas dúvidas de uma vez ao iniciar um beijo longo e demorado. Confesso que havia ficado ansiosa para isso, só não vou dizer desde quando... mas eu queria sim ver o que mais ela teria para mim, e... sei lá... acho melhor nem pensar nisso.

Dessa vez eu não fiquei surpresa com esse beijo. Eu fechei os olhos assim que senti seus lábios carnudos e deliciosos contra os meus, então com meu rosto um pouco corado, acompanhei seu ritmo, iniciando um beijo lento, mas bem quente, e aumentando aos poucos o ritmo, enquanto abria suas pernas antes de puxá-la em minha direção pela sua cintura, me colocando entre as suas pernas. Não sei por que é que estava com tanto fogo assim, mas me deixando levar por isso, agarrei as suas pernas e a tirei da janela, colocando a vampira contra a parede enquanto continuávamos com o beijo que agora estava ficando mais intenso.

Colocando-a contra a parede, apoiei seu corpinho em uma das minhas coxas, deixando ela praticamente sentada contra a minha coxa, enquanto eu me esfregava na dela também- Você pretendia... -comecei à falar, dando uma parada nos beijos de vez em quando, começando à escorregar as minhas mãos por dentro da sua roupa, acariciando sua pele enquanto tirava suas roupas- ...me surpreender assim... -e tirava com vontade sua blusa, antes de ir para a calça, tomando cuidado para não rasgar nada- ...enquanto eu dormia? -perguntei, novamente ofegante, mas agora sorrindo para ela ao completar a frase, olhando-a cheia de curiosidade ao fim da frase. Mas, é claro, voltando ao beijo sem pudores com ela ali na parede, pressionando seu corpo contra a parede usando o meu, e aproveitando cada momento daquilo...

Estava com ideias e mais ideias na minha cabeça nesse momento, queria fazer tanta coisa com ela, não vou negar, mas eu quase agia de forma irracional após aquele beijo que ela havia iniciado. Acho que foi a junção de toda a sinceridade dela com aquele beijo carinhoso que ela iniciara que me conquistou, sabe? Por isso nem pensei em outras consequências ao me deixar levar daquela forma, só aceitei meu desejo por ela naquele instante, sem pensar no que poderia dar aquilo.

- Só quero lembrar que, a mansão toda é só nossa... -disse, agora parando mesmo o beijo, para recuperar meu fôlego (que é sim sobre-humano, mas não infinito, desculpe), e olhar para admirar seu corpo é claro, agora só de roupas íntimas- E para momentos assim, tenho alguns brinquedos no quarto treze, se quiser usar... -falei da forma mais provocante que consegui, mordiscando seu lábio inferior, e sorrindo sem vergonha antes de me aproximar do seu ouvido para sussurrar- ...está liberada para ficar à vontade, entendeu? -dei total liberdade para ela fazer o que quiser, pois queria saber também até onde ela tinha coragem de ir...

Espera, será que eu sou doida? Era isso que ela queria, certo? Nossa, estou tão mergulhada nisso que já nem sei mais se estou fazendo algo certo ou não...


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Re: [RP Fechada] +18 - Change

Mensagem por Samantha Beihofner em Qua Nov 16, 2016 4:13 pm

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Nossos lábios se amassavam em um contato delicioso enquanto provava de sua boca com a língua, porém, aquilo era recíproco. A sentia também me provar naquele beijo apertado e molhado. A sua temperatura contrastava com a minha falta de calor e, para mim, era como eu estivesse beijando alguém febril e, para ela, eu sabia disto, era como beijar alguém que havia acabado de beber algo muito gelado. A sua respiração pesada batia em minha bochecha e, quanto a mim, não precisava respirar, então podia manter aquele ritmo a noite toda.

Suas mãos fortes me conduziram a sentar no parapeito da sacada e, logo após, Melanie encaixar o seu delicioso corpo ali. Seus dedos apertaram com vontade e firmeza minhas coxas enquanto, com um movimento enérgico, fui tirada da janela e prensada contra a parede. A nova posição me fez soltar os braços em torno do pescoço da Exterminadora, me prendendo a ela de forma confortável, assim como aquele beijo que se mantinha incessável.

Em um momento que senti Melanie se afastar, e apoiar a coxa abaixo de mim, me proporcionando um assento improvisado, mordi seu lábio inferior e a puxei para mim, mantendo-a presa entre meus dentes e me segurando firme para não cortar a sua boca. Felizmente consegui manter o controle e apenas suguei seu lábio ínfero. Quando a heroína se afastou, me fazendo produzir um som de sucção alto, começou a falar.

— Você pretendia... — Ela comentou, deslizando as mãos por dentro de minhas roupas, me livrando delas. Eu a ajudava, levantando os braços para isso. — ... me surpreender assim... — Suas mãos desceram para minhas calças, quando estava usando apenas um sutiã. A ajudei, me erguendo levemente, prendendo as pernas em sua cintura para isso. — ... enquanto eu dormia? — Maneei a cabeça em negativo, mantendo um sorriso tão largo que acabava por exibir as presas.

— Eu só te observaria... — Toquei o seu nariz com o meu. — Sou estilo Stal-ker... — Disse, sentindo minha língua dançar em minha boca.

De súbito sua boca colou à minha novamente e trocamos mais algumas carícias e suspiros vindos de Melanie. As línguas dançando com paixão e desejo enquanto, agora, estava apenas de roupas íntimas e as mãos da Exterminadora me perscrutavam com curiosidade e eu sorria com aquilo. Queria aquilo. Desejava sentir o seu gosto em minha língua.

— Só quero lembrar que: a mansão toda é só nossa... — Ela comentou, se afastando para poder respirar. Eu apenas abaixei a cabeça, ainda observando seu rosto, colocando as pupilas na parte mais superior da órbita. — E para momentos assim tenho alguns brinquedos no quarto treze, se quiser usar... — Acabei por sorrir ao ter meu lábio inferior preso. Faziam alguns anos que não me relacionava sexualmente com alguém. Sequer sabia que tipo de brinquedos ela falava. — ... está liberada para ficar à vontade, entendeu?

Maneei a cabeça em positivo enquanto levava uma das mãos à sua nuca, onde arranhei de leve o couro cabeludo com as curtas unhas que possuía. Como já estava segurando ali, apenas peguei com firmeza os cabelos castanhos da mercenária e puxei sua cabeça para trás, liberando para mim o pescoço, o qual ataquei com beijos sem pudor algum. A sua pele quente em meus lábios era deliciosa, tão deliciosa que não consegui conter o desejo de lambê-la, e o fiz, começando próximo à clavícula e subindo até o lóbulo da orelha, voltando para o centro e entregando um beijo molhado ali.

— Me leva pra sua cama, então... — Disse apenas, voltando a posicionar nossos rostos a centímetros, levando as mãos às minhas costas e retirando o sutiã, deixando que ela visse meus seios. — Não preciso de brinquedos pra brincar com você.


Nota: Pode me considerar assim.

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Re: [RP Fechada] +18 - Change

Mensagem por Melanie Stark em Dom Nov 27, 2016 2:22 am

Surprise!
É inegável que eu desejava cada segundo daquele beijo que ela havia iniciado de forma casual, tanto é que, eu não me segurei para intensificá-lo, descarregando nela toda aquela curiosidade que tinha quanto à ela desde que começara com sua provocação, mas também mentiria se dissesse que não me senti um pouco estranha ao entrar em contato com Plague. Acho que ninguém poderia evitar de se sentir assim, ao tocar em alguém que parecia ter saído de um ambiente um pouco frio, pois tornava todas aquelas nossas carícias um pouco incomuns, mas é claro que isso não me impediria de continuar.

Aliás, isso também não tornavam as coisas entre nós menos agradáveis, isso na verdade me animava, pois, se comparada às outras pessoas com quem eu já... tive contato... é fácil dizer que ela era totalmente diferente das demais, e isso se tornou interessante. Em certos momentos, ao sentir seus braços em volta de meu pescoço por exemplo, quando a coloquei contra a parede para continuar nosso beijo intenso, eu estava tão excitada e me tão quente que sentir aquela sua pele um pouco fria em contato com a minha, era quase como se colocasse algo menos frio que gelo, e... bem, não vou ficar aqui me expondo, mas gosto dessa sensação, e é só isso que quero dizer.

Também sorri quando a senti morder meu lábio inferior, antes de sugá-lo ao ver que eu pretendia me afastar para falar algo, gostei daquela sensação, assim como adorei vê-la com menos roupa à cada palavra que eu dizia. Sabe, não fiquei intimidada com seu sorriso marcante, que ela mostrou logo após ouvir minha pergunta completa. Suas presas eram outra coisa nela que despertavam algo em mim que eu não sabia explicar, mas ouvir sua resposta para a minha pergunta foi... eu admito que quase fiquei assustada, mas só no primeiro momento, pois logo em seguida eu sorri antes de responder- Vou me lembrar disso... -sussurrei, ao sentir o seu nariz em contato com o meu, e logo depois voltei a beijá-la.

É, eu realmente havia gostado do sabor dela, e isso era perfeito pois a noite havia apenas começado...

Quando nossos lábios se juntaram e eu pude mais uma vez sentir o sabor dela enquanto nossas línguas dançavam em meio aquele beijo cheio de desejo, confesso que pensei mesmo em não me separar mais e apenas seguir os meus instintos, mas por sorte, consegui dizer a última coisa que tinha que dizer para ela antes de prosseguir. Pois, como já expliquei, queria saber até aonde ela iria, então praticamente dei carta branca para ela fazer o que quisesse, e ela respondeu de forma simples.

Me fez ficar toda arrepiada ao sentir suas unhas arranhando levemente o couro cabeludo próximo da minha nuca, agarrando-me ali com firmeza logo depois, me fazendo erguer o rosto ao puxar a cabeça para trás, deixando o caminho até meu pescoço livre. Quando aquilo aconteceu, fiquei na dúvida se ela pretendia só me provocar ou talvez experimentar-me outra vez, e sabe que não saber o que poderia acontecer me deixou ainda mais ansiosa pela sua próxima ação? Suspirei baixinho ao sentir seus lábios tocarem meu pescoço, antes de perceber que ela estava simplesmente me beijando por todo o pescoço, então eu relaxei e apenas sorri, enquanto aproveitava de olhos fechados cada arrepio que os beijos dela me proporcionavam...

Estava ótima aquela sensação maravilhosa, havia até me acostumado, mas novamente fiquei surpresa quando senti a língua molhada dela passear pelo meu pescoço e, com calma, subir até a minha orelha, deixando escapar um- Uh! -enquanto me arrepiava outra vez com aquela provocação dela no lóbulo da minha orelha, e enterrando minhas unhas curtas nas coxas e nas costas dela ao sentir aqueles beijos...

Quando ela fez seu próximo pedido, eu demorei um pouco para processar o que ela havia dito, pois de repente ela me proporcionou uma imagem de encher os olhos ao tirar seu sutiã. Meu primeiro instinto foi me curvar um pouco para encostar meus lábios em um de seus seios, beijando-a em volta de seu mamilo, enquanto segurava com uma das mãos aquele mesmo seio, apertando com cuidado para poder sentir entre os meus dedos aquela maciez um tanto fria, mas ainda excitante. Voltei à conversa só quando pude mordiscar levemente o bico de seu seio, e então me ergui novamente e a olhei nos olhos enquanto respondia- Tirou as palavras da minha boca... -sussurro para Samantha, e então agarro a vampira pelo quadril mais uma vez, a segurando em meu colo e me virando com calma, sem dificuldades para carregá-la.

Aproveitando que conhecia cada centímetro desse meu lar, até roubei um beijo dela enquanto a carregava em direção ao meu quarto, andando com calma enquanto mordiscava seu lábio inferior e o sugava, assim como também tentava fazer com que nossas línguas dançassem mais uma vez, para sentir o sabor da sua boca enquanto andássemos... Parecia até que era como uma droga, quanto mais eu experimentava, mais eu queria...

Enfim, quando chegamos no meu quarto, fechei a porta com meu pé ao entrar, e sem parar de beijá-la fui andando lentamente até a cama, aproveitando cada segundo daquele beijo cheio de desejo, antes de deitar-me calmamente na cama, com ela logo embaixo de mim. Quando enfim senti que ela estava segura deitada no meu colchão, soltei as suas coxas, e então movi meus dedos lentamente pelo seu corpo, subindo com calma e passando por cima da sua última roupa no corpo, a calcinha, enquanto fazia o inverso com meu rosto, descendo aos beijos pelo seu pescoço e dando leves chupadas na lateral até chegar nos seios da vampira, ao mesmo tempo que minhas mãos, que arranharam levemente sua pele toda até ali, só para tentar causar arrepios nela.

A verdade é que, para mim, ainda era um mistério como que parte do corpo dela funcionava... pois não sabia até que nível de sensações ela poderia sentir, já que estava praticamente morta, então fiquei o tempo todo insegura de estar fazendo algo certo ou não para excitá-la, mas como ela não estava me corrigindo nem nada do tipo, eu só me deixei levar.

Assim que meus lábios alcançaram seus seios, olhei na direção dos olhos dela e sorri enquanto segurava seus seios por baixo com minhas mãos, ficando de olho nas suas reações ao começar a beijá-la em torno dos mamilos, como em um ritual até chegar nos mesmos. Antes que eu mesma pudesse perceber, estava mordiscando e sugando os bicos dos seus seios, alternando entre eles com minha boca e meus dedos, que estimulavam os seios dela quando minha boca não estava lá. Mas não parei por aí.

Enquanto ocupava minha boca com seus seios, praticamente me esfregava toda nela, pressionando o meio de suas pernas com a minha coxa, tentando provocar um pouco ao mover a minha perna contra a sua intimidade, que estava protegida apenas por um pedaço de roupa... E por falar nisso, enquanto eu tentava provocá-la, acabei também ''sem querer'' empinando um pouco meu quadril e abaixando o meu peito contra ela, com isso ela conseguiria sentir meus seios sendo pressionados contra seu corpo (envolvidos ainda por lã, mas ainda assim...) e, claro, por conta da posição, minha blusa acabou revelando parte da minha bunda para ela, se olhasse por cima da minha cabeça.

Infelizmente eu não usava nenhuma roupa por baixo da blusa de lã que estava vestindo, mas... será que estaria tudo bem para ela?

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OFF: Aih, desculpa a demora e o post enrolado... estou meio zonza ainda por conta da cirurgia, me perdoe o mal jeito x.x


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