[RP FECHADA] " No Means No"

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[RP FECHADA] " No Means No"

Mensagem por Christopher Arsenáult em Sex Nov 11, 2016 5:50 pm

NO MEANS NO
a roleplay é iniciada pelo post de Christopher Wøjkiëwic, seguindo por Orion Leech Evolve. estando então, fechada para os demais. passando-se esta em uma das igrejas menos famosas de Gotham, por volta das dez da noite. o conteúdo é restrito para menores. atualmente as postagens estão em fase de andamento.

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Re: [RP FECHADA] " No Means No"

Mensagem por Christopher Arsenáult em Sab Nov 12, 2016 12:10 am

Niezadowolony z prawdą

Orion

I was so scared of ever being alone, and I think, conquering that fear, this year, was actually bigger than any other transition that I had, this entire year. I don’t ever want to have to need someone again, where you feel like, without them, you can’t be yourself.

— Por que está fazendo isto? Outra vez. - Iniciou o moreno atravessando a sala com ambas as mãos dentro dos bolsos observando o velho fitar algumas fotos antigas que Christopher habitualmente guardava para dizer que era um símbolo sentimental. Ele não via motivos claros e bastante educados em reviras caixas escondidas e bagunçar um apartamento egocêntrico como aquele. No entanto, ali portando sua xícara em mãos, não poderia ser o rapaz ignorante de todos os dias. Era Mils que estava ali, um velho senhor que tinha muita consideração. Até porque, quando este aparecia machucado, o idoso sempre prontificava-se para ajudá-lo. — Vou jogar isso fora. Você está criando interesses demais nisso. - Completou tomando um profundo gole de café quente. O senhor se virou coçando a barba grisalha mostrando um sorriso paternal, tão simplório e bonito quanto o moreno pensava ter visto. Mils poderia ter sido um pai que nunca tive, pensava.

— Você sorria mais quando pequeno. Raphael era mais alto que você, que incrível. - Comentou repousando um álbum contra as coxas erguendo a imagem apontando para o mais novo que contemplava as ações do mural da porta de braço estendido e rosto quedado para o lado. — Sente saudades, Christopher?

— Não. - Disparou de imediato acelerando os passos para tomar a foto entre os dedos amassando jogando por cima dos ombros dardejando com os olhos, de maneira expressivamente explosiva. — Isso é um fato pelo qual não quero ter de relembrar. - Salientou jogando-se contra o sofá de braços tão largos e uma feição tão tranquila que não fosse capaz de ser reconhecido. — Vou para aquela igreja hoje. Daqui a pouco para falar a verdade. Este endereço que me passou estava errado, tive que conferir duas vezes. - Um suspiro abandonou o idoso enquanto parecia erguer-se para pegar o que pensava ser um chá. De longe, um barulho uivou pelo ar zunindo próxima a panturrilha do estrangeiro. Era algo vermelho, brilhoso e em formato de contas. — Por que este terço?

— Você irá orar, seu anticristo, do inferno. - Sussurrou estranhamente acolhedor fazendo o mesmo gesto do europeu de ingerir a bebida. É, talvez seja isso mesmo. Um simples mendigo de pena.

[...]

Ombros erguidos e a sobrancelha levemente arqueada, daquela vez tinha um terço vermelho enrolado em uma das mãos e um cigarro incinerado caindo no outro. As cinzas sujaram a sua calça preta e a respiração sempre falhava na mesma auto-estima de ser um fiel fumante. A chuva havia caído ainda mais cedo então, haviam pessoas empoando guarda-chuvas e os passos apressados pareciam fazer uma sinfonia úmida até o final da rua. Mata se tomava no lugar de lojas e poster pessimamente iluminados, chamavam as atenções as fendas negras que se estendiam como tapetes para trás. Christopher queria acreditar que não havia igualmente cometido um erro entretanto, o soar do sino e o odor úbere de incenso. Um sorriso apareceu quando a passos felinos, subiu os poucos degraus que compunham a entrada abraçando as duas maçanetas da porta, maquinando o braço com um impulso generoso para que a porta se abrisse. um rangido alto ecoou, apenas mostrando uma sombra no tapete vermelho central. O trovão pouco antes de ribombar nas suas costas, o homem dobrou imaginariamente um dos joelhos e fez um modesto sinal que elevava-se da cabeça, para lábios morrendo ao tronco.

A troca de olhares interesseiros contra as imagens o mostraram estar inabitado por mais algum ser vivo. - não haviam pessoas sentadas nos bancos nem mesmo, no altar isso para ele era o preço de paz.- andejando om o dedo polegar pressionados contra a ferida pequena que enfeitava os lábios rosados dobrando a coluna, para molhar as mãos na água benta. Seu rosto foi invadido por uma sensação fria, algo com um aroma de velas também fez seu nariz se contrair e novamente observando a infraestrutura do local, procurou o oratório.

Os dedos tremiam ele nunca havia feito aquilo, mas assim como os Wøjkiëwic batiam e sangravam, eram genuínos por pensarem que Deus algum dia que fosse, pudessem os salvar. Aquilo também remoía os órgãos de Christopher como uma lavagem de porco e fitando ali, as luzes envergonhadas da vela ou o prata do cálice virado de boca para baixo, o deixavam ter uma ânsia imprevisível.

Abriu a porteira lançando um dos lhos de lado enxergando uma cadeira de madeira com um aspecto argelim, reluzindo pedindo para que se sentasse. este afastou o casaco pesado que o protegia dos ventos frios, girando as orbes para o candelabro que pendia acima de sua cabeça com uma reunião confusa de vitrais coloridos. A face se manteve a meia luz apenas mostrando uma parte raspada de sua cabeça e mais fios compridos de coloração castanha que batiam na altura do pescoço. Ambas as mãos se entrelaçaram ao objeto bizantino sob as coxas fazendo com que a cruz causasse uma coceira incômoda no joelho ossudo :

— Este tipo de coisa soa mais constrangedor, quando existem mais pessoas lá fora. - Murmurou baixo, conferenciando contra as reixas da grade do confessionário. Aquela igreja com certeza, era velha, memoriou. — Padre, o que Deus tem a dizer sobre alguém que nasceu quando alguém morreu e não trouxe nenhum valor sentimental como aquela outra pessoa? - Os dedos nervosos, capturavam cada conta entre o desespero da resposta e no ato de apenas dizer. Ele não conseguia se abrir nem ao menos, para o único meio que poderia ser verdadeiro. Deus. quem era ele? Por que não conversou com ele nas horas em que estava sozinho?

Quando o raio caiu próxima da esquina, as suas íris escuras clarearam posto que ainda não teve desejos de alçar a face de quem estivera do outro lado. Seu tronco pesou prendendo contra a cadeira movendo as costas numa queda derrotada para que iniciasse os interesses buscados :

— Eu não vou ficar aqui por muito tempo se acabar não matando alguém. Eu me controlo, horas, dias e semanas, porém ninguém me ajuda. Sinto às vezes como é o calor do sangue caindo na minha pele como se fosse água morna. Eu já matutei planos bonitos, até mesmo para estes idiotas que escrevem. - Humilhação tomou conta de seu rosto. Maldita seja a estrutura humana. Suas costas deslizaram no coberto vermelho encostando a nuca no encosto mascavo tendo agora seu nariz finalmente revelado pelo eclipse do luar que infiltrava pelo vitral revelando pequenas partículas de poeira pairarem sob a sua respiração constante.
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Re: [RP FECHADA] " No Means No"

Mensagem por Orion Proudmoore em Dom Nov 13, 2016 1:31 am

Prayers, silver coins
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Ratos e insetos corriam com medo do som atípico na calada da noite. A única luz para guiar aqueles que não habitavam a escuridão, era fornecida pelas incontáveis estrelas que estampavam todo o céu sem nuvens, juntas da Lua cheia que parecia mais próxima que o habitual. Um homem se encontrava em meio aquele encantador momento noturno tão menosprezado pela maioria de sua espécie. Isso poderia se dever ao fato dele não ser muito congênere a ela. Nada naquele homem poderia se assimilar a qualquer pessoa, senão o que ele havia roubado de alguém.
Com simples toques em ébano ou marfim, diversas notas eram produzidas no ritmo que o homem desejava. A música que era produzida se comparava ao cenário, um lugar abandonado e silencioso onde podia-se ver o universo ao lado da natureza. Quando tivera a ideia de fazer algo assim, aquele ser estava a procurar alguém que o satisfizesse de maneiras venéreas, o que acabara por conseguir inicialmente. Aquilo não foi o bastante, entretanto. Foi em algum instante próximo a esse que teve o devaneio onde tocava piano durante uma madrugada.
Um sorriso bobo insistia em surgir nos lábios do homem, pois dedicava sua música à constelação da qual levava o seu nome: Orion.

●●●

Já fazia tempo em que Orion não pisava em uma igreja, visto que a última vez estava acompanhado por Massri. Após todo esse tempo, ele acreditava ter aceitado que o destino dos dois havia se bifurcado para não mais se encontrar. Seria incapaz de estar naquele lugar se não significasse aceitar o inevitável e imutável.
Seu objetivo dessa vez era pedir conselhos e, se possível, sinais do Senhor para saber se o caminho que estava trilhando seria o certo. Aquela que era para ele como um guia enviado por Deus, desapegou-se sem dar satisfações. Logo deveria questionar esse episódio como uma forma de punição ou, como gostaria de acreditar, uma lição dolorosa para abrir portas a um futuro onde a maturidade precisaria ser fortalecida por algo como isso.
“Por favor, Pai. Por favor, diga-me que permaneço em seus planos. Diga-me que não o desapontei. Por favor”, pensava o jovem ajoelhado alguns metros em frente a uma grande cruz que havia na parede após um pequeno degrau para o altar. Repetia a pergunta a cada vez que terminava uma oração, sempre aumentando o número de vezes que pedia por favor. Estava, notoriamente, em desespero pós aceitação.
Passos pela capela interromperam nem um pouco a súplica do jovem. Mais passos feitos continuaram surtindo nenhum efeito. Isso apenas mudou quando o andarilho se aproximou de Orion e permaneceu, em silêncio, parado para observar o que era feito. As orações findaram. Um silêncio incômodo assim tomou conta do lugar até que teve início uma chuva intensa. Um trovão foi necessário para fazer o curioso falar.
— É muito raro jovens como você virem a uma igreja com uma devoção tão grande como a sua — disse um homem com o dobro da idade de Evolve, apesar de uma beleza muito conservada. — Você é muito raro — acertou completamente. Só poderia ser um sinal e Orion o interpretou da melhor forma possível.

●●●

— Oh, meu Deus — dizia o homem mais velho a cada estocada que dava em Orion. Seu corpo branco já se encontrava na maior parte vermelho e suado por conta do quanto já havia feito de exercícios com o sexo. Desde o início, ele observava o jovem orar por admirar tamanha beleza e querer provar seu sabor naquele lugar e instante, sem se importar com quantos pecados estava cometendo. Esse era o sinal — Oh, meu Deus!
O outro compartimento da cabine produziu o ranger de madeira típico pelo peso de algo, nesse caso alguém. Orion gostaria de saber o motivo pelo qual possuía esse fetiche por confessionários e por qual razão sempre era interrompido por alguma pessoa. Contudo, com a melhora de seu humor após receber a atenção de seu Senhor, decidiu se divertir um pouco, pedindo para o homem com quem transava ficasse quieto. Manteve-se subindo e descendo com o rosto frente ao do desconhecido, mas tomando cuidado para que não produzir som.
— Não mate. Nosso Senhor não ficaria... — Orion foi interrompido pelo pênis do homem que atingira algum ponto de prazer imenso, mas conseguiu conter o gemido que faria com uma forte mordida no lábio inferior — contente com isso, não concorda? — Referia-se às ideias homicidas da pessoa que estava do outro lado e ainda com todas as roupas, provavelmente.
Fazer sexo numa igreja com a chance de ser pego não era suficiente para o homem mais velho, necessitava sentir o frio na barriga de quando ouviu a voz de mais alguém além de Orion. Isso aumentou sua perversidade ao ponto de aumentar o ritmo no qual penetrava até que ejaculasse muito além do que fizera por toda a sua vida. Um grito de prazer rapidamente ecoaria pela igreja se não fosse pelo reflexo de Leech que bloqueou a boca do idiota com a mão enquanto fechava a mandíbula dele com a outra livre.



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Re: [RP FECHADA] " No Means No"

Mensagem por Christopher Arsenáult em Dom Nov 13, 2016 1:09 pm

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Orion

I was so scared of ever being alone, and I think, conquering that fear, this year, was actually bigger than any other transition that I had, this entire year. I don’t ever want to have to need someone again, where you feel like, without them, you can’t be yourself.
Os fios castanhos caiam à frente da testa contestando que até mesmo as imagens bizantinas, feriam suas córneas olhando o terço emaranhado entre os dedos. Sua respiração falhava como se tivesse corrido metros até ali. A vela falhou contra a sua sombra projetando um ângulo lateral do rosto quase como a lúgubre imagem de desafio contra a igreja ; Ela estava abrigando um demônio de pele cinza e olhos cansados. Não tinha que entrar mais no debate, que era um lugar santo.


Havia mais algo que o polonês quisesse pronunciar porém, fora imediatamente interrompido pela esperada resposta. Suas pálpebras pesaram respirando com mais alívio porém, seus nervos despertaram quando notou não haver conclusão. Um silêncio foi exaurido o dando liberdade de se acomodar com mais calma sob o assento voltando-se novamente para a visão da porta. Os braços adormeceram cada qual ao respectivo lado numa pose de soberania e indiferença com o lugar. Um odor muito familiar o cruzou no  segundo que escutava mais algo ser murmurado fazendo-se por fim, o moreno virar o queixo saltando com as íris cor terra, para os buracos amorenados do confessionário. O trovão o fez colocar os pés vagarosamente contra o chão macio graças, aos tapetes que acomodavam o granito verde-musgo. As mãos pesquisaram o tecido frio do casaco a fim de observar o horário no celular, olhando para cima atentamente na expectativa algo útil correspondesse do outro lado :


— Isso não responde nem a metade do que preciso ouvir, senhor. - As vértebras da coluna de Christopher dobraram-se perante ao rosto choroso de Maria que segurava uma réplica perfeita de Jesus nos braços com dois de seus dedos nas mãos sustentando o queixo. Tudo ali soava mais assustador de noite, os trovões manifestavam-se cada vez mais fortes fazendo até a certo ponto o anti pensar que precisasse pedir permissão para que passasse a noite dentro da basílica. Deveria ter ido de carro, resmungava :


— Preciso de algo como se o senhor mesmo sentisse o que passo… -  Murmurou lento e claro, evidenciando a certo grau a que ponto sua frase pudesse atingir por hora lançando uma olhada curiosa para a porta correspondente ao servente. Christopher não estava totalmente imbuído que tivesse sido uma boa ideia. O sapato rangeu sob o assoalho admitindo sua aproximação silenciosa, os lábios fizeram um som molhado ao estalar a língua alongando o dedo para contemplar o fogo. Um som como o grinar de corvos o assustou fazendo dar dois passos para trás vendo apenas que a gloriosa imagem de São José pendida como um prêmio na parede. — Ou quem sabe sair. Realmente me sinto mais afrontado quando não olho nos olhos de quem me dirijo. - Ficou parado pouco de frente com o altar, avistando um luz crepitante que se estendia como um fio da pequena fresta onde jazia o outro. O tal então se aproximou do primeiro banco tendo ideias de que naquele horário não fosse mais possível ver ninguém mais que a si mesmo. Passou o braço esticado com um sorriso ignóbil e um tom desta vez, de contentamento contra os próprios pensamentos :


— E então? - Pronunciou com uma das sobrancelhas arqueadas para a duvidosa energia. 


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Re: [RP FECHADA] " No Means No"

Mensagem por Orion Proudmoore em Seg Nov 14, 2016 1:55 am

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Diversas músicas foram tocadas sem uma pausa sequer, pois, desde a primeira nota, a constelação para qual era dedicada, via-se em um ponto diferente no céu noturno. O homem, incansável, teclava com cada vez mais ferocidade, mas sem perder o ritmo prazeroso de sua harmonia. E à medida que se deleitava com o talento musical, observava o palco que havia escolhido. Um prédio abandonado não era algo simples de se encontrar, pelo menos sem estar infestado por usuários de drogas e sem-teto.
Um terraço com um homem tocando piano. Ninguém para incomodar ou ser incomodado próximo dali, por exceção dos pequenos animais que fugiam assustados. Um terraço com seu chão com poças d’água por todos os lados. Nenhuma nuvem no céu. Nenhuma pessoa a incomodar. Em um piano, um homem a tocar.

●●●

Esperma não conseguia escorrer do interior de Orion enquanto o membro do homem no qual estava sentado permanecia dentro dele. Uma vez não parecia ser suficiente para aquele que há pouco gozara, assim como o jovem também precisava de mais que aquilo. Consequentemente, as estocadas começaram a ser feitas outra vez.
— Você precisa confessar seus pecados — disse o óbvio, impaciente com o descontentamento que lhe era dito no outro lado. Nada de tão ruim poderia ser feito para choramingar daquela maneira em um dia tempestuoso como esse. Orion acreditava que os pecados que fazia eram a vontade do Senhor, o destino escrito e que não se deveria escapar — Cada um sofre de formas diferentes, pois são pessoas diferentes. — Desejava continuar a falar as baboseiras típicas de um padre, mas o homem que o fodia não se importava em ser pego por fazer seu parceiro gritar de prazer. Em resposta a estocada mais profunda, o jovem afundou suas unhas nas costas do outro e as arrastou alguns centímetros. Assim como o amor, oferecia dor ao próximo — Meu jovem... — A brincadeira terminou com dois gemidos não abafados. Os dois atingiram o ápice naquela cópula e se esqueceram da companhia Droga murmurou furioso.
Aquele que tentava se confessar teria noção do que acontecia, ou suspeitaria. Nenhum dos trovões teriam abrandado aquelas exclamações sexuais, qualquer um teria escutado. E finalmente o homem desconhecido criou juízo, seus olhos se arregalaram e sua voz sumira com o pânico. Se fosse pego fazendo sexo na igreja, saberia que a notícia se espalharia rápido, ainda mais numa época onde a informação viaja por todo o globo em questão de instantes. Seu futuro como promotor — carreira no qual exercia há muito tempo, mas não o suficiente para fugir com seu dinheiro para longe — estaria acabado.
Largando-se do assustado, Orion ficou sobre os dois pés, coluna ereta enquanto observava o outro ainda sentado e membro caído para um lado. Teria se sentido enojado se não fosse pela beleza incontestável daquele pervertido. Todavia, aparência não agradava a quem poderia enxergar além disso, como Deus e Leech.
— Então vamos nos ver — disse finalmente quebrando o silêncio. Sem demorar, fez suas próprias roupas retornarem ao corpo como se nunca tivessem sido tiradas a força durante um ato selvagem de relação sexual. Com suas duas mãos, o meta-humano puxou o homem nu de dentro da cabine para lançar em direção aos bancos que se encontravam em frente ao altar, não muito distante para provocar danos severos. — Conte-nos o que você fez de tão ruim, então mostrarei a você o que ele já fez — prenunciou em alto e bom tom para que a pessoa que antes se confessava, pudesse escutar e presenciar o que Orion faria a seguir.



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Re: [RP FECHADA] " No Means No"

Mensagem por Christopher Arsenáult em Ter Nov 15, 2016 4:25 pm

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Orion

I was so scared of ever being alone, and I think, conquering that fear, this year, was actually bigger than any other transition that I had, this entire year. I don’t ever want to have to need someone again, where you feel like, without them, you can’t be yourself.
Mais vozes. Aquilo o deixava abismado apesar de estar sendo intocável, Christopher estava fazendo o mesmo que sempre fazia, perguntar apesar de não se interessar em uma solução. Ele estava criando as mesmas falsas pretensões, os amargos que vinham salgar a boca ao esperar por algo besta de ouvir. Inalou por mais um tempo o cheiro da tempestade tombando com a face para trás, fechando os olhos e entreabrindo os lábios lentamente concebendo tamanha paciência até escutar um som mais alto que os demais de antes, ecoar. Se Christopher não fosse dado demais a perceber as ações ele poderia muito bem ironicamente inquirir se fosse uma sirene pessimamente reparada, mas ele ficou ali olhando as chamas das velas apagarem-se pelo vento frio das frestas das janelas. Elas morriam lentamente e o polonês futilmente teve de confessar, que se deliciou com a sonoridade engraçada e suspeita. Ele queria mesmo se certificar, que não fosse ouvido? Por favor. 


Os olhos então caíram-se em peso contra a saída da cúpula. Pernas cruzadas, dedos abertos e a cabeça angularmente banhada com as sombras de uma meia-noite estranha. Foi então que uma figura sobrevoou um caminho não esperado para o anti tendo de se deparar com um corpo morno, de odor forte bem ao seu lado. Seu rosto se virou analisando os detalhes ; Nenhum ferimento. Sem sangue, mas o impacto com certeza criou uma confusa histeria por dentro. A atenção se manteve tão presa nos efeitos e na força colossal do corpo ter parado ali que em ao menos notou mais um corpo desta vez, vivo e sadio dono de um rapaz de olhos igualmente castanhos, pele de um defunto, mas diferente de Chris, uma voz detentora como se fosse o juiz e o polonês alguma espécie de cumpridor de tarefas. Atribuído a isto ou qualquer coisa que fosse, dando-se ao cerne de sua existência, abriu um sorrisinho discreto cínico logo procurando alguma revelação suspeita que deixasse aquele mero morto agora, a um ato cruel :


— Posso dizer o que não fiz. - O corpo se ergueu levantando o queixo para assistir os movimentos alheios por cima do altar onde em um intervalo vago, alguns degraus de escadas os separavam. Christopher refez o mesmo ato de olhar o inconsciente, desta vez com mais exagero, mais virulência com seus olhos como se fossem corvos babando pela carniça. Era uma forma substancial que só se saciava, ao ver algo como aquilo. Não que fosse um psicopata, mas ele amava simplesmente assistir as coisas ruins vindas de outros. E no instante, aquilo era uma taça prestes a transbordar :

— Como isso. - Seu palmo esplendorosamente estendido, apontou as costas e então não desgrudando as íris do convidado ilustre, acrescentou. — Ou talvez deixá-lo com uma excitação profunda ao invés de gastar o tempo que passou na merda de um mosteiro, para me ouvir. - A ação seguinte, foi um giro de pulso pedindo para que se esquecesse de si. Christopher não se moveu, também não estava contendo uma curiosidade a respeito do que estava se passando. Não pelo padre que poderia estar agonizando com fluídos decorando a pele despedida, mas por ter alguém tão jovem cometendo aquilo :


— Conte-me. - O timbre era uma dúvida incerta de descoberta, de engenho. — Deve ter sido um crime grave. A punição não foi esperada nem dentro de uma cela. - Ele riu com desdém tirando sarro da primeira postura do outro rapaz agora se aproximando prostrando com um dos cotovelos deitados bem ao lado da figura de Sagrado Coração de Jesus, de olhos amistosos contra a entrada da igreja. Os cabelos castanhos compridos caíam a frente de um dos olhos virados contra a mesma ação de perseguir que o outro atribui. Conclusivamente, Sk viu que teria a oportunidade de divertir o seu ego naquela noite.
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