[RP ATEMPORAL] Super Freak

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[RP ATEMPORAL] Super Freak

Mensagem por Dante H’gar em Qui Nov 17, 2016 9:59 pm

Super Freak
a roleplay é iniciada pelo post de Sebastian Harkness, seguindo por Nicholas Dawkins. estando então, fechada para os demais. passando-se esta em 17 de abril de 2016, domingo, na boate Gotham's Paradise . o conteúdo é restrito para menores. atualmente as postagens estão em fase de andamento.


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Re: [RP ATEMPORAL] Super Freak

Mensagem por Dante H’gar em Qui Nov 17, 2016 10:52 pm

i'm a freak mind
Eu amava festas de aniversários! Era uma das melhores datas do ano, geralmente neste dia todos os anos o meu doce doutor sempre me dava folga e me deixava aproveitar o dia, e como sempre íamos juntos para algum lugar legal, onde eu comia doces e no fim do dia terminava dando para ele loucamente em todas as posições possíveis da casa dele. Espera, casa não, mansão! Hoje era diferente, contudo. Já eram duas da manhã e tecnicamente já era dezessete de abril, então era já meu aniversário! Sorri animado, batendo palmas e dançando Super Freak no camarim, sendo chamado por um dos outros garotos que dançavam ali, Dorian.

— Ei cabeça de vento, sua vez! Mais umas duas horas de dança e você vai poder ir pra casa. E espero que aproveite muito bem seu dia de folga, doidinho. — Sorriu Dorian, entregando-me um cupcake de chocolate, o que fez-me encarar o doce e em seguida o moreno à minha frente. Sorri, emocionado, sentindo meus olhos lacrimejarem, pulei em seguida de minha cadeira e abracei-o, surpreendendo-o, mas logo Dorian retribuía envolvendo minha cabeça.

— Valeu, foi a coisa mais legal que fizeram por mim. — Ri, apertando-o mais um pouquinho, e o outro revirou os olhos, dando um tapinha de leve na minha cabeça.

— O Viktor não te leva sempre pra lugares legais e te dá presentes? — perguntou Dorian, erguendo uma sobrancelha tentando amenizar a situação.

— Bem, sim, mas ele me leva para lugares chatos e que eu não gosto, como ópera ou teatro, sabia que eu odeio isso? Odeio mesmo! — falei enfaticamente, entortando o lábio inferior lembrando da voz assustadora da mulher que cantava ópera, simplesmente horrível. — E ainda tem o fato de que eu apenas sirvo para quando ele está afim de ter sexo fácil ou quando precisa de mim para roubar coisas. — Admiti, meus ombros descendo pelo desânimo. Era difícil ser só um objeto para o Viktor, apesar de no fundo sentir que ele realmente correspondia os meus sentimentos. É, poderíamos algum dia largar todo o nosso sofrimento sendo membros de gangue e um dia, um dia, ficaríamos juntos numa bela casa numa colina no interior, com dois filhos, gêmeos, e um jardim e uma horta.

— Sebastian, já pensou em ir embora? — perguntou Dorian, fitando-me de um jeito estranho. — Poderia ajuda-lo, sabia? Tenho contatos, um ex meu é meu amigo e pode nos levar para onde bem quisermos, posso ajeitar as coisas e... — a oferta imediatamente foi cortada quando o som alto de disparo de arma ecoou na sala de paredes vermelhas onde todos os dançarinos se arrumavam.

— Inútil! — grunhiu Viktor, com sua arma de prata apontada, esfumaçando da boca de seu cano comprido. Ele revirou os olhos, seus olhos verdes expressivos pousando em mim, seu queixo comprido e a barba por fazer atraentes mais que nunca. — Ei, precisa ir para lá agora, tenho uma cliente importante da Rússia com quem farei negócios, ela quer você se apresentando agora. — Ordenou Viktor, enquanto eu engolia em seco e fechava os olhos impedindo as impertinentes lágrimas de escorrerem.

— Dorian é o meu amigo! E-era! — não consegui sufocar o choro, que escapou à medida que caí de joelhos, as mãos trêmulas sem sequer conseguir tocar no corpo de meu amigo, cuja bala havia perfurado certeiramente seu coração.

— Deixa de ser idiota, sua vadia do caralho, vai pro palco fazer dinheiro agora! — gritou Viktor, com o cano ainda quente da arma ele pôs na minha cabeça, fazendo-me suar pelo calor forte. Engoli em seco, choramingando.

— Por quê? — perguntei, finalmente tocando receoso o peitoral nu de Dorian, ainda quente.

— Porque ele queria tirar você de mim, ora bolas! Você é meu, Sebastian! Minha propriedade, porra! Ninguém vai tirar você de mim. — Proferiu o mais velho num tom mais baixo, inclinando a cabeça para perto da minha e beijando o topo da minha cabeça. — Desculpe, mas fará novos amigos em breve, outros virão trabalhar aqui, e hoje é seu aniversário, só mais um pouco e você só vai trabalhar segunda, OK? — a voz de Viktor era tão doce, tão sincera, que ecoava em minha mente, acalmando-me e fazendo meu coração se estabilizar. Sorri, fitando-o e recebendo um apaixonado beijo em meus lábios.

— Eu te amo, Vik. — Falei pela milionésima vez, abrindo um largo sorriso, pondo a mão direita em sua face, na qual surgia um sorriso convencido.

— Eu sei, agora vamos, gostoso! — alegremente falou Viktor, dando um tapinha na minha bunda. E foi ali que eu soube que ele me amava e faria de tudo para me ter junto dele para sempre.


...


Dancei junto do ritmo da música, que variava do eletrônico para o pop chiclete e dançante dos anos setenta e oitenta, que aliás, de longe eram os meus preferidos – músicas eletrônicas me enchiam o juízo e me deixavam com dores de cabeça, talvez fosse pela quantidade absurda de eletrochoque no passado que Vik me dera, óbvio, tudo foi apenas pra me fazer ficar melhor, apesar de eu sentir falta do meu gatinho. Agarrei no mastro metálico, girando, em seguida repetindo o ato um pouco mais alto, pondo minha panturrilha esquerda como apoio. Estava trajando uma roupa minúscula; apenas uma bermuda curta e uma espécie de jaqueta fetichista, assim como botas, como quase sempre fazia. O público variava, mas naquele sábado e domingo específicos eram reservados para o público masculino, onde eu podia dançar à vontade – não que houvessem homens ali também, óbvio. De costas para o mastro, recostei-me nos mesmos abrindo as pernas e descendo, pousando a mão em minha virilha e sorrindo, engatinhando de quatro até a beirada do palco, e então meus olhos pousaram num novato.

— Hei, você é novato. Você é lindo, qual seu nome?! — perguntei fascinado, abrindo um sorriso e olhando de soslaio para a área VIP no segundo andar onde Viktor repousava conversando com uma mulher ruiva envolvida com a máfia russa. — Me quer? Posso ser todo seu... — ofereci-me dando uma piscada para o moreno de belos olhos verdes.

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