PARK, Kimi

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PARK, Kimi

Mensagem por Adam Warlock em Sex Nov 18, 2016 1:16 am

Genetic Inheritance
Originada da transformação, Kimi Park foi a nomenclatura dada por aqueles que a conceberam, porém, aos olhos da sociedade corrupta é conhecida como White Cat. Natural da Coréia do Sul. Tende a ser confundida com Kim Min Ji. A seleção natural mostrou-a ser dessemelhante em vista aos terceiros, uma meta-humana. O registro da sua data de nascimento é anotada como em dezesseis de maio de dois mil, ou seja, tem as solas dos pés tocadas ao solo da Terra há dezesseis anos. O seu conceito moral de bem x mal x caracterizou como um neutral good, o que permitiu se transformar em uma Teen Titan.

Como descendente da evolução, a sua habilidade primária é a capacidade de Felino, usando para a bel-prazer, afim de saciar a própria satisfação; entretanto, também é dona da Atração Física.

Invejada por sua especialização de Velocidade. oito é a medida exata aplicada na Força do ser em questão; o exímio intelecto é algo reparável pela pontuação de seis em Inteligência; segura de si como uma parede, a escala até então de resistência é seis; tão inalcançável como o vento, imperceptível como a sombra, a velocidade vitoriosa atinge atualmente em dezesseis; a vitalidade é definida pelo vigor, e está nivelado em seis; carisma é sinônimo de cativar as pessoas, ou subjugá-las com a lábia, e chega a seis.

"Ela é uma pessoa que me deixou intrigado. Lendo o seu histórico, pude notar que os seus feitos são admiráveis, mas quero saber mais."

Querido diário... Espera, as pessoas ainda escrevem desta maneira nos seus diários? Mesmo que sejam o vídeo diários? Não sei. Bem, os garotos pediram que eu fizesse isso, pois ajudaria a lidar com as dificuldades que passamos em nosso dia a dia. Sinceramente ainda não me acostumei com a ideia de ser super. A pouco tempo, eu era apenas uma nerd, aficionada pelos heróis que hoje lutam ao meu lado, é bem esquisito na verdade. Você nunca espera que você descenda de uma família de meta-humanos, o que já começa de maneira esquisita. Mas vamos explicar tudo com calma.

Meu nome Kimi, Kimi Park (Park Ki Mi, em coreano) como vocês já devem ter percebido pela minha aparência sou oriental, mas não, não sou japonesa, sou sul-coreana. Minha família é toda de lá, pai e mãe. Nos mudamos para a américa quando eu ainda era muito jovem, por volta dos seis anos de idade. A princípio teríamos vindo por meu pai ter recebido a proposta de vir diretor de vendas da filial americana de uma empresa de celulares lá da Coréia.

Minha mãe como era uma enfermeira, com boas graduações e especializações, não teve muitas dificuldades em conseguir uma boa vaga num hospital daqui. Acho que a única pessoa que teve dificuldades em se adaptar aqui fui eu. Era tudo muito diferente, principalmente a língua nativa. Por mais que já tivesse algumas aulas de inglês no colégio e algum reforço dos meus pais, quando souberam que teríamos que mudar para a américa, eu ainda não tinha pego o jeito e muitas vezes fazia frases sem sentido como

-Oi, meu nome é Kimi, eu adoro comer sapatos!

Por isso sempre muitas dificuldades em fazer amizades com os meus colegas de colégio, por isso acabei me fechando em casa. Saia apenas para ir para aula e assim que ela acabava, voltava correndo para casa, onde podia, pelo computador, matar as saudades das minhas amigas da coreia. Como se todo problema não fosse pouco, aos oito anos, descobri que precisaria de óculos para corrigir minha vista, o que só ajudou a piorar ainda mais a situação com os meus colegas. Da “japa excluída”, por mais que dissesse que era coreana, parecia que só piorava a situação, fui para a “japa quatro olhos esquisita”.

Não estou dizendo que guardo magoas daquela época e das pessoas que faziam bullying comigo, por mais que machucasse, com o tempo aprendi a não dar bola. Minha deprimente vidinha seguia tranquila, até uma manhã, quando eu já tinha doze anos, que acordei para ir para aula e minha mãe ainda não tinha chegado de seus plantões noturnos. Ao invés disso, encontrei meu pai, sentado ao redor da mesa com meu café preparado e com os olhos já vermelhos e mareados de chorar. Ele me contou que minha mãe havia num acidente de carro, quando retornava do trabalho.

Tivemos que preparar todo o funeral dela sob as tradições da minha família, muitos parentes vieram da Coréia para nos dar os pêsames e orar pela alma da minha mãe. Foi o dia mais triste da minha vida, por mais que ela sempre tivesse com a agenda cheia, devido aos seus plantões, e quase não ficasse em casa por causa deles também, ela sempre esteve ao meu lado e sempre me disse para ser forte, pois eu precisaria ser no futuro. Ela também sempre me chamava pelo apelido carinhoso de “Gatinha”.

A manhã seguinte ao enterro foi, em contra ponto da manhã da morte da minha mãe, a mais esquisita da minha vida. Primeiro, por algum motivo, meu óculos estavam mais atrapalhando a minha visão do que ajudando e segundo, parecia que todas as minhas roupas tinham encolhido na secadora, pois todas estavam me apertando demais. Quando enfim fui até o banheiro, tomei o maior susto da minha vida, sabe aqueles filmes onde a mocinha toma uma pílula e acorda bem mais velha do que quando foi dormir. Pois é, parece que meu corpo tinha dormido com doze anos e acordado com vinte. Estavam lá todas as curvas de uma mulher adulta, todas na medida certa, de maneira harmoniosa à minha altura e ao meu peso, mesmo assim de maneira sensual e charmosa ao mesmo tempo. Até meu rosto, antes todo cheio de espinhas, fazer o que? Adoro chocolates, agora estava lisinho e bem delineado, como se tivesse trocado de pele.

Quis correr e perguntar para o meu pai o que estava ocorrendo, mas ele já tinha deixado um bilhete dizendo que iria trabalhar e que eu ficasse calma que eu teria um grande dia. Ao lado do bilhete estava o meu lanche para aula. Foi só nesse momento que lembrei que tinha que ir para a aula. Mas como eu fiz para esconder o meu crescimento? Simples, peguei as roupas mais largas que tinha no meu guarda roupa, só tinha um detalhe, estávamos em pleno verão, nunca passei tanto calor na minha vida.

Quando cheguei no colégio, tudo parecia igual, os bullies estavam lá, e claro, quando me viram, usando roupas esquisitas já vieram me provocar. Uma garota, chamada Marry, que era a líder dos bullies veio bagunçar o meu cabelo, como fazia todos os dias, normalmente eu teria me encolhido e esperado ela fazer a forma que quisesse com meu cabelo, mas por reflexo dei um tapa na mão dela. Para piorar ela como urrar de dor, segurando seu ombro, dizendo que eu tinha deslocado ele. Bem que eu vi que quando dei um tapa, o braço dela voltou mais rápido do que deveria, mas eu sequer usara força no tapa, como eu disse, mexi por reflexo. Resultado: foi para secretaria por agredir a minha colega.

Depois de ouvir todo aquele discurso da psicóloga, que por mais que eu me sentisse incomodada pelos Bullies, que eu jamais deveria reagir com violência e que se eu precisasse de ajuda, eu poderia vir até ela e contar os meus problemas. Claro, como se eu já não tivesse feito isso inúmeras vezes e nada mudara. Levei uma suspensão de dois dias, para que repensasse em meus atos e teria que escrever uma redação de mil palavras para expressar “as minhas sinceras desculpas para a minha querida colega. ”

Apenas voltei para casa e joguei a folha da redação na primeira lixeira que encontrei. Quando cheguei ao apartamento, peguei um refrigerante e fui até o último andar. Para apenas descansar a cabeça, enquanto pensava, não antes de tirar aquele maldito casaco de lã que estava me fazendo suar como nunca e tomar o mais longo banho daquele ano.

Lá finalmente podia descansar um pouco, pelo menos era o que eu achava. Meu corpo parecia estar ligado no 220v naquele dia. Tudo ao meu redor me chamava a atenção, o som dos pássaros pousando ao meu redor, a cada frada mais brusca que um dos carros fazia lá embaixo, tudo me deixava tão ligada, que eu sequer conseguia manter os meus olhos fechados. Quando me levantei para retornar para dentro do nosso apartamento, enfim desistindo de pegar um “ar fresco” enquanto descansava, trombo com um cara estranho e que me olhava de uma forma ainda mais estranha. Ele parecia me encarar como um faminto encara um cachorro quente. O que sem dúvidas era nojento e assustador, suas roupas manchadas e desorganizadas deixavam o cara, que não aparentava ter menos de trinta, mais aterrorizante.

- Você está bem senhor? - Perguntei.

Estava na cara que não, mas ainda tinha a esperança que ele voltasse a si, mas ele, que antes impedia a passagem para a única porta que levava as escadas, agora puxava a porta atrás dele. Nesse momento eu me lembrava do conselho do meu pai de nunca andar sozinha pelo prédio, apesar de ter muitas pessoas boas ali, também havia algumas pessoas de índole duvidável morando ali. Após fechar a porta, o homem deu um passo à frente e pela primeira vez, ele disse algo.

- Tire suas roupas... - Dizia, levantando a camiseta e mostrando uma faca de cozinha que levava escondida, presa a sua cintura, pelo cinto de sua calça. - Prometo, que se não vou machucá-la, e você vai adorar, eu garanto...

A esta altura você, querido diário, deve estar se pensando, você deve ter ficado tranquila, afinal você é uma super, pode dar conta dele tranquilamente. Só quero te lembrar, quando um garoto é assaltado, a única coisa que ele teme é que seja espancado, para nós garotas existe uma segunda opção que homens doentios como aquele podem querer. Sempre tinha ouvido casos de algo parecido e dicas de autoridades de como se defender numa situação dessas, mas tudo passava tão rápido e confuso na minha cabeça, que nenhuma destas ideias me vinha de maneira correta a cabeça.

- Olha moço... Eu não trouxe a mina carteira, mas se me der um tempo, eu desço lá e pego... Eu não vou contar para ninguém, eu prometo... - A esta altura algumas lágrimas já escorriam pelo meu rosto, me desculpe se te decepcionei, eu entrei em pânico. Porém, o homem não gostou nada da minha proposta e sacou a sua faca de pão e apontou em minha direção.

- Acho que você não entendeu garota! - Respondia ele com seu peito inflado por estar armado com uma faca e provavelmente qualquer senso comum tinha se partido há algum tempo. - Você não tem escolhas, eu já venho te cuidando há algum tempo. Sei que sua mãe morreu, sei que seu pai trabalha o dia todo. Hoje quando você saiu escondia algo e agora sei o que... - Ele outra vez me encarava de cima abaixo, como um caçador vitorioso saboreia a vitória por pegar sua presa. - Você perdeu seu charme de bonequinha, mas é melhor do que nada. A partir de hoje, você será minha!

Enfim ele criou coragem e saltou com a faca em minha direção. Como aconteceu hoje mais cedo, com a minha colega Bullie, ele parecia vir em câmera lenta e de maneira desengonçada em minha direção. Não pensei muito, nem queria a àquela altura, deixei o meu corpo trabalhar sozinho. Com um movimento rápido, deslizei meu corpo para direita, deixando com que ele passasse por mim. Antes que passasse por completo agarrei seu braço, que segurava a faca, em dois pontos, antes e depois do cotovelo. Com apenas um pouco de força, fiz com que seu cotovelo dobrasse na direção contrária do seu movimento normal, ou seja para fora, pude ouvir o estalo dele quebrando no mesmo instante.

Depois um forte chute na altura de suas canelas o jogou no chão no mesmo instante. Ele deixou a sua faca cair, enquanto rolava no chão, se contorcendo de dor, enquanto segurava o seu braço. Me xingando de todos os sinônimos possíveis para uma mulher da vida. Apenas peguei a faca, àquela altura eu sabia o que deveria ser feito, meu coração, antes agitado, estava extremamente calmo. Meu olhar frio o encarava com calma, pude ver a expressão dele mudar de raiva, para desespero, o mesmo desespero que eu sentia há alguns segundos atrás. Cada passo que dava em sua direção, ele se arrastava para trás, quando levantei a faca, para cortar aquela maldita cabeça, aquela que mora dentro das calças de cada homem e que os faz agir como bárbaros quando o assunto é mulheres, algo segurou a minha mão, olhei para o lado e era o meu pai.

Apenas naquele momento entendi a situação, eu estivera bem próxima de morrer ali, claro por algum motivo que não entendia, desde aquela manhã eu era capaz de me defender, mas se não fosse por isso, podia ser eu que estivesse no chão, chorando e talvez vivendo os últimos segundos da minha vida, da maneira mais suja possível, com um homem desprezível sobre mim, se aproveitando de mim, enquanto a minha vida iria se esvairia diante dos meus olhos.

Ele me ordenou que descesse e ele mesmo resolveria isso, obedeci e desci para o nosso apartamento. Não demorou muito e a polícia, subiu as escadas e sem muita demora, ela desceu levando o homem, com alguns roxos no rosto que não tinha eu que causara, logo em seguida veio meu pai, com as mangas arregaçadas e com seu casaco sobre os ombros. Ele apenas me encarou e disse:

- Vamos conversar!

Naquela tarde ele me contou tudo sobre a família da minha mãe. Sobre a verdadeira história da família da minha mãe. Há algumas centenas de anos uma das minhas ascendentes encontrou algum objeto que lhe deu incríveis habilidades de combate e de sentidos, inclusive sendo capaz de se transformar em animais felinos. Transformando-a numa guerreira perfeita, para uma época onde as mulheres não possuíam voz contra os homens. Quando ela morreu, a filha caçula dela, que nascera após o incidente onde ela ganhou os seus poderes, herdou as suas habilidades. Logo, isso se transformou num padrão, sempre que a anterior morria, a primeira descendente viva, herdava todas as habilidades das suas progenitoras. Por isso meu corpo se desenvolvera do nada, de um dia para o outro, por isso meu problema de visão fora curado, logo após a morte da minha mãe. Ele também contara que minha mãe não só apenas lutava para salvar vidas no hospital, como enfermeira, mas também usava a sua habilidade para proteger as pessoas nas ruas, sempre que podia, e que sua morte não fora num acidente de carro e sim tentando salvar pessoas em perigo.

A princípio fiquei bem confusa, minha mãe sempre fora uma heroína na minha concepção, mas nunca imaginei que ela fosse uma super-heroína. Ele me levou até uma sala separada do nosso apartamento, que eles nunca me deixaram entrar, pois diziam que tinham coisas dos trabalhos dos dois, lá estava tudo, os trajes dela, e inclusive alguns equipamentos eletrônicos que meu pai produzira para ajudá-la no combate ao crime. Por fim, ele me contou que a escolha era minha, também disse que nunca contaram nada para mim, pois minha mãe dava tudo de si para que eu pudesse ter uma vida normal para que não precisasse nunca virar uma super se eu não quisesse.

Depois de perder os dois dias da minha suspensão pensando se iria ou não seguir o caminho da minha mãe, achei melhor que sim. O sentimento de medo que senti quando aquele homem tentou me atacar, não gostaria para nenhuma outra garota, ou para qualquer tipo de pessoa. Por isso, assumiria o manto da minha mãe como a Gatuna Branca. Achei que seria apenas vestir o traje e sair nas ruas como eles parecem fazer nos quadrinhos, mas meu pai me deu uma condição para lutar contra o crime, apenas quando eu estivesse pronta.

Minha mãe, que sempre foi muito organizada, tinha feito um manual com os exercícios que ela realizara para desenvolver as suas habilidades. Desde então, passei anos treinando para desenvolver as minhas habilidades e me tornar uma verdadeira super-heroína. A última parte do meu treinamentos foi meu unir aos Teen Titans, para que aprendesse da maneira correta de como e em que situações devo intervir na batalha pelo bem.


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