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+ sometimes you gotta bleed to know

Mensagem por Joy Vølker Hovanesian em Sab Mar 18, 2017 11:18 pm

sometimes you gotta bleed to know
A roleplay é iniciada pelo post de OLIVER REELY BURKHARD, seguindo por JOY HOVANESIAN. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 03/01, BATTERY PARK/MANHATTAN. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: + sometimes you gotta bleed to know

Mensagem por Joy Vølker Hovanesian em Dom Mar 19, 2017 12:44 am


As íris azuladas refletem o crepúsculo que revela a dispersão da luz solar na atmosfera entremeio as impurezas e as nuvens densas e cinzentas que cobrem os céus da cidade nova-iorquina; uma única mecha dourada escapa do rabo de cavalo que amarra no centro de seu crânio com uma fita cor-de-rosa, e sua única reação é o franzir das sobrancelhas grossas enquanto as mãos finalizam o laço que prendem seus cabelos. O relógio no alto da parede do pequeno bistrô marcam as horas exatas do fim de seu expediente — como conseguira deduzir pelo clima entregue do lado de fora pelas grandes janelas de vidro — e por instinto os passos são largos e precisos enquanto se encaminha para os fundos do estabelecimento em busca de livrar-se de seu uniforme e enfim pegar a mochila que enchera de salgadinhos e guloseimas devido o encontro que marcou com seu "namorado". O termo namorado ainda lhe é estranho de ser usado, optando por muitas vezes chamá-lo pelo próprio nome o rapaz com quem compartilha a maior parte de sua vida e seus segredos resguardado em seu âmago, principalmente aquele que a difere dos demais em torno — pois ele também tem os seus, e ela os guarda com mais lealdade do que aqueles que lhe pertencem. A questão é que é a primeira vez que se relaciona com alguém dessa maneira, mesmo que tivesse se relacionado com outros homens antes dele. Garotos, garotos idiotas que não têm um terço do que Oliver pode lhe oferecer. Realmente, não há comparação a ser feita, então por que a mesma lhe veio a cabeça?

O som de seus coturnos contra a superfície de madeira nunca lhe fora mais confortante enquanto se concentra no determinado ruído ao invés do burburinho causado pelos clientes e os funcionários do estabelecimento em que trabalha desde que chegou a cidade metropolitana. A multidão foi seu maior desafio desde que chegou a Nova Iorque, tendo de se tornar atenta e completamente focada em seu destino para não se perder em alguma via e deparar-se com algum perigo eminente. Seus poderes são ainda mais destrutivos do que o homem que a acolhe, são literalmente explosivos. Contudo, não há como reprimir o encanto ao mirar seu reflexo quando as íris se encontram num brilho purpuro e rosado, sem nunca definir o tom em constante movimento. A mesma coloração encontra-se em suas mãos e nos objetos que energiza, a verdadeira materialização da energia cinética a qual manipula com maestria. Só que não. Como heroína, não pudera ter um desempenho pior. Qualquer um que tenha sã consciência relacionaria suas habilidades com as armas criadas pelos seres humanos, e não lhe restam dúvidas que se soubessem sua verdadeira identidade ao invés do alter-ego que tomou para si seria explorada para tais fins. Era melhor preencher sua mente com tais pensamentos contundentes a ter que encarar a realidade a qual se encontra. Em alguns instantes se encontraria com o moreno que conseguira domar a fera existente em seu cerne e despertar sentimentos que outrora acreditou serem inexistentes. Onde estava a Joy cabeça-dura e que sempre diz "sim" pra qualquer loucura?  

Por mais que estivesse distante, conseguira mirar sua figura de costas e sentada em um banco específico defronte ao Rio Hudson que nesse momento apresenta uma das imagens mais bonitas que a adolescente vira em toda sua vida. Ela não percebe, mas a velocidade de seus movimentos aumenta enquanto se encaminha em direção ao homem de madeixas de coloração castanho escuro em seu emaranhado habitual e quando finalmente viu seu rosto acomodou-se ao seu lado no banco abruptamente. A mochila é deixada aos seus pés e encosta seu corpo junto ao dele ao acomodar uma de suas pernas a pender dentre as dele que se encontram relaxadas e abertas. A certeza que receberia olhares atravessados ao tomar uma posição tão íntima em público tampouco lhe importava, ela selou os lábios na bochecha dele antes de encarar os olhos negros que refletem sua própria imagem. A descendente irlandesa adora os olhos alheios, pois em sua visão eles representam seu próprio céu particular em seu breu contínuo que ilumina com seu próprio brilho quando emana sob controle dele. Sua linha de raciocínio só seguia em pensamento, pois jamais ousaria fazer uso de seus poderes estando tão próximo de Oliver, feri-lo seria como ferir a si mesma e a tendência masoquista não faz seu "estilo". — Eu espero que tenha me esperado por um longo tempo, porque eu trouxe mais comida do que prometi. — Se pronuncia pela primeira vez, num tom mais cordial e gentil do que de costume. Sentia-se em paz naquele exato momento, não pelo lugar, mas por quem lhe acompanha.  

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Re: + sometimes you gotta bleed to know

Mensagem por Oliver Reely Burkhard em Dom Mar 19, 2017 4:47 am

Bring your love baby I can bring my shame. Bring the drugs baby I can bring my pain. I got my heart right here, I got my scars right here.
Nunca considerei esse pequeno ser humano como pontual. Para ser sincero, o ego soberbo, até mesmo embriagado, só possibilitava que chegasse a determinado lugar, o qual deveria comparecer por outra determinação – razão, motivo e circunstância -, quando bem entendesse; a conveniência lhe abraçava sob a forma de um confortável manto, do tipo que mãe dá em dias frios para escapar desta condição térmica, então, por fim, se aquecer. Enfim, só aparecia na hora que bem entendesse, porque queria ser assim. Eu, como um perspicaz observador, analista e avaliador, já perdi as contas das vezes em que ele atrasou para os eventos dos mais diversos portes, desde pequenas reuniões familiares a tipo de coisas maiores como festas sociais do seu emprego. Ah, o trabalho. Por acaso você, criatura desse plano que não exploramos ainda, já se perguntou um dia sobre o que ele trabalha? Nem ao mesmo questionou-se no que ele trabalha? Pois bem, vou parar com esses joguinhos de indagações articuladas sobre algo que nunca foi explorado ao longo da história desse protagonista: Oliver Reely Burkhard é um docente, mais precisamente um que atua na NYU (Universidade de New York) como instrutor de engenharia elétrica há cerca de três anos. Novamente cito a conveniência, já que nada é mais justo do que estudar o conteúdo que compõe seus poderes místicos.

Bem, retornemos a citação sobre a pontualidade. Mesmo que não fosse uma pessoa assim, pela primeira vez, e talvez a única, estava pontual. Não. Não estava pontual. Melhor, estava adiantado. Após uma discussão fundamentada, uma espécie de seminário para que todos pudessem interagir e expor suas ideias a par do assunto abordado, com referências a que atividades poderiam fazer mais uso da eletricidade manual e como fariam. Oliver, com as nádegas acima da beirada da mesa, presenciou inúmeras teorias de seus alunos: umas tão boas, que dava até orgulho de ouvi-la, como a do mais nerd da turma, a qual disse que a eficiência da eletricidade aumentaria, em todos os gêneros de usinas, se reformulassem os padrões e regulamentos sistemáticos dos aparelhos que fazem a manutenção, a fim de que usassem menos energia e gerassem mais; também existiam aquelas ideias que faziam o professor soltar um riso repleto de ironia de sarcasmo, por ser algo tão absurdamente improvável e incoerente, como a desativação das demais usinas, deixando somente a nuclear, pois, de acordo com o mesmo, é a que mais rende fruto no cotidiano, assim como ter um custo menor. A certa maneira, esse aluno tinha certa razão, mesmo a nuclear usufruindo do químico para criar energia elétrica, isto reduziria a função doutras usinas, por exemplo, as hidrelétricas, estas que ele gostava de chamar de antiquada. No final, o professor Burkhard já estava cansado e mandou a turma sair mais cedo do que o de costume.

Sem mais delongas, tomou a partida do seu carro retrô, porque ele não é modinha vintage, e gosta de carros banheirão. Entretanto, mesmo sendo de um modelo antigo, o veículo era tão bem cuidado como a própria ficha, que não tem. E um dia terá, acho eu. Se fosse tão impuro como os outros lecionadores da universidade que trabalha, possivelmente teria alguma cria bastarda com um de suas alunas. Porém, não tem interesse em nenhuma delas, afinal, já tem com quem passar seus dias. Por esse motivo, visando à antecipação, correu o máximo que pode, com o carro, até as proximidades do Rio Hudson. Antes que uma criatura humana, ou não, roubasse aquele banco em específico, em frente a margem do rio, o moreno sentou-se. Repousou o físico em um dos lados, dando espaço suficiente para que, por quem aguardava ela pudesse fazer a mesma ação – se sentar -. Enquanto manteve-se no aguardo, brincava com os dedos, separando-os e interligando-os com finas correntes elétricas de cor azul. Ao mesmo tempo disso, lembrava-se de todas as cenas que o ambiente já vislumbrou, desde o primeiro encontro ao pedido de namoro. Abriu um sorriso, de canto.

Perdido nos pensamentos. Antes que pudesse reagir, uma saltou para o seu lado. Uma? Não. Ela. E ênfase em “ela”. A pequena garota de pele dourada como os pingos de sol, de fios compridos, sedosos e de tom aloirado e dourado, de íris tão esverdeadas como uma esmeralda. — Que menina abusada, essa. — O olhar intercalou-se ao alheio pelos rabos, constando uma perna acima do corpo masculino. O mais velho não deu-se ao luxo de retirá-la dali. Não fazia sentido removê-la, porque gostava dos membros inferiores bem torneados da fêmea humana. Novamente, não teve tempo o bastante para prontificar-se do fazer seguinte: um selo depositado no flanco facial do homem. Correspondeu com o sorriso, o qual alargou-se mais para ambos os lados. Em seguida, retribuiu-o de verdade, fazendo o ato idêntico ao dela, na maçã facial feminina. — Só vou deixar dessa vez, porque você é legal. — Notoriamente o timbre vocal era o mais simples, tão ameno quanto harmônico, radiante com uma tinha luminescência solar do dia, quando o céu já alaranjou. Retornou a encarar o que há de frente de si. Pausando a fala, respirou profundamente o oxigênio atmosférico. — É abusada, mas é legal. — Corrigiu-se, tentando não rir desse comentário em relação a Joy.

O silêncio foi interrompido com a proclamação vinda por parte da loira. Mediava uma frase sobre comida. Comida, uma das paixões que quaisquer e maioria dos homens têm ao longo da sua fixação nessa vida. Tão bom e, ao mesmo tempo, tão ruim. Vivemos de aparências, isto somente até acharmos alguém que consiga ver através da camada física, por detrás do corpo. E enxergar quem, de verdade, você é e o quão belo pode ser por dentro. Desde o primeiro instante em que viu Jocelyn, creu que ela era essa pessoa, e ainda acha estar correto com essa teoria. E espera que a certeza estenda-se até o fim dos tempos, aquele onde retornemos do início: do vácuo, do vazio, da inexistência; assim, começará tudo de novo como um looping. — Eu não posso comer muito! — A intensificação do tom criou uma algazarra entre os terceiros, os quais passeavam próximos ao local. Oliver, ao perceber a reação dos outros, demonstrou uma feição peculiar, uma careta de deboche e com vontade de rir. Deu de ombros a eles, não se importava com os mesmos. — Da maneira que você anda me trazendo comida, vou engordar. — Reduziu o volume para que só o casal escutasse. Rapidamente as falanges capturaram a barra da camisa, erguendo-a. — Se continuar a trazer esses doces gostosos, não terei mais o abdômen que tanto demorou a ser cultivado.




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Re: + sometimes you gotta bleed to know

Mensagem por Joy Vølker Hovanesian em Seg Mar 20, 2017 3:39 am


O inconsciente permanecia a se vislumbrar com o homem que jaz defronte de si, recolhendo e armazenando todos os detalhes de seu rosto desde seus traços mais evidentes aos minimalistas; tal ritual é feito durante todos os dias, pois a americana-irlandesa é consciente dos perigos que confrontam toda vez que vestem vossos uniformes e correspondem aos alter-egos a quais são reconhecidos. Nós salvamos vidas, mas quem nos salva ao fim do dia? Valia assim tanto a pena a glória de ser reconhecida por suas ações executadas com a benevolência que acredita estar causando com tais atos a tornam em si uma super-heroína. Aqueles que salvam retornariam para suas vidas pacatas, frágeis aos perigos que se encontram ao seu redor que a minoria confronta. Um dia retornaria ao seu lar e não encontraria seu amado, e o contrário poderia muito bem acontecer. Bem mais provável. Não só pela diferença de idade que ambos possuem, mas pelas experiências distintas que os diferem e os tornam mais aptos do que o outro. Jocelyn encontra em Oliver sua força, o melhor que poderia encontrar de si mesma, pois a sinceridade das palavras proferidas pelo maior é indescritivelmente ínfera a intensidade entregue pelos seus trejeitos e principalmente em seu olhar ao afirmar a independência conquistada pela loira que se mantém instável em sua própria busca pela estabilidade física e mental. Uma busca outrora perdida antes de conhecê-lo. — Abusada? — Interpela quase em um sussurro rouco e provocativo, quase um gemido enquanto seus lábios ainda se encontram próximos da face alheia.

Cabisbaixa se torna ao receber um beijo terno em uma de suas bochechas que agora se encontram coradas devido o ato mínimo e delicadamente carinhoso. As mãos voltam a mexer na mochila, se apressando a abrir o zíper e retirar as contáveis guloseimas e salgadinhos resguardados em seu inferior. O embrulho cor-de-rosa entregava o quão cuidadosa tivera sido em suas escolhas, esperando que tudo ali fosse tão gostoso quando o gosto dos beijos que recebe de seu namorado — isso quando simplesmente não os rouba. Encontra-se no meio do caminho de abrir o então embrulho quando o comentário alterado do moreno que se abstivera de seu tom costumeiramente solene e contido ao se pronunciar de tal maneira em público. Incapaz de reprimir as próprias reações em conjunto de sua companhia, Jocelyn permite que uma risada divertida escape de seus lábios e exiba seus dentes brancos e alinhados com semelhante carisma que atende os clientes que frequentam o estabelecimento a qual empenha o cargo de garçonete. — Eu aposto que você fica ainda mais fofo rechonchudo. Imagine só! — Exclama com seu tom melódico e tomado por uma intensidade que somente poderia presentear ao homem a quem voz fala. Ocupa a destra com uma fatia de cheesecake de morango com chantilly extra, especialidade do cardápio pertencente ao bistrô. Antes que ele consiga se desfazer de sua tentativa de empurrar um morango a boca do segundo, em um movimento ágil ela se encontra no colo de seu namorado com as pernas pendendo ao lado das deles ao se encontrar defronte a ele. Ela não se importa com os olhares atravessados devido sua ousadia, ela estava até vestida! Abuso seu que não seria. Se fizesse exatamente o que pensava, ambos se encontrariam detrás das grades em menos de uma hora passada. O indicador envolve o chantilly que a loira leva aos próprios lábios ao deliciar-se com a textura delicada que derrete ao encontro de sua saliva. Ela retira o indicador da boca em um movimento lento, ligeiramente provocativo se assim deduzia na visão do britânico.

Eu tenho uma ideia de como você pode perder essas calorias. — Intercala ao fingir uma despreocupação notoriamente teatral pela maneira que move seus ombros em desdém do comentário de outrem para que em seguida semicerre os olhos e aproxime o rosto do dele de tal maneira que seu nariz encoste ao dele. — Oh o senhor professor tem muitas tarefas a serem corrigidas hoje? Eu pensei que poderia me dar uma lição. Eu sou uma menina muito, mas muito levada. Eu preciso ser punida. — Desta vez a malícia se torna menos explícita e mais debochada, sua voz melódica se torna insuportavelmente doce ao ser carregada de uma falsa inocência. Joy balança a cabeça negativamente quando pega um morando com seus dedos finos e delicados e os ergue em direção a boca do amado. Assim que ele o abocanha, ela aperta seu corpo contra o dele a ponto de sentir o membro alheio ao encontro de sua parte íntima. — O que você disse sobre eu ser abusada? — Questiona em um murmúrio ao aproximar seus lábios da orelha do homem, e assim que termina de pronunciar-se da maneira mais "sexy" possível, os dentes vão ao encontro do lóbulo e os mordisca antes de ouvir uma repreenda vinda do mais velho. — O que você acha dos doces agora?

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Re: + sometimes you gotta bleed to know

Mensagem por Oliver Reely Burkhard em Qui Mar 23, 2017 5:23 pm

Bring your love baby I can bring my shame. Bring the drugs baby I can bring my pain. I got my heart right here, I got my scars right here.
Evidentemente, era uma garota abusada, com sérios problemas com os pais. Isso incitaria o porquê de estar apaixonada por um cara dez anos mais velho. Talvez, a maturidade mental, ou até mesmo a fisionômica, atraia alguma parcela considerável da população feminino. São nesses momentos em que ele agradece a si mesmo e aos meses vividos pela idade que tem. "Quem é o seu paizinho?" De imediato, rir virou uma necessidade profunda diante da frase, a qual escutou de um seriado que tanto adora. Para quem não reconhece, assista HIMYM urgentemente, da sigla How I Met Your Mother. Em português, Como Conheci a Sua Mãe. Conta a história de um arquiteto, relatando aos filhos de como conheceu a mãe deles, anos após o falecimento da mesma. A tentativa de não se subverter na expressividade falsa, apresenta em contrastes visivelmente inocentes. Todavia, a melodia da sonoridade vocal de Joy era armadilha pra qualquer um que sentisse atração por mulheres atraentes e de timbres tentadores. — Sim. — Fingiu não ser subjugado, usando de uma frieza repentina para despertar este ar. Não limitou-se as palavras complexas para dar uma simples resposta à uma simples pergunta. Sem delongas, a indagação foi confirmada pelo tom neutro do mais velho. — A senhora é muito, dona Jocelyn. — Reaplicou a sentença de seus pensamentos, enquanto encarava o canal aquático, em frente, não tão distante. As córneas foram revistadas pela pele fina das pálpebras e moveu a cabeça verticalmente, em um gesto convicto de sua fala. — Não que seja coisa ruim. — O término teve dupla com o sorriso e riso cínico do mais alto, exibindo arqueaduras presunçosas nos cantos da boca.

A reação facial da mulher de mechas douradas transmutou de um instante para o outro, quando o moreno correspondeu ao selo dado. Distribuiu um estalado e úmido, porém, ao mesmo tempo, cálido e amoroso, no flanco, na mínima protuberância das maçãs. O sorriu transcorreu no rosto do tal de Super-Choque ao ver essa mudança de timidez para alegria, quase que instantaneamente. Gostava da consequência. Não, defino consequência como algo prejudicial, resultado final de uma atividade. É, tem nada a ver com o que quero dizer, porque é bem o lado adverso. Ele gostava do efeito que causa nela, da mesma maneira que ela causava nele. Burkhard pode não ser do tipo que não costuma demonstrar o que sente, mas, nas entrelinhas de cada conjunção, contém um "Eu te amo, Jocelyn". Hovanesian inclinou a escultura o bastante para tomar a mochila, a qual jazia nos pés do banco onde sentavam os traseiros seduzentes - principalmente o dela -, entre os dedos. O zíper foi deslizado para que fosse aberta e foi tirado uma porcentagem enorme de guloseimas. Eram embaladas por um papel de tom róseo, absolutamente esticado para que não tivesse amassados, simbolizando que hábeis palmos, portadores de destreza nata, o fizeram. — Você fala isso agora, mas aposto que me deixaria quando a barriga nascesse em mim. — Notoriamente, rodeado por calúnias, blasfêmias e ironias, disse ele, esticando, posteriormente, os lábios em um bico manhoso. Devido ao frio, que batia por uma corrente aérea, teve de abaixar a blusa e, assim, escondeu o abdômen. Observou-a, pelos cantos, a desfrutar do doce de morango. — Isso é doce de quê? — Lubrificou os beiços, cedendo a vontade, aos poucos, de querer melar a boca com algum alimento a base de açúcar. Ela percebia que sim, ele queria. Queria o pacote por completo, se é que me entende. Com esse pensamento em psique, saltou para sobre ele, sentando o quadril acima do colo de Oliver.

Como previu a atividade seguinte de Joy, imaginando que colocaria doce em sua boca, entreabriu-a. Um espaçamento suficiente foi gerado entre o ínfero e o súpero, dando a liberdade para que fosse colocado qualquer coisa ali. Porém, só foi deixado um doce, na ponta da língua. Puxou com o membro para dentro, mastigando calmamente. Luxuriou-se com o sabor influenciante, misturando-o à salivas, ao mesmo tempo em que reduzia a dimensão ao desferir dentadas, com a boca cerrada. — Ideia? — As curvas nas celhas mostravam veemente curiosidade sobre o que a amada dizia. Viu-se, por um segundo, em um estúdio de filmagem, mais precisamente, de um pornô, por causa do que lhe era dito. Potencialmente ela tinha caráter ser uma atriz desse gênero, mas só pretendesse fazer filmes com ele. O britânico achou engraçado, precisando demonstrar através do curto riso, abafado pelo pressionar dos caninos contra o beiço inferior. — Eu percebo que tem sido uma garota má, menina. — Julgou-a, seguindo o contexto imposto pela própria com o rumo que a conversação tomava. — Só tem tirado notas baixas ultimamente. — A neutralidade na voz era habilidade comum para um docente prudente como ele, do tipo que faz de tudo para que seus alunos entendam a matéria. — Acho que deveria passar na minha sala, quando todos tiverem ido embora, para ter aulas particulares.  Creio que será bem... Educativo. Por sua vez, conforme esticava as pronúncias, cada letra tinha mais malícia, principalmente a última.

Ligeiramente, o contato íntimo formou, impulsionado pela loira, esta que sentou-se bem acima da volumosidade monumental do de cabelo escuro. No entanto, não deixou-se ser abalado, ou conduzido para uma prática mais sádica. Oras, é um professor de faculdade, precisa manter a pose de desdém em lugares públicos; mesmo que não fosse sua vontade, que implica-se em ser a adversidade disso, só poderia fazê-lo sob e entre quatros paredes. Regras da sociedade burguesa. — Se eu continuar te chamando de "abusada"... — Falsamente gemeu, criando a impressão, em atuação, que estava prestes a gozar. O tom perdia força, transformando-se em agudo, somente para salientar a feição. — Você vai continuar? — Jogou a cabeça para trás, soltando um longo suspiro. É. Gozou. Melou a parte frontal da calça. Sarcasmo. — O que acho de doce? — Questionou-se, em volume alto, para que somente o casal escutasse. A palma, que havia pousado acima da coxa dela, o que esqueci de especificar anteriormente, o membro tocou a ponta do maxilar. Tamborilou, pensativo. Abaixou-a outra vez, colocando-a sobre a perna feminina, novamente. — Acho que seria interessante adicionar a nossa rotina diária. — Deu seu veredicto sobre o que foi indagado. Sem falta impureza na frase, findou com isto. — Se é que me entende. — Enquanto o olhar era sugestivo, o sorriso era mais ainda.



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Re: + sometimes you gotta bleed to know

Mensagem por Joy Vølker Hovanesian em Seg Abr 17, 2017 8:57 am


As íris pigmentadas pelo azul e o verde reviram nas orbes em um desdém tão teatral quanto a compostura tomada pelo maior que outrora a fizera acreditar que detinha apenas da fachada incólume e séria, que em menos de cinco minutos de conversação se desfez ao entregar o Oliver que conquistou seu coração a ponto de ter conseguido oficializar a relação entre ambos com o namoro que mantém. Apesar do sentimento ser mais complexo, denso e intenso do que o substantivo masculino oferece. A destra bate contra o braço esquerdo do moreno quando o seguinte questionamento um tanto quanto irônico invade seus ouvidos e a obriga agir de forma deveras violenta. Sarcasmo. — Você é inacreditável. — Interrompeu-o no meio da sentença alheia para que em seguida balançasse sua cabeça negativamente e parte dos fios dourados caísse sobre sua face. A consequência, no entanto, não a atrapalha de acompanhar o movimento do homem quando a palma do mesmo recai sobre sua coxa novamente.

Um sorriso toma os lábios do segundo em conjunto da malícia que findou com sua última frase convicto de que deveria manter a pratica de guloseimas em seus encontros, estando em público ou não. Uma de suas fantasias opta pela primeira opção, mas outra vez é impedida pelas leis impostas pelo governo que arruína não só a cidade, mas todo o país. Oh, não! Estou começando a falar como ele, só que de forma informal. Em um ato impetuoso os seus lábios vão ao encontro dos dele antes que seja tomada por pensamentos que impedem de contemplar a "magia" do momento. Assim que sua língua invade o interior de seu então namorado, as mãos vão ao encontro das madeixas escuras do mesmo e a outra se mantém ocupada em erguer o queixo alheio enquanto mantém um movimento contínuo com seu quadril como se simulasse o sexo em si — mas acaba apenas por estimulá-lo na presença das vestimentas que impedem o contato direto. Os dedos repuxam os fios de Oliver com firmeza e a forma que o beija se torna mais voraz a partir do momento  que se vê embrigada com o gosto do homem enaltecido com o doce que degustara instantes antes. Ela não se importa com os olhares que atrai por sua insensata atitude, estava nitidamente excitada e desejava consumar tamanho tesão.

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Re: + sometimes you gotta bleed to know

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