WITTGENSTEIN, Kai

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WITTGENSTEIN, Kai

Mensagem por Kai Wittgenstein em Dom Mar 19, 2017 3:48 am

original




Escreva os dados


i. A NOMENCLATURA: Kai Benjamin Wittgenstein;
ii. COMO É CONHECIDO: Acônico Púrpura;
iii. TIPAGEM SANGUÍNEA: Mutante/Original;
iv. QUANTAS ESTAÇÕES VIVEU: Vinte e um anos;
v. PRIMEIRO RESPIRO: 13 de setembro de 1995;
vi. DESCENDENTE DE QUE POVO: Americanos e ingleses;
vii. COMPORTAMENTO: Bondade caótica;
viii. COMUNIDADE: Herói.

Informe os atributos


i. PONTOS DE ATRIBUTO: 21-30 (60 PA);
ii. ESPECIALIZAÇÃO: Atacante (+5 em força);
iii. ATRIBUTOS:



FORÇA: 10 (+5)INTELIGÊNCIA: 10
RESISTÊNCIA: 10AGILIDADE: 10
VIGOR: 10CARISMA: 10



Diga as perícias


i. PERÍCIAS:

i. Armas brancas, nível calouro.


Cite os poderes


i. SUPER-PODERES:

i. Mimetismo Demoníaco é a capacidade de se mimetizar em um Demônio de aproximadamente dois metros, e assim, possuindo habilidades à malefícios que pode ser usado para enfraquecer quaisquer alvos.
ADQUIRE: UMBRACINESE, SENTIDOS AGUÇADOS, FATOR DE CURA (ROUBO DE ENERGIA VITAL), ASAS DE DEMÔNIO, CAUDA PREÊNSIL;

ii. Premonição é a habilidade atemporal de ver fatos que vão ocorrer, já ocorreram ou estão ocorrendo. O portador desse poder entra num estado de transe hipnótico e fica extremamente vulnerável quando está tendo uma premonição. É possível identificar quando um mutante está tendo uma premonição, pois apenas a córnea é visível, e o o olhar fica grogue.


Conte o histórico


Eu não tenho muitas memórias referentes aos meus primeiros anos de vida, mas eu lembro de me contarem que eu e Kwan éramos parecidos apenas em nossas feições, pois nossas personalidades eram muito distintas e essa questão ficou cada vez mais forte quando fomos ficando mais velhos. Como por exemplo, quando nossos pais anunciaram para nós dois que nossa mãe estava esperando o nascimento de nossa irmã mais nova. Lembro-me claramente que nós dois estávamos sentados no sofá, e nossa figura materna estava na nossa frente com o nosso pai ostentando olhos brilhando de emoção em função da notícia que acabara de receber tão recentemente quanto nós estávamos prestes a ouvir. Nossa mãe acariciava a barriga ainda chata com uma das mãos à medida que nos olhava com expectativa, sorrindo de orelha à orelha para dizer que tinha uma notícia muito importante para nos dar. Aparentemente era uma notícia muito boa, e a melhor notícia que ela poderia dar para um menino de pouca idade e pouco cérebro como eu só poderia ser uma. Eu prendi a respiração e arregalei os meus olhos para ela, segurando no braço do sofá para refletir por um segundo sobre a notícia. Foi então que meu pai olhou, esperando que eu mesmo pudesse liberar a informação para um Kwan muito confuso, e eu disse: — A gente vai adotar um cachorro? — Os ombros de nosso pai caíram, mas nossa mãe sempre paciente negou com a cabeça, sem deixar o sorriso oscilar quando decidiu revelar sem mais delongas. “Vocês vão ganhar um irmãozinho.” Não lembro exatamente a expressão de Kwan que não fosse uma de surpresa, mas me recordo de olhar com muita seriedade para meus pais e responder. — Ah... Eu preferia um cachorro. — Depois disso, eu lembro de sair do sofá e voltar a brincar de bola no gramado de casa.

Não me leve a mal, por favor. Até porque atualmente eu amo muito minha irmã mais nova; Kami se mostrou uma figura única e eu juro que não podia pedir por uma irmã melhor. O nosso vínculo com a garota já era muito forte; pois desde quando ela aprendera a andar e falar que eu e meu irmão gêmeo adquirimos o hábito de implicar com a nossa caçula de todas as formas possíveis, principalmente pelo fato dela ser a mais nova. Mas a minha ligação com Kami em particular só se tornou mais forte por circunstâncias que poderiam ter sido diferentes. A sensação de estar perdendo uma parte de você é indescritível e eu juro por Deus que é algo que eu não desejaria para ninguém jamais. Foi no decorrer de minha adolescência que este sentimento de angústia me ocorreu, e era Kami quem estava ali para me auxiliar no momento. As primeiras manifestações de meus poderes não poderiam ter vindo em pior hora; quando eu e Kwan estávamos separados por questões de horas. Ele permaneceu no colégio depois do horário de aula, enquanto eu e Kami havíamos retornado para casa. Eu estava encarregado de tomar conta dela enquanto nossos pais trabalhavam, e mesmo que minha conduta fosse duvidosa, eles ainda contavam comigo para manter o bem-estar de nossa irmã. Mesmo que meu comportamento fosse dos menos exemplares e menos recomendáveis para usar como um bom modelo, eles confiavam em mim quando o assunto era proteger meus irmãos. Foi em um desses dias que prometiam ser normais que aconteceu o inesperado.

Kami relata até hoje que eu permaneci por dois longos minutos fora do ar quando minha primeira premonição viera à tona. Eu entrei em um transe assustador para a caçula no momento, mas nada poderia ser mais aterrorizante do que a cena que eu vi. A caminho de casa, Kwan sofrendo um acidente que prometia ser letal, promovendo um enorme rebu e envolvendo até mesmo um raio de uma tempestade que não estava prevista para aquele dia. Quando o transe se deu fim, sem dar explicações para minha irmã, eu apenas entoei em uma voz autoritária para ela: — Liga pro nosso pai, pra nossa mãe. Kami, ligue e chame por alguém. Por favor! — Mesmo com uma personalidade como a dela, o desespero era palpável em meu timbre e minha expressão não era das melhores. Enquanto ela discava os números, pediu por uma explicação plausível para meu comportamento e tudo o que eu disse foi: — Kwan! Alguma coisa vai acontecer com ele, ele vai morrer. Kami, liga pros nossos pais, liga agora! — Enquanto ela digitava os números dos nossos pais, eu procurava pelo telefone de nossa escola em uma agenda telefônica. Independente do que fosse, tinha de fazer alguma coisa antes que aquilo acontecesse. Como eu sabia que ainda não tinha acontecido? Ele é meu irmão gêmeo; e sempre que acontece algo de ruim com um de nós, o outro simplesmente sente. Não existe explicação. “Eles não atendem.”

— Liga pra escola! Tranque as portas e se atenderem, peçam pra não deixarem ele sair. Eu vou atrás dele. — Instruí Kami a não atender a porta para ninguém, e que não parasse de ligar para nossos pais até que eles atendessem a porcaria dos celulares. Foi então que eu saí correndo na direção da escola, muitas quadras além onde uma tempestade imprevista se formava. As nuvens estavam pesadas e os trovões começaram a protestar lá em cima. Meus pulmões estavam queimando, mas eu não parei de correr um instante sequer para tentar impedir o futuro de ocorrer, porém independente de minhas tentativas de tentar chegar mais depressa, não foi o suficiente. Há poucas ruas de onde aconteceria a minha premonição, o som de pneus queimando o asfalto tomaram meus ouvidos e o som de um trovão ensurdecedor me pegou desprevenido. O raio cortou o céu com um clarão e quase me cegou naquele momento.

Foi então que eu senti.

Um sopro no meu peito foi o que bastou para que o desespero se agravasse, muito embora a dor começasse a crescer e a ansiedade me roubar a minha perseverança que eu tinha de conseguir chegar à tempo.

Foram anos esperando meu irmão acordar. Os dias se arrastavam e meus pais perdiam cada vez mais a esperança, enquanto eu e Kami continuamos repletos de esperança, apesar do coma ter sido extremamente profundo. Nesse meio tempo, eu e minha irmã começamos a desenvolver os nossos próprios dons, ajudávamos um ao outro a lidar com nossas habilidades e sempre que fazíamos uma visita para nosso irmão inconsciente, cogitávamos sobre a possibilidade dele também ser um mutante. Kami sempre ressaltava o fato dele ser muito mais inteligente que o normal desde quando adentramos a adolescência, e aquilo só me fez fantasiar sobre as capacidades de Kwan quando ele se tornasse consciente. — Aposto que ele vai virar um anfíbio gigante e estranho. — Ela sorriu para mim e questionou sobre quanto eu poderia apostar. — Trinta dólares? — Apertamos as nossas mãos, e eu me aproximei do leito de Kwan quando Kami apertou meu ombro e me deu um sorrisinho mais otimista antes de sair do quarto. Ela podia ver o meu desânimo quanto olhava para o rosto adormecido do meu semelhante, mas apesar de odiar vê-lo naquela forma, eu ainda estava esperando que ele abrisse os olhos outra vez. — Eu queria que você estivesse aqui, meu irmão. — Suspirei enquanto segurava seu antebraço com firmeza e apoiava a cabeça em seu colchão. — Fazer os deveres de casa sem você foram as tarefas mais difíceis dos últimos anos, principalmente os de história. — Não houve nenhuma resposta, e eram em momentos assim que a força de Kami foi essencial para mim.

Foi aos dezessete anos que eu me recordo de meu comportamento refletir em minha verdadeira essência. Foi nesse período da minha vida que eu descobri onde eu queria estar e como poderia fazer a minha diferença no mundo. Aquela pequena diferença que eu não poderia fazer voando entre os prédios de Manhattan ou socando a cara de alguns bandidos no Queens; pois nem mesmo um vigilante poderia mudar as desigualdades sociais e culturais em função do governo sanguessuga. Foi assim que eu adentrei aos movimentos anarquistas ativamente, frequentando manifestações e enfrentando a linha de frente policial sempre que me era dada a oportunidade. Meu pai sempre acabava livrando a minha cada, mas foi aos dezenove anos que ele ficou saturado e achou que eu tinha que aprender a minha lição atrás das grades. Acabei passando vários meses cumprindo pena em prisão domiciliar, com uma pulseira com um rastreador preso em meu tornozelo que denunciaria se eu saísse dos arredores de minha casa em um raio de dez metros de minha residência. Nem mesmo as minhas visitas ao meu irmão eram autorizadas, e por isso eu passei meses sem visitá-lo. Eu não pude vê-lo acordar, mas a notícia não tirou a importância do ocorrido. No último dia de minha pena, Kami não poderia ter me dado uma notícia melhor do que o retorno de Kwan. Sua recuperação foi um processo que exigiu muita paciência, mas a partir do momento em que eu estava livre, eu pude vislumbrá-lo com os olhos abertos. Como se uma parte de mim tivesse sido devolvida. Atualmente eu vivo como um estudante de engenharia mecânica, mas sem largar os movimentos anarquistas e nem ao menos deixando de atuar como vigilante sempre que podia. E por mais que eu não atuasse de forma que pudesse ser visto como um benfeitor, as pessoas me enxergam como herói e me classificam como um, muito embora meu alter-ego demonstrasse a verdade por trás do “bom-demônio” que eles enxergam.


Outras Coisas


i. Kai é um rapaz um tanto quanto complicado de se compreender. Sua essência é puramente caótica e a única coisa instável que há no mesmo é a certeza de que seus irmãos são as coisas mais preciosas que ele tem. Kwan desperta em Kai o seu instinto protetor desde o seu acidente, enquanto Kami o faz por si só simplesmente por ser a mais nova. É estudante de engenharia mecânica, trabalha como mecânico em seu período vespertino e adora o que faz. Virá a possuir um sentimento estranho que lhe despertará incertezas quando conhecer uma figura loura e difícil em especial.


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