[FP] Montecchio, Francesca

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[FP] Montecchio, Francesca

Mensagem por Francesca Montecchio em Dom Mar 19, 2017 3:57 am

original




Escreva os dados


i. A NOMENCLATURA: Francesca "Frances" Montecchio;
ii. COMO É CONHECIDO: Angel of The Hell;
iii. TIPAGEM SANGUÍNEA: Meta-humana;
iv. QUANTAS ESTAÇÕES VIVEU: 21 primaveras;
v. PRIMEIRO RESPIRO: 21 de Abril de 1995;
vi. DESCENDENTE DE QUE POVO: Italiana;
vii. COMPORTAMENTO: Neutralidade Babélica;
viii. COMUNIDADE: Herói.

Informe os atributos


i. PONTOS DE ATRIBUTO: 60;
ii. ESPECIALIZAÇÃO: iii. RESISTENTE: seu físico é monstruoso, as pancadas que recebe quase nem surtem efeito sobre si, arrancando pouca, mínima ou, até mesmo, nada de sua vida. Garante ao resistente +5 DE RESISTÊNCIA.
iii. ATRIBUTOS:



FORÇA: 15INTELIGÊNCIA: 05
RESISTÊNCIA: 20AGILIDADE: 10
VIGOR: 10CARISMA: 05



Diga as perícias


i. PERÍCIAS: A princípio, só terá UM PONTO DE PERÍCIA para distribuir, logo, obviamente, ela, a única, estará no nível calouro.

i. Corpo a Corpo, Calouro;


Cite os poderes


i. SUPER-PODERES:


Desenvolvimento Genético - Primeiro Poder

Desenvolvimento genético é a capacidade de exercer uma agilidade e flexibilidade fora do comum, tendo também a bonificação de atributos, assim como o fator de cura, dentre outras habilidades que o tornarão um sobrevivente nato.


i. ADQUIRE: FATOR DE CURA, SUPER-AGILIDADE, SENTIDOS AGUÇADOS, FORÇA SOBRE-HUMANA, VELOCIDADE SOBRE-HUMANA.

Toxicinese - Segundo Poder

É a capacidade de criar venenos em geral pelos lábios ou pelo tato - sendo mais comum por unhas -, que podem afetar o usuário pego pelas mesmas facilmente, do qual pode até mesmo matá-la.


i. ADQUIRE: INTANGIBILIDADE (NA GASOSA DO VENENO), FUMOCINESE, OXICINESE, MATERIALIZAÇÃO CORPÓREA (EM FORMA GASOSA OU LÍQUIDA DO VENENO).


Conte o histórico


"Papà, perdoe-me por ser assim. Te prometo não fazer mais isso, por favor... Não me abandone aqui."


Escorada em uma parede suja de um beco eu me encontro, escorregando aos poucos até sentar-me junto ao lixo, o único lugar que parecia me pertencer naquele momento. Posso me lembrar perfeitamente da sensação de estar com os braços estirados sobre uma mesa enquanto diversas agulhas me penetram a pele injetando um liquido que parecia arder mais que ser jogada em uma fogueira. Ainda ouço meus gritos, arrepio com a dor, choro de agonia, por que eu não nasci como qualquer um outro?

Cada um de nós tem seus monstros, sejam eles alguém que nos cercam ou nós mesmos, no meu caso, eu tenho os dois tipos... Mi papà que já foi um herói hoje é meu vilão, mi mamma que um dia me deu amor, hoje já não está mais entre nós... Me perdoe pelo que eu fiz a ti, mamma!

Eu tenho a mim mesma, o reflexo do monstro me persegue, o abraço frio que posso dar em mim mesma é um consolo, mas um consolo que me faz tremer por inteira ao lembrar a sensação de matar alguém. Viva feliz quando criança, isso que me prende a lucidez, eu brincava, corria, estudava, era amada acima de tudo, deixava mamma feliz, papà orgulhoso, principalmente quando com um único toque eu lhe curava de gripes, cuidava dos meus próprios joelhos ralados, era chamada de anjo por todos. Mas... Por que não me quis mais assim, papà?

8 anos de uma vida perfeita, até que a sala branca me priva de tudo. Eu a vejo agora, não há brinquedos, não há castelos de princesas, não há livros, nem meus mascotes, mas há uma mesa com duas cadeiras, sendo que uma delas me prende pelos pés e pelas mãos. Não há cama, como irei dormir papà? Não durmo nos primeiros dias, assustada, mas o cansaço me vence e ao quarto dia me encaixo no canto da sala e pego no sono, na mesma posição que estou agora entre os sacos de lixo.

Ouvia que eu seria uma arma de sucesso, uma grande vitória nas guerras, que mudaria a vida de muitos... Mas muitos quem? Muitos dos que ali me judiavam. Papà dizia que curar não é o que ele precisa, ele precisa de feridas e me ferindo ele faz com que isso aconteça. Matei pássaros, gatinhos, crianças e homens. Cada um que me traziam eu era obrigada a agir, não importa se eles de inicio relutassem, não importa se os pássaros bicassem, os gatinhos arranhassem, as crianças mordessem ou os homens me espancassem, no fim a minha unica forma de sair viva era se eu pudesse os matar com o toque, ao invés de curar.  

Papà me dizia que garotas que fossem desobedientes com os papàs iriam para o inferno, por isso eu abaixava a cabeça e fazia o que mandava, eu o amava mesmo ele não me amando mais. Mi mamma eu só voltei a ver um pouco antes de fazer 12 anos, papà a levou até mim e deu a ordem "mostre a mamma o que aprendeu" com um sorriso tão sádico quanto seu olhar. Ela morreu com um abraço. MATEI MI MAMMA SENDO AMADA POR ELA COM UM ABRAÇO. Eu me odeio!!!

Me assombra até hoje relembrar esse momento, seu corpo caindo no chão, ela agonizando e com um olhar de medo, papà ria e eu chorava, não fui amparada, fiquei frente a frente do cadáver que espumava pela boca, o cadáver que um dia foi quem eu mais amei nesse mundo. Que me colocou nesse mundo. Que eu tirei desse mundo.

Não entendi o porque disso, os anos que se passaram não foram tão diferentes, a não ser pelas aulas de defesa pessoal que eu recebia, papà disse que me ajudaria nos planos dele, planos que eu não sei quais são. O professor que me dava aulas, jamais esquecerei, ele não estava envolvido nas injeções, ele só sabia que precisava me ensinar a arte da defesa, mas não conhecia meu ataque. Graças a ele estou aqui hoje, escapei em uma madrugada chuvosa, de uma sala branca, em um quartel general todo protegido. Corri como nunca, coloquei em pratica os golpes que aprendi, ouvi barulho de armas, corri de cães furiosos, escalei grades, para no fim chorar pelo sangue do inocente que escorreu pela minha liberdade. Descanse em paz, sr. B e obrigada pela luta, pela gloria, pela liberdade.

Os culpados irão pagar, esse veneno que tenho na palma das mãos não me pertence, mas descobrirei como tira-lo de mim, eu posso sentir, já não estou mais em casa, não estou mais em Verona e só pude perceber agora. Minhas lagrimas agora se misturam as gotas de chuva que escorregam pelo meu rosto, penso em dormir para aliviar a dor, mas tenho medo dos sonhos, com um longo suspiro eu tento em vão relaxar, até que um toque no ombro me assusta:

- Hey, garota... Posso lhe ajudar, ande logo. - Diz um homem alto, com o rosto coberto pelo capuz. Ele se afasta de mim e quando vejo que não o acompanho para e olha para trás: AGORA! - Ordena. E com receio eu o acompanho.

Outras Coisas


- Frances procura restaurar os poderes antigos, ela detesta os venenos e quer ser uma cura novamente.

- Ela não tem ódio das pessoas, tem dela mesma. Como passou a maior parte da vida sem nada de amor, cuidado, carinho, ela criou uma cabeça de que ela deve ter sentimentos só com ela mesma, ela sente medo dela, amor por ela, repulsa por ela, mas para com os outros ela não sente nada. Afinal, quem ela um dia amou/gostou ou a traiu ou foi morto graças a ela.

- O homem que a ajudou é um personagem que irá seguir trama junto com ela, conforme for seguindo o jogo a trama vai se desenrolar em RP.

- Seu sobrenome define um pouco sua personalidade, já que ela vive um mundo irreal na cabeça. Romeu e Julieta é sua história favorita.




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