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Mensagem por Kai Wittgenstein em Dom Mar 19, 2017 7:48 pm

2 minutes to midnight
A roleplay é iniciada pelo post de Kai Wittgenstein, seguindo por Carter Hawthorne. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 13.JAN.2017, RUAS DO BRONX. O conteúdo é LIVRE, porém pode conter uma linguagem explícita. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: + 2 minutes to midnight

Mensagem por Kai Wittgenstein em Dom Mar 19, 2017 9:24 pm



kai, você é um homem muito idiota.

Ele havia conseguido à tarde de folga de seu patrão para conseguir estudar para as provas do dia seguinte. As primeiras duas horas de estudo foram muito bem sucedidas, prosseguiram sem interrupções de terceiros e nem dele próprio. Contudo as palavras começaram a ficar confusas e nenhuma delas mais fazia sentido em sua cabeça, até que suas pálpebras pesam uma tonelada cada uma e se fecham, fazendo com que a cabeça do mutante tombasse para frente e sua cara ficasse contra os inúmeros papéis cheias de anotações referentes à integrais. As últimas horas da tarde procederam com os roncos de Kai preenchendo toda a área dos fundos da biblioteca da universidade, e depois de algumas horas, um estagiário de muita má vontade cutuca o anarquista e chama sua atenção para o horário. Por não estar devidamente desperto, o moreno apenas arqueia uma das sobrancelhas e murmura um preguiçoso: — Ãhn...? — O estagiário suspira e reclama com um tom de voz arisco e cáustico. “Você é surdo? Eu disse que os seus roncos estão atrapalhando os outros alunos.”

O outro mal termina a sua fala e dá às costas para Wittgenstein, que franze o cenho como se ainda estivesse processando a oração alheia. No instante em que se dá conta de que as costas lhe foram dadas, sua careta se transforma em uma máscara rígida de indignação. Detesta quando as pessoas lhe dão às costas, afinal ele jamais faz isso para ninguém. No instante em que sua audição aguçada detecta uma blasfêmia quase inaudível proferida pelo estagiário — “mas que otário!” ele diz —, ele se ergue de ímpeto de seu assento, pega o livro mais grosso e pesado que encontra sobre a mobília que ele faz uso e atira diretamente na cabeça do estagiário com todas as forças que poderia acumular no ser antebraço destro, consequentemente derrubando-o no piso tamanho o impacto do livro pesado. — Pense duas vezes antes de abrir a boca de novo, imbecil! — Exclama de forma que toda a biblioteca escuta sua queixa, arrancando um coletivo “shhhhhhhh”, vindo de todos os colegas presentes. Ajeitando suas coisas em sua bolsa de forma desordenada, Kai joga os papéis e livros dentro da mochila e ajeita suas alças puídas em apenas um dos ombros, reclamando entre dentes: — Sentinelas ridículos. — Seu celular começa a tocar no bolso de seus jeans, com um número de um amigo muito fiel dos últimos anos. O toque incomoda os alunos que estão no entorno e o mutante fica satisfeito com o efeito que sua saída causa nos demais. — E aí, cara? O que tem de novo? — Cumprimenta o amigo do outro lado da linha em plenos pulmões, encostando a sola de seus coturnos na porta de mogno e enterrando sua bota na superfície amadeirada, todos escutam o chute que o discente rebelde desfere na passagem, deixando a mesma bater atrás de si, fazendo com que todo o baque ecoe na biblioteca e no extenso corredor do bloco.

Horas depois de sua saída da faculdade, o rapaz está dirigindo pelas ruas do condado do Bronx a toda velocidade, evitando ao máximo todos os semáforos possíveis para chegar ao seu destino final. Organizando um evento sem se importar em interceptar as ruas, uma turma conhecida do demônio está ministrando diversas corridas ilegais de automóveis e motocicletas. O anarquista possui uma garrafa de cerveja na mão e está encostado em seu próprio carro de tintura negra e translúcida, o rapaz se encontra fronte ao seu capô e revira os olhos com alguma piada esdrúxula contada pelo seu colega poucos instantes antes de escutar o barulho inconfundível de um veículo poderoso que está se aproximando do local onde os vários automóveis estão estacionados e aguardando a sua vez de correr. O som chama a atenção de pelo menos um terço dos presentes no evento ilegal. E a nova companhia do enorme grupo se aproxima cantando pneus em sua motocicleta potente, marcando presença e chamando a atenção com sua capacidade de pilotagem com menos de um minuto de aparição. Quando a fumaça resultante do espetáculo dissipa completamente no ar, Kai quase se engasga meio a um gole de cerveja ao reconhecer a piloto sem ao menos que ela precisasse retirar o capacete.

Os olhos de Wittgenstein passam pelas pernas muito bem desenhadas da mulher, parando momentaneamente em seus quadris para passearem pela cintura fina que a garota ostenta. Sem contar nos segundos que as íris castanhas do anarquista se encantam com a inconfundível curva dos belos seios da jovem. Quando a moça tira o capacete e expõe os cabelos louros e os olhos azuis, além dos traços delicados e que só poderiam pertencer a alguma criatura celestial, Kai comprova outra vez que nem seus melhores sonhos poderiam reproduzir tal beleza sem igual. Instintivamente ele baixa levemente o rosto e nega com a cabeça para si mesmo, como se estivesse compartilhando de uma piada interna com seu subconsciente. — Você é um idiota. Burro! — Refletindo consigo mesmo por poucos segundos, decide que não vai falar com a garota. E desiste de seus planos iniciais quando percebe que seus pés o levam diretamente para Carter até que o mesmo pare há meio metros de distância da lateral da moto da loura. Os olhos castanhos se prendem determinados aos olhos azuis da motociclista e sua mão esquerda adentra o bolso da jaqueta de couro enegrecida, a medida que os lábios do herói esboçam minimamente um sorriso quase imperceptível; algo quase sarcástico — fisionomia comum para o mutante de índole irônica e quase intragável. — Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo, gatinha? — Finalmente diz, naturalmente erguendo sua garrafa como um ato de cumprimento. Ele não consegue manter a seriedade e seu sorriso se transmuta em algo mais mordaz e descontraído. — Pensei que não fôssemos nos ver tão cedo outra vez. Como vai, Carter?


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Re: + 2 minutes to midnight

Mensagem por Carter Hawthorne em Dom Mar 19, 2017 11:15 pm


Mas que merda...? Quem diabos ousa me ligar numa hora dessas? Peraí! Puta merda, eu vou me atrasar pra essa porra. Eu tenho que pagar o aluguel dessa droga de quarto antes que seja obrigada a assassinar o dono dessa espelunca ou transar com ele, se é que prezo por minha permanência no hotel como uma cidadã americana livre. Apesar de sentir falta da emoção de ser procurada pelas forças da lei, de buscar refúgio e diminuir o número de policiais em ação durante meu percurso. Nãh! Muito trabalho. Pera, eu não devia estar extremamente irritada por essa porra de celular me tirar do meu cochilo? Eu devo ter dormido o dia todo. Merda! Eu estou certa — mas quando não estou, não é mesmo? — a tela luminosa do aparelho touch screen revelou que o horário estava próximo da meia-noite e que as corridas logo teriam início assim que a maioria já estivesse embriagada o suficiente para apostar o que deve em bebida. Essa, meus caros telespectadores, é a hora que eu entro. Não que duvide de minha capacidade de ganhar uma corrida justa, mas meu âmago não consegue se desviar de seguir às margens da lei. Eu não sou um imã para problemas como muita gente é por aí, eu sou o problema. Então garanto pra você que se for um cara todo certinho não vale a pena andar comigo. É, é contigo mesmo, Kai. Heróis não são pra mim, e quando você me ver matando inocentes com um sorriso no rosto como a sádica que eu sou duvido que irá continuar gostando de mim — mesmo que eu tenha um corpo gostoso pacaralho, que sem dúvida alguma, é um dos fatores de sua insistência em continuar me procurando.

"Não enche a porra do meu saco, Justin. Eu já 'tô chegando!" Teclo a mensagem rapidamente, com uma habilidade adquirida com o vício desde que determinei ter um aparelho celular; antes me negava a qualquer tipo de tecnologia, mas agora eu vejo que é a única maneira de enaltecer e divulgar o meu nível de fodalidade pra qualquer coisa que eu faça. Nível de fodalidade, isso deveria ser uma nova gíria ou sei lá, mas que se referisse somente a mim. Meu Instagram era cheio de fotos das loucuras que eu faço, mas minha conta foi revogada devido o conteúdo estar fora das diretrizes fornecidas pela blá, blá, blá! Pelo menos o Whatsapp não fode com a gente, mas me entope de mensagens a ponto de ter trocado o celular pela terceira vez nesse mês por ter lançado o último contra a parede de concreto que permanece com uma cratera para me recordar do evento e do valor que devo ao Diego. Reviro os olhos em minhas orbes, encaminhando-se ao banheiro em passos lentos e disformes enquanto meus dedos tentam se livrar do emaranhado que se encontra meu cabelo. Que se foda minha aparência. Eu não sou dessas menininhas que pira quando quebra uma única unha ou vive em um salão de beleza se emperiquitando. Está pra nascer essa Lobo, e quando nascer pode ter certeza que não sou eu. Mas não há outro que possa ser Lobo, porque eu sou a Lobo. Você entendeu. Foda-se.  

Ok, eu acabei de acordar. O contato com a água gelada em minha derme pertencente ao meu rosto consegue exterminar o último resquício de sono que impregnava-se em meu cerne em conjunto da preguiça. Eu sei muito bem que posso ficar sem comer, descansar ou qualquer outra necessidade humana por dias, semanas e até mesmo meses a passar. Balanço minha cabeça negativamente quando pego as chaves da "Baby" e visto enfim minha jaqueta de couro preferida por ter um lobo estampado nas costas. Bato a porta com mais força do que o necessário ao fechá-la e pulo para o primeiro andar ao invés de descer as escadas como uma pessoa em sã consciência faria. A superfície de concreto é o que me espera quando aterrisso com o joelho a dobrar ser exposto pelo rasgo existente em meu jeans de situações e/ou consequências semelhantes. Dou uma última checada para ver se Diego não me ouvira em minha saída pra lá de chamativa, e a certeza que sua cabeça se materializaria na porcaria da sua janela quando giro a chave de ignição e o motor de minha motocicleta ruge como uma fera se realiza. Ele solta algum palavreado em seu sotaque sobrecarregado de um espanhol que ele insiste em manter antes que eu arranque para fora desse maldito estabelecimento. Devo buscar um novo buraco para morar logo; mas independente do que fizesse uma nova transgressão se materializaria em meu extenso histórico criminal.

Eu já disse que eu adoro entradas com estilo? Mas que mato um por uma dramática? Os olhares a mirar minha figura não me intimida nem um pouco, só me dá mais vontade de demonstrar minhas habilidades automobilísticas que desenvolvi ao competir naquelas pistas. A fumaça provocada pelo espetáculo gratuito que estou dando tampouco consegue atrapalhar minha visão periférica enquanto me encontro ciente da admiração palpável emanada por aqueles em torno. É só mais uma prova de que quando eu digo que sou foda eu não estou brincando. Assim que desligo o motor abaixo de mim e ergo minha perna direita para me postar de frente para um Justin irritadiço e impaciente que transmuta vossa fisionomia quando mira minha face. Arqueio uma de minhas sobrancelhas quando ele me dirige a palavra pela primeira vez, repreendendo-me por dever ser mais atenta em relação a horários e que ele não é capaz de apaziguar os demais adversários por meus atrasos. Solto um suspiro audível e teatral quando ele termina seu discurso com a maior cara de sonsa que poderia fazer naquele momento: — Olha aqui, Justin Bieber. Dá um tempo, tá? Eu não devo satisfações pra você e se esqueceu de quem paga as vagabundas com quem você fode? Sem mim, sem grana. Eu não dou a mínima para esses caras e que se foda...! Ei, olha pra mim! — Com as mãos em punho e cheia de ódio para distribuir e expressar no primeiro que viesse na minha frente, ele apenas ergue o queixo e faz com que acompanhe seu olhar para a figura que se encontra atrás de mim. Provavelmente, ou ele só tá noiado mesmo.

"Gatinha?" Ele se referia a irmã caçula dele ou à mim? Que tosqueira. Solto uma risadinha rouca, não de boa vontade, mas de nervoso. Faço um sinal com o indicador para que Justin vá dar uma volta com alguma cadela que se interesse com o que sai da sua maldita boca para ter um minuto de privacidade com o playboy que se encontra diante de mim. Por mais que Kai e eu tenhamos amigos em comum, eu sabia exatamente o que ele estava procurando por aqui. E por que não dizer alto e claro que quer me comer? É bem mais prático do que usar alguma cantada tão ridícula quanto essa. Não que seja uma cantada, mas é engraçado quando ele se refere à mim de qualquer maneira. Vai ver porque ele é uma das raras pessoas que não tem medo de mim, ou que pelo menos esconde isso muito bem. Cruzo a distância que limita nosso contato e roubo sua garrafa de cerveja sem pensar duas vezes assim que me encontro defronte a ele. Dou um longo gole na bebida alcoólica antes de respondê-lo: — 'Cê queria uma foda era só me ligar. Não precisa ficar vindo me procurar por aqui. — Sou clara e direta, sem rodeios e/ou filtro como ele mesmo conhece. Choco a garrafa vazia contra o seu peitoral para que em seguida dar o último passo que cola nossos corpos um ao outro. — Isso aqui não é lugar pra você, anarquista.

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Re: + 2 minutes to midnight

Mensagem por Kai Wittgenstein em Seg Mar 20, 2017 9:27 pm



Are you mine tomorrow? Or just mine tonight?

Quando sem as suas enormes asas negras, sua cauda preênsil e seus dois metros de altura para lhe dar vantagem a partir de qualquer pessoa normal em função de altura, força e sentidos no geral, o jovem de cabelos mal cortados finge levar uma vida completamente comum sem assumir o manto de herói que insistem em colocar no homem que mais parece uma personificação de um demônio. Bem, pelo menos o rapaz tenta levar uma vida normal, afinal ele já tem várias passagens pela polícia, uma prisão domiciliar em sua ficha criminal e muitas pendências; além de participar ativamente de movimentos anarquistas que sua essência não o deixava largar de lado. Há uma parte da sociedade que o Acônito Púrpura jamais pode corrigir, mas que Kai Wittgenstein pode. Mas não hoje. O dia em questão é destinado à sua diversão e não às causas que parecem ser incorrigíveis aos olhos de muitos, mas o evento em que ele se encontrava agora é tão ilegal quanto suas manifestações radicais. Mais uma situação em que ele enfrentaria a polícia de peito estufado e mostrando o dedo para alguma das infelizes figuras de autoridade, sem medo das consequências de seus atos. Se existe algo que o rapaz odeia é fugir de seus problemas como se tivesse que se envergonhar de seus atos, o que obviamente não acontecia em hipótese alguma.

O mutante tem plena consciência de que Carter tem uma visão muito diferente dele, vendo-o claramente como um playboy babaca e revoltado sem nenhuma causa. Talvez até mesmo ironicamente se referisse a ele como um ingênuo rebelde sem aplauso, contudo ele ainda possuía algum crédito que é o fato de não temer absolutamente nada. Reconhece-a como uma pessoa perigosa, mas mesmo assim ele não tem medo. Isso se deve ao fato do rapaz ser extremamente autodestrutivo, com uma presunção tão absurda que o torna um suicida em potencial em função de sua megalomania ridícula. Ele permanece com os pés presos ao chão, coisa que o homem com quem antes ela conversava fez o contrário logo que a loura se moveu, recuando o próprio corpo como se temesse pela sua integridade física. A primeira sentença que ela dirige à ele o faz arquear uma das sobrancelhas e sorrir de forma brincalhona, balançando a cabeça negativamente de maneira imperceptível antes de responder: — Pra sua infelicidade, eu não vim aqui com esse afim.— Sua garrafa é tomada de sua mão antes que ele possa protestar, e quando a vê tomar do conteúdo, morde o lábio inferior para conter o riso por achar a situação um tanto engraçada. — Mas se você quiser encerrar a noite de uma forma interessante, acho que podemos nos virar muito bem no meu carro. — É claro que o mutante estava apenas brincando com a sua sentença mais do que muito sugestiva para a loura.

Mas se ela levasse-o a sério e concordasse, Wittgenstein não recusaria se perder pelo corpo de Carter por algumas horas. Como se lesse os pensamentos do nova-iorquino, ela devolve sua garrafa e ele a segura bem a tempo de levantar o mesmo e fazer o gargalo chegar até seus lábios. Entrementes ele não vira do conteúdo garganta adentro, se interrompendo quando sente o corpo de Carter pressionar levemente o dele. A oração dada por ela o faz refletir por um segundo onde ela queria chegar com aquilo. Intimidá-lo ou atiçá-lo? Ele não sabe. Existe muito esforço para que o anarquista tente se concentrar em encontrar uma resposta e não prestar atenção no belo par de seios da jovem que agora estar pressionando o peitoral masculino. Mas por um segundo que parece durar uma eternidade, ele está completamente ciente e preenchido pelo deleite de ter o contorno dos peitos volumosos e perfeitos alheios. “Puta que pariu, aqui não!” Com a mão livre ele gesticula com o dedo indicador como se pedisse para ela se aproximar, muito embora ele mesmo tivesse acabado com a distância entre seus rostos e chegado muito perto dos lábios da garota. A mesma mão escapa e vai se encontro com a cintura fina da jovem, apertando-a levemente muito embora seus dedos ficassem gradativamente mais firmes.

Desvencilhando os seus próprios para a orelha da motociclista, ele murmura como se compartilhasse um segredo muito íntimo. — Eu não acho que precise que você me diga qual é o meu lugar. Eu já sou bem grandinho e sei a qual lugar eu pertenço, mas vou tentar guardar essa informação. Só porque veio de você. — Ele morde o lóbulo da orelha da garota de leve e afasta o rosto e retesa um pouco o próprio corpo, colocando sua mão livre dentro do bolso outra vez a medida que seus lábios são tomados por um sorriso zombeteiro. — É, eu estou tentando te flertar. — Kai passa seu corpo para o lado de Carter, e ele passa seu braço pelo ombro da mulher afim de conduzi-la e recepcioná-la para o meio dos idiotas que ali estavam presentes. — E não, isso nunca perde a graça. Eu sei que você acha babaca, mas você adora mesmo assim. — Provavelmente levaria um soco no mínimo pelos próximos cinco minutos, mas não se importa em levar um soco de uma moça como Carter: linda, com uma força capaz de bater um exército e olhos carregados por um brilho perigoso. Perigoso até mesmo para Kai, que apesar disso não consegue sentir medo. Gosta de perigo, o que o torna um alguém extremamente camicase. — Abram espaço, seus sacos de merda. Se eu fosse vocês, não ficaria no caminho dessa mulher. — Kai fala em alto e bom tom, e muito embora sua voz sempre soasse bem humorada, há veracidade total em suas palavras. Não existe brincadeira dessa vez; Wittgenstein está falando muito sério sobre Carter. Encaminha a mesma até um coller de cervejas e oferece uma garrafa à ela. — Feliz coincidência te encontrar aqui, eu realmente não imaginava que fosse te encontrar, mas minha noite vai ficar muito melhor quando você desbancar todos esses idiotas.



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Re: + 2 minutes to midnight

Mensagem por Carter Hawthorne em Ter Abr 04, 2017 6:32 am

 
Meu orgulho me impede de conscientizar o quão Kai consegue mexer com meus hormônios e com um único toque é capaz de despertar a imoralidade que predomina as emoções de meu âmago que por hora são contáveis aqueles a quais permito a tocar em meu próprio corpo; a aproximação íntima tampouco me intimida, mas a fixação em seu olhar é quase desconcertante. Não, eu não estou envergonhada com a presença alheia. Mas estou atenta aos olhares que se encontram em nós e o que menos desejo é que achem que podem se aproximar de tal maneira somente pelo atrevimento quase suicida do anarquista. Sinto a temperatura amena de seu corpo e o hálito que entrega o consumo de álcool chega as minhas narinas e me entorpece devido ao fato de estar tão concentrada em seus atos que envolve suas mãos em meu corpo. Você deveria tomar mais cuidado, Kai. A qualquer momento eu posso quebrar seus pulsos e impedir que volte a usá-las durante algum tempo. Contudo, estou ciente que seus poderes são capazes de curá-lo em um curto período de tempo, mas a dor viria a ser sentida. Talvez você não seja tão masoquista quanto eu. E talvez eu queria que você as use mais tarde.

Reviro meus olhos em minhas orbes quando a seguinte sentença chega aos meus ouvidos, provocando o afastamento imediato causado por ele. Boa escolha.Como se... Ei! — Seu braço passa por meu ombro e o mantém para me guiar adentro da multidão que toma o espaço, arqueio uma de minhas sobrancelhas e ostento um sorriso cínico ao fuzilá-lo com o olhar enquanto ele se pronuncia a um grupo de idiotas embriagados. Como se eu precisasse de alguém para me dizer o quão sou perigosa. Prefiro quando meus possíveis adversários se surpreendam com a minha capacidade, mas entremeio a rostos que em suma reconhecem o que eu realmente sou e a maioria costuma se quer olhar em minha direção — conscientes de que eu nunca recuo de uma briga, ela sendo justa ou não. — Você deveria seguir seu próprio conselho. — Murmuro próxima ao seu ouvido entre dentes, cutucando-o com força moderada com meu cotovelo por seu comportamento um tanto quanto irritante em minha visão. Como ganharia respeito tendo um homem a me dominar ao meu lado? Eu sei, estou sendo dura comigo mesma. Porque eu prefiro arranjar qualquer desculpa a ter que admitir que gosto da companhia do segundo. Corrigindo-me, eu gosto da conveniência de foder com o moreno. Interprete como quiser.
 
Demonstro habilidade ao abrir a tampa da cerveja com um único movimento ágil e no instante seguinte tomo metade da garrafa sem pausa em busca de perder parte da minha consciência. Por qual motivo? Bem, qualquer merda que faço a partir daqui tenho a desculpa da embriaguez. — Você sabe que eu sempre estou por aqui. É o meu trabalho. — Dou de ombros com a última afirmação, incerta do que tenho dito. Essa não é minha única forma de ganhar dinheiro, mesmo que seja a mais lucrativa e contraditoriamente segura. Kai está certo. Não, não no sentido que você pensa. Mas sobre eu desbancar qualquer um que se arrisque a pilotar por essas pistas, pois eu as conheço mais do que a mim mesma. Solto uma risada debochada ao mirar os olhos castanhos de Wittgenstein e giro meus calcanhares em direção contrária para desviar de seu braço. — Agora... — Encurto a distância que tomara dele em dois passos e colo nossos corpos como ele mesmo fizera anteriormente. E antes que ele solte algum outro comentário incisivo, pressiono seu corpo contra a superfície mais próxima ao impor meu braço contra seu pescoço a comprimi-lo e impedi-lo que se movimente antes que eu termine de executar o meu. Meu joelho vai ao encontro de sua virilha, não de maneira agressiva, ele paira sobre seu membro encoberto por seu jeans em uma forma de ameaçá-lo ou simplesmente assustá-lo; contanto que minha agilidade tenha sido suficiente para tanto. Consigo sentir olhares em minhas costas devido sobressalto, mas não perco o foco de meu alvo. — É bom te ver de novo, Wittgenstein. — Alivio a pressão de meu braço e o afasto, não antes de roçar meu nariz ao seu em um ato de pura provocação.
 
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Re: + 2 minutes to midnight

Mensagem por Kai Wittgenstein em Sab Abr 08, 2017 2:19 am



Are you mine tomorrow? Or just mine tonight?

Carter não demora muito a sair do aperto do aperto aparentemente amistoso e desprendido de Kai, o que não é nenhuma surpresa para o moreno que deixa seu braço prender livremente ao lado de seu próprio corpo à medida que olha para a loura por cima de sua garrafa, depois de dar mais um gole muito generoso da cerveja e baixar a garrafa e seu próprio rosto, dando um sorriso curto de canto, fechando os olhos por um instante antes de deixar escapar um riso nasal de zombaria. Mas a zombaria não era direcionada a Carter, e sim a ele mesmo. Kai não é o tipo de rapaz que se prende romanticamente a alguém, pois nunca soube exatamente como tratar uma mulher como se fossem as princesas que elas tanto desejam ser. Kai luta todos os dias por direitos trabalhistas, direito dos animais — principalmente em função de Kami, que adora os animais e se transforma neles — e tudo isso também inclui direito das mulheres de terem pé de igualdade. Mas a Lobo o fascina em todos os quesitos, independente de sua índole, pois ela tem tudo o que ele crê que as mulheres precisam ter. Tais coisas como determinação, coragem e uma garra que ele imagina nem mesmo ser possuidor. E você fode minha cabeça em todos os sentidos, mulher. Os movimentos do corpo curvilíneo da loura o surpreendem.

Sentir as curvas do corpo alheio pressionados ao seu corpo magro quase o faz perder a cabeça por um instante. Ele oferece um sorriso malicioso para a mulher, contudo a sua expressão desejosa não se perpetua por tanto tempo, afinal é de Hawthorne que estamos falando afinal. Ela segura-o pelo pescoço e prende-o em um aperto pétreo o suficiente para que ele não consiga movimentar-se, ficando totalmente a mercê da jovem motociclista, que ameaça-o pressionando seu joelho contra a virilha do rapaz que prendera a respiração quando sentiu que ia levar um golpe forte em suas partes íntimas. Ela solta o ar assim que percebe que o movimento alheio para, sem a intenção de machucá-lo justamente naquela área em questão. Isso o faz fechar os olhos e repreender a si mesmo. Idiota, idiota, idiota. Seus lábios desenham um “O” pequeno e aliviado quando ele solta o ar pela boca. Ouvindo o timbre feminino e letal dela em seu ouvido, ele volta a rir consigo mesmo. Ao sentir o nariz dela acariciar o seu, Kai é consciente da mínima distância que há entre os lábios de ambos, e isso o faz mexer-se milímetros para tentar quebrar a distância de sua boca da dela, contudo ela o afasta antes que possa tomar alguma atitude. — Você é inacreditável. — Desvencilhando o rosto e colocando a mão livre no bolso de sua jaqueta, o demônio simplesmente arqueia as sobrancelhas e esconde o próprio sorriso ao bebericar o último gole de cerveja que há em sua garrafa. Joga a garrafa no chão e encara Carter com um sorriso contido.

— É muito bom te ver de novo, Carter. — Ressalta novamente, molhando seu próprio lábio inferior com a ponta da língua e soltando um breve suspiro. Ele é idiota por sentir-se atraído pela mulher como se ela fosse um enorme imã e ele um mísero e insignificante pedaço de metal. Tão estúpido, tão tolo.

É extremamente óbvio o fato de que Carter é infinitas vezes mais forte que Kai, mesmo que ele se transformasse em um demônio de dois metros de altura, jamais conseguiria superá-la. E para a maioria dos caras isso seria um problema. Mas não ele. Não é isso que honra o que ele tem entre as pernas. E por isso ele jamais desiste de investir em um caso perdido. Um caso perdido porque Carter poderia ir embora de sua vida para nunca mais voltar. Fazer o quê? Mulheres poderosas me atraem. Os olhos castanhos do jovem punk encontram os azuis da motociclista, e adquirem um brilho infante e ao mesmo tempo algo cheio de malícia. Algo que definitivamente o deixava mais jovial; um olhar de alguém com mil e uma travessuras perdurando por sua mente. O tipo de olhar que entrega o fato de Kai não ser um bom moço, e sim alguém que ama arranjar problemas. Ele gira os calcanhares e afasta-se dos homens, que apesar de em algum momento terem prestado alguma atenção na cena que ele e Carter protagonizavam, estavam bêbados demais para focarem em uma coisa só. Ele estanca o seu passo por um instante, pausando o seu pisar na metade, antes de voltar-se novamente para onde está a loura. Kai arqueia as sobrancelhas para ela, deixando bem claro que aquilo é um convite para segui-lo. Sabendo que provavelmente Carter tinha muito o que resolver no Bronx, não pretende prolongar-se demais. — Não mais que alguns minutos. — Ela poderia acompanhá-lo ou não, se quisesse.

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Re: + 2 minutes to midnight

Mensagem por Carter Hawthorne em Sab Abr 15, 2017 12:25 pm

 
Kai consegue provocar cada célula do meu corpo com o simples fato de estar respirando, e ao mesmo tempo reprimir meu instinto violento em reação as suas atitudes. Eu deveria estar conformada com o fato dele foder com a minha cabeça da mesma forma que fode literalmente comigo. Não, eu não posso estar afirmando que esse anarquista estúpido conseguira conquistar minha atenção como nenhum tivera o feito antes, há uma garota que conseguira tocar meu coração com toda uma aura de mistério e sofrimento que me fizera desenvolver um instinto protetor que se transferiu para o moreno que me acompanha. Entenda que eu tento não pensar nela pela dificuldade que tive de tirá-la de minha cabeça. A menção de seu nome consegue me deixar um tanto quanto nostálgica e consequentemente dispersa e, portanto, prefiro mantê-la o mais distante possível de minha mente.

Um sorriso matreiro toma meus lábios enquanto acompanho o movimento alheio com o olhar, balançando a cabeça negativamente para "quebrar" a intensidade a qual ele me mira. É óbvio que Kai não desistiria de mim assim tão fácil, e eu naturalmente torno tudo mais interessante simplesmente por agir como sou. Não que ele seja menos interessante, ele não é tão idiota quanto os outros — mesmo que seja insuportavelmente insistente. Um passo a frente dele, aceito seu então convite enquanto ele ainda é proferido. — Uma rapidinha...? — Indaguei em alto e bom som, para que em seguida gire os calcanhares e me mantenha defronte a ele a caminhar de costas para onde quer que ele estivesse indo. Eu saberia se um obstáculo se encontrasse em meu caminho, e se desviaria? Bem, eu nunca arrego para briga alguma independente de tê-la causado ou não.
 
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Re: + 2 minutes to midnight

Mensagem por Kai Wittgenstein em Sab Abr 15, 2017 11:06 pm

from kai to carter ....  chapter iv  


Ele observa a jovem andar de ré bem fronte à ele e fosse ou não intenção da garota, tudo o que ela faz é convidativo aos olhos do rapaz que não consegue deixar de encarar a loura impetuosamente. O anarquista deseja-a de forma que mal consegue classificar e nem ao menos calcular; pois a forma como ela age deixa-o tão perplexo e ávido por seu toque em níveis cataclísmicos. Masoquista da forma que é, mesmo que o toque da moça seja um soco desferido contra seu rosto, aquilo o satisfaria. Quando escuta a voz dela, Kai coloca ambas as mãos nos bolsos da jaqueta jeans e desvia o olhar para o céu logo atrás dela, dando de ombros enquanto um riso mais aberto e sonoro escapa de seus lábios. Ele nada diz até tirar as mãos dos bolsos e segurar a moça pela cintura com firmeza e conduzi-la ao espaço entre os prédios mal-acabados do bairro em um átimo. Ágil da forma que é, Carter acompanharia tais movimentos com facilidade absurda e é capaz de afastá-lo de forma que o faria parecer patético. Mas ele tem um desempenho suficiente para fazê-lo e encostá-la contra a parede de tijolos expostos. Ele pressiona as costas dela na edificação e aperta sua cintura com uma das mãos. A destra está logo ao lado de sua cabeça, em uma tentativa patética de prendê-la ali.

Era isso uma mera ilusão, contudo Kai deseja que seus outros recursos sejam o suficiente para fazer com que ela permaneça ali. Ele aproxima os lábios do ouvido esquerdo dela com uma lentidão quase agonizante, antes de tocar o lóbulo de sua orelha com sua boca e sussurrar em um timbre quase inaudível. — Isso aqui pode ser o que você quiser. — O som da voz do anarquista soa arrastada, paciente e contida. Contida o suficiente para fazer com que a loura questione se sua voz soa vulgar ou travessa. Ou os dois. Ela jamais saberia a intenção real do mutante. Seus lábios trilham lentamente pela pele lateral de seu pescoço quente e pousam na base do mesmo antes de subirem para muito próximo dos lábios dela. — Eu sou seu brinquedinho e você é minha dona. — A boca de Kai beija o canto esquerdo da boca alheia. — Você conduz a brincadeira. — Logo após isso, seus lábios vão ao outro canto dos lábios de outrem. Seu quadril pressiona levemente ao quadril da loura, enquanto sua mão que outrora estivera segurando a cintura feminina agora passeia com os dedos roçando levemente a lateral de sua coxa. — Você determina o quanto o jogo dura, e eu obedeço, Hawthorne. — Ainda sim, ele não a beija e seu toque se torna mais leve. Ao mesmo tempo em que está ao alcance dela, se mantém distante. Ele deixa a brecha para a moça, permitindo que ela o recuse ou o aceite e o use da forma que desejar.


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