ARSENÁULT, Christopher

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ARSENÁULT, Christopher

Mensagem por Christopher Arsenáult em Seg Mar 20, 2017 6:45 pm

reencarnado




Escreva os dados


i. A NOMENCLATURA: Christopher Arsenáult. “ Noctur (Pai) “
ii. COMO É CONHECIDO: Noturno.
iii. TIPAGEM SANGUÍNEA: Reencarnado.
iv. QUANTAS ESTAÇÕES VIVEU: Vinte e sete anos.
v. PRIMEIRO RESPIRO: Trinta de Janeiro.  
vi. DESCENDENTE DE QUE POVO: Francesa.
vii. COMPORTAMENTO: Malevolência Neutra.
viii. COMUNIDADE: Bereshit.

Informe os atributos


i. PONTOS DE ATRIBUTO: 21-30 60 PA
ii. ESPECIALIZAÇÃO: Resistente. ( +5 de Resistência )
iii. ATRIBUTOS:



FORÇA: 13INTELIGÊNCIA: 12
RESISTÊNCIA: 20 (15+5)AGILIDADE:16
VIGOR: 03CARISMA: 13


Diga as perícias


i. RESISTÊNCIA À TORTURA, nível calouro.

Cite os poderes


i. SUPER-PODERES:

Teletransporte A habilidade de teletransportar a si mesmo, as roupas que está vestindo, e uma certa quantidade de massa adicional com a qual ele esteja em contato. Ele se teletransporta deslocando-se através da Dimensão do Enxofre, viajando desde o ponto de partida ou a chegada em uma dimensão própria até então sem dados adicionais sobre como seja este estado. Ele conscientemente determina o seu ponto de retorno sob todo o processo que ocorre tão rápido que Noturno praticamente não percebe estar na Dimensão do Enxofre. Christopher se orienta através da Dimensão do Enxofre por um senso de direção natural e subconsciente. Embora o controle da sua capacidade de teletransporte venha com o auxílio de sua mente, o seu poder de se teletransportar não é psíquico. Pelo contrário, é o resultado de uma reação bioquímica/biofísica desconhecida que ele ativa mentalmente.  Os poderes de deslocamento permitem automaticamente mudar de lugar líquidos e gases quando até ter concluído o objetivo de seu teletransporte. No entanto, seus poderes não deslocam os sólidos, colocando-o em risco de se materializar dentro de matéria sólida dando efeitos de ferimentos médios à graves ou até mesmo a morte.

Estrutura Óssea Flexível: A estrutura óssea de Christopher permite a ele grande flexibilidade. Ele pode permanecer em uma posição agachada por um longo tempo e realizar proezas contorcionistas sem causar quaisquer danos a sua espinha. Além de que, possua maior funcionalidade ao ficar empoleirado a objetos ou árvores. Executar saltos, cambalhotas e grandes feitos de acrobacia com facilidade tal como também, praticar outras atividades que exijam de eficiência elástica.

Cauda Dobrável & Aparência demoníaca Sua cauda permite que ele se agarre em objetos com relativa facilidade. Ela é forte o suficiente não só para suportar seu próprio peso corporal, mas também erguer um homem adulto completamente do chão. Ela é ágil o suficiente para lutar com uma espada ou um objeto contundente como também usá-la para aprisionar um animal (ao tentar enrolá-la) além de dar-lhe consciência do perímetro onde está, usando como um radar tátil contra o solo. Sentir sensações terrenas de tremores ou seguros para como meio de equilíbrio, são sintomas comuns deste processo. Descrevendo o seu estado mundano, aquele onde derivam como o “demônio”, os pelos escuros que crescem por todo o corpo permitem a temperatura física do mutante estar amena e com adaptação total a ambientes úmidos. A coloração escura permite se camuflar com facilidade nas penumbras não sendo percebido e nem mesmo fácil de se avistar. Essa aparência dá liberdade a Christopher ganhar dotes que se assemelhe a espécies do mundo inferior, causando medo, incômodo e subsequentemente dando a impressão de extrema dúvida nas pessoas. Isso com certeza o determina como uma pessoa imparcial não somente tendo conectivo com o psíquico, mas sim com o seu próprio banco de genes.

Reflexos Sobre-Humanos O tempo de reação natural de Christopher é aprimorado para um nível de consciência em pequenos detalhes tal como comportamentos e até mesmo em reflexos que afetem o seu físico, como empurrões, chutes e outras ações em níveis altíssimos, isso é uma percepção que adquiriu e também aprimorou durante a infância podendo enxergar movimentos de outras pessoas determinando de forma antecipada e armar contra-ataques bem planejados.

Aderência Física Capacidade de se aderir a qualquer superfície, permitindo assim escalar paredes íngremes e até mesmo se pendurar no teto.

Sentidos Sobre-Humanos Possui todos os cinco sentidos apurados podendo escutar sons baixos vindos de longas distâncias, enxergar com êxito movimentos de topos de prédios com o par de íris amareladas - originalmente compostas com a sua aparência demoníaca -, sentir o gosto das coisas com eficiência quase sempre não se contradizendo ou tendo dúvidas do que é, tatear e sentir e determinar tipos de superfícies logo então também ganhando conhecimento de segurança e o olfato que estabelecesse a presença de odores de pólvoras e demais substâncias aromáticas existentes.
Conte o histórico

Quando o homem naquela noite, voltou fracassado e expulso de servir a guerra, jamais esperou que fosse ser por fim descoberto. Ele que sempre lutou contra a causa e embora precisasse mesmo servir o próprio país pelas guerras afora, nunca imaginou que fosse capaz de trazer os próprios inimigos para dentro da área que precisava ser protegida do campo de batalha. Foi durante o sono que ele enxergou, tudo que existia dentro de sua cabeça - o subconsciente doente - viver a frente dos seus olhos. Eram homens bem armados de olhos queimados de fúria, uns possuíam uma tatuagem lembrada pelo francês durante o sono. O símbolo do desespero. Os colegas se ergueram das camas improvisadas, trajados com macacões camuflados correndo entre as sombras para encontrar salvação.

Mas isso não aconteceu. Robert, já havia sonhado todos os inimigos armados até os dentes, sua materialização provocou a imaginação a fazer tudo nos seus mínimos detalhes, até mesmo aquela cena de chacina. Sargentos, tenentes e demais superiores. Todos mortos, sangrando, agonizando contra a imagem das luzes que procuravam o erro de forma incessante. Robert chorava agachado entre o intervalo de duas camas erguendo as mãos para tapar os ouvidos. Ele escutava o som do choro das almas serem recolhidas pelos braços da mãe morte - que obviamente cantarolava alguma música para que os novos rebentos se acalmassem - ele havia perdido o pouco que conseguiu conquistar. Tudo perdido, por sua culpa.

Apesar de ganhar a ciência de um poderio vantajoso em meio a uma catástrofe, o ex-militar volta para a terra natal entretanto, se afasta da cidade numa pequena área rural aparentemente morta de emoções. Deitado entre as folhas e o trigo morto, fechou os olhos e desejou a seus sonhos movendo as mãos mostrando-se ainda consciente e lúcido de seus atos, moldou uma casa para si. Era fácil até então ter controle enquanto estivesse focado ; Entre no sonho, deseje, sua mente vai detalhar automaticamente, saia e veja o que aconteceu.

O lugar agora parecia ser perfeito. Janelas encobertas por cortinas longas de tom vinho, flores brancas na entrada e uma casa arquitetada para esconder um perigo que se recusava se expor ao mundo. Foi ali que ele também perdeu a sua beleza juvenil. Uns trinta anos, com barba longa e olhos cansados recusados a dormir, pois não desejava destruir o que construiu. Enfim, aparentemente esta promessa de insônia eterna não pôde se concretar. A chuva que castigava até as áreas rurais da Coreia do Norte, fez a ocasião perfeita para que o rapaz desabasse contra a cama apertando a foto da própria mãe contra o peito. Eram apenas dias, mas o efeito pareciam-se com anos, séculos sem saber o que seria ver o seu mundo.

Adentrou de forma pesada se deparando com a realidade do tempo atual ; Sozinho. Suspirou longamente tentando manter as madeixas já longas longe das vistas, pensando no que construir. Seus dedos se moviam flexíveis ao que iria usar daquela vez -  seu poder apesar de fraco, poderia o garantir algo que pudesse o manter entretido por anos - por sua vez, vindo uma mulher amorenada de olhos azuis deitada logo ao lado. Quando ergueu o tronco da cama se deparou com a imagem perfeita que também pudesse produzir coisas em seu benefício humano. Carinho, amor e submissão. Levaram meses sabido que aquilo sim poderia ser usado, mesmo que Robert jamais desejasse o mal da humanidade. Havia tantas vezes se deparado com ela e ajudado, agora ele precisava do seu tempo e tendo em vista de seu dom perfeccionista e a mulher moldada a seus desejos, entrou em um processo ainda mais complexo  ; Os três filhos. Cada um atribuído uma habilidade igualmente pensada para que quando fossem a vida, tivessem produtos para como se defender. Daí a vida seria algo indestrutível, apenas cercados pelos arames farpados a milhões de metros de distância.  Mas seria um desafio ainda maior. Um homem de verdade e mais quatro pessoas sendo uma verdade depois de contadas inúmeras mentiras.

Mas aconteceu algo. Sempre acontece. O dono daquele mundo adoeceu colocando grande parcela da fazenda também extraída dos sonhos, em um coma eterno. Entretanto ao que não se esperava, fosse que o mais velho escapasse sem olhar para trás, jogado no mundo que tinha também poder - nada semelhantes ao do pai - e que muito embora não se reconhecesse ao seu criador, pudesse ser embaixador daquilo que quisesse saborear. Talvez aquilo que chama de destino confiando os bens e os males, tenha o colocado justamente para recuperar o que pertencia. Ele estava sendo uma confirmação em meio ao turbilhão de possibilidades.

[...]

— Você poderia me visitar às vezes, Christopher. Solidão é algo péssimo. - O timbre soprava livremente pelo corredor principal da casa de fazenda, abandonada um pouco mais de uma década. No entanto, nada ali havia mudado.  As paredes levemente azuladas, os lustres de vidro polido, os candelabros dourados estacionados entre as mesas dos cômodos e o fresco odor de rosas do campo. Ele se lembrava de tudo aquilo e sua mente persistia evocar cada vez mais memórias, profundas e fraternais para se acreditar.  A mão soltou silenciosamente a maçaneta clara e reluzente contra a luz ambiente, erguendo o queixo para enxergar os degraus negros da escada que se estendiam para o segundo andar :

— Lá fora, o mundo é diferente. Não entenderia se eu explicasse. - Os sapatos rangeram conforme os avanços dentro da casa, cada qual sustentava uma sinfonia curiosa ao mesmo que óbvia. — O gado está adormecido. Deixe com que comam o pasto. A grama cresceu muito desde a última vez que estive aqui.

Houve então um suspiro de lamento na atmosfera do lugar. A temperatura diminuiu fazendo esvair uma longa nuvem branca da boca. Os ombros se encolheram pouco mais baixo que o habitual sumindo na jaqueta de couro, fazendo erguer o dedo indicador para empurrar a madeira enaltecida pelo tempo :

— Eles não precisam viver. Você não está aqui.

Dentro da sala, as cortinas flutuavam lentamente conforme a demanda das folhas que batiam contra a janela. A projeção das sombras e da lareira, faziam com que o loiro repousasse o ombro no vão da porta contendo um sorriso carregado nos lábios. A poltrona virada ao contrário em direção do fogo, guardavam uma mulher de pernas cruzadas e olhos inebriados de um branco vazio :

— Pare de drama. - Reclamou vagamente, observando os móveis perfeitamente bem posicionados e a energia crepitante da lâmpada do abajur falhar. Prostrando-se ao lado da poltrona Christopher, dobrou o joelho ficando na altura do rosto da mulher que olhava congelada para frente. Gwillian era linda. Não de uma forma moderna, mas haviam mistérios naqueles lábios cor corais e cabelos cacheados que caiam como uvas por cima dos seios fartos e redondos. O peito da mão então deslizou na companhia do rosto da tal, acariciando carinhosamente enquanto se aproximava para se aquecer. Ela não piscava e nem mesmo o devolveria o carinho, apenas respirando intermitentemente. Parecia-se como um quadro, uma obra de arte perfeita como o resto daquela casa adormecida.  Naqueles tempos, alguma sombra irreal dos corpos vagavam pelos corredores. Foram anos até perceber que possivelmente fosse o único sonâmbulo :

— Ontem ela sonhou com você. - Murmurou o teto. — Perguntou a sua irmã, o porque que não veio para cá no aniversário dela. - Completou a parede ao lado da janela, velha e formosa.

— Mãe? Estava esperando por mim? Me perdoe. Corria riscos que achassem este lugar. - Disse Christopher selando a mão alheia, logo se sentando sob o tapete abraçando as próprias pernas. — Estou com medo.

— Todos nós estamos. - Manifestou o chão. Christopher sabia que viver com pessoas semi-despertas eram um erro. Aprendeu isso aos dez anos quando tentaram saquear a fazenda e tinha isso agora aos vinte e seis. Se ele morresse ou se ferisse, a casa seria reduzida a cinzas junto com o corpo dos familiares arrancados de seus sonhos. Todo o fruto de noites de descanso, jogados no lixo.

Os dias de pesadelos, davam ao céu uma tonalidade cinza e recheada de trovões. Raios eram capazes de matar o rebanho de vacas sonolentas que ficavam apoplexadas em meio ao trigo, ventanias e redemoinhos, destroem as telhas que somente eram repostas quando o francês sacrificava horas de sua rotina misteriosa dormindo.

O porém também, era que aquela casa conseguia ser realidade e fantasia. Fato e mitologia. A única diferença que poderia ser um cenário vivido aqui e agora, e visitado daqui cinquenta ou noventa anos. Você fecha os olhos e de repente estava ali. Gwillian recebia todos os visitantes com um sorriso enquanto Robert mostrava estar trabalhando em um novo, importante e complicado experimento.- apesar do homem nunca ter exercido uma profissão fora militar. - Oliver e Lia, riam empunhando ao que indicava ser um avião talhado de madeira.

Uma figura tão perfeita, mas impossível no momento. Christopher sentia-se culpado e muitas vezes, desgraçado por não ficar preso como todos eles :

— E aí, parceiro. - Cantarolou Oliver, conquistando a sala com seus dentes formidavelmente alinhados e espantosamente brilhantes. Os cachos ruivos de seus cabelos erradicavam uma mancha cintilante que fizeram os cílios alheios vibrarem. — Você apareceu! Mamãe está feliz agora. - Acrescentou risonho, sentando-se ao lado. Gwillian não estava sorrindo e nem chorando de felicidade. Apenas assistia a madeira morrer contra as brasas impiedosas da lareira sentindo os fios formigarem a nuca. Christopher fez um toque com as mãos denunciando uma gargalhada áspera e triste. Ele sabia que Gwillian, Lia e Robert jamais ganhariam a honra de retribuir tudo que sentiam. Maldição de estátuas :

— A casa me disse o mesmo. Por que não dorme? - Inquiriu o mais velho repousando os cotovelos contra os joelhos. O caçula deu ombros torcendo a boca numa ondulação suspeita. Oliver era conhecido por ser muito sentimental. Coisa que irritava Christopher por um lado e o felicitava já que o irmão era o único fora os demais em coma, ser capaz de ganhar o seu amor :

— Estou esperando por você já fazem cinco anos. Descansei por tempo demais! - Exclamou gravemente tocando o fogaréu com a ponta dos dedos. Se fosse um legítimo garoto normal , Christopher teria exasperado entretanto, como as coisas corriam em fluxo contrário, ficou imóvel apenas observando :

— Pessoas estão me perseguindo por toda a parte. Já sabem que tenho poderes e querem que eu vá embora. Não sei se voltarei. - Esclareceu. — Oliver, eu realmente não posso ficar mudando de cidade. As autoridades podem desconfiar. Já imaginou? Eu foragido? - Christopher estava incomodado com todo aquele assunto e o jovenzinho apenas retribuía em sorrisos aliviados. Algo na musculatura de suas bochechas, pronunciavam tranquilidade depois de algum ocorrido escandaloso. Ele só tinha dezessete, todavia diante ao irmão mais velho sempre rejuvenescia para cinco :

Cuide-se que me cuidarei também. - Oliver solta a lasca pulverizada pondo-se de pé caminhando magoado para a cozinha. Christopher que acertava o vaso de tulipas, seguiu ao encalço deixando as íris azuis varrerem a região e devorarem de forma canibal a imagem do adolescente.

A energia da cozinha larga e claustrofóbica, fez o homem se endireitar precisamente distante da pia sempre reluzente sem sinais de porcelana e prataria suja. O queixo rechonchudo deitou na mão. Christopher não sabia como debater contra aquela frase e muito antes de boca entreaberta, queria ter palavras. Foi interrompido mentalmente :

— Christopher, quero ir embora. - Oliver retumbava mais sombrio de frente com a chaleira desta vez. Algo sólido em seus olhos persistem na imagem de Christopher, que compartilhavam do mesmo desespero de ter a ideia que podem ser vítimas de assassinato. Ollie na realidade atual/futura e tempo palpável e Oliver em escalada de realidade inanimada e tempo duvidoso.

A casa não estava contente em saber que poderia transbordar sangue.

De alguma maneira, Christopher arremeteu um sinal positivo de queixo esperando anos em escutar aquilo. No momento, apenas desejava matar as suas saudades até que voltasse para o jogo de sobrevivência que sua vida vinha se tornado :

— … O tanque está vazio. Preciso ir no celeiro. Oliver, já sabe o que fazer. - E abandonou o balcão.  

Quando era criança, pensou. Gostava de correr o milharal transportando um pássaro de asa quebrada na esquina da palma das mãos. Mesmo que o bichano jamais tenha se ferido. O ritual de salvar e arcar com cuidados o fascinava de forma intrigante e foi nisto que elaborou quando empurrou o velho portão do celeiro. Minha família sempre estará presa na fantasia de um homem de trinta anos, complexou. O aroma forte e másculo de adubo e esterco o fazia querer vomitar diante a nostálgica ideia de que sustentaria seu carro com um combustível sonhado.  

A lata estava por cima da sua calça preta e as mangas da camiseta cinza dobradas, auxiliavam na colocação. O sobretudo igualmente escuro, pendia para fora da janela do motorista. Dali ele escutou o assobio alto e agudo vindo do irmão no alto da trilha de pedras que ligavam a casa, trazendo consigo duas malas medianas e um olhar íngreme ao tentar fazer a tarefa sozinho. Bars era perfeita :

— Imaginei que fosse ficar comigo. - Conferenciou Christopher percebendo que a quantidade de malas era insuficiente por fim arrumando o carro. Ferozmente entrou para o ligar, sentindo remorso pelo curto tempo tirado.

— Um tempinho. - Respondeu o outro suspirantemente anestesiado e confuso com a imaginação. Conforto e alegria rugiam dentro de seu estômago. — Se você morrer, quero estar aqui. Nossos pais odiariam a ideia de que posso partir sem dar adeus a eles. - E então,  o menor avista uma cicatriz na mão esquerda do mais velho rindo vagarosamente enquanto também adentrava no velho Toyota. — Eu senti isso. Doeu muito.

— Estou mais cauteloso que o normal, acredite. - Anuiu quanto a opinião.  — Tiro de raspão.

O carro galopou no final do trecho, irreversível como um diorama de universo. O motor esquentava e gritava junto com a voz rouca e grossa do rádio. Somente Oliver podia desarrumar o porta-luvas ou então atrapalhar a concentração protuberante de Christopher. Depois de um novo problema a zelar aliás, tudo que poderiam esperar eram apenas armadilhas. E ele esperaria arduamente por isso, décadas e milênios para acontecer.

O horizonte se inclinou preguiçoso para o lado, derramando fortes quantidades quentes e tardias de verão. Folhas ora vermelhas e outras marrons, caem como bagagens para dentro do carro onde, o mais alto apenas lançava os olhos dardejados contra a mãe-natureza. O caminho fora seguido por tranquilidade até um sonido crescente, se expandir pela pista. O carro inclinou-se para um lado rodopiando uma ou duas vezes antes de chocar o capô contra um tronco velho de árvore. Flores caíram a frente do vidro e o loiro só então somente, pôde virar o tórax a procura do mais novo :

— Oliver. - Chamou ele por um momento, cutucando ao que lhe parecia ser o ombro alheio. O silêncio respondeu apenas fazendo com que o coração pulsasse nervoso dentro do peito. O tal persiste em chamar outra vez, até ver os fios se moverem lentamente. — Você está bem? Vou sair para ver o que aconteceu. - Completou após um longo intervalo de recuperação de fôlego ser instaurado. Quando estava prestes a empurrar a porta, Christopher foi detido pelas duas mãos de Oliver que abraçavam assustados o seu cotovelo, só nada foi dito por conta de outro barulho tão próximo quanto o anterior aterrizar no capô onde chutou diversas pétalas que adormeciam sob o vidro. Olhos alaranjados foram revelados junto com uma figura masculina que parecia ser muito maior que os meros um e setenta e oito do mais velho. As unhas brancas arranhavam o vidro cuidadosamente, quase fazendo um raio bordar no material escorregadio. O corpo do companheiro jazia imóvel, abobado nas frias observações do lugar. Christopher procurou testar mais uma chamada, mas sabia que não iria adiantar. Oliver entrou no mesmo coma como sua mãe e seu pai uma vez, daquela vez muito possivelmente não seria diferente. O jeito era arcar com o próprio perigo.

Desviando do afloramento do carro, ele não revelaria em momento algum suas habilidades. Quem o perseguia queria isso e desta mesma forma, permaneceu inerte a movimentos lentos e de fáceis leituras para que a criatura continuamente então, o mirasse imprevisivelmente sem ciência do plano que o francês estivera matutando nos confins da mente. Após um tempo efetivo, este deu um passo logo então erguendo longas garras prateadas e reluzentes contra o adulto forçando-o com o corpo contra o capô do carro. Neste meio tempo houvera a escuridão, o sol não era mais predominante, pois corpos negros saltaram à sua frente. Não era nenhuma ação heroica e nem muito menos de dó. Todos eram rostos conhecidos ocultados por longos capuzes pretos, ademais jaquetas que hostilizavam os fortes corpos rígidos e as forças que de cada um emergiam. Christopher alongou os olhos até a vidraça do automotivo podendo apenas fechar os olhos e forçar um teletransporte para dentro do compartimento a fim de livrar o irmão adormecido das garras do terror maligno. Não eram especificamente algo elaborado nos desenhos de crianças infantas de graciosidades. A realidade parecia bem pior; Não era a morte que a ocasião predispunha, porém analisando os campos verdejantes do cenário e o sopro corriqueiro do vento, dava-se para notar que a carcaça que instantes depois colidira contra o solo, pertencia a natureza morta da região. Christopher estava desamparado embora as identidades alheias lhe eram aparentemente amigas - a si mesmo - então percebendo quando uma mão é estendida de forma amistosa a frente do seu rosto, começando a ficar sujos de manchas escuras advindas do irmão também sonhado :

— Enquanto alguém morre a frente de seus olhos, outro nasce a suas costas.
Outras Coisas


i. Embora Noturno seja de uma linhagem derivada do Sangue de Anjo, a reencarnação foi suscetível através de outro mutante com o poder de materialização reagente por trás do sono criando objetos de sua mente. Christopher nasceu com linhas peculiares que o aproximasse tanto a um mero e insignificante humano como guardar nesse seu interior, a temível besta gerada pelo pai ( o mutante primário ) sendo anteriormente militar, ter obtido contato a um adolescente há muito tempo em um serviço comunitário, coisa que logo ligamos ser a razão dele ter moldado o filho nos sonhos como uma cópia quase perfeita da raça curiosamente descoberta anteriormente.
ii. Contrário da imagem original de Noturno, Christopher não é religioso.
iii. Possui um Indutor de Imagens desde criança também criado pelo pai nos sonhos. Uma vez na sua infância, o senhor explicou-o que era para evitar problemas, perturbações e como quisesse se disfarçar diante da população.  
iv. http://institutomutante.weebly.com/poderes-mutantes.html
http://pt-br.marvel.wikia.com/wiki/Kurt_Wagner_(Terra-616)


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