— have you met allen?

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— have you met allen?

Mensagem por Allen Forchhammer em Ter Mar 21, 2017 2:49 am

— have you met allen?
A roleplay é iniciada pelo post de FRANCESCA MONTECCHIO, seguindo por ALLEN FORCHHAMMER. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 02/01, MANHATTAN. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: — have you met allen?

Mensagem por Francesca Montecchio em Ter Mar 21, 2017 3:05 am


But I got a blank space, baby...


Era bom ser acolhida, mas ficar muito tempo fechada em um espaço era um pouco entediante. Por mais confortável que a cama de Nick estava eu precisava me levantar e conhecer as redondezas de onde eu vivia agora, como ele mesmo me disse, eu vivia numa cidade cinza e precisava conhecer as pessoas para saber quais eram os "brancos" e os "pretos", vulgo, bons e maus.

Tomei uma ducha rápida para espantar a preguiça, coloquei um jeans apertado, uma bota preta e uma camisa branca larga, mas por precaução coloquei a jaqueta de couro sobre os ombros para não passar frio. Enchi a tigela de ração de Romanita, esfreguei sua cabeça e disse: Avise Nick que eu vou só caminhar, logo estarei em casa novamente. -E lhe dando um leve beijinho na orelha eu sai, pensando no que faria.

Havia alguns trocados no bolso, eu poderia usar para pegar o transporte publico e ir ao centro, apenas apreciar o ambiente. Era minha ideia inicial, até que a pulguinha da curiosidade me distraiu, pude ler como destino de um dos trens " Manhattan" e como não me lembrava de Nick falando se lá haviam pessoas boas ou ruins decidi arriscar, adentrando o vagão, seguindo viagem, não demorando muito a chegar.

--

Ainda na estação olhava para os lados me perguntando o que iria fazer, procurei por um pequeno mapa do local que poderia me indicar lugares para visitar. E então parada a frente de um deles eu comecei a analisar, lendo com calma meus destinos e pontos turísticos, ficando animada com os restaurantes.

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Re: — have you met allen?

Mensagem por Allen Forchhammer em Ter Mar 21, 2017 4:08 am





have you met allen?
Estar acordado em plena manhã era uma grande novidade para Allen.  Os pés do rapaz escorregaram preguiçosamente para o chão quando ele se encontrou sentado sobre a cama, com os cotovelos apoiado nas coxas de seus respectivos lados e o rosto coberto pela palma de ambas as mãos em simultâneo. Abriu a boca para um realizar bocejo indesejado e abriu, pela primeira vez naquele dia, os olhos. Os dedos aterrissaram num par de pantufas felpudas e ultrapreenchidas por espuma, o conforto do calçado lhe esquentou o pé de forma quase que instantânea, protegendo-os da frieza do ambiente. De início, quando se pôs de pé, ereto, sua visão estava bastante embaçada.

Enquanto caminhava para o banheiro, levou a costa de uma das mãos em direção a um olho de cada vez e exerceu certa pressão em movimentos circulares sobre os mesmos fechados. Agora, o sentido estava um pouco mais nítido que anteriormente, mas não em seu 100%, ele se perguntava a todo o momento o motivo de ter acordado tão cedo, enquanto o relógio marcava as nove horas. Após despir-se de forma preguiçosa e numa velocidade equiparável a de um retardado muscular, entrou na banheira razoavelmente cheia de água quente, um breve sorriso de canto estampou o próprio rosto com o pequeno prazer da variação térmica.

[...]

Agora já esperto, Allen caminhava tranquilamente pelas ruas de Manhattan sob o sol agradável do dia, vestes pesadas o tiravam da plena nudez, essas eram uma calça jeans larga e grossa, com alguns rasgos por sua extensão, uma camisa no mínimo dois números maiores que a do seu manequim ideal, sapatos surrados, porém justo aos pés e um sobretudo de cor verde desbotado que tinha certas semelhanças com alguns tons de amarelo. Um cigarro estava confinado entre os lábios do moreno, e era constantemente retirado e realocado para dar passagem a uma densa nuvem de fumaça que o vento se encarregava de carregar para longe.

Um dos caras com quem ele frequentemente comprava alguns entorpecentes e substâncias ilegais costumava ficar na estação de metrô de Manhattan pela hora em questão a espera do primeiro que tinha noção do “esquema” para então o levar a um lugar mais reservado e efetuar por sua vez a venda. Já que estava acordado naquela hora, um “por que não?” passou por sua cabeça, e esse foi o motivo que o fez sair de casa e ir andando em rumo à estação.

Minutos se passaram e o tão característico homem não estava lá, torceu o nariz em impaciência e deu as costas para onde estava, a paciência havia chegado em seu limite, totalmente esgotada, era hora de ir embora. No entanto, visualizou uma mulher em frente a um dos mapas da cidade, pela experiência que ele tinha, poderia afirmar com todas as certezas e argumentos do mundo que ela estava indecisa, como se ela não soubesse para onde ir.

Suspirou pesadamente, levemente irritado com a indecisão dela. Não que o rumo dela lhe importasse, mas, a dúvida estampada naquela face o deixava puto. Na verdade, qualquer pessoa indecisa em sua frente o deixaria puto naquele momento. Foi aí que, após o suspiro, ele andou na direção da loira até parar próximo dela, mais especificamente por trás, mantendo pouco menos de um metro de distância entre ambos. — Quer alguma ajuda aí? — Questionou com uma voz carregada de sarcasmo, enquanto sustentava uma sobrancelha erguida.
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Re: — have you met allen?

Mensagem por Francesca Montecchio em Ter Mar 21, 2017 9:48 pm


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Desejei que Nick estivesse ali para aproveitar, poderíamos passear no parque com Romanita e fazer um piquenique, ou conhecer uma dessas lanchonetes estranhas que ele gostava de ir comer, talvez até ir a alguma loja de doces, o tal do milkshake de chocolate era uma delicia, nunca havia provado iguaria igual. Eram tantos lugares para se conhecer que a indecisão não ia embora, segurei minhas mãos a frente do corpo e sussurrei em voz baixa os possíveis lugares que eu gostaria de ir, que iam desde parques até restaurantes. Meus pés me faziam balançar devagar, ia para frente e para trás, eles queriam se movimentar, andar por ai, sem rumo talvez, o único problema seria somente a volta.

- Quer alguma ajuda aí? - A voz me assustou, as não por sentir medo por ela e sim porque me pegou desprevenida e me tirou a concentração. Rapidamente olhei o rapaz dos pés a cabeça e me lembrei que não deveria julgar os "cinzas", deveria conhece-los para depois tirar minhas próprias conclusões e com um sorriso simpático o respondi: Ah, agradeço a ajuda. Eu gostaria apenas de um lugar tranquilo, bonito e confortável para passar o tempo. Estava cansada de ficar em casa, mas não conheço por aqui. Você poderia me indicar algum lugar?

Voltei a olhar no mapa e mostrei ao rapaz um pequeno parque que ali indicava, comentando: Esse foi o lugar que me chamou atenção, parece ter um lago. - "Não esqueça de se apresentar", lembrei o que mamma me ensinou ainda pequena: Ah, me desculpe, nem me apresentei. Francesca e você? - Estiquei a mão direita para ele aguardando o cumprimento.

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Re: — have you met allen?

Mensagem por Allen Forchhammer em Qui Mar 23, 2017 10:51 am





have you met allen?
A recepção da voz que deu início a abordagem causou um certo susto naquela a qual a palavra foi dirigida, pois a mesma perdida em seus pensamentos colocando todos os pontos a se visitar na balança para poder impor uma prioridade, não esperava que alguém fosse a seu encontro. Allen ergueu uma sobrancelha ao observar a loira girar em torno do próprio eixo para ambos ficarem frente a frente, recebeu de mal gosto um olhar de caráter avaliativo que percorreu por todas as suas vestes pesadas e largas, porém confortáveis e quentes, perfeitas para isolar o clima gélido da cidade.

Assim como ela, ele também a percorreu com o olhar, analisando superficialmente e de forma rápida os detalhes mais notórios da mesma. Um sorriso simpático passou a se formar no rosto da estranha, uma solicitação de indicação juntamente com as características requisitadas por ela fora lançada no ar, o moreno, por sua vez, também sorriu, mas ainda carregado por sarcasmo. — Você falou que estava cansada de ficar em casa, mas, descreveu uma casa. — A sobrancelha, erguida anteriormente, continuava elevada.

A atenção da menor voltou a focar na estrutura a sua frente, um mapa urbano da cidade de Manhattan protegido por um painel de vidro e sustentado por duas colunas de ferro em ambas as extremidades. Ela exibiu o lugar que tinha em mente para passar o tempo, o mapa indicava um parque não muito distante da estação de metrô, o rapaz vasculhou em sua memória não tão boa se realmente havia um lago por lá, mas não chegou a conclusão alguma. — Olha, uma mancha azul no mapa em meio a um verde, você acha que “parece” ter um lago? Puta merda. — Não conseguiu conter a risada que acompanhavam involuntariamente e contra a vontade do falante as palavras.

A mão lhe fora estendida pela garota numa forma de cumprimento, todos os 5 dedos estirados, a revelação do nome veio segundos depois. Francesca, era a nomeação da loira sem destino definido na cidade. — Tesoura! — Exclamou em resposta ao cumprimento, exibindo dedo indicador e médio estirados enquanto os demais estavam abaixados, fazendo analogia ao famigerado e clássico Jokenpo. Após isso, recuou a mão, não estabelecendo nenhum tipo de contato físico com o gesto simpático de Francesca. — Allen, mas não precisa falar o meu nome sempre que for se referir a mim. — Concluiu.

Recuou ambas as mãos para os bolsos a mando de uma súbita vontade de fumar que apareceu de repente. — Sobre o parque, não é muito longe daqui. — Destacou um cigarro em meio aos demais do maço e encaixou o mesmo entre os lábios, a mão oposta à que o pegou já estava com o isqueiro posicionado na ponta, o polegar exerceu pressão sobre o “pedal” e uma chama acendeu a ponta do cigarro. Tombou a cabeça para o lado, enxergando um aviso que era proibido fumar ali, por ser um local fechado. Não levou em consideração o aviso, um dar de ombros foi mais que o necessário para a placa acoplada a parede. — Eu tô de saída daqui, a parada que eu vim descolar hoje não deu muito certo. Se quiser, eu te levo ao parque, não é como se eu tivesse algo para fazer.
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Re: — have you met allen?

Mensagem por Francesca Montecchio em Sex Mar 24, 2017 10:43 pm


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As pessoas de NY já não pareciam muito simpáticas de natureza, com a vida corrida e difícil que levavam o tempo para sorrir e serem gentis eram raros, por isso não me importei de inicio com a forma com que o rapaz me respondia, sendo paciente, no fundo concordando que talvez a descrição fosse mesmo parecida: Minha casa eu conheço cada canto e estou cansada de ficar neles, já aqui é algo novo onde poderei observar novos detalhes, tomar novos ares. Mas de qualquer forma, ainda quero ir.

O deboche do rapaz era por demais exagerado, comentei pela simples regra de etiqueta, para ser amigável e puxar algum assunto, talvez ele poderia me dizer alguma coisa sobre o parque como sua história, ou talvez como fosse perigoso ou ótimo para famílias passarem o dia: Incrível não é? Muito interessante eles usarem azul para destacarem o lago, ingênua eu que o usei para puxar algum assunto. - O olhei com um sorriso de sarcasmo, piscando uma unica vez com força para aparentar a "fofura" que eu era.

Ok, eu não pude segurar o riso com a brincadeira, mas o disfarcei passando a língua sobre meu lábio inferior, mordendo-o em seguida: Sabia que devia ter colocado pedra... - Suspirei, segurando minhas mãos a frente de meu corpo, escorando no mapa enquanto ele continuava a falar: Ok, Alien. Digo, Allen. Desculpe, ainda não me adaptei ao sotaque americano. - Pelas atitudes que tinha ele realmente não parecia desse mundo, na minha visão, pelo menos, só debochamos de alguém se esse alguém debocha de nós.

Por mais que nesse pouco tempo de conversa eu quisesse estrangular ele me senti preocupada, o meu dom chamou minha atenção para o fumo dele, pensei nas diversas doenças que aquele pequeno vicio traria a ele e por instinto desejei toca-lo para que pudesse ao menos trazer de volta o pulmão saudável que algum dia ele teve, mas me segurei e quando notei tinha o olhar fixo no peitoral do rapaz, um olhar de preocupação e desejo pelo seu bem estar.

Voltei a mim quando ele voltou a falar, sacudi a cabeça para os lados afastando o sentimento de bem estar que eu desejei a ele, não demorando a assentir sobre o guia: Aah sim, eu quero, por favor. - Respondi as pressas, ajeitado meu casaco: Vai que você não se interessa em ver a mancha azul do parque também. Pode procurar paradas lá. - Sorri o olhando, dando inicio a caminhada junto dele: Vive aqui a muito tempo? Gosta da cidade? - Mostrei curiosidade, quem sabe ele não se adoce um pouco.

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Re: — have you met allen?

Mensagem por Allen Forchhammer em Ter Abr 04, 2017 10:06 pm





have you met allen?
Fora de si, era esse o termo que melhor definia a loira naquele momento, que estava perdida nos próprios pensamentos, os quais Allen não fazia a mínima ideia de quais seriam, ou se ao menos o envolviam. Ela respondeu o moreno de forma apressada, induzida à tal maneira pela mínima dose de adrenalina recém liberada do despertar, simultâneo a um auto ajuste do próprio casaco sobre o corpo, justando com a roupa de frio até estar devidamente adequada. — Okay. — O rapaz concluiu em voz clara assim que o pedido foi aceito, numa tentativa de evitar qualquer diálogo prolongado a partir dali, não obteve nada além da falha.

Para o desgosto dele, Francesca insistiu em estabelecer uma conversa enquanto uma caminhada em passos apressados havia sido iniciada pelo maior, simpatia não era algo que faltava na loira e em suas palavras, e esse era o fator que garantia a ela que não ganharia um vácuo. — Para início de conversa, você nem deveria estar tentando adivinhar quais são as paradas que eu estava buscando aqui. — A respondeu de cenho franzido, porém com um pequeno sorriso fazendo uma quase invisível participação no canto da boca. — E eu sempre passo por ele, eu já vi a porra daquela mancha azul mais do que eu queria na minha vida. — Fragmentos de memórias envolvendo o lago vieram a mente após a citação.

A iluminação artificial da estação foi substituída em questão de segundos pela natural assim que Allen pôs o pé para fora da estrutura fechada, a pupila se contraiu o máximo que pode, tentando capturar o mínimo possível de luz enquanto os olhos ainda não estavam totalmente acostumados com a mudança de lugar repentina. — Sim, eu vivo a muito tempo aqui. — A resposta, acompanhada de uma careta ainda causada pela sensibilidade das córneas, precedeu uma última tragada no cigarro sustentado entre os beiços, a fumaça deste foi intencionalmente guiada para o rosto da loira. — Pra mim tanto faz essa cidade. Ninguém enche o meu saco, não se metem comigo, nem cuidam da minha vida, nem tentam me matar a cada segundo. — Não economizou no sarcasmo.

Jogou o cigarro na primeira lixeira de plástico que encontrou na calçada, manteve constante o ritmo do passo, que era perfeitamente sincronizado com os passos de quem o acompanhava, desde que tomou distância do mapa da cidade posto em um painel na estação. A vontade de conversar, que antes era praticamente inexistente, pareceu uma boa proposta após segundos de cogitação, até chegar à conclusão de que um diálogo poderia fazer ela descobrir a má peça que estava conhecendo e, enfim, deixa-lo em paz de uma vez. — O que você tá fazendo aqui? Percebi que esse não é seu bairro, talvez nem seja seu país. Você fala engraçado. É retardada ou sotaque? O-i, me-u no-me é Fran-ces-ca. A voz foi tornando-se mais aguda ao final da frase, em que cada palavra foi pronunciada pausadamente, no intuito de imitar alguém com condição de retardo mental.

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Re: — have you met allen?

Mensagem por Francesca Montecchio em Seg Abr 10, 2017 10:33 pm


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Segurei as mangas de minha jaqueta e as puxei para frente na intenção de cruzar os braços de forma mais confortável, afinal o tempo estava como a minha conversa com Allen, ou melhor, estava como Allen, frio e seco. Isso não atrapalhava meu humor e nem mesmo a minha vontade pela interação, a teimosia me incentivava a continuar uma conversa, talvez a criança mimada em mim estivesse florescendo cada vez mais e eu não iria conte-la. Seguimos numa caminhada para encontrar a mancha azul, apesar da companhia ao meu lado não ser tão agradável eu estava feliz e o sorriso em meu rosto era contagiante: Eu sou ótima em brincar de adivinha, suas paradas não são difíceis de descobrir. Poderíamos até apostar sobre isso, adivinharia sem esforços. – Provoquei, olhando-o de canto, com a pontinha da língua entre meus dentes para enfatizar a cara sapeca: O que tem a me contar sobre a mancha azul? Fala como se não gostasse de lá. – Demonstrei interesse e curiosidade, agora o olhando mais “séria”.

Quando o primeiro feixe de luz me atingiu no rosto, eu automaticamente coloquei minhas mãos acima dos meus olhos, como se fizesse uma proteção até acostumar com a nova iluminação, percebendo que Allen também havia sentido esse impacto eu ri baixo, me divertindo com sua expressão. O vicio que eu mais odiava era o do cigarro, minha respiração parecia se fechar só de estar perto de um maço, mas claro que Allen pode observar isso, afinal, provocou com a fumaça em meu rosto. Nessa hora admito que fraquejei, me senti sufocada e tossi algumas vezes seguidas, desviando o rosto para longe da fumaça, ficando apenas poucos passos a frente: Droga, Allen! Se quer morrer, morra sozinho... – Disse irritada, com os olhos marejados pela pequena crise sem ar, logo voltando ao normal:  Ninguém precisa te matar, já está fazendo isso sozinho. – Apontei para o cigarro, parada cerca de um metro a frente dele.

Em silencio agradeci o cigarro estar na lixeira, seguindo a caminhada lado a lado com ele, no mesmo ritmo, olhei para nossos pés e percebi que eram muito bem ritmados, achei divertido e o sorriso apareceu novamente. Só voltei a “realidade” quando ouvi a pergunta direcionada a mim, não havia combinado um texto para dizer as pessoas quando as conhecesse, porque eu não imaginava que iria sair de casa para fazer “amigos”, como explicar de onde eu vim? O tom de deboche foi engraçado, a provocação era boa, mas eu era uma atriz melhor: Ai meu Deus! – Disse preocupada, com uma expressão bem séria no rosto. Parei frente a frente com Allen, levando minhas mãos para o rosto do rapaz, como se medisse sua temperatura, parando com ambas em suas bochechas, ficando com nossos rostos bem próximos, ao ponto de quase tocar nossos narizes: Você está bem? Devo ligar para um médico ou para um hospício? Seu estado de retardo parece ter piorado. – Com um meigo sorriso eu me afastei, segurando as mãos em frente ao corpo, sendo a criatura mais fofa daquele espaço.

Voltei a andar com um sorriso, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha esquerda para deixar meu rosto livre: Eu sou da Itália, de Verona para ser mais exata. Vim para morar com meu irmão, fazem poucos dias. – Pensei com rapidez, claro que não falaria a um estranho que não sabia o porque estava ali ja que tinha fugido de um laboratório onde fui feita de ratinho para os experimentos. Percebi que o mesmo não me acompanhava, me virei para observar já com as mãos no bolso da jaqueta: Diamo Allen! Stiamo arrivando? – Apontei para o aglomerado de arvores da próxima esquina, na intenção dele entender o que eu queria dizer: Quero conhecer a mancha azul logo, pode ser que dessa vez seja divertido passar por lá. Podemos tomar sorvete também, eu pago. – Ofereci simpática, retornando a nossa caminhada.  

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