The abode of peace

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The abode of peace

Mensagem por Liam Hughes Sawyer em Ter Mar 21, 2017 4:36 pm

The abode of peace
A roleplay é iniciada pelo post de Liam Hughes Sawyer, seguindo por Eliel Calizaire. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 15 de março de 2017, Belmont, Bronx. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.



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Re: The abode of peace

Mensagem por Liam Hughes Sawyer em Qua Mar 22, 2017 1:49 am

The teenage rush
When the call came down the line


Passear pelas cidades era um tanto quanto chato se pensar que eu não tinha um propósito oficial. Eu acabei de sair da minha cidade natal, porque estaria passeando pelas cidades? Simples meu caro intrometido, eu me distrai com fluxo mental da rodoviária e acabei não percebendo que comprei passagem pra um ônibus com escalas. Fazer o que, se eu já estava na chuva, um pingo era refresco.

De contexto geral, eu não tinha um uniforme específico pra atuar nas ruas, não por ego de não me ferir, mas eu não escondia meu rosto e por isso a roupa era quase comum. Nesse dia em especial estava de jeans escuros e uma camisa verde de manga curta, chegaria em NY preocupado em já encontrar problemas sem nem ter consciência dos locais perigosos. A dúvida ficou mais presente que qualquer sentimento ruim que impregnada minha mente por dias sem eu conseguir afastar.

Considerando tudo, achei com sinceridade que estava indo bem e teria sucesso na cidade. A viagem enfim acabou e aquele frio na barriga foi se acalmando logo que o ônibus parou e permitiu a saída de seus passageiros. Admito que durante a viagem imaginei aqueles primeiros passos com uma música foda no ouvido que dá vontade de dançar como Bang Bang, ou Meine Gang, mas me enganei um pouco sobre isso. Estava ouvindo So Far Away da A7X e o nem lembrei desse momento inicial da cidade, só queria sair do caminho das pessoas e em seguida da rodoviária.

Fofo seria dizer que deu tudo certo, mas era NY e eu um novato na cidade, então fui caminhando pelas ruas tentando encontrar um movimento menor de pessoas pra não deixar ninguém surpreso. Sem esquecer que se eu me teleportasse no meio das pessoas na rodoviária, podia acabar levando alguém sem querer. Com uma calmaria de uma rua mais fechada com apenas uma mão para os carros, lembrei da imagem dos apartamentos e me teleportei para aquela esquina.

Foi como uma respiração do universo em mim, senti o ar sendo puxado pra mim e em seguida sendo empurrado como um pum por todo meu corpo. Estranha referência, eu tenho plena consciência disso, mas foi assim que me senti. Olhei envolta procurando testemunhas e enfim entrei no prédio procurando o apartamento que aluguei previamente, mas esperava alguma alma vagante pra me ajudar a acertar o local. Não me decepcionei exatamente, havia um cara apoiado na lateral da escada do quarto andar, terminei de subir e estendi a mão pra cumprimentar ele e tirar minha dúvida.

- Bom dia, eu aluguei um apartamento aqui, o 4C senão me engano. Poderia me dizer qual dessas portas seria, porque não tem nenhuma diferença sobre isso nelas. - Sorri sem graça e dei uma pigarreada antes de prosseguir: - Prazer, pode me chamar de Liam. - Mantive o sorriso educado, mas agora com uma ligeira falta de educação para ler a mente dele e não ser enganado por uma possível brincadeira.



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Re: The abode of peace

Mensagem por Eliel Calizaire em Qui Mar 23, 2017 4:01 am

new gingerhead?


— Já disse pela milionésima vez, cara: não estou interessado! — esbravejou Eli parado no último degrau da escada, tentando se esquivar – mais uma vez – das insistentes investidas de seu chefe, que vivia tentando puxá-lo para o mundo do crime, já que ele havia testemunhado pessoalmente as habilidades excepcionais de Eliel como Catman no dia em que um cliente foi longe demais e tentou – inutilmente – batê-lo.

— Você têm poderes, garoto! Como quer continuar trabalhando como dançarino se pode roubar bancos, joalherias e ganhar milhões?! — gritou o homem do outro lado da linha, extremamente irritado, fazendo Eliel revirar os olhos, como sempre o felino era totalmente alheio e destemido, não importasse seus oponentes.

— Fazer o quê, querido? Gosto de mostrar meu corpinho e meu traseiro, é a vida, arranje outros parceiros porque eu não vou! — Eli sorriu como se realmente o outro pudesse vê-lo, e antes do homem respondê-lo a ligação fora encerrada pelo felino, que sentou-se ali mesmo na escada e retirou um novelo de lã vermelho enquanto digitava no celular, até ser interrompido.

Tratava-se de um jovem rapaz de cabelos vermelhos perdido pedindo informações sobre o 4C, apresentando-se como Liam e parecendo ser educado e boa pessoa. Eliel observou o rapaz de cima a baixo atentamente, engolindo em seco percebendo que só agora ele trajava as mesmas roupas que ele havia usado para dormir – cueca e sobretudo aberto, basicamente. Eli apertou a mão fria do jovem rapaz, com a outra mão guardou o novelo de lã e o celular no bolso do sobretudo que servia de pijama.

— Pode me chamar de Eli. Vem, vermelhinho, te mostro. — Após uma leve apertada na mão do rapaz, Eliel indicou com o queixo para o corredor e foi na frente, com o dedo indicador apontando para a porta e contando – 4A, B, e... pronto! Com a mão direita, Eliel apontou para a porta após virar-se para o ruivo.

— Seremos vizinhos... não se surpreenda se eu te pedir leite de manhã. É que crio um gato e eu gosto bastante de leite. — Sedutor como sempre, Eliel lançou uma piscadela, apoiando-se na parede cruzando os braços.

— Quer ajuda com as malas? — perguntou Eli menos vadio que antes, agora demonstrando real interesse em ajudar, apesar de seu caráter indecifrável.

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Re: The abode of peace

Mensagem por Liam Hughes Sawyer em Qui Mar 23, 2017 7:48 am

The teenage rush
When the call came down the line


Não estava preparado para uma telepatia mais forte e talvez fosse imprudente de minha parte, pois estranhei o tipo de pensamento que ele estava tendo. Franzi a testa ouvindo até mesmo outra voz, e então uma ligeira explicação para esse evento que pra ele deveria ser uma lembrança visual com uma fraca sensação física provavelmente. Sorri com a resposta do cumprimento e desconectei a invasão que estava fazendo em sua mente, o segui pelo corredor pensando sobre o que ouvi e imaginando se haveriam outros no prédio.

Logo que comentou do leite e sobre sermos vizinhos, apenas dei de ombros e percebendo pela primeira vez que ele estava de cueca e sobretudo quase como um roupão mais social. Arqueei as sobrancelhas e dei de ombros após a pergunta do mesmo. Neguei com a cabeça e expliquei: - Pode deixar comigo Cat. Ops... - Percebi assim que disse que eu me entreguei, tentei me explicar antes que ele pudesse presumir tudo pelos piores motivos, soltando a mala com cuidado pra levantas as mãos na altura do ombro por respeito.

- Desculpe ter lido seus últimos pensamentos, mas eu tenho uma outra vida que eu tenho receio de atrapalhar a atual, além de um mal muito mal intencionado com a forma de usar os poderes. Então eu abro minha mente apenas pra saber se são inimigos, ou talvez ligasse pra avisar alguém que eu estava lá. De qualquer forma, eu não devia ficar lendo os pensamentos dos outros.

Abaixei minha mão esquerda e deixei a direita com a palma para baixo enquanto erguia a mala com telecinese. Arqueei as sobrancelhas para Eliel como um desafio e o convidei para um pedido de desculpas: - Posso me desculpas pela minha educação com um copo de leite, Eliel? Prometo manter meus poderes sob controle, ou talvez apenas os mentais. - Sorri esperando não ser arranhado no rosto, ou ter algum outro ataque do mesmo.

Sabia muito bem como as pessoas reagiam a roubos de bens matérias, mas de privacidade mental era difícil dizer. Um cisgênero não se sentiria mal se estivesse olhando no espelho procurando uma espinha, mas um jovem em transição como a puberdade e pensando em seus gostos talvez ficasse extremamente ofendido como se fosse um crime horrível. Curioso dizer como que com tantas habilidades na mídia e fora dela, não há leis sobre esse tipo de coisa.



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Re: The abode of peace

Mensagem por Eliel Calizaire em Qui Mar 23, 2017 10:27 am

new gingerhead?


O jovem rapaz, que a partir de hoje seria seu mais novo vizinho, parecia bem intencionado e um bom rapaz, entretanto algo muito errado ocorreu. Antes de ir para dentro, Liam chamou claramente Eliel de “Cat”. ”Talvez ele esteja me elogiando me chamando de gato”, tentou raciocinar Eli, estreitando os olhos e recuando três passos vendo o outro pedir desculpas e até mesmo levitando suas malas. O felino descruzou os braços, seus sentidos em alerta já antecipando quaisquer movimentos que Liam – se é que este era o nome dele mesmo – pudesse fazer. Com dois saltos para trás ele sairia pela última janela do corredor e cairia na escadaria de emergência, onde de lá poderia pular para o beco e fugir – a mente do esperto gato já criava suas estratégias. Oferecendo um copo de leite, o outro buscava conquistar a confiança de Eli, que apenas soergueu uma sobrancelha direita, pigarreando.

— Como irei confiar em você? Pode entrar na minha mente e ferrar totalmente com ela, caso queira. Você pode ser muito bem um dos antigos mafiosos do Magnus. — Comentou Eli ainda desconfiado, porém menos receoso e assustado, dando um passo para a frente olhando para o homem.

O felino não estava acostumado a confiar em ninguém, principalmente depois de ter descoberto as ruas e as pessoas ruins que assombravam cada esquina e canto escuro das cidades. Os seres humanos podiam ser bastante perigosos, e o homem gato afirmava isso porque havia conhecido humanos sem nenhum tipo de poder que eram bastante influentes e inescrupulosos. Se humanos eram perigosos, o que dizer de alguém que lia mentes e movia objetos sem tocá-los? Eli olhou pelo canto do olho o apartamento vazio e mobiliado, buscando quaisquer indícios de uma armadilha. Eli foi na frente, fechando um pouco mais seu sobretudo/pijama e foi até a cozinha separada por apenas um balcão da sala.

— Espero realmente que você não tenha invadido meus pensamentos novamente, rapaz... geralmente gosto de invasões mas não de privacidade, se é que me entende... — com um tom sem muita ameaça o moreno deixara no ar sua insatisfação, partindo para a leve sedução graças a sua habilidade felina, enquanto ele apoiava as mãos no balcão da cozinha, seu corpo levemente inclinado sobre o mesmo e as pernas cruzadas, de forma que o outro trombaria em seu corpo caso passasse por ele para ir até a geladeira.

— Esperando meu leite quente, Liam. — Cobrou o homem-gato, sorrindo um pouco mais à vontade.

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Re: The abode of peace

Mensagem por Liam Hughes Sawyer em Qui Mar 23, 2017 11:34 am

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Quem será que o assustou tanto nas ruas para achar que um aviso tranquilo como aquele seria um falso aviso para tentar um segundo ataque? Era ridículo pensar isso, pois se não deu certo de primeira, o correto seria abortar o plano e tentar de outra forma. A fala dele me deixou confuso pela referência que eu não entendi sobre a quem se referiu, mas não me importei porque não iria investigar a mente do mesmo para saber exatamente o que quis dizer.

Apenas arrumando sua roupa, ele avançou para dentro do apartamento indo pra cozinha, o segui para dentro olhando pra porta se fechando. Gesticulei pra mala flutuante ir pro quarto e retirei a mochila das costas, para ela também ir com a amiga. Consegui ver as duas irem juntas e percebi uma jogada forçada do outro querendo alguma coisa. Inclinei a cabeça pra esquerda e sorri com uma respiração para reaparecer em frente a ele.

Toquei seu nariz e brinquei com um sorriso no rosto: - Não é só você que sabe brincar e não se assuste. - Me virei pra geladeira pegando o galão e trazendo um canecão do armário com a preguiça da telecinese. Despejei o leite até metade do recipiente e o coloquei no fogão, ligando-o em seguida. Fechei o galão e me apoiei na pia pra olhar pro homem enquanto esquentava o leite: - Sobre o idiota que queria que usasse seu poderes pra roubar, ele é daqui do prédio?

Dei de ombros pensando nas palavras dele de invasões e emendei uma justificativa pra não soar tão intrometido: - Ou ele é alguém do trabalho, só pra saber se encontrarei com ele por aqui. - Entortei a boca um pouco e sorri com o comentário pra deixar claro que era piada: - Não uso meus poderes assim por bobeira, mas poderia querer fazer ele de bobo um pouco, entregar alguma por exemplo.

Retirei o leite do fogo e desliguei o fogão, talvez devesse usar meus poderes pra esquentar o leite, mas já devo ter assustado o garoto o suficiente. Imagina só ele vendo o brilho do meu olho, provavelmente iria me achar um maluco qualquer que fica se mostrando por aí. Por enquanto o nível está sociável engraçado. Peguei uma xícara no armário e levitei o suporte de madeira pra bancada junto do açúcar e uma colher.

Parecia que ia fazer uma experiência, despejei o leite na xícara e a aproximei do outro, enquanto colocava o canecão no suporte. Deixei o açúcar perto dele com a colher e continuei comentando: - Desculpe, mas desde que os poderes apareceram, eu não me importo de usar pra tudo basicamente, às vezes esqueço que pode assustar as pessoas por ser muita informação, sei lá.



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Re: The abode of peace

Mensagem por Eliel Calizaire em Qui Mar 23, 2017 6:33 pm

new gingerhead?


Por muitos momentos, Eli teve de admitir para si mesmo que o homem à sua frente era realmente poderoso. Se o felino tinha medo? Um pouco. Como já havia pensado no assunto anteriormente, o homem-gato sabia muito bem que humanos mal intencionados eram horrivelmente perigosos, já indivíduos com poderes eram mil vezes mais destrutivos. Leitura de mentes, objetos movidos com a sua força psíquica, transporte do próprio corpo de um local para o outro sem movimento algum... Era como se o ruivo estivesse se esnobando e mostrando quem era realmente poderoso por ali. Talvez ele estivesse sendo bonzinho como forma de demonstrar superioridade, como os mafiosos que ao dominarem uma cidade passam a mão pela cabeça da população apenas para exemplificar que sua mão poderia ser muito bem uma bala. ”Continue tentando arrancar informações desse ser super poderoso, Cat, você vai conseguir”, sussurrou para si mesmo o moreno em pensamento, arregalando os olhos temeroso pela telepatia do outro, mas o mesmo estava tão distraído levitando leite, xícara e esquentando o líquido que provavelmente deveria estar alheio à tudo.

— Ele é meu chefe, dono de uma boate onde trabalho como dançarino. Ele é conhecido por ser um filho da puta, mas ele ultimamente tem ido até o limite e ultrapassado-o constantemente. Abusando de novatos, recebendo mafiosos na área VIP, deixando-os usarem os dançarinos como vadias pessoais... tive de usar meus poderes felinos com um deles e isso atraiu atenção indesejada, entende? — explicou Eliel passando a mão pelo cabelo um pouco desconsertado em falar sobre seus problemas para o outro, de certa forma o felino sentia-se bastante... fraco, vulnerável – e era uma sensação esquisita, a de confiar.

— Não precisa se preocupar com ele, a não ser que apareça na boate Sinner’s Paradise lá pelo Brooklyn e irrite os babacas gângsteres. — Cat sorriu, pegando sua xícara e bebericando do leite, observando o ruivo desculpar-se pela manifestação constante de seus poderes. Como resposta, Eli deu de ombros.

— Para ser sincero, uso meus poderes o tempo inteiro... me comunico e comando gatos, uso os sentidos aguçados, estou sempre fazendo acrobacias e flexionando meu corpo em posições inimagináveis... óbvio que minhas capacidades físicas são nada comparadas aos seus poderes, mas eu entendo. — Explicou o moreno, segurando a xícara com as duas mãos e assoprando o leite antes de bebê-lo, encarando o ruivo. Pondo a xícara próxima, Eli, aproximou-se de Liam e pôs sua mão direita no peitoral do mesmo, alisando o peitoral definido.

— Posso ser felino, mas ainda tomo banho como um ser humano normal lá no chuveiro... posso usar o seu? — ofereceu-se o homem de forte personalidade e sexualidade elevada, piscando um olho e andando para trás encarando o ruivo de cima a baixo, retirando seu sobretudo deixando-o cair no chão e virando o corpo indo para o banheiro, enquanto a ponta de seus dedos indicadores ameaçavam baixar a cueca preta justa, e era óbvio o convite do moreno.

— Você vem ou não? — indagou o moreno.

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Re: The abode of peace

Mensagem por Liam Hughes Sawyer em Dom Mar 26, 2017 2:17 pm

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Não sabia o que esperar da resposta dele, me incomodaria tanto se pudesse conhecer o idiota, pois ele era nojento por só pensar em roubar bancos com poderes, mas é o típico pensamento de mente pequena. Era perda de tempo discutir sobre isso, mas ainda assim me preocupava saber que o incomodo com ele era tanto a ponto de ainda trabalhar no mesmo local e esse cara podendo e com certeza tentando outra abordagem para fins semelhantes a ideia de roubar bancos.

Ele estava tocado, ou melhor, eu havia tocado em um assunto estranho para o mesmo, não queria ir tão profundamente nos assuntos dele assim no primeiro dia. Nem havia usado telepatia para ele se abrir tanto. Ou será que usei? Não usei? Não não, eu havia saído da mente dele antes e não retornei. Estranhamente senti que ele queria que eu fosse onde ele trabalha, pois ninguém daquele modo com receio de perigo e informa exatamente onde é e o nome.

Arqueei uma sobrancelha, pois a reação parecia um desdém e ironicamente sentia a diferença entre nossos poderes, mas ele não parecera se importar com isso. De certa forma se acomodava saber que podia conversar com alguém tão parecido e diferente dele ao mesmo tempo. Trocando as reações, dessa vez foi a minha arqueada de sobrancelhas com ele se apoiando no balcão e alisando meu peito como se fosse sentir alguma coisa de mim. Poderia me preocupar se ele tivesse algum toque venenoso, ou um artifício sonífero, mas parecia apenas tensão sexual normal mesmo.

A pergunta dele sobre o banheiro me inclinou a pensar no tempo daquela reação e que talvez ele fosse o errado de estar ali, como se estivesse querendo sexo logo pra tirar algo de mim. Acho que escolheram o agente errado pra me espionar, então não era nenhuma corporação em si, estaria errado em presumir isso. Que fosse apenas ele querendo a mim mais vulnerável, ou o que cogita ser o momento certo pra tirar informações de alguém. Meu rosto suavizou as feições mais recentes enquanto ele retirava seu sobretudo e o vi todo sensual ameaçando retirar a cueca também.

Sorri negando com a cabeça e gesticulei com a mão para o banheiro: - Não, obrigado, mas pode ir à vontade. - Arrumei minha postura e fui retornando o pote de açúcar pro armário e tratando de lavar a louça pensando já no almoço, se deveria pensar pra dois, ou ir em algum lugar ali perto seria mais sútil. Sabia que as coisas que tinha na cozinha não estavam tão abastecidas assim então poderia ficar mais educado algo de fora e melhor apresentável do que um preparo com poucos recursos possa oferecer. Continuei lavando a louça e segui guardando o leite na geladeira tentando lembrar se no caminho pro prédio viu algum restaurante.



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Re: The abode of peace

Mensagem por Eliel Calizaire em Dom Mar 26, 2017 5:22 pm

new gingerhead?


Adentrando o confortável banheiro do apartamento do estranho ser poderoso, Eli tratou de retirar sua cueca e tomou um rápido banho. Como era um apartamento novo que acabara de ser aberto pelo seu mais novo dono, ainda não haviam sabonetes, entretanto como não estava necessariamente sujo – o banho havia sido mais uma forma de entreter o outro – Eli apenas molhou-se rapidamente e saiu do Box na ponta dos pés, abrindo a porta do banheiro e ficando exatamente onde estava um tapetinho vermelho para não molhar o piso da casa.

— Toalha? — perguntou o felino lambendo seu antebraço com a língua alongada, passando por sua vez o antebraço pelo rosto e cabelos, ronronando como um gato de verdade, pegando a toalha oferecida e enxugando-se enquanto respirava profundamente e vestia-se mais uma vez, atirando o pano para dentro do banheiro e indo até o ruivo, sentando-se no balcão da cozinha.

— Leite quente, informações, nomes dados, banho... acho que estou devidamente satisfeito com você, novo vizinho. — Falou o moreno em um tom um pouco bem humorado, passeando a língua pela mão direita repetidamente, como qualquer felino sempre lambe suas próprias patas.

— Tchauzinho, Liam. — Despediu-se o gatuno, beijando a testa do ruivo e indo para fora do apartamento de seu mais novo vizinho, deixando-o a sós com seu novo apartamento.

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