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Mensagem por Christopher Arsenáult em Qui Mar 23, 2017 4:33 pm

— ECSTASY MEANS A PROBLEM
A roleplay é iniciada pelo post de Christopher Arsenáult, seguindo por Orion Proudmoore. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta durante uma noite aparentemente, próximo de um hotel suburbano. O clima embora ainda não seja tarde da noite, é frio e o vento parece soprar com receios de trazer uma chuva. Embora seja no Queens, o cenário tem baixo teor de luzes e claro, pouco movimento. O conteúdo é para SOMENTE PARA MAIORES. Atualmente, as postagens estão ENCERRADAS.


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Re: moonchild.

Mensagem por Christopher Arsenáult em Qui Mar 23, 2017 8:47 pm

 

Como qualquer início de noite, Christopher estava nas ruas. 
Diferente porém então como qualquer noite, ele estava mais disposto. Mais altivo também. Como alguém que não pertencia a um lugar, ser nômade nunca lhe foi um problema. Equilibrar-se no topo de prédios, sentir o vento pelos cabelos cacheados e a face esfriar conforme a temperatura caia. Afinal, ele nem se quisesse poderia ter onde morar. Ele para sempre estaria ligado a fazenda, a casa falante, o pai em coma e a mãe adormecida. O gado sempre sonolento, o cheiro de esterco parado e cada pequeno pedaço insignificante da casa. Tudo. Tudo aquilo pertencia a ele como o país para um presidente. Poderia confessar algumas vezes quando estava deitado em algum lugar afastado do perímetro americano, que sentia saudades, mas nunca um desejo de iniciativa para se dirigir novamente a região dos sonhos do próprio pai. Como aquele homem tivera coragem de criá-lo? - Sempre se perguntava. 
Os lábios eram de repente presos entre os dentes, as pálpebras pesaram e uma risada baixa ecoou. Ele tinha as duas mãos apoderadas no ar, erguidas como um Cristo Redentor de costas para a rua. Pesando com o corpo para trás, abriu um sorriso discreto deixando apenas a mostrar os dentes inferiores que brilhavam contra o crepúsculo no início da queda. Christopher era leve como um homem de vinte e seis anos, franzino e jovial como somente este conseguia ser; O casaco para se proteger da temporada rigorosa do pré-inverno, esvoaçava para cima conforme como poderia enxergar alguns fios negros bloquearem a visão até pelo menos, se ver no breu. A escuridão eram uma das poucas artes e matérias que mais se via como amigo. Ele desapareceria nos céus com um feito misterioso deixando um forte aroma de enxofre contaminar o ar. Isso era lindo ao seu ver, pois ninguém jamais saberia para onde fosse. 
Costumava ser sim um legítimo desapegado dos lugares. Mas nunca sofria tempos depois de perda de memória. Compactuava tudo aquilo como um infinito diário de suas infâmias. 
Repousando ao chão, o moreno lança um dos pés a frente como se tentasse recobrar o equilíbrio e olha de soslaio por sua volta. Como se esperasse alguém e de habitual o francês, caminhou pelas calçadas sacando o cigarro do bolso traseiro da calça trazendo calmamente até os lábios onde sugou a essência mesmo que ainda não estivesse aceso. Ele amava aquele odor fecundo do papel como um escritor amava o cheiro pútrido da tinta. Pareciam ser coisas até mesmo mais fáceis de relacionarem quando tratava-se de sua pessoa. No entanto, não tardaremos de refletir como a imagem da rua parecia mais clara mesmo que as luzes das lojas estivessem aos poucos enfraquecendo e os poucos comerciante regionais, fechassem toda a mercadoria para uma noite de descanso. Vezes ou outras, ficava perceptível a presença do mutante entre a pequena multidão cumprimentando com um aceno rápido de cabeça e outras e raras, retirando o projétil apagado dos lábios mostrando um sorriso cortês. Não compunham nem uma trisca do que sua personalidade desenvolvia todavia, gostava dessa doce combustão de veneno e falsidade que era capaz de dominar. 
Não demorando muito para que encontrasse o ponto perfeito, encostou um dos ombros  procurou a primeira superfície rígida que conseguia enxergar e se pôs a esperar. A encruzilhada escura abaixo da placa de direção como havia sonhado,tinham poucos detalhes atrativos como moscas esverdeadas, fumaça abandonando os lábios e o melhor, a luz laranja. Ele tinha essa dimensão herdada do pai - ou criada por ele quando desenhou-o em sua noite de sono - fazendo com que fosse capaz de quando dormisse, imaginasse lugares jamais habitados, porém familiares a seus tipógrafo “humano” e parecia que não somente o lugar, mas como também alguém cruzou a sua visão no descanso. Alguém de cabelos longos e louros, mas muito longe de uma mulher, carregavam também traços masculinos. 
Orion Proudmoore. Clássico, como de seu feitio, não ganhará agrado a aquele nome e muito menos interesse naquele ser. Suas degustações iam muito mais além daquelas palavras, costumava imaginar. Mas como havia há exatos três dias visto a miragem do outro em sua imaginação, resolveu averiguar a tal rua presente e claro, tirar as devidas conclusões. Quando havia adormecido em sua cama especial em Bars, pensou ter visto que o homem caminhava aquele caminho todos os começos de noite como algum meio de capricho, respirar um ar mais limpo talvez, e isso fez com que o mutante se pusesse em ponto X bem abaixo do poste principal sentindo a presença alheia se aproximar. Graças a sua particularidade, ficaria difícil reconhecê-lo tão de cara e com um sorriso de escárnio e uma face totalmente cafajeste, estendeu o braço bem no momento que o outro parecia ter cruzado a esquina da frente de seu tórax usurpando da voz sempre rouca :
Proudmoore. - Escandiu a palavra uma única vez, bastando para que o outro o notasse. — Quanto tempo não nos vemos. - Os glóbulos desceram pela postura física. Magro assim como ele, pequenos músculos em regiões curiosas. Deduções que fizeram os cílios do de cabelos enrolados, pesasse por cima das orbes negras. — Permita-me? - Executou um sinal com o dorso da mão como se gesticulasse um pedido mudo de um isqueiro. Assim que tivesse a chama de cigarro ardente, observaria-o com mais seriedade como também, sua voz embargada tornaria-se presentes :
— Acho que precisamos conversar. - Ríspido, estalou a boca tragando da fumaça logo virando o rosto ao lado contrário permitindo que a fumaça se esvaísse. Como conhecidos, saberia que aquilo era um sinal evidente de aproximação. 
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Re: moonchild.

Mensagem por Orion Proudmoore em Sex Mar 24, 2017 7:45 pm

reencontro de amigos
chegaste mais uma vez, tempestuosa quinta-feira
Em uma quinta-feira à noite, Thor se encontrava mais uma vez pensativo demais para seu gosto. Seus poderes divinos o fizeram obrigado a estudar a respeito, o que acabou por fazê-lo descobrir um pouco sobre mitologia nórdica e as histórias do Deus do Trovão, o dos mitos. E apesar da sua descrença quanto às religiões, seu âmago o fazia acreditar em muitos trechos das postagens na internet.

“Porcaria”, resmungou em sua cabeça assim que pouco logo atrás de um casal lerdo de idosos. Apesar de sua índole nada agradável para civis, ele não buscava afortunar a vida de gente fraca e indefesa. Além do mais, pessoas nesse estado o faziam lembrar de sua mãe. Em seus últimos dias, ela não era mais capaz de manter sua postura de alguém forte, confiante e independente. Foi abraçada por Hel — como diriam os mitos nórdicos — quando possuía um olhar melancólico, dúvidas sobre o mundo ao seu redor e em seu momento de maior dependência. Ela se lembrava do filho, o primogênito e único, que jamais apareceu durante sua curta estadia no hospital.

O casal foi ultrapassado pelo homem solitário. Seria difícil vê-lo caminhar pelas calçadas àquela hora se não fosse pelas luzes nova-iorquinas, e os seus cabelos loiros compridos. Mas a atenção não o incomodava, pois, como todo deus entre homens, ele apreciava ser visto, admirado ou odiado. Quiçá fosse lembrado no futuro como o deus que andava por aquelas ruas, transformando-as em símbolos de adoração a ele. Essa era a razão para muitas das suas caminhadas.

Um inesperado chamado fez Orion parar. Não era uma oração em seu nome, mas por ser usado seu antigo sobrenome, merecia um mínimo de atenção antes de agir com violência com aquele que o barrara.

— Amigo Arsenáult — expôs o fato de que ainda se recordava da face do homem de sorte. Não era necessário ferir alguém e, por conta disso, Mjolnir sequer se moveu de onde fora deixado. — Muito tempo, de fato — mentiu, pois Thor não imaginava quando foi a última vez que se encontraram. Datas nunca foram seu forte.

Depois de acender o cigarro de Christopher com um isqueiro, Thor deu ouvidos ao que foi dito em seguida. Uma interrogação quase se formou em sua feição. Não possuía assuntos a tratar com o amigo, ou não lembrava que tinha.

Aye, querido — permitiu que o outro prosseguisse com o que desejava dizer ou fazer. Suas mãos estavam mantidas nos bolsos de sua calça e seus braços semiocultos pelo blazer que estava apenas colocado sobre os ombros.
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Re: moonchild.

Mensagem por Christopher Arsenáult em Sab Mar 25, 2017 7:58 pm

Touch, fuck, enjoy, do not love

Como um ato de precipitação, Christopher ficou completamente mudo quando escutou a voz de Orion esvair de seus lábios. Fazia tempo que não escutava a fonética tão trabalhosa de se compreender - entrando em composição que o mutante era tipicamente um caipira francês -, mas que no fim o fez sentir-se satisfeito com a abertura alheia a prosseguir o discurso. Tragando o cigarro deixando as cinzas rolarem pelo tecido do casaco até colidirem contra o asfalto, gesticulou o queixo para que caminhasse sem aguardar a presença do loiro. Os sapatos região como se a rua estivesse molhada dando motivo ao estrangeiro de sempre descer os olhos minuciosamente e de forma discreta, ao entorno do mapa anatômico do rapaz. Nenhuma palavra até ficarem próximos de mais um poste :

— Você tem sido lembrado de uma forma bastante fresca na minha memória nesses últimos dias que se passaram. - Riu rouco pelo efeito do tabaco. Olhou-o de soslaio, mostrando os dentes brancos que compunham a face amendoada parando o caminho prostrando-se a frente do mais velho. Não tinha muita desenvoltura social para discursar e como se não bastasse, o seu caráter já era o típico que bania segundos pensamentos sobre novas tentativas. — E também alguns acontecimentos inacabados. - Ressaltou evitando contato visual, enquanto parecia raspar a ponta do cigarro contra a parede rígida que se estendia em um prédio escuro. Os glóbulos então repousaram contra a face fracamente iluminada do homem e nos cinquenta por cento vistos, mostrou o semblante sério.

Se algo que Arsenáult nunca precisou fazer, foi dialogar o que iria fazer e se Orion - é o Proudmoore mesmo excluindo ao lado extremista divino que compactuava seu corpo -  entendesse, saberia de fato a qual lembrança estaria querendo arrematar. A rua estava pouco movimentada e o cerco do relógio de uma igreja próxima poderia badalar a qualquer momento, fazendo com que os ouvidos de Christopher prostrarem-se atentos ao zunido. A passos lentos fora diminuindo a distância entre os dois corpos e assim restabelecendo novos cálculos; Ele era um pouco alto e talvez mais corpulento, pensava, também alguém que não precisasse manter grandes cuidados. Riu seco, levantando a mão negra contra a face do rapaz deixando com que tentasse aproximá-lo. Os lábios sendo friccionados contra os do loiro, o permitiu assoprar a fumaça cinzenta do cigarro e lentamente escovar os lábios na lateral da face pálida, do maxilar desenhado em uma linha reta do maxilar onde morria próximo do queixo. Christopher não era nem no mínimo carinhoso :

— Você se lembra que sumiu por bastante tempo, não lembra, Proudmoore? - Sorriu amarelo, deixando os próprios olhos alcançarem os dele e estendo a palma da mão, puxou ele para que saísse do acesso visível da rua. Agora admitia também, ser invasivo e arrogante. — E eu te achei. Eu sempre acho… É um dom isso, e fico feliz que ainda seja a mesma pessoinha quase gentil que vi. - Respirou olhando o beco com o palpitar do coração e de outra área existencial na qual não fornecerei detalhes iniciais, como se chamasse-o par adentrar. Empurrando com um ombro, o moreno alisou os próprios cachos que caiam a frente dos olhos e adentrou a penumbra parando próximo do intervalo dos prédio como um mero adolescente de infância florense :

— Acho que no mínimo, poderia ganhar uma explicação. Amigos fazem isso. - Acrescentou depois de um tempo cruzando os braços próximo do peito. A face ficou lustrada com a branquidão da rua, porém foi uma questão de tempo para que Christopher mudasse a posição para mais afastada do loiro deixando apenas perceptível a coloração caramelada da bota de caminhada. 
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Re: moonchild.

Mensagem por Orion Proudmoore em Sab Mar 25, 2017 11:29 pm

reencontro de amigos
chegaste mais uma vez, tempestuosa quinta-feira
Os nove reinos além de Midgard eram terras desconhecidas que mereciam receber a presença do Deus do Trovão — algo que ele desejava —, o que fazia do mundo em que se encontrava muito monótono depois de tanto explorado. Muitos dos prazeres falados pelos mortais já foram experimentados por Thor, inclusive o mutante conhecido como Christopher. Aqueles eram mares pelos quais seu barco já navegara.

Proudmoore acabou por se encantar, brevemente, no sorriso pouco nublado pela fumaça do cigarro do homem em sua frente. Se não possuísse um mínimo de estima por aquela pessoa, o deus não hesitaria em se apossar daquele corpo sem delongas. Ademais, ele possuía um fraco por quem demonstrasse ter dificuldade em se comunicar sem ser por medo de enfrentá-lo ou problemas de dicção.

Orion teve seu queixo e maxilar mordido, mas nada fez contra o agressor além de segui-lo com o olhar e depois acompanhar seus passos enquanto era puxado. Com seus cabelos enrolados balançando ao direcionar o amigo, Christopher parecia mais espontâneo do que Thor recordava. O tempo distantes poderia ter alguma relação com o motivo de tal mudança no comportamento do francês.

Como primeiro assunto no reencontro de velhos conhecidos, o mutante decidiu por questionar a razão para o sumiço de seu amigo. O que, para a infelicidade de Thor, fazia-o relembrar como as más memórias eram tão dolorosas para ele agora quanto antes, época em que o Mjolnir não havia o encontrado.

Antes de oferecer qualquer palavra como resposta, Orion pegou um dos cigarros de seu amigo e acendeu com o isqueiro. Seus pulmões foram enchidos com a fumaça cinza típica e, no instante seguinte, o diafragma empurrou tudo aquilo para fora pela boca do loiro. Aquilo não era mais capaz de apaziguar o estresse acumulado que o deus carregava consigo, porém, como o esperado, ele não era capaz de fugir seus antigos vícios.

— Tu sabes que não fui um homem virtuoso quando mais novo... — deu início à resposta da questão de Christopher — nunca fui, de fato. Meus crimes do passado não vieram até mim por justiça, e sim até minha mãe, mas por vingança. — Antes de continuar sua história, Orion tragou mais uma vez o cigarro. Seus orbes azuis pousaram-se voltadas para os do moreno e permaneceram imóveis, assim como o rosto ao redor delas, até que houve prosseguimento: — Eu deixei essa cidade para ver a grande guerreira que suportou tantas batalhas por minha causa, atravessar os portões de Valhala. — Após revelar aquele fato, manteve-se em silêncio por quase um minuto para então levar sua mão até o queixo de seu amigo, acariciando aquele rosto antes de puxá-lo para perto de seu rosto. Sem dizer nada, saboreou aqueles lábios que tanto o encantavam, assim como o interior da boca durante a dança de suas línguas. — Mjolnir também foi banhado no sangue das criaturas que possuíam dívidas comigo — terminou sua história.

“Tu sabes o nome de meu martelo, não?”, pensou em perguntar a ele, mas não deu importância.
— Tu não és capaz de me encontrar em qualquer lugar? Porque, se estou certo, poderias ter procurando por mim. — As sobrancelhas do loiro se ergueram à espera de uma boa justificativa.
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Re: moonchild.

Mensagem por Christopher Arsenáult em Dom Abr 09, 2017 6:04 pm

Touch, fuck, enjoy, do not love

Um riso minuciosamente fora saboreado entre a língua e os beiços amendoados do francês. Era típica aquela dádiva; O menino pouco espirituoso que compõe poder, ferro e fogo dançantes, em meio ao breu. Incrível a mistura do passado quando está a dois, um sabe de todo o podre do outro e este também sente todas as correntes vertiginosas, aquele que coliga uma sensação do perigo em uma trilha paradoxal de passado-futuro e passado-presente-desejoso-livremente-futuro. Christopher, arremeteu um sinal positivo contra a face do loiro compreendendo cuja uma ameaça faz ligar os pontos o ser humano torna-se primitivo ao se ver ameaçado diante daqueles que o acolheram criando a linda sincronia de amor fraternal e proteção. Mãe, como ele amava a dele e como via refletida nitidamente ainda embora estejam de corpos nublados e banhados pela áurea crepuscular, Orion querer saudar a dele. Não seria por capricho dizer, mas Christopher tinha em mente que todas as pessoas que o salvaram na vida em suma maioria, eram mulheres; Novamente sentiu um toque e este o fez despertar gradativamente tendo ciência que o ferro que circulava em suas veias sanguíneas, rumaram direção para outro órgão. Algo específico fez com que entreabrisse os lábios lentamente em um sussurro :
— Não é atoa que somos parecidos. - Concluiu entre algumas observações, lambendo o último rastro do contato da boca dos dois. No fim, apenas riu em questões de dívidas. Ele mesmo conseguiu se tornar ladrão de lugares. — Acho que ainda estou em tempo de sorte. Afinal, ainda não me perseguiu com o que pensei que poderia usar. - O que antes parecia ser uma doce risada, transforma-se em uma gargalhada totalmente enérgica. Os braços do mesmo comprimiam contra a parede fria deixando os próprios dedos se flexionarem contra a muralha de tijolos. A aproximação mais recente, fez com que seu hálito fosse totalmente consumido pela divindade não apenas se satisfazendo com o atrito das respirações, mas também querendo diminuir total espaço que poderia existir de intervalo dentre ambos.
Os lábios friccionaram-se firmes contra a linha maxilar, mordidas, pequenas lambidas - aquela que delibera a invasão quente da língua desenhando um rastro invisível, mas que é brilhante contra a luz da lâmpada - a pressão. A deliciosa pressão que o empurrão fazia. Ele não ia escapar, pensava, ele seria um mero animalzinho indefeso como também enxergou quando ele o fitou como um demônio, completava. Numa trilha de beijos, estes que não foram saciados pelo jovem francês no entanto, apenas deram impulsão para usar as mãos em carícias pouco sensatas - a entrada da linha do tórax, abaixo dos panos mais pesados para depois apenas se desfazer do fino da camiseta, explorando músculos enrijecidos, um quadril que ganhava uma proporção exata com a do amigo. É, amizades como aquelas vieram bem ao lucro. Christopher ao chegar próximo do lóbulo do nórdico, mordeu com ferocidade depois de um longo lapso (aquele que usamos para sentir o ácido da dor) sussurrar baixo também dando suporte a sensação carnal que suas unhas curtas eram capaz de fazer com o músculo do peito :
É muito melhor quando o pego assim - Os dedos longos e frios foram a um dos seios do rapaz, fechando-se ao envolto criando uma irritação temporária. — de repente, entende? - Novamente a afabilidade era notável, o círculo que o rosto fizera contra o pescoço depredando com dentes e sucções até o simples fetiche, a voluntária vontade de segurar os fios dourados sentindo-os afugentarem-se de seus dedos obrigatoriamente realizando o simples ato de puxar a força. Os olhos de Orion doíam de se encarar por muito tempo, todavia naquele facho de luz advindo da rua não poderia negar o prazer que o liquefazia em enxergar aparente visão :
— Um bom cobrador é aquele que pega o seu alvo em débito de supetão. - O último comentário foi acercado por um contato mais íntimo; Alojou a palma esquerda próxima da intimidade, após desafivelar o cinto preto de fivela metálica - suas mãos eram ágeis, não poderia negar com a raiz endemoniada que corria dentro de si mesmo - e tocarem a intimidade do outro não obstando muito em recolher entre essa mesma mão, os testículos e acariciá-los provocando na moderação de força entre o aperto e a liberdade rapidamente roubada. Foi no repousar do polegar por cima da glande que tomou mais uma conscientização do calor alarmante. Riu baixo, massageando a região no final apenas pressionando o pico do dedo, no fio central seguintemente retirando-se da roupa do conhecido trazendo o mesmo polegar para dentro da própria boca. Deliciou-se com o gosto salgado e azedo criando um estalo de efeito na retiragem como também a soltura das madeixas claras. — Não estou certo, Proudmoore? - Em afeições, segurou a musculatura facial do reencarnado em uma das mãos escandindo cada palavra em um sopro.
A quem diga, poderia ser perigoso tomar proximidade com o estrangeiro; Num simples manifesto, este abre uma cortina, uma neblina infundada e escura apartando ao corpo se perder entre o odor forte que iguala-se ao insuportável e a própria sensação de perdição. Sagaz, tornava-se ainda mais possível enxergá-lo com clareza. Caminhando dando caminho a quartos, salas, cozinhas e uma ala indistinta, escura com luzes fracas e uma temperatura agradavelmente elevada. Estranho, aquilo poderia ser muito bem comparado a um lugar místico da fantasia. Christopher batizou aquilo como inferno. O seu, o meu e o nosso, casa bela, quente, fervente e delirante.
Simplesmente, inferno.
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Re: moonchild.

Mensagem por Orion Proudmoore em Seg Abr 10, 2017 2:55 am

reencontro de amigos
chegaste mais uma vez, tempestuosa quinta-feira
Substituindo os ares infestados pelo odor misto de beco úmido por uma chuva recente, uma lixeira mais cheia que seu limite, líquidos naturais vindos de mendigos que estiveram por perto e animais como pombos e roedores, Orion preencheu seus pulmões mais uma vez com a fumaça do tabaco que confiscara. Suas pálpebras lhe negavam a visão enquanto aprisionava a pequena nuvem cinza em seu interior, ansiando pelo efeito tranquilizante que provocava durante sua época como um reles mortal. Entretanto, nenhuma substância química criada pelo homem era capaz de lhe causar a mais simples reação em seu organismo, pois este não pertencia mais à espécie. Tratava-se de uma evolução, embora representasse uma divindade tão antiga quanto a cidade em que pisava.

A beleza francesa conseguia arrancar, sem nenhuma resistência, suspiros de prazer do loiro que já havia terminado seu cigarro. Não havia distância entre seus corpos que os impedisse de trocar toques e apertos. Beijos também ocorreram entre aqueles edifícios de Nova Iorque, além dos sussurros que provocavam seus instintos mais primitivos. Sem muita demora, um volume poderia ser avistado no meio da calça do nórdico — o que não tardou para o mutante fazer.

— Sentiste tanto a minha falta, Chris? — Orion questionou quando seu corpo era explorado pelos dedos do menor. Seu abdômen e a ponta de um dos seios pareciam atrair o tato do outro. Isso acabou por criar uma dúvida nele por não recordar muito bem a época em que não se encontrava distante do francês quando cuidava de assuntos pessoais. Assumiu que era resultado de um amadurecimento de seu amigo quanto a própria sexualidade, visto que parecia tão habilidoso em proporcionar prazer ao deus criterioso. — Eu sim.

Uma das mãos de Christopher apalpara o membro enrijecido do Deus do Trovão sobre sua roupa durante um comentário a respeito do que foi feito com os assassinos da falecida mãe de Proudmoore. Atos impróprios não eram poupados pelos dois apesar do assunto que havia sido tratado entre eles. Evidentemente, educação não fora absorvida o suficiente de seus criadores para que parassem o que haviam começado. Por isso nada impediu que o pênis do loiro fosse tocado pelas digitais do outro rapaz, arrancando-lhe um gemido roco pela sensação provocada naquele estado de tamanha ânsia para satisfazer sua necessidade fisiológica que ainda restara.

Testemunhar o polegar do francês tomar rumo em direção aos lábios carnudos do mutante foi mais que o suficiente para causar um crescimento desenfreado ao tamanho máximo do membro do nórdico. Orion desejava não sentir tudo aquilo pelo rapaz, pois significaria ter uma fraqueza fácil de ser explorada — de diversas maneiras, como na literal —, todavia, resistia a tentação de revelar que poderia dizer que amava encontra-lo. Era uma certeza que se confirmava em seu âmago e que permaneceria onde olhos alheios jamais avistassem.

— Aye — assentiu Orion para a pergunta fora feita a ele. Seu rosto era segurado pelo mutante durante um momento de silêncio que se formara somente para que ambos se encarassem como dois amantes, dois amigos que há muito tempo não se viam.

Segurando a cintura do menor, o deus puxou ele para mais perto, encostando seus corpos e suas ereções. Uma das mãos do nórdico contornou a borda da camisa do moreno para que assim pudesse sentir a pele daquelas costas que já não se lembrava mais de como eram. Enquanto isso, a canhota foi até a direção oposta na vertical, apertando-se com a calça que separava as pernas do francês e o ambiente. Com a intimidade que os dois possuíam pela amizade, Orion ousou apertar as nádegas que tateava, ao mesmo tempo que apertava o corpo de seu amigo contra o próprio, excitando ainda mais os dois.

Uma mexa dos cabelos dourados caiu sobre a frente de uma das vistas de Thor, o que não impedia sua língua de experimentar mais uma vez do sabor que havia a boca de Christopher. Era algo um pouco salgado, azedo e resquícios de tabaco nos lábios do menor, tudo que o deus esperava sentir, mas ainda assim fora capaz de surpreendê-lo por como era viciante. “Por que nos afastamos por tanto tempo?”, questionou o deus a si mesmo.

Em meio aos prazeres que proporcionava e recebia, Orion quase não pôde perceber a mudança de cenário que os dois sofreram. Apesar de que o cheiro típico do enxofre — causado pela habilidade de seu amigo — fosse retirá-lo daquele êxtase instantaneamente. Portanto, seus sentidos se habituaram ao lugar para que foi levado em questão de instantes. Já não havia mais roedores ou mendigos, de acordo com o olfato divino do jovem, nem mesmo o som de carros e televisões vindo de todas as direções existia mais. A nova localização era tranquila, silenciosa.

Girando seu pescoço para os lados, o loiro observou com curiosidade o lugar que se encontrava. Parecia com nada em sua memória, embora ela não fosse tão confiável ultimamente para ele. Então estreitou suas pálpebras, buscando se concentrar nos detalhes daquele recinto e trazer alguma referência com tudo que recordava. Nada surgiu. Suspirou vencido.

— Onde tu me trouxeste? — Thor perguntou com calma, sem permitir que sua dúvida parecesse muito importante. A chance de ser um lugar importante na história dos dois era algo que o fazia temer, pois poderia magoar seu amigo ao deixar claro que não se lembrava. Essa era a causa também para seu sorriso sacana que havia surgido muito antes da locomoção instantânea na feição feliz do Deus do Trovão. A presença do francês oferecia um bem-estar fora do comum a ele.

A temperatura elevada do cômodo em que se encontravam deixou o deus levemente desconfortável. Aquele calor era nada comparado ao que ele poderia suportar sem sequer protestar, porém, seu corpo já estava quente devido ao que ele fazia com Christopher. Logo seria possível ver uma gota de suor escorrer pela face perfeita do loiro, por isso ele retirou sua camiseta antes de escutar uma resposta para sua pergunta. Esperaria que seu amigo também não demorasse para se despir, independentemente de onde estavam. Orion jamais permitiria que interrompessem aquele reencontro que evoluiria até se tornar sexo — o que ele nunca esquecera de ter feito com o moreno.

Quando uma resposta fosse entregue por completo, Orion esperava já se encontrar despido, assim como o Arsenáult.
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Re: moonchild.

Mensagem por Christopher Arsenáult em Qua Abr 12, 2017 12:09 am

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Orion era uma criatura magnífica quando estava quieto e  querendo. Christopher era uma criatura perigosa quando estava com fome e  caçando.

Um riso baixo gradativamente dominou a expansão; E meio ao eco e o simples aconchego, era incrível ver o perfil do loiro indagando-se automaticamente ao encará-lo sobre o lugar. O francês lambeu os lábios como se houvesse fitado alguma especiaria suculenta, puxando o próprio casaco derramando contra o chão e a camiseta revelando tórax levemente traçado em linhas de lapiseira, os seios escuros bem como o restante que ainda não eram mostrados. Os dentes estavam brancos reluzindo nas sombras bem como os galhos atrofiados do cabelo :

— Fique calmo. - Era uma palavra árdua para se dizer, ainda mais quando sentia algo entre suas pernas crescer e quase disputar uma luta contra o cérebro. Caso aquilo vencesse, Arsenáult adoraria sem sombra de dúvidas demonstrar o aparato que suas mãos faziam, bem mais como acariciar um membro bem dotado. Em provocação, silenciou-se para experimentar a vivência de observar o corpo nu e talhado de músculos a frente. Mal acreditará que seus glóbulos estavam prosternados entre chão e rosto, tão rápido e tão ladrão detalhista que não queria somente ter uma noite, mas sim uma semana inteira. Realizaria o custo de marcas e mais judiações que fantasiava bem como seu pai - ex-militar, sem pudor para domesticações - e resto de uma herança falsa. — Essa é uma pequena parcela de onde nasci. É seguro, eu garanto. - Numa tosse seca e cessando ao comentário, os glóbulos viraram-se as laterais do cômodo e as mãos apararam a cintura. A fivela do cinto era desfeita e notada ser retirada quando o som agudo e metálico escoa advertindo que caiu contra o chão. Em seguida não demorou para descer o tecido bem como a última proteção fazendo pender a intimidade rígida contra o ar exalando um cheiro forte. Presença.

Em tempo de aproximação, o tal tocou o próprio membro estimulando-se enquanto descaradamente encarava o amigo. Fazia nobre questão de mostrá-lo a razão e objetivo principal do qual estar duro e porque aquele tinha que estar no momento exato presenciando o simples quarto. Fora então que ao equiparar exatos cinco centímetros de rostos separados, comprimiu a língua lambendo o rastro brilhante que alastrara-se morrendo contra o queixo onde incumbiu-se de mordiscar e beliscar com os dedos principais da mão.

Sem esforços, Christopher dobrou um dos joelhos grudando-os contra o chão e descendo a coluna tipicamente como um judeu faria para exaltar qualquer rito de sua religião, aproximou a respiração dos pés descalços e brancos subsequentemente selando com os lábios, sugando com a boca em poucos segundos a fim de irá-lo, fazê-lo dizer aquilo que sempre escutou. Preciso de você Christopher, sabia exatamente como quais palavras e com qual tom inconfundível das sílabas isso iria ser sussurrado, declamado ou qualquer ação redundante que encarregaremos no ato. Ele amava essa sensação de quase implorar afinal, considerava-se autoritariamente um poder maior em condições como aquela. E naquele lugar.

Aspirando em seguida o caminho que ligavam de pés até joelhos e de joelhos para coxas, o mesmo parou para decifrar a pele branca, mordendo e tracejando a mão sem se importar o efeito em que as unhas tempos depois inclinaram e marcaram a palidez alheia. Poderia se tivesse tempo, paciência ou qualquer afeição ligada a durações, admirar aquilo. Como artista esculpindo a sua obra rara.  Alisou o nariz entre o intervalo, a metade da circunferência até parar próxima a uma região bastante peculiar numa ocasião antes calculadamente deixada de lado, os testículos. Poderia ser uma demonstração bastante contraditória aos conceitos do estrangeiro se submeter aquilo, porém a partir do momento em que avista características como; Um pênis cintilante, grosso e mediano, a cabeça rosada e os pentelhos aparados na virilha, tinha que confessar que persuadi-lo a ter total controle e submissividade a seus desejos poderia ser divertido.

Até porque, Christopher gosta de degustar do momento como se fosse um vinho. Lento, calmo, forte, novamente ao ciclo por fim o ósculo, aquele que encerra uma trama totalmente alucinógena :

— Não me recordava que tinha um perfume tão atraente. - As pupilas explosivamente se voltam a face do mesmo ainda ajoelhado. Aspirava as bolas encarando-o indagador por uma centelha de segundo sabido que se fosse tocá-lo, consequência seria feitas e foi quando Christopher impulsionou uma das mãos próximo da nádega do rapaz, arranhando igualmente como fez na coxa desta vez sentindo-se até mesmo um pilantra por alcançar com a ponta do indicador a entrada e por ali, começar de fato a sua brincadeira. Em beijos contra a região do saco, começou a lamber e sugar observando as reações faciais do mesmo forçando sons, desafiando detalhes minuciosamente sensoriais alerta sempre a ameaça que o loiro poderia ser.

Quando cansou-se, moveu o queixo para cima abraçando a mão livre contra a base do membro e a outra ocupada com uma das bandas, iniciando o processo de estocada - mesmo que ainda seja de dois dedos - esticando o rego e amaciando para que muito depois viesse acontecer. Movia a pontinha do dedo conforme um bafo era aspergido sob a glande do outro aos poucos sendo tocada pela língua gelatinosa e quente empurrando-se e voltando em um experimento. Chris desfaz a expressão sorvendo dos próprios lábios adiante empurrando a especiaria inteira pelo canal bocal apenas parando quando sentisse um incômodo a tocar sua garganta. Esforçava-se ao máximo para que suas glândulas produzissem salivas, estas que descobriram em murmúrios, a sensação imbuída do loiro. Intercedeu mais um dedo até soltar no fim do processo o membro da boca, limpando com o antebraço com cautela enquanto se erguia.

Possessivo e ante o outro, selou rapidamente os lábios apalpando as duas bandas cravejando os dedos com força esticando-os dando-se liberdade para movimentar assim também como perscrutar a esquina dos dois olhos contra os dele. O palmo direito novamente se via a risca, sendo pressionado contra o pescoço, anatomicamente estudado pelos dígitos morenos até ter maior força na traqueia. O sorriso foi maior quando tomou um lado das bochechas arranhando sempre para baixo, quando tomou impulso no próprio quadril contra o do outro já úmido como uma ordem. Os escudos oculares precisamente apontavam para a região mais escura, a que existia além das costas e subjugava ser resultado de mais perigo do mais velho.
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ASSASSINOS
27

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