— Her balaclava is starting to chafe

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Mensagem por Newton Harrissen em Qui Mar 23, 2017 9:53 pm

Her balaclava is starting to chafe
A roleplay é iniciada pelo post de newton harrissen, seguindo por Penelope Modzelewski. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em vinte três de março de 2017, empire state building. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.



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Re: — Her balaclava is starting to chafe

Mensagem por Newton Harrissen em Qui Mar 23, 2017 9:58 pm

Now everybody's dead
A noite é lar, o único lar, dos seres de feitio não tão bom quanto o resto da população. A escuridão ambiental proporcionava uma vantagem potencial ao limitar a luminosidade, esta proporcionada fortemente pela eletricidade. Andar pelas sombras já se tornou um costume padronizado para o de gênero masculino, o qual a adotou como turno frequente; enquanto maioria caminha sob a incandescência do globo flamejante, ele abaixo do escudo de platina. Nem mesmos os outros habitantes da noite, os quais tendiam ter o dobro da escultura fisionômica em comparação ao dele, já que podia revidar quaisquer golpes, prevendo-os segundos antes, e, por fim, contra-atacando. Consideravelmente, a vantagem era geral para si. Outro normal para o tal de Homem-Aranha era o trabalhar solo; seus métodos são distintos, por isso sempre creu que alguém só atrapalharia. No entanto, a curiosidade mostrou as caras e apertou o palmo másculo. Aceitou a condição em aliar-se à garota maga, até porque não poderia negar a ordem de seu superior. Seria interessante ver as capacidades psicológicas dela de fronte a situações ruidosas, surgidas através dos grunhidos humanos.

Se não deu a entender todo o contexto dessa merda, que estou a escrever à noite, eles foram mandados a um "serviços de entrega", já que menina portava uma caixa. Visando a ser mais específico, a "entrega" seria feita em um dos mais altos andares do Empire State Building, um dos prédios mais altos de toda face terrena. — Você quer entrar do modo fácil, ou o difícil? — Seguia com o olhar a frente, escondendo o rosto adornado por feições sérias, pelo menos no momento em questão. Ao mesmo tempo, não era tão perceptível ao levar em conta a sombra que o capuz, do casaco, gerava. Ao redor das proximidades do prédio, fez essa indagação, a qual definiria muito a condução que a missão tomava. A menor pareceu não compreender o significado da questão, ou de como seriam essas "maneiras". — Uma, usamos nossos poderes para chegar até o cara. Na outra pegamos o elevador e subimos até o andar dele. — Sem muito demorar, deu-a resposta, espaçando bem as palavras para um gesticular perfeito. — Agora, qual é a fácil e qual é a difícil, ambas são questão de perspectiva. — O passo da dupla foi desacelerado propositalmente a fim de que desse mais segundos, que seriam devidamente necessários, para que a usuária de magia pensasse a respeito e fizesse sua alternativa. — Vou por ti. Para mim, tanto faz o jeito que entraremos.

A locomoção motora dos membros ínferos foi impedida pelo comando dos neurônios quando se viram acerca do Empire State Building, no flanco adverso da rua onde jazia o arranha-céu. Tomou a barra do capuz entre as falanges e empurrou para trás, o que fez desvencilhar-se da peça. Arrastou os globos escuros para os rabos das vistas, para o lado em que Penelope estava parada. Encarou-a, friamente. Todavia, quebrou essa barreira seca que a feição demonstrava ao lapidar um sorriso de canto; torceu o canto canhoto. — E aí, já sabe qual faremos? — A convicção no olhar que a fêmea transmitia era empolgante. Essa mesma sensação foi transpassada na réplica, indicando que queria pegar o elevador e, ainda, justificando o porquê. — Chamar a atenção não é uma boa, mesmo, principalmente para a gente. — O assentimento cranial acompanhou a concordância vocal, articulada em baixo tom, mas o bastante para que Feiticeira Escarlate escutasse.

Discretamente, os passos conduziram os dois até a recepção. Ulteriormente, ao balcão da mulher que cuidava do suporte do prédio. — Com licença. — Chamou a atenção dessa recepcionista. Apresentando arqueaduras sutis nas arestas dos finos beiços róseos, ostentou uma atmosfera radiante e harmônica. Assim como a voz. — Viemos fazer uma entrega ao senhor Ramírez. — Uma das aptidões formidáveis de Penelope era mexer na porcentagem e nas possibilidades de algum acontecimento vier a suceder-se como quisesse. Ela portava uma caixa falsa nas palmas só para ressaltar a impressão de entregadores que passavam. — Poderia nos dizer qual é a sala dele mesmo? — A possibilidade atualmente modificada foi que esse Senhor Ramírez estaria fazendo hora extra. A recepcionista teclou no PC rapidamente e logo informou a sala e o andar. — Perfeito. Obrigado. — Newton agradeceu. Seguiram para o elevador. Clicou no botão do 87º andar. — Espero que você não tenha medo de altura. — Puxou conversa, enquanto aquela musiquinha irritante tocava.




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Re: — Her balaclava is starting to chafe

Mensagem por Penelope Modzelewski em Sex Mar 24, 2017 12:48 am



You know, you know I hid the red child

“Sem mais mutantes.” O sussurro era novamente a única coisa da qual eu me lembrava do sonho que eu tivera naquele fim de tarde. Havia tirado o único dia disponível que eu possuía de folga para estudar para os meus exames anatomia avançada e genética, e a Dra. Lethermann avia me concedido este dia de bom grado. Contudo depois de horas ininterruptas estudando, adormeci sem nem ao menos me dar conta do quanto eu estava cansada, acarretando em um sonho que me atormenta desde os onze anos de idade. Eu tinha quase certeza de que aquilo não se tratava de nenhum sonho comum, afinal ser tomada pelas mesmas cenas em meu estado de REM não pode ser considerado algo dentro dos padrões normais. E isso me assusta muito. Antes que minhas crises mostrassem presença, pensei instantaneamente na necessidade de falar com uma pessoa em específico. Uma pessoa que só com o proferir de sua voz poderia me acalmar. Mas quando eu destravava o aparelho celular para mandar uma mensagem para Kwan, duas ligações perdidas de um número restrito estampavam minha tela. Eram de seis e cinco minutos atrás. No mesmo instante, o celular toca novamente. Por pura curiosidade eu atendi o telefonema. — Sim? — A voz de Aguillar do outro da linha era inegável. Meu superior dentro da organização da qual eu faço parte tem ordens a serem cumpridas. — Você tem certeza? — Questionei com notório medo em minha voz. — Mas eu... Eu não to pronta. — Não havia como contestar. Mors insistia veemente que minha presença era essencial para essa missão. E eu não estava em posição de recusar uma instrução de meu tutor.

Mas eu não estava sozinha. Um de meus colegas de trabalho fora mandado a campo comigo, e devido a minha falta de experiência, ele auxiliaria na maior parte do tempo para que chegássemos ao nosso destino e cumpríssemos nosso objetivo. Porém a primeira questão feita pelo rapaz já denunciara a minha compostura completamente confusa e perdida. De que modo entraríamos? Sua explicação faz com que eu erga as sobrancelhas e olhe de forma crítica para a enorme edificação do movimento art-decó, avaliando o número de andares que eu teria que conseguir me elevar para longe do chão usando unicamente meus poderes para flutuar metros e metros acima do solo. Estaria entre o topo do Empire State e uma queda horrível. Consequentemente reduzimos igualmente o passo para que eu pudesse tomar uma decisão entre tentar uma entrada convencional ou uma chegada suicida. Assim que Newton baixara seu capuz, percebi que eu mesma havia dispensado o uso do meu próprio capuz. Minhas vestimentas eram exatamente iguais às dele, porém o diferencial entre os nossos trajes estava na cor. O meu possuía detalhes em vermelho, uma marca que fazia referência ao meu próprio codinome e a forma em como meu poder se manifesta.

— Olhe em volta. Chamaríamos muita atenção para nós. — Assenti em resposta a ele logo em seguida ao gesticulamento alheio, percebendo que de certa forma o mesmo parecia se divertir em função do sorriso que ele expunha para mim. Sutil, mas se fazia ali presente. Apesar de ser uma de minhas raras missões, eu precisava transmitir alguma segurança até mesmo no ato de andar. Meu coração estava batendo forte no peito, porém deixei que minhas feições de mantivessem irredutíveis e seguras assim como meus passos estivam firmes e discretos. A caixa estava vazia debaixo do meu braço, simulando um embrulho de entrega para nosso alvo, contudo aquele embrulho não sairia vazio se conseguíssemos executar nosso trabalho com êxito. Deixando que ele cuidasse da parte diplomática, permaneci um pouco atrás rotacionando meu corpo na direção dos elevadores, encarando-o sem exatamente enxergá-lo. Meus olhos estavam semicerrados em função da minha concentração para alterar as probabilidades de forma que a recepcionista nos deixasse entrar.

Deu certo, pois segundos mais tarde estávamos dentro do elevador, com uma música padrão chegando aos nossos ouvidos. Desagradava tanto a mim quando a Newt, porque o mesmo parecia estar disposto a tentar ignorar a melodia, substituindo-a pelo som de nossas vozes. — Medo de altura? — Questionei, achando graça de sua pergunta. — A altura é a última coisa que devemos temer aqui. É muito mais preocupante pensar no estrago que eu posso causar à missão. — Minha expressão impassível foi substituída por um sorrisinho fechado e sutil, muito embora ele carregasse uma tentativa de descontração genuína. — Pronto para chutar uns traseiros, Spidey? — Interpelei chamando-o por uma alcunha para seu codinome — irritante, mas uma alcunha bonitinha — quando o visor que exibia o número dos andares indicava que estávamos no octogésimo primeiro pavimento. A campainha que sinalizava termos chegado ao nosso andar se fez, e as portas se abriram expondo longos corredores. Havia um número surpreendente de seguranças, e que se encontrava mais próximo das portas do elevador nos recepcionou de cara fechada, com seu porte inegavelmente assustador em função de seu tamanho.

Meu olhar apreensivo se direcionou diretamente para o lado; para o meu parceiro. Minhas pupilas escuras deixavam muito claras a minha apreensão, porém ele parecia saber exatamente como agir. Parecia deixar bem claro que ele queria que eu prosseguisse com o plano, por isso que a primeira coisa que me veio em mente foi entregar a caixa e pensar rapidamente em uma solução para passarmos batidos pela segurança. O guarda-costas parrudo questionou a nossa presença, e levando em conta a nossa vestimenta nem um pouco convencional para entregadores, não seria tão fácil convencê-lo de que iríamos fazer uma entrega. Concentrei-me em minha capacidade para me comunicar mentalmente com o rapaz ao meu lado. Distraia ele. Eu vou fazer com o que ele enxergue o que queremos que ele enxergue. Minhas luvas de meio dedo vermelhas pareciam pesar mais em minhas mãos, porém eu tinha que ao menos tentar. Quando o mesmo prosseguiu com a compostura de quem realmente iria cumprir com o serviço de entrega, afastei-me dois passos dos dois e rondei o segurança de forma cautelosa até que estivesse em um ângulo que tornasse possível o plano dar prosseguimento.

Perto o suficiente do segurança, postei-me ao seu lado e elevei ambas as minhas mãos ao lado de sua cabeça. Newt podia ver o que eu pretendia fazer e pausou sua fala quando minhas íris normalmente castanhas mudavam gradativamente para um cintilante rubi. Gesticulei minimamente com meus dedos e uma visível energia ondulante e sutil podia ser visível à visão do Homem-Aranha no momento em que meus impulsos neuro-elétricos mexeram com a mente do homem parrudo de terno preto. Quando o mesmo abriu a caixa, ele podia enxergar o interior da mesma com um revestimento aveludado e várias notas em dólares que exibia uma quantia superalta em dinheiro-vivo no lugar de um interior vazio. Uma entrega que notoriamente devia ser escoltada com devida cautela. Um suspiro de alívio escapou de meus lábios quando o segurança pareceu não estranhar a ínfera vazia do pacote, contudo ele comuna a nós dois que deve anunciar nossa chegada e questionar ao seu chefe — o nosso alvo — sobre a espera de uma encomenda. Arregalei os olhos para Newt de forma sutil, indicando que não saberia como lidar com a situação no momento. Não sabia nem ao menos onde o homem estava e nem podia enxergá-lo. Seria impossível manipular sua mente ou mesmo mexer com as probabilidades para que ele não achasse a situação suspeita. Vários homens de preto adentram lenta e gradativamente o corredor. Postando-me novamente ao lado de Newton, puxei-o sutilmente para que ele recuasse comigo para perto da porta do elevador.

— O que vamos fazer? — Murmurei entre dentes. O segurança está há alguns passos de nós, se comunicando com o patrão pelo telefone celular. — Eles são muitos, não consigo manipular a mente deles todos ao mesmo tempo. E ele não está no meu campo de visão para que eu possa mexer os pauzinhos. — Olhei novamente de esguelha para o segurança, que desligava o aparelho telefônico e virava-se em nossa direção.



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Re: — Her balaclava is starting to chafe

Mensagem por Newton Harrissen em Sex Mar 24, 2017 11:52 am

Now everybody's dead
Era engraçada a inocência da menina. Se bem que, acho, "inocência" era o melhor o termo, nem o correto, para ser aplicado a essa situação. Digamos, assim, a "falta de experiência era engraçada". No entanto, se as condutas não fossem reformuladas ao longo do procedimento, o qual levava ao término da missão, eles vão acabar se fodendo. E ela brigava consigo mesma, dentro da vastidão do sistema mental, contra seus remorsos e fobias, com o singelo de intuito de afundar tais sentimentos e não deixar-se ser conduzida à falha por estes. Todos sabem que não isso, essa luta, não era uma tarefa nem fácil, muito menos simples. Exigia tempos, que podiam levar anos até, mesmo com o auxílio da força de vontade e esforço. O francês, já familiarizado com missões de porte sistematicamente ofensivos, era o instrutor de que maneira agir, oferecendo sinuosas ideologias, sutis, para como dar continuidade ao "serviço de entrega". Anteriormente, expliquei o porquê de serviço de entrega aprontar-se entre aspas, porque, de fato, não era uma entrega. Entregador era o disfarce do par para que entrassem o arranha-céu, mentindo uma razão de presencia-se ali à noite.

A neutralidade cármica, psicológica e espiritual, que ela transpassava, mediante ao adentramento, era fluida, relaxava qualquer um, inclusive, o parceiro. O rapaz não se encontrava em uma condição tensa, ou quaisquer merdas assim, porém, por algum motivo desconhecido, sentia-se seguro. Talvez ter suporte de outra pessoa com superpoderes não fosse tão ruim, se esta soubesse o que estivesse fazendo. A novata sabia. A manipulação das probabilidades cedia a oportunidade de tudo ocorrer como o esperado, mas, não era algo totalmente seguro. Ao mesmo tempo em que tudo pode acontecer gloriosamente, tudo pode ir por água abaixo. A prudência deve ser controlada quando o uso dessa habilidade era feita, aparentemente. O mesmo vale para as capacidades do Homem-Aranha, que, por exemplo, não podia se dar ao luxo de exercer muita pressão quando se aderia a um plano, porque, dependendo da quantia de força cinética imposta no fazer, havia a possibilidade de derrubá-lo. Claro. Isso nunca aconteceu, porque nunca trepou em uma parede tão fina, sem suporte no lado interior, ou que fosse só tal parede. A arquitetura urbana nova-iorquina parecia ter sido feita especialmente para aquele homem; movimentava através dos prédios de comprimento vertical, prendendo suas teias com resistência neles. Balançava-se feito o Tarzan na selva. Desculpe, foi a única comparação e associação que consegui fazer.

E em meio a tais devaneios, a melodia de elevador não parava por um instante sequer. Deuses, como essa porra era uma porra, dava nos nervos. A sensação, que o rodeava, tratava-se em ser observado por algo ou alguém, coisa que não era fruto de prazer a ele. A visibilidade do cubo era curta, por isso dava para visualizá-lo em questão de segundos. À direita. No encontro de duas paredes à direita, ao lado da porta, uma câmera de filmagem, cuja, obviamente, portava a funcionalidade de gravar o que existisse dentro do elevador. Mirou, diretamente, a lente. Encarou-a, profundamente, ao mesmo tempo em que semicerrava as pálpebras e, portanto, ocultou parte das orbes de ébano. Seguidamente, a lente foi impedida por uma camada acinzentada; eram teias. A intersecção – uma corrente de teias - entre um ponto e outro – Newton e a câmera de segurança – foi usada para remover o aparelho tecnológico do espaço, parando-o entre dedos do assassino. Ali, exerceu força com os palmos e esmagou-o. — Vai que descubram nossas identidades, né. — É como dizem: “é melhor prevenir do que remediar”. Seguindo essa filosofia, destroçou as filmagens daquela câmera. Também, deu uma porrada no alto-falante, fazendo com que a música fosse interrompida. Suspirou, agradecendo a si mesmo por tê-lo feito. — Não sei você, mas eu já estava querendo fazer isso há mó tempo. — Cinicamente, deu um breve riso, um tanto quanto maldoso. Então, a resposta, referente a outras questões, de segundos mais a trás, Feiticeira Escarlate ofereceu. — Relaxa. — Movimentando os ombros em círculos, com lentidão, relaxava a musculatura. Desenhou um sorriso tênue, a fim de acalmar o enredo da fala. — Você vai se sair bem. — A afirmação era audível na saturação aplicada às letras. — Estamos nisso por alguma razão. Se o chefe te contratou, assim como a mim, é porque tem confiança em nós e em nossas aptidões. — Prosseguia com o dizer. — Tenha confiança em ti, como eu tenho. — O sorriso estendeu-se a largo, mostrando pequena covas nos cantos.

Depois, a transformação nas feições alheia foi claramente a que o mais alto queria ver. Olhou a porta metálica, precisamente a linha negra que ligava as duas, já que são duplas. — Nasci pronto. — A frieza na réplica simbolizava exatamente o que ele queria: clareza e afirmação. Não bastou muitos períodos temporais para que as portas abrissem. A visão que tiveram, seguidamente, foi a presença de inúmeros seguranças, fazendo, possivelmente, plantão. Ou somente exercendo a profissão que levam comida para a casa, esposa e filhos. Penelope ficou apreensiva. Newton olhou-a a modo de transmitir uma mensagem mentalmente, mesmo que não pudesse escutar: “Está tudo bem. Não fica assim. Só relaxe”. Manter a calma é o elemento chave para momentos assim. A garota, então, correspondeu a chamado, mandando outra mensagem, que assemelhava-se a uma instrução, para ele, via pensamentos. Beleza. Assentiu ao mover o crânio verticalmente, porém discreto. — Então, senhor... — Os globos oculares moveram-se ao crachá do homem, lendo o nome do segurança, este que havia interceptado os dois. — Senhor Harvey. — Corrigiu-se. — Viemos fazer uma entrega por aqui. — Falou sem receio, ostentando uma expressão facial puramente persuasiva, contrastada pela atuação nata do rapaz. E, evidentemente, o homem estranhava as vestimentas da dupla de carrascos; Harrissen vestia um casaco predominantemente negro e escarlate, com poucos detalhes azulados, sendo que esta cor focava-se às costas na forma de uma aranha.

Uma breve pausa interrompeu a explicação. — O senhor não está a par da nova moda. — Gesticulava com precisão. — Isso é o que todos estão vestindo no mundo das entregas, coisa que começou lá em Milão, Itália, naquele desfile de moda superfamoso e tal. Nosso chefe gosta dessas coisas, por isso obriga a gente a acompanharmos e seguirmos essas coisas. — Ao mesmo tempo em que o mais alto distraía, a garota fazia outra coisa: tocou as têmporas do outro e implantou uma ilusão em sua cabeça. — Olhe no que trouxemos. — Abriu a caixa, que localizava nos palmos de Newton. Nisso, o vislumbre que o segurança teve foi do que os dois queriam, fazendo-o crer que eram do cargo profissional que diziam ser. O aranha mirou para o objeto, a fim de constar se também estava sendo afetado pelos dons telepáticos da feiticeira. Estava vazio na concepção dele. Entretanto, o alívio durou pouco, já que a frase do segurança, indicando de que falaria o alvo e anunciaria a entrega, denunciou um rosto de choque em ambos. A atitude deveria ser feita logo, porque outros armários invadiram a localidade. — Uau. — Aguardou que Penelope voltasse ao espaço ao flanco de si e entregou a caixa. Revestiu o crânio com o capuz, coisa que na rua em frente do Empire State Building removeu. — Deixa comigo. — Em resposta, soltou um sussurro. Antes que o segurança pudesse findar ligação, Newton disparou o pulso para em sua direção. Ao mesmo tempo, dois de seus dedos pressionavam o dispositivo, este que lançou uma teia. A química pegajosa prendeu o braço do homem à parede perto dele. Sem desestabilizar o emocional, o menino moveu-se o corpo, impulsionando o joelho contra o maxilar daquele. O impacto repentinamente abrupto nocauteou.

— É único jeito que sobrou. — Sobre os ombros, mirou a Feiticeira Escarlate. Um riso, composto por puro sarcasmo, escapou da vibração das cordas vocais dele, enquanto os homens de preto moviam para cima dele. Sem muito se preocupar, a agilidade mecânica nos movimentos corpóreos fez com que o Homem-Aranha esquivasse dos golpes dos outros. Para recompensar os ataques desferidos, golpeou-os em alguns pontos, somente para que dormissem. E, tinha gente ainda muito bem acordada, e que logo foram postas para dormir com toques mágicos de Penelope. Para evitar que atrapalhassem de novo, aprisionou-os todos com as teias. A passagem almejada para chegarem ao Ramírez foi, finalmente, cedida. — Ouço passos. — Apontou o mais alto. Franzindo o cenho, focalizou a audição apurada de onde vinham os ruídos abafados das solas dos pés. Pareciam distantes... Distanciando cada vez. — Ele tá fugindo! — O timbre vocal do rapaz era um pouco mais alto, o bastante para que a parceria escutasse sem que a distância entre inércias influenciasse. Como o alvo notou ser um “alvo”, tomou a liberdade em correr dos dois. — Vem comigo! — O deslocamento foi o rápido, cruzando o corredor à esquerda. Em uma voadora, derrubou a porta. O tal do senhor Ramírez, aquele que receberia a entrega falsa, estava tentando telefonar para a polícia quando ambas aos mãos foram sobrevestidas pelo tecido viscoso das teias.



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Re: — Her balaclava is starting to chafe

Mensagem por Penelope Modzelewski em Dom Mar 26, 2017 5:47 pm



You know, you know I hid the red child

Eu podia afirmar uma coisa com total convicção do mundo que trabalhar com Newton era de longe uma ótima opção quando dizia respeito a executar uma missão. Sua forma de trabalho até então era sem grandes pressões em seu decorrer, e mesmo com a minha falta de experiência ele não parecia perder a sua paciência com as minhas inseguranças em momento algum e sempre parecia conseguir preencher as minhas faltas da melhor maneira possível. Parecendo extremamente confortável em quaisquer que fossem as circunstâncias ofensivas de uma tarefa, Newton sabe exatamente onde deve pisar e quais improvisos caso o plano A dê errado. Um plano B, C e D pareciam estar escondidos por detrás da barra costurada de suas mangas, e eu sabia que o rapaz poderia criar qualquer plano de emergência caso todas as letras do alfabeto fossem esgotadas. Estava agradecida por ter ele ao meu lado, pois de certa forma as suas funções cumpriam suas próprias tarefas e ainda tampavam as lacunas que eu deixava em aberto. Provavelmente Aguillar não havia escolhido de forma aleatória para completar a meta que eles tinham de cumprir naquele edifício. Além disso, Newton passava confiança e parecia ter confiança em minha capacidade assim como nosso chefe em comum também tinha.

Quando o mesmo viu que eu não poderia expandir meus poderes sem saber que consequências poderiam ter depois, ele colocou o capuz em sua cabeça e cobriu as suas feições com a vestimenta se encarregando de cuidar dos grandalhões que vinham na direção dos dois. Sua habilidade com as teias, seus supersentidos e a sua força faziam dele um adversário impossível de derrubar. Ou quase impossível. Contudo eu não podia vislumbrá-lo lutar com todos eles sem contribuir e deixá-lo com todo o fardo sozinho, afinal ele não podia lutar infinitamente até que cada um dos últimos homens caísse, pois poderia isso ser uma distração para que nosso alvo escapasse. Eu tive de soltar a caixa que me fora entregue na frente das portas do elevador e deixei minhas mãos livres. Não me dei ao trabalho de colocar ao capuz para cobrir meus cabelos, pois eu tinha a minha própria forma de ocultar nossas identidades depois dessa noite. Mais uma massa de homens apareceu para surpreender o Homem-Aranha, e essa foi a minha deixa para avançar. Elevei minha destra e dela uma massa de energia encaminhou-se até o primeiro adversário, fazendo com que o mesmo batesse no segundo, e o segundo no terceiro, todos de forma brusca e caindo uns nos outros como se fosse uma pilha de peças de dominó. Porém mais homens vinham ao ataque e eu precisava tirá-los de nosso caminho.

Conforme meus poderes avançavam e tingiam toda a visão de quem estivesse nos corredores por um vermelho vivo, minhas mãos gesticulavam de forma mais frenética e enérgica para controlar a energia que eu sugava do ambiente como se fossem fios de marionete, fazendo com que os movimentos dos seguranças fossem comprometidas por atos involuntários. Eu e inclusive eles podiam ver a carga escarlate que os empurravam e os impediam de avançar contra mim e meu companheiro, deixando-os distante do epicentro em que nos encontrávamos. Dois homens que dobraram dois corredores há pouco mais de quatro metros a minha frente prometiam jogar seus corpos pesados contra mim, porém com outro movimento rápido executado com minhas mãos e um reflexo absurdo ocasionado pela minha adrenalina, usei da minha capacidade telecinética para contê-los em meio ao avanço, e ergui-os há pouco mais de um metro do chão e com um movimento rápido de meus pulsos, eles se colidiram bruscamente no are ali permaneceram até que meus antebraços instintivamente moveram-se bruscamente em um meneio curto, furtivo e repentino em direção ao piso, fazendo com que os corpos inconscientes dos homens caíssem no piso.

Os outros homens que se levantavam no chão agora estavam tentando se levantar, porém eu não podia mais dar conta de tantos seguranças ao mesmo tempo. Minha capacidade mental ainda não era tão ágil para lidar com tanta carga, portanto uma aura vermelha e carregada de pesar tingiu novamente o ambiente e com a minha capacidade de entrar na mente deles, um por um pude atingir o subconsciente de cada um e derrubei-os em um sono profundo sem nem ao menos precisar menear com as mãos. Meus olhos castanhos até então passaram momentos carregados pela energia escarlate até que a manifestação de toda essa energia se esvaiu gradativamente enquanto Newt dava seu jeito de prender todos os seguranças desacordados para que nenhum deles nos rendesse problemas. — Eles são testemunhas. — Murmurei para o Homem-Aranha, visando-o com seriedade antes de soltar um longo suspiro para visualizar cada um deles e utilizar de minha concentração para apagar a memória dos últimos minutos de cada um dos seguranças que havia tido a oportunidade de ver o nosso rosto. As memórias dos últimos instantes eram sugados por mim em uma nova concentração de energia vermelha que flutuavam vertinosa e fluídas de forma lenta até a ponta de meus dedos.

Meu parceiro parecia estar escutando algo que meus ouvidos limitados não podiam escutar, e ele exclamou para mim que o nosso alvo estava em fuga. Segui-o até o local em que o homem estava e mesmo que a porta estivesse vedada, a força de Newt era o suficiente para detonar a barreira que nos separava de Ramirez. Quando as teias de Newton prenderam os pulsos do homem que buscávamos, o aparelho celular que estava há centímetros do piso parou no mesmo instante o seu movimento até o chão e flutuou por influência de uma aura vermelha que carregava o eletrônico até nós. Minha destra tomou o celular entre os dedos e meus olhos viram o número que o visor estava exibindo. — Ele esteve muito próximo de chamar a polícia. — Repousando o aparelho novamente em minha palma, o eletrônico que provavelmente era um dos mais caros que ele poderia adquirir e que seu dinheiro poderia comprar passou a pairar há pouca distância da segurança de seu aperto. Ao fechar os dedos com força em um punho, o celular foi comprimido em uma esfera de metais e peças eletrônicas pelo clarão rubro da manifestação dos meus dons. Essa mesma luz de carga da magia que eu portava soltara a esfera até que a mesma caísse com um baque surdo no chão e suspendeu Ramirez no ar. Com um aceno violento, minha mão fez com que o homem fosse empurrado de forma descomedida para fora do pequeno antro em que ele estivera para um cômodo avulso que estava com a porta aberta, conduzindo-o abruptamente na direção de uma cadeira, onde ele caiu sentado e desorientado por tais eventos estarem ocorrendo bem na sua frente.

— O que você fez exatamente, hein? — Questionei o homem encarando-o nos olhos com minhas pálpebras semicerradas e os cílios pesados formando uma cortina que me permitia analisá-lo de forma crítica com meu olhar pesado. Fazendo uso da telepatia que me foi dada, eu tentava vasculhar a mente do homem, porém tudo o que eu era capaz de ouvir era a culpa. Seu medo sobrepunha qualquer pensamento recorrente e passado que ele tivera, e isso torna a possibilidade de vasculhar seus pensamentos algo inviável. Não podíamos demorar todo esse tempo no escritório. — O que fazemos agora? — Ela interpela ao rapaz, temendo escutar seus pensamentos e achar algo que não quisesse escutar.



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Re: — Her balaclava is starting to chafe

Mensagem por Newton Harrissen em Dom Abr 02, 2017 12:49 pm

Now everybody's dead
A sorte do rapaz era possuir uma experiência relativamente considerável a embate, usando do que a mecânica estrutural do físico tem a oferecer. Porém, totalmente não era prudente dos atos, onde tornou-se uma constatação clara e concreta ao desferir, "inocentemente", os punhos em socos e os pés em chutes, em combinações variadas no inimigos. Socos e chutes, durante a malemolência ágil anormal dos músculos demonstrados nas esquivas dos golpes alheios. Dizer a essa maneira dá a entender que o tal de Newton Montguinéu Harrissen, informalmente nomeado como "Homem-Aranha", era invencível. Nem de perto um adjetivo semelhante a "invencível" possa a ser aplicado ao garoto de mechas escuras, já que passou sufoco durante o combate. Se não tivesse as percepções sensoriais cognitivamente expandidos, possivelmente hematomas pigmentariam a tonalidade caucasiana alva dele. Mas, em palavras sinceras, a sorte do maior era ela. Penelope ganhou oficialmente o cargo de "Pé de Coelho". Se não fosse por ela, acho que nem mesmo a intuição suportaria fazê-lo sair ileso, levando em conta a enumeração aumentada de brutamontes, os quais surgiram de um instante para o outro.

Porra. De relance havia fitado os que recém-compareceram ao clube de luta, lançando-se contra o invasor. Nem mesmo os atributos físicos incomuns dariam-lhe a oportunidade de confrontar todos. Com isso em mente, foi quando a feiticeira livrou-se da caixa, esta que jazia entre seus dedos, e largou no chão. A aura de tom avermelhado envolveu os punhos da mais baixa, enquanto o mesmo acontecia com os extremos de membros braçais de um adverso. Essas esferas austrais tomaram os papéis de "ponte". Ponte é sinônimo de e para "conexão"; a menina estava conectada ao homem. Ou seria o inverso? O inverso, já que quem estava no controle era ela. Articulando as falanges no ar, em gestos duros e brutos, o outro perdia sua reação, ao mesmo tempo em que a ação realizara era detalhada como instintiva. Reflexo das vontades da usuária de magia em ter partido para a luta, não ficar somente de escanteio. Harrissen agradeceu a todos os deuses, de todas as religiões que tinha ciência ou alguma singela noção, porque sem o seu suporte manipulado não teriam vencido a batalha. Também agradeceu rudemente ao manipulado, pois sem a força muscular do mesmo a ajuda não teria sentido, muito menos efeito esperado.

Enfim, minutos mais tarde, todos foram nocauteados. Os ataques secos tremulavam o cérebro, no interior da caixa cranial, chocando o tecido esponjoso e carnudo, responsável pela psique, na dureza dos ossos. Enfim novamente, já não podiam estabilizar-se conscientemente para dar sequência. Para caso não viessem a atrapalhar em eventos futuros, os derrotados foram deixados de canto, com as movimentações anuladas por conta dos fios viscosos, estes que prendiam os braços ao tronco. Juntou os tornozelos também. — Fiquem "sh" aí. — Ejetou o mesmo material aracnídeo nos beiços alheios, prendendo-os em uma venda superficial, e o bastante para abafar quaisquer ruídos que ousassem vazar das cordas vocais. Encarou a garota, que terminava de arrastá-los para a aresta. Acompanhou-a, ajudando-a. — Me lembra de nunca ficar no lado contrário de ti. — Apontou, em um riso momentâneo. Mas, o fato de não durar por muitos períodos temporais deve-se a outro fato: o som captado pela audição desenvolvida. Ter esses supersentidos é um confronto diário consigo mesmo, para aprender a lidar com eles. Quando a lição é aprendida, tornam-se funcionais.

O alerta notado foi anunciado em exclamação, em alto timbre. A informação passada foi corrida, tal como os passos eram direcionados ao leste. Em sumo, o que disse diagnosticava que a vítima de um não tão distante homicídio, ele estava fazendo suas contramedidas para evitar que isto ocorresse; já tomou o conhecimento do ataque feito pelos dois membros da elite de assassinos no Empire State Building. A atitude contra isso foi a invasão à sala desse, derrubando o que impedia o caminho - a porta trancada - com um poderoso chute. A primeira visão tida foi do homem a empunhar o aparelho celular, com o intuito de alertar aos oficiais da dupla. Entretanto, o cruzamento do Homem-Aranha evitou que esse acontecimento se progredisse, abraçando os palmos do senhor Ramírez com um tecido seboso. Modzelewski não tardou a juntar-se à festa, seguidamente lançando-o numa cadeira, sem noção do ambiente ao redor de si. E, anteriormente, reduziu o telefone a pó através de seus enigmáticos poderes.

O questionamento dela deixou o rapaz estático, apesar de que a indagação nem fora disparada para ele. O outro não soube dar a sua resposta, somente balbuciava grunhidos incompreendíveis. Por que deveriam assassinar, a próprios meios, tal homem? O que ele fez de errado para merecer esse fim? Aquela garota, a qual constantemente contestava o porquê de necessitar matar pessoas, estava surtindo efeito sobre a forma de pensamento de Newton. Ugh. Soltou para si mesmo, num devaneio murmurado. Andou para de trás à vítima, que jazia ainda, inconsciente, onde ficou. Inclinou-se suficientemente para apoiar cada mão em cada ombro do velho, massageando a musculatura conforme pressionava as pontas dos dedos. Encarou para frente, olhando diretamente para a sua parceira de crime.

— Faça. — Indicou. Enquanto isso, as digitais tocaram, então, as laterais do rosto de Ramírez. Os folículos fixaram na carne, originados com a habilidade de adesão dele. Aos poucos, pressionava os braços contra a cabeça, comprimindo gradativamente. — Faça. — Repetiu, já não demonstrando tanta paciência quanto padronizou minutos atrás. Franziu o cenho em uma expressão irritadiça. — Vamos. Faça logo. — O tom ficava, a cada letra sibilada, mais alta, apresentando perceptivelmente a necessidade do moreno em absorver a essência da virtude em ser paciente. Já bufava as bochechas, ao mesmo tempo em que respirava, ofegante. — Você tem de fazer isso e é agora. — Ordenou. O sentido extra anunciou o movimento que ela tomaria, ativando a adrenalina. Portanto, a vitamina energizante permitiu uma acrobacia para trás, esquivando do ataque da Feiticeira, este que era focado no morto. Em torno a cadeira, sangue banhava o carpete. Newton mirou diretamente o fluido rubro, distante. — Evidentemente, você é uma de nós. — Reformulou a maneira em que proclamava, esboçando um sorriso ameno. — É hora de irmos. Já terminamos nosso trabalho. — O rosto virou à janela metros depois do próprio dorso, mirando o céu escuro.




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Re: — Her balaclava is starting to chafe

Mensagem por Penelope Modzelewski em Ter Abr 11, 2017 3:25 am



You know, you know I hid the red child

Eu não conseguia absorver o fato de que aquela hora havia finalmente chegado. Apesar de saber o que ia acontecer, que esse momento ia proceder de forma quase inevitável, eu não queria aceitar que devia realmente fazê-lo. Escutar Newt dizendo que eu devia fazê-lo — matar Ramirez — me deixou completamente sem nenhuma ação. Meus olhos focaram-se em Newton por um instante, minhas íris castanhas transmitindo todas as dúvidas possíveis, deixando clara a minha interrogativa em minha própria expressão. — “Faça” o quê? — Questionei. Havia genuína inocência em minha pergunta. Eu não podia matar aquele homem, podia? Eu não fazia ideia do que ele havia feito e não havia nenhuma motivação a mais para que eu pudesse machucá-lo de forma irreversível; ou pior, arrancar sua vida sem saber se era ele ou não inocente. Balancei a cabeça negativamente, olhando dessa vez diretamente para o homem e deixando bem clara toda a minha relutância. Foi nesse momento de relutância que Newton passou a demonstrar um lado não tão paciente quanto fora anteriormente; e esse sobressalto me faz olhar para ele de forma ainda mais perplexa. — Por que tá falando assim comigo? — Meu timbre não era predatório. Era nervoso, mais relutante e totalmente abalado pela circunstância e pela pressão exercida pelo tom de voz do Homem-Aranha. Eu precisava de toda a minha força de vontade para não entrar em pânico e chorar naquele instante. Eu não podia falhar, mas quando você tem um histórico cheio de tragédias feito o meu, você pode achar que mais um assassinato em sua cartilha não faz nenhuma diferença. Mas pode ter certeza de que isso faz toda a diferença.

Eu precisava de tempo para vasculhar a mente do homem para conseguir ter raiva o suficiente para matá-lo, mas mesmo que eu fizesse isso, não conseguia agir de tal forma à sangue frio. Ramirez não é um bom homem; está muito longe de ser um bom homem. Experimentos cruéis com mutantes e meta-humanos; um homem de total má fé que fazia todo o tipo de maldade com tais criaturas. Os levou a morte e muitos dos sobreviventes se tornaram escravos do homem, e isso era o suficiente para me motivar a fazê-lo. E por que eu não conseguia? Ele era mal, não era? Eu preciso contar algo muito importante para vocês. Não seria ele a primeira pessoa que morreria pelas minhas mãos, porém todas as outras mortes não foram causadas de forma proposital. Todos acidentalmente mortos por mim. Mas isso não tira o peso da minha culpa. Sua alma se fragmenta em pedaços a cada vida que você tira. Sua essência é perdida até que não sobre mais nada. Porque tirar a vida de alguém não cabe a mim. Naquele momento, meu âmago estava sendo assomado pela raiva de estar sendo obrigada a fazer algo que eu não queria. A última oração cuja Newton praticamente impunha uma ordem desencadeou o que faltava pra minha instabilidade emocional se fazer presente. Um ódio incondicional de Aguilar, por me mandar para aquela missão mesmo consciente de que eu estava despreparada para isso. Ódio de Newt, que estava me submetendo àquele impasse horrível de morte. E principalmente de Ramirez.

Por maltratar a tantos, por ser um dos responsáveis por dividir o mundo entre aprimorados e humanos. Por nos deslocar, por nos maltratar e por obrigá-la a fazer aquilo por ter de tudo ruim. Iria fragmentar a minha essência mais uma vez, tudo isso por causa dos erros cometidos por terceiros. Meu coração batia forte e enraivecido, meus olhos ardiam e o nó em minha garganta estava formado há tanto que jamais imaginei que conseguiria falar outra vez. Instintivamente uma de minhas mãos se elevou na direção de Ramirez; mais especificamente na direção de seu peito. Diretamente para seu coração. Bastou um gesto feito com seus dedos para que seus olhos ficassem escarlates e a magia chegasse até o homem. Um som esganiçado sai de sua boca ao mesmo tempo em que suas costas começam a se curvar como se ele estivesse sendo puxado por uma força quase invisível. Apenas a energia vermelha é vista como um elo que trás o homem para mim. Até que seu peito se abre, rasgando-se da forma mais lenta e dolorosa possível. É audível o barulho dos ossos se quebrando e da carne cedendo À minha força. E a vida abandona os olhos de Ramirez no instante que meus dedos seguram seu coração. Há muito sangue jorrando tanto de seu peito quando das artérias que em um instante atrás bombeavam o líquido pelo corpo do humano. O órgão entre meus dedos não me chamou devida atenção; porque Newt diz com um timbre ameno que eu me mostrei como uma deles. Como uma Bereshit. Semicerrei os olhos na direção dele, que afirmava que tínhamos que sair dali por termos concluído nosso trabalho.

Com a mão livre, ameacei-o com uma rajada de energia caótica que parou há meio centímetro de rosto, ainda tomada pela raiva de ter feito isso. — Nunca mais use esse tom comigo. — A magia caótica se foi, mas eu me aproximei de Newt, com os olhos em sua cor normal novamente. Entregando o órgão ainda fresco na mão do Homem-Aranha, encarei-o nos olhos e sem falar mais uma palavra, girei em meus calcanhares e dei as costas ao meu parceiro até então, saindo da sala e colocando o capuz em minha cabeça antes de adentrar o elevador e me retirar do prédio da mesma forma que havia entrado.




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