— some bacon

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Mensagem por QUER PAGAR DE TREINADA em Qui Mar 23, 2017 10:43 pm

some bacon
A roleplay é iniciada pelo post de BRUCE BABBITT, seguindo por ELARA KALINOWSKI. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em um flashback, dois anos antes da data atual, MANHATTAN. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: — some bacon

Mensagem por QUER PAGAR DE TREINADA em Qui Mar 23, 2017 11:47 pm





some bacon
Na lateral do estabelecimento, sob um solo rígido cinza escuro, marcado em áreas específicas em tinta branca para indicar limites de espaço, uma moto fora estacionada. Num movimento anti-horário com os dedos fixados na chave, Bruce desligou o motor e retirou o capacete, podendo enxergar as cores de forma mais ampla se levar em comparação a redução parcial de visibilidade do visor do capacete para proteger os olhos da radiação solar, enquanto ambos os pés estavam firmados no chão oferecia equilíbrio para a moto recém-desligada. Encaixou o objeto entre os bíceps e a lateral do corpo, respectivamente abaixo das axilas, enquanto abaixava o descanso da moto para oferecer equilíbrio ao auto, suprindo assim a necessidade de ter alguém para evitar a queda.

Desceu da mesma sem pressa alguma, ergueu a cabeça para dar uma breve observada no céu e tentar prever a olho nu uma chuva que poderia acontecer nos próximos minutos, todas as estrelas brilhavam em seu pleno esplendor na imensidão negra do espaço, o que causou um sorriso de canto no rosto do rapaz, era um alívio saber que não chegaria em casa molhado como na noite anterior, castigado pelo frio enquanto cruzava estradas em alta velocidade. Pousou o capacete personalizado sobre o banco e olhou a sua esquerda, direita e costas, não havia sinal de ser vivo algum. Certo de que estava sozinho, acompanhado apenas de outros veículos, subiu um pouco a manga da sua jaqueta de couro e lançou uma teia orgânica contra o capacete e o banco, no intuito de firmá-lo com segurança sobre a superfície.

Contornou o estabelecimento escolhido para fazer um lanche antes de retornar para o apartamento no centro da cidade, a famigerada rede de fastfood do Palhaço do Satanás, mais conhecida como McDonald’s, e adentrou no interior após portas autônomas de vidro deslizarem com o sistema detectando a aproximação de um corpo físico, concedendo passagem para o moreno, que elevou uma sobrancelha em ironia assim que percebeu a superlotação do lugar. — Nem fodendo... — Xingou apenas para si, alto demais para ser um pensamento, baixo demais para ser comparado a um sussurro. Levemente irritado, porém obrigado pelo próprio estômago inquieto, entrou na fila para o caixa, onde faria o seu pedido e realizaria o pagamento.

Eis que acontece a maior situação cômica que é possível e acontece toda hora dentro de lugares semelhantes, um funcionário do local pegou um bloquinho de notas e uma caneta e saiu assinando os pedidos de cada um que estava num nível da fila mais distante do caixa ao perceber que o atendimento não supria a quantidade de pessoas presentes, numa tentativa de “agilizar o processo”. Após ter a sua folha de papel destacada com o seu pedido, Bruce esperou o funcionário tomar um pouco de distância para rir consigo mesmo do “gênio” que teve essa ideia. — Os caras só fazem escrever no papel o pedido. O tempo que o caixa demora para ler é o tempo que levaria para ouvir. Acho incrível essa galera esperta. — Falou entre risos baixos para uma pessoa aleatória que se encontrava logo atrás do rapaz na fila.

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Re: — some bacon

Mensagem por Elara Kalinowski Hawkblue em Sab Mar 25, 2017 7:50 pm



Can I take your order?


A rua estava quase deserta de almas vivas. Quase.

Uma silhueta feminina, semi-oculta sob o manto negro que àquela altura cobria a face terrena, caminhava tranquilamente em direção ao destino desejado, o cabelo preto chicoteando às suas costas enquanto se deslocava sem emitir qualquer som.

Apesar dos olhos fixos no caminho à frente, Elara estava muito ciente de seus arredores; não havia nenhuma ameaça iminente, tampouco estava sendo seguida — o que já havia acontecido tantas vezes que tornara-se um hábito ter certeza do contrário — portanto não custou a avistar o letreiro amarelo e vermelho característico de certa lanchonete popular nas redondezas.

Cortou a distância entre o estacionamento e as portas automáticas à passadas rápidas, pressentindo o que encontraria no interior do estabelecimento antes mesmo de pisar neste. Costumava frequentar o lugar sempre que lhe restava algum tempo consigo mesma — uma eventualidade rara — e nunca vira a lanchonete nem metade vazia em um horário como aquele; não seria diferente.

Bastou um momento de distração para que vozes e mais vozes lhe invadissem a mente, pensamentos daqueles presentes no local que ela se permitiu ouvir por não mais que apenas alguns segundos antes de tornar a concentrar-se apenas na própria mente tempestuosa. Movimentadíssimo como esperado, uma fila aparentemente interminável estendia-se em frente ao caixa, enquanto um funcionário muito astuto anotava os pedidos dos desafortunados que, como Elara, encontravam-se à certa distância deste.

Elara não foi a última da fila por muito tempo; logo mais e mais clientes se encaminhavam ao enfileirado de pessoas famintas e impacientes.

— Os caras só fazem escrever no papel o pedido. O tempo que o caixa demora para ler é o tempo que levaria para ouvir. Acho incrível essa galera esperta.

Levou um instante para que Elara percebesse que o comentário — uma tentativa inconsciente de iniciar uma conversa, talvez? — era dirigido à ela, vindo do homem que encontrava-se uma posição à sua frente na fila.

— São mesmo muito inteligentes. — Concordou, cruzando os braços sob o peito. — A esse passo vamos levar horas nessa fila.


i was doing just fine before i met you.

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Re: — some bacon

Mensagem por QUER PAGAR DE TREINADA em Qua Abr 05, 2017 7:40 pm





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Paciência nunca foi um traço de personalidade presente no rapaz. E ele odiava ter esse tópico em prova, pois são em situações como a em questão que xingamentos inundam os pensamentos de forma quase que dominante, sufocando todas as outras palavras do vocabulário numa espécie de opressão. Já inquieto, viu a oportunidade de ocupar a cabeça e livrar-se do tédio enfermo com alguém da fila, o assunto não demorou para ser posto sobre a mesa, e na mesma velocidade, obteve a resposta. Por ter puxado o assunto às cegas, quase que de forma involuntária, Bruce não fazia ideia para quem ele tinha falado.

A resposta veio num volume em alto e bom som, o que foi uma surpresa para ele no segundo inicial, já que esperava ser ignorado ou no máximo uma resposta curta de no máximo algumas sílabas. O tom agudo trouxe consigo a quase certeza de que quem lhe respondera fora uma mulher, mas ele não sabia ao certo como ela era, ou se realmente era uma. Girou de calcanhar em torno do próprio eixo, ficando com a lateral do corpo de frente para a pessoa atrás de si, não totalmente de frente nem totalmente de costas. — Eu não os julgo, sabe. — Cruzou os braços em frente ao peitoral e apoiou o peso do corpo sobre a parede ao lado, omitindo uma parte do menu em painel acoplado a parede.

Nessa posição, o rapaz pode finalmente ter uma visão parcial da pessoa que o tinha respondido. De imediato, a suspeita a respeito do sexo foi confirmada. Não que isso realmente tenha um peso para a conversa fluir, mas, caso aquela voz pertencesse a um homem com seus 30 anos, 100kg repleto de tatuagens e peitoral rasgado de academia, Bruce não se responsabilizaria por algum ataque de risada súbito. — Eu só acho que eles poderiam pegar esse cara do bloco de notas e colocar mais um caixa. Mas nãããão, bota ele para andar ao lado de uma fila superparada. Puta ideia. — Desabafou num tom levemente irritado, simultâneo a uma troca de peso, alternando o membro que lhe ofereceria grande parte do sustento do pé esquerdo para o direito.

O tempo parecia transcorrer especialmente devagar naquela fila, como se cada mínimo espaço de tempo de uma medida para outra fosse uma eternidade, fazendo o rapaz sentir nas costas a existência de cada segundo se passando. — Eu só queria um burgão monstro agora. O trabalho hoje foi puxado, mas foi do caralho. — Sem querer, deixou transparecer certa emoção nas palavras, juntamente a um leve brilho na íris protagonizando o olhar. — Pena que aconteceu um acidente de trabalho, rasgou minha jaqueta, não sei se dá pra ver... — Desfez a postura que admitia braços cruzados e levou uma das mãos até a barra da jaqueta preta, a esticando para exibir algumas marcas sobre o couro, o tamanho indicava que projéteis pequenos e de extrema velocidade foram os causadores. — Eu poderia deixar ela pra lá, mas eu acho que isso dá história pra ela, sacas? — Abaixou a cabeça e guardou ambas as mãos no bolso do jeans surrado.

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Re: — some bacon

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