[20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

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[20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Sadie Cassandra O'Keefe em Qui Mar 23, 2017 11:36 pm

The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage
A roleplay é iniciada pelo post de Morrighan Hailey O'Keefe, seguindo por GERRARD C. MANTOVANI. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 23/03/2017, Hospital Psiquiátrico de Manhattan. O conteúdo é +18. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.



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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Sadie Cassandra O'Keefe em Sex Mar 24, 2017 12:19 am

Lay me on the bottom...

11:58 da manhã, Hospital Psiquiátrico de Manhattan.  

Quando vieram dar a nova dose de paralisante através do cateter que estava em seu corpo, Morrighan estava em um sono profundo, tão profundo que não percebeu quando a enfermeira baixinha e com cara de poucos amigos entrou em seu quarto batendo a porta com violência, como se quisesse acordar a menina de propósito.

Já faziam quase 3 anos que Morrighan, após fugir de Belle Reve graças ao desconhecido Sebastian — que mais tarde se revelara um hospedeiro de John Constantine — havia sido recapturada nas ruas de Nova York e enviada para o Hospital Psiquiátrico de Manhattan, agora como propriedade do estado, sendo submetida a doses concentradíssimas de Rapifen em seu corpo, de forma que a garota não pudesse utilizar seus poderes outra vez para fugir do local e acabar sendo prisioneira em si mesma.

Morrighan abriu os olhos, vendo pela centésima vez o mesmo teto branco texturizado com a lâmpada fluorescente ao seu centro. Ouvira os barulhos das gavetas do criado mudo que ficava a sua esquerda sendo puxadas e empurradas, assim como o som de metal contra metal do carrinho onde transportavam as drogas e o material de higiene pessoal da garota, que tomava banho 2 vezes ao dia, e a sonda de dejetos era trocada de 4 a 5 vezes. Os bipes das maquinas que ligavam seu corpo aos tubos, sondas e cateteres que a mantinham alimentada e hidratada já não a enlouqueciam mais, nos primeiros dias Morrighan chorava como demonstração da dor e do desespero que sentia, tendo apenas como recurso os próprios olhos para expressar seus sentimentos diante daquela prisão física e psicológica.

Sentia-se com sorte por poder ouvir e enxergar, pois acreditava que se quisessem, os médicos poderiam tê-la colocado em um coma induzido, onde ficaria em estado adormecido pelo resto de sua vida, e nunca mais veria nada, ou teria consciência do espaço que a rodeava, desesperando-a e enlouquecendo-a ao perceber que isso incluía nunca mais ter contato com Sebastian através de seus sonhos.

Era por isso que ela sempre estava dormindo, ou que sempre se forçava a dormir. O mundo dos sonhos era seu local de libertação e único canal de contato com o mundo exterior — ao menos, quando Sebastian decidia visitá-la — era através dele que ela ainda mantinha o pouco de sanidade que restava, conversando com seu salvador durante longas horas sobre os mais variados assuntos, e era por onde ela conseguia "viajar" nos sonhos de outras pessoas quando se cansava das mesmas imagens que passavam em looping infinito em seu subconsciente.

O último baque foi ouvido quando a enfermeira saiu do quarto, não só fechando a porta, mas como trancando-a. Aquela era a pior parte de se receber a dosagem do remédio: quando todos os seus músculos doíam, e um forte enjoo se alastrava por seu estômago, efeitos colaterais da alta dosagem a qual ela já deveria acostumada. Morrighan respirou fundo, fechando os olhos novamente e se perguntando o quão danificado seu fígado já não estaria após tanto tempo recebendo venenos.


Lá fora, um passarinho piou, pouco antes de abrir suas asas e voar para longe.

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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Gerrard B. Mantovani em Sex Mar 24, 2017 9:28 pm


Don't be afraid... I don't bite
Time to Rescue!

 

Havia se passado alguns dias após a aquisição de Lauren e Emma na sua organização. Um contentamento era mútuo dentro do prédio, que se enchia cada vez mais. Tudo corria como o planejado, até em determinada manhã após o café, Gerrard começava a observar alguns relatórios de pessoas que estavam em estado de contenção estadual ou até mesmo, nacional. Uma jovem o chamara a atenção, tratava-se de Morrighan Hailey O'Keefe , algumas fichas de assassinatos e diversas outras coisas

A cada frase lida era uma singela golada no café e começava em murmúrios baixos:

– Bom... Uma Irlandesa, quatro seguranças do FBI especiais, já está no hospital psiquiátrico daqui de Manhattan faz três anos... Perdeu seu primeiro amor...Mas... Esses dons... Meu deus do céu... Essa garota deve estar sofrendo muito, fora que ela seria muito útil a minha pessoa, mas, mesmo assim, mesmo ela não querendo vir para cá, sinto que devo libertá-la desta agonia. Vou lá neste momento! – Concluiu o homem, começando a vestir sua armadura, colocando ambas as pistolas nas coxas, prendendo as sub-metralhadoras nas costas, colocando vinte cartuchos no total recarregáveis em bolsas por sua cintura dez das pistolas quanto das sub-metralhadoras, e desceu as pressas pelas escadas mesmo.  Chegando ao térreo pulou sobre a SoundKiller e acelerou bruscamente atravessando a rua principal do prédio em direção ao local onde mantinham a jovem presa.

Não demorou mais que trinta minutos até que uma moto preta e laranja parou no estacionamento do centro médico, Gerrard  carregava uma sacola de compras, antes de ir diretamente para o centro médico, passou em uma loja, comprando um vestido branco rendado para a jovem, para sua possível fuga. Com o caminhar pesado da armadura, o homem deu um chute na porta principal do salão, levando ambas as mãos á Pain e Killer, as sacando abruptamente já fazendo dois disparos, contra os seguranças que guardavam a recepção. Os corpos dos homens caíram no chão abruptamente, uma poça com um líquido viscoso os circundavam, ambos já estavam mortos, mas, aquilo não era importante para Gerrard, para quem já matou e viu muitos morrerem...Aquilo era absolutamente nada. O barulho dos tiros provavelmente ecoou por todo o recinto psiquiátrico, a única coisa que o homem ouvira foram as cápsulas dos projéteis de ambas as pistolas caírem no chão, levou a Killer, a sua pistola destra, até a frente de sua máscara como em um sinal de silêncio, adentrando o corredor que ligava até a sala onde a jovem estava, temia que com o barulho dos disparos pudesse ter deixado-a em pânico.

Cortou o corredor rapidamente encontrando um dos seguranças já alerto, que efetuou os disparos contra o italiano sem misericórdia, entretanto, as balas, toda vez que batiam contra a armadura bruta do mesmo, apenas ricochetavam, causando dano nulo a seu hospedeiro, quando a pistola do mesmo descarregou, Gerard já estava a uma distância de menos de três metros da vítima, que fora agarrada bruscamente pelo pescoço. Levantando o homem, ele vira um olhar desesperado na sala ao seu lado, provavelmente por culpa do mesmo, mas, era a jovem que ele procurava . Desviou suas irises azuis da mesma por um instante, imprensando o homem contra a parede, dando-lhe uma cabeçada, o desmaiando no ato, caminhou em direção ao quarto da jovem, e ao arrombar a porta com a perna direita, deu um tiro na testa do segurança com sua mão esquerda.

O homem foi até a beira da cama e observou a jovem calmamente. Por baixo daquela máscara o olhar azulado da cor do mar do homem expressava o que ele sentia, aflição, o sofrimento de ver aquela garota ali naquele lugar sendo tratada daquela maneira, se havia algo que lhe fazia cortar o coração era esse tipo de tratamento com pessoas do sexo feminino.  Gerrard então puxou uma cadeira sentando-se próximo a jovem, para a fitar nos olhos, levando sua mão, envolta de sua luva armadura pesada até as dela falando em um tom calmo, confiante e tranqüilizante:

- Não se preocupe... Seus dias de inferno acabaram... Eu vou te retirar daqui mesmo que custe a minha vida, mas, depois lhe darei uma opção de escolha, cabe a você querer ou não...O mais importante é, lhe tirar com vida daqui... A propósito, comprei uma coisa para a senhorita.

Disse o mesmo levando a mão até o seu antebraço direito, onde havia prendido a sacola, mostrando um vestido branco rendado esbelto a moça, e o deitou sobre o corpo da mesma com delicadeza, mostrando um lado seu que normalmente não mostrava ás outras pessoas, compaixão.

- O que achou mocinha? Quer que eu o vista?  Pisque duas vezes para sim, uma paranão, prometo não olhar para o seu corpo muito, só o suficiente para vesti-la, sei que esses aventais que usam em vocês é horrível, não há higiene nem nada que proteja seu corpo, como uma roupa íntima, mas ainda é pior para nós homens... Sabe, vou te contar um segredo... Eu fui preso em uma base militar chinesa... Mas... Nem esse avental eu tinha para vestir... Eu sou um produto de ciência humana... Eu fui criado para ser um super soldado, um super assassino... Foi por isso que assassinei todos os meus criadores.  E também o motivo de que eu não posso deixar você aqui... Agora, só decida com que roupa quer fugir, e depressa, ainda tenho que matar mais um dos seguranças que deve chegar aqui a qualquer momento...

Dizia o mesmo olhando para todos os locais de forma energética, segurando apenas a sua pistola direita que se a garota pudesse se esforçar leria a palavra “Pain” escrita na mesma, e a que estava próximo a sua mão tinha o nome de “Killer”. Gerrard estava aéreo demais para notar a jovem, apenas rezava para que ela se decidisse logo antes que os seguranças pudessem chamar reforços e de alguma maneira a ilusionista acabar saindo ferida.


Equipamentos:


Ikon Armor (Deathstroke Armor): Uma armadura completa do corpo, toda revestida em uma tecnologia desenvolvida unicamente na china, que reage aos dons de seu portador no caso do reflexo e agilidade, capaz de suportar extremos impactos, mesmo o soco do Superman, além de ser impenetrável por projéteis, sem que o usuário sofra lesões. É toda revestida em uma tecnologia cerebral e um material desconhecido hiper resistente, que o mesmo tem total controle podendo assim tornar o local mais resistente com a ajuda de seus reflexos e atividade cerebral.


SoundKiller: Harley Davidson V-Rod Muscle Custom (SoundKiller): Uma moto toda modificada da fabricante Harley Davidson, possuindo uma nova carroceria, roda traseira alterada, assim como seu alcance máximo de velocidade, possui um motor V8, alcançando até 200 cavalos de potência, alcançando a velocidade máxima de 280 km/h, tanque de gasolina com capacidade de até 35 litros. O novo "corpo" da moto é todo blindado, tendo duas coberturas perto do tanque de gasolina nada exposto e contendo um resfriador caso super aqueça evitando possíveis explosões por estar envolto de grossa blindagem.

Dual Desert Eagle (Pain e Killer): Duas pistolas calibre 50mm, cromados em prata, tendo na lateral de cada arma a palavra "Pain" e em outra "Killer" em rubro. Cada uma possui 7 balas por cartucho, capazes de perfurar sem dificuldade coletes e até materiais blindados até vinte e cinco metros de distância.

Dual Kriss Super Vector (Angel e Demon): Duas submetralhadoras de pequeno porte porém massivas, em coloração preta e laranja, ao lado de cada arma, tem a palavra "Angel" e em outra "Demon" em rubro. Cada cartucho desta arma possui trinta balas de calibre de 10mm, uma arma de fácil acesso, possuindo um scope podendo atingir um alvo em até cinquenta e um metros de distância.  


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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Sadie Cassandra O'Keefe em Sex Mar 24, 2017 10:33 pm

Lay me on the bottom...

12:40 da manhã, Hospital Psiquiátrico de Manhattan.  

O som da sonda de alimentação interligada pelo tubo que invadia sua boca e terminava em sua garganta havia cessado. O enfermeiro posicionou os dedo indicador e anelar da mão direita no lábio superior de Morrighan, e os da mão direita no lábio inferior, abrindo sua boca para puxar o tubo.

Saliva pingou da ponta do tubo, e uma lágrima escorreu pelo olho direito da morena, numa tentativa exaustiva de controlar a própria epiglote para que não vomitasse toda aquela pasta amarronzada — a sopa cheia de vitaminas, que era sua alimentação desde que fora presa aquela cama — que servia como alimento para ela, pois lembrava muito bem da primeira — e última — vez que isso havia acontecido.

Um suspiro apertado exalou por seu nariz enquanto a garota piscava para secar o rastro salgado que a lágrima havia feito em seu rosto. O enfermeiro, soltando um grunhido, deu dois passos em direção a lateral da cama, aproximando-se da cabeça da irlandesa e girou uma engrenagem que se assemelhava aos dispositivos que nivelavam os bancos dos carros, colocando Morrighan sentada em sua maca. O enfermeiro abriu a gaveta de itens pessoais da garota e de lá tirou uma escova e a pasta de dentes, utilizando a mão esquerda para manter a boca da menina aberta e a mão direita para lhe fazer a higiene bucal. Jogou um pouco de água no local com o spray que também estava ali e secou-lhe o rosto com uma toalha limpa, deitando a garota e assinando numa prancheta, o serviço.


Morrighan não sabia se os funcionários daquele lugar eram todos mau-humorados, ou se ninguém gostava dela — nem mesmo os médicos — pois, querendo ou não, todos a tratavam com toques sutis de ignorância, na primeira oportunidade que tivessem. A irlandesa ouviu o som de um piano distante, provavelmente da sala de recreação, onde os verdadeiros pacientes psiquiátricos — diferente dela, que estava ali presa por conta própria — passavam seu tempo em programas de reabilitação progressivos, personalizados para cada diagnóstico.

O som do piano era reconfortante para ela, mesmo que não fosse apreciadora do instrumento, acalmando-lhe o corpo e a mente quando mais precisava, impedindo-a de enlouquecer de vez e só atestar mais ainda sua incapacidade de sair daquele quarto.


O som de pequenas e rápidas explosões a acordou num susto, quando a garota estava quase entrando no sono R.E.M., o barulho dos gritos e do que agora ela identificou como sendo tiros a assustou, e começou a imaginar o que estava acontecendo lá fora. Seria um assalto? uma invasão? uma chacina? ela não sabia, mas aquilo com certeza a assustava. Pensou que, se entrassem naquele quarto, a veriam viva e a matariam, e no início isso lhe amedrontou, mas Morrighan percebeu que, naquelas circunstâncias, já não tinha nada a perder, então que ao menos, lhe dessem a oportunidade de morrer dormindo.

Fechou os olhos novamente, respirando o mínimo possível para colaborar com seu futuro assassino, seu coração bateu mais forte quando os tiros ficaram a apenas uma porta de distância dela, e a garota tentava se acalmar a qualquer custo. Quando abriu os olhos e respirou profundamente, a porta havia sido arrombada, era seu fim, provavelmente a veriam viva e o tiro iria atingí-la no peito ou na cabeça, não morreria dormindo, e sim vendo aquele desgraçado teto branco pela milésima vez.

Mas algo havia de estar errado, porque ouviu o som da cadeira sendo arrastada na direção dela. Voltou os olhos para a direita e viu uma figura disforme metálica inclinando-se na sua direção. E sentiu o couro e a borracha que revestiam aquela mão tocarem sua pele fria e quase sem vida. A garota ouviu as palavras cuidadosamente, e a menção de tirar-lhe a roupa desencadeou a lembrança da infeliz memória de seis meses após a sua chegada ali. Quando os enfermeiros noturnos, os homens mais sujos e repugnantes que ela haveria de ver em toda a sua vida, haviam cometido atrocidades com seu corpo. Não abrindo cortes ou injetando substâncias desconhecidas em seu corpo, mas montando em cima da garota e aproveitando-se de sua condição de incapacitada para satisfazer os próprios desejos e luxúrias.

Lágrimas caíram como uma chuva forte da lateral dos olhos de Morrighan, e ela não sabia se deveria confiar naquele desconhecido ou não. A dor da lembrança era tão forte, que uma vibração murmurante quase pôde ser ouvida, se seus lábios não estivessem selados. A garota piscou uma vez, dando o intervalo de dois segundos para piscar outra vez, como numa afirmação hesitante. Ela não queria que mais ninguém a despisse e visse seu corpo outra vez, exceto as enfermeiras que lhe davam banho, mas aquele homem, que parecia ser diferente dos enfermeiros noturnos — a começar pelo fato de que lhe trouxera o presente — parecia estar falando a verdade, porque mesmo que seu corpo estivesse impossibilitado de se mover, e seus lábios trancados para a magia e o suplício, sua mente encontrava-se aberta e plena para o pedido de socorro.

Algo começou a criar forma centímetros acima do corpo de Morrighan, no campo de visão da figura metálica, uma versão reduzida da garota, criada a muito esforço e concentração. A "mini-morrighan" estava ajoelhada suspensa no ar, com as mãos no rosto, como se tentasse inutilmente segurar as próprias lágrimas.
por favor...me ajude... — dissera a projeção, com uma voz distante e suave, como se estivesse a anos luz daquele lugar.

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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Gerrard B. Mantovani em Dom Mar 26, 2017 9:25 pm


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Gerrard após sua vasculha territorial, notava a jovem piscar uma vez, e logo uma segunda vez, notava hesitação até por que, do nada um estranho lhe oferecer ajuda e dizer que ia lhe trocar era super normal... Enquanto o mesmo caçava o zíper naquele vestido, uma projeção acima do corpo da moça o fez que perdesse a concentração no que estava fazendo e focar tal imagem, que era da própria jovem, só que em tamanho reduzida suplicando para que o soldado a salvasse.

O coração de Gerrard voltou a ressoar com compaixão, coisa que jamais havia acontecido após seus oito anos de idade, amor ao próximo, borboletas no estômago, tudo aquilo emergia brutalmente dentro do homem, que deixara uma lágrima escapar caindo pela máscara metalizada de cor laranja pousando suavemente no dorso da mão esquerda da jovem.  Por baixo da máscara os seus dentes estavam trincados fortemente pelo sofrimento/ódio que estava o controlando naquele momento, um suspiro pesado por parte do soldado, que começou a remover os equipamentos presos a jovem um a um delicadamente.

Antes que esta pudesse usar de sua energia novamente que provavelmente não era muito, o mesmo passou a palma da mão em sua face acariciando-a levemente dizendo com um timbre de voz suave e carinhoso:

– Não se preocupe... Você será livre em breve, nem que eu tenha que dar minha vida para que isto aconteça... Palavra de soldado.

Afirmou o mesmo, repousando suas irises azuladas nos olhos da garota, assentindo com a cabeça em seguida, removendo aquele avental de forma suave, analisando o corpo da garota e logo depois olhando para o vestido, se esta se esforçasse o mínimo ela notaria uma interrogação acima da máscara de metal que se perguntava caso aquilo caberia na menor, ela tinha seios maiores do que ele imaginava, isto fora o quadril.  Quando a menina ouvia o barulho do zíper abrindo, o homem se inclinar totalmente para frente como se tampasse o corpo da mesma, e o material do tecido branco tocasse a sola de seu pé, ambos do quarto puderam ouvir barulhos de tiros que foram de encontro à armadura metálica de Gerrard que ricochetearam de instante, um parando no teto, e outros dois atravessando as janelas parando em paredes próximas.  Este jogou o traje da jovem sobre seu corpo para impedir que mais alguém a viste despida e falou calmamente a olhando:

– Imagine locais felizes... Não gostará de ouvir nem ver o que irei fazer com este infeliz, já volto para a vestir e sairmos deste inferno, até lá... Foque no barulho da minha arma que você já ouvira antes, depois que a ouvir poderá abrir os olhos.  

Disse o homem pegando a arma que jazia perto da mão da garota, pondo-se ereto novamente com ambas pistolas em mãos, girando em seus calcanhares andando para fora do quarto da jovem.

O maldito agente do FBI havia se escondido, aquilo era perigoso, não podia abandonar a jovem paralítica ali, respirou pesadamente e suspirou da mesma forma, deixando seu instinto assassino o guiar, baixou as armas e relaxou o corpo dando total atenção a sua audição aproveitando que o local era praticamente sem som, até ouvir um passo sendo dado, á oeste dali, abriu o olho direito semicerrando-o, notando uma sombra atrás de uma coluna. Não fez se quer um movimento, permaneceu imóvel como se estivesse em um estado de transe esperando que sua presa fizesse seu último movimento. Dito e feito, o homem se esgueirou para o lado para lhe abrir fogo, péssima opção, graças aos seus reflexos o mesmo ergueu o braço  direito e disparou uma única vez, acertando o meio da testa do policial, a parede atrás de si antes branca agora estava em um tom de rubro, os quatro seguranças agora estavam mortos, só precisava sair dali depressa, sabia que problemas iriam surgir em breve.

Voltou para perto da garota e falou em um tom animador e esperançoso como se comemorasse:

– Pode comemorar Morrighan! Matei todos aqueles que a “protegiam” e faziam sua segurança, vamos sair daqui. – Disse o mesmo levando o vestido novamente até os calcanhares alheio e o subindo devagar, cobrindo todo o corpo exposto da jovem, segurou firmemente na cintura a virando de bruços na cama, fechando delicadamente o zíper, e até que o traje ficara bonito na jovem, mas, não havia tempo no momento para isto.  

Levemente a desvirou de volta, pondo-se de costas para a jovem, guardando ambas as pistolas em seus devidos suportes na parte posterior de cada coxa do homem, agachou-se perto da jovem, com ambos os braços a pegando pelos glúteos, coxa, a jogando gentilmente contra sua costa. Sentindo o corpo da jovem sobre o seu. O mesmo passou o braço direito por baixo da bunda da jovem, como se fosse um assento para ela, e com a mão segurava na parte posterior da coxa direita, a mão destra guiava ambos os braços da garota para o pescoço de si, o enlaçando, e logo após sacou sua pistola do lado direito caminhando para fora do local calmamente dizendo:

– Comece a imaginar sua vida agora sendo livre minha jovem, e desculpe pelos toques, não tenho muito jeito com delicadeza... Estou tentando aprender com você. – Soltou uma risada anasalada brevemente, olhando por cima do ombro fitando a jovem, voltando a seu caminho apressado até o estacionamento.


Equipamentos:

SoundKiller: Harley Davidson V-Rod Muscle Custom (SoundKiller): Uma moto toda modificada da fabricante Harley Davidson, possuindo uma nova carroceria, roda traseira alterada, assim como seu alcance máximo de velocidade, possui um motor V8, alcançando até 200 cavalos de potência, alcançando a velocidade máxima de 280 km/h, tanque de gasolina com capacidade de até 35 litros. O novo "corpo" da moto é todo blindado, tendo duas coberturas perto do tanque de gasolina nada exposto e contendo um resfriador caso super aqueça evitando possíveis explosões por estar envolto de grossa blindagem.

Dual Desert Eagle (Pain e Killer): Duas pistolas calibre 50mm, cromados em prata, tendo na lateral de cada arma a palavra "Pain" e em outra "Killer" em rubro. Cada uma possui 7 balas por cartucho, capazes de perfurar sem dificuldade coletes e até materiais blindados até vinte e cinco metros de distância.

Dual Kriss Super Vector (Angel e Demon): Duas submetralhadoras de pequeno porte porém massivas, em coloração preta e laranja, ao lado de cada arma, tem a palavra "Angel" e em outra "Demon" em rubro. Cada cartucho desta arma possui trinta balas de calibre de 10mm, uma arma de fácil acesso, possuindo um scope podendo atingir um alvo em até cinquenta e um metros de distância.  


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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Sadie Cassandra O'Keefe em Seg Mar 27, 2017 10:12 pm

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13:17 da tarde, Hospital Psiquiátrico de Manhattan.  

Morrighan não se lembrava da última vez que haviam tentado ajudá-la, da última vez em que alguém realmente havia se preocupado se ela estava bem, e se ficaria bem depois que esse alguém terminasse de ajudá-la, porque a última vez que alguém ajudou Morrighan, foi Zylen.

A irlandesa havia apagado toda a própria memória relacionada a Zylen, de forma que não se lembrasse nem mais do nome do próprio melhor amigo. Ela havia feito, porque achava que assim iria se recuperar melhor daquele fim trágico, e poderia deixar o espírito de seu amor partir em paz. Por isso, Morrighan talvez não tenha percebido que aquelas palavras poderiam ter soado como um deja vu para ela, caso não tivesse eliminado Zylen de sua memória.


Obrigada, muito obrigada mesmo moço. – Agradecia a pequena projeção astral, agora avançando em direção ao homem, flutuando como uma nuvem e o atravessando enquanto crescia até o tamanho de um ser humano normal, no caso, a altura de Morrighan. – Pode ser que eu não consiga manter essa projeção por muito tempo, mas no momento, é a única forma de contato que tenho. – Confessou, caminhando em direção a porta, pois havia ouvido sirenes de polícia lá fora. – Está ouvindo isso? – Perguntou – Acho melhor se apressar, os reforços estão chegando.

Morrighan não tinha premonição, ou qualquer forma de prever o futuro, mas a diferença entre o que ela havia dito e o que acontecera, eram de segundos.

Cuidado! – Gritou a projeção para o homem de metal, pouco antes de desaparecer como o vapor do café que sobe em direção aos céus e se dissipa, sendo substituída por um grosso campo de força em tom lilás neon que havia se formado em volta do homem e da menina, desviando as balas que haviam sido direcionadas contra ele.

A irlandesa realmente havia se irritado com o que acontecera. Alguém a estava ajudando, e por nada neste mundo, ela deixaria que atrapalhassem. A porta se fechara com violência contra o policial, trancando-o do lado de fora, e o gaveteiro fora empurrado contra a porta por alguma espécie de força invisível. A barreira se desfizera, e da mesma forma que desapareceu, a projeção havia retornado. – Você está bem? – Perguntava, rodeando o homem e o observando de cima a baixo, procurando por algum local onde houvesse sido ferido.

Parecia que havia ali, uma especie de colaboração natural, um mutualismo entre dois estranhos que nunca haviam se encontrado antes, e que agora pareciam um depender do outro. Morrighan assentiu com suas pálpebras, piscando mais forte como demonstração de confiança, e fechou os olhos, deixando que sua mente fluísse em direção a projeção, tornando sua consciência parte dela por um momento. Usando deste benefício para se jogar em direção a janela, observando a rua abaixo de si, e como ela estava lotada de carros de polícia e de jornalistas que se aproximavam correndo do local. Uma faixa havia sido posta nas esquinas que davam acesso ao hospital, complicando as chances de fuga.

A morena ergueu o olhar quando algo atravessou sua forma etérea alojou-se na porta. O fantasma estreitou os olhos e viu que havia um sniper ali, uma má notícia para o homem de ferro, mas uma excelente para ela, que agora havia se empolgado em ajudar a própria fuga.


Quando ele voltou, havia uma arma posta por cima do corpo paralítico de Morrighan. – Pegue isso para você. É um presente. E como eu consegui, é melhor ficar em segredo. – Sorriu, enquanto seu corpo físico era manipulado como uma boneca, sendo colocado de bruços e vestido, e virando-se de costas para baixo. A projeção nada falou, mas naquele momento também não era necessário, porque boa parte do fluxo sanguíneo da garota havia se concentrado em seu rosto, especialmente suas maçãs, dando um tom mais corado, e quase avermelhado do que ela realmente precisava.

Não tem problema. – Respondeu, tentando controlar a tremulação na própria voz – você está fazendo o seu melhor. – Assim que finalizou a frase, a projeção desapareceu, deixando o homem dourado e preto sozinho com a garota paralisada vestida em um belo vestido branco rodado.

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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Gerrard B. Mantovani em Ter Mar 28, 2017 3:31 pm


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O moreno notava que as bochechas da garota estavam coradas, e a pele da sua face esquentando. Ela só pudera ouvir uma risada anasalada por parte do mesmo dando um singelo tapa na bunda da garota falando em um tom que ela pudesse ouvir:

- Quer dizer que minha nova irmãzinha está com vergonha de mostrar o seu corpo para seu irmão mais velho? Sim, você já foi adotada quer goste ou não... Serei o seu irmão maior que cuidará da princesinha dele, e o garoto que for pedir a mão dela em namoro terá que ser a prova de balas, viu? Ou, te tratar muito bem.

Prosseguiu seu caminho ignorando a arma que a mesma trazia para si, era grande demais e ele só havia um braço livre, devia se virar com suas próprias armas que este trouxe para a missão de salvamento. Chegando perto da moto o mesmo recuou um pouco antes de adentrar o estacionamento, ouvindo algumas sirenes policiais infernais, aquilo o perturbava profundamente.

Olhou rapidamente por cima do ombro ouvindo barulhos na entrada do hospital psiquiátrico, começou a caçada pelo visto, ele começava a murmurar xingamentos e correu até a moto, sentando-se nela, e pondo a garota no seu colo, com o braço esquerdo envolvendo o corpo dela logo abaixo dos seios. O ronco do motor da motocicleta era ensurdecedor, pois sua pistola no seu descanso, e acelerou com o veículo motorizado. O cantar do pneu traseiro fora algo absurdamente irritante, ao mesmo tempo que uma cortina de fumaça fora criada, permitindo uma fuga rápida, acelerou já a 180km/h por ser automática, passando como uma flecha pelas viaturas entrando na contra mão e perdendo-se de vista.

Não precisou nem de dez minutos para que Gerrard chegasse ao prédio Avallon, que era sua moradia e estacionasse a moto escondendo-se, os policiais iriam caçar ele por bastante tempo, mas, não o achariam, não agora que estava em seu prédio. Pegou a garota em ambos os braços a carregando na altura do seu tórax e dizia para ela:

– Bem vinda ao meu prédio... Pode ficar aqui o tempo que achar necessário para se recuperar... Depois, estará livre para onde quiser ir...

Disse o mesmo sorrindo por baixo da máscara, pegando o elevador. Subiu até o sexto andar, e entrou em sua suíte, repousando a garota na sua cama, enquanto removia cada peça de sua armadura, revelando sua face e seu corpo cheio de músculos para a jovem, ele trajava por baixo da sua armadura apenas uma regata cinza e uma calça de algodão da mesma cor, e ficara encarando a garota esperando alguma resposta com os olhos fitados na mesma.

Equipamentos:

SoundKiller: Harley Davidson V-Rod Muscle Custom (SoundKiller): Uma moto toda modificada da fabricante Harley Davidson, possuindo uma nova carroceria, roda traseira alterada, assim como seu alcance máximo de velocidade, possui um motor V8, alcançando até 200 cavalos de potência, alcançando a velocidade máxima de 280 km/h, tanque de gasolina com capacidade de até 35 litros. O novo "corpo" da moto é todo blindado, tendo duas coberturas perto do tanque de gasolina nada exposto e contendo um resfriador caso super aqueça evitando possíveis explosões por estar envolto de grossa blindagem.

Dual Desert Eagle (Pain e Killer): Duas pistolas calibre 50mm, cromados em prata, tendo na lateral de cada arma a palavra "Pain" e em outra "Killer" em rubro. Cada uma possui 7 balas por cartucho, capazes de perfurar sem dificuldade coletes e até materiais blindados até vinte e cinco metros de distância.

Dual Kriss Super Vector (Angel e Demon): Duas submetralhadoras de pequeno porte porém massivas, em coloração preta e laranja, ao lado de cada arma, tem a palavra "Angel" e em outra "Demon" em rubro. Cada cartucho desta arma possui trinta balas de calibre de 10mm, uma arma de fácil acesso, possuindo um scope podendo atingir um alvo em até cinquenta e um metros de distância.  


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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Sadie Cassandra O'Keefe em Ter Mar 28, 2017 4:31 pm

Lay me on the bottom...

13:30 da tarde, Hospital Psiquiátrico de Manhattan.


O som do tapa havia sido alto o suficiente para arregalar os olhos da menina, e fazer a projeção se formar de imediato, emitindo algo entre um grito de dor e um gemido de prazer. — Irmã? O que quer dizer com isso? — Reclamou a pequena miragem, levando as mãos em direção as nádegas e as alisando, como se houvesse sido ela a receber o tapa. — Namorado? Olha só, eu nem passei do nível do beijo antes para começo de conversa, e não pretendo tão cedo. Não gosto de perder meu tempo e tenho certeza de que não preciso de nada disso, desde que eu tenha amigos. — Defendera-se. A verdadeira Morrighan percebeu o calor que havia se formado entre suas pernas, como reação diante de suas palavras e da ação que as antecedera.

Isso foi TÃO hentai. Acho que você tem sorte de eu ter uns fetiches estranhos, tipo incesto, irmãozinho. — A projeção sorriu maliciosamente, retratando todos os pensamentos e sentimentos de sua corresponde paralisada, que agora estava começando a achar aquela conversa interessante. — Mas mesmo assim, você não tinha o direito de bater em mim assim, não deitada numa maca, de costas para cima. Aliás você não tinha direito nem de bater em mim em qualquer posição para começo de conversa. — A projeção se sentou no ombro do livre do homem, alertando-o apenas para a crescente quantidade de policiais que havia se reunido naquele momento. — Parece que você chamou bastante atenção hein?





O silêncio dos corredores era quebrado apenas pelos pesados passos do homem em armadura de metal dourado e preto, que carregava Morrighan em seus ombros como se a mesma fosse uma princesa sequestrada de um castelo, ou um saco de batatas.

Graças a sua visão privilegiada, a irlandesa via ao chão poças de sangue oxidado que deixavam um cheiro enjoativo no ar, o cheiro que a morte exalava após um massacre daquela magnitude. Algumas vezes a bota pisava no sangue, e ia marcando o piso branco com as pegadas tamanho 44 que vinham dos pés de seu salvador, exibindo um rastro da direção do momento em que ele saíra do quarto de Morrighan e ia em direção a saída do hospital psiquiátrico, como se nada tivesse acontecido.

A morena reconhecera alguns daqueles rostos, com suas expressões de dor e surpresa, manchando as paredes com o líquido que corria em suas veias. Nem todos os funcionários daquele lugar eram ruins, alguns, principalmente as mulheres, haviam se apiedado da garota ao vê-la naquelas condições dignas do século passado, e contavam-lhe histórias de sua vida, como se aquele quarto fosse um palco e seus atores, fazendo um monólogo cujo único espectador era a menina Morrighan, aprisionada em seu próprio corpo.





A polícia havia cercado toda a entrada. Armas estavam a postos na direção dela e do homem de metal, ela sabia disso porque havia visto essa cena várias vezes em seriados e filmes quando mais nova. A ideia de que estivessem vendo por baixo de saia, devido ao vento que corria ali a assustava um pouco, e a solução para aquele constrangimento momentâneo mais ainda.

A projeção se formou, menor do que nas duas outras vezes e flutuara em direção ao ouvido — ou onde ela achava estar o ouvido — e sussurrou, na esperança de que ele a ouvisse — Se você colocar a outra mão na minha bunda, eu ficaria agradecida. Você não vai precisar usar as armas. — Tal qual surgira, a forma fantasmagórica desaparecera, e uma barreira circular arroxeada neon se formara em volta dos dois, o mesmo circulo que havia sido conjurado no momento em que balas foram direcionadas durante a retirada da garota daquela maca absurda e do quarto enlouquecidoramente branco.

Morrighan não sabia em que direção estava sendo levada, seus olhos apenas viam os pés, os glúteos e as costas largas de seu salvador, e ele também não parecia muito disposto a dizer qualquer coisa. Quando um dos policiais se aproximou para tentar segurá-los, fora arremessado contra o capô de um dos carros da polícia, embasbacando os demais presentes, que se tornaram meros espectadores da cena, deixando o homem na moto e a garota sentada á sua frente fugirem como se aquilo acontecesse o tempo todo.





A viagem não fora nem um pouco agradável, Morrighan se assustara com a velocidade do veículo e a todo o tempo sua versão reduzida gritava que iria cair da moto ou que iria morrer, fora o fato de, inutilmente tentar conter o vento que corria por suas partes intímas devido aquela velocidade contraindo os músculos das pernas, um esforço doloroso e nada convencedor.

Seu corpo fora manipulado mais uma vez, agora era carregada nos braços do homem, e uma expressão de agradecimento poderia ser vista em seus olhos. A pequena projeção voara ao redor do lugar, observando cada detalhe do espaço e a transmitindo de volta a sua criadora, sem deixar os dois irem muito longe. — que tipo de lugar é esse onde você mora? — Perguntou, com a voz aguda de uma garotinha de 5 anos — quer dizer, eu não pretendo ir embora daqui tão cedo, e também acho que depois de quase 3 anos paralisada, eu vou precisar me virar para dissolver ou expelir toda essa quantidade de anestésico. Aposto que não faz ideia do quão agoniante é sentir todo o seu corpo dormente, o tempo todo. Acho que em 2 ou 3 meses, eu devo estar andando, de cadeira de rodas. — Teorizou, flutuando paralela a máscara do homem, enquanto entravam no elevador e subiam em direção a algum lugar.





Aquele era um dos quartos mais lindos que havia visto em seus 19 anos, pensamentos impuros começaram a correr pela mente de Morrighan, que logo tratou de dispersá-los (apesar de agradarem a irlandesa), observando a luz azul que emanava do longo teto do quarto. Sua projeção rodeou todo o lugar, observando o chuveiro e o pequeno closet que havia ali, mas o que havia chamado sua atenção, era o pequeno nicho recheado de livros que estava pregado na parede. A "mini-morrighan" voou até o local e inspecionou os títulos, reconhecendo alguns que já havia lido tempos atrás.

Você sabe dizer se — sua fala fora interrompida ao visualizar o rosto do homem que a salvara. Não era alguém que a chamasse a atenção a primeira vista nem uma paixonite instântanea, mas era do tipo que chamaria a atenção de outras garotas da sua idade, e se sentiu feliz por ter uma visão que muitas delas teriam apenas em seus sonhos. — ...poderia me dizer o seu nome... — murmurou a projeção, enquanto a verdadeira Morrighan, a que estava deitada na cama, sentiu uma espécie de calor se formar em seu peito e se estender aos quadris, de repente, aquele tapa não parecia tão ruim assim. 



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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Gerrard B. Mantovani em Ter Mar 28, 2017 5:56 pm


Don't be afraid... I don't bite
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O soldado começava a escutar as palavras da jovem desde o hospital... Falava algumas coisas bastante provocantes e eróticas em seu ouvido. Ela realmente queria que o seu novo “irmão” iniciasse alguns toques sexuais nela, e o gemido ainda ecoava em sua mente. Ele começava a pensar em algumas coisas nada legais de se fazer com uma garota que acabara de adotar como sua irmãzinha.

Na parte da direção a jovem pelo visto reclamava sobre como sua vida era horrível no canto psiquiátrico, escutava tudo aqui em silêncio. Quando adentraram seu prédio ela fez uma pergunta sobre a moradia e falou sobre a moradia, a cada peça da armadura que ele removia ele começava  uma indagação:

– Bom... Eu já tive bastante dinheiro sabia? Sou um ex-militar Italiano e um ex-agente da Interpool, como acha que acessei seu banco de dados e sei cada coisa de você? E segundo, caso queira, te dou uma suíte dessas, caso venha a morar aqui... Este prédio aqui é uma base de uma equipe da qual eu construí, são de pessoas com dons específicos... Por exemplo o seu. E, sugiro parar de provocar seu irmãozão... Você deve ter bastante fiches sexuais eu sei, é da flor da sua idade... Você tem um corpo bonito apesar de tudo. E sim, será minha irmã... Quero proteger a provável virgindade da minha nova irmãzinha, quero que ela encontre um cara legal e tudo mais... Não se acostume, não sou bonzinho com todo mundo. – Disse o mesmo dando um beijo na testa alheia e depois focando a projeção.

Antes que este pudesse falar algo esta pausou repentinamente uma coisa que iria falar e trocou de assunto. Um sorriso fora dado por parte de Gerrard ao ter seu nome perguntado, este aproximou sua mão já nua do rosto da garota a acariciando, e ao sentir sua pele quente, notava que a jovem estava ou com tesão ou pensando em alguma coisa pervertida... Uma brincadeira surgiu sua mente com um sorriso malicioso.


Removeu sua regata, onde seus músculos no tórax foram revelados, as veias no ante-braço e braço do jovem eram nítidas. O soldado deitou seu corpo sobre o da garota, deixando ambos os mamilos se tocar, e o homem falou com um timbre de voz rouco e safado:

- Está gostando do que esta sentindo maninha? Para quem me perturbou o tempo todo com pensamentos libidinosos, parece estar bem mais a vontade que o normal já com um "estranho" ... - Deu uma risada breve, levando seus lábios ao pescoço da garota dando um singelo beijo e deixando escapar por entre seus lábios um vapor quente na pele macia e branca de sua vítima, e dizia devagar: – Eu sou mais do que você pode aguentar maninha... Mas, seria legal, se ambos não fôssemos virgens...

A mirou dando uma piscadela com um sorriso largo, e foi pegar no seu closet uma injeção das muitas na qual guardava, era adrenalina, ele sempre levava consigo caso recebesse muito ferimento, sempre injetava em si para continuar-se de pé lutando, voltou o olhar para a jovem, pegando um banco que ficava na mesa de seu computador, sentando-se na beira da cama e aplicando o líquido no braço da garota, enquanto dizia com um tom de carinho e cuidado:

– Bom... Como estava reclamando tanto de não poder se mexer, isso permitirá que você se locomova nas próximas duas horas, caso seu corpo não tenha se recuperado completamente após esse período, aplico outra, tudo bem? – O rapaz deu um sorriso contente para a projeção e garota e tornou a dizer. – Bom... Caso queira que eu me remova aqui do seu quarto para você se banhar ou fazer outra coisa que tenha vontade... Só falar... A propósito... Assim que se recuperar lhe darei cinco mil dólares, reformular um guarda-roupa e comprar alguns livros para você, te ajudarei nas compras, até lhe darei um presentinho.  E... Gerrard é o nome... Deu um sorriso meigo para a jovem, e logo se levantou e ficou de frente para a mesma, ela podia ver seu abdômen e peitoral da forma mais perfeita possível,  e virou-se de costas, pegando uma toalha limpa e deixando na cabeceira da cama, no máximo em dois minutos o efeito da Adrenalina surtiria efeito e ela começaria a se locomover, então, queria deixar tudo perfeito para que ela pudesse fazer o que bem entendesse.

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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Sadie Cassandra O'Keefe em Qua Mar 29, 2017 4:02 pm

Lay me on the bottom...

13:45 da tarde, Local desconhecido.

O frio do ar condicionado do quarto arrepiava sua pele, ela percebera isso por causa da diferença de temperatura logo que entrou no recinto, que apesar de não ter causado um choque térmico, havia a incomodado até o momento.

Sua projeção vasculhou o local, procurando o aparelho por onde as lufadas de ar frio, que açoitavam sua pele quente eram emitidas, e encontrou-a no ponto alto do teto, onde a luz azulada se expandia e iluminava todo o quarto. — Sabe, eu não sinto calor, então gosto de temperatura ambiente. — Comentou sem muita expectativa, enquanto aumentava a temperatura para 30 graus, que aparentemente, era o máximo programado para o aparelho. — Não vejo a hora de me desenferrujar, sou preguiçosa, mas odeio ficar parada por tanto tempo.

Morrighan revirou os olhos, movimentando as órbitas e piscando algumas vezes, como se testasse os próprios músculos enquanto ouvia o homem falando, desviando o olhar da exposição de corpo que estava ocorrendo e tentando pensar em coisas banais.

E eu lá vou saber? Hoje em dia dá pra fazer muita coisa sabe? — Respondeu — Mas...o que tinha escrito lá? Quero dizer, o que eles diziam sobre mim? — A projeção baixou o tom de voz, esticando-se para uma versão em tamanho real de sua criadora e sentando-se na beirada da cama, colocando as mãos por cima das pernas. — Eles...falaram algo sobre meus poderes? Como você sabe deles, de todos eles? — Falar sobre as habilidades era algo muito pessoal para a irlandesa, quase que constrangedor. Ela se lembrava que, por ter deixado Zatanna assumir seu corpo por alguns momentos, havia matado pessoas sem motivo ou razão, configurando-a como uma assassina agora, uma fugitiva da polícia e foragida de um hospício. Uma verdadeira ameaça a sociedade.

Desde o episódio da prisão, vem mantendo-a em rédeas curtas, controlando cada habilidade e entendendo a extensão de seu poder, uma atividade que a distraiu bastante nos momentos mais torturantes dos 3 anos no hospital psiquiátrico.

Ah que legal. — Falou, numa mistura de ironia e sarcasmo. Não havia parado para pensar sobre o lugar onde ficaria agora que havia sido liberta (ou parcialmente liberta, não se sabe), poderia ser que aquele cara quisesse mantê-la prisioneira ali e abusar de suas habilidades e aptidões, chantageando-a e manipulando-a como se fosse empregada e escrava dele. — Tem mais gente? onde estão? — Questionou a projeção, caminhando em direção a porta e abrindo-a, sem tocar na mesma. Deu mais dois passos silenciosos, olhando para a esquerda e a direita e voltou para o quarto, fechando a porta da mesma maneira. — Não há ninguém por aqui, somos só você e eu. — Abrira os braços, como se reclamasse da solidão.

O quê?! Pera aí, por acaso você está duvidando da minha virgindade? — A projeção caminhou até o homem, como se estivesse pronta para confrontá-lo. — Olha só, só porque eu tenho 19 anos, não significa que eu...você sabe. — Cruzou os braços, estreitando as pálpebras e fixando o olhar na figura masculina — E eu não tenho fetiches. Caso não saiba, sou demissexual. E como eu disse, não pretendo ter um namorado. — Com um "Hmpf", a imagem deu as costas, andando em nenhuma direção específica e indo parar na parte interna do closet.

Tão rapidamente quanto havia saído, a projeção diminuiu de tamanho e voltou numa velocidade incrível, porque o corpo de sua dona, agora estava emitindo alertas: seu coração estava batendo acelerado, e parecia que a garota estava com início de febre, pois estava muito quente. Fora isso, seus níveis hormonais estavam alterados, principalmente a quantidade de endorfina no sangue. A projeção mordera o lábio inferior, murmurando para si mesma: — Se eu não estivesse paralisada...

Dando-se conta do que estava para acontecer, a projeção desapareceu, e Morrighan tratou de concentrar todas as suas energias e forças em elevar o homem acima de seu corpo, colocando-o em pé no piso ao seu lado. — Ok, foi engraçado mas agora você está exagerando. Vamos voltar ao que realmente interessa? Vamos pensar em como faremos para que eu comece a me mover, o mais rápido possível, de preferência. — A projeção falava num tom sério, como se estivesse em uma importantíssima reunião.

Os segundos que se passaram em silêncio, da diferença entre o breve momento de sumiço do homem e de sua volta, foram o suficiente para que Morrighan pudesse perceber o vazio de sua própria mente, e fazer brotar alguma letra de música totalmente aleatória, mas quando viu que seu salvador estava voltando, tudo desapareceu, principalmente quando viu aquela injeção em sua mão, pronta para perfurá-la. — Espere, o que é isso? — Perguntou, forçando a seringa a pausar milímetros de sua pele — O que é isto que você está me dando? — A garota olhava séria para o homem, uma mistura de temor e receio, porque todos que a injetavam algo, era para malefício e contenção da mesma. — Adrenalina? Se você quer que eu volte a funcionar, deveria usar corticoides. Adrenalina não vai me fazer andar, só vai aumentar minha pressão sanguínea, e não me parece uma ótima ideia morrer tão cedo. — A jovem desviou a seringa, que flutuou para longe da mão do homem, que agora tinha um nome. — Geraldo? Tipo aquele filme, procurando Dori? — Perguntou, confusa. — FORA FORA FORA FORA FORA FORA. — Imitou a cena da animação, fazendo sua projeção rir alegremente diante do momento, como ela riria se estivesse habilitada.

 



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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Gerrard B. Mantovani em Qua Mar 29, 2017 7:38 pm


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Gerrard escutava as palavras da garota calmamente, enquanto via todas as suas ações na forma astral. Houve três partes que o surpreendera, quando ouvira seu murmúrio baixo sobre estar paralisada, quando tomou seriedade, e falou do remédio e da brincadeira sobre uma animação da Disney. No final este soltara uma gargalhada baixa com esta imitando uma foca em sua projeção astral sentando na borda da cama e começando a falar pausadamente:

– Você tem sorte sabia? Não costumo me aproximar tanto das pessoas, mas eu te vejo mesmo como uma irm... – Parou subitamente, e um semblante mais sombrio se formou no rosto do rapaz enquanto inclinava a cabeça para baixo, seus olhos se estreitaram, as irises azuis claras repousaram no chão que era iluminada pela lâmpada de neon e um flashback tomou sua visão momentaneamente, revendo a morte de seus pais quando era uma simples criança de oito anos, que não havia aproveitado nem um pouco de sua família, viveu só até o momento, e agora estava se entregando a uma estranha? O semblante do rapaz desapareceu quando o mesmo deu um pequeno sorriso torto e pôs se de pé afastando-se lentamente e murmurou em um timbre de voz baixa e cabisbaixa para si próprio. – Irmã...Como deve ser ter uma família? Já esqueci o que é isso há tanto tempo e... Não sei se realmente necessito disso neste momento.

Redirecionou-se até o telefone, apertando os botões do ramal da enfermaria e logo falando em um timbre de voz neutro, puxado com rouquidão. – Poderia, por favor, me trazer um coquetel de drogas? Seria utilizado o Corticóide... Não, não é de seu interesse saber para quê eu quero isso, só o faça. Obrigado. Finalizou a chamada enganchando o telefone na base, sentando-se na cadeira a frente da garota suspirando baixo e começando a falar em um timbre de voz mais sério, ainda com o puxado de rouquidão como se algo arranhasse sua traquéia, e realmente havia, era seu passado tentando o engolir em uma depressão contínua:
– Olha, Hailey... O que li infelizmente não lhe falarei, mas sei bastante coisa sobre sua vida, crimes, sua vida escolar, e dentre coisas do tipo. Sobre seus poderes, sei apenas dos que você já usou para cometer delitos... E sobre o prédio estar vazio. Os membros não ficam aqui o tempo todo, nesses dois meses poderão ver alguns transitando ou vindo aqui falar comigo, mas não ache que eles aqui brincam isto não é uma colônia de férias nem um hotel de caridade. Fazemos trabalhos para sermos pagos, quais eu não preciso mencionar uma vez que não faz parte da equipe... – Deu uma breve pausa tomando fôlego, molhando os lábios e prosseguindo. – A propósito, se quiser te levo para uma suíte idêntica a essa apenas para você, pode usá-la o tempo que for necessário, depois que melhorar poderá ir para onde bem entender. Como já disse, não vim para te prender novamente, apenas quis te ajudar e... Fora interrompido com o bater na sua porta, levantou-se caminhando lentamente até a entrada do seu aposento, abriu a porta calmamente e viu uma enfermeira segurando uma seringa com o remédio solicitado, agradeceu solenemente pegando o coquetel fechando a porta gentilmente. Retornou a sentar no objeto inanimado e retornando a fala colocando a seringa no criado mudou atrás da cama. – Perdoe-me por ter também te chamado de irmã ou ter feito alguma brincadeira do feitio que não gostou, não foi minha intenção, eu só queria... Este mesmo se interrompeu ficando um período de tempo em silêncio suspirando fundo.

Levantou-se desta vez por definição, sem falar absolutamente uma palavra, pegou a seringa, levou a mão esquerda até o braço destro de Hailey e após achar sua veia, injetou o remédio ali, tendo por fim sua última fala. – Se quiser pode dormir aqui... Eu pego um colchão do quarto vazio que é o seu e coloco na entrada do meu quarto, seria até melhor para a observar e te ajudar em alguma coisa que precise fazer, como ir ao banheiro, comer alguma coisa, tiver algum ataque de tosses, ou, posso chamar uma enfermeira para tal, você escolhe... Disse com um timbre de voz distante, perdido em seus pensamentos pendendo a cabeça para trás, olhando para o teto do quarto permitindo-se viajar para longe dali com aquela cor azulada neon lembrando o céu, até que fechou seus olhos ficando imóvel até o momento que precisaria se mexer.

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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Sadie Cassandra O'Keefe em Sex Mar 31, 2017 1:22 am

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14:04 da tarde, Local desconhecido.

O momento de descontração havia provocado boas risadas na forma etérea, que ria alto, deixando sua voz ecoar por todo o quarto, e provavelmente ser ouvida do lado de fora também por quem passasse por ali naquele momento, fazendo a verdadeira Morrighan derrubar duas lágrimas, uma pelo canto de cada olho diante da excelente piada que fizera, aproveitando que Geraldo (ela o chamaria sim a partir de agora, porque era bem mais fácil) também havia achado engraçado e observando-o rir alegremente.

Era um sorriso bonito, um sorriso quase infantil e alegre, como o de uma criança presa no corpo de um adulto. A única vez que Morrighan havia visto aquele tipo de sorriso, havia sido de Zylen, mas ela não lembraria disso, apesar de ser uma boa memória para a garota e que a reconfortava em suas noites mais insuportáveis. Lembrar-se dos bons momentos de Zylen, desde o momento em que o conhecera acidentalmente até sua última apresentação, era o melhor alucinógeno que a irlandesa poderia tomar em sua maca quente numa noite fria e tempestuosa.

Sua o quê? — Questionara, ainda com uma expressão alegre no rosto, mas que não durara muito ao perceber a mudança repentina no ar. Naquele instante, mais do que tudo, a morena desejava poder andar e movimentar seu corpo, xingando-se mentalmente por sua incapacidade. A projeção levantou-se da cama, e a passos silenciosos, aproximou-se do corpo de Geraldo, deixando que seus braços envolvessem-lhe o corpo largo e musculoso. — Sh... — Murmurava, encostando seu rosto no peito do soldado. — Não se preocupe, vai ficar tudo bem. Eu não me importo de ser chamada de irmã mais nova, especialmente se for você. — Ela murmurava aquelas palavras num tom baixo e doce, suas mãos deslizaram até o rosto do mais velho, permanecendo ali, enquanto ela o olhava diretamente nos olhos. — Lembre-se de uma coisa: Ohana, é uma palavra de origem havaiana, que significa família. E família significa nunca abandonar ou esquecer. Eu nunca vou abandonar você em seus piores momentos, e nunca vou esquecer o que fez por mim, tudo bem? — A projeção era a única conexão que a verdadeira Morrighan possuía com o homem, e mesmo que sua cabeça já estivesse doendo há um bom tempo devido ao excesso de utilização de sua magia, ela não se importava, porque se curava cada vez que a dor se intensificava, permitindo-lhe um tempo extra de conversa que ela não tinha há bastante tempo.

A projeção tremeluzira, e isso significava que as forças mentais de Morrighan já estavam perto do fim, se continuasse naquele ritmo, iria desmaiar e só acordaria no dia seguinte. Afastou-se de Geraldo, diminuindo de tamanho e torcendo para que ele não tivesse percebido a pequena falha. Ela voou de volta para sua criadora, em direção a seu peito e desapareceu antes que o atravessasse. A irlandesa respirou fundo, percebendo o quão dolorosa e latejante estava sua cabeça, respirando fundo numa tentativa inútil de aliviar o mínimo que fosse a pressão. Precisava de água, e de um bom descanso.

O "cochilo" não durara muito tempo. A irlandesa ouviu quando seu "irmão mais velho" falar — ao telefone achou ela — sobre a sugestão de corticoides que ela havia dado. A dor de abrir seus olhos foi maior em sua cabeça do que quando havia os fechado e se recolhido para uma falsa escuridão, fazendo sua cabeça latejar de dor e ela desejar contorcer o rosto para expressar o que estava sentindo. Seus olhos rolaram o máximo que puderem para o local onde o homem estava sentado, e a menina fizera mais um esforço para expelir sua projeção, agora em forma de uma coxinha com olhos e boca em tamanho real (era a projeção mais leve que era capaz de fazer no momento) que flutuou em direção a Geraldo, ficando frente a frente a ele.

Sobre as notas em biológicas e exatas, eu nunca fui boa com essas coisas muito precisas, fora que os professores não ajudavam muito. E aquele menino que me chamou de lésbica na primeira série mereceu o que levou, eu não nego. Mas também me defendo dizendo o que realmente aconteceu. — Justificou, tentando tirar algum sorriso ou tornar a atmosfera entre os dois mais leve, mas sem muito sucesso. — Meu único crime, foi matar aqueles guardas, e eu não estava em faculdades mentais. Era... — Ela preferiu não citar o nome, porque saberia que aquilo despertaria a curiosidade de Geraldo, o que só pioraria as coisas para o lado dela, e ele poderia acabar descobrindo coisas das quais não gostaria muito. — Não era eu. — Anunciou num suspiro.

As palavras seguintes soaram como um estorvo para ela, como se ele ou estivesse querendo se livrar dela, ou estivesse magoado com algo que ela havia feito ou dito, mesmo que tentado apaziguar um pouco as coisas. Seu peito ficou extremamente pesado diante daquelas palavras finais, e seus olhos pareceram fazer pressão, tentando afundar contra seu crânio e seu cérebro. Aquilo estendeu-se como veneno por todo o seu corpo, e um sentimento de culpa e pesar abateu-se sobre a irlandesa, que fechou os olhos e fez a coxinha sumir, ouvindo a porta bater e apenas ignorar o que quer que estivesse acontecendo entre Geraldo e a pessoa que estava do outro lado.

O choque da ponta da agulha contra sua pele, pressionando-a e perfurando-a fora o suficiente para que a menina abrisse os olhos. Se pudesse reagir de alguma forma, seria fazendo um som semelhante a uma sucção, já que estaria sugando o ar a sua volta em direção a seus pulmões. Assim que o processo terminara, Morrighan sentiu um forte enjoo, e rezou internamente para que não vomitasse. O formigamento diminuiu gradativamente em suas mãos e pés, e ela percebeu o quão doloridos eles estavam, por passar tanto tempo sem os mover. Após cerca de trinta minutos, todo o formigamento havia cessado. A irlandesa testou os dedos dos pés e das mãos, e em seguidas as prórpias mãos e pés, os estalos de seus ossos eram como música para seus ouvidos, e gradativamente ela testava toda a articulação de seu corpo.

Com muito esforço conseguira erguer-se e sentar-se na cama, ainda que vacilando bastante. Sua cabeça pendia para a direita, e seu cabelo estava semelhante a palha velha e cheio de nós, suas pernas arrastaram-se para a beirada da cama como dois sacos de batatas, ela piscou mais algumas vezes e sentiu-se feliz por seu coração começar a trabalhar mais rápido para fornecer sangue e oxigênio para todo o seu corpo. Suas mãos ainda tremiam um pouco, recém despertas, e ela apertou a colcha com a pouca força que tinha, sua habilidade de cura, aliada a quantidade mínima, porém poderosa, de corticoides, já a havia ajudado a realizar um grande progresso, com certeza não precisaria de fisioterapeuta, ou de uma cadeira de rodas e muleta. Sua língua perpassou os dentes, e sua boca parecia colada, porém esta abriu-se, soltando uma voz rouca e adormecida. — Acho que só uma dose não será o suficiente.

 



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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Gerrard B. Mantovani em Sex Mar 31, 2017 8:17 pm


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O soldado estava com sua mente começando a se corroer, o veneno das palavras que ele se sentiu obrigado a usar parecia diluir todo o seu ser, só esperava não ter causado o mesmo efeito em sua querida amiga. Antes que pudesse perceber os braços da garota o envolveram, e a projeção pousou o rosto contra seu peitoral, as palavras da jovem fizeram algumas lágrimas começaram a escorrer pelo rosto do homem rígido, principalmente quando falou sobre a palavra “Ohanna”. Após toda a aplicação da corticóide um abraço apertado transpassou a projeção e foi até seu corpo original, enquanto a mesma sentia o líquido atingir suas maças do rosto.

Quando se afastou ele notou que a jovem começara a ter algumas reações em suas mãos e pés, como um formigamento, e pouco depois começou a se levantar, vacilando um pouco, que fez por instinto ele agarrar na cintura da mesma a impedindo de desabar. Seus olhos azuis repousaram nas irises de tonalidade castanha da garota, ela podia notar um brilho no seu olhar, uma paixão, uma conexão inexplicável entre ambos os estranhos, não sabia se era por terem compartilhado da mesma dor, tinham sentimentos mútuos em relação a tudo, era algo bizarro, mas pela primeira vez, ele começava a sentir uma atração por aquela mulher.

Sentiu seu rosto começar a queimar e logo se afastou com um tom corado, atento as próximas palavras da jovem que era sobre o corticóide, ela havia pedido mais doses era isso? Não sabia ao certo, só tratou de se por de pé e ligar para a enfermaria novamente, pedindo cinco injeções do mesmo remédio. Não demorou mais que quinze minutos até o ecoar de batidas na porta quebrar o silêncio monótono do quarto, o moreno pôs-se de prontidão a atender a porta, agradecendo adentrando com uma bandeja com cinco seringas, e de uma a uma, foi injetando as drogas na corrente sanguínea da sua querida irmãzinha enquanto falava com uma voz carinhosa e doce:

– Sabe Morango. Não sei explicar, mas, sinto algo estranho por você. Uma coisa de proteção, mas, também algo que não sei bem dizer o que é...Confio em você o suficiente para entregar minha vida a ti que sei que tomaria conta da minha organização, e ao mesmo tempo...Esquece...

No fim das injeções o mesmo afastou-se por segurança para esperar as reações que aconteceriam no corpo da jovem, esperando pelo melhor, levando a mão direita até o ombro esquerdo da garota a deitando, para que relaxasse até que os efeitos da droga se ativassem, e sentou-se a centímetros de distância dela a fitando nos olhos enquanto colocava a mão delicada da jovem entre as suas próprias a apertando ali de forma delicada, carinhosa e esperançosa, como se rezasse para que ela saísse daquele inferno de vez.  

Com o sinal de que a jovem estava realmente recuperando parcialmente todos os seus movimentos, o homem sem pestanejar agarraria a jovem em seus braços fortes, e a conduziria ao centro de seu colo, enchendo suas bochechas de beijos breve enquanto dizia com um sorriso animado parecido com o de uma criança:

– VOCÊ CONSEGUE SE MOVER! VOCÊ CONSEGUE! GRAÇAS A DEUS! MORANGO, NÃO SEI DESCREVER O QUÃO FELIZ ESTOU POR SUA PESSOA, ESSE É SÓ O PRIMEIRO PASSO PARA SUA VIDA MELHORAR! AÍ, QUE FELICIDADE... TO QUASE TE LEVANDO PARA IR COMPRAR SUAS ROUPAS AGORA, O QUE ACHA?

Dizia o mesmo sorridente, fitando a irmã mais nova nos olhos, e sem reparar que ambos estavam próximos o suficiente para compartilhar a respiração e o calor corporal emitido por ambos, o clima que ficava ao mesmo tempo descontraído, exalava sedução por parte de ambos, bastava saber qual clima predominaria.

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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Sadie Cassandra O'Keefe em Sab Abr 01, 2017 2:03 pm

Lay me on the bottom...

14:10 da tarde, Local desconhecido.

Seus ossos pareciam engrenagens mecânicas, voltando a funcionar gradativamente. Eles estalavam de maneiras que nunca havia ouvido ou sentido antes. A irlandesa até sorriu, lembrando-se de uma velha piada "é como diz minha mãe, estou crocante", concluiu mentalmente.

Ousou realizar um movimento circular com o pescoço, estalando todos ossos e testando suas articulações, num movimento lento e sensual, porque seu cabelo havia sido jogado para trás durante a primeira metade do círculo, e seus lábios haviam se entreabido sem que a garota percebesse. Estalou o pescoço, para a esquerda e a direita e os dedos das mãos e dos pés. Sua visão se anuviou e escureceu, e chegou a pressionar o colchão da cama até os nós de seus dedos se esbranquiçarem, pois um leve pânico de desmaiar ali mesmo havia passado por sua cabeça. Ela respirou fundo, colocando os dedos do pé esquerdo contra o chão frio e os estalando uma última vez. Passara a gostar do som.

O que foi? — Perguntou numa voz embargada e forte. — Tem algo errado comigo? — Ela piscou uma ou duas vezes, focalizando a visão, derrapando e se chocando de frente com aqueles olhos que apesar de azuis como o céu, agora estavam frios como o gelo. Contraiu os músculos da lateral dos lábios e engoliu em seco, desviando do rosto de Geraldo e desfazendo aquela momentânea conexão que ambos haviam estabelecido.

Acho que qualquer pessoa, na posição em que estivesse, e que conhecesse a minha história, também teria esse sentimento ironboy. — Ela sorriu, tossindo duas ou três vezes, antes de realizar o movimento de deglutição mais uma vez e continuar a falar. — Ao mesmo tempo o quê? Não gosto quando as pessoas falam meias palavras. Ou você diz, ou você não diz. Não dá para parar na metade. — Respondeu, deitando-se na cama novamente a movimentos dignos de um bicho preguiça, quando ouviu o barulho na porta outra vez, sinalizando que as outras seringas haviam chegado.

Eu me sinto uma drogada. — Sorriu em devaneios próprios, enquanto sentia seu braço ser furado outra vez. — Divida as quantidades, você já aplicou uma nesse braço, certo? — Ela ergueu o dedo indicador do outro braço, apontando para o local. — Apenas aplique mais duas, e nesse aqui, você aplica o resto, assim não vai parecer tanto que eu sou uma viciada em heroína. — Morrighan esboçou um sorriso, fechando os olhos e sentindo o corpo amolecer diante dos efeitos adversos dos corticoides, ou seria seu fígado anunciando over capacity? Ela fechou os olhos e um sono pesadíssimo se abateu sobre ela. Já não sabia nem se seria muito seguro pegar no sono ali, mas não demorou mais que cinco minutos, e a irlandesa poderia ser considerada a nova bela adormecida.



Não sabia quanto tempo havia se passado, mas não se sentia revigorada daquele jeito a anos. O primeiro sinal de que estava enfim "curada" fora seu estômago avisar de que precisaria comer como um boi. Ela piscou os olhos, acostumando-se a luz direcionada a seu rosto e ergueu o tronco de uma só vez, percebendo que estava livre.

Um sorriso elegante e animador se formou em seu lábios. Geraldo estava a sua direita, a cabeça baixa porque havia pego no sono, mas sem largar sua mão. A garota sorriu de maneira mais afetiva desta vez, e beijou o topo de sua cabeça, sentindo os fios do cabelo do soldado roçarem-lhe a face. — Ei, acorde. — Ela murmurou em seu ouvido. — Eu estou curada. E tudo graças a você. — Morrighan repuxou sua mão enquanto Geraldo se situava no tempo e espaço. Ela levantou-se, e uma espiral de elementos rodeou seu corpo, como se ela fosse o novo avatar. Um a um, os elementos ficavam paralelos a seu corpo, como se se apresentassem para Geraldo.

Uma pequena bola em chamas estava alinhada a direção que os dedos de sua mão esquerda apontavam, do lado oposto, uma forma circular aquática. A esfera que representava o ar era quase invisível acima de sua cabeça, mas paralela a ela, havia uma esfera de eletricidade e algo que estava imitando a terra do outro lado. A última esfera, a de gelo, surgiu quando as mãos de Morrighan se formaram em concha, uma por cima da outra, e ela exibia-se para seu salvador como se fosse a deusa de todos os elementos conhecidos pelo homem. Fechou os solhos em um gracioso sorriso, como se sentisse que a magia literalmente emanava de si — porque realmente emanava, agora que linhas de luz e sombras percorriam seu corpo como um jogo de gato e rato — e abriu os olhos, pronunciando as palavras dentro da mente de geraldo: — Isto, são apenas alguns dos elementos que domino, ainda há mais para se ver.

A irlandesa chocou a mão uma com a outra, desfazendo a esfera de gelo, as sombras de luz e trevas deixaram de emanar de seu corpo e num movimento angular, todas as esferas desapareceram, como se apagadas por sua mão. A garota sorriu alegremente, mesmo que não entendesse porque estava sendo chamada de "morango" se a minutos atrás era a irmão dele, mas mesmo assim não ousara questionar. Ela fez pressão nos joelhos e saltou para cima do corpo largo de Geraldo como um gato que pula, e envolveu-lhe o pescoço com os braços, enfiando seu rosto no espaço entre a pele do pescoço do soldado, e a pele do seu braço.

 



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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Gerrard B. Mantovani em Sab Abr 01, 2017 4:27 pm


Don't be afraid... I don't bite
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O soldado fez tudo que a garota pediu em relação às drogas que precisava para que ela pudesse a voltar à vida que sempre quis de volta, sair daquele estado vegetativo que agonizava até mesmo a si. Pouco tempo se passou desde o que mesmo ficou segurando com delicadeza a mão da jovem, até que se sentiu envolvido nos braços de morfeu, uma sonolência começou a atingir cada músculo seu provavelmente pela adrenalina que seu próprio corpo produziu durante a invasão do centro médico. Sem que percebeu, sua cabeça pendeu para frente e o mesmo acabara caindo em um estado profundo de sonolência mantendo apenas a mão da jovem envolvida na sua.

Acabara sendo desperto pelo toque dos lábios da Hailey no topo de sua cabeça junto a sua fala, suas irises azuladas foram de encontro as da garota demasiadamente estreitas, até que ela estar de pé o fez as arregalar de mesmo instante, piscando repetidas vezes, a garota estava de pé a sua frente, um sorriso largo se abriu entre os lábios do garoto que tratou de abraçar a garota com força, levando ambas as mãos a cada respectivo ombro da garota os apertando com força, como se esta fosse um ente querido que ele não vê a tempos.  Um beijo molhado por parte de Gerrard fora dado no pescoço de sua querida irmãzinha que agora estava de pé junto de si, se esse não era o momento mais feliz da vida dele, ele não saberia mais o que fazer.

Quando se sentou novamente, ele viu que a jovem começou a flutuar dentro do quarto, aquilo definitivamente estava começando a ficar mais anormal do que ele conhecia sobre a sua companheira. Esferas dos cinco elementos começavam a rodeá-la, como se fosse realmente uma deusa, este observou tudo aquilo pasmo, mas, ao mesmo tempo analisando cada feito seu.  Quando as mãos da jovem se juntaram e formavam uma concha a esfera congelada se formou  e fazia aquilo de modo para chamar a atenção do mesmo, como quisesse mostrar que ela tinha poderes magníficos e coisas do tipo, uma pena para ela, que ele não ligava muito para isso de poderes, ele apenas dela queria sua companhia, apesar de seus poderes serem extremamente fantásticos. Uma linha feita de sombras e luz começavam a percorrer pelo corpo da linda mulher, como se brincassem de pega-pega, antes que pudesse fazer uma feição de surpresa sentiu uma voz ecoar em seu subconsciente: “ Isto são apenas alguns dos meus poderes, ainda há mais para se ver.” Um semblante em estado de choque se formou na face de Gerrard, ela também possuía telepatia, era realmente uma jovem bem dotada, nem se quem fez a sua ficha na Interpool fosse irmão dela teria toda essa gama de poderes mostrados por ela.

Toda sua feição de espanto se esvaiu quando notou o grande sorriso que escapou dos lábios da jovem, que logo se atirava contra seu corpo, entrelaçando-se em si. Sentiu os braços da mesma por trás de seu pescoço, suas pernas cruzadas envolvendo sua cintura e obviamente a respiração da mesma perto de seu pescoço, e aquele ar quente fizeram o jovem corar e se arrepiar, nunca havia permitido uma mulher se aproximar tanto, mas, ela era outro caso, Hailey havia tomado seu coração com uma facilidade, que ele mesmo se assustara.

Foi onde Gerrard tomou uma ação precipitada e acabou levando seu indicador direito até o queixo da jovem o levantando levemente e antes que pudesse indagar algo, selou os lábios dela com os seus, em um beijo calmo e suave, permitindo que sua língua invadisse a boca da jovem e explorasse seu interior em paixão, toques entre ambas as línguas eram dadas, as mãos do jovem mostravam-se inquietas, uma acariciando a maçã esquerda do rosto da garota durante o ato, e outra apalpando sua nádega esquerda. O beijo se dissipou com um filete de saliva entre ambos.  Gerrard estava completamente corado após tudo aquilo e disse em um tom sem graça desviando o olhar para baixo envergonhado:

– Me perdoe... Eu... – Suspirou fundo e prosseguiu – Me desculpe...Eu só, meio que segui meu coração nisso. E a chamo de Morango com um apelido carinhoso pelo Morrighan... Bom, agora que já está melhor acho que posso deixar você a sós não é? – Disse o mesmo com um sorriso constrangido, indo até o seu closet pegando uma toalha de banho limpa e entregando em suas mãos tornando a dizer com um timbre de voz doce – Quer que eu prepare algo para você comer? Deve estar faminta e merece comer algo de seu agrado depois de ter sido obrigado a comer aquela gororoba nojenta do hospital, sei cozinhar bem sou italiano como bem sabe a nossa fama na cozinha é maravilhosa. Não só na cozinha, mas, não acho que é um assunto para o momento. – Finalizou este ficando um pouco mais corado, girando nos calcanhares ficando de costas para a garota. Quando ia saindo ouviu a voz de Morango escoar pelo recinto com um timbre de voz um pouco malicioso.

– Não vá...Fique aqui. Eu não sei como funciona esse...esse chuveiro, se é que podemos dizer assim.

Quando Gerrard olhou por cima do ombro redirecionando o olhar a jovem, viu que a mesma estava devidamente despida já dentro do chuveiro com ele desligado, o mesmo abriu um sorriso malicioso junto com o rosto que se avermelhou um pouco mais. Aproximou-se dela também se despindo , a puxando contra seu corpo musculoso, apertando um determinado botão, onde água começou a cair, enquanto toques por parte de ambos eram feitos, e ambos se beijavam ferozmente enquanto o líquido gelado os banhavam. (Gif ilustrativo em spoiler no fim do post)

O mesmo a imprensou contra a parede naquela troca de carícias e disse em um timbre de voz rouco e sedutor a cada beijo que era dado na garota. – Eu... – A beijou novamente e soltou – Quero... – Repetiu o ato e finalizou antes de dar continuidade – Você... – Disse finalizando com um beijo mais agressivo, que permitiu sua mão direita chegar até o seio direito da jovem o acariciando por toda sua extremidade e seus mamilos, a sensação de trocar carinhos com aquela jovem era especial demais, nem ele esperava aqueles toques, mas, ele sentia-se seguro para se entregar de corpo e alma para ela. Sabia que ela não o usaria para fins maquiavélicos nem nada do tipo, a questão no momento ali era aproveitar  a sua companhia por todo aquele precioso tempo que se este o pudesse, paralisaria ali para manter tudo aquilo sem se preocupar com o futuro.

Cena do Chuveiro:




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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Sadie Cassandra O'Keefe em Qua Abr 05, 2017 11:26 pm

Lay me on the bottom...

14:45 da tarde, Local desconhecido.

Havia sido um tiro no escuro o assunto dos corticoides. Um tiro bem dado por Sadie.

A ideia de que esse tipo de hormônio faria a garota andar novamente, viera de um momento inusitado: Como uma boa fã de séries, a irlandesa assistira a séries que passavam na televisão quando algum enfermeiro ou uma daquelas trupes de pessoas que visitavam doentes no hospital - haviam algumas que se dedicavam a ir a um hospício, e Sadie não sabia quem era mais louco: os pacientes ou eles - e que passava um tempo com ela, ou que de "alguma forma" (lê-se indução de memória, de ligar a televisão no canal das séries favoritas da garota) sabia que a platinada desejava ver televisão, um canal específico e ligava o televisor preso a parede oposta a qual estava acamada, deixando o volume baixo para que não percebessem que ela estava se distraindo.

O efeito dos hormônios havia despertado suas glândulas supra-renais de alguma maneira que preferiu atribuir ao efeito de cura que produzia em si mesma, aliado ao cortisol. Seu corpo processara e expulsara através da transpiração todas as toxinas que três anos de analgésicos poderosos haviam circulado por suas veias e suas células, transformando seu fígado em algo que se assemelhava a um viciado em cocaína, que dia após dia recebia uma dose que não aumentava e nem diminuía, e que mesmo assim nunca pedia por mais, sempre se contentando com a quantidade que recebia.

Aquela bomba de hormônios poderia provocar algum mal estar nela daqui a alguns dias: dores nos ossos, palidez, ganho de peso ou coisa parecida, e ela precisaria se alertar para isso, porque a última coisa que queria era parecer fraca ou passível de ajuda médica para geraldo. Um sentimento de que havia sido ajudada de mais, e que mais um pouco a faria questionar se não estaria sendo totalmente dependente — odiava ser um peso na vida de alguém, independente de quem fosse — de alguém que havia feito o favor — isso mesmo, o favor, porque até onde ela sabia, ele não havia sido pago por ninguém para resgatá-la — de retirá-la daquele manicômio.

Eu tenho ossos — Falou entre dentes, sentindo que os ossos de suas costelas se aproximariam tanto, que seus pulmões se tornariam um só e seus braços se partiriam em dois caso ele a abraçasse mais apertado. Debateu as mãos contra as coxas inutilmente e sacudiu as pernas, assemelhando-se a um peixe fora d'água. Uma vez solta — e provavelmente com dores nos ombros no dia seguinte — a garota levou a mão e a deslizou contra o local onde havia sido beijada — a sensação do beijo, ou a ideia de saliva em seu corpo a enojavam, e isso era meio antipático de sua parte — esfregando a pele da palma de sua mão contra seu pescoço de forma a apagar qualquer rastro ou sensação de agonia que pudesse ser emitida por seu cérebro.

Ok ok ironboy. Acho que estamos indo rápido demais com isso aqui. — Advertiu afastando-se do soldado assim que percebeu a ousadia que ele havia feito. Ela escorregou suavemente por suas pernas, plantando-se ao chão novamente após ter empurrado a própria cabeça para trás e desferido dois tapas: um contra a mão que estava em suas nádegas — assédio! — e outra que estava em seu rosto. O gosto do beijo ainda perdurava em sua boca, e ela achou que precisava escovar os dentes o mais rápido possível. — Serei eternamente agradecida por salvar minha vida e blá blá blá. Mas não confunda minha alegria com a oportunidade de me beijar e de pegar na minha bunda assim nem mais nem menos. Tudo bem? — Ela dera um passo para trás, olhando-o enquanto suas sobrancelhas se erguiam, e sua mão direita posicionava-se com a palma virada para ele e aberta, indicando um sinal de pausa e recuo.


A carne que separava suas sobrancelhas — e não lhe dava a característica de ser monocelha — juntou-se, e uma expressão que apesar de ser de desconfiança exprimia desentendimento ou descrença se formou em seu rosto. Sadie cruzou os braços, ouvindo o monólogo envergonhado e culpado do maior, medindo cada palavra que o mesmo dizia. — É. Acho que pode sim. — Respondeu, tomando nota mental de que quando ele saísse por aquela porta, ela faria questão de trancá-la magicamente. Apanhou a toalha e a abriu, colocando sob a cabeça, como um véu de alguma santa e piscou duas ou três vezes, seus olhos começaram a pesar de um sono que nem lembrava que sentia, mas que agora se projetava contra ela. — Tipo vocês serem ótimos na cozinha, mas serem horríveis em questão de guerras? — Questionou, a pontada de ironia evidente em sua voz diante do fato exposto. — Não sei, acho que aceito sim. Penne al mare ou capeletti de carne com molho branco e maionese de ervas para mim parece excelente. — Um sorriso exagerado se formou em seus lábios, e ela exibia todos os dentes, já imaginando o cheiro da comida e sentindo a saliva se intensificar em sua boca diante da imaginação do gosto da massa que estava para comer dali a alguns momentos.

Sadie correu para o chuveiro assim que o homem ia saindo, para que ele não achasse que ela a seguiria até a porta — e pouco se importava caso ele a visse do jeito que veio ao mundo, porque já havia visto uma vez, e a segunda não seria diferente — livrou-se do vestido às pressas, arremessando-o em cima da cama, enquanto procurava um lugar onde pudesse pendurar a toalha. — Vem cá. — disse, após constatar que teria que deixá-la na cama e que isso a faria ter que dar alguns passos em direção ao móvel, deixando pegadas molhadas na direção que tomaria. — Será que antes de você ir, pode me ajudar com isso aqui? Quer dizer, não espera que eu faça brotar água de um chuveiro mesmo que eu tenha habilidades com água. E eu nem sei como funciona esse...esse chuveiro, se é que podemos dizer isso. — Ela estava com uma mão na cintura e outra apontada para o objeto de alumínio quadriculado acima de sua cabeça. — Essa coisa nem uma maçaneta tem, vou fazer brotar água por meio do pensamento ou esperar chover para tomar banho?

Aquela cena não ficara bem clara para Sadie. Em um momento ela estava reclamando do chuveiro, e no outro a água fria banhava seu corpo e levava embora 3 anos de sofrimento e humilhação. Mas também molhava o soldado, que a segurava pela cintura, seu braço envolvendo-a como uma corda que se laça um animal e o puxa para próximo de si, e suas bocas se encontrando mais uma vez. Ela não queria aquilo — ao menos não o beijo — e foi então que afastou o rosto mais uma vez, apesar da crescente sensação de desejo por ele começar a se desenvolver em suas entranhas mais pessoais e íntimas. — Preciso mesmo dizer, que não sou adepta do beijo ironboy? — Ela murmurou com um sorriso misterioso nos lábios, a sobrancelha destra erguida e seus olhos fixados nos dele, sua mão aproveitando o momento para deslizar em direção a virilha do italiano, discretamente.
 



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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

Mensagem por Gerrard B. Mantovani em Dom Abr 09, 2017 2:11 pm


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Não se passou muito tempo com ambos juntos que insultos sobre seu batalhão foram dados, e logo após a garota disse que não era adepta a beijos. Quando pretendia começar a fazer uma brincadeira do tipo sentiu uma mão percorrendo pela sua cintura até sua virilha, um sorriso malicioso se abriu e foi onde iniciou toques na região dos seios da jovem. Massageou ambos com calma e tranqüilidade, enquanto escondia sua face entre o cabelo da jovem com sua respiração colada em sua nuca, dando beijos molhados na altura do seu pescoço um pouco abaixo do maxilar.

Conduziu tudo aquilo sem muita delonga a pressionando contra o vidro do chuveiro, descendo seus lábios devagar até a altura dos mamilos, beijando o seu destro calmamente enquanto apertava o esquerdo com seu polegar e indicador, queria dar êxtase a Morrighan antes de começar com seriedade, envolveu-a com seus braços para sentir seus arrepios, tensões e até mesmo movimentos involuntários para ver qual atitude posterior deveria tomar.



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Re: [20172303] The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage

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