The Darkest Night

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The Darkest Night

Mensagem por Eliel Calizaire em Seg Mar 27, 2017 8:03 pm

The Darkest Night
A ROLEPLAY É INICIADA PELO POST DE Eliel Calizaire, SEGUINDO POR Caesar von Majewski. ESTANDO, PORTANTO, FECHADA PARA OS DEMAIS. PASSANDO-SE ESTA EM 05 de março, domingo, num bar. O CONTEÚDO É LIVRE. ATUALMENTE, AS POSTAGENS ESTÃO EM ANDAMENTO.


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Re: The Darkest Night

Mensagem por Eliel Calizaire em Seg Mar 27, 2017 10:52 pm

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O tempo estava nublado, a cidade estava imersa em uma chuva fina que trazia um vento típico de inverno que há certo tempo não era sentido. Em dias como este o passatempo preferido de Eli era repousar em casa e ler livros ou assistir seriados, porém ele sentia-se bem mais ousado agora, então para espantar o frio dos ossos o moreno felino partiu para um bar qualquer pelas ruas do Brooklyn. Ainda eram nove e meia da noite, mas a sensação era a de ser meia-noite, ou quem sabe ainda mais tarde. Vidraças cheias de respingos da chuva, calçadas molhadas e ar carregado com neblina, tudo lembrava-o das tardes frias no interior da casa de campo de sua família, e isso trouxe bastante nostalgia para o moreno. Por esses motivos, o moreno evitava locais tão frios, apesar do inverno ser lindo – e fashion – em Nova York.

Adentrando o bar, havia algumas pessoas conversando normalmente em mesas redondas de madeira, poucas no balcão. Indo para um local menos populoso o moreno sentou-se e apoiou os pés numa cadeira, recostando-se à sua cadeira, pedindo uma mistura de limão com vodca e fritas. Respirando profundamente, não demorou para que o felino fosse surpreendido por um jovem rapaz que puxava a cadeira na qual ele apoiava seus pés. Erguendo uma sobrancelha, Eli encarou o jovem rapaz e sorriu meio sem jeito. Ele parecia ser bastante jovem.

— Não sabia que esse bar deixava crianças entrarem... qual o seu nome, rapazinho? — debochou Eli com um pequeno sorriso travesso e desafiador nos lábios, mordendo o lábio inferior e cruzando os braços.




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Re: The Darkest Night

Mensagem por Caesar von Majewski em Ter Mar 28, 2017 10:49 pm

A chuva começava a cair, o frio acobertava o seu corpo. Vestia uma jaqueta de couro, camisa branca, jeans e um par de All Star. Gotas caíam de seus fios de cabelo, afinal, a tempestade ficava cada vez mais intensa. Sabia qual seria o lugar perfeito para evitar toda a situação na qual estava inserido – um bar que se localizava na esquina da rua pela qual andava. Após se locomover mais um pouco, parou diante o local onde queria adentrar. – Hey, Stefan. Eu estou sem minha identidade falsa... – Falou num tom baixo e olhou ao redor, vendo se tinha alguma pessoa próxima, contudo, não queria arriscar. O homem tinha seus vinte e poucos anos. Era bissexual assumido – por isso ele e sua namorada viviam chamando Caesar para algumas brincadeirinhas aos fins de semana. – Eu não cobro o próximo programa, mas... – Calou-se e sorriu de maneira travessa. – Tem que me deixar entrar. – Arqueou uma das sobrancelhas.

Stefan era moreno e alto. Seus olhos eram castanhos, da mesma maneira que seus olhos. Era musculoso e belo. – Ok... – Revirou os olhos e fez um gesto para o menino entrar. [i] – Não esqueça mais. Só vou deixar porque está chovendo. Ah, e não compre nada, senão suspeitarão. – Foi advertido. O prostituto assentiu positivamente e abriu a porta do estabelecimento. Os sons de garfadas e risadas invadiram os seus sentidos, causando-lhe um leve arrepio. Descobrira seus poderes há pouquíssimo tempo – um ano, mais ou menos – e estava controlando-o aos poucos. As emoções influenciavam quase que sempre, por isso era normal ter um surto de raiva e arremessar algum cliente para fora da cama – o que chamava a atenção e, às vezes, reduzia sua clientela.

Olhou ao redor, mas evitou sentar entre a multidão – e por isso foi até o final do estabelecimento, onde acabou dando de cara com um belo homem de olhos azuis e cabelos castanhos. Sorriu maliciosamente, mas logo deixou uma expressão séria tomar conta de seu rosto. Antes que ele percebesse sua presença, puxou a cadeira onde os pés dele repousavam. Semicerrou os olhos, escutando-o e passando a língua entre os próprios lábios. – Ah... – Não o respondeu inicialmente. Sentou-se diante do mesmo – a mesa impedindo um contato mais próximo entre eles. – E eles não deixam, mas eu sei pagar um ótimo boquete. O segurança costuma me visitar com certa frequência. – Sorriu de maneira travessa e encarou os olhos claros do outro.

– Sou Caesar von Majewski, prazer. E você, delícia? – Empinou o nariz um pouco, como se fosse adquirir o ar de ser superior ou algo do gênero. Sorriu maliciosamente, observando o corpo dele. – Você ficaria ótimo entre os lençóis de minha cama... Ah, pena que está chovendo. – Revirou os olhos, falando com um falso desinteresse. Antes que o outro se apresentasse, levou a mão até as fritas e pegou uma batatinha, mordiscando-a. – Não posso ir até o balcão. Sem identidade, lembra? – Deu de ombros. – Pode pedir uma coca pra mim? Eu te pago... Não com dinheiro, mas de um outro jeito. – Lançou uma piscadela e deixou uma risadinha baixa sair de seus lábios.

Em seu âmago, o jovem polonês não passava de uma pessoa infeliz. Fingia ser frio – até instável –, contudo, era dono de uma tristeza enorme. Estava sozinho no mundo e sentia-se deslocado. A pior coisa que fazia era acordar e olhar o próprio reflexo no espelho. Envergonhava-se da prostituição, mas era a única maneira que encontrara para sobreviver – junto da vida de acompanhante de luxo. Por sorte, nascera com uma bela aparência: bem típica do Leste Europeu. – O que acha? – Provocou. Realmente estava com fome e sede, portanto, faria de tudo para ter o que queria.


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Re: The Darkest Night

Mensagem por Eliel Calizaire em Sex Mar 31, 2017 3:58 pm

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Enquanto bebericava de sua bebida, o moreno encarou o garoto à sua frente agir sem o mínimo de pudor, falando abertamente que havia entrado ali por ter pagado um boquete. Apresentando-se como Caesar, o moreno de sobrenome difícil chamou o felino de delícia e ainda fora audacioso o suficiente para dar de cima dele e ainda convidá-lo para ir para o seu quarto. Caesar parecia ser extremamente atirado, falando o que pensa e agindo como bem entendia sem se importar com nada que ninguém falasse. Suspirando ouvindo-o pedir uma coca, Eli ergueu o dedo indicador e pediu uma coca-cola para o garotinho.

— Muito fofinho, vocês são irmãos? — perguntou a atendente, anotando o pedido e sorrindo para Caesar enquanto passava rapidamente a mão nos cabelos pretos do garoto. Olhando de perto, até que os dois realmente possuíam suas semelhanças.

— Sim, pode trazer logo o refrigerante pro pirralho? Estamos de saída! — pediu o felino cruzando os braços e encarando Caesar com o cenho franzido. Sério que por um refrigerante o garoto pedia sexo? Bem, pelo visto o menino sabia como negociar e não media esforços para usar sua sexualidade para poder conseguir o que queria. Eli já esteve no mesmo local que Caesar e sabia como isso cansava com o passar do tempo.

— Qual a sua história, garoto? Pais ausentes, te abandonaram ou morreram? Já estive bem aí onde você vive agora e não é nada legal. Já pensou em sair de tudo isso? Viver normalmente, parar de se prostituir e tudo o mais? — questionou o Homem-Gato abrindo um sorriso pequeno, realmente pensando se poderia ajudar o garoto a fugir de todo o problema.



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Re: The Darkest Night

Mensagem por Caesar von Majewski em Sab Abr 08, 2017 1:21 am

Ergueu uma das sobrancelhas quando o outro ergueu o dedo indicador, fazendo o adolescente franzir o cenho – ficando levemente confuso e, ao mesmo tempo, um pouco ansioso. E se fosse entregue pelo rapaz mais velho? Suspirou aliviado ao ouvir o mesmo pedir a coca. Até aquele instante, o outro não tinha se identificado. Por qual motivo? Talvez ele fosse meio lerdo, talvez não tivesse escutado a pergunta ou... Bom, não importava! Caesar estava com sede e não queria ficar debaixo da chuva – que tomava conta do lado de fora do bar –, por isso ficaria ali, conversando com um estranho e oferecendo favores sexuais. Pelo menos, essa era a sua intenção até àquele instante.

Escutou a pergunta da atendente e sentiu os próprios fios de cabelo serem acariciados pela mulher. Ergueu a cabeça, olhando na face da estranha e forçando um sorriso sem graça. Bom, eles realmente eram um pouco semelhantes, mas não responderia – talvez o homem desse alguma resposta diferente ou, provavelmente, denunciasse o meta-humano. Felizmente, dissera “sim”. Mordeu os próprios lábios, ficando aliviado perante toda aquela situação. A garçonete se afastou e, após isso, o rapaz realizara uma pergunta.

Caesar não respondeu inicialmente, afinal, não devia satisfação da sua vida para desconhecidos – contudo, o outro estava lhe dando um refrigerante, e isso já parecia ser um favor imenso. Revirou os olhos e deixou um sorriso sem graça aparecer em seus lábios. Acomodou-se na cadeira e pousou as íris claras na mesa de madeira. Sempre desviava do assunto, mas em seu âmago, realmente precisava desabafar, contudo, ele era um homem que nem sequer conhecia – e não poderia passar disso.

Ergueu os olhos brevemente e pigarreou, respirando fundo. – Você tem sorte de ter pedido a coca. Vou te contar o básico, nada mais, nada menos. – Arqueou uma das sobrancelhas, como se estivesse no meio de uma negociação bem importante. – Eles foram mortos por uma gangue. Bem, meus pais estavam envolvidos com essas merdas, sabe? Drogas e... – Seu tom de voz era baixo, pois era um segredo. Deu de ombros e voltou a falar. – Eu fui sequestrado pelo grupo inimigo, mas escapei. Aí depois mataram meus pais, mas, tipo... Cara, eles estavam normais. Tinha largado as drogas, o tráfico e tudo... Tinha até me transformado naqueles católicos idiotas que ficam sentados em banquinhos de Igreja. – Debochou no final, deixando um sorriso sarcástico aparecer em seus lábios.

– Os meus vizinhos me acusaram de ter matado os dois... Os meus pais, sacas? – Passou a língua entre os lábios e ergueu a cabeça, semicerrando os olhos e observando a face do outro. – Me enviaram para um manicômio, porque perdi na justiça. Tinha meus... Onze ou doze anos. Algo assim. Fui abusado sexualmente, e depois de certo tempo, fugi. – O seu tom de voz era baixo, já que tinha que ser totalmente cuidadoso para que nenhuma outra pessoa ouvisse o resumo de sua vida – principalmente da parte de sua adolescência. – Como pode perceber, vivo de documentação falsa. Tenho só dezessete anos e não posso voltar para o maldito hospício. E se me pegarem? Meus documentos originais estão lá. Vou ter que viver na ilegalidade durante toda a minha vida. – Acabou deixando um sorriso tristonho aparecer em seus lábios, pois era uma situação completamente desanimadora.

Queria uma vida repleta de luxos, conquistas e coisas semelhantes, mas só conseguiria isso enquanto tivesse servindo homens ricos e mulheres com a mesma condição financeira. A maioria da sua clientela era composta por empresários, o que melhorava as coisas. Quase sempre estava em algum evento, deliciando-se com vinhos caríssimos. Mesmo servindo pessoas da alta sociedade, não podia viver da mesma maneira que as mesmas, pois poderia ser encontrado pelos médicos do hospício. Seu desejo? Pegar seu documento, sumir e viver normalmente – ou pelo menos, de maneira digna. – E jamais poderei sair dessa vida. É simples. Não há qualquer ajuda para solucionar esse problema. – Revirou os olhos, escondendo a sua tristeza.


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Re: The Darkest Night

Mensagem por Eliel Calizaire em Sab Abr 08, 2017 9:50 am

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Enquanto ouvia o garoto, Eliel não pôde deixar de identificar-se. Pais morreram cedo, sofreu na mão de abusadores canalhas, envolvimento com o mundo do crime logo cedo e fodido – em todos os sentidos – antes dos dezoito anos. Por um momento, o gatuno sentiu-se espelhado – mas o resultado daquilo não era nada positivo, muito pelo contrário. Apesar de todo o azar na vida do Homem-Gato, ouvir a história de Caesar apenas fez ele sentir-se sortudo por não ter sofrido tanto quanto o garoto à sua frente. Pais mortos por causa de gangue, ser acusado pela morte deles e ainda ser enviado para um manicômio era o cúmulo da maldade que se poderia fazer contra alguém.

— Bem, eu te entendo, Caesar. Meus pais morreram cedo e fui para um orfanato. Meu pai era policial e investigava um caso, mas aí essa gangue decidiu eliminá-lo porque ele estava perto demais, entende? Meus pais morreram num incêndio, um Padre que servia a gangue me estuprou várias vezes, o matei, fugi, roubei bastante e agora estou aqui, vivendo como um ladrão e como stripper numa boate. Viu só a semelhança? — falou o moreno erguendo as mãos em ironia, recebendo seu drinque e bebendo do mesmo.

— Há diversos meios de sobreviver ao mundo, Caesar. Pode trabalhar na boate comigo. Iria ser stripper e isso é ruim, mas é melhor que se arriscar nas ruas, lá há clientes que querem favores sexuais, obviamente, mas ao menos lá na boate tem câmeras, vigias, guardas, um cara meio chato manda no lugar, mas não representa perigo, pelo menos se manter seus poderes discretamente, senão ele vai querer te recrutar pra um grupo de assaltantes dele. — Eli não sabia se deveria mesmo fazer a oferta, mas entre ser fodido no meio da rua e numa boate, o gato iria preferir mil vezes a boate e toda a estrutura e segurança que ela possuía, sem contar que nem todos os strippers faziam programas todos os dias; eles se revezavam de forma que cada um fazia dois ou três programas por semana.

— Há um salário, além das gorjetas que você ganha quando o cliente joga dinheiro em você, sabe? Precisaria transar apenas duas ou três vezes por semana. Viu só? Posso não te dar sua vida, seus pais ou sua identidade de volta, mas pelo menos posso te conseguir isso, e é o máximo que eu posso fazer. — Pegando um guardanapo, o moreno anotou com uma caneta o seu número e seu nome para contato, assim como o endereço da boate localizada numa boa região do Brooklyn.

— Tem onde dormir? Pode sempre dormir no meu apartamento. — Oferecendo-se de forma gentil, pela primeira vez o moreno felino sentia-se bem em ajudar alguém, talvez por identificar-se demais com o jovem à sua frente.
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Re: The Darkest Night

Mensagem por Caesar von Majewski em Seg Abr 10, 2017 10:03 pm

Arqueou uma das sobrancelhas, semicerrando os olhos, posteriormente. Suas íris claras pousaram na face do homem, analisando-o atentamente. Escutou sua história e franziu o cenho durante alguns breves segundos. Realmente se pareciam em algumas coisas – só faltava o outro ter sido colocado em algum manicômio, certo? Passou a língua entre os lábios, umedecendo-os e, após isso, deu um rápido sorriso de canto, abaixando sua própria cabeça e suspirando fundo ao escutar o questionamento dele. – É... Algumas coisas são semelhantes em nossas histórias. – Afirmou de maneira calma e tranquila, voltando a analisar o mais velho. Não o conhecia, não tinha ideia alguma de qual era o seu nome – entretanto, queria ter mais conhecido, mas não poderia acelerar as coisas. Precisava de paciência, algo que raramente tinha.

Ele voltou a falar, e eis que a garçonete se aproximou rapidamente, entregando-lhe a coca. – Obrigado. – Lançou um breve sorriso e logo focou sua atenção no maior novamente. Ajeitou-se na cadeira, ficando numa posição confortável. Ok, a proposta realizada pelo desconhecido fora uma coisa bem... Interessante. Mas e a idade do menino? Atrapalharia, não? O problema dos Estados Unidos era que, infelizmente, a idade da maioridade era vinte e um anos. Caesar tinha apenas dezessete – sim, dezessete anos! E além disso, não teria os mesmos luxos que havia quando era contratado por outros clientes. Fez uma careta ao imaginar-se como stripper – e, sinceramente, não queria isso. Era uma pessoa independente, conseguia sua própria clientela, tinha seu mísero apartamento – que já era o suficiente – e, ainda por cima, recebia coisas pomposas temporariamente. Um exemplo? Jantares caríssimos, festas cheias de ostentação, vinhos, presentes e muito mais.

Piscou algumas vezes, ouvindo-o comentar sobre a parte dos poderes. Como ele sabia que Caesar era um meta-humano? Ok, não questionaria – apenas o analisaria, mesmo já tendo tirado uma conclusão: aquele rapaz também tinha poderes especiais, ele era dotado de talentos ou qualquer que fosse sua habilidade. Suspirou e pensou em falar algo ao escutar suas explicações, contudo, seria educado e permitiria que ele falasse tudo o que queria – afinal, era uma oportunidade e tanto para a sua vida, não é mesmo? Mas o que ganharia com isso além de dinheiro – uma quantidade fixa – e um patrão? Não, Caesar jamais aceitaria isso. Era estúpido, fútil e só pensava numa coisa, pois estava no ápice da juventude: riqueza. Ele queria mais e mais, além de seus documentos de volta.

Pôs os olhos num guardanapo que era utilizado pelo outro e pegou-o, olhando atentamente as informações que estavam ali. Eliel Calizaire, este era seu nome. Não jogaria fora, pois tinha o número do maior – e se precisasse dele? Repentinamente, uma onda de desconfiança tomou conta de seu corpo. Será que ele realmente poderia confiar no ser que estava na sua frente? – Vou pensar nesse emprego. – Forçou um sorriso, contudo, provavelmente não aceitaria, entretanto tinha uma segunda oportunidade. Abriu a boca para responder, mas hesitou momentaneamente, parando para refletir. Encarou-o, estudando-o meticulosamente. – Ok... Posso te ajudar a pagar o aluguel. Onde mora? – Perguntou rapidamente, bebericando um pouco de seu refrigerante. – Eu topo a parte do apartamento, mas... Bom, sobre o emprego... Bem... – Sua hesitação era completamente visível. – Por que se preocupa comigo? Mal nos conhecemos. – E repentinamente, seu tom de voz foi para algo frio.

– Quer sexo ou algo assim? Eu posso te oferecer até de graça, na verdade. – Cruzou os braços, encarando-o. – Mas não quero que fique de gracinha comigo. – Suas palavras saíram de maneiras frias, afinal, Caesar era um jovem instável – suas emoções eram uma montanha-russa: ora feliz, ora rude. – Se quiser foder, me fale logo. – Levantou-se de maneira cuidadosa, já que não queria chamar a atenção de ninguém, e olhou para ele. O adolescente desconfiava de todos, pois vivia sendo assediado na rua – por homens e mulheres, mas essa era uma das consequências por ser um prostituto.


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Re: The Darkest Night

Mensagem por Eliel Calizaire em Ter Abr 11, 2017 8:35 am

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A surpresa de Eli foi completamente nula com a desconfiança do outro. Ele estava certo em desconfiar de tudo e de todos, pois ele já havia passado pelas mesmas merdas que o jovem passava e sabia que ninguém além de seu próprio instinto era digno de confiança. O outro olhou seu nome, parecendo saciar um pouco de sua curiosidade, entretanto seu olhar e sua fala meio nervosa transparecia uma nítida desconfiança. Mais uma vez, Caesar estava certíssimo. Com seu “vou pensar” ficou claro como água que ele não iria aceitar. O felino apenas assentiu, abrindo um leve sorriso de canto de rosto. Pelo menos sobre o apartamento Caesar pareceu pensar a respeito, pois o perguntou onde ele morava.

— Bronx. Estava pensando em me mudar, mas o apartamento é simples e discreto, sabe? Digamos que tenho alguns inimigos, como bem sabe já que estamos no mesmo ramo, não é mesmo? — explicou o moreno de olhos azuis enquanto abria um leve sorriso de cúmplice com o garoto à sua frente. Ao ouvir a oferta de sexo grátis, Eli apenas soergueu suas sobrancelhas, sorrindo.

— Bem, depois vemos isso. Agora vamos ao meu apartamento, criança. — Falou Eli pagando a conta e indo com o garoto que já encontrava-se de pé esperando por ele.

Seria esta a coisa certa a se fazer por Caesar? Bem, Eli era um anti-herói e era de seu feitio importar-se apenas consigo mesmo, porém lhe parecia ser o certo a se fazer por aquele garoto lhe oferecer chances melhores e um pouco mais de dignidade. As ruas eram perigosas e os predadoras que nela habitavam também o eram, seja os bandidos, mafiosos ou os engomadinhos de falas mansas e mãos coçando para desferir socos em pobres prostitutos indefesos. Dirigindo-se a um táxi, Eli esperou o garoto entrar primeiro e então se dirigiram ao bairro do Bronx.

Durante todo o percurso, Caesar permaneceu quieto, assim como Eli. Em certo momento, as íris do felino assumiram um tom de verde, enquanto Eliel passava a língua por seu antebraço e em seguida esfregava-o pela face e pelos cabelos, se dando um banho de língua, o som baixo e gutural que saía de sua garganta similar a de um gato. Assim que chegaram, o banho de língua cessou e o mais velho desceu e foi calmamente até o seu apartamento no primeiro andar, como se a estranha cena nunca tivesse ocorrido – seu subconsciente estava familiarizado com tais ações, de forma que ele pouco se importava com suas ações que soavam estranhas para os demais. Chegando ao primeiro andar, Eli abriu sua porta e deixou que o outro adentrasse. O apartamento em si não era gigantesco, mas daria para os dois viverem juntos, caso Caesar estivesse mesmo disposto a conviver com o Homem-Gato. Pelo o que o felino havia compreendido, o outro tinha um enorme apreço pela comodidade e riqueza, então um apartamento simples no Bronx não deveria agradá-lo.

— Não vai agradá-lo, mas prometo ser uma companhia ótima. Não é mesmo Selina? — falou o moreno com Caesar, em seguida falando com sua gata negra de olhos amarelos sentada graciosamente no sofá, que apenas fitou Caesar e miou em resposta. Sentando-se numa poltrona, Eliel apoiou o cotovelo do braço esquerdo no sofá.

— E não quero transar com você, Caesar. Você é bonito e pelo o que vi tem um corpo de matar, mas quero que saiba que há pessoas por aí que podem fazer coisas boas sem quererem seu corpo nu. Eu, por exemplo. — O felino falou apontado para si próprio, abrindo um sorriso meio cínico – como ele sempre fazia quando dava conselhos e envolvia a palavra “bondade”, cujo significado o moreno pouco conhecia com a vida que levava.

— E aí, quais são seus poderes? E caso esteja se perguntando tenho uma espécie de super-intuição. — Perguntou curiosamente o moreno, cruzando as pernas.

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