Weird People In A Dangerous Place

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Weird People In A Dangerous Place

Mensagem por Eliel Calizaire em Seg Mar 27, 2017 8:07 pm

Weird People In A Dangerous Place
A ROLEPLAY É INICIADA PELO POST DE Eliel Calizaire, SEGUINDO POR Christopher Arsenáult. ESTANDO, PORTANTO, FECHADA PARA OS DEMAIS. PASSANDO-SE ESTA EM 17 de março, sexta-feira, num beco escuro debaixo de uma ponte. O CONTEÚDO É RESTRITO PARA MENORES. ATUALMENTE, AS POSTAGENS ESTÃO EM ANDAMENTO.


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Re: Weird People In A Dangerous Place

Mensagem por Eliel Calizaire em Seg Mar 27, 2017 11:24 pm

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As mãos enluvadas do moreno seguraram firmemente o precioso objeto brilhante em suas mãos, os olhos azuis brilharam com a luz refletida pelo diamante no colar inestimável. Desde que havia chegado o moreno havia se contentado com pequenos roubos de homens poderosos e casas de classe média, porém agora pode-se dizer que o Homem Gato acabava de realizar seu primeiro grande roubo. Engolindo em seco ainda agachado sobre a corda que evitava-o de passar pelos lasers da sala, o moreno soergueu uma sobrancelha e olhou para trás fitando a porta pesada ainda fechada. Pelo visto, havia sido apenas um alarme falso. Voltando pelo mesmo caminho sinuoso e difícil, o homem foi na ponta dos pés calçados por botas confortáveis para a tarefa até a porta, a qual abrira e saíra o quanto antes, movimentando-se tão rápido quanto um gato conseguiria e habilmente abrira a janela, pela qual escapara para a solidão da noite. Trajando calça jeans escura e uma camisa preta e justa, o moreno guardou suas luvas no bolso e encaminhou-se até o local onde seu chefe iria avaliar o “produto”. Não que Eliel gostasse de negociações, mas se ele surgisse direto em lojas de penhores e afins oferecendo misteriosas jóias caríssimas, atenções indesejadas iriam pairar sobre ele.

E isso o Homem-Gato não iria querer nem a pau. Ele planejava passar um longo período em NY.

— E aí? — perguntou meio sem jeito Brock, um homem trajando típicas roupas de traficantes do gueto e com um olhar que faria qualquer policial reconhecê-lo como bandido em apenas um segundo – um olhar assustado e falho, sem a mínima vocação real para o crime. Soerguendo o colar redondo repleto de pérolas com um diamante no meio, Eli voltou sua mão antes do outro pegar o colar.

— Pagamento primeiro, querido. — Ladrou o moreno rispidamente, já ciente da fama daquele rapaz. Com nariz vermelho, olhos arregalados e vermelhos e pele pálida demais, estava bastante claro o que o homem andara fazendo ultimamente – drogas pesadas. A mão esquerda de Brock tremeu dentro de seu bolso, rapidamente o moreno notara o brilho prateado da arma e o pequenino som da mesma pela pressão. Chutando a mão do homem antes mesmo dele ousar levantá-la em sua direção, Eli retirou seu chicote do bolso e o alongou enroscando-o no pescoço do homem, retirando-lhe o ar.

— Pare. Me mandaram atrair você para uma armadilha... queriam verificar se você era realmente bom. Você passou no teste, o chefe quer te ver na boate Sin... — antes de terminar sua frase balbuciante, Brock levou um soco no pescoço e caiu sem ar, adormecendo em seguida.

— Boate Sinner’s Paradise, sei disso, trabalho lá... seu chefe é o meu chefe, só que agora ele deseja não ser apenas o meu chefe na boate... droga! — amaldiçoou o moreno pressionando o botão e recolhendo seu chicote, guardando-o no bolso e respirando profundamente, já sabendo que esse dia chegaria cedo ou tarde.

Foi como se todos os sentidos do felino disparassem do nada, a presença logo atrás de si o fez ter sua espinha congelada e os dedos crispados em antecipação, então Eli virou-se para trás e se viu de frente para um jovem rapaz moreno aparentemente comum. Bem... eles estavam num beco debaixo de uma ponte, em um bairro considerado “da zona baixa”, então algo ele deveria ter de perigoso. Eli cruzou os braços encarando o moreno à sua frente, desconfiado.

— Quem é você? Quem te mandou? — perguntou Catman um pouco ríspido.




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Re: Weird People In A Dangerous Place

Mensagem por Christopher Arsenáult em Ter Abr 11, 2017 7:31 pm

O silêncio é a material primordial para aqueles que não necessitam serem escutados. Christopher a contragosto, estava equilibrado sob um túmulo encarando impiedosamente um anjo que estendia esplendorosamente duas mãos para próximo de seu rosto. As narinas se contraiam no reconhecimento da textura, no odor levemente desinteressante a seu banco aromático e na aparência. Velho, apenas pôde concluir. Não estava como um demônio - ou um anjo em outras conclusões -, mas apenas um homem que aparentava ser; Moreno, alto, magro e possuinte de pequenos cachos que às vezes pendiam a frente dos olhos adotando um ar juvenil. Christopher nunca pareceu envelhecer para falar a verdade. Com vinte e sete anos poderia garantir-se como um pré-adulto ou então, um simpático demais. 

Mas isso seria uma ação errônea minha. Como autor, estaria desmerecendo a minha habilidade de criação e o meu gasto de hora e resistência. Pois claro, meus dedos doem a medida que encaro o monitor e observo o nome de Arsenáult no topo do bloco de notas. Estranho, não? Eu, criador, com cisma da minha própria criação. Eu sou um Deus para ele, para falar a verdade. Posso matá-lo ou fazer sofrer de algo a qualquer momento. Afinal, eu tenho o controle. 

Sou bem dominador, não é? Eu sei, amo essa particularidade minha. 

Voltando a realidade que nos interessa, os olhos superficiais do francês fitaram a fachada do cemitério enquanto se locomovia estranhamente normal entre as pessoas. Estranho seria uma palavra engraçada para se abordar, mas quando uma pessoa sente um incômodo em uma das costelas resultante de alguma outra briga e até mesmo missão do sono, tudo que me vem a cabeça no momento é essa expressão. O casaco pendia em um dos braços deixando a exposição de quem o visse, apenas uma camisa cinza desabotoada na altura que correspondem as duas clavículas e um olhar cansado de insônia. Como no cenário principal, Chris estava fugindo outra vez e daquela, o inimigo parecia ser mais difícil do que temia. 

O pesadelo nada mais e nada menos, também colabora para não fazer com que o nosso vingador dormisse. Uma vez quando seu pai ainda não havia caído no sono profundo, havia o contado o resultado dos pesadelos; Nuvens escuras, tempestades duradouras e um frio devastador e não muito confortável de se conviver. Christopher tinha medo a esses dias, pois foi na única vez em que viveu isso e perdeu os dois irmãos, a mãe e também esse pai, mestre da mais bela façanha chamada materialização. Sua respiração era conturbada ao longo que atingia novas catacumbas e seu coração palpitava de ansiedade quando se deparava com mais espectros pretos. Não era medo, mas insegurança :

Christopher. A voz uivava fugaz através dos arbustos e quando as árvores chacoalharam, o pronunciamento de que seus pés deveriam se prontificar a andar mais rápido  era ainda maior. Ao invés disso o estrangeiro ousou arriscar e ficando parado bem ao eixo da ala dos anjos ao do ossário, pendeu com o rosto pra frente esperando por alguma ação. Não demorara muito para que um vulto assomasse acima de sua cabeça deixando o peso colidir inutilmente contra seus setenta e nove quilos. Aquilo forçou-o a se ajoelhar e assistindo duas mãos percorrerem a extensão do tórax e virilha, sobressaltou um impulso com o corpo para frente assim abrindo a camada de enxofre a volta. 

A beleza da fumaça até o estado mais ruim de fedor, pareciam ser uma dança. Era no próprio mundo no qual Noturno poderia viajar que se sentiria finalmente em vantagem; O deslocamento foi enredado de pequenos flahs que compunham socos, chutes e mais ladrilhos que exclamavam ser simples gestos de defesa como x de braços, esquivos e além disso, o vento frio que agora adentrava o cilindro temporal parecia deixar prevista o retorno, o que agora acontece. 

O céu livre.  

A noite estava estrelada somente então percebendo quando o teleporte mais uma vez falha na geografia fazendo com que tanto o nosso mutante quanto o inimigo, rolassem em pleno ar a uma altura de o equivalente sessenta metros. No caminho, perderá o casaco o que foi um lamento, mas estava prestes a vencer uma luta quando tomou o colarinho alheio e injetou força no punho cerrado para marcar o rosto com uma galáxia de hematomas e outros desejos que em determinados momentos fossem fáceis de coligarem a um fetiche. Sim, os cabelos voavam para trás e depois para frente como nenhum rumo eminente de moda ou até mesmo de estado extremamente caprichoso. Foi nesse rumo, na segurança de que estivera por cima que Christopher viu um parâmetro alcançável. Uma ponte se estendia ao longo do ligamento de duas ruas no momento pouco movimentadas o que por um instante arrancou um pequeno sorriso artístico do mais velho, invertendo as posições para se colocar abaixo do outro e assim quando estivera prestes a colidir contra o asfalto, desapareceu. 

De forma progressiva, sentiu ossos se chocarem. Um som abafado e nojento, logo dando-se por entendido que aquele ser, algo, coisa já havia morrido. Infelizmente todavia, não assistiu a cena logo então acordando novamente em um lugar desconhecido. O quê? 
 
Repousado de nádegas contra o chão, agora a cena parecia distorcida; Os olhos pouco embaçados o dariam uma impressão de bêbado passando parte do tempo imóvel até o reconhecimento. Onde as mãos caíram parecia o deixar a par da situação de relevar que era lama não precisando elevar ambas até o nariz para notar o quão horrível fragrância estava prestes a manchá-lo. Tratou de se erguer limpando na camisa sem se importar a princípio a tamanha lambança que faria retomando a caminhada rumo a nova descoberta. 

Não tinha nem questão de minutos, uma voz estourou contra seus tímpanos. Distante, alçou o olhar ao longe quando figurou uma silhueta masculina, aprisionando os lábios entre a presa dentária admitindo um longo suspiro. Odiava perguntas, deixando claro quando a sobrancelha é soerguida e como o outro, a sua visão física fosse notável :

— Sempre supus que todos se cumprimentavam com um “boa noite”, até mesmo para estranhos.  - Simplista, não negou nenhum tipo de suporte vocal apenas respondendo com extrema calma enquanto procurava os bolsos do jeans para adormecer as mãos. Na face tinha uma trilha de lama e arranhão seco de sangue na bochecha esquerda. Planejando um espaço entre as presenças, tudo que o filho dos sonhos fizera fora apenas pender com a face para o lado ato pelo qual proporcionou as madeixas ocultarem a minuciosa análise que os glóbulos faziam. — Ninguém me mandou. Metido em encrenca? Isso fica muito na cara, suponho novamente. A saída é logo ali. - O dedo indicador foi levantado até o ângulo que permitisse deixar o braço alinhado com o ombro deixando a passagem de luz de faróis em evidência.

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Re: Weird People In A Dangerous Place

Mensagem por Eliel Calizaire em Qua Abr 12, 2017 10:37 am

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Sarcástico, o jovem à sua frente parecia nem um pouco temeroso defronte à figura sensual e voraz do Homem-Gato, inclusive fazendo uma ressalva – ou seria uma pequena bronca? – de que ele deveria dar boa noite. Soerguendo uma grossa sobrancelha, Eli encarou a figura de cima a baixo, em seus lábios um desdenhoso sorriso imponente surgira, enquanto o moreno segurava o grosso cabo e alongava seu chicote, movendo o punho e desferindo uma forte chicotada no chão, espalhando um pouco de areia e deixando uma fina listra comprida marcada no solo. Admitindo que não havia sido enviado por ninguém, o rapaz calmamente indicou a saída, parecendo totalmente tranquilo. Percebendo a sua reação precipitada, o moreno pressionou o botão de sua arma e recolheu em um segundo todo o comprimento do chicote, guardando-o no bolso.

— Boa noite. E creio que sim, mas já cuidei deste idiota aqui. E você? O que faz num local tão perigoso? — finalmente sendo educado, Eli deu de ombros indicando com o queixo para o homem adormecido.

— E então, afim de sairmos daqui antes que esse babaca acorde e nos dê problemas? Não queremos nos meter com bandidos, não é mesmo? — sugeriu o moreno pondo uma mão na cintura, caminhando até o jovem e estendendo a mão para um aperto.

— Eli. Prazer. Mas sério, moço; deveria evitar caminhar por essas áreas, não quer seu rostinho bonito machucado, não é? — sorriu o moreno de forma simpático, saindo da zona de debaixo da ponte e caminhando pela calçada indo para um de seus locais favoritos; uma lanchonete onde o leite era sempre quente e os biscoitos sempre saborosos e crocantes.

Depois de uma longa noite, por que não dar uma pausa e descansar? Caminhando pela calçada úmida pela recente chuva, o moreno enfiou as mãos nos bolsos e prosseguiu seu percurso acompanhado pelo jovem de cabelos escuros e cacheados, bastante sereno em sua aparência, apesar de sua voz parecer pertencer à outra pessoa. Por fim chegaram à lanchonete de cor amarela chamativa nas paredes e cores vermelhas vivas anunciando seu nome, “Heaven’s”. Parecia apropriado. Indo até uma mesa quadrada vermelha, Eli sentou-se e pediu um copo de leite e cookies, enquanto deixava que o outro fizesse seu pedido. Assim que o atendente saiu de perto, o felino cruzou os braços sobre a mesa.

— Tudo bem se não pode pagar, fica por minha conta, fui rude e eu não costumo me comportar tão mal assim. O que dizer, gato mau? — desculpou-se Eli sobre sua falta de educação anteriormente, dando de ombros exibindo um pequenino sorriso amarelo.



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Re: Weird People In A Dangerous Place

Mensagem por Christopher Arsenáult em Qua Abr 12, 2017 11:01 pm

— Gosto de lugares assim. - Novamente a voz parecia oscilar contra o efeito do sopro do vento eminente fazendo o moreno se aproximar vagarosamente da figura adormecida. Os olhos exerceram o máximo que pudera ser observador lembrando de um flash que enxergou do movimento alheio. Respirando fundo, escutou o restante da frase do moreno que parecia se revelar, assim também por algum tipo de prevenção anuindo com a cabeça mudo. Foi na visão de resguardo que conseguiu enxergar uma linha preta ser guardada e o som brando que se propagava no ambiente o deixou parcialmente concluir ser uma arma. — Gosto de problemas e acho que quando envolvem outras pessoas, são mais interessantes ainda. - Uma risada sagaz serpenteia na boca e é venenosa a ponto de cessar tão rápido como se fosse um teste de efeitos. Christopher gostava dessa habilidade mórbida de sua personalidade - da qual eu mesmo me embarguei de atribuí-lo - de fazer o clima se desintegrar a algo realmente desconfortável de se viver. 

Quando avistou a mão ser estendida, fez resposta também forçando o próprio braço ficar estendido abraçando o palmo enluvado do outro notando a peculiaridade do material; Resistente, couro e também muito sofisticado, elogiava a mente. Os beiços secaram, mas foi o suficiente para deixar o nome ser proferido com clareza sem deixar sombras que fosse confundindo. — Christopher. - O rosto ficara oculto na inércia de mais uma frase, o aperto garantindo o selar de uma relação feita. Conhecidos. — Acho que é uma boa ideia. Sou novo nesse lugar. - A capacidade do destemor entregue aos olhos como um ponto extremo de seu capricho pessoal, demorando certos instantes a digerir o elogio passageiro? 

— Oh. - O comentário desperta a mão que é alojada a um lado da face. Não em gestos de gentileza, mas de impressão. Christopher havia deixado o timbre morrer, pois notara que estava como a forma humana logo então, tranquilo em saber que possa não ser um exemplo de ironia. — Acho que sei me defender e bem, se forem pessoas como ele, teria a honra de dar um fim. - Novamente, a obscuridade da risada era nítida e como a noite fortuita como aquela. — Ah, podemos ir? - Ao questionar, assistiu o corpo do outro abandonar a região logo deixando passíveis as pisadas leves contra o chão. O incômodo na costela esquerda o fazia tensionar os braços com rigidez para próximo do tronco. 

Não conversaram durante a caminhada no entanto, parecia haver um diálogo nos dois olhos do moreno coisa que deixava Christopher mais habituado ao conhecimento do que de uma forma mais elaborada da linguística. Quando abeiraram a uma propriedade de parede amarelada, o francês ergueu o olhar e sentiu as pupilas arderem ao lerem a simples palavra que nomeava a localidade. A porta foi empurrada num movimento rotineiro que atrairá olhares dos recepcionistas e de alguns nativos que logo se desinteressaram aos dois sujeitos. Guiado a mesa sentou-se com hesitação enquanto tentava abordar o plano de fora para a sua mente; Por ser a vida inteira recluso a um único lugar, era esquisito a Christopher - embora sustentasse o receptáculo de Noturno - ser  ligado rapidamente a outras localidades. No mínimo, ele seria alguém de um único lugar para o resto de sua vida :

— Creio que não seja necessário. - A resposta foi curta também se dando a permissão de repousar o cotovelo contra a mesa inspecionando hiperbolicamente a atendente. — Um suco me parece o bastante. - A face distanciou a presença feminina justamente na despedida se voltando ao rapaz de cabelos escuros. — Foi uma surpresa encontrar alguém como você por ali. Uma encomenda?- Sem algum estímulo de dúvida ou extrema curiosidade - característica do qual atribuímos com facilidade a fascinados - após um tempo repousando o queixo na palma da mão fazendo com que o cacho rachasse de forma certeira a frente dos olhos.
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Re: Weird People In A Dangerous Place

Mensagem por Eliel Calizaire em Seg Abr 17, 2017 5:36 pm

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Apoiando o cotovelo na mesa, o gatuno apoiou o queixo na palma de sua mão e analisou o local, esperando pacientemente por seu pedido. De palavras curtas e marcantes, o jovem falava pouco, mas em compensação analisava em demasia. Parecia alguém que sabia viver em meio ao perigo das ruas e da vida cruel, notava Eli soerguendo uma sobrancelha e recebendo seu pedido rapidamente. Uma das melhores coisas naquela lanchonete, sem sombra de dúvidas. Tomando um longo gole de seu leite, o moreno depositou o copo sobre a mesa e lambeu rapidamente a mão como se fosse uma pata, passando-a por seu rosto enquanto ronronava. Assim que terminou, comeu um cookie como se seu banho de língua ligeiro nada fosse, ou como se não tivesse chamado a atenção de algumas pessoas próximas dele. Ao ser questionado, deu de ombros.

— Talvez sim, talvez não. Receio que não precise saber, de qualquer forma a ameaça fora contida. — Retrucou o moreno, tentando não soar tão rude como estava sendo.

— Então, de onde você vem, rapaz? — perguntou Eliel enquanto com o dedo indicador retirava um pequeno cacho da frente de um dos olhos do jovem belo à sua frente, de forma que o felino pudesse fita-lo nos olhos.

— Me parece bastante corajoso, afinal anda pelo Bronx normalmente, mesmo a estas horas da noite. — Comentou o homem envolto pelo couro e látex, comendo um cookie lentamente, mastigando devagar, enquanto seus olhos felinos perscrutavam o jovem à sua frente com um interesse ímpar.




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Re: Weird People In A Dangerous Place

Mensagem por Christopher Arsenáult em Ter Abr 18, 2017 10:01 pm

Até o momento, a conversa vinha sendo uma casualidade que Christopher ainda estava aprendendo a lidar; Vivendo em diversas partes do mundo e tendo contato com diferentes línguas, era sempre arriscado fazer uma rebuscagem a questão que acerca a comunicação por questões de cultura. No entanto, não pode deixar notar mais ainda que aquele rapaz fugia de todos os costumes já vistos. Tomando um gole de seu suco, observar o som advindo do moreno - um ronronar - parecia deixá-lo nauseado. Reconhecer as prescrições felinas num homem, parecia estranho. Mas o que dizer? Christopher não era normal. Embora houvesse feito a pergunta e pudesse simplesmente franzir o cenho - uma mania - com a resposta, o francês apenas sorri não detectando grande perigo :

— Um bom meio de demonstrar sensatez, Eli. - Observou vagamente enquanto parecia estar atento a sineta da loja. Haviam sons que não sabia distinguir. Na fazenda onde vivia, não existia tamanha tecnologia na anunciação de novos convidados. Suspirou no momento em que fora se endireitar novamente sentindo a coluna congelar com o toque do dedo do rapaz na altura do seu rosto. Retirou um dos cachos permitindo melhor visão e também mais atenção a respeito do novo conhecido :

— Do Oeste. - Sussurrou mostrando um pequeno sorriso. Os dedos tamborilaram por mais um tempo contra em contraposto que o francês direcionava os olhos ao relógio digital que ficava pendido sob a grande bancada de serviço. Calculou os minutos e sorriu ao ter o resultado exato dentro da cabeça :

— Para ser mais exato, cheguei a mais ou menos uns quarenta e cinco minutos. Ou uma hora. Um a mais ou a menos, não faz a diferença. - O pulso canhoto girou lentamente gerando o efeito de esquecimento.  — Você não me parece ser como eles. - Pausou movendo o copo para a outra mão. Tombando com a face para o lado, o vingador ergue uma das mãos puxando o aperitivo alheio - os que jaziam dentro do prato - e levantou na altura dos lábios do rapaz a fim que mordesse. Deste jeito, não agia por algum interesse, mas sua memória equivocou uma lembrança; Havia visto uma vez defronte a televisão a mesma figura e logo quando a pessoa recebia a guloseima, a outra que havia oferecido se endireitou na cadeira de forma aberta - coisa que fez o francês folgar as costas e mordiscar a lateral do dedo :

— O que você chama de coragem? - Minutos depois, notou o ingresso da frase assim movimentando os olhos de forma compreensiva. Ao apoiar um dos braços na lateral da cadeira, o tal demonstra estar pensativo no entanto, foi o momento da sineta da porta novamente chorar que o retirou do transe. — Muitos assaltos? - Atreveu-se a perguntar. — É um costume. Não me importo em estar sozinho. - Os dedos descansaram novamente acima da mesma desta vez entrelaçados na altura do próprio peito :

— Não permanecerei muito tempo por aqui, afinal. - Um sorriso decora os lábios finos e amendoados logo repousando o queixo entre uma das mãos imitando a posição alheia. — Aquele seu chicote. É para lutas mesmo? Nunca havia visto isso. - O timbre persistia ser baixo fazendo o francês limpar a garganta por poucos minutos :

— Eu diria que supondo o horário, eu também deva agir. - Os dedos abraçam o copo tomando um último gole. Tinha as pálpebras semicerradas ao reflexo da luz. — Se existem bandidos, deva existir coisas maiores… A qualquer modo, Eli, o que este lugar tem? O que acontece por aqui? - Indagou sensato.

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Re: Weird People In A Dangerous Place

Mensagem por Eliel Calizaire em Qua Abr 19, 2017 4:06 pm

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Sem sombra de dúvidas o moreno à sua frente era uma incógnita, respondendo as perguntas de Eli brevemente ou então rebatendo-as com outras perguntas. Com um pequeno sorriso, o felino aceitou o biscoito que lhe fora entregue e o comeu de forma rápida, e ao ser questionado sobre o que ele achava que era coragem, o Homem-Gato simplesmente deu de ombros, encarando com seus suas íris azuis o rapaz.

— O local onde você estava é um ponto para bandidos, vendedores de drogas e esconderijo. Se estava lá, algo de bom não estava fazendo. — Respondeu honestamente o moreno sem medo de deixar o outro desconfortável ou invadir seu espaço com sua atenção sempre redobrada para com as ações alheias. Para Calizaire, chegava a ser satisfatório sua forma de agir e as consequências que ela causava nas pessoas. Assim que fora questionado sobre o chicote, Eli pendeu a cabeça para o seu lado direito e um pequenino sorriso dúbio surgira em seus lábios róseos.

— Sim, sou muito bom utilizando-o, bom para enforcar, puxar armas, me apoiar nas coisas, além de ser fetiche. Acho tendência. — Revelou o outro casualmente, bebendo o resto de seu leite. Ao ouvir do outro sobre haverem coisas maiores do que bandidos, sua mente viajou para a figura de liderança da máfia que era dona da boate onde ele trabalhava. O outro parecia até mesmo um pouco animado com a possibilidade de topar seu caminho no de criaturas vis e perigosas. Deveria ser suicida ou muito egocêntrico para se garantir.

— Estupros, assassinatos, assaltos a mão armada, bandidos fugindo da polícia. Estamos no Bronx, cachinhos de anjo. Se eu fosse você, daria meia volta e voltaria para o Oeste ou iria para um bairro mais seguro. — Sugeriu a figura de sobretudo, lançando uma piscadela ao outro e então deixando algumas notas sobre a mesa, apoiando as mãos na mesa firme e pondo-se de pé, com o queixo indicando que o outro o seguisse.

— Tem algum lugar para dormir? Pode ir para o meu apartamento, não é um hotel cinco estrelas, mas é confortável ao seu modo. E tem muitos brinquedos por lá, além de muitas roupas legais, caso precise. — Oferecendo seu lar para o outro, Eliel perguntava-se de onde vinha tal impulso de oferecer ajuda a um desconhecido. Ele já havia oferecido ajuda a outro rapaz em situação difícil e que precisava de uma mudança, e agora mais uma vez o anti-herói se via diante de gestos caridosos. Para onde fora o gato egoísta apenas interessado no brilhar cintilante das joias roubadas? ”Ele se foi, uma nova vida para um novo gato agora, Eliel”, sussurrou a voz feminina de Selina em seu ouvido, fazendo-o sorrir consigo mesmo enquanto saía do estabelecimento com o outro.




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Re: Weird People In A Dangerous Place

Mensagem por Christopher Arsenáult em Seg Abr 24, 2017 9:09 pm

— Eu não sou um bandido. - A voz disparou sem segundos de pausa. Os olhos do francês fortes estímulos aos do outro e aquilo era algo bom de se relevar. O mesmo havia entonado de forma brincalhona como se deixasse um riso sair esfarelado da boca. Os dedos cravaram com afinco contra  a madeira e as íris viajaram a região. — Não sei nem o que é uma dro-ga. - Completou entortando o nariz. era irônico tendo em vista que tinha vinte e sete anos de idade. O tempo vivido com a sociedade foi claramente muito pouco, para que se reconhecesse como total dominador de manias, costumes e demais informações.

Em outras palavras para Christopher, a única coisa que o interessava era Bars. Casa, casa e casa. Não tinha outro pensamento.

A frase seguinte o fez forçar as vistas. Ainda em tampouco tempo já tinha desaprendido o dom da observação. Complicado saturar cada expressão alheia, pois esta diversifica do que já conheceu. A diferença é intrigante ao mesmo tempo que apavoradora. Ao enxergar o sorriso, sente os músculos novamente tornarem-se laços e ficarem mais acomodados contra a madeira - que já achara que poderia o incomodar - elevou então o dedo indicador até os lábios forçando uma postura pensativa :

— Acho que devo fazer algo parecido também. - O castanho terra declina aos restos com cuidado e sensatez. Leite e biscoitos lembravam de sua eterna irmã mais nova, coisa que fez rir baixo e fechar os olhos.— Embora jamais tenha passado pela minha cabeça de roubar armas. - Conclui. O tema seguinte fez com que a atenção novamente fosse roubada, mas neste ato Arsenáult enfatiza espanto. A boca seca era um convite bastante proeminente para que se erguesse e tomasse rumo - dado às qualidades e defeitos peculiares que tinha - no entanto, atreveu-se a risca de dizer :

— Então assistirei alguns espetáculos por esta noite, então? Um Micenas. Soldados. Dor… Bom, Eliel, eu acho que devo...

A cadeira desliza lentamente. Christopher não esperava tamanha surpresa em saber de tanto movimento em um só lugar. Estava habituado a lugares desertos de matas altas e que possuíam poucos traços vis de vida. Inspirou apalpando os bolsos a fim de deixar a quantidade - que pensasse que fosse - ser capaz de cubrir seu humilde copo e prestes a se despedir com um aperto majestoso, escutou a frase alheia deixando-o estático.

A imobilidade verbal é um dom, quando bem usado.

Lentamente piscou os olhos se entreolhando. Estava mal vestido para uma caridade? Se perguntou. Num momento mais tarde quando alcançou a porta do estabelecimento, lançou um olhar por cima dos ombros e ajeitou a gola do casaco para mais próximo dos lábios. Nunca sentira tamanho frio como naquele momento. Observou as ruas ainda na expectativa de responder. Negaria porém detalhes sempre o equivocavam no primeiro ato. ” Estupros, assassinatos, assaltos a mão armada, bandidos fugindo da polícia… Ponto para bandidos, vendedores de drogas e esconderijo.” Ele não poderia se arriscar. Não com o relógio, não em público e não a ponto de entregar a sua nova localização. Os lábios foram mordidos de nervoso.

Poderia perder tudo e também morrer, era perseguido e nunca conseguiu prever quem e onde poderia sofrer de um ataque além disso, era um típico demônio de um conto de ação. A expressão enfática no entanto, o fizera erguer a sobrancelha alcançando o hidrante púrpura :

— Esse lugar. É muito longe? - Os dedos tremeram enquanto o tecido tinha total pressão para se manter aquecido contra o pescoço. — Realmente não sei nada desse lugar. - Como era vergonhoso escutar isso. A próxima fala induzia humilhação, sensação dada ao sentir uma ponta afiada contra seu orgulho, característica que o pai atribuiu que lhe tinha em comum :

— Eu irei embora assim que amanhecer. Então... prometo não trazer grandes prejuízos. - A mão adentrou o bolso para retirar um cigarro oferecendo ao rapaz logo subsequentemente ofertando a si mesmo, acendendo e tragando com profundidade.
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Re: Weird People In A Dangerous Place

Mensagem por Eliel Calizaire em Ter Abr 25, 2017 2:12 pm

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Por um momento tudo o que o felino fez foi apenas caminhar, enfiando as mãos nos bolsos de seu sobretudo e rejeitando com um maneio de cabeça o cigarro oferecido pela figura de cabelos cacheados. De alguma forma, era como se o jovem não soubesse onde estivesse, transparecendo certa inocência ao perguntar o que havia de tão ruim em um bairro tão visivelmente perigoso. Era como se ele desconhecesse coisas mundanas, achando graça de vários alertas do Homem-Gato como se o mesmo estivesse contando piadas. Mais alguns passos e eles estavam próximos de um apartamento cuja tintura verde-água já estava ficando degrada com o passar dos anos e o descaso do dono. Abriu a porta-dupla de madeira, cumprimentou o porteiro sempre com um celular em mãos sintonizado no jogo e foi ao elevador ruidoso.

— Então, pode ficar quanto tempo precisar. Só não posso lhe ajudar com emprego pois o único que conheço é o meu, e creio que você não vai se sentir à vontade dançando seminu. — Falou o moreno com um dar de ombro, um pequeno sorriso malicioso expondo as presas felinas. Assim que o elevador abrira, o gatuno foi até sua porta, pintada de um preto brilhoso e a abriu.

O interior era aconchegante, pois o moreno sempre preservou bem seu lugar especial. As paredes eram todas num tom verde-escuro, havia uma bancada que dividia a sala da cozinha, sofás escuros onde sua gata Selina estava, provavelmente Bruce estava por aí aprontando. Havia uma poltrona e uma TV em uma estante. A cozinha por sua vez possuía fogão, geladeira e mesa em tons de branco de piso preto e branco, além haviam um banheiro e um quarto suíte. Retirando o sobretudo, mais de seu corpo pôde ser visto; ele trajava calça jeans, camisa negra de algodão com longas mangas e sapatos, rapidamente retirados e jogados numa cesta de sapatos. Preguiçosamente Eli sentou-se no sofá, pondo Selina em seu colo.

— Pode deitar no segundo quarto, tem uma cama e um criado-mudo. Não é lá essas coisas, mas... serve. — Sorriu o moreno.




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