O'KEEFE, Steven

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O'KEEFE, Steven

Mensagem por Steven Abraham O'Keefe em Qua Mar 29, 2017 3:20 pm

reencarnado




Escreva os dados


i. A NOMENCLATURA: Steven O'Keefe
ii. COMO É CONHECIDO: Legião
iii. TIPAGEM SANGUÍNEA: Reencarnado
iv. QUANTAS ESTAÇÕES VIVEU: Vinte e dois anos
v. PRIMEIRO RESPIRO: Cinco de março de 1995
vi. DESCENDENTE DE QUE POVO: Irlandês
vii. COMPORTAMENTO: Verdadeiramente Neutro
viii. COMUNIDADE: Anti-herói

Informe os atributos


i. PONTOS DE ATRIBUTO: 21-30 60 PA
ii. ESPECIALIZAÇÃO: Intelectual (+5 de Inteligência)
iii. ATRIBUTOS:



FORÇA: 10INTELIGÊNCIA: 15 + 5
RESISTÊNCIA: 5AGILIDADE: 10
VIGOR: 10CARISMA: 20



Diga as perícias


i. PERÍCIAS:

i. PSICOLOGIA, experiente
ii. FARMÁCIA, calouro


Cite os poderes


i. SUPER-PODERES:

i. ABSORVER CONSCIÊNCIAS — De maneira quase sempre involuntária, Legião adiciona a consciência de pessoas em sua mente. Isso costuma ocorrer quando alguém morre próximo a ele e, de alguma maneira, eles se conhecem ou participaram de algum momento muito emotivo. As consciências absorvidas tendem a desenvolver um poder próprio e dificilmente permanecem pacíficas após descobrirem onde estão.
ii. TELECINESE — Capacidade de manipular a matéria é um dos muitos poderes psíquicos que Legião possui e talvez seja a causa dos problemas mentais que ele tem, como o transtorno dissociativo de personalidade. O limite para essa habilidade não é conhecido.
iii. TELEPATIA — Capacidade de entrar na mente de outros seres, assim descobrir seus pensamentos, suas memórias, comunicar-se através da mente, reviver memórias, apagar e criar memórias, etc.
i. ILUSIONISMO — Capacidade de alterar as percepções de outras pessoas e seres vivos, conseguindo assim criar imagens e sons falsos capazes de enganar todos os cinco sentidos.
ii. RAJADA PSIÔNICA — Capacidade de sobrecarregar a mente, causando dor, perda de memória, perda de consciência, estado vegetativo ou morte depois de ter criado uma conexão psiônica com a mente da pessoa.
iii. PROJEÇÃO ASTRAL — Capacidade para deixar seu corpo com vida e ficar vagando como espírito.
iv. RESISTÊNCIA MENTAL — A mente de Legião possui uma personalidade que possui a função de proteger todas as outras e toda o espaço psíquico do personagem. Essa personalidade impede que outros telepatas leiam a mente de Legião, ou até tentem produzir algum outro efeito telepático. Em casos de ataque extremo, a personalidade consegue prender telepatas em um limbo mental temporariamente, quase simulando um coma para os invasores.

iv. PIROCINESE — Capacidade de gerar e controlar fogo. Aumentando a energia cinética dos átomos para gerar calor e combustão, possibilitando manipular as chamas, causar incêndios e derivados.
v. MANIPULAÇÃO DA REALIDADE — Esse é o poder mais incontrolável de Legião, visto que a personalidade que o possui não costuma concordar com o personagem e visa sempre se apoderar do corpo, assim eliminando a consciência de Steven. É muito confundido com Telecinese, mas esse poder vai muito além disso, podendo assim manipular a matéria para realizar feitos impossíveis fisicamente. Também é possível criar memórias tão reais para outras pessoas que passarão a pensar que viveram tudo que foi colocado em suas cabeças. Quando estressado demais, Legião costuma perder o controle e assim permitir que esse poder seja utilizado, produzindo assim o caos.
vi. CRIAÇÃO DE PODERES — Uma das maiores características de Legião é o fato dele possuir centenas, ou talvez milhares de poderes. Telepatas poderosos podem afirmar, quando dentro da cabeça dele, que existem muitas personalidades ali dentro, cada uma com um poder diferente e poderes nascendo a todo momento. Por isso ele pode desenvolver novos poderes todos os dias.
vii. TELEPORTE — Mentalizando um lugar que já conheça, Legião é capaz de se teleportar até ele instantaneamente e ainda levar outros consigo. Em situações de perigo em que se sinta ameaçado, ele se teleportar para lugares que nunca visitara.
viii. VIDÊNCIA — Uma de suas personalidades possui total conhecimento do futuro, mas não costuma falar exatamente o que irá acontecer. Quando aparece, ela responde algumas perguntas ou apenas dá algum aviso antes de desaparecer logo em seguida.


Conte o histórico


Fatos descritos em ordem cronológica de determinado acontecimento são o que se conhece como história, porém, há mais descrições para essa palavra. Chapeuzinho Vermelho, por exemplo, é uma história também. O tempo em sua narrativa é cronológico, mas nada dela é um fato. Nada em Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, ou até Branca de Neve aconteceu como é contado. Essas histórias foram criadas por pessoas com o intuito de entreter outras pessoas, nenhum objetivo de retratar algo do passado por meio de palavras.
Resumindo, existem histórias reais e histórias fictícias, contos.
Steven, nosso protagonista, possui uma crônica singular. Enquanto os personagens costumam não fazer ideia de que são apenas figuras sendo relembradas ou imaginadas, ele faz e não faz.
O que há aqui não é confiável, preciso avisar, pois foi alterado por muitas mentes ao longo do tempo e continuam sendo a todo instante. Mas há algo que você pode confiar, pois assim como eu sei tudo sobre o Grande Steven, eu sei também que você irá ler minhas palavras. Talvez não leia tudo quando as encontrar, são muitas para você em um momento estressante ou exaustivo. Tudo bem. Pode ser que pule os parágrafos, leia somente o primeiro e o último, ou que misture uma palavra ou duas por conta de seu déficit de atenção mais a dislexia. Mas não há como fugir do que eu digo, aliás, isso é uma das minhas muitas formas. Você não pode escapar.
Você não pode escapar.
Você não pode.
Não pode.

●●●

Quando Steven tinha 6 anos
— Não pode. Você não pode bater no gato, Steven — disse o pai dele. Antes disso, havia batido no felino por ter arranhado a criança.
Steven era uma criança com poucas semanas a mais que seis anos. Vivia com seus pais em um apartamento luxuoso. Eram ricos, mas não se impediam de presenciar o crescimento do filho. Não fosse pelos pouquíssimos momentos em que se encontrava longe dos pais, Steven poderia estar no topo da lista de crianças mais felizes no planeta.
— Está doendo? — O pai questionou ao apontar para o pequeno arranhão que o gato fizera na pele do menino, e ele assentiu segurando suas lágrimas. — Ninguém gosta de ser machucado. É por isso que não machucamos os outros, Steven.
Essa memória do protagonista é, por incrível que possa parecer, o verdadeiro início dessa história. É o primeiro fato, apesar de que — se me recordo bem — não seguiremos do passado para o presente.

Chega de enrolação. Siga para o próximo parágrafo.

●●●

Próximo do presente
Nessa semana em que se encontra Steven, numa segunda-feira — para ser exato —, ele visitou uma lápide do cemitério da cidade. Ele se apoiava num guarda-chuva sem precisar duas vezes dele; seu corpo era saudável, não precisava de um apoio e, como a foi previsto pela moça do tempo naquela manhã, sem chuva para se preocupar.
Ele podia ler o nome escrito naquela pedra lisa, era o nome que pertenceu a seu pai. Havia mais nada depois além da data de sua morte. Steven deixava sua tristeza e saudade escorrer de seu rosto em forma de lágrimas, assim regando o capim acima daquele túmulo. As memórias de sua infância borbulhavam a todo momento quando ia para esse lugar. Apesar disso, ele voltava todos os anos. Ele se sentia solitário. Mas não estava.

●●●

Antes de continuar, eu acredito que já esteja se perguntando como funciona isso. “Há pouco tempo eu lia sobre o Steven criança com seu pai educando, então descubro agora que ele morreu”, você deve estar resmungando. Não se preocupe. Apenas continue.

Com 17 anos
Steven teve sua primeira relação sexual. Os hormônios o faziam explodir de desejo além de mudar seu corpo por dentro e por fora. Adolescência, uma fase normal na vida de qualquer pessoa, isso se ignorar ela por completo, principalmente ao se referir à adolescência do meu amigo (Steven!).
Com uma garota dois anos mais velha — e dois anos repetente —, o rapaz transou. Não estava apaixonado por ela, mas as mãos dela estavam por seu corpo, foi o suficiente para leva-lo para sua casa. Foi a primeira vez de Steven e a última com uma mulher. Antes de se descobrir gay, ele permaneceu distante de relações sexuais por alguns anos.

●●●

Poucos instantes mais próximos do presente
Um som incomum para qualquer não norte-americano criado longe do universo cinematográfico, da internet e da interação com pessoas que vivem no século vinte um, aguçou sua audição. Steven estava cercado por homens armados. Não eram do exército, embora carregassem armas que deveriam ser de lá.
— Não se mova — exigiu um dos não-militares.
Steven ajeitou sua postura e retirou a ponta do guarda-chuva do chão, assim desobedecendo a ordem que recebera. Sua cabeça virou para os lados, ele contou um total de doze homens, talvez quinze. Ele detestava matemática. Com um olhar triste, ele voltou seu olhar para a lápide de seu pai.
— Desculpa, pai, mas é necessário — murmurou. Então, antes que fizesse qualquer outra ação, todas armas começaram a ser destravadas, ficando prontas para atirar em Steven. Como o som de uma pequena explosão, o guarda-chuva foi aberto pelo jovem, assim protegendo seu corpo da chuva que começara. Os guardas não apontavam mais armas, nem sequer as seguravam. Suas mãos, assim como o resto de seus corpos, estavam liquidificados e caíam do céu como uma chuva vermelha.

●●●

Durante o clímax da primeira vez
O adolescente nem sequer notava o fato dele ter começado a penetrar a parceira há pouco menos de seis minutos, mas já se encontrava no ápice do prazer. De maneira diferente da que se acostumara a sentir quando sozinho, com alguém o fez sentir as pernas formigarem e seu coração bater tão rápido quanto costumava fazer em aulas de educação física. Quando terminou de despejar seu néctar dentro de uma camisinha, ainda não havia notado que algo estava acontecendo.
— Ste- Steven... — balbuciou a repetente antes de seu corpo derreter como manteiga numa frigideira no fogo.

●●●

Gostaria de saber a moral da história? Bem, previsão do tempo não acerta sempre e camisinha não é cem por cento eficaz. “E o Steven? O que ele é? ” Boa pergunta, mas não é a pergunta certa. Você acha que ele queria matar todos aqueles homens no cemitério? Ou ter sua primeira transa tão traumatizante? Até bater em um gatinho? Se você é burro, acredito que possa acreditar que sim. Contudo, irei fingir que vivemos em um mundo de leitores com o mínimo de bom senso.
São duas perguntas que você deveria fazer a mim. Primeira: Quem são Steven? E segunda: Eu posso escapar?
Caso tenha lido até aqui, saiba que não há mais escapatória. Saberá quem nós somos e será adicionado à coleção de idiotas.
Até logo!
Outras Coisas

i. Fonte 1, fonte 2.
ii. Steven sofre de transtorno dissociativo de personalidade, ou personalidades múltiplas.
iii. Steven também é esquizofrênico.


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