[20173103] The good, the bad and the dirty [+18]

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

O autor desta mensagem foi removido do fórum - Ver a mensagem

Re: [20173103] The good, the bad and the dirty [+18]

Mensagem por Arch Howlett Forchhammer em Sex Mar 31, 2017 5:18 pm





Unaware, I just did what I always do
A corrupção é tão comum quanto o gás oxigenado, o qual tem como definição "o sustento da vida humana". A formalidade em ser apresentada a esse elemento é por volta dos dias de berço, onde são formados os corruptos e corrompidos, desde os princípios das próprias existências, influenciadas pelo o ambiente pré-disposto, cercando-o. Tudo tem base na influência que todas ao redor exercem; seres humanos não são excluídos disso, na verdade, sendo nomeados como, talvez, o fator principal. Todos estão sujeitos a irem de encontro à podridão, só é uma questão de tempo.

A corrupção, desde o primeiro instante em que portou uma entidade consideravelmente maior que si, sempre o despertou. O tirava do leito da sanidade para ser levado ao senso de justiça com as próprias mãos; em seu caso e peculiaridade, era a vingança encarnada sobre uma fisionomia masculina. Quem ousasse desfrutar do soturno inocente, sem sentido pré-escrito, ele surgiria em sua frente e olharia na profundidade das suas pupilas de ébano. Você, como uma pessoa educada, corresponderia ao olhar, e com insegurança miraria o fundo da cavidade ocular, vislumbrando o pretume. E veria mais nada, pelo resto dos dias.

Mas não pense que ele é uma pessoa boa. Não. Não. Digo, que é o contrário. O que faz, mesmo sendo um serviço público, faz para o próprio, alimentando-se das almas dos pecadores.

A rotina dele era conviver com ele, cujo o mesmo ocupou boa parte do interior dotado de intangibilidade. Não conseguia controlá-lo plenamente, nem podia. Ao menos, a lição adquirida após muito dialogar com ele , foi que só deveria seguir os instintos, abandonar os devaneios decadentes. Somente fazer o que deve fazer. Assim, ele se estabilizaria.

Com isso em psique, a musculatura facial foi contraída e as narinas acompanharam o fazer. A essência que inalava foi exatamente comentei outrora: corrupção. Corrupção empoeirada. À noite movia-se, usando da motocicleta para mais rápido deslocamento, além de ser o seu veículo oficial. O odor falecidos, de fungos e bactérias, simbolizando decomposição, vinham de Staten Islands. Devido a gravidade, o odor forte e distinguível, fácil de achar e difícil de perder.

Conforme os raios quilométricos retrocediam, a presença dava o seu "olá". Em alguns momentos, muitos pontos do rosto do homem carbonizavam-se, transfigurando-se, literalmente. A visão de que o visse era simples, porém, assustadora: o crânio esquelético rodeado de chamas. Enfim, bastou estar em frente ao cenário que a transformação estava completa. Por causa do pacto de sangue feito com o original, o corpo e mente respondiam aos seus chamados. Pela primeira vez, o controle total e absoluto da criatura era dele. Sem problemas, retornou a forma humana.

Tomou a casa entre o campo visual. Parecia tudo normal, nenhum alarme policial. Com o celular em mãos, investigou a respeito da mesma; a resposta cedida a ele foi surpreendente.

Uau. Só alguns anos atrasados. Comentou em seu próprio sistema mental, enquanto as falanges tocavam a maçaneta da porta. Havia deixado a motocicleta em canto, escondida de olhares. Verificou ligeiramente se alguém pairava na rua. Ninguém. O aço da trinca foi incendiada em seguida. Isso possibilitou a entrada dele.

Vageou pelos cômodos, analisando cada detalhe obsoleto do que enxergava na escuridão. A fagulha na ponta do polegar serviu de lanterna, mas também de como denúncia. A audição alertou-o de um som vindo das costas. No instante em que girou, uma frigideira impactou contra o peitoral. — Ah. Que isso? — Ao mesmo tempo em que recuava, buscando recompor a postura, indagou. Erguendo os olhos, fitando sob cílios, avistou uma silhueta feminina vindo para em sua direção.

— Quer parar com isso? — Segurou o objeto, o que impediu o ataque. Ela forçou a retirada da frigideira, e ele não deixou. Por fim, o mais alto ateou chamas no metal, desfazendo-o em um líquido viscoso. Atirou-o longe. — O que você tá fazendo aqui, garota? — Séria foi a maneira em que a questão soltou-se das cordas vocais dele, perpassando os lábios finos e róseos, articulada pelo maxilar.
Wanna make it through the night

Voltar ao Topo Ir em baixo

O autor desta mensagem foi removido do fórum - Ver a mensagem

Re: [20173103] The good, the bad and the dirty [+18]

Mensagem por Arch Howlett Forchhammer em Seg Abr 03, 2017 12:51 pm





Unaware, I just did what I always do
A matéria e todos os conteúdos físico-químicos, que o compõem, nunca souberam ter uma atitude contra o elemento natural do fogo. Com grandes porções de calor acumulada em mesmo uma pequena chama, muitos itens curvam-se perante dela. Desde os primórdios dos tempos, a maioria da quantidade populacional, independente do gênero ou raça, convivia com a aversão ao fogo. Todos sabem que manipulá-lo não é uma das tarefas mais fáceis, tanto que pode custar a sua vida no processo, sendo tomado por intermédio da carbonização gradativa e crescente de cada milímetro do seu corpo, a nível molecular e particular, o que, obviamente, não é coisa que dê para impedir; o fogo é o elemento dos rudes e nem todos são rudes. A violência lhe define, incinerando quaisquer matérias quando a vontade lhe vem. No entanto, quando tem ao mesmo como o seu aliado, a carbonização torna-se, assim como o próprio elemento, um amigo muito íntimo. Quem geralmente é próximo às labaredas não tem um temperamento muito agradável, muito quente às vezes; literalmente, donde surgem os seres detalhados com um transtorno pelo gosto em atear fogo nas coisas, formalmente nomeados “incendiários”.

Ele é fogo. Ele é incêndio.

Desde que teve o primeiro contato com as chamas, já se sentiu devidamente atraído pela mesma. Os movimentos sutilmente balançados, em uma forma curvilínea, na extremidade – ou cabeça preta – do fósforo, conduzindo uma dança sem acompanhante, mas totalmente provocante para que alguém a tirasse ao centro do salão de baile. Mas, o contato é perigoso. Aquela mulher – a chama – tem a carne quente depois para o tato, levando seus parceiros a condutas distintas; geralmente ao falecimento. Só que ele foi paciente, ficou a metros de distância só com os globos oculares fixados em sua forma escultural, vendo-a dançar, enquanto clamava por seu nome, seguido por um “me pegue, seja meu dono”. Ele foi tão paciente, aguardando acerca de duas décadas para poder beijá-la, isto no instante em que o seu organismo era ocupado por algo mais além do que a própria a alma. Ou melhor, a substituição de almas foi completada naquele dia em específico, o qual nunca vai tirar da mente, sempre vai estar reservado em algum canto da turbulência; precisamente, no qual onde as falanges passearam em curvas, ao mesmo tempo em que portavam uma caneta de tinta preta, ou avermelhada (não me lembro ao certo, tenho a memória curva. Desculpa.). O nome foi assinado ao fim do papel. A fixação visual permanecia no homem à frente de si, na beirada da cama hospitalar. Ele tocou o aparelho que prevalecia a vida momentânea dela, e desligou. Ele cerrou os olhos, sentindo um contato sutil nos beiços entreabertos.

O beijo da Morte nunca é percebido.

Esses insanos pensamentos rondavam os circuitos mentais, do sistema neurológico dele, ao se deparar com a cena em que o metal atingia o estado e procedimento de fusão, bem na mão da mais baixa: com o aquecimento proporcionado pela palma dele, o material metálico do objeto, que ela manejava – frigideira enferrujada -, perdeu o estado caracteristicamente sólido, assemelhando-se a uma forma parecida com o magma – metal líquido -. Além de viscoso, era denso, ficando assim a cada segundo que o fogo corroía a ferrugem exterior da frigideira, ainda na mão alheia. Na cabeça do homem, a risada ecoou por cada parede, ricocheteando. O habitante achou uma cena engraçada, principalmente quando viu a face assustada da garota em frente ao hospedeiro.

”Que patético.” A sua voz era idêntica a do hospedeiro, só que ninguém ouvia, exceto o próprio; era mental, mas nem mesmo os telepatas captavam tais mensagens. Era espiritual. ”O que você vai responder?” O fantasma questionou Forcchammer, enquanto encarava-o diretamente no rosto. Na visão dele – Forchhammer –, a visão era alternada entre um clone – representação do espírito -, até fixar-se a Morrighan. — Sou eu. — Não conteve o sarcasmo como saturação à resposta, demonstração a cada letra solta. O mesmo também transparecia nas expressões faciais dele, com o arquear do cenho destro, e a outra ostentava estática e na pose padrão. Deu de ombros, afastando-se. — Obviamente. — A audição absorveu o ruído da frigideira queimada sendo lançada ao chão. Vasculhou a moradia, olhando a poeira acima de alguns móveis.

— Mas acho que já percebeu isso. — As pontas dos dedos deslizava sobre alguns planos, arrastando o pó. De relance, olhou-a sobre os ombros, de canto. — Não é? — Prosseguiu, indagando à mesma maneira de outrora. Cala a boca. Fez o mando, contrastado em timbre visivelmente autoritário, ao espírito invasor, este que ainda posava a gargalhar, porém, naquele momento, referente à queimação. Cara chato da porra. Revirou os olhos para si, ao mesmo tempo em que bufava os gases comprimidos nos pulmões, libertando um sopro. Suspirou. Tô fodido. Vou tomar multa de invasão domiciliar. Nesse momento os sons irritantes eram outros: a latência das solas dos pés do fantasma, o qual insistia em fazê-lo, impaciente. Durante isso, fisicamente, Archibald necessitou apoiar a cabeça com o palmo. A cada batida de pé, era uma pulsação agoniante na cabeça. “Ela tem cheiro bom, Motoqueiro. Do tipo que sinto atração...” Zarathos não conseguia manter-se calado.

Não era uma tarefa simples dividir a mente e o corpo com ele.

Mas, de fato, ela tinha um aroma bom. Afrodisíaco. Concluiu, em devaneio. — O que eu faço aqui? — Retomou a voz. Além do mais, voltou a proximidades dela, adentrando novamente no campo de visão, centrando-se ao meio. A ocultação do peitoral, do que já era realizado pela regata branca que vestia, sobreposta pela jaqueta de couro, deveu-se ao cruzar dos membros braçais, de fronte ali. Desfez a compostura séria, retornando eles à normalidade. Passos para frente foi dados por ele, enquanto a via ir para trás, seguindo o mesmo ritmo. Só que não esperou que uma parede fosse surgir no trajeto traseiro para imobilizá-la. Postou-se na frente da mesma, cercando-a com os braços, ao por as palmas contra o plano vertical, nas laterais do pescoço dela e acima dos ombros alheios.

Entre piscadelas bem espaçadas, com ambos os olhos, olhou-a diretamente nas orbes. Discretamente, pendeu a cabeça ao diagonal. A ironia correu os beiços masculinos, exibindo um sorriso dotado disto. Mas, ao mesmo tempo, de malícia. Quebrou mais ainda o espaço entre os corpos de ambos, quase tocando os torsos. Não diferente fez o rosto, este que rumou pelo flanco, até a área em torno do ouvido. Ela escutou o som mínimo de ele umedecendo os lábios, usando da língua para. Ficou quieto por tempos antes que desse sua resposta. — Vim fazer uma visita à moradora, oras. — Usufruiu da informação cedida sobre a desconhecida estar a morar naquele cenário pecaminoso. Nitidamente, o murmúrio foi falado. — Não gostou da surpresa? — Sem desfazer a perversão na rouquidão da baixa voz, rebateu a indagação.
Wanna make it through the night

_________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

O autor desta mensagem foi removido do fórum - Ver a mensagem

Re: [20173103] The good, the bad and the dirty [+18]

Mensagem por Arch Howlett Forchhammer em Sex Abr 07, 2017 10:01 pm





Unaware, I just did what I always do
A presença humana de gênero masculino despertava uma sensação desconfortável nela. Isso era visivelmente transpassada na face feminina, a qual se encontrava em uma condição de aversão. O temor originava-se a pressão, tanto física quanto psicológica, imposta pelo o de mais altura. Não que importava-se com tal, afinal, tendia apresentar uma aura intimidante, que não costumava esconder. Do mesmo modo, já era natural o feitio, porque, no caso, dele, abrigar uma fera infernal precisava manter seus aliados perto e os inimigos mais perto ainda. Era uma das poucas filosóficas que podiam descrevê-lo desde o momento em que o espírito retornara-lhe ao corpo, depois de segundos de falecimento prematuro.

Em sua história, aqueles que não têm ciência desta, ela referia-se a um garoto que sempre teve tudo do bom e do melhor, mas não se contentava com objetos luxuosos; a vida aparentava estar vazia como o vácuo no espaço exterior à estratosfera terrestre. O preenchimento para encontrou nos males da humanidade, orifícios incomuns criados a bel-prazer. As drogas. Droga em geral não importando qual o moreno ingeria do jeito requerido e instruído pelo o maior. Devido ao dinheiro herdado pela descendência familiar, nunca faltou um cigarro de maconha para fumar, uma carreira de cocaína para inalar com mediação de um cilindro pequeno.

No entanto, o próprio cigarro, fruto do tabaco, foi a sua perdição.

Ele rendeu-lhe o pior dos males: a doença. Doença, ou peste nos termos que digo, um dos seguidores do apocalipse, juntamente à morte, à fome e à guerra. A constância na atividade do fumo foi o percursor no escurecimento dos pulmões, simbolizando a deterioração das células locais, cujas foram substituídas por outras. Eram malignas até em sua tonalidade, vista por aparelhos tecnológicos como negra. Preto é a cor da morte. O tratamento químico não bastou para mata-las, já que eram desenvolvidas demais para a morte a simples remédios. A cirurgia de retirada era inviável, pela razão de que os órgãos afetados já não eram mais só os pulmões, mas, sim, boa parte do sistema respiratório. Não tardou muito para os digestivos serem pegos pelos malefícios, levando em conta sua proximidade.

Nos últimos dias de determinado ano, o qual ele apagou da memória, vivia acima de um leito. O leito não era familiar. Não era confortável como que tinha em seu quarto, pelo contrário, era tão duro que podia ser confundido com uma mesa de pedra. As dores corporais assolavam-no, fazendo-o desfrutar de pontas dolorosas em cada extremidade do ventre e dorso. A sensação tida era que agulhas grossas rapidamente perfuravam sua carne, atravessando o que dava a sentença da vida, já fraca e curta.

A vulnerabilidade era previsível, uma gripe qualquer poderia mata-lo como uma facada diretamente no coração.

A fisionomia reagia da pior forma possível à peste que o infernizava. A comida não parava no estômago, sofrendo de desnutrição. A musculatura corporal e atlética tornou-se raquítica mediante à circunstância dos tempos. O vômito era acompanhado pelo líquido vital, de tom escarlate, assim como as tossidas grossas que dava, as quais pareciam que ia expelir os pulmões a qualquer momento. A cena era mais do que trágica. A dificuldade em respirar não foi um evento que tardou a ocorrer.

E a linha foi finalmente cortada.

O aparelho, que tinha a responsabilidade em demarcar a fraqueza nos batimentos cardíacos dele, anunciou por um chamamento o esperado: a linha totalmente horizontal. A referência disso era o falecimento, pois as tremulações na linha são as palpitações vasculares. Porém, não morreu. No minuto seguinte, a linha instabilizou curiosamente, o que espantou todos os médicos e enfermeiros, que se aprontavam a retirá-lo da cama e leva-lo ao necrotério.

O que ninguém sabia, exceto o “morto”, foi uma conversa instantes ao último cerrar de pálpebras. Tal como não foi visto por ninguém, exceto por ele. Foi a primeira aparição dele, feita nos confins da mentalidade masculina. O cenário era alvo como uma representação singular do que seria o paraíso para Forchhammer, já que não acreditava um plano bondoso a todos, e, sim, a um plano regular, separado a cada um, onde aguardaria até outro chamado de vida. O homem a frente de si tinha uma aparência física idêntica igual a de Archibald, identificando-se como “ele”.

A conversação durou éons, mas no plano real era questão de segundos. Enfim, retornando ao diálogo, a primeiro instante a carne dele carbonizou, além de suas vestes, transfigurando a uma existência monstruosa, trajada por vestes de motoqueiro – jaqueta de couro, calça jeans e blá blá blá -. Não havia nem mesmo mais músculos, só a camada óssea, esta sobrevestida por um traço chamativo: chamas. Sem mais delongas e frases a trocar, ele lançou um papel. Um contrato com letras grafadas na font times new roman, de tamanho 11 e cor negra. Mandou que Archibald lesse-o com a maior cautela e assim o fez. A atenção foi chamada por uma cláusula em especial, a qual explicava algo que deveria fazer: “dar-lhe a alma para ele dar-lhe a vida eterna”.

“Eu aceito.” Foi a resposta dada, enquanto os movimentos do palmo, com auxílio de uma caneta ornamental com caveiras metálicas, transcreviam seu nome completo no campo requerido. Como frase final, ele informou-o: “Você não estará mais sozinho. Deverá aprender a lidar com uma particularidade que conviverá contigo a partir de hoje. Você terá reação natural de adversidade diante a um mau inocente. Será alimentado da raiva e entre outros sentimentos negativos. Serão como jogar álcool em uma fogueira. Você não será só você.” Sumiu. E ele acordou, sanado de quaisquer coisas que delimitavam sua linha da vida. Renasceu.

Os recorrentes devaneios retornavam a atormentá-lo a cada dia passado desde o ano esquecido. É obra da função reativa do cérebro em não deixar-nos esquecermos do que somos verdadeiramente. O que descobriu mais tarde, desde o primeiro instante em que respirou fora da instância feminina de sua progenitora, ele não era só um. Corpo, mente e almas, todos divididos com uma entidade demoníaca. Foi o escolhido para portar o espírito da vingança de um anjo caído, nomeado Zarathos. Todavia, informações assim só vazaram quando mais precisava como agora quando foi perguntado quem era.

— Sou o carrasco dos pecaminosos. — Poético soava a resposta entrecortada por pausas para respirar. Libertou o gás em um suspiro pesado como o próprio chumbo. — Aquele julga os ascendentes e decantes. — Prosseguia no mesmo ar, aparentando estar recitando uma poesia que inventou naquela hora. — Vejo através do que a carne tem a oferecer. Enxergo as linhas horrendas transcritas acima do papel que são as almas humanas. — O olhar era estreito pelas pelo tecido dérmico fino que recobria os globos oculares. — Sou a reencarnação de toda a podridão da humanidade. — Tenebroso foi o ar transmutado com as falas dele. Por fim, findou o discurso de identificação, ao mesmo tempo em que ainda a sustentação friamente séria. Além do mais, a seriedade contrastava o timbre vocal rouco.  — Mas pode me chamar de Archibald se quiser. — Quebrou a barreira punidora com o que foi dito atualmente. O mesmo ocorreu com a maneira em que era visto, ficando mais neutro do que outrora.

E nem mesmo essa reformulação de visão foi o suficiente para reformular a ofensiva dela. Sem que pudesse prever, ele foi alvejado por dois golpes seguidos: primeiramente, o murro distribuído no centro estomacal, fazendo recuar os meados superiores a frente e perdendo, obviamente, a compostura; para findar, a perna curvada dela impactou no espaço entre as dele, atingindo o ponto mais sensível de uma fisionomia masculina. Chutar o saco é maldade. Disse para si mesmo em transferências mentais. Até o espírito invasor captou o pensamento, gargalhando com o ataque brutal sofrido pelo receptáculo. Vai se foder, cara. O sofrimento agoniante deu-se ao ter o tato de atacante. A necessidade tida no instante foi abrigar o par de testículos com a palma, a fim de neutralizar a dor. Não demorou a ela se espalhar por todo o corpo, dando uma turbulência no intestino e todos os membros do sistema digestor. Era comum a ânsia em vomitar com isso, mas supriu esta.

A sorte de Archibald era deter uma regeneração incomum em comparação aos ademais, livrando-se da agonia que era ter o saco chutado. Só que foram segundos de dor lacerante, que tendia tardar mais para findar. De canto, acompanhou a fuga daquela que alegava residir na casa mal assombrada de Staten Islands. Vadia. Zarathos confirmou a opinião formada sobre a mesma. Veremos o que ela esconde. Complementou. A velocidade acima do normal permitiu a interceptação, barrando a passagem dela a onde desejava fugir. — Olá, de novo. — Bruscamente, ergueu-a pelo colarinho da blusa. Os pés ficaram suspensos. O encarar de ambos eram feitos diretamente aos rostos. — Olhe no fundo dos meus olhos, garota. — A ordem era clara demais para ser pedida por uma segunda. E foi atendida.

O olhar adentrou o fundo do físico da platinando, transpassando os limites da mente, até chegar à caixa mais resguardada de qualquer ser humana. Além de tranca. Graças a aptidão fraca em arrombamento, ou seja, queimar o cadeado, vislumbrou o conteúdo. Zylen... Foi o que encontrou dentro da armação funda e composta por madeira. Estava escrita em um papel já amarelado. O que tem esse nome? As verdades por trás do mesmo foram reveladas. Episódios dos quais desejava cair no esquecimento retornavam involuntariamente à psique da maga. Revia a cena da morte do amado por inúmeras vezes, até que a loucura profanava a exatidão.

— Uau. — Foi o comentário após o término do filme baseado em fatos reais. Delicadamente, pôs ela no chão com a extrema cautela. Deu passos para trás, afastando-se. — Sinto muito. Não deveria ter me intrometido assim. — Sinceramente, implorou pelo perdão. — Mas, agora, posso saber teu nome, loira?
Wanna make it through the night

Voltar ao Topo Ir em baixo

O autor desta mensagem foi removido do fórum - Ver a mensagem

Re: [20173103] The good, the bad and the dirty [+18]

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum