Search and Destroy

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Mensagem por Eliel Calizaire em Dom Abr 02, 2017 4:25 am

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A ROLEPLAY É INICIADA PELO POST DE Eliel Calizaire, SEGUINDO POR Carter Hawthorne. ESTANDO, PORTANTO, FECHADA PARA OS DEMAIS. PASSANDO-SE ESTA EM 02 de abril, domingo, 22:57, em um trem. O CONTEÚDO É SOMENTE PARA MAIORES. ATUALMENTE, AS POSTAGENS ESTÃO FINALIZADAS.


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Re: Search and Destroy

Mensagem por Eliel Calizaire em Dom Abr 02, 2017 5:29 pm

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As nuvens escuras anunciavam uma torrencial chuva em breve. Caminhando cambaleante pela surra recente, Eli caminhava desajeitado apoiando-se nos muros de tijolos laranjas do pequeno beco onde havia acabado de sentir na pele quão perigoso era recusar uma “oferta de emprego” do chefe do clube onde ele trabalhava como stripper. Sebastian, seu nome, era um homem amargo e ruim que usava e abusava à vontade de suas dançarinas e dançarinos, e desde que havia presenciado os poderes do Homem-Gato serem utilizados, ele simplesmente havia enlouquecido, colocando na cabeça que o felino deveria servi-lo como arma suprema do crime. Bem, Eliel sempre foi mais reservado e preferia trabalhar só, então o grande “não” irritou bastante Sebastian. Mas nunca, nunca Eli esperaria sofrer uma armadilha como aquela.

Tudo começou com a ordem de Sebastian para que o felino fosse às Ilhas num bairro discreto fazer um “show particular” para um belo e aposentado marinheiro de quarenta anos, e com show particular é necessário frisar que trata-se de prostituição. Eli não orgulhava-se dessa parte, mas ele não podia simplesmente sair batendo carteiras e roubando mansões e museus, afinal Sebastian mantinha o olho nele o tempo inteiro, sempre enviando marmanjos para vigiá-lo. No meio de toda essa saia justa, o felino aprontou-se e dirigiu-se para o local indicado, mas assim que entrou na suposta casa encontrou Sebastian e vários homens esperando-o. ”Ouch!”, pensou o gatuno em pensamento, mordendo o lábio superior e estreitando os olhos. Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, sentiu a dor do choque em seu estômago, fazendo-o curvar de dor enquanto sofria os espasmos musculares.

— Se acha mesmo que pode fugir de mim, está enganado! — gritou Sebastian, batendo sua sempre presente bengala no meio das pernas de Eliel.

Pelos próximos trinta minutos, Eliel apanhou mais do que merecia, mais do que um humano aguentaria, e mesmo com tanto sofrimento, o moreno ainda teve a audácia o suficiente para rir alto, perguntando se eles realmente achavam que aquilo iria derrubá-lo. Consumido pela raiva, Sebastian tentou pegar o felino sem o seu consentimento, e eis que o ágil moreno enroscou suas pernas no pescoço do homem e apoiando suas mãos no chão, impulsionou seu corpo para ficar por cima do mesmo, e então atingiu a face do homem com suas unhas alongadas graças a seus poderes. Aproveitando-se da chance, Eli pulou para trás e correu até a janela, saltando da mesma sem importar-se com os pedacinhos de vidro que rasgavam sua pele lisa e um pouco das suas roupas.



∆∆∆



Subindo no trem rapidamente, Eliel buscou rapidamente puxar conversa e não ser notado pelos homens que provavelmente seguiam-no. Conversando com uma agradável senhora, ele conseguiu driblar a segurança e entrar no trem mesmo sem ter como pagar. A senhora foi gentil, comentando sobre os cortes e as marcas de surras no seu rosto, que já havia regenerado boa parte dos socos, chutes e cortes. Caminhando pelos vagões, não demorou para que o felino se sentasse ao lado de uma moça loira um pouco distraída. Sendo notado pela mesma, Eliel forçou um pequeno sorriso para a mesma.

— Posso sentar aqui? — perguntou ele baixinho, arfando em seguida sentindo a dor do vidro ser empurrado para fora de um mínimo corte em seu pescoço, graças ao seu poder de regeneração, e ele rezou baixo para que ela não percebesse nada. Recostando-se no confortável banco, Eli sorriu agora aliviado, cruzando os braços.

— Eli, prazer. — Ele estendeu a mão educadamente.



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Re: Search and Destroy

Mensagem por Carter Hawthorne em Dom Abr 02, 2017 10:06 pm


Minha cabeça balança no ritmo da música que toma meus ouvidos por conta dos fones de ouvido que conseguira roubar de algum infeliz que para minha sorte tem um bom gosto musical. Sério, quem consegue ouvir as músicas de hoje em dia? Só das bandas underground, e olhe que nem mesmo as bandas de heavy metal que se prezem têm feito bons álbuns como antigamente; balanço a cabeça negativamente em um ato incrédulo quando me deparo com um solo de guitarra que somente Jimmy Page pode me proporcionar. — Oh, fucking man! — Minha exclamação atrai a atenção alheia pelo meu tom de voz que aumenta o volume costumeiro enquanto minhas mãos agem como se tocasse uma guitarra em pleno ar. Em suma, a maioria das pessoas que se encontram em pleno domingo pegando um metrô para onde quer que vão estão a procura de alguma diversão e qualquer atitude que eu tome nesse contexto pode ser relevada pelo cheiro de álcool que toma minhas narinas quando me provo a confirmar minha teoria. Agora vocês se perguntam: "Onde está sua preciosa 'Baby'?" Pois eu vos respondo, eu não sei. Ou melhor dizendo, eu sei onde ela está. Eu estou prestes a encontrar os filhos da puta que ousaram roubá-la quando me encontrei em completo estado de inconsciência ao abusar de substâncias lícitas e ilícitas na noite anterior. Eu consigo captar o cheiro da minha motocicleta, que nunca esteve distante de minhas "vistas" graças ao meu faro que é capaz de rastrear o que quer que eu procure ao meu bel prazer.

"Mas Carter, você não deveria estar puta da vida?" Ah, meus caros amigos, podem ter a certeza que eu estou e sabem como lido com isso? Com música. Pois é com ela que minhas tendências homicidas despertam e se tornam deveras criativas a contribuir com uma vingança pelo mal que me fizeram. Vingança não, estou exercendo meu papel de anti-heroína, certo? Eu só vou assassinar malfeitores, malfeitores que mexeram com a garota errada. Sei que a busca pela adrenalina é quase instintiva, mas seja lá que tipo de relação você pretenda ter comigo que fique com o seguinte aviso: "Nunca mexa com a minha motocicleta." É morte na certa.

Ei! — A destra encaminhou-se para tirar um dos fones de ouvido por puro costume, já que não precisava fazê-lo caso quisesse ouvir minha desconhecida companhia indesejada. Minhas sobrancelhas se unem e um muxoxo escapa de meus lábios; eu só não dou um golpe no desconhecido porque logo percebo que não poderia se tratar de um ser humano comum — ou raça inferior, como prefiro me referir a eles. Whatever. Não há só resquícios de que o estranho estivera em um combate físico, mas as inúmeras lacerações se regenera e/ou curam na medida em que as acompanho com meus olhos. Qualquer um ficaria surpreso, mas ninguém neste vagão têm uma visão como a minha. Eu consigo captar toda e qualquer interferência causada na derme alheia e o percurso de sua recuperação acelerada. É óbvio que consigo pensar mais rápido do que aparenta em minhas ações julgadas erroneamente de impulsivas, e por tanto que consigo responder prontamente ao questionamento alheio com o máximo de acidez possível: — Não preciso te dizer que há outros lugares no vagão, né? Mas se quer mesmo uma companhia eu lhe sugiro que procure por outra pessoa. E não, não estou surpresa com sua cura milagrosa. Eu também sou uma aberração. Eu sou Lobo e o prazer é todo seu.

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Re: Search and Destroy

Mensagem por Eliel Calizaire em Seg Abr 03, 2017 12:15 am

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Com uma evidente falta de paciência, a loira realmente soou rude ao praticamente expulsar Eliel de onde ele estava. Desacostumado a ser tratado de tal forma, o moreno respirou profundamente e encarou a loira com curiosidade, enquanto a mesma falava que haviam muitos outros locais para os quais ele poderia ir. Ela queria ficar sozinha, obviamente, mas Eli precisava de um álibi, de algum tipo de ocultamento, pois ele tinha absoluta certeza de que os marmanjos de Sebastian estavam em seu encalço. Não que ele se importasse de bater em todos eles, mas ele estava cansado e não iria querer confusões desnecessárias onde pessoas que não tinham nada a ver pudessem se ferrar no seu lugar. Ainda fitando os intensos olhos eletrizantes da loira, Eli deu de ombros.

— Eu sei, mas não estou buscando companhia, estou simplesmente me escondendo de uns caras... — sussurrou Eli abrindo um sorriso desdenhoso e cínico, olhando por cima do assento onde ele encostava-se, percebendo dois homens de jaqueta preta olhando os vagões.

— Problemas de adulto, sabe? Você não entenderia, fofa, é nova demais pra isso ainda. — Eli falou pelos ombros, ainda olhando para os homens, e então novamente o felino ajeitou-se no banco e chamou um vendedor qualquer bem na hora que os homens passavam, de forma que os homens não o vissem. Comprando jujubas, o moreno sorriu consigo mesmo por ter despistado os homens que já iam no vagão seguinte, procurando por ele inutilmente. Oferecendo jujubas para a loirinha nada simpática, o moreno pousou seus olhos azuis curiosos na mesma, analisando-a.

— O que você quis dizer com aberração? É uma meta-humana ou mutante? Duvido que seja alienígena, parece tão normal... — perguntou curiosamente Eli enquanto comia algumas jujubas distraidamente, bastante relaxado apesar de haverem dois bandidos procurando-o naquele trem. Cruzando as pernas o moreno continuava recostado ao banco bastante relaxado, não dando a mínima chance de sair de perto da Lobo nem tão cedo. Como sempre dizem, os gatos debocham bastante.



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Re: Search and Destroy

Mensagem por Carter Hawthorne em Seg Abr 03, 2017 3:57 am


Arqueei uma de minhas sobrancelhas enquanto sustento o olhar do moreno que demonstrou de todas as maneiras possíveis que não sairia do assento ao meu lado; quando enfim revela o motivo de sua permanência sou incapaz de reprimir de revirar meus olhos em minhas orbes com a covardia alheia. Se de uma coisa eu tenho certeza é que sou o completamente o contrário do homem que jaz defronte de mim. Eu nunca fujo dos meus inimigos, gosto de enfrentar a força que seja adversária e nunca vou admitir, mas sou um tanto quanto masoquista. Eu gosto de apanhar, e é semelhante a sensação de tomar uma dose de adrenalina direta na veia — uma determinação de tendências psicóticas tomam o controle de minhas ações e me torno incapaz de parar de exercer a força em meus punhos enquanto meus inimigos ainda respiram.

"Fofa?" Eu posso ser qualquer outra coisa, mas fofa? Pelo amor de Odin! Esse cara não me parece tão diferente de mim agora, pois está mexendo com o fogo e não sabe. Pobrezinho. Realmente, eu não entendo nada que seja relacionado a covardia. — Repliquei em alto e bom som, tampouco me importando com quem quer que estivesse ouvindo. Assim que meu olhar se afasta do sujeito, corrigindo-me, esse tal de Eli, acompanho seu olhar em direção a dois homens trajando jaquetas escuras que sem dúvida alguma são aqueles que o perseguem. O canto direito de meus lábios se inclinam em um sorriso mínimo, sobrecarregado de escárnio quando ele decide que comprar guloseimas seria a melhor forma de manter-se imperceptível aos seus perseguidores. — Eu não gosto de doces. — Intervi ao seus bons modos ao oferecer as balas de goma açucaradas. Pauso a música que ainda toca no aparelho ao deslizar o indicador sobre a tela touch screen e retiro os fones de ouvido de meus ouvidos ao pousá-los de ambos os lados de meus ombros. Continuo com as pernas esticadas sobre o banco defronte ao meu, mantendo meu par de coturnos sobre a superfície plana do assento do transporte público.

Bem... — Meu tom de voz é tomado por uma apatia outrora inexistente pela sinceridade natural que predomina sobre minhas ações e impede que eu reprima as emoções que tomam meu âmago com vigor. Volto a mirar ambas as íris alheias e aproveito para percorrer a derme exposta em busca de algum fragmento de vidro ou qualquer outro objeto cortante que pudesse revelar quem eu realmente sou. Minha mão vai ao encontro da superfície do transporte público ao empunhar um fragmento de vidro que a pele dele expeliu, e antes que ele faça qualquer outra pergunta estúpida finco o projétil contra a derme de meu antebraço não antes de arregaçar a manga de minha jaqueta. O corte é superficial e o sangue flui por pouco antes de retornar ao seu estado natural. Demonstro mais uma de minhas habilidades quando envolvo o pedaço de vidro em um punho e ao comprimi-lo estendo minha mão em sua direção e tudo o que ele vê são passa de farelo transparente. — Acho que nenhuma das alternativas anteriores se encaixa ao que eu sou. E sinceramente? Prefiro não saber.

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Re: Search and Destroy

Mensagem por Eliel Calizaire em Seg Abr 03, 2017 10:31 pm

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Algumas pessoas realmente são difíceis de se conectar, pensava Eli consigo mesmo enquanto tentava apaziguar toda a irritação da loira ao seu lado. Obviamente ele tinha sua parcela de culpa, afinal ela estava quieta na sua, ele que havia se sentado do lado dela puxando conversa como forma de tentar despistar seus inimigos. Aliás, que diabos de ideia era aquela de fugir de seus algozes num local sem saída? Bem, de qualquer forma, o gatuno sempre gostou da emoção de caça, não importasse se ele era o caçador ou a presa – era como uma adrenalina que passava dentro de suas veias e mandava vibrações ao seu coração. Ao ser chamado de covarde, Eli fingiu uma expressão de afetado, rindo consigo mesmo enquanto maneava a cabeça negativamente, comendo mais algumas jujubas. A garota que havia alegado ser uma aberração assim como ele provou de uma vez por todas o que havia dito e cortou-se com um de vidro, regenerando-se com uma rapidez enorme.

— Olha só... que legal! Vem cá, você se chama de Lobo por ser capaz de se transformar literalmente num lobo? Porque se for esse o caso, explicaria nossa falta de tato. — Elogiou o moreno o fator de cura da loira, esgueirando-se para olhar no corredor se seus algozes o caçavam e então voltou a faltar com a “Lobo”, que parecia realmente irritada e a um segundo de explodir e bater nele com força. Com o pequeno trocadilho sobre o fato dela chamar-se Lobo, que significava, bem, lobo, o gatuno cruzou as pernas.

— Respondendo sua acusação anterior, eu não quero lutar porque quando eu entrei nesse trem fui acompanhado por uma senhora agradável que está indo para um hospital pegar remédios para o netinho dela, entende? E a caminho para esse banco vi uma mulher sozinha acariciando sua barriga de nove meses. E também pude notar que os dois caras que me seguem estão armados. Posso ter nove vidas, mas as pessoas aqui não. — Explicou-se Eliel, sentindo-se um pouco traidor por admitir em voz alta que se importava com alguém além de si mesmo. Apesar de tudo, ele continuava se importando com algumas pessoas, ele roubava, mas pessoas ricas que não sentiriam muita falta ou cairiam na miséria caso perdessem míseros milhões de dólares ou uma joia, rubi ou diamante. Mesmo sendo um bandido, ele tinha seus princípios.

De forma completamente intrometida, Eliel pegou um dos fones de ouvido da loira e pôs no seu próprio ouvido, mas antes de qualquer reação dela ou dele, eis que um homem de jaqueta escura e botas horríveis vindas diretamente do interior do Kansas gritou o nome do parceiro, e antes de sacar a arma de dentro da jaqueta, Eli puxa o discreto cabo preto e aponta-o na direção do homem, o comprido chicote alongando-se e envolvendo a mão do homem foi um verdadeiro alívio para o gatuno, que puxando o chicote com a mão livre fez o bandido ajoelhar-se. Chegando próximo ao homem, o moreno desferiu uma joelhada em seu rosto, deixando-o desacordado no chão, e eis que um som estrondoso ressoa por todo o vagão.

— Ai. — Falando monótono, o Homem Gato puxou a bala de seu ombro, já sentindo a pele regenerar-se aos poucos. O homem o olhou assustado, surpreso obviamente, enquanto aproximava-se gritando obscenidades com o gato e ameaçando-o. De alguma forma, Eliel sentia-se tonto, talvez sonolento, até. Pegando a bala retirada de seu ombro logo o ferido percebera que havia um estranho líquido esverdeado, provavelmente veneno.

— O chefe sabia que você tinha esses poderes, então encomendou algo especial. E você, vadia? Estava escondendo esse puto de nós, você quer morrer? — gritou o homem apontando para a figura dócil de Lobo. Rindo, Eli encarou o homem enquanto apoiava-se num banco.

— Eu não faria isso se fosse você... — advertiu o Homem Gato, gargalhando um pouco fraco.



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