SCHNEIDER, Natasha

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SCHNEIDER, Natasha

Mensagem por Natasha Schneider em Dom Abr 02, 2017 5:12 am

ORIGINAL




ESCREVA OS DADOS


I. A NOMENCLATURA: Natasha Rosenthal Schneider;
II. COMO É CONHECIDO: Corax;
III. TIPAGEM SANGUÍNEA: Mutante;
IV. QUANTAS ESTAÇÕES VIVEU: 700 anos;
V. PRIMEIRO RESPIRO: 1 de março de 1317;
VI. DESCENDENTE DE QUE POVO: Alemã;
VII. COMPORTAMENTO: Verdadeiramente neutro;
VIII. COMUNIDADE: Herói.

INFORME OS ATRIBUTOS


I. PONTOS DE ATRIBUTO: + 51 (120 PA);
II. ESPECIALIZAÇÃO: Ágil (+5 em agilidade);
III. ATRIBUTOS:



FORÇA: 17INTELIGÊNCIA: 23
RESISTÊNCIA: 23AGILIDADE: 20 (+5)
VIGOR: 17CARISMA: 20



DIGA AS PERÍCIAS




I. Armas de fogo, NÍVEL CALOURO


CITE OS PODERES


I. SUPER-PODERES:

I. MANIPULAÇÃO DE LÂMINAS; (adquire armas psíquicas)
II. Longevidade.


CONTE O HISTÓRICO


{ Alemanha, século XIV.
Não, você não está lendo errado.

Esse foi o ano em que a menina nasceu. Muitos acreditavam que os mutantes haviam surgido no século XX, contudo essa informação não passa de um erro. Um grande erro. Há muitos séculos, a menina nascera e ela sequer possuía esse nome. Mas o nome que ela tivera de batismo não significa muita coisa atualmente, pois são memórias muito antigas e muitas dores que ela prefere esquecer.

Nessa data em especial, foi quando ela perdeu sua única companheira e família. Sua mãe. Perecendo perante a peste negra, a figura materna da mutante mal possuía um lugar para ser dignamente enterrada. O corpo da mulher fora descartado em um lugar qualquer dentre os outros moribundos da época, enquanto sua filha que parecia ter apenas 18 anos, carregava em suas costas mais de trinta anos de vivência.

{ Japão, século XVI.
Anos de vivência. Anos vendo seus amigos morrerem em função de alguma guerra ou conquista por terras, a mutante não envelhecia anos sequer em suas feições. Não só mostrou muito vigor como se mostrou mais sábia do que qualquer outro homem vivente na sociedade oriental; além de sua habilidade incomum de fazer com que armas saíssem de seu próprio corpo. Nada muito além de lâminas normais conhecidas na época, porém o que sobressaía de verdade era seu talento na arma de manusear cada exemplar do tipo.

Apesar de ser uma mulher, não custou-lhe cortar os cabelos e vestir-se de tal forma que nenhum outro pudesse reconhecer seu verdadeiro gênero. Os militares não precisavam de muito para convencer-se de que ela era um samurai insubstituível. A batalha de Sekigahara não teria dado o rumo que a história conhece se não fosse por ela, e o até então samurai mais conhecido não teria conseguido chegar ao seu objetivo se não fosse pela mutante.

Miyamoto Musashi faleceu, sentindo-se em dívida com sua guardiã que mal sabia se tratar de uma mulher, por ter tido sua vida salva por um samurai honradíssimo. Um samurai tão misterioso cujo mal seu nome sabia.

{ Inglaterra, 1840.
Pela primeira vez em séculos, a jovem conseguira alguém para chamar de seu. Depois de séculos vagando só pelo mundo, sempre a procura de uma guerra para se envolver, buscando por algum propósito em sua vida que parecia não ter propósito nenhum que não fosse defender grandes propósitos, ela encontrou John para viver com a bela jovem uma belíssima história de amor.

Um grande engano pensar que finalmente poderia viver uma vida tranquila; a tão esperada vida de paz.

Vivendo em uma pequena comunidade no país que naquela época era governado por ninguém menos que a Rainha Vitória, ela e seu amado eram isolados do resto do mundo em sua pequena bolha de felicidade. Ambos passeavam pelas ruas repletas de carruagens, homens com suas enormes cartolas e mulheres com os espartilhos que pareciam impossíveis ser menos apertados que aquilo. Contudo não fora isso que os unira de fato. Seu amado era como ela, um aprimorado. Um ser sublime.

Um mutante cujas habilidades eram sua incomum capacidade de manipular a luz. Ela sempre se viu deslumbrada pela combinação de cores e pelo que ele podia fazer com qualquer fonte de luminosidade.

Porém um acontecimento lamentável a fez perder novamente tudo o que ela tinha. A felicidade dos dois fizera nascer no coração do irmão mais velho do marido da mutante uma inveja crescente pela mulher que ele havia conseguido para si. Ele a queria e se necessitasse, faria qualquer coisa para tê-la. Dosando veneno na comida do próprio irmão em pequenas quantidades, o homem fez com que seu próprio irmão adoecesse até chegar o dia em que seu estado de saúde se tornou algo agonizante. O amado da moça de cabelos acajus passava noites a fio com dores no corpo e mal conseguia dormir, até o dia em que seu corpo parecia desejar mais do que tudo sucumbir ao mal que todo aquele veneno estava fazendo a ele. O rapaz tossia sangue, tremia e chorava de dor nos braços de sua até então noiva. Ela recorda-se até hoje de como ele acariciava a sua bochecha e olhava em seus olhos, lamentando e declarando seu eterno amor em seus últimos minutos de vida. “Perdoe-me, meu amor.” Os cabelos acobreados dela faziam cócegas nas bochechas de seu noivo, coisa que ele muito apreciava quando ela sempre o acordava com beijos e carícias. Estaria ele muito em breve adormecendo para sempre em seus braços. “Perdão por não ser tão forte para cumprir a promessa. Aquela promessa de viver ao seu lado pra sempre. Mas saiba que eu sempre vou amar você, sempre.”

Ela não conseguia respondê-lo, a não ser balançando a cabeça de forma negativa. Negava-se a permitir que ele partisse e deixasse-a. Mas ele parecia estar sofrendo tanto... Tanto... “Por favor, querida. Eu não aguento mais...” A garota se negava, balançando a cabeça vigorosamente outra vez, agora mordendo o lábio e sentindo as lágrimas quentes caírem com mais força. Sabia o que ele estava pedindo. Seria rápido. Ela sabia exatamente onde enfiar uma lâmina para acabar com o sofrimento de seu amor em menos de um segundo. “Por favor, querida.” Uma adaga de prata foi tudo o que foi necessário para que a mutante acabasse com o sofrimento dele. Ela fez com que ele deitasse sua cabeça eu seu busto, e ele não se sente mais feliz por ser capaz de escutar o coração dela bater em seu ouvido. Uma melodia quente, apesar de oscilante. O bater do coração de uma guerreira sobrevivente.

Ela posiciona a lâmina na barriga de seu noivo e encosta sua ponta na carne alheia. Percebe ela que o homem está sorrindo, e seu sorriso cresce ao ouvir o murmurar intenso de Natasha em seu ouvido. — Eu te amo. — E então ela dá fim ao sofrimento dele, cravando a chapa fria em seu estômago e rasgando o órgão interno com a habilidade de um assassino estripador.

Pouco depois do enterro de seu amado, ela descobre quem foi o responsável pela morte do mesmo. E quando descobre, providencia a morte do mesmo, cuidando para que ele não sofresse pouco antes de morrer. Em um porão de condições precárias, Natasha mantém sua vítima acorrentada. Sem ter como lutar contra uma guerreira quase milenar, ele não tinha muita escolha além de aceitar seu destino. Ele está de joelhos e com as roupas debaixo como sendo as únicas peças que cobriam seu corpo, cheio de cortes pelo corpo e sangue seco cobrindo uma boa parte de sua pele. Quase não sente quando a espada pesada da mutante corta sua cabeça, fazendo-a rolar com um som molhado no piso de madeira do ambiente.

{ Nova Iorque — HOJE;
A adolescente está olhando unicamente para seu colar de platina com o pingente que guarda a foto de Eric, seu primeiro, único e perdido amor até então. Anos se passaram, suas feições de alguém com dezoito anos não mudara praticamente nada. Haia passado por muito desde quando nascera, mas de alguma forma conseguiu salvar-se de todas as doenças e todas as guerras que vivenciara desde quando se conhecia por gente. Nunca foi indestrutível. Sempre foi suscetível a morte. Porém viver por tantos anos fez com que seu corpo desenvolvesse todos os anticorpos possíveis, e sua experiência foi o suficiente para que nunca lhe pegassem e cortassem a cabeça.

No momento, ela está sentada na mesa do refeitório de sua escola. Não está acompanhada de absolutamente ninguém, preferindo ficar sozinha durante aquele período justamente por não estar em seu melhor humor. Havia se limitado a comprar um suco de frutas e tomá-lo enquanto faz seu dever de casa, do qual se desvencilhara facilmente para encarar a foto de seu falecido amado. Não que fosse necessário tanto foco em seu dever de história, afinal Natasha havia presenciado praticamente todos os eventos do último milênio. — Segunda guerra mundial? Que bobagem. Eu estava lá. — Natasha desprende seus olhos da pequena foto de seu amado e fecha o pequeno estojo de platina antes de guardá-lo dentro de suas vestes.

Depois de fechar seu livro de história, seus companheiros de time veem a garota jogando o capuz por cima de sua cabeça e chamam-na com gestos de suas mãos. “Natasha, vamos rever aquele ataque ou não?” O garoto desdenha a menina com um sorriso de canto, fazendo-a revirar os olhos à medida que recolhe seu taco de lacrosse de cima da mesa e girá-lo em sua mão como se o próprio fosse uma extensão de seu próprio braço. Ele nunca havia aceitado que a garota houvesse assumido a frente do time da escola, e Natasha nunca se divertiu tanto em seu período no colégio. — Não preciso que me diga o que fazer, Ryan. Eu sei de minhas responsabilidades dentro do time, e é por isso que eu sou a capitã. Eu sei qual é meu lugar, e é bom que você se coloque no seu. — As meninas no time — que se encontram em sua minoria na equipe mista — enaltecem o comentário de sua capitã, vaiando Ryan como se ele fosse um idiota.

Com um sorriso seco e sarcástico em seu rosto, Natasha assume a frente do grupo e conduz seu time para o campo de lacrosse da escola.


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