i know the sound, of your heart

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i know the sound, of your heart

Mensagem por Aguilar Eakheartd em Dom Abr 02, 2017 3:14 pm

i know the sound, of your heart
A roleplay é iniciada pelo post de Aguilar Eakheartd, seguindo por Søren Kjærholm e posteriormente, ao decorrer dessa mesma, Defteros Fitzpatrick. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 31 de março do ano de 2017, no escritório da promotoria do Estado de Nova Iorque. O conteúdo é SOMENTE PARA MAIORES. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.



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Re: i know the sound, of your heart

Mensagem por Aguilar Eakheartd em Dom Abr 02, 2017 7:05 pm

Aos presentes, meu sincero pêsames pelo sendo de moral aqui assassinado. Esclareço aos muitos que minha clara indiferença é posta sobre a luz do sol mediante ao que fora dito. ‘Ó Pai, rogo por sua piedade e fervorosamente lhe imploro que os homens de má-fé recaiam sobre o úmido solo, o qual uma vez banhado fora pelo rubro do sangue de vossos inimigos’. Ao meu narrar, nesta citação... e não, não de uma seita, mas sim de uma crescente culto dos que creem num destino guiado pela religião, imposto por um Deus pode salvá-lo de seus irmãos pecadores, dos que se distinguem por sua singularidade de alma pura. Clamo hoje pelo fim da ira daqueles que julgam a diversidade, clamo hoje pelo Estado sendo capaz de prestar o devido auxílio a quem deveria defender. A aprovação dessa lei, diferentemente do que foi exposto pelos meus ‘companheiros de mesa’, traz consigo a liberdade. Permitam-me então, encerrar meus dizeres, uma vez que disponho dum pensamento ‘retrógrado’ ao crer na união dos únicos.



O texto havia sido o bastante para que orla completa de jornalistas da capital se fizesse presente frente ao ambiente em questão. A minha frente, os poucos responsabilizados por garantirem o espaço em segurança ao meu veículo; ao lado direito, o jovem estagiário responsabilizado pelos atos e estimativas públicas de cada declaração minha; à esquerda, a melhor na área jurídica no que diz respeito a casos dados como escandalosos. A tríade ali presente é incontrolável... não, melhor, é a própria personificação do caos aos que se opõe aos seus pensamentos.





─ Puta merda, Søren! O que eu te disse sobre não deixar que a secretária nova organizasse meus inquéritos criminais em ordem alfabética? ─ Indaguei ao jovem sentado na primeira das poltronas. Como era de esperar, ele dispunha de todo seu corpo ocupando o móvel, sentando com as pernas cruzadas, uma sobre as outras, exatamente como uma criança faria. A calma de seu olhar era quase reconfortante, é claro, se não fosse pelo típico sorrisinho estampado com clareza ao indicar as cópias corretar, organizadas por artigo e não pela ordem sobre a minha mesa. Um claro engano da secretária ao trocar qual seria posta sobre minha e a que seria colocada na estante indicada. “Garoto abusado... se quer entendo o porquê de tê-lo contratado.” pensei. Só havia um problema nisso: eu sabia perfeitamente qual o motivo de trazê-lo ali, junto de minha equipe.  A realidade é que jamais precisei de alguém administrando minha imagem pessoal, se quer necessitaria em um momento futuro. Søren, aquele maldito estagiáriosinho (e ah, como eu odeio estagiários!), tinha algo de especial, algo que permitira que ele fosse o único a sobreviver mais do que algumas horas de trabalho e sim um mês.



Não houve demora a que eu me movesse até o local, localizando o processo que desejava e assim o puxando de imediato para as minhas mãos.



─ Faça-me um favor, requisite a parte ré a prova documental E. ─ Pausei minha fala, rumando com a cópia em mãos e assim, tomando posse da primeira caneta visualizada dentre as muitas dispostas na mesa, escrevendo, por fim, no primeiro post-it o endereço e o número telefônico do escritório responsável. ─ Há uma semana que o processo corre pendente dessa cópia e não houve resposta.


O garoto assentiu, ignorando aquilo que antes fazia para atender meu pedido.


Aquela nada mais era do que uma forma de retirá-lo da minha sala para o próximo a quem aguardava.




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Re: i know the sound, of your heart

Mensagem por Søren Kjærholm em Sex Abr 14, 2017 5:00 am


Deveria ter dominado a vadia quando sugeri. O deus nórdico se dispunha acima da mesa ampla e organizada com ambas as pernas cruzadas e as palmas esparramadas sobre a quantidade de papéis ali presentes. A expressão presunçosa, o tom mordaz e os trejeitos carregados por uma atitude matreira demonstram a verdadeira face da divindade que o moreno reencarnou. É um tanto quanto narcisista descrever-me em terceira pessoa, mas é a melhor forma de traduzir a distinção entre mim e meu, digamos, hospedeiro. Um humano dono de uma moralidade tão incólume que me faz ter ânsia e outrora esquecer da figura temerosa e notoriamente traiçoeira que um dia fora. Agora estou preso em um corpo que detém poder de manter controle sobre minhas atitudes, ou faria desse homem a qual me dirige com tamanho desprazer a dobrar-se de joelhos e ceder por um desejo palpável pela imagem que transparece. O dinamarquês é inocente demais para perceber as verdadeiras intenções de seu chefe, mas eu sou capaz de captar cada olhar que transborda segundas intenções quando o menino se encontra concentrado para enfim tomar sua mente com tais pensamentos desinibidos em relação ao seu próprio estagiário. O semblante ordeiro de Kjærholm permanece na medida em que a cobrança é lançada contra seus ombros que desta vez não seria influenciado pela ambição que predomina os demais funcionários que se impõem em tarefas administrativas que fogem de suas determinadas obrigações com a finalidade de surpreender seu superior. Superior que se encontra diante de si — que pelo motivo que desconhece e que destaquei acima — presenteia o adolescente com vossa presença por tempo considerável quando se trata de um singelo estagiário. E, portanto, que recebe olhares atravessados de seus colegas de trabalho.

Não acontecerá de novo, Sr. Eakheartd. — Garantiu não antes de assentir para a seguinte demanda enquanto se pondera do post-it ignorando o fato do primeiro contato que fizera com o homem quando seus dedos se encontram com os dele. É como se sua cabeça se desligasse de seu corpo e por um instante se perdesse pela intensidade das íris alheias para que em seguida se reconecte com o restante de seu corpo tendo por consequência uma corrente elétrica a percorrê-lo e concentrar-se na própria intimidade. Não é mais clichê do que estar apaixonado por seu próprio chefe, garoto. Ele gira os calcanhares e ruma em direção a mesa que lhe fora disposta, mas assim que executa seu primeiro passo afora da sala se depara com um homem de cabelos e olhos negros como a própria pedra ônix. Ele é tão bonito quando Aguilar, mas não aos olhos do menor, que possui uma preferência óbvia pelo segundo. Søren se afasta da figura antes que atrapalhe o caminho alheio, mas sem ignorar a sensação desgostosa que toma seu âmago quando seus olhos encontram os dele. Uma emoção poderosa: o ciúme. Podemos cuidar disso... Juntos.

You'll be sorry when I make up mine instead;

@ vulpvelox


_________________


why do people always presume I'm lying?
It gives us time to do what we have to. That is, find something to bring them together before they tear each other apart. Someone to hate. Something they fear... And the tongue will give it to us... Or we'll tear it out at its bloody root. That's the sort of thing I'm meant to say, yes?

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Re: i know the sound, of your heart

Mensagem por Defteros Fitzpatrick em Qua Abr 19, 2017 2:49 pm

Ousaram contestar o meu poderio. Me identificava tanto o pensamento, que transtorno a mente transtornada a qual compõe minha neurilidade. Expulso da capital federal dos Estados Unidos da América era a minha atual condição. Suponho que seja muito exagero da minha parte usar do termo "expulsão" para uma, verdadeiramente, uma viagem de trabalho. Não era do meu gosto esse gênero de serviço, mas eram ordens superiores, vindas, creio eu, do próprio presidente.

Donald Trump. Uníssono, a regravação da nomeação ecoava por cada milímetro da vastidão. Sempre considerei a mente aberta - a minha -, de certa maneira, um tanto quanto longa. Acho que a minha genialidade é invejável a muitos. Por quê? Por conta da simples constatação de que cursei direito em menos tempo em comparação aos demais. Com isso, fui eleito ao cargo de "Juiz da Suprema Corte". No entanto, penso que não deveria ter aceitado tal, pois, em algumas ocasiões, não sabia como reagir perante inúmeros trabalhos.

Enfim, retornando ao ponto abordado segundo antes: Donald Trump. Como sinto tenro ódio por tudo o que o envolve. Antes eu do que esse para o líder da nação. Poderia muito bem matá-lo a cada contato que temos, desde pelo toque de nossos palmos até ao fato de estarmos presentes no mesmo ambiente; o que tenho de mais puro, a manipulação sobre a maior quantia da tabela periódica, é o que ocasiona na segunda circunstância. Se você, meu caro leitor, não tem conhecimento do que faço, mesmo o que foi dito seja explicativo, domino os metais, esses em suas diversas formas, estados; tudo o que provém deles, teoricamente, sofrem efeito por meus neurônios, condutores elétricos e de pensamentos.

E, por sua vez, esse deslocamento de municípios poderia ser benéfico, pelo menos a minha parte. O veículo aéreo onde me encontro atualmente, o seu ponto de chega, o final do percurso, era uma cidade peculiar. Já estive presente nela em momentos, no passado, entremeio ao espaço da história escrevi com os meus próprios dedos. Nova Iorque. Comigo, crendo que somente eu escutaria o que tenho a dizer na privacidade mental, informei o fim. Nova Iorque era onde morava o homem com quem convivi por um tempo. Aguilar Eakheartd. Um promotor, o qual ascendeu-se socialmente ao ponto de ser encarregado do senado local; particularmente, prefiro chamá-lo de "mozão", o que é irônico, já que temos ideologias dessemelhantes, o que acarretou em nosso "término". E ainda o acho um homem admirável pelos feitos.

Recostei-me na poltrona confortável e adormeci, vislumbrando as porções gasosas de nuvens no exterior do avião. Vantagens da primeira classe.


. . .


A fisionomia era ocultada pelo traje a rigor, que eu tratava, frequentemente, em vestir. Ternos são o vestuário dos senhores de poder, nunca um dia verá alguém que não tenha tal usando-o. Pude perceber a secretária contemplando-me como um deus grego, ou romano. O olhar dela correu desde os fios obscuros do meu cabelo, penteado para trás como forma cortês, até as proximidades do quadril. Ambos os presentes - ela e eu - figuramos as expressões faciais para se adequar a ironia, principalmente o mirado, mantendo as sobrancelhas arqueadas. — Vim ver o senhor Eakheartd. — Sentenciei. Meus globos, pigmentados geneticamente de ébano, fixavam-se nos alheios. Essa correspondeu. — Sou Defteros Fitzpatrick. — Respondi quando meu nome foi questionado. — Creio que sou uma presença requisitada demais para estar contido na lista de afazeres, nesse dia, do senhor Eakheartd. — Anunciei-me, enquanto os meus lábios suportavam um sorriso sarcástico.

O meu cinismo rendeu um debate de minutos, até que, enfim, a passagem para a visita foi concedida. Percorri o corredor com largura suficientemente para que duas pessoas andassem lado a lado. Lentos eram os meus passos, porque queria desfrutar da brisa gélida, proeminente do aparelho climático, prendido ao alto - entre a parede e o teto - do plano vertical. De longe, reli o nome daquele grafado na porta, de onde um garoto, o qual nem barba tinha na cara, saiu. Ele cruzou a visão comigo. Fiz o mesmo. — Olá. — Cumprimentou-o durante a passada. Acompanhei-o visualmente, com os orbes nos rabos das vistas.

Por fim, estava em frente àquilo que impossibilitava o diálogo com o homem, com quem, um dia, já apreciei a sua saliva. Sem remorsos e perda de tempo de desnecessária, fiz com que meu punho batesse na madeira da porta. O fazer resultou na voz alheia, a qual dizia "entre". Nem precisei manchar a maçaneta com as digitais dos meus palmos, único ato que precisei foi pensar. E abriu aos poucos, após, mentalmente a maçaneta ser girada. — Surpresa. — Totalmente aberta ela ficou. Dei-me ao luxo de aproveitar de contrastes satíricos para anunciar-me. Ao mesmo tempo, apoiei à borda destra somente para enaltecer a aparição. — Nunca imaginei que veria mais o Senhor Eakheartd entre essas quatros paredes. — Comentei. — Afinal, creio que o senado local deva tão atarefado quanto o escritório de promotoria.
The mirror's image It tells me it's home time.

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Re: i know the sound, of your heart

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