+ oh! look, it's coffee o'clock.

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

+ oh! look, it's coffee o'clock.

Mensagem por Penelope Modzelewski em Seg Abr 03, 2017 10:18 pm

Oh! Look, it's coffee o'clock.
A roleplay é iniciada pelo post de Penelope Modzelewski, seguindo por Aguillar Eakheartd. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 27 de março de 2017, Equoset Cafe. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


avatar
ANTI-HERÓIS
21

Desconhecida

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: + oh! look, it's coffee o'clock.

Mensagem por Penelope Modzelewski em Seg Abr 03, 2017 10:23 pm



You know, you know I hid the red child

Depois de bater o meu cartão na recepção do hospital, pude finalmente dizer que mais um dia estava encerrado. Finalmente estava liberada para ir para casa e me permitir descansar. Certo? Errado. Resposta errada. Retirei o meu jaleco enorme e branco, fechando seus botões com todo o zelo que me era permitido, antes de dobrá-lo cuidadosamente e depositá-lo em meu antebraço esquerdo. Guardei o cartão e o crachá dentro de minha mochila e retirei o prendedor de cabelo que mantinham minhas madeixas onduladas presas no topo da cabeça. Agitei os meus fios platinados e soltei um longo suspiro a medida que saía de trás do balcão e deixava o local para a funcionária que ocuparia meu lugar naquela troca de turno. Antes que pudesse sair pelo portal do hospital, a Dra. Lethermann me chamou em uma exclamação diretamente dos corredores. Lembro-me de virar para ela e arquear as duas sobrancelhas. Ela era a chefe mais adorável que alguém poderia ter na área da medicina, e eu não podia pedir alguém melhor para me encaminhar nesse período da minha vida. — Precisa de alguma coisa, Dra Lethermann? — A mulher negou com a cabeça e isso me deixou um pouco estática. Não estava acostumada a ser chamada no hospital se não fosse por alguém precisa de algo, principalmente quando outros estagiários necessitavam que eu pudesse cobrir seus turnos. “Você parece cansada, Poppet.” Minha chefe era uma das poucas pessoas que se dirigiam a mim por esse apelido. Inclusive a própria havia inventado a alcunha que substituíra todos os apelidos estranhos dados para o nome “Penelope”.

Penny, Penn... Lope. Lope? Argh! Eu odeio a péssima criatividade das pessoas, mas a Dra. Lethermann tinha um ótimo gosto para sapatos e apelidos. Até mesmo sapatos ortopédicos pareciam elegantes nos pés da doutora.

— Um pouco cansada, sim. Mas nada muito fora do comum. — Na realidade, eu estava exausta. Os dias que excederam minha missão com Newton na quinta passada haviam me deixado esgotada. Atormentada, na verdade. Nem mesmo no hospital o ambiente poderia ter sido mais sangrento e mais mórbido, e aquilo me tirou completamente a paz e o meu sono. — Desculpe, o que a senhora disse? — Questionei a doutora, lamentando estar tão distraída e perdida em meus próprios pensamentos. “Eu disse que você estava trabalhando demais. Você merece um dia de folga. Acha que não sei que anda cobrindo o turno de seus colegas? Que tal descansar amanhã, hein?” Eu não enxergava a minha expressão, mas eu tinha quase certeza de que era uma palpável gratidão de quem precisava muito de um descanso. — Obrigada, Dra. Lethermann. — Saindo do hospital e indo diretamente para a linha de metrô com um sorriso de ponta a ponta, peguei o celular do bolso de meus jeans e disquei o número dele.

Com muita sorte, assim que eu cheguei ao ponto do metro, um vagão vazio abriu as portas bem na minha frente, e eu me acomodei em um dos bancos próximos à janela. O telefone tocou algumas vezes, porém ele não atendeu. Eu devia ter deixado um recado? Acabei decidindo deixar um recado. Justamente quando o metrô ultrapassa os limites da cobertura de uma ponte, a luz vermelha alaranjada banhou o interior do vagão e a incandescência daquela cor aqueceu minha pele de forma confortável enquanto o celular pedia que eu deixasse um recado para ele. — Oi, sou eu. — Podia sentir minhas bochechas arderem ao mesmo tempo em que eu reunia fôlego para transmitir a mensagem que eu desejava passar. — Você está bem? Eu espero muito que esteja. Eu consegui uma folga do meu estágio amanhã, e eu estava pensando se você podia... Você sabe... Me ajudar a estudar anatomia. Digo, a matéria de Anatomia. — Sempre que eu tentava de alguma forma dizer alguma coisa, acabava dizendo alguma besteira para o irmão Wittgenstein. E dificilmente isso mudaria alguma coisa, afinal Poppet nunca terá jeito com suas palavras. Poucos minutos depois, a jovem descera do metrô e disparou para fora da estação. Apesar dos saltos das botas ecoarem na calçada, misturando-se com os passos da multidão apressada de Manhattan, ela parecia não se sentir cansada fisicamente. Quando olhou para o relógio, observou os ponteiros indicando exatamente o horário que marcara com ele no exato instante em que adentrara o estabelecimento. Nem um minuto a mais, e nem um minuto a menos. Eu tinha um grande problema com atrasos, fosse ele questão de cinco minutos ou até menos. Não que eu já tivesse me atrasado para alguma ocasião com Aguillar, mas não conseguia imaginar que ele fosse um homem que tratasse os atrasos com muita tolerância.

Aguillar é um homem ocupado demais para perder seu tempo com deslizes. Ele é um senador, afinal. Senador Eakheartd.

E também meu tutor.

O café possuía um ambiente agradável e bem amistoso, muitas pessoas estavam se acomodando em suas mesas e sua maioria eram jovens jogando conversa fora e muitos outros adolescentes que pareciam isolados em seus próprios mundos, fossem eles contidos em seus livros, cadernos ou mesmo celulares. Me dirigi até a mesa número cinco, pigarreando discretamente para anunciar a minha chegada. — Oi. Consegui chegar a tempo. — Meu timbre soou suave e afável naquele instante. Nada escandaloso ou em seu comum tom ansioso, externando a pura paz que eu sentia quando estava perto de meu outro chefe. Minha mão repousou no encosto da cadeira que estava desocupada fronte à ele, do outro lado da mobília onde repousava uma caneca com algum conteúdo fumegante que eu desconhecia. O cheiro de café enchia o lugar, e posso arriscar dizer que ver a figura imponente trajando seus ternos caros sentado em uma loja tão comum o destoava das demais pessoas que compunham a clientela do estabelecimento. — Como vai? — Colocando a mochila ao lado do assento que eu pretendia me acomodar, sentei-me na cadeira e encarei o senador por cima das olheiras que quase não conseguiam mais se esconder por trás da maquiagem.




avatar
ANTI-HERÓIS
21

Desconhecida

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: + oh! look, it's coffee o'clock.

Mensagem por Aguilar Eakheartd em Qui Abr 13, 2017 5:31 pm

Um homem pode ser amaldiçoado encargos inumeráveis em sua vida. Alguns os recebem num só ensejo, outros, por sua vez, ao decorrer de sua existência amargurada. Havia conhecido dois deles em meu passado e o peso do último se faria presente logo.



A disposição de roupa impecável e o ar presunçoso sobressaía a minha beleza. Impossível seria se quer um único olhar não fosse desviado do companheiro e tivesse seu rumo diretamente encaminhado em uma atração incomum voltada para mim. Fato que se repetia a cada entrada mim ao entorno daquele pequeno comércio. A cafeteria com caráter de subúrbio me atraia duma forma quase que comum dos mais belos homens poderia fazer, algo principalmente comum a quem, como eu, passava a maior parte do tempo envolvido pelos mais luxuosos ambientes daquela maldita ilha. Eu poderia dizer ao contrário sobre ser desgostoso de toda aquela quantia em dinheiro na minha conta ou mesmo sobre a forma com que deveria me vestir, mas não. A riqueza sempre me agradara, mas humildade igualmente e por isso ousava em me dividir entre elas, a começar por sair solitário em busca do encontro daquela que poderia ser considerada como minha filha.



Dei meus primeiros passos para dentro do ambiente aconchegante, tomando o quinto espaço disposto, um dos poucos vazios. Curvei-me em busca de sentar, tão somente bastando que para o garçom que o balbuciar de meus lábios disse com clareza o meu pedido.



Aguardei, afinal, estava meia hora adiantado e ser pontual se quer fazia parte de algo intrínseco a garota que esperava.





─ Eu a conheço melhor do que qualquer pessoa poderia conhecer algum dia, seria melhor que me disse logo o que está te afetando. ─ comecei. Aquele espaço entre nós era ensurdecedor, um vazio que abrangia nossa relação de forma inegável, permitindo que quilômetros de distância interferisse num vínculo há muito criado.



Fui respondido com o breve silêncio incomum para o ambiente, uma xícara se quer ousava se locomover do pires.



A taciturnidade fora instaurada.



"A sua bebida, senhor" as quatros palavras-chave. A mudez do café se quebrava. Era como se tudo e todos voltasse a sua circunstância comum de um simples estabelecimento ao fim da rua, repleto da jovialidade constante dos que ali se propunham e tomado pelo cheio típico daquilo que serviam.



─ O cappucino é dela. ─ e fora tudo que eu disse.





avatar
ASSASSINOS
38

Nova Iorque

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: + oh! look, it's coffee o'clock.

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum