+ you've got another thing comin'

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

+ you've got another thing comin'

Mensagem por Carter Hawthorne em Seg Abr 03, 2017 11:02 pm

you've got another thing comin'
A roleplay é iniciada pelo post de Carter Hawthorne, seguindo por Archibald Forchhammer. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 13/01/2017, Apartamento do Forchhammer. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


avatar
ANTI-HERÓIS
24

Stairway to Heaven

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: + you've got another thing comin'

Mensagem por Carter Hawthorne em Seg Abr 03, 2017 11:44 pm


Eu sei o que deve estar passando na sua cabeça nesse momento: por que escolhi vir logo pra cá? Mas como se encontra inconsciente pelo que posso deduzir perante as horas que são duvido que consiga encontrar alguma resposta para tamanho questionamento que virá quando me ver. Isso sem contar o quão irritadiço pode se tornar quando sujar seu carpete com meu sangue... Ou seria o sangue alheio? Whatever. Acontece que eu não tenho para onde ir nessas condições, pois acabei de levar uma surra de um bando de motoqueiros que eu tive de matar. Eu não tive escolha, ok? E não me julgue porque você é uma das últimas pessoas em minha lista que pode fazê-lo, portanto é melhor que não me faça perguntas e me ceda vestimentas limpas. Um banho cairia bem também, e não me resta dúvida que há uma centelha de determinação a torná-lo menos relaxante para mais prazeroso. Eu não me importo, energia é o que não me falta, pois é com ela que subo os degraus da escada de incêndio a provocar determinado barulho ao pular alguns degraus graças a minha fodenda super-força.  

Mas que caralhos, você tinha que ter escolhido logo o penúltimo andar? Porra! Respiro fundo algumas vezes antes de dar um último salto que me leva diretamente a sua janela que para minha surpresa se encontra aberta. O que você está aprontando, Archibald? Espero que eu não esteja atrapalhando sua diversão, mas serei obrigada a fazê-lo. Sou naturalmente egoísta, e isso não é segredo pra ninguém que me conheça. Franzo o nariz com o odor que estou a sentir, inúmeros deles pela quantidade de objetos, movimentos ou qualquer outra coisa que possa coisa que provoque meu faro extremamente sensível. E olhe que já estive em cada espelunca que você nunca vai acreditar; mas conhecendo meu histórico, não seria surpresa que deduzisse que onde moro não faz jus a sua residência. Eu só espero que tenha algo em sua geladeira. Ou algum álcool, nem que não seja comestível. Por Odin, que merda eu 'tô falando. Meus neurônios foram danificados por aqueles imbecis, só pode! Eu nem quero pensar no estado da Baby que precisa urgentemente de uma ida a lava-jato, ou que eu mesma faça o serviço. Depois dessa tarde, duvido que queira que qualquer um encoste um dedo se quer nela.

Olhe só você, parece até gente dormindo. — Profiro a seguinte sentença em alto e bom som, esperando que você enfim acorde e note minha presença. Na ausência de sua consciência, largo meu corpo beirando a exaustão — na escala de uma aberração — sobre a superfície macia e morna do seu colchão. — Puta que pariu, você transou com quem aqui? — Interpelo quando noto suas pálpebras se moverem com lentidão, quase que pesadamente pelo cansaço que você deve estar. Não estamos em uma situação tão diferente, afinal. — Bom dia, princesa... — Toco a ponta de seu nariz com o indicador em conjunto com um sorriso a brincar em meus lábios por sua reação. — Acho que manchei seus lenções, mas você já sabe que precisa levá-los a lavanderia. — Franzo o nariz teatralmente e arqueio uma de minhas sobrancelhas ainda que me mantenha deitada e não apresente qualquer sinal que vou mudar minha condição atual.

I'm on the top as long as the music's loud;

@ vulpvelox

avatar
ANTI-HERÓIS
24

Stairway to Heaven

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: + you've got another thing comin'

Mensagem por Arch Howlett Forchhammer em Ter Abr 04, 2017 3:12 am





my name's blurryface
Mais um dia corrido. Mais um dia normal na vida de um motoqueiro. Mas não era um simples motoqueiro. Esses geralmente montam os veículos e saem rondando a cidade, sem fazer algo que preste. Já ele subia na moto e prontificava-se em deter os pecadores nova-iorquinos. Nada fora do comum, só mandando-os para o devido lugar; o reino da tortura, onde sofrem com a agonia lacerante de frequentes queimaduras proporcionadas pelo ambiente. O inferno. Um olhar era o bastante para enviá-los ao plano, porém, segundos antes, tendo imagens reproduzidas mentalmente sobre todas as leis naturais do homem, as quais um dia quebraram. O vislumbra da própria morte, enquanto a decomposição da alma se fazia. A sentença era dada através dos espaços vazios e obscuros de ambas as cavidades, estas que abrigam os globos oculares em sua forma humana. Na inumana, ou demoníaca se preferir o termo, a carne foi reduzida a pó, tendo traços físicos semelhantes à composição esquelética da escultura humana, ressaltada por chamas que envolviam o topo. O crânio fumegava em labaredas, enquanto o rosto era horripilante. A penetrância do medo já era padronizado àqueles que viam tal condição, e nunca tiveram a oportunidade em repassar aos conhecidos.

Esse estado consumia muito desgaste mental dele, já que precisava lutar constantemente com o espírito não apossar-se absolutamente de sua entidade física. Árduo era o combate, que nem sempre foi o vencedor; em raras ocasiões, o habitante nocauteava o hospedeiro, assumindo o controle pleno. Quando a consciência retornava, o cenário era catastrófico, banhado em resquícios do elemento pirocinético. Emoções negativas alimentavam o poder como jogasse álcool sobre o fogo. O espírito do Motoqueiro não era fácil de se lidar, e nem mesmo o pacto entre ambos foi capaz de retrocede-lo, muito menos renega-lo. Portanto, a única opção viável a tais condições: a aceitação; aceitar o que era e é, mas nunca deixar a natureza sobrenatural prevalecer. Alimentar a possessão com a sua dieta de almas já facilitava o processo do controle absoluto, por isso mal se via na própria residência, já que possuía faro natural para pecados. Nas raras ocasiões em que se via presente nas profundezas do abismo domiciliar, estava debruçado sobre o leito, recuperando as forças drenadas.

Entretanto, ordenou a ele, mesmo com a negação do mesmo a atrapalhar o mando, que sossegasse, pois pretendia coexistir ao lado de uma vida normal, ao menos por um tempo. Foi a primeira das noites em que dormiu há tempos, sem a influência dos pensamentos da reencarnação da vingança enchendo-lhe o saco. Mas, os sentidos não acompanhavam mais a sonolência, mantendo-se em alerta refinado a quaisquer eventos. De longe percebia, com a audição, os berros de um homicídio. Ignorava. No entanto, um grunhido tão incomum e tão perto o fez despertar. Uma invasão dentro das paredes do habitat do motoqueiro. Do seu quarto, para ser mais exato. De lado, as costas davam-se à janela. O semicerrar das vistas ocultavam a impressão de que estava acordado, ou dormindo. O aroma era familiar. Não era odor de perfume, mas, sim, de carne, esta que já tocou de inúmeros jeitos. — Se eu não lidasse com demônios toda hora, eu até ficaria assustado. — O eixo foi girado a ponto de virar-se em direção a ela, logo ao ter o comentário com referência ao ato de dormir. A saturação era, evidentemente, satírica, transpassada, além, pelo olhar maldoso do rapaz.

Não era do agrado dele dividir a cama, porém, não soaria educado soltar a informação, já que ela já lançou-se sobre ela, ao lado. A arqueadura nas celhas apresentou-se durante o feito, ao mesmo tempo em que apoiou o flanco facial ao antebraço. Encarou-a no rosto inicialmente, depois, correndo os olhos por todos centímetros mais baixos em comparação à estatura masculina. — Transei com ninguém. — Nitidamente a resposta era verdadeiramente. E, não necessariamente completa. A perna passou sobre a feminina a ponto de atravessá-la por inteira e estabeleceu-se na lateral do quadril; a outra fez o mesmo, no contrário, na lateral adversa. O rabo foi sentado sobre o quadril da loira, enquanto prendia os pulsos finos contra o tecido alvo, do qual ela tanto insinuava ter odor de esperma. — Ainda. — Presunçosamente, cedeu a permissão para que o sorriso corresse os beiços, repuxando somente um canto. Em seguida, a expressão sádica foi quebrada pelo riso cínico, o qual marcou ao retorno da posição anterior – ao lado dela -.

— Tô brincando. Não como a mesma garota duas vezes. — O cruzamento dos membros braçais foi realizado de impacto ao torso desnuco. Fixamente, mirava o teto. — Mas como você eu não seguiria essa regra. — Alternou a direção visual a ela, onde constou a pigmentação escarlate que tingiu a tonalidade albina do lençol, isto na proximidade dela. — Você sujou o meu lençol de sangue, cara. O meu lençol. — Arrastou os olhos até a ferida semiaberta. Aos poucos fechava-se, sarando ligeiramente a modo de que não parecia incomodá-la. — Como que você arranjou isso, garota? — A compostura era ereta, porque as solas ínferas beijavam o solo. Sem tardar mais do que o necessário, do banheiro voltou com um algodão banhado por álcool. — Vai doer nada. — Mentira, arde. Notou o morder nos lábios da loira para conter o gemido de dor quando o álcool fez efeito contra a escoriação. — Sei que não precisa, mas só para evitar que não se inficione. — Para findar com seus trabalhos medicinais, o bíceps foi enfaixado pela gaze, a qual prendia o algodão acima do ferimento. — Nunca diga que eu não seria um bom namorado, ou enfermeiro. — Vangloriou-se.

i'm stressed out

_________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: + you've got another thing comin'

Mensagem por Carter Hawthorne em Qua Abr 05, 2017 2:48 am


Estática. Poderia não conhecê-lo por completo e duvido que um dia poderia ser capaz de tanto, mas sei quando alguém está apenas me provocando. É impossível rotular o relacionamento desenvolvido por mim e o maior que se encontra concentrado em fazer da minha visita mais um de seus joguinhos sobre quem domina mais quem. É óbvio que tamanho comportamento não há findamento e que há de nascer quem consiga parear as implicâncias constantes que acabam por acontecer em nossos fatídicos encontros; e posteriormente acabo por fim abaixo de seu corpo como agora, quase submissa ao ser influenciada pelo estimulo sexual por conta dos toques alheios contra minha derme e as cavidades que possuo. Arqueio uma de minhas sobrancelhas sugestivamente ao me deparar com seu lábios cheios a se inclinar em seu costumeiro sorriso cínico, ou seja carregado de qualquer adjetivo negativo que não expresse emoções afáveis e/ou genuínas.

Apoio meu queixo sobre minha palma quando dobro meu braço a ponto de pousar meu cotovelo sobre a superfície acolchoada apenas para presenciar uma afirmativa falsa que provoca meu revirar de olhos enquanto ostento uma expressão um tanto quanto apática aos olhos do moreno que possuem uma tonalidade de um azul que puxa ligeiramente para o cinza. Seus olhos são bonitos, mas sua boca é o que mais me atrai em toda sua fisionomia. É por isso que eu fodo com Archibald, do contrário nossa ligação seria quase nula. Não tenho motivos para manter relacionamentos a quais não tenha benefícios, se bem que ter uma entidade infernal ao meu lado não é nada mal para quem arranja problemas a cada esquina que cruza. — Engraçado... Eu que 'tô ferida e quem reclama é você. — Meu tom é sobrecarregado pelo sarcasmo palpável em conjunto de um movimento sutil que executo ao inclinar meu corpo para o lado para me sentar sobre o colchão esperando que o mesmo fosse ao menos capaz de limpar meu ferimento. — Longa história... — Murmuro ao me encontrar de costas para sua figura e assim que sinto o ardor do álcool contra minha pele mordo meu lábio inferior com força moderada ao reprimir a mim mesma de provocar qualquer ruído se quer. Eu não daria esse gostinho para Forchhammer, que deveria estar se divertindo com meu sofrimento de uma maneira ou outra.

Você nasceu pra ser uma vagabunda... Mas daquelas que usa o uniforme de enfermeira e sabe pelo menos o básico do ofício. — Essa é a minha forma de agradecer por seus serviços ao mirar o trabalho feito por ele. Por mais que ambos tenhamos uma capacidade regenerativa sobrenatural, há sempre o sangue de alguém para recordar que nem sempre nossas peles estiveram intactas. No instante seguinte retiro a regata que cobre unicamente meu dorso na ausência da jaqueta que deixara pendurada na motocicleta por motivos que não me vem a tona agora, a questão é que não há nada que o americano não tenha visto antes. — Agora vem cá... — Chamei por sua atenção como nunca fizera antes, pois me recuso a perder meu tempo tagarelando quando o encontro. Principalmente estando em seu quarto. Cruzo minhas pernas e afasto os lenções sujos por meu próprio sangue em conjunto da regata a qual me livrei; seguidamente retiro meus coturnos para aliviar a tensão de meus dedos pressionados por horas pelos calçados que outrora tiveram sido confortáveis. — Acho que sua sombra fugiu de ti hoje e não 'tô falando da droga do seu irmão. É sério, Archie. Eu encontrei um cara exatamente igual a você na estrada hoje. À menos que você tenha feito algum curso de atuação nos últimos meses... Até esse corte de cabelo ridículo ele tinha.

I'm on the top as long as the music's loud;

@ vulpvelox

avatar
ANTI-HERÓIS
24

Stairway to Heaven

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: + you've got another thing comin'

Mensagem por Arch Howlett Forchhammer em Sex Abr 07, 2017 4:30 pm





my name's blurryface
O período noturno já rotineiro foi quebrado com uma aparição mais do que súbita, para não dizer desagradável. O sentimento de indiferença pairava entre ambos os corpos do casal de gêneros dessemelhantes, limitando a relação a algo mais prazeroso do que agirem como aqueles casalzinho 2001, de novela do canal da Globo, que passa às 21h; o que importavam um para o outro, quando encontravam-se diante da presença do outro, era o corpo do mesmo. De resto, diálogos não tinham extensões sem necessidade, já que, ora ou outra, um sempre acabava por cima. No entanto, o rapaz não negava a afirmação mundial de que ela era uma mulher sedutora, portadora de beleza naturalmente nata e exótica. Vamos a descrição minuciosa, porque não seria eu narrando se não o fizesse: a tintura alva pigmentava os longos fiapos, os quais atingiam por volta das escápulas alheias, soltos e sedosos; a feição era angelical, capaz de ocultar uma presença sádica através de um véu falsamente inocente, saturado pelas íris translúcidas; a silhueta atraente a olhares presunçosos, devido ao seu formato bem torneado, de busto avantajado, cintura curvilínea e nádegas volumosas e empinadas. Evidentemente, era um corpo tentador. Se ele não controlasse seus instintos, possivelmente já teria interceptado sexualmente. E não tardaria muito tempo para ganhar o que quereria dela: ela.

Analisou-a milimetricamente, enquanto estava sobre a mesma. O visual captou a imagem dela alterando a visão entre dois alvos: a mandíbula, focando-se, especialmente, nos beiços dele; posteriormente, além de sutilmente, a definição atlética do torso masculino, afinal, o mais velho adormecia seminu. O cenário era perfeito para um sexo casual se ambos estivessem dispostos para, mas não era o caso de determinada madrugada. — Cogitou me beijar... — A sustentação do riso maleavelmente sadista propagou-se durante a curvatura do homem, deixando os rostos a poucos centímetros de espaçamento. Em meio a isso, noutro ponto, os palmos ainda aprisionavam os contornos dos pulsos alheios, enquanto as unhas dos quatros dedos restantes fincavam-se na epiderme branquíssima, ruborizando-a; os polegares, por sua vez, acariciavam o início das palmas, mas aparentavam estar quieto em relação a mobilidade lenta. E, por fim, cedeu à ansiedade básica em provoca-la. Para isso, as fisionomias contataram-se a impressão de serem um só. Claro, refiro-me que Forchhammer prendeu o beiço inferior e feminino entre os dedos, puxando-o para a própria direção. — Não é? — Com a pele ainda capturada, murmurou, abafado.

Pressentindo que as coisas rumariam a atividades indevidas a alguém nas condições dela, ou seja, ferida, não tardou muito para que se lançasse para a lateral, outra vez. A neutralidade facial era perceptível até mesmo àquele que enxergava com certa dificuldade, originada, obviamente, da insensibilidade padrão de um anarquista, ou outros e variados participantes da índole bélica. A constatação rendeu-lhe um gesto de pura ignorância, tratado formalmente como “dar de ombros”, já eu o interpreto com “tô nem aí”. — E eu posso te dar outra ferida ainda. — O giro meio-diagonal deu-lhe a compostura de sentar-se à beirada da cama, mostrando as costas desnudas a menor. Por ação de um olhar intimidador, sobre o ombro destro, parecia frio. Tão frio que estava com disposição suficiente para dar outro ferimento mesmo a ela, o que foi transpassado ao erguer o braço. Na extremidade do mesmo, espécie de circuitos de fogos, como estreitas cordas, interligavam os dedos, até o momento em que transfigurou-se a uma labareda, preenchendo totalmente a mão em uma aura flamejante. — Será que você sobrevive a uma queimadura de terceiro grau? — A tentação sobrevestia a questão. Brutalmente, cerrou o punho. — Ou quarto? — Assustadora era o adjetivo perfeito para descrevê-lo ali, diante a uma garota com o braço rasgado. Gargalhou, enquanto assistia ela tremer-se. — Que medrosa. — Soprou o fogo na mão, apagando-o.

— Enfim, peraí. — Indicou. Ao mesmo tempo levantou-se, indo até o banheiro de onde retornou com o algodão antes citado. Usou disso para limpar a ferida, matando quaisquer inflações que pudessem estabelecer no rompimento superficial da carne da loira. — Vou considerar que essa associação ao meu tipo de pornô favorito seja um elogio. — Já havia provado do sofrimento, proveniente do ardor em tato ao machucado, assim como o favor instantâneo da Lobo. — Fui bonzinho usando álcool, porque eu poderia ter queimado e aceleraria o processo de regeneração. — Instruiu a estratégia secundária para a realização da tarefa ao depositar os itens sobre uma plataforma, deixando os mesmos parados. Então, as digitais alheias pegaram a barra da regata e ergueram-na, removendo a peça, esta que foi largada em um dos quatros cantos do cubo. A arqueadura na sobrancelha destra, sugestivamente, formou-se na expressão do moreno ao deparar-se com a visão do sutiã negro, elaborado e semitransparente da outra.  — Prefere que eu tire minha cueca ou você faz isso? — A mesma maneira, ele tocou a barra da cueca box. Era brincadeira. Ou não; depende da resposta que seria dada. A mensagem enunciada trouxe dúvidas a Archibald, o qual não suportou a não encará-la, com as celhas unidas. — Um cara igual a mim? — Maneou o próprio maxilar, pensativo. — Não deve ser o meu irmão Allen... Ele se parece comigo, mas não chega a ser irreconhecível... — De fato, estanhou o que fora contado. — Onde você o viu? Mas, tipo... Igual a mim em todos os sentidos? Não tinha nada que fosse diferente? — Rebateu as dúvidas. — Vamô lá. Tu conhece o meu corpo inteiro. Deve ter algo que eu tenha e ele não, ou o contrário.


i'm stressed out

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: + you've got another thing comin'

Mensagem por Carter Hawthorne em Seg Abr 10, 2017 8:45 am


Um sorriso matreiro toma meus lábios cheios e ligeiramente tomados por uma pigmentação rubra pelo esforço que fizera para chegar ao apartamento do mesmo que provocou em mim o hábito irracional de morder o lábio ínfero quando tomada por quaisquer emoções que despertem de mim a ansiedade. Acompanho os movimentos alheios com detalhe e minúcia, deliberando sobre tais ações as quais limito-me antes de compreender o porquê delas. Eu não dou a mínima para o que Archibald faça contando que me dê prazer, e não me restam dúvidas que sua visão distorcida de mim chegue a ponto semelhante. Se não, estupidez seria de sua parte. Apoio meu corpo com ambos os cotovelos que dobro ao manter parte do meu tronco erguida, enquanto recolho minhas pernas e balanço-as em um movimento tentador. Umedeço meus lábios ao contorná-los com a minha língua em reação a provocação e a atenção posteriormente conquistada por minha alegação anterior. Vejamos, eu não consumi quaisquer substância lícita ou ilícita nas últimas dez horas e não há quem possa contestar a veracidade da existência do  desconhecido que possui a fisionomia idêntica ao ser que se encontra diante de mim — a não ser, é claro, por uma lesão permanente em sua derme localizada na região ocular. A única distinção dele em relação a Forchhammer, isso porque não tive a oportunidade de vê-lo nu. — Não seja apressado, Forchhammer. Temos a noite toda para sanar sua curiosidade. — Pronuncio a última palavra com lentidão, em um tom sobrecarregado pelo cinismo.

Há um minuto atrás você fez menção de tirar sua cueca... Faça isso. — A seguinte demanda causa ceticismo em mim mesma pela forma autoritária que a pronuncio em conjunto do afastar de meus olhos em busca de alguma substância que pudesse tornar a situação mais... Sou incapaz de terminar tal linha de pensamento quando o cheiro de nicotina invade de  minhas narinas e entrega sua localização na segunda gaveta do criado mudo donde resguarda um monte de tralhas junto. Inclino meu corpo em direção ao móvel do lado da cama, abrindo a gaveta e empunhando o maço de cigarro em seguida com minha destra saudável. Infelizmente não posso dizer o mesmo da outra, que ainda se encontra em processo de cicatrização. Pendo um cigarro dentre os lábios cheios e inchados por consequência da briga que me enfiara, inclinando minha cabeça para o lado ao retornar a mirar a figura masculina em um pedido claro do portador de habilidades pirocinéticas. — O quê? Eu não vou pedir duas vezes. Você se encontra em uma situação que não pode me contestar, Archie. — A zombaria predomina sobre minhas ações e emoções e a certeza do fato é que solto uma risadinha rouca ao segurar o cigarro com o dedo indicador e médio impaciente pela demora do moreno. Uma atitude um tanto quanto suicida? Talvez, mas quem liga? Eu não tenho medo de nada e quem dirá de alguém. Não é porque me encontro lesionada que não possa me divertir mais.

Assim que o cigarro é aceso dou uma longa tragada que invade meus pulmões consequentemente relaxa meus músculos rijos pelo ambiente tenso ao qual me encontro, permito que a mesma escape por minhas narinas e não dou uma pausa ao dar a segunda tragada que queima o papel fino que envolve o tabaco pela a rapidez que trago a substância lícita. O faço mais uma vez antes de mirar a única companhia que se encontra no cômodo como a quem corrói ao semicerrar os olhos para o mesmo. — Você tem razão. Há sim um traço que distingue vocês dois... Mas te garanto, é como se ele fosse seu irmão gêmeo idêntico. E de irmãos gêmeos eu entendo. — Termino com o cigarro assim que termino de pronunciar a seguinte sentença, mantendo meu olhar sobre sua figura ao acompanhar a mudança de sua expressão. Eu iria acabar por deixá-lo louco com minha delonga, mas não daria a informação que tenho sem relutar. Archibald sabe como gosto de brincar. — Você ainda não fez o que eu te pedi. — Entreabro minhas pernas, em um convite claro para que ele se alojasse entre elas. Vamos lá, Archie. Eu sei que você quer também.

I'm on the top as long as the music's loud;

@ vulpvelox

avatar
ANTI-HERÓIS
24

Stairway to Heaven

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: + you've got another thing comin'

Mensagem por Arch Howlett Forchhammer em Qui Abr 13, 2017 1:35 am





my name's blurryface
Huh. Mentalmente, já que não podia ser invadido em determinado espaço privado, falou com a própria pessoa. A claridade das íris foi ofuscada por conta do semicerrar das pálpebras, ao mesmo tempo em que não se dava ao luxo de não olhar a compostura alheia. Visivelmente, era algo tentador, não tanto quanto a que mais tarde foi formada; pouco tinha vislumbre do espaçamento entremeio às pernas torneadas, o qual, evidentemente, era o maior ponto da amizade com benefícios de ambos. Ela pensava o mesmo a respeito do que o fino tecido íntimo do masculino resguarda. Nem um do par já renegou tal constatação a outro, afinal, não havia razão para isto, porque o que prevalecia o contato – e ênfase em “contato” – de ambos era a prática sexual. Coisa bem comum nos dias atuais, mas nem a eternidade escapava de circunstâncias só luxuriosas como a tal. — A curiosidade, garota. — Cortando a frase ao meio, apoiou cinco artelhos à lateral da cintura do próprio, o que firmou uma exatidão presunçosa. — Eu sacio por cima de você. — Curiosamente, em meio ao dito, removeu o que fez no ato anterior. Seguidamente, os ombros forma ascendidos e descendidos em uma velocidade moderada, porém, singular, saturando o comportamento “foda-se” do personagem. Não daria o gosto de ela vê-lo absolutamente carnal, sem um fio de veste, sem respostas serem ditas.

No entanto, a de menor altura possuía destreza na psique para suportar os jogos, que ele brincava; era uma participante nata destes, talvez, pela justificativa de já tê-lo participado em uma variedade de ocasiões, criando uma camada forte de resistência. — Por que eu tiraria a minha cueca para ti. — O destro entre os dois sobrecenhos, ele ergueu a ponto de ficar desnivelado em relação ao segundo. No processo, uma deformidade regulou-se com a arqueadura exibida, perfeitamente irônica, bem como era a presença do Motoqueiro. — Sem um estimulo antes? — O que parecia ser uma fria indagação na antiguidade, serviu de ligação entre as sentenças. Por fim, deixou que os polegares penetrassem abaixo da região da barra, da cueca. Do jeito que o puxou minimamente para baixo, deu a impressão que o removeria a qualquer momento. Ou removeria então. Mas não, o intuito foi a retribuição de provocação que a loira fazia. Porém, nem por isso tirou os dedos do local, o que simbolizou que estava pronto a qualquer segundo. E atenção dele com ela foi desviada a um objeto, este que jazia entre as fileiras horizontais dos dentes de marfim de Carter. Um cigarro. Tratava-se de um companheiro de longa data ao hospedeiro da entidade infernal, tanto que foi o “responsável” pela alcunha que porta atualmente.

— Agradeço. — Ignorou o que foi sentenciado, segundos a trás, sobre ela querer vê-lo nu o mais rápido possível. O moreno tomou o tabaco entre os dedos, especialmente o médio de indicador, acerca do fim do filtro. A ponte entre a boca e o conteúdo químico foi devidamente o dito anterior: o filtro; não tardando muito, absorveu, com o uso da inspiração bucal, o químico, este na forma gasosa ofensiva – fumaça -, escorrendo pelas paredes respiratórias até o destino final, os pulmões. — Jogo sujo. — Enjoado disso, entregou o cigarro diretamente nos beiços carnudos da de madeixas alva. Decepcionado com a falta de caráter de si, Archibald só conseguiu revirar os olhos ao vê-la ao abrir as pernas, criando um espaço o bastante para abriga-lo ali. Sob cílios, o olhar desceu; a intimidade resolveu despertar-se e revigorar-se musculosamente nesse momento. Hawthorne notou o formato cilíndrico. — Tá bom. — As falanges capturaram os flancos do tecido íntimo, rebaixando-o milimetricamente, até os tornozelos, onde precisou levantar os pés. — Uma troca justa. Eu te dou o direito de beijar o que tanto queria ver pela informação. — Ao mesmo tempo em que profanava a fala, ele alvejou-a outra vez ao colocar-se acima da outra. Mas, havia ainda uma distância segura entre os corpos, e nem tanto entre os corpos íntimos.  

i'm stressed out

_________________


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: + you've got another thing comin'

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum