∆ Akward Meeting

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∆ Akward Meeting

Mensagem por Blake Darkcastle em Seg Abr 03, 2017 11:23 pm

∆ Akward Meeting
A roleplay é iniciada pelo post de Blake Darkcastle, seguindo por Kasyade Weizenwoffman. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 30 de março, quinta-feira, Sorveteria. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Blake Darkcastle em Seg Abr 03, 2017 11:57 pm



I'm running out of time
O tempo não parecia nada agradável enquanto meus passos rápidos faziam um som molhado pelo chão. Chovia torrencialmente em Manhattan e como sempre meu maldito agente havia se atrasado para me pegar em um determinado lugar. Eu teria uma reunião importante mais tarde e em hipótese alguma iria deixar de perder aquilo por causa de algum inútil. Digitei uma ameaçadora mensagem para Brad, enquanto entrava numa sorveteria onde por sorte eu ficaria aquecido e os respingos de chuva sumiriam de minha roupa social para que eu pudesse estar no mínimo apresentável. Ser um homem de negócios estava sendo mais complicado desde que eu havia saído de meu país de origem, onde lá eu já estava acostumado desde pequeno com os sócios que viviam ao redor de meu pai quando ele ainda mandava na Darkcastle. Aqui, no entanto, qualquer um poderia ser um inimigo, um golpista buscando me derrubar, e se não fosse por meus poderes de leitura mental eu já teria caído em um ou dois golpes.

Como já estava numa sorveteria, decidi pedir um sorvete enquanto usava da internet do estabelecimento para enviar uma mensagem para Brad com o endereço, indicado para ele vir me buscar. Mensagem enviada, sorvete de menta com cereja, e lá estava eu bem mais calmo apesar da tensa reunião em quatro horas. Como o estabelecimento parecia realmente cheio, fui para uma mesa próxima da enorme vidraça que dava visão para a rua e sentei-me de frente para uma moça de longos cabelos lisos e escuros, parecendo distraída.

— Olá, tudo bem? — puxei conversa com a garota, afinal se eu iria esperar pelo bruto e burro do meu agente, ao menos esperaria pelo mesmo conversando com alguém que parecia ser simpático.

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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Kasyade Weizenwoffman em Ter Abr 04, 2017 3:08 pm



He can't keep his wild eyes on the road
Naquele dia, Kasyade estava preparada para o temporal. A jaqueta de couro aquecia a derme normalmente gélida da modelo, enquanto o jeans lhe proporcionava uma sensação parecida, perdendo por alguns míseros pontos para o couro. A chuva não lhe era um empecilho redundante, já que o photoshoot marcado para aquele dia aconteceria dali a algumas horas. Provavelmente teria duas horas e um pouco mais como tempo livre, então resolveu apreciar um bom chá gelado. Geralmente era o que vinha lhe acalmando quando estava para ficar diante das câmeras com menos roupa do que era considerado normal. Era engraçado se ver como modelo, se ao externo sorria e se dava muito bem com a câmera, mas no interior sentia um desconforto capaz de lhe rasgar a qualquer momento. ‒ Chá gelado, por favor. ‒ Fez o pedido, os olhos presos nas fotos recém publicadas pela Vogue Latina. Estampava a capa com um sorriso largo, enxergava a própria beleza, a comodidade em estar sendo fotografada, mas sempre parecia faltar algo. É claro, ninguém notaria aquilo, se não a própria Kasyade.

Viu de esguelha uma garotinha lhe observar de forma estranha, como se tentasse entender o que ela estava fazendo numa sorveteria para tomar chá gelado. A explicação era um pouco nítida para pessoas numa faixa etária muito maior que a da pequena loirinha, que parecia não se incomodar com a chuva caindo ao lado de fora das janelas envidraçadas. Para uma quinta-feira comum, o movimento ali estava até que cheio, levando em conta as pessoas que perambulavam como se procurassem algo ou alguém, quando na verdade estavam apenas arrumando uma forma de passar o máximo de tempo num ambiente climatizado e que lhes assegurassem dos pingos que engrossavam gradativamente. Antes do pedido chegar, fora tirada de pensamentos com a chegada de um homem loiro de traços robustos e demarcados, com um trejeito que lhe era peculiar. ‒ Uh, tudo bem. ‒ Moveu os olhos até os dele, e ao encontrar os orbes, expeliu um curto sorriso. ‒ E você…? ‒ Incerta, retribuiu a pergunta. Não era muito de falar com estranhos, certamente o teria ignorado caso sua chegada não houvesse sido tão repentina e educada. O sorvete mentolado tinha um aroma mais forte que os outros sabores, fora que a tonalidade verde diferia do tom pistache.


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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Blake Darkcastle em Ter Abr 04, 2017 6:45 pm



I'm running out of time
Peculiar, poderia dizer sobre o estranho impulso de ir até a morena de bela aparência para puxar conversa. Se estava atraído por ela? Talvez. Ela era linda e definitivamente conseguiria ser uma grande modelo caso quisesse, mas sempre fora óbvio para mim desde a puberdade que minha atração era para os homens. Então... o que poderia ser? Estreitei meus olhos, acompanhando o visível embaraço da jovem de fios escuros ao ser abordada por mim sem motivos. Concentrei-me um pouco, curioso, pois raramente minha intuição falhava comigo e eu conseguiria... recuei rapidamente como uma serpente após seu bote, engolindo em seco enquanto recostava-me no banco exibindo meu melhor sorriso torto. Ela tinha poderes. E telepatia, também, foi tudo o que pude pressentir. Geralmente não me importava em invadir mentes, mas adentrar a mente da pobre garota inofensiva soava, de alguma forma, errado.

— Estou bem, na verdade. Queria uma informação, caso seja possível... meu agente se perdeu por aqui e estou esperando por ele, mas queria logo chegar à este endereço. Pelo que sei, fica numa parte comercial de Manhattan, zona de negócios ou algo assim. — Falei enquanto estendia o celular com a SMS informando o endereço. O GPS não era nada útil e para completar meu prédio era novo demais, então sim, estava um pouco envergonhado em pedir ajuda para encontrar meu próprio edifício.

— Se quiser, posso pagá-la bem. — Contornei rapidamente, puxando a carteira e lhe passando mil dólares, as lisas e bem dobradas dez notas de cem sobre a mesa sendo suavemente empurradas em sua direção. Obviamente, ela se sentiria bem o suficiente para me dar o que eu queria.

— Como pode perceber, sou novo na cidade. — Sorri sem jeito, os lábios comprimidos enquanto meu pé direito batia convulsivamente no chão em ansiedade.


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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Kasyade Weizenwoffman em Ter Abr 04, 2017 7:49 pm



He can't keep his wild eyes on the road
Habituada com as vozes constantes em sua mente, Kasyade as ignorava de um modo tão fácil, que realmente parecia não portar tal habilidade telepática. O chá gelado era posto rente a suas mãos enquanto a jovem ruiva lançava um olhar atiçado em direção do jovem engomado na presença dela. Pigarreou, um tanto que descrente pela atitude da funcionária ao atender uma demanda e ignorar um cliente para flertar. Não disse nada, apenas comprimiu os lábios e sorveu o conteúdo poderoso que parecia revitalizar suas células com um único gole. No processo, ouviu o que ele tinha a dizer, não reagindo nem quando as cédulas foram postas sobre a mesa. Homens. A latina chegou a esboçar um mínimo sorriso ao pegar o celular. Conhecia aquele endereço, era próximo - dois prédios de distância para ser mais exata - do empresarial que suportava a agência na qual trabalhava. Traçou a rota para pedestres e motoristas no aplicativo, salvando offline caso ele resolvesse estudar as ruas via satélite. ‒ Aqui está o endereço salvo. Você não está muito longe. Se pegar esta mesma avenida que estamos agora, só precisa dobrar á esquerda e seguir reto. No cruzamento, vira a direita e vai estar na rua do edifício, sr. Riquinho Rico. ‒ Afastou o aparelho, deixando em frente dele junto com as notas oferecidas.

A chuva continuava num ritmo intenso, e talvez não parasse tão cedo. Desviou os olhos para a vidraça respingada, que aos poucos começava a embaçar.  ‒ Não preciso do seu dinheiro, ainda existem pessoas que ajudam os outros sem precisar de algum agrado. É rara, mas ainda existe gentileza. ‒ Não havia acidez ou um tom maligno na voz rouca, existia apenas indiferença, apesar do semblante não ter se alterado. ‒ Deveria usar esse dinheiro para ao menos ter um guia rápido de locais mais importantes para a sua estadia aqui. Por onde deve ir, quais caminhos evitar quando estiver com pressa e esse tipo de coisa. ‒ Indicou, e apesar de um leve tom de graça, aquilo realmente poderia ser útil para ele.


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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Blake Darkcastle em Ter Abr 04, 2017 8:33 pm



I'm running out of time
Então era chá que ela havia pedido? Sinceramente, adorava chá – de menta, claro –, mas com tantas opções de sorvete eu não pensaria duas vezes antes de pedir sorvete de menta e o de chocolate amargo. Ainda lambendo o sorvete, desviei meu olhar para a mulher que entregara o chá para a moça com porte de modelo. O que diabos ela estava fazendo me encarando? Continuei olhando-a, até minha expressão suavizar ao constatar que ela me fitava com desejo. Ignorando-a e prosseguindo com a conversa, anotei mentalmente as informações e assenti uma única vez, pegando o celular e as notas de cem e guardando-as, dando de ombros. Bem, ela deveria ter bastante dinheiro ou muito ego para recusar, se bem que eu na posição também não aceitaria o dinheiro – na verdade, eu estaria pedindo a mim mesmo meu número como recompensa.

— Bem, você está certa. Obrigado pela ajuda, fiz bem em vir até você. — Ainda guardando a carteira, peguei uma colher pequena no suporte metálico e então comecei a comer com mais rapidez e praticidade. O conselho da jovem até que estava correto; eu realmente precisava de um guia, Nova York era muito grande e era fácil se perder com seus bairros maiores que cidades. Iria deixar meu agente fora do guia turístico, infelizmente.

Por falar no Diabo, o mesmo me enviara uma mensagem com as coordenadas corretas até o prédio, o que fez-me revirar os olhos e guardar o celular no bolso sem responde-lo. Ainda faltavam muitas horas até a reunião, eu tinha tempo de quem sabe me aventurar no caminho até o prédio ou, quem sabe, esperar a chuva cessar enquanto me enchia de sorvete. Percebi que estava calado por tempo demais, então soergui meu olhar e pousei-o na figura da garota, bastante neutra e quieta.

— Sou Blake Darkcastle, prazer. — Estendi a mão para a mesma, apertando gentilmente.

Nossa atenção fora subitamente atraída por alguns funcionários fitando atentamente a televisão que anunciava uma bobeira qualquer sobre um possível mutante ou meta-humano usando seus poderes para tentar derrubar um prédio. Revirei os olhos, imaginando se algum dia eu iria utilizar meus poderes em público. Não, melhor não, eu tinha negócios, era ovacionado em meu país por tê-lo ajudado a sair da miséria, não precisava de mais focos desnecessários. Eram apenas... uma gama enorme de possibilidades de poderes. Fingindo desinteresse, virei-me para a jovem à minha frente.

— Que estranho, não? — dei mais uma lambida no sorvete, começando a sentir o gosto do chocolate amargo com pedaços de cerejas substituir a menta.

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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Kasyade Weizenwoffman em Ter Abr 04, 2017 10:22 pm



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A bebida gelada era uma afronta para com o clima externo, o que divertia a latina de uma forma peculiar. Levada pelos pequenos detalhes, deixou a mente vagar por uma fração de tempo, e o seu dom para detectar "pessoas como ela" fora ativo num modo furtivo, como se algum botãozinho fosse clicado em seu interno toda vez que alguém diferente se aproximava. Isso ocorreu quando a mão foi ofertada em sua direção, e num curto intervalo, não soube como retribuir o gesto. Contato era algo realmente complicado quando... Podia se adaptar a ele. Esticou a mão para aceitar a do empresário, dedicando uma mínima parte de sua concentração para afastar o perigo dentro daquele ato. ‒ Leve o conselho do guia em consideração, mesmo morando aqui a algum tempo, ainda sim é possível que me esqueça para que lado eu devo ir. Coisas novas surgem o tempo todo em cada esquina. Este prédio no qual procura, por exemplo. Não passava de uma construção. ‒ Após o simples toque de mãos, puxou a própria, certa de que ele realmente tinha algo adicional. ‒ Kasyade Weizenwoffman. ‒ Apresentou-se em resposta a ele, e não foi difícil de notar que ele também já havia captado o que tinham em comum.

A notícia logo tomava a atenção dos demais, o burburinho surgindo entre "Oh" e "Ugh" vindos dos presentes no estabelecimento. Não se via defendendo pessoas como aquelas, que abominavam o desconhecido. Muitas das vezes esqueciam que poderiam causar aqueles ataques de alguma forma, seja ela ou diretamente, o que lhe fazia uma anti-heroína. ‒ Não diria estranho. Diria "Ele poderia ao menos esperar anoitecer e ser discreto." ‒ Blake perceberia, pelo comentário, que Kasyade tinha uma maneira diferente de analisar as coisas. Nunca julgava antes dos fatos reais estarem sobre a mesa, muito menos depois, conhecendo motivos e razões para ter acontecido. ‒ Isso tudo sim é estranho. ‒ Girou o dedo ao redor de onde estava, fazendo menção aos expressionistas que davam audiência ao noticiário.




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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Blake Darkcastle em Qui Abr 06, 2017 11:06 pm



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Kasyade. O nome era diferente e exótico, o que fez-me sorrir levemente, enquanto pensava seriamente em seu conselho e então a ouvi comentar sobre o que achava daquela história de “seres poderosos causando destruição” na televisão. A resposta da morena foi tão honesta que me deixou sem palavras por alguns segundos, enquanto pensava se ela estava certa. Nascer com poderes não era algo errado, da mesma forma que uma criança que nascia com algum tipo de distúrbio não possuía culpa alguma. Na verdade, nascer com poderes era quase como uma bênção, caso você soubesse utilizar bem os seus poderes, como eu, por exemplo, que me livrei de negócios falidos e golpes milhares de vezes graças a meus poderes telepáticos. Entretanto, residia a dúvida em mim às vezes; as pessoas que usavam os seus poderes para o mal, elas tinham culpa?

— Creio que esteja certa, não temos culpa de nascermos com todos esses poderes legais, não é mesmo? — comentei baixinho, expondo um sorriso amarelo de confidência.

— Bem, nossos poderes são como a psicopatia: motivo de eternas e filosóficos pensamentos. Se um psicopata mata ele tem culpa? Ele não tem consciência ou empatia, então isso o torna isento de culpa, correto? Na minha opinião, sempre há uma história por trás de tudo. — Comentei enquanto terminava meu sorvete e comia a casquinha com gosto, ainda doce e gelada.

— E você? Só lê mentes ou faz mais alguma coisa? — perguntei enquanto ainda olhava para a TV onde uma mini multidão se formava em volta, olhando para o alto, observando a tela com expressões de surpresa, desgosto, raiva e decepção.

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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Kasyade Weizenwoffman em Sab Abr 08, 2017 9:26 am



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De fato, ele tinha um organizado padrão mental. Podia sentir, não pelo dom ou alguma atividade praticada que condizia respeito aos seus poderes; As palavras de Blake faziam-no dele um homem interessante e inteligente, mas que ainda ascendia suas ideias baseando-as em teses psicopatas. Isso quase a fez rir, então tomou mais um gole do chá para restabelecer o controle. ‒ Hum... Psicopatas não sabem o que estão fazendo, verdade. Mas nem sempre isso é aceitável. As pessoas provocam o seu pior lado, te fazem agir como um louco e depois é você que leva a culpa. É um meio termo, as vezes pessoas costumam matar por prazer, e não existe psicopatia no mundo que explique isso. ‒ deu de ombros, repousando o copo com o líquido marcando bem o centro. ‒ Como dizem lá na américa latina... Somos todos farinha do mesmo saco, no fim das contas. ‒ Um breve sorriso surgiu nos lábios grossos pintados de vinho.

A conversa entre eles havia fluído num ritmo cadenciado, e quem visse de longe jamais poderia imaginar - tratando-se de um humano neutro e leigo - que falavam sobre super-poderes e suas associações com o mundo lá fora. ‒ Eu meio que consigo detectar pessoas como nós quando estão num limite de distância, ou muito perto e esse tipo de coisa. ‒ Não revelou o mimetismo empático, uma vez que dificilmente falava sobre. Era um dom desconfortável, lhe causava sensações que não pertenciam ao seu corpo e isso era incômodo ao extremo. ‒ Não é grande coisa. ‒ Concluiu, o polegar traçando círculos na parte circular em cima do copo, levando os olhos de encontro a ele. ‒ E você? Seu super-poder é fazer dinheiro? ‒ Deu um pouco de humor para se distraírem do burburinho que ainda se mantinha instaurado em resposta da matéria gerada pela mídia.




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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Blake Darkcastle em Seg Abr 10, 2017 9:47 am



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Ouvi atentamente tudo o que Kasyade falava. Ela tinha razão, e era nítido que nós destoávamos entre nossas ideias, mas ainda possuíamos uma familiar forma de enxergar o mundo à nossa volta. Ergui as sobrancelhas em surpresa quando soube que ela era da América Latina, e imaginei-a sendo mexicana ou brasileira. Será que ela foi criada nos Estados Unidos? Ela falava inglês tão fluentemente! Olhei de soslaio para a pequena multidão e então minha pergunta foi respondida sobre seus poderes. Ela revelou que podia detectar pessoas como nós, o que honestamente era bem útil. Ao ouvir ela me perguntar bem humorada se meu poder era fazer dinheiro, sorri, unindo minhas mãos após terminar a casca do sorvete.

— Bem, eu tenho vários poderes, na verdade. Como já deve ter notado com seu poder, a maioria de nós possui um poder e esse poder leva a outro similar e assim por diante. É quase como um dominó... Mas bem, meu primeiro poder a ser despertado foi a telepatia, e como já bem deve saber esse poder é bem abrangente, mas o mais difícil é o meu poder de... hum, absorção. — Falar da telepatia era sempre complicado, apesar de eu raramente citar meus poderes em público ou para outro mutante ou meta-humano. Comumente eu era discreto, principalmente com minha empresa em jogo. Não quis assustá-la, então soergui as mãos como se quisesse evitar um alarde dela – afinal eu havia tocado ela quando apertamos nossas mãos.

— Não se assuste, toquei em você, mas não fiz nada. Bem, esse poder surgiu quando eu ainda era muito novo. Eu descobri ele tocando nas pessoas e descobrindo que eu podia absorver memórias, poderes, traços da personalidade e essas coisas. Sofri muito na época, sabe? Eu não sabia se gostava de algo por mim mesmo ou se era vindo de alguma memória ou personalidade “enterrada”, até sofri distúrbios de personalidade e quase me internei. Foi pesado. — Falei em um tom baixo, relembrando de como havia sido difícil perder meus pais, assumir a empresa e ainda lidar com meus poderes.

— Estou bem melhor agora. Na verdade, meus poderes são ótimos pra negócios. Ladrões, golpistas, sempre sei quando mentem pra mim. Fica melhor pra formar alianças. — Falei sorrindo.

— No que trabalha? — perguntei.

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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Kasyade Weizenwoffman em Ter Abr 11, 2017 3:10 pm



He can't keep his wild eyes on the road
Para ela, era estranho encontrar uma pessoa com um dom idêntico ao seu. Sabia que a possibilidade existia, afinal, eram tantos mundanos... Que a cota extremamente limitada de habilidades se tornava uma peneira global. Imaginava que existiriam tantos outros desenvolvendo o mimetismo empático, mas não esperava encontrar alguém tão perto de si e falando disso com tamanha naturalidade. ‒ Posso dizer que compartilhamos o mesmo dom, então não estou nem um pouco assustada. ‒ Sorriu pequeno, brincando com o chá. ‒ A grande diferença é que a internação ocorreu comigo. Não foi a pior das coisas, acredite, foi até o que me ajudou a entender o que acontecia comigo. Não pelas conversas e tratamentos psicológicos. Foi mais por passar muito tempo sozinha, me questionando, procurando respostas. Não sei se já te disseram isso, Blake, mas a dúvida é mais benéfica que a certeza. ‒ tomou mais um gole do conteúdo gelado, os rabiscos ruídos das gotas grossas respingando na grande janela envidraçada ao lado deles.

O assunto emprego era muito mais agradável, uma vez que encontravam-se num ambiente aberto. Não que poderes fossem remetidos a um lugar fechado ou com pouca presença. ‒ Sou modelo fotográfica e já fiz alguns trabalhos como atriz. É uma vida dupla. ‒ Comentou num tom leve, enaltecendo o bom humor. Aquilo não era uma coisa que acontecia todos os dias. Era extremamente raro a latina encontrar um desconhecido e falar com ele como se já fossem íntimos. ‒ A telepatia me ajuda muito, mas eu tento não usar muito. Não generalizando, mas... Alguns homens gostam de exercer poder sobre as mulheres. Se aproveitam delas e saem impunes. Este é o único motivo pelo qual tento tirar vantagem dos meus poderes. Não sou o tipo de pessoa que gosta de violar a privacidade dos outros, mas é algo que fazemos sem ter nenhuma escolha na maioria do tempo. ‒ Deu de ombros. ‒ De que é sua empresa? ‒ Questionou, realmente interessada, uma vez que o clima entre eles se mantinha completamente agradável.




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Re: ∆ Akward Meeting

Mensagem por Blake Darkcastle em Ter Abr 11, 2017 7:59 pm



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Então ela tinha o mesmo poder que eu? Fiquei surpreso, honestamente, percebendo que a morena havia escondido isso, provavelmente por causa das dimensões do poder e o que ele ocasionava. Ninguém gosta de saber que o outro tem o poder de lhe roubar a personalidade, poderes e características, então era sempre bom omitir certas coisas. Abrindo-se um pouco mais, Kasyade revelou sobre sua vida, alegando ter sido internada e que o período de isolamento a ajudara a conhecer melhor a dimensão de seus poderes. Comigo, no entanto, eu havia descoberto testando nas outras pessoas, geralmente empregados que iam e vinham na minha solitária mansão, fazendo-os de fantoches ao testar meus dons telepáticos e o mimetismo empático. Entretanto, não era necessário a latina saber disto, ou acharia ele um vilão ou um monstro – quem sabe? A morena é cheia de segredos.

— Te entendo. — Falei baixo, enquanto migrávamos para o assunto emprego e ela revelava que era modelo fotográfica, falando sobre seus dons telepáticos e o uso diferenciado de seus poderes mentais; tinham como objetivo ter vantagem sobre homens que exercem poder sobre as mulheres, como se a latina fosse uma espécie de heroína das mulheres abusadas. Pareceu heroico para mim.

— Me soou heroico... ajudar mulheres desamparadas e fazer a justiça para os homens violentos ou abusadores. Creio que está certa, Kasyade, precisamos usar nossos poderes para tirarmos vantagens, mas não devemos extrapolar. Acredito que nossos casos são semelhantes, já que nós dois estamos em evidência e podemos ser reconhecidos em público. — Falei baixo, apesar de manter o volume atual de uma conversa normal, sem aparentar desconfiança com a multidão curiosa que levemente se dispersava. Quando fui questionado sobre minha empresa, previ uma futura conversa atípica, já que não conseguia enxergar conversando com ela sobre finanças, contabilidade e usinas nucleares.

— Bem, laboratórios de genética, usinas nucleares, produzimos eletricidade para o país da Eslovênia onde nasci e arredores, essas coisas. É uma longa lista, vai achar entediante. Mas cheguei recentemente aos Estados Unidos, então tudo por aqui me parece novo. — Dei de ombros, pagando a conta e por fim percebendo que Brad me esperava do lado de fora do estabelecimento. Era a minha deixa para ir o quanto antes para minha reunião.

— Bem, o tempo voou e agora preciso ir, Kasyade. Foi ótimo conhece-la. — Despedi-me da morena e entreguei-lhe um papel com meu número, saindo dali e já sendo amparado pelo meu agente com o guarda-chuva.

Adentrando no carro, fomos em direção aos prédios da Darkcastle, enquanto perguntava-me quantos outros mutantes e meta-humanos eu iria encontrar por esta vasta cidade.

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