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Mensagem por Varus Melbourn Feud em Ter Abr 04, 2017 12:41 am

Liability
A roleplay é iniciada pelo post de Varus Melbourn Feud, seguindo por Eliel Calizaire. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 4 de Abril, Terça-Feira, Parte dos fundos da Boate Sinner's Paradise. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO..



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I don't ask the mirror, I know I'm the fairest. I'm bringin' the fire, so call me Daenerys. They wanna know who sneakin' into my place, They don't need to know. No one's business how I play.

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Re: ☘ LIABILITY

Mensagem por Varus Melbourn Feud em Ter Abr 04, 2017 1:45 am


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Embora não pareça, odeio beber. Gosto de estar sóbrio e saber tudo que estou fazendo, mesmo que significa ter todas aquelas lembranças e fantasmas que me assombram até no mais simplório instante de lucidez. Sem amigos, tudo que eu fazia quando ia à boates era beber, beber o máximo que conseguisse. Até que esquecia meu nome, quem era, as coisas que tinha de lidar e as coisas que jamais teria. E os sonhos? Os sonhos realmente se tornavam sonhos, coisas perdidas que sumiriam da minha mente quando o efeito do álcool passasse. Tantos rapazes com corpos à mostra dançavam e, ainda que, eles me atraíssem, minha vontade era apenas sair e voltar para a vida de conformismo e planos sobre como tomar o poder da sociedade em minhas mãos. Uma piada? Sim, das melhores. Mas era como passava meu tempo. Bati com a mão no balcão e deixei o dinheiro que pagava as bebidas consumidas, bem como, uma gorjeta generosa. Na verdade, peguei a primeira cédula de cem dólares encontrada no blazer.

Tendo saído do recinto com muita dificuldade, coloquei as mãos dentro dos bolsos laterais do blazer e passei a caminhar, logo dando a volta numa pequena ponte de madeira que dava para um píer, talvez fosse anexo da boate, não sei. Ao chegar na metade do percusso, eis que pulei na areia da praieira e caminhei por ela, antes tendo o cuidado de retirar os sapatos. Respirei uma brisa gélida que pairou pelo ar e cortou caminho para o norte. Senti minhas narinas gélidas e continuei a caminhar, mesmo sem saber o destino. Estava tonto, mesmo que conseguisse andar. Num dado momento, larguei os sapatos e sentei-me na areia. Apoiei o rosto nas mãos e fechei os olhos. Eu não choro, nem quando bêbado, mas por dentro eu sei que é exatamente isso que acontece. Ao passo que deixava a cabeça baixa, eis que minha mão direita encontrou o solo. Algumas espécies vegetativas que estava caídas na maré pareciam se achegar até mim. Elas rastejavam-se pelo chão e encontravam a ponta de meus dedos.

Abri os olhos e endireitei minha postura, cruzando as pernas em formato de meditação e acariciando a vegetação marinha. Minhas duas mãos faziam o mesmo trabalho, pequenas flores de coloração branca surgiam nas hastes e meu rosto mantinha uma expressão indiferente, não, não indiferente, triste. O que teria sido da minha vida sem a explosão do laboratório? Será  que eu teria um palco para cantar? Será que teria acabado Julliard? Não aguento tantos serás, sufocam-se como as pessoas que meus espinhos encontram. Ainda era madrugada, não haviam raios de sol, o que me permitia me esconder fácil. Não ter ninguém ao redor me parecia oportuno, nada a mostrar. Suavemente e quase inaudível, algo apenas para mim, pronunciei no ritmo da canção: - They say, "You're a little much for me, You're a liability. You're a little much for me. So they pull back, make other plans. - Ainda parece afinada, sem perder nenhum compasso, porém, tão obscurecida pelo tempo e pelos fatos. Acariciei uma das pequenas hastes e arranquei uma flor ao dar continuidade no tom serenamente brando:- I understand, I'm a liability. Get you wild, make you leave. I'm a little much for E-a-na-na-na, everyone.

Levantei-me e com os pés descalços fui até a água, deixei que meus pés molhassem e parte da vegetação me seguiu e algumas dela enroscaram-se em meus tornozelos, faziam até cócegas. O olhar pensativo estava colocado com a lua, esta dizendo adeus ao firmamento, sabendo que daria lugar ao astro Rei:-They're gonna watch me Disappear into the sun. You're all gonna watch me Disappear into the sun. - Engoli seco e prendi a respiração por um instante, já que meus olhos também fecharam-se. Uma outra brisa correu.
You're all gonna watch me Disappear into the sun



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Re: ☘ LIABILITY

Mensagem por Eliel Calizaire em Qui Abr 06, 2017 2:15 am

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Um longo período havia se passado com a incerteza. Sem ir para o seu emprego por alguns dias após seu próprio chefe ter armado uma armadilha para ele, Eli finalmente decidiu que já estava na hora de ir para a boate ver se Sebastian havia tomado vergonha na cara. Bem, vergonha na cara talvez ele não tenha tomado, mas após ter vários homens machucados, seu nem tão querido chefe sumira por alguns dias. Pois bem, ele teria de trabalhar, conseguir algum dinheiro e talvez roubar algum ricaço para ter o suficiente para pagar o aluguel deste mês de abril. Enquanto pensava ao trocar de roupas, Eli respirou profundamente percebendo que sua vida estava fodida. Não chata e com alguns percalços, mas realmente ruim. Salário ruim, boate boa, mas com um chefe ordinário que pertencia à máfia e buscava dominá-lo e inseri-lo em seu círculo de melhores assaltantes/assassinos, um apartamento horrível num bairro pior ainda e um gordo idiota que cobrava aluguel e mil e uma coisas que mal funcionavam e, sempre que podia, passava a mão no traseiro de Eli querendo que ele pagasse aluguel sexualmente. Pervertido nojento! Os homens precisavam sempre serem tão horríveis assim?

Após uma agradável e comum noite dançando, Eli saiu mais cedo do que esperava da boate e decidiu dar um tempo e ir para a praia. Geralmente o felino odiava muita água, muito sol e multidões, mas como era de noite ele sabia que poderia ir tranquilo, então após a troca de roupas, ele retirou a sensual roupa de policial sexy e pôs uma nova roupa que todos os outros dançarinos chamaram de “figuro de pornô gay sadomasoquista”: um traje completamente negro, composto por botas, calça de látex, cinto de prata, camisa regata justa de algodão e jaqueta preta entreaberta, revelando um pouco de seu peitoral graças à sua camisa rasgada em V. Como se não fosse ousado demais ele usava sua sempre presente coleira preta e as luvas com garras de prata retráteis feitas para ele anos atrás por um grande amigo. Caminhando pela grudenta areia branca, ele avistou algo diferente; um jovem rapaz cantando harmoniosamente enquanto manipulava algas e plantas que saíam do solo e pareciam obedecê-lo.

— Hei, senhor das plantas, como é que vai? Cerveja? — Eli cumprimentou o jovem estendendo a garrafa abrindo um sorriso e, sem pedir, sentou-se ao seu lado, apoiando as mãos no chão e cruzando suas pernas, o único som sendo o do mar e do látex grudado à pele do felino emitido a cada mínimo movimento.

— Então, qual é a das plantas? Você as domina cantando ou algo assim? — questionou o moreno curiosamente.

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Re: ☘ LIABILITY

Mensagem por Varus Melbourn Feud em Seg Abr 17, 2017 7:25 pm


immortal

Eu pedia aquela viagem desde os dois últimos invernos. Papai, com seu jeito fechado, já havia dado seu veredito. Eu não iria à Nova York, não se dependesse dele. Ainda mais se fosse para estudar música ou qualquer uma de suas vertentes. Eu implorei mais três vezes, três vezes falhas. Mas milagrosamente alguém me ouviu, uma pessoa tão insatisfeita com aquela casa quanto eu, insatisfeita com o instinto controlador do grande Melbourn. Mamãe. Nós pegamos o primeiro voo para Manhattan no meu segundo dia de férias. Ela era a melhor mentirosa de todas. Me faria passar uma semana num curso disciplinar, com a desculpa de que eu voltaria aceitando a mesma carreira que o meu velho pai. estava frio naquela tarde, muito frio. Posso sentir a neve caindo do céu e rodopiando em volta de mim. Não houve, nem haverá, algo tão mágico quanto aquilo.

Passo a passo, enquanto caminhava pela longa Time's Square, meu coração acedeu, era diferente do gelo em que o tempo estava. Eu não disse nada a minha mãe, manifestei-me no mais sepulcral silêncio. Me recordo de cada parte daquele momento. As mãos unidas, mamãe me perguntando se eu havia achado aquilo tão maravilhoso quanto ela da primeira vez que viera a cidade. Parei de fronte ao suntuoso circuito de teatros da Broadway e meus olhos ficaram a sonhar com tudo aquilo. Wicked, Mamma Mia!, O Fantasma da Ópera. Todos aqueles cartazes, as luzes que pareciam guiar meus passos incertos. Pode parecer estranho, mas sem todo ou qualquer apoio, sozinho, eu acreditei pela primeira que eu era capaz de ter aquilo para mim. Como havia lido numa obra literária, pela primeira vez eu sonhei com um futuro no qual eu era feliz. Abracei mamãe repentinamente e sem dizer nada, ela apenas correspondeu o terno gesto: - Nem sempre podemos ter a casa dos sonhos, Varus, mas podemos chegar bem perto. Se o seu desejo é vir para cá, mesmo eu sabendo que você tem aquele grande potencial para a biologia, você ficará aqui. Porquê eu sou a sua mãe e mais do que qualquer ser humano, eu acredito nas coisas que você é capaz de fazer.

- Eu te amo, mamãe. Vou sentir sua falta. - Continuei abraçado com ela. Toda a magia do momento, as emoções cravadas como estacas, eu senti tudo. Meu mundo parou naquele instante, entre as luzes fortes, as músicas, a neve e a minha mãe. Mas bem antes disso, no destino, meu tempo parou ali. Porquê não voltaria para Nova York para realizar aquele sonho, nem os outros. A cidade dos sonhos tornou-se uma lembrança.

(xxx)

Chutei uma pedra para longe e engoli as lágrimas pertinentes, rapidamente fazendo as plantas murcharem ao ouvir uma vez proveniente de alguém as minhas costas. Era uma voz bonita e atrativa, mas o que pode ser qualquer um desses adjetivos quando se está num dia pior que o outro? Não me virei, deixei que ele aparecesse. E ele o fez, sentando-se ao meu lado sem qualquer cerimônia ou pedido. E aquela foi a primeira vez em que eu vi Eliel. A roupa era chamativa, bem como, as unhas, a coleira. Nada que fosse surpreendente naquela cidade. Não era isso. Olhei fixamente, mesmo que em instantes passageiros. Os cabelos pretos a voar com o vento e olhos, aqueles olhos azuis capaz de cativar qualquer pessoas. Fosse por ele ser sexy ao primeiro olhar ou apenas alguém a encantar com somente duas órbitas como profundos oceanos. Endireitei minhas pernas e as apertei com os braços. Falei polidamente: - Primeiro, estou bêbado e não aguento mais álcool. Segundo, eu gostaria de ficar sozinho, por favor. - O olhei de relance. - E não, eu não encanto as plantas com a minha voz. Elas me obedecem. E eu desejo que não o fizessem.

Passei um tempo em silêncio, já que o homem passara a beber o que me oferecera. Lentamente, fui fazendo as trepadeiras irem crescendo pelos caminhos de meus tornozelos e parte inferior da perna, como se fosse um sapato ou coisa do gênero. Alguns lírios floresceram na estrutura e pude dar um terno e contido sorriso, algo muito raro para os que me conhecem:- Quer saber, eu aceito um pouco disso. - Disse com a voz embargada tanto pela embriaguez quanto pelo choro guardado. Segurei a garrafa de bebidas do homem e virei uma boa quantidade em meus lábios. Respirei fundo ao engolir a mesma, depois repetindo o gole e batendo com a garrafa na areia. Senti meu cérebro dar mais algumas voltas e fiquei a olhar para o horizonte sem nada dizer. Parte do meu dilema de estar escondido é evitar que as pessoas vejam meu corpo, no entanto, olhando para as roupas dele, toda aquela coisa nada convencional, eu senti que podia ser livre por um instante breve.

Retirei a jaqueta, posteriormente, retirando a camisa. Ela cobriam a maior parte do meu corpo, com seus galhos a desenharem cada pedaço. Folhas esverdeadas e de tamanhos diferentes. Tão dolorosas para fazer, porém, que me deixaram com uma boa lembrança de tudo que ocorrera até ali. Me serviam como uma roupa nunca comprada. Ás vezes era como se as folhas mexessem com o farfalhar inconstante do vento, todavia, sei que estavam como a maior parte de quem eu fui. Paradas. Olhei para ele e voltei a olhar para o horizonte, o mar estava um pouco mais revolto.
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Re: ☘ LIABILITY

Mensagem por Eliel Calizaire em Ter Abr 18, 2017 4:06 pm

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Era óbvio que a uma hora dessas alguém numa praia deserta utilizando seus poderes de forma solitária significava uma única coisa: essa pessoa queria ficar sozinha. O rapaz parecia solitário, inclusive dando uma resposta ríspida para o gatuno trajado em couro e látex cuja resposta fora apenas um erguer sarcástico de sobrancelhas, seguido de mais um gole em sua cerveja gelada. Fitando-o dominar mais uma vez as plantas e enroscá-las em seus pés, Eli fitou o belo oceano negro à sua frente e apreciou o som das ondas. Desde quando Eliel era tão agradável assim com as pessoas? Talvez o tempo estivesse destituindo aos poucos a antiga personalidade fatal do Homem-Gato, ou talvez um instinto profundo estivesse fincando raízes em seu coração, deixando-o... paternal? Eli havia sido gentil com um rapaz mutante e inclusive o dera abrigo em sua casa, criando uma amizade com o rapaz de poderes relacionados a dragões, havia ajudado uma garota de ser estuprada há um tempo atrás e junto de seu vizinho chegou até mesmo a salvar duas mulheres de serem estupradas mais uma vez, enfrentando até mesmo um casal com poderes.

Era isso mesmo ou o Homem-Gato estava amolecendo? Não, impossível. Eli pensava apenas em si mesmo, roubava as mansões e joias dos ricaços que não iriam sair perdendo tanto com um ou dois milhões extraídos de suas contas e cuidava da sua vida tentando não entrar em apuros. Sua atenção fora atraída para o rapaz quando o mesmo acabou aceitando a oferta da cerveja, até mesmo sentindo-se bem o suficiente para tirar a jaqueta e a camisa. Com um sorriso de canto, Eli pendeu a cabeça para o lado, um pequeno sorriso malicioso na face.

— Eis que a flor desabrocha... — comentou o moreno de olhos azuis observando as belíssimas tatuagens de plantas que mais pareciam uma verdadeira Amazônia percorrendo por toda a sua pele.

— Sou Eliel, prazer em conhece-lo. — Estendendo a mão para um aperto, o felino apertou-a rapidamente e pegou sua garrafa tomando mais um gole da cerveja, entregando-a ao moreno. Com uma ideia na mente, o dançarino se pôs de pé.

— Está afim de ir para algum outro lugar? Tipo a minha casa ou algo assim? — ofertou o meta-humano com um discreto sorriso simpático, um tipo de sorriso que raramente era demonstrado pelo moreno de penetrantes olhos oceânicos, algo que ele mesmo havia jurado nunca demonstrar.


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Re: ☘ LIABILITY

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