∆ Welcome To New York

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∆ Welcome To New York

Mensagem por Christian K. Pasternak em Ter Abr 04, 2017 1:09 am

∆ Welcome To New York
A roleplay é iniciada pelo post de Christian K. Pasternak, seguindo por Kai Wittgenstein. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 2 de abril, domingo, às 09:38, num shopping. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: ∆ Welcome To New York

Mensagem por Christian K. Pasternak em Ter Abr 04, 2017 2:04 am



Welcome to NY
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Sua chegada à cidade de Nova York ainda era uma grande novidade diferente e estranha, a sua nova realidade após a morte de seus pais e a explosão e destruição definitiva de seu lar era desforme e completamente esquisita. Utilizar seus poderes ainda era complicado, visto que manipular poderes cósmicos não era nada fácil, era caótico demais. Na maior parte do tempo o moreno tocava nas pessoas e lia seus pensamentos, implantando vontades e pensamentos nas pessoas que não lhes pertenciam. Com o passar dos dias aos poucos Chris tornou-se experiente na arte de manipular as pessoas ao seu redor. Já se faziam quase doze meses que ele havia fugido de sua casa no Toronto, Canadá, e o moreno sentia-se realmente bem vivendo como um andarilho, sem casa definitiva nem nada. Era libertador, até. Passando pela famosa ponte do Brooklyn no táxi laranja, não demorou para que ele chegasse ao seu destino. Assim que virou-se para informar o preço, Christian tocou na mão do homem, fitando-o neutro.

— Será por conta da casa, senhor. Obrigado pela preferência. Aqui, tome todo o meu dinheiro. — Falou o homem feliz da vida entregando-lhe todo o dinheiro que ele possuía. Pegando tudo, o meta-humano saiu e foi em direção a um shopping, onde ele teria certeza de que seus setecentos dólares valeriam de algo.



∆∆∆



A loja tinha ótimas vestes as quais o moreno estava acostumado a usar. Como havia vivido por tanto tempo preso como uma cobaia por seus próprios pais, o poderoso meta-humano desconhecia de todo o significado da vaidade – antes mesmo de sua captura, ele já era bastante desapegado quando o assunto era moda. Ele ainda pegava um casaco quando ouviu um homem gritar “mãos ao alto” nervosamente, erguendo uma arma e assaltando o caixa, onde a pobre atendente tremia, chorando convulsivamente. Permanecendo quieto, eis que um rapaz moreno saía de um dos corredores de roupas masculinas; tinha cabelos escuros, aparência de adolescente e ar franzino, entretanto ele não parecia nem um pouco intimidado pela presença do assaltante.

— Quer morrer? Deveria ficar onde está. — Advertiu Chris com uma expressão neutra, apática, até mesmo, ainda segurando o pesado casaco nos braços, esperando a hora em que ele iria poder finalmente compra-lo e ir embora.


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Re: ∆ Welcome To New York

Mensagem por Kai Wittgenstein em Ter Abr 04, 2017 9:15 pm



O melhor tipo de recepção que terá hoje

Definitivamente Kai está arrependido de ter aceitado o convite da garota que havia chamado-o para sair. À primeira vista, a jovem de cabelos escuros e olhos muito azuis parecia ser o tipo de garota que ele gosta; linda, com personalidade e com iniciativa. Wittgenstein não consegue negar que uma garota tomar a iniciativa de algo tinha lá o seu encanto. Contudo a partir do momento em que o anarquista chegou ao endereço enviado pela moça, os conceitos iniciais feitos em relação à garota decaíram de forma lamentável. Ele havia o enviado ao shopping no bairro do Brooklyn. Teria dado meio volta e ido embora, contudo ele ainda tinha certa esperança de que a menina não fosse superficial e insuportável com toda aquela personalidade “forte”. O pior engano de sua vida. A moça deseja ter um cachorro, uma mascote. Não um rapaz que pudesse lhe acompanhar em um encontro peculiar para obter experiências novas e muitas histórias para contar aos filhos quando viesse a tê-los. Simplesmente havia o arrastado até uma loja de roupas para que pudesse carregar as suas compras; infinitas e infinitas compras. Se Kwan souber desse evento, com certeza iria tirar sarro do gêmeo que viera à vida dois minutos depois dele. Kai está encostado em uma das prateleiras que possuíam infinitos sapatos de marca femininos, perguntando-se mentalmente de a garota iria desejar ter um rapaz que se torna a personificação do diabo como animal de estimação.

Justamente nesse momento que Wittgenstein escuta passos pesados de alguém que percorre a loja sem intenções nenhuma de sequer observar os produtos ali oferecidos. Como ele sabe disso? Seus sentidos aguçados o permitem escutar todos os tipos de murmúrios ali proferidos. Kai descobrira inúmeros segredos dessa forma, e também identificara vários perigos do entorno da mesma maneira. Ele abandona o seu posto de mordomo da patricinha e percorre metros na loja até ver que havia chegado um pouco tarde, e que o homem estava armado e ameaçando uma das caixas da loja. Um outro rapaz que aparenta ser um dos clientes menos exaltados com a situação decorrente profere o que parecia ser um aviso. Agradeceria Kai pela tentativa se não fosse louco o suficiente para tentar parar o bandido.

Kai arqueia as sobrancelhas e fita o rapaz com o casaco muito pesado em suas mãos por um segundo antes de erguer suas próprias mãos e lhe dirigir o que poderia ter sido um sorriso meio enigmático. O rapaz apoia o cotovelo em uma prateleira mais baixa que estava ao seu lado, tocando ligeiramente a ponta do próprio nariz com o seu polegar livre. — De fato, sim, eu vou morrer. Mas não vai ser hoje, cara. — Ele coloca as mãos nos bolsos de sua jaqueta de couro e toma a frente, fazendo então parte do epicentro da perigosa cena que prossegue na loja. — Ô malandragem, acho melhor você largar esse revólver. Você tem uma bela arma, será que você sabe realmente usar? — O assaltante aponta a arma na direção de Kai e parece não ser alguém que hesitaria em atirar. Soltando um suspiro e sorrindo como se estivesse prestes a aprontar alguma travessura, o anarquista usa de um movimento rápido para tirar a adaga que está escondida dentro de seu cinto e arremessa-a na direção do ladrão, passando de raspão por sua orelha e cortando superficialmente a carne do homem. O mesmo reage e começa a atirar na direção ao local onde o moreno esteve há poucos segundos atrás. O caos é instaurado dentro da loja, e o ladrão dá o segundo tiro, o terceiro, o quarto... Nenhum deles acerta Kai, que corre através das prateleiras enquanto os outros clientes se abaixam, berram, choram de desespero.

O quinto tiro pega de raspão no ombro de Wittgenstein, que solta um grunhido. Sente que sua jaqueta começa a grudar com o líquido viscoso de seu sangue que se espalha gradativamente através de seu ombro. — Ah! Filho da puta. — Contudo a adrenalina é demais para o rapaz, que expõe o rosto para enxergar onde está o ladrão e quase é novamente atingido pela sexta bala. O ladrão tenta atirar novamente, porém seu revólver não possui mais munição. Antes que o mesmo tenha tempo de recarregar a arma, Kai sai detrás das prateleiras e ataca o ladrão, segurando seu pulso portador da aula com uma mão e quebrando o antebraço de outrem com um golpe executado com seu próprio cotovelo, sabendo justamente que ponto seria sensível o suficiente para quebrá-lo sem piedade alguma. Em seguida, ele segura a nuca do assaltante com as duas mãos e baixa sua cabeça com um movimento rápido e brusco, elevando o joelho direito para atingir seu nariz com um golpe violento e seco. Ainda segurando o ladrão com uma das mãos, ele baixa totalmente o corpo do assaltante, imobilizando-o como se fosse um boneco de trapos. O ladrão, mesmo semiconsciente em função dos golpes e das dores, parece incapaz de levantar tão cedo. — Não levanta não, hein? — Kai ironiza o criminoso, desamarrando a bandana de seu coturno e amarrando as mãos do homem em suas costas. Sem desprender os olhos de sua tarefa, o anarquista questiona: — Vocês vão continuar olhando pra minha cara, ou vão ter a presteza de chamar a equipe inútil de segurança desse shopping?




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Re: ∆ Welcome To New York

Mensagem por Christian K. Pasternak em Qui Abr 06, 2017 10:50 pm



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Ainda segurando seu casaco, Christian apenas observou o moreno tranquilamente ir na direção do bandido sem nenhum medo, enfrentando o mesmo e até mesmo se machucando na tentativa de defender todos ali. Era heroico, um gesto bonito, até mesmo, percebia o moreno que mantinha seu olhar neutro e quase apático observando a situação. Em poucos minutos o criminoso era rendido e tinha suas mãos amarradas por detrás das costas, enquanto o moreno herói falava com certa impaciência que alguém deveria ligar para a polícia. Dando de ombros o moreno aproximou-se, colocando o casaco por cima de um carrinho próximo de compras e então agachou-se, as mãos entre as coxas.

— Por que deveria enviá-lo para a cadeia? Deveria mata-lo, ele em poucos anos estará livre e como sabemos o sistema de confinamento apenas incita ao aumento da violência dos bandidos, em suma: a prisão os deixa mais violentos. — Christian falou observando o homem que ainda segurava o bandido deitado e rendido no chão, e então a mão do ser cósmico assumiu um tom avermelhado, como se fosse um sol.

— Posso mata-lo com radiação, seria mais fácil. — Comentou o vilão com um ar inocente, abrindo um pequeno sorriso, afinal ele queria apenas ajudar o herói a livrar-se do incômodo que o criminoso representava.


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Re: ∆ Welcome To New York

Mensagem por Kai Wittgenstein em Sab Abr 08, 2017 12:37 am



O melhor tipo de recepção que terá hoje

O anarquista está olhando para o bandido e vendo todos em choque com aquele acontecimento, começando a perder a pouca paciência que ainda lhe restava ao ver a maioria das pessoas dentro da loja sem reação alguma. — Qual é, ele tá quase inconsciente. Não sejam covardes. — Kai provoca os clientes que ali salvara, quase se arrependendo de ter agido sozinho e por conta própria. Seu ombro está sangrando, contudo para se curar havia um grande preço. Sua mão ainda está tocando a pele do bandido, e a vitalidade do ladrão é a que o demônio usa para curar a si mesma até o momento em que o mesmo rapaz havia o alertado para que não se movesse seguisse até ele e dissesse com a maior calma e casualidade do mundo que o bandido devia ser morto. Wittgenstein olha com uma das sobrancelhas erguidas, como se dissesse: “Tá falando sério?”.

Não que se importasse com a vida do bandido em questão, porém para Kai, a morte é um meio muito rápido de punir alguém. Algo fácil demais. A morte. Antes que pudesse responder ao homem, ele estende a mão como se oferecesse ajuda e o anarquista observa que a pele dele está de uma tonalidade avermelhada e brilhante, como se queimasse em infinitos graus Celsius. O herói retesa um pouco o corpo para trás, recuando o tronco com desconfiança. — Ei, cara, vira essa mão para lá. — De duas opções, uma: ou o cara era um meta-humano ou um mutante. Independente de qual linhagem fosse a sua, havia apenas uma certeza. O segundo não possuía nenhum medo de expor a própria identidade.

— Você pode fazer o que quiser, camarada. Pode matar o bandido caso eu queira que você o faça, ou não. — Independente de quem assumisse a situação naquele momento, ninguém além do próprio assaltante estava mais em perigo. Aquilo já não dependia mais dele. Com seu ferimento quase curado, Kai consegue conter suas feições duras de dor ao endireitar o corpo, olhando para o outro superhumano que parecia não se importar com o fato da segurança estar ali, prestes a vê-lo cometer um assassinato caso o próprio Kai diga se aceita a ajuda ou não. — Isso já não é mais problema meu. — Ressalta o universitário, afastando-se do bandido semiconsciente e colocando as mãos nos bolsos ao voltar sua visão para as portas dos provadores, onde a garota com quem ele estava permanece parada e sem reação, provavelmente perplexa por ouvir barulho de tiros. Foi tentador a circunstância de pedir que o estranho usasse sua “mão flamejante” para se livrar da garota fútil, porém Wittgenstein não é de tudo maldade.

Há alguns metros de onde estava o moreno com feições joviais e infantes demais para alguém que oferecera-se para matar o bandido, Kai arqueia as sobrancelhas para o rapaz com uma pergunta subtendida naquela expressão. É algo que pergunta: “e então?”. Era praticamente um desafio. Iria ele matar o gatuno ou não?

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Re: ∆ Welcome To New York

Mensagem por Christian K. Pasternak em Sab Abr 08, 2017 8:46 am



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Por um momento o inconscientemente vilão Christian estreitou seus olhos um pouco confuso. Não era o meio mais rápido e fácil de livrar-se de escórias como aquele homem que ameaçava a vida alheia? O jovem herói pelo visto optava por meios mais modestos e acreditava na justiça, provavelmente, o que fez com que o Pasternak ponderasse sobre aquilo por um momento. Confiar em figuras de autoridade era deveras difícil para o jovem de poderes cósmicos, pelo menos desde que dois cientistas com os quais ele viveu e cresceu o confinaram num laboratório secreto, cuja existência várias figuras do meio científico sabiam e aprovavam. Tais memórias fizeram Chris suspirar e assentir para o moreno, como se prometesse de forma muda que colaboraria, e então o brilho avermelhado diminuíra, desaparecendo por completo.

— Desculpe, apenas quis ajudar. Você foi um verdadeiro herói, ajudando todo mundo. Mesmo que eu quisesse, estamos em local público. — Falou o moreno de forma plácida, abrindo um sorriso gentil e carismático, olhando para as pessoas ao seu redor, porém já era tarde: a maioria o olhava assustada, sem agirem. A maioria pareceu sair em disparada da loja, enquanto a mulher do caixa finalmente tomou a frente e ligou para a polícia.

— Podem ir, não vou denunciá-lo por ser um “supercoisa”, moço. E obrigada. — Falou a mulher de cabelos negros curtos e com lábios exageradamente vermelhos, sorrindo para os dois seres ali de pé. Virando-se para o misterioso salvador, Chris suspirou e ergueu a mão.

— Sou Christian. Prazer em conhece-lo. Viu só? Problema resolvido. Podemos ir agora, quer um café? — sorriu o vilão enquanto apresentava-se, dando de ombros enquanto passava seu casaco verde pela máquina e entregava o dinheiro para a caixa, ainda um pouco atordoada, mas que ficou grata em ajuda-lo.

— Pra onde pensa que vai, Kai? Ainda temos mais lojas, ainda preciso comprar um belo vestido, pois tenho uma festa de matar pra ir hoje à noite, e quem é esse bonitinho esquisi... — veio tagarelando uma moça que anteriormente estava na companhia do salvador misterioso. Céus, ela parecia tão esnobe e irritante! Chris tocou com o indicador na testa da garota, imediatamente o local assumiu um tom meio acinzentado e umas veias saltadas surgiram no local, e a garota caiu desacordada.

— Relaxa, ela só dormiu. Ela não parava de falar. Vamos? — falou rapidamente o moreno vendo a garota dormindo deitada na pilha de roupas que ficavam numa espécie de cesto próximo da entrada da loja, antes que o jovem, Kai pelo visto, pensasse que Chris era algum tipo de assassino desenfreado.


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Re: ∆ Welcome To New York

Mensagem por Kai Wittgenstein em Sab Abr 15, 2017 10:28 pm

from kai to chris ....  chapter iii  


Por incrível que pareça, o rapaz que parecia não estar nem um pouco abalado pelo assalto e muito menos transparecia alguma hesitação em oferecer-se para matar o gatuno não insistiu na ideia de matar o rapaz, e logo desculpou-se por ofertar tal tipo de serviço, fazendo com que sua mão deixasse a coloração aparentemente perigosa voltasse ao normal da derme humana. A moça que antes estivera no caixa viera agradecer ao ato e dizendo que não nos denunciaria por sermos que somos, muito embora Kai mal houvesse feito demonstração alguma de seus poderes em público. Jamais ele o faria gratuitamente.

Jamais transformaria a própria vida e a vida dos irmãos em um espetáculo de circo. Kai dirige feições duras na direção da atendente, assentindo em agradecimento por ela demonstrar que agiria de forma sutil perante as autoridades que havia chamado. Apertando a mão do estranho que se apresenta como Chris, Wittgenstein assente mais uma vez e retribui o gesto de saudação, apertando os dedos alheios e soltando um longo suspiro a medida que ele faz a sua própria compra. — Eu me chamo Kai. — Diz inicialmente, e perante o convite de Chris, levando em conta que seu suposto encontro está um porre, ele assente e aceita a ida para tomar um café.

— Acho que café é algo que eu preciso muito nesse momento... — Sua própria sentença é interrompida pela garota que trouxera ao shopping, que em sua voz insuportável exige a presença do rapaz na escolha de seu vestido. Ele eleva as mãos à testa, fechando os olhos e dizendo por cima das frases da jovem: — Ei ei... Ahn, seja lá qual seja mesmo o seu nome... Larga do meu pé, ok? Já deu. Deu! — No mesmo instante, Chris encosta o dedo na testa da mola e ela cai no chão, inconsciente. Ele arqueia as sobrancelhas para o outro, questionando-o silenciosamente. Ele responde, dizendo que apenas havia a deixado adormecida.

Dando de ombros, Kai acompanha o estranho apesar de não confiar nada no rapaz. — Ela é um pé no saco. Vamos cair fora. — Enaltece a oferta do outro, conduzindo para fora da loja, muito certo de onde eles deveriam ir. — Sei que aqui tem um ótimo lugar para tomarmos um café. — Conforme assume a frente para guiá-lo pelo enorme shopping, depois de desamarrar outra bandana que antes estivera em seu coturno, ele amarra a mesma em seu braço para estancar o sangramento de seu ombro. Seu comportamento não é o mesmo de quem acaba de ser baleado de raspão. Qualquer outro ser humano normal surtaria, contudo Kai já havia passado por muito pior. Sangra e age como se estivesse simplesmente amarrando um cadarço e não fazendo uma espécie de torniquete entorno do ferimento que se curava cada vez mais lentamente por não ter tomado vitalidade o suficiente do ladrão para que aquele corte se curasse mais rapidamente.

Quando eles chegam ao estabelecimento que Kai indicara, sem nem ao menos hesitar o anarquista escolhe a mesa que julga como ser a melhor do local acomoda-se, apontando a cadeira fronte a si para que o outro pudesse ocupá-la, mesmo que Chris se sentisse à vontade o suficiente para fazê-lo sem que nem ao menos o mutante convidasse-o. — Então você é um daqueles superdotados que não tem medo de se expor. — Indaga Kai, mesmo que sua oração soe mais como uma afirmação cheia de certezas. Já havia visto muito desses mutantes ou meta-humanos suicidas que não possuem nenhum pudor ao fazer suas demonstrações de poderes de forma gratuita nas ruas de New York. — Ou você é empoderado até demais, ou só maluco. — Esticando o cardápio na direção do estranho, ele sorri de forma que poderia ser algo muito cúmplice e ao mesmo tempo muito debochada. — Legal. — Acônito Púrpura assinala por fim.

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Re: ∆ Welcome To New York

Mensagem por Christian K. Pasternak em Dom Abr 16, 2017 11:04 pm



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Kai. Era um nome diferente e bonito, pensara Chris consigo mesmo, enfiando as mãos nos bolsos e pensando que tipo de companhia deveria ser Kai. Não, era inadmissível que Chris pudesse ter amigos, era uma regra que ele havia imposto sobre si mesmo, uma lei marcial e suprema, que em hipótese alguma deveria ser quebrada. Ele era extremamente perigoso, volátil, seus poderes eram bem controlados, mas do que adianta ter controle sobre seus poderes se sua mente vive afastada e quebrada? Enquanto iam para algum lugar que Kai alegava ser o melhor local para se tomar um café, Chris apenas prosseguiu seu caminho, percebendo com um franzir de cenho que aos poucos divagava em seus pensamentos por conta da recente absorção. ”Deveria apenas ter deixado ela para trás ao invés de tocá-la...” pensou Christian enquanto diminuía um pouco seus passos para admirar um belíssimo sapato. Balançando a cabeça em negação, o meta-humano prosseguiu e por fim chegaram ao local, sentando-se ambos numa mesa. Ao ouvir do outro sobre ele ser um superdotado sem medo de se expor, Chris sorriu baixo.

— Na verdade, não muito. Geralmente mudo de forma ao passar por uma metamorfose onde viro pura energia cósmica, e graças a ela não sou reconhecido. Como já disse, apenas quis ajudar, daí me expus. — Dando de ombros, o moreno apoiou o cotovelo do braço esquerdo na mesa e enrolou os dedos indicador e médio nos cabelos castanhos, cruzando as pernas, mas logo parando de fazer tais atos por perceber serem oriundos da garota.

— E você? Se cortou e anda normalmente... isso não é normal, qualquer um nesse momento estaria indo para um pronto-socorro. — Alegara Christian recostando-se na cadeira, pedindo um café com leite e então voltando a fitar Kai com certa curiosidade.


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Re: ∆ Welcome To New York

Mensagem por Kai Wittgenstein em Seg Abr 17, 2017 10:49 pm

from kai to chris ....  chapter iv  


Enquanto escuta o meta-humano explicar sobre a sua própria capacidade e o motivo pelo qual ele não aparenta medo algum ao fazer uso de seus poderes em público, Kai encara-o com os olhos semicerrados enquanto tenta decidir internamente de deve confiar no estranho. Ele parece não ser tudo, exceto suspeito. Tudo no outro, desde as atitudes até a forma de lidar com o entorno o faz enxergar Christian com uma desconfiança que quase não lhe cabe. Kai raramente confia das pessoas e tudo no outro berra desconfiança. Apoiando ambos os cotovelos em cima do tampo da mesa que ocupa com o cara que o convidou para tomar um café, ele encara o cardápio com várias opções muito embora sua escolha seja uma só.

— Ainda me parece confusa a ideia de como funciona o seu poder, mas ele me parece ser muito bacana, é... — Diz, pensando no fim da sentença que ele afirma que tudo o que queria era ajudá-lo a lidar com o gatuno da loja. — Ahn, obrigado. Eu acho. — Ele arqueia as sobrancelhas, vendo que seu agradecimento soa mais como uma pergunta do que como algo firme. A outra oração que viera não pega exatamente o anarquista de surpresa. Tudo o que ele se limita a fazer é dar um sorriso para Christian e dar de ombros, ignorando a dor de seu corte em fase de cicatrização. Em tese, o punk devia levar pontos onde se cortara, contudo ele não necessariamente precisa disso.

Tudo o que responde é: — Isso é o que você diz. — Existem resquícios de bom humor nos traços do moreno que tudo o que oferece ao segundo é uma assinalação enigmática que poderia significar absolutamente qualquer coisa. Antes que pudesse levantar mais algum questionamento, Kai chama a atenção do atendente com a mão esquerda. Ele está próximo a mesa e por isso não tarde a chegar. Depois de ver todas as infinitas opções apresentadas, tudo o que o anarquista pede é: — Um expresso grande e um brownie para mim. — As íris castanhas encaram Christian sugestivamente para que o próprio faça seu pedido.

Entrelaçando ambas as mãos acima da mesa que está a sua frente, Kai cruza os dedos de forma natural como se não soubesse exatamente o que fazer com suas mãos. Ele tem um grande problema com isso de nunca saber o que fazer com as mãos. O deixa ansioso. Principalmente com o fato de que jamais diria ao outro que possui poderes. Se dependesse do próprio Kai, ele não faria questão de esconder sua identidade secreta; mas tudo em que ele pensa quando faz isso é em seus irmãos. Kwan e Kami são tão incomuns quanto ele, por isso ele guarnece sua própria condição para proteger o gêmeo e a irmã caçula. É algo natural. Quase perdera seu irmão gêmeo uma vez, e jamais correria o risco de perdê-lo de novo ou de ser o responsável por colocar a vida de sua irmãzinha em risco. — E você, Christian? De onde você vem? Tenho certeza de que não é daqui de Nova Iorque.


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Re: ∆ Welcome To New York

Mensagem por Christian K. Pasternak em Qua Abr 19, 2017 10:56 pm



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Com um sorrisinho, Chris soergueu uma sobrancelha numa descontraída expressão de que havia ao menos tentado explicar brevemente seus poderes, apesar do outro não ter compreendido. Negando seus poderes da melhor forma que podia, o sujeito de nome Kai parecia tentar ao máximo fugir daquilo. Christian compreendia tal necessidade, porém, quando se vivia a vida que o jovem andarilho possuía era realmente difícil se importar com algo ou alguém e seus poderes. Na verdade, eles serviam como um alerta ambulante para que ninguém se aproximasse, apesar do meta-humano raramente demonstrá-lo.

— Milk-Shake de morango. — Pediu o jovem, suspirando e por fim fitando o outro bem à sua frente. Ao ser questionado sobre sua vida pessoal, Chris foi breve.

— Sou de Toronto, Canadá, decidi vir para cá depois da morte dos meus pais. Anteriormente estava na Califórnia, mas precisei ir até meu país natal acertar velório e aí desisti da faculdade e fiquei por aqui. — Assumiu, enquanto uma ideia sombria e engraçada rondava a sua mente. Erguendo a mão e aproximando-a do outro, ele ameaçou tocá-la, com um largo sorriso.

— Então deixe-me tocá-lo. Caso não tenha poderes, no máximo ficará leves veias saltadas e sentirá uma leve tontura de cinco segundos, no máximo. Vamos. Toca a minha mão. — Em um tom bem humorado porém de palavras sérias e sem brincadeiras o outro não ameaçava, mas também não deixava evidente que iria desistir de seu intento.


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