EVENTO P/ HERÓIS, em chamas

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

EVENTO P/ HERÓIS, em chamas

Mensagem por Adam Warlock em Ter Abr 04, 2017 2:59 pm

em chamas
Noviços não são capazes de lidar com seus poderes no primeiro instante em que descobrem possui-los. Pelo contrário, geralmente ocasionava em um evento catastrófico. E foi assim que se sucedeu com Erin Karkarov, uma pirocinética. Para aqueles que não tem ciência do que pirocinese simboliza: em simples palavras, são manifestações naturais de poderes do elemento fogo. Assim, o fogo criou-se ao seu redor. Morava em um prédio residencial nas ruas do Bronx, o qual, devido a propagação das chamas, incendiou. O elemento carbonizou as paredes do apartamento da elementar, corroendo-a até os apartamentos em volta. Por fim, todo o prédio estava em chamas, foi quando você alertou-se sobre esse acontecimento, mediante a berros das pessoas, os quais não sabiam o que fazer. Os bombeiros tardariam a chegar e somente você deverá lidar com o incêndio.


informações


i. Seu dever é resgatar as pessoas que estão no prédio atualmente, o que conta 10 pessoas.
ii. Também, procure pela origem do incêndio - Erin Karkarov - e procure uma maneira de como neutralizá-lo, já que não são sabe controlar seus poderes.
iii. É totalmente opcional apagar o incêndio.
iv. A duração do evento é até a próxima sexta, dia 28/04, até o término do dia (23:59).
v. Ao final do post deve conter todas as informações do personagem, como atributos, perícias, poderes.
vi. Haverá penalidade no HP de todos, exceto àqueles que possuem resistência a fogo.
vii. O evento trata-se de uma simples missão de nível fácil-normal, ou seja, não esperem grandiosas recompensas. Ao mesmo tempo, o mínimo exigido de linhas no post é de 20 (como Arial 11, no Word). Vale ressaltar que é um evento individual, ou seja, todos podem participar sem que seja atrapalhados pelo desenvolvimento e envolvimento dos outros.


avatar
ENTIDADES
2016

Vácuo do espaço-tempo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: EVENTO P/ HERÓIS, em chamas

Mensagem por Melanie Stark em Qua Abr 05, 2017 5:05 pm

I'm Here!


Sabe, à essa hora eu normalmente estaria em uma de minhas famosas festas, me afogando em tanto álcool que eu com quase toda certeza estaria poderia em coma alcoólico na mesma noite, ou talvez apenas estivesse me perdendo em alguma orgia que eu sem dúvidas iria acabar fazendo acontecer hora ou outra, não importasse qual tipo de festa era. Tudo bem, eu nem sempre fui uma pessoa exemplar, eu entendo isso, mas... desde que me tornei a Mulher de Ferro, melhor dizendo, depois que eu resolvi dedicar a minha vida para ajudar as pessoas e não apenas me satisfazer como eu fazia antes, eu ando conseguindo encontrar formas diferentes de terminar as minhas noites em depressão, que era fazer o que eu sempre faço quando tenho agora uma hora livre: construir um novo protótipo de armadura. Claro que, estas em especial recebem até nomes para cada momento em que as construí, mas foi divertido tornar disso um hobbie, pois assim eu não apenas tenho menos risco de pegar uma DST, como também posso me preparar para perigos futuros. E eu mal podia saber o quanto isso iria me ajudar hoje.

O que? Não, hoje eu não estava deprimida, na realidade eu não poderia estar mais feliz, com as ações das minhas empresas em alta, meus restaurantes dando lucro como nunca, e mais homens e mulheres me ligando e querendo ir para a cama comigo do que eu poderia sonhar. Só que, o dia de hoje em especial me desceu uma inspiração que eu não sei explicar, tanto é que eu tive até que remarcar alguns compromissos e deixar Jarvis no comando dos drones sobrevoando e vigiando New York, tudo para poder me dedicar hoje ao meu hobbie enquanto que não abandonava nenhum dos meus deveres, tanto como empresária quanto super-heroína. E claro, tinha tudo para dar certo, pois o dia hoje na cidade não poderia estar mais sossegado, então não tive que me preocupar muito com algo fora o desenvolvimento da nova tecnologia que eu estava elaborando para esse meu novo brinquedo. Mas é claro, não há como você ter um dia de completa paz, não em New York, principalmente se você se preocupa com as outras pessoas.

E lá estava eu, passando para a fase final de desenvolvimento das linhas de defesa daquela minha nova armadura, pronta para ir para a minha parte favorita (as funções ofensivas), quando de repente recebo um aviso de Jarvis que interrompe meu trabalho de forma brusca- Madame? -ele me chamou, através dos auto-falantes espalhados pelo meu lar- Não dá para ver que estou um pouco ocupada Jarvis? -respondi de forma simples ao meu amigo, concentrada enquanto retirava uma peça ou outra da armadura em que eu estava trabalhando, na minha oficina, para reparar um pequeno erro de cálculo. Porém, pelo visto o que Jarvis tinha para me dizer não poderia esperar, pois logo ouvi sua voz mais uma vez- Mas há uma habitação em chamas nesse momento, senhora. No Bronx. E com o trânsito atual na cidade, minhas análises indicam que as chances dos bombeiros chegarem a tempo de salvar alguém no edifício são de menos de cinco porcento. Devo apenas enviar as Sereias de Ferro? -ele me falou, mas já conseguiu me fazer levantar do meu lugar assim que me me fez perceber que pessoas estariam em risco de vida nesse exato momento.

Eu já retirava as meus equipamentos de trabalho de casa e andava na direção de minhas armaduras quando ouvi o resto e... claro, fiquei com um pouco de dúvida do que deveria fazer. Só que não estava com tempo para pensar demais, e nem iria ficar parada deixando que Jarvis resolvesse tudo, então pensei rápido- Sim, prepare três delas, isso deve bastar para controlar o incêndio mais tarde. Mas eu vou na frente com a Tétis, pra tentar adiantar ao máximo o resgate dos civis. -informei, enquanto andava na direção do andar de cima, e minha armadura já havia começado a ser montada em meu corpo, peça por peça, pelas garras robóticas espalhadas pela casa que acompanhavam meus passos. Quando cheguei na janela, a abri com certa pressa, e me posicionei para voar- Ah, e não se atrase para nosso encontro Jarvis. -brinquei com ele, antes do meu capacete se fechar totalmente, cobrindo por fim o meu rosto, a última peça a se encaixar e completar a minha armadura. Agora sim, estando pronta, ativei os propulsores e voei na direção do prédio em chamas, seguindo as coordenadas de Jarvis que apareciam em meu visor.

E é claro que eu não demorei para chegar no local do incêndio, mas realmente fiquei impressionada com o que vi e ouvi- Céus... Jarvis, quantas pessoas há lá dentro? -perguntei, com os olhos arregalados por trás do meu visor- Detecto dez formas de vida, madame. -me respondeu imediatamente, apontando os andares e em que lugares dos mesmos as tais formas de vida se encontravam, aproveitando que estávamos ainda voando acima do prédio. Aquela análise rápida da situação por parte de meu copiloto artificial ajudou-me muito, pois assim eu pude ver aonde é que estavam cada uma das pessoas do prédio, mas ainda assim eu estava preocupada de não estar preparada o suficiente para salvar tantas pessoas, então repensei um pouco a minha estratégia- Quero cinco Sereias de Ferro comigo em no máximo cinco minutos. -ordenei, séria por trás do visor, enquanto mergulhava em direção ao prédio o mais rápido possível, pois queria agir rápido para evitar o máximo de perdas de vida. Porém, pela análise rápida da estrutura que meu equipamento fez à caminho do prédio, pude detectar que sua estrutura (que aliás, já era envelhecida) estava rapidamente se fragilizando, devida a intensidade das chamas que consumiam seu interior, por isso diminuí a velocidade antes de entrar pela janela do terceiro andar, para evitar qualquer impacto desnecessário que poderia acabar derrubando o prédio sem querer.

Com o pouso sendo um sucesso, decidi desligar então os jatos da minha armadura e me mover pelo solo mesmo, aproveitando da proteção contra incêndios da minha armadura para me mover livremente, e usar o menos possível da propulsão de minha armadura, por conta de meu medo de aumentar ainda mais o incêndio ou, pior, acabar derrubando o prédio em cima de mim. O que não afetou muito a minha velocidade ao caminhar, pois pude ainda me mover em grande velocidade ao correr, alcançando em poucos segundos o apartamento do fim do corredor no primeiro andar- Por favor, mantenham a calma,
eu vim ajudar!
-pedi, logo após destruir a porta chamuscada com o ombro da minha armadura, e vendo a família assustada no meio do apartamento em chamas. Em seguida, accionei os tubos dos pulsos da minha armadura, que surgiram na parte de baixo da mesma, disparando alguns jatos de nitrogênio líquido ao redor das chamas, que aos poucos foi apagando as mesmas que se encontravam ali, tempo o bastante para me aproximar da família- Rápido, segurem-se em mim! -pedi, segurando em um braço uma criança desmaiada, e oferecia minha mão para os pais do garotinho ali se segurarem. Assim que o fizeram, pulei para pela janela com os três, e diminui a velocidade nossa de encontro ao solo com meus propulsores, deixando-os em segurança ali para voltar ao prédio e pegar o restante dos civis.

Até então estava fácil, mas pelos gritos dos andares superiores eu não tinha tempo, por isso fiquei muito aliviada quando enfim as sereias chegaram- Já não era sem tempo, Jarvis. -disse, de forma animada ao meu amigo artificial, atravessando a janela do quarto andar- Uma sereia comigo, as outras vão em pares para o sexto e sétimo andar. É só seguirem a programação e vai ficar tudo bem. -informei, já delegando as tarefas para as minhas máquinas e aliviando o trabalho de Jarvis, já que teria que apenas seguir o que estava já insere nas máquinas. Enfim, com todas se dividindo conforme eu havia ordenado, fui acompanhada por uma sereia pelo andar que havia acabado de chegar, e não precisei dizer mais nada para a máquina, pois ela foi direto até a forma de vida mais próxima, abrindo educadamente as portas pelo caminho, atravessando o fogo por conta de sua blindagem, escudos energéticos e, claro, sistema de resfriamento que utilizavam-se de nitrogênio líquido para torná-la praticamente imune ao nível de calor que se encontrava no prédio. Enfim, não demorou para que ela encontrasse com o homem, quase desmaiando, e enquanto o pegava transmitia a minha voz, dizendo para ele exatamente a mesma coisa que eu dizia para o casal que havia acabado de encontrar do outro lado do corredor, protegendo-os da chama, abraçados e praticamente aceitando a morte- Continuem calmos, tudo irá acabar bem. A ajuda chegou. -disse, e é claro que as demais máquinas minhas que estavam no prédio fizeram questão de transmitir a mesma mensagem, com a minha voz, como se eu estivesse também dentro delas.

Enfim, em poucos minutos, com a ajuda das máquinas para diminuir as chamas de dentro das habitações que as pessoas ainda se encontravam, e toda a sua proteção anti-chamas, consegui retirar todos os dez civis em tempo record, deixando todos em segurança na calçada. E para a minha felicidade, até me aplaudiam quando o último dos residentes havia enfim pousado em segurança no solo, longe do prédio em chamas, enquanto que minhas Sereias de Ferro apagavam as chamas como conseguiam, com três utilizando do pó químico misturado com espuma que continham dentro de si (semelhante ao encontrado em diversos extintores, mas melhorados para poder atuar em qualquer tipo de incêndio), enquanto que outras duas se ligaram aos hidrantes próximos dali, imitando equipamento dos bombeiros ao esguicharem a água em alta pressão das pontas de seus dedos.

- Obrigada, obrigada! -agradecia, me curvando aos aplausos da plateia, da forma humilde com a qual eu costumo atuar- Mas foi fácil. Podem ficar tranquilos que posso repetir isso sempre que precisarem de mim! -disse, acenando para as pessoas enquanto voltava a flutuar aos poucos, pois ouvira um apito um tanto... perturbador, de Jarvirs- Senhora, por mais que as sereias trabalhem, o fogo parece continuar a aumentar. E parece que a causa disso é o seu foco, que se encontra no segundo andar do edifício. As chamas não param de sair dali, mas a causa ainda é desconhecida, pois as leituras de seu atual traje e das sereias não são muito precisas à essa distância do local. -ele me informou, e nem precisou dizer mais nada após isso, pois eu já sabia o que deveria fazer.

Trazendo comigo três sereias (enquanto que as outras duas continuavam ligadas aos hidrantes, tentando controlar as chamas), invadi o segundo andar pela janelas, e andando com cuidado fui até a direção de onde as chamas pareciam se originar, o local de maior calor, e me surpreendi quando vi aquilo- Uma pirocinética! -disse, ao olhar de longe por certo ângulo da porta e ver a mulher em pânico no chão, sem saber como parar aquilo e ainda gritando por ajuda- Tá,
ela parece não ter controle sobre isso ainda, e também é muito poderosa... mas sei o que fazer...
-disse, mergulhando nas chamas sozinha, indo na direção da mulher e a abraçando- Fique calma, vou lhe ajudar a controlar isso, ok? -disse à mulher em voz alta, e logo depois ativei meu comunicador com Jarvis- Faça as três Sereias de Ferro desse corredor descarregarem toda espuma e pó-químico em mim e na chamuscada aqui. Trave a mira delas em nós, entendeu? -gritei para Jarvis, observando os níveis dos meus escudos, atenta para não acontecer qualquer falha, enquanto colocava em prática meu plano que, é claro, meu amigo não concordava- Madame, isso vai diminuir a expansão das chamas por um tempo, mas não vai... -ele tentou avisar, mas logo o cortei- SÓ OBEDECE, JARVIS! -e com aquele grito, finalmente ele fez o que eu pedi, sem qualquer outro questionamento.

Como ele disse, aquilo não apagou as chamas, mas ajudou a contê-las, assim sendo, elas não mais se alastrariam ou aumentariam muito sua temperatura, mantendo uma constante baixa demais até para causar incômodos para meu traje, então tanto eu quanto o prédio e sua estrutura estávamos seguras, porém aquilo não era uma solução definitiva, já que a espuma e o pó-químico das minhas sereias iria acabar logo. E eu podia muito bem desmaiar a garota agora e dar aquilo como terminado, mas não sabia como é que seu poder funcionava ou mesmo se iria cessar com o fim de sua consciência, por isso, para não correr nenhum risco, decidi levar ela dali voando em velocidade máxima, saindo pela janela (sem machucá-la, é óbvio) e a carregando, com três das Sereias de Ferro logo atrás de mim, com seus jatos de espuma e pó-químico em nós duas, mantendo as chamas controladas enquanto isso (o que eu tenho certeza que foi o motivo de a cidade não acabar tendo sido incendiada sem querer por minha culpa, pois impedira a expansão e talvez até explosão de chamas que a pirocinética poderia causar ao não se encontrar mais em um ambiente fechado), voando até o Rio Bronx, localizado ali em certa parte da cidade, onde eu mergulhei com a mulher.

Claro que eu fui até uma altura do rio em que ele estava livre de poluições ou quaisquer dejetos nojentos, onde foi seguro mergulhar com a pirocinética, e enfim nos vendo seguras, já que a mulher se encontrava agora ensopada, enquanto que eu ativei embaixo da água mesmo os propulsores da minha armadura, e assim fui para terra firme, onde me sentei (ainda vestindo minha armadura, e incrivelmente seca por dentro, por causa de sua incrível proteção, mesmo contra a infiltração) e retirei meu capacete, sorrindo para a pirocinética, que parecia aliviada agora que não pegava fogo- E aí, tudo bem? Melhor? -ao vê-la dizer que 'sim' com um aceno da cabeça, eu finalmente dei uma risada- Isso é bom! Mas... o que acha de evitar de pegar fogo assim de novo, ein? Posso te ajudar com isso... a controlar esse poder... -disse, olhando para as minhas sereias, que agora pousavam ao meu lado, na beira do rio- Se trata de um instituto, para pessoas como você. Não vai ser explorada lá, só receberá ajuda, ok? Então... bem... pode nos procurar, se quiser evitar de se descontrolar e machucar pessoas outra vez. Há muitas coisas boas que pode fazer com esse seu dom, acredite! -avisei, abrindo a parte da cintura da minha armadura, para pegar um cartão, que eu deixei na beira do rio, enquanto me levantava. Agora, dali para frente seria com ela.

- Mantenha uma sereia com ela, até ela estar em um local seguro e ter certeza que não vai fazer nenhum churrasco surpresa de novo, ok Jarvis? -brinquei com ele, falando pelo comunicador mais uma vez, e recolocando meu capacete- Sim senhora. Aliás, pode ser de seu interesse saber que o edifício já se encontra livre de chamas e sua estrutura possui muito menos dano do que o estipulado. Mas há pessoas esperando no local para saber a quem agradecer. -ouvi do robô, e eu não podia estar mais feliz com isso- Vai ser um prazer receber mais alguns aplausos. Mande as demais unidades das sereias para casa, que já estou voltando para o local do incêndio. Se possível, conseguiria chamar a imprensa para o local? Seria legal um pouquinho de fama... -disse, com um sorriso sem vergonha por trás da minha viseira, enquanto sobrevoava a cidade de forma bem exibida, voltando para o edifício em que estive antes, para ser devidamente recompensada- Ah, e é claro, Jarvis. Obrigada! -agradeço ao meu amigo, antes de pousar entre os cidadãos.

É, definitivamente é muito boa a minha vida!

tag: NPC's | Armadura Tétis: aqui | Sereias de Ferro: aqui

OFF: Espero não ter exagerado ><  


<3


Informações:
Atributos:
FORÇA: 30
INTELIGÊNCIA: 45
RESISTÊNCIA: 30
AGILIDADE: 30
VIGOR: 20
CARISMA: 30

Perícias:

i. Mecânica, nível iii pedagoga;
ii. Tecnologia, nível iii pedagoga;
iii. Armas de Fogo, nível iii pedagoga;
iv. Pilotagem, nível ii experiente;
v. Corpo a Corpo (Kung Fu), nível i caloura
vi. Psicologia, nível i caloura

Habilidades da Reencarnação:

i. Intelecto Nível Gênio: Antes mesmo de ter a consciência de sua reencarnação, Melanie se mostrou muito mais do que uma prodígio de engenharia mecânica, pois ainda cedo se formou no Massachusetts Institute of Technology com honras, aos 17 anos. Por coincidência ou não, o mesmo lugar e com mesma idade que sua outra encarnação, Tony Stark.

Com uma inteligência classificada como super-gênio, ela é facilmente uma das pessoas mais inteligentes da Terra, principalmente no que se diz em engenharia e tecnologia. Sem falar que isso se refere também a sua engenhosidade incrível ao lidar com situações difíceis, mesmo quando possui recursos limitados, podendo-se utilizar mesmo de qualquer coisa à mão para se virar, mesmo construir uma armadura nova com sucata, além de compreender com facilidade tecnologia desconhecida/alienígena avançada.

O seu gênio lhe permite atuar como uma futurista, o que influencia muito em suas decisões e em sua personalidade em si, já que lhe torna capaz de ter grandes intuições sobre o futuro, com base nas tendências das situações atuais, à ponto de pressentir quando algo pode acontecer anos antes (como uma invasão, uma guerra, coisas grandes), e assim se preparar com antecedência. Isso também lhe torna capaz de prever com precisão a forma de como um determinado indivíduo vai agir ou falar antes mesmo antes de conversar com a pessoa, o que tira praticamente toda a graça da interação humana com ela, já que é mais difícil ela se surpreender, graças a sua capacidade avançada de raciocínio. Ela pode acabar até terminando as frases de outras pessoas por conta disso!

Melanie ainda tem uma capacidade incrível de ser multitarefas, o que pode ser ainda melhor se auxiliada por suas máquinas e equipamentos, podendo assim dividir sua consciência de forma perfeita para diversas tarefas, sendo assim é capaz de lutar, conversar, se mover e mesmo processar informações e várias outras coisas ao mesmo tempo. Naturalmente ela já era uma mulher multitarefas incrível, mas desde que sua reencarnação pareceu ''despertar'' mesmo, ela talvez seja hoje a melhor multitarefas do mundo! O que não é bem um poder, mas a torna bem versátil.

Seu raciocínio rápido e de um nível anormal lhe torna também uma tática brilhante, capaz de formular rapidamente estratégias de batalhas e novos planos para qualquer situação, mesmo se mudarem, mesmo se estiver em desvantagem ou contra inimigos poderosos.

ii. Especialidades: Contrariando os costumes de que homens são os melhores engenheiros, antes mesmo de sua encarnação despertar, Melanie já era uma excelente engenheira e mecânica, mas desde que se tornou a Iron Woman, quando sua encarnação despertou, ela é capaz de modificar, melhorar, desmontar, compreender ou mesmo aprender sobre qualquer máquina, se não, todo tipo de máquina. Além disso, ela tem um incrível conhecimento de biologia, bioengenharia, química, física e exatas, sendo facilmente uma das maiores mentes do mundo.

iii. Mulher de negócios: Talvez seja natural de si ou de sua encarnação mesmo, nem Melanie sabe, mas de toda forma, ela é extremamente respeitada no mundo dos negócios, sabe administrar muito bem uma empresa e é capaz de se virar bem no quesito economia, além de ser experiente e inteligente o bastante para acumular várias empresas de milhões e milhões de dólares com o passar dos anos sem se atrapalhar. Ela é conhecida como uma ótima chefe, apesar de sua personalidade... irritante. É bem leal à quem trabalha para ela, possui uma ética empresarial impecável, além de se esforçar para manter um ambiente confortável e confiante em suas empresas, e não tolera que qualquer funcionário seu cometa crimes, dentro ou fora de suas empresas. Também afirma que saberia reconstruir sua fortuna em pouco tempo, mesmo se a perdesse e tivesse que começar do zero.

iv. Artista Marcial Qualificada: Ainda está em fase de descoberta desse seu lado, mas Melanie sabe que, em outra vida, foi treinada em combate desarmado por vários heróis e heroínas incríveis, como Capitão América, Viúva Negra, Pantera Negra e Shang-Chi, tornando-se físicamente formidável por conta própria quando a situação exige.

v. Armas de fogo: Melanie sabe tudo sobre armas de fogo e como utilizá-las, principalmente as que ela mesma projeta, sejam tecnológicas ou não.

vi. Vontade Indomável: Melanie parece ter herdado isso principalmente de sua reencarnação, que ela lembra ter sido capaz de nunca desistir de situações difíceis e emergir da derrota ainda mais forte. Para quem a conhece bem, diz que a Mulher de Ferro é ela, e não sua armadura, por conta dessa sua vontade indomável de continuar lutando.

vii. Poliglota: Fora o inglês, Mel sabe falar outras línguas fluentemente, mesmo que nunca tenha estudado-as (por isso, suspeita-se que ela herdou todo esse conhecimento de línguas de sua antiga encarnação, mas também a ajuda a aprender facilmente línguas novas, basta ela estudar que sua mente brilhante com certeza irá facilitar), com isso ela escreve/fala fluentemente: japonês, mandarim, francês, italiano e russo. Ela também parece conhecer línguas do Oriente Médio, embora urdu nunca tenha sido seu forte.

Armaduras:
Como melhoramento para as armaduras especialmente utilizadas nessa ação, a armadura Tétis é equipada com uma espécie de melhoramento do material conhecido como starlite, uma versão criada pela própria Melanie Stark com base no que se conhece do misterioso material criado durante os anos de 1970 e 1980, mas a sua versão misturada a armadura resiste à temperaturas de mais de 2000 graus, isso sem contar com as demais defesas de suas armaduras, que aumentam em muito mais a resistência ao calor.

Fora isso, a armadura Tétis possui diversos equipamentos próprios para apagar incêndio, utilizando e misturando desde materiais que se encontram dentro de si, como também misturando o que encontrar no ambiente (como água ou mesmo materiais de extintores de incêndio), para se recarregar e auxiliar no combate aos incêndios. A espuma misturada ao pó-químico especial que é expelida pela armadura, não só isola as chamas e retira seu oxigênio, como também deixa muito frio e úmido o local em que encostar, impedindo que as chamas voltem a se espalhar pelo lugar. Tais propriedades descritas aqui são não apenas da armadura Tétis, como também das Sereias de Ferro.

Mas é claro, Tétis está também equipada com as capacidades padrões das armaduras da Iron Woman, que são:

Força Sobrehumana: Com sua armadura, Melanie é capaz de levantar mais de 100 toneladas, podendo inclusive aumentar essa sua força base se sua armadura estiver alimentada por uma fonte de energia mais poderosa que o comum. O nível base de sua força depende mais de qual armadura ela se encontra atualmente, por isso, é algo que varia bastante.

Velocidade super-humana: Ainda que não estejam realmente voando, as armaduras de Melanie sempre a permitem se mover em velocidade bem acima do limite humano, seja correndo ou mesmo se movimentando.

Vôo: Suas armaduras podem normalmente atingir velocidades superiores a Mach 10 ao estarem voando, um padrão seu, no entanto é capaz que essa velocidade varie, à depender de modelo e de melhoria que os trajes de Melanie receberem, não tendo realmente um limite para até aonde ela pode chegar. Uma curiosidade é que o uso de suas botas de jato, fornecem energia o suficiente para levantar uma carga de em média 5x maior que o limite da armadura atual de Melanie, se utilizada em conjunto com os propulsores dos braços da armadura.

Power Cells: A maior parte de suas armaduras são alimentadas por uma combinação de conversores solares, baterias elétricas e um gerador interno que usa absorção de partícula beta como fonte de combustível. Modelos atuais usam um conjunto de cinco geradores Reator Arc para serem alimentados.

Conversor de Energia: Suas armaduras também são capazes de absorver e converter fontes de energia próximas ou distantes, tais como calor, energia solar, elétrica, magnética, geotérmica ou cinética ou energia do próprio planeta em eletricidade, ou mesmo drenar energia diretamente das baterias para recarga.

Sistema de suporte de vida auto-contido e proteção ambiental: Quase todas as armaduras podem ser completamente vedadas para operações em vácuo ou subaquática, fornecendo seu próprio suporte de vida e protegida contra radiações, ataques biológicos, químicos, corrosivos, cinéticos e elétricos.

Magnetismo: Algumas de suas armaduras podem gerar campos magnéticos para puxar ou empurrar objetos de metal à vontade, podendo assim manipular objetos metálicos sem precisar tocá-los.

Anti-Magnetismo: As armaduras de Melanie sempre são equipadas para negar os efeitos de magnetismo sobre elas, principalmente por que não é raro encontrar mutantes que tenham poder sobre tal, e assim permite à garota se livrar de muitos incômodos, não apenas mutantes magnéticos.

Computador de bordo: Como padrão, toda armadura sua tem um sistema operacional interno de computador de bordo que ajuda Melanie a fornecer estratégias, informações detalhadas sobre oponentes, arredores, o status de seus ternos e etc... É quase como um copiloto super inteligente, e pode não parecer mas é de extrema confiança para a garota, mas caso o mesmo seja comprometido, ela sempre poderá substituí-lo por outras interfaces que ela projetou e deixou em espera em locais secretos.

Sensor: Há sensores por todas as suas armaduras, e eles sempre incluem radar, visão noturna e scanners fisiológicos / médicos que permitem monitorar os sinais vitais de outras da própria Melanie e até outras pessoas, incluindo escaners detalhados de órgãos internos. Essas varreduras de seus sensores também fornecem a Stark os dados fisiológicos pessoais das pessoas em tempo real. Eles também são capazes de fazer uma varredura ambiental total ao redor da mesma, para analisar a atmosfera ou formas de vida - incluindo projeções de energia astral.

Sobrecarga: Quando necessário, os sistemas das armaduras podem ser grandemente aumentados, ignorando circuitos de segurança e limitadores. No entanto, há uma chance de que isso pode resultar em uma falha do sistema completo da armadura logo em seguida, mas isso é extremamente útil para a garota, para casos desesperadores. O uso desse comando pode ser controlado, pois só atingindo seu limite máximo e permanecer nele por um longo tempo causará uma falha total do sistema. Esta gama vai de um 800% seguro a 3200%, até um 5000% muito perigoso.

Durabilidade melhorada: Por conta de seus materiais e dos campos energéticos que cobrem suas armaduras, elas se tornam sempre muito duráveis, capazes de suportar enormes quantidades de danos, variando de limites apenas dependendo da armadura em que se encontra. Elas podem suportar balas de alto calibre com facilidade, assim como também suporta foguetes, mísseis, torpedos, lasers de alta potência, e diversas armas desse patamar, tendo pouco ou nenhum dano. Suas armaduras ainda são bem resistentes contra a eletricidade, o fogo, os impactos mais pesados, como explosões de energia. Há armaduras que aguentam variação extrema de temperatura, desde temperaturas abaixo de zero Kelvin a até as temperaturas solares, assim até como ataques de seres poderosos como Thor, mas essas são mais raras e difíceis de serem usadas, já que são até especiais para serem usadas contra adversários específicos, sendo mais armas secretas para ela. É dito que a resistência base de suas armaduras em geral envolve a capacidade de sobreviverem à qualquer coisa, menos uma explosão nuclear no ponto zero, mas como dito, essa resistência sempre varia. Há ternos que protegem automaticamente a sua portadora quando entra em um ambiente hostil, como o espaço exterior ou mar profundo, sem precisar de algum comando. As armaduras ainda tem circuitos especializados que protegem contra ataques telepáticos.

Escudos de Energia: Algo comum para as armaduras de Melanie é o escudo de energia que cobre a já resistente blindagem da armadura, reforçando ainda mais sua defesa. Esses escudos são capazes de refletirem ataques enquanto que Melanie permanece imóvel. Claro que a resistência dos trajes variam, mas no traje certo, com 2% de potência desses escudos, a armadura se torna forte o suficiente para suportar uma explosão nuclear, protegendo sua usuária mesmo no marco zero da explosão, mesmo que causada por materiais ainda mais radioativos do que o urânio. Esses escudos ainda são poderosos o bastante para proteger a usuária e o traje de ataques que possam separar moléculas ou mesmo de magia.

Repulsores: A arma primária de toda armadura sua é essa arma de feixe de partículas que se encontra equipada na palma da mão de cada armadura sua. Podem repelir ataques físicos e energéticos, viajando até seu alvo como um único fluxo ou como uma dispersão de campo largo. Explosões de energia desses raios repulsores possuem força de penetração variáveis, que vão desde perfurar sem esforço 2 polegadas de aço para explodir um buraco através de uma montanha. A saída de poder pode ser ajustada para o feixe maior ou uma explosão de repulsor omnidirecional, variando da energia que Melanie quiser utilizar. As saídas dos repulsores podem ser ajustadas para raios de calor que geram 2 gigawatts ou mais, dependendo do que Mel quer fritar.

Unibeam: Um poderoso truque de suas armaduras, localizado sempre na fonte de energia que se encontra em seu peito, tornando assim suas armaduras capazes de projetarem feixes em praticamente todos os espectro de luz. Usado geralmente como uma arma poderosa que pode destruir quase qualquer coisa em seu caminho, podendo ser lançada de formas diferentes, disparando diversas formas de energia em diversas potências (o padrão), disparando feixes múltiplos de energias diferentes todas ao mesmo tempo (geralmente usada após a armadura absorver energias diferentes), feixes ultra concentrados de mega-joule, energia acústica e neutros (chamado de Pentabeam), ou mesmo seu mais poderoso, o Omnibeam. Esse último é diferente, pois ao invés de disparar ataques do tipo feixe de energia, o gerador no peito da armadura em questão se aquece a 25.232 graus Fahrenheit, projetando luzes extremamente poderosas com isso e causando cegueira irreversível em inimigos descuidados, além de emitir ataques ultra-sônicos capazes de impressionar até mesmo inimigos com durabilidade fora do normal, até mesmo podendo causar desintegração em inimigos mais fracos. A forma de utilizar o Omnibeam é normalmente envolvendo a utilização de gigantescas quantidades de energia, o que na maioria das vezes envolve drenar toda a energia ao arredores ou até mesmo da própria armadura de Melanie, levando ao seu reator do peito e convertendo em biliões de petawatts, disparando-o.

Lasers: Como padrão, toda armadura sua possui lasers que podem ser usados como arma ou para soldagem, incluindo laser UV para penetrar escudos permeáveis à luz.

Pulse Bolts: Extremamente poderosas descargas de plasma que se propagam à distância, mas implodem se ficarem sobrecarregadas.

Energy Blade: Um equipamento básico que projeta um laser de curto alcance de forma constante, moldando-o na forma de uma espada de laser, podendo assim ser usada para cortar alvos, mas essa energia também pode ser achatada para formar um escudo e reforçar ainda mais suas defesas, ou espalhada por sua armadura inteira, colocando mais um revestimento protetor de energia por cima dela, só que espalhando sua durabilidade pela armadura.

Mísseis Inteligentes: O Míssil Inteligente é aquele que pode direcionar os pontos fracos de uma estrutura, objeto ou inimigo para infligir o máximo de dano com uma carga mínima, e praticamente toda armadura de Mel possui esse tipo de míssel.

Impacto em Hiper Velocidade: O programa Hyper-velocity das armaduras de Melanie permite que seu computador raciocine e se mova em um frame de tempo muito mais rápido que os demais à sua volta, quase como se estivesse se deslocando mais rápido no tempo enquanto ataca, permitindo ataques mais rápidos. Além disso, esse programa pode criar uma bolha elétrica se Melanie está indo rápido demais, para protegê-la. Enquanto tal bolha estiver ativa, uma descarga de plasma é emitida quando o traje entra em contato com Vibranium, afastando o mesmo.

Tasers Microscópicos Telepáticos: Criado à partir de uma ideia que parecia ter vindo de uma outra vida sua, Melanie fez esse dispositivo para as suas armaduras que impede de seres telepáticos usarem seus poderes, tasers especiais que são armazenados nos jatos elétricos das suas armaduras. Quando inalados por um telepata, quanto mais ele tenta acessar seus poderes psíquicos, maior é a tensão da corrente elétrica liberada em seu corpo através desse dispositivo. Pode ser letal se o telepata não parar de tentar usar seus poderes.

Inibidores de Telepatia: Por segurança, as armaduras de Iron Woman de Melanie são equipadas com dispositivos capazes de bloquear sinais de ondas telepáticas, impedindo-a de ser afetada por ataques ou interações mentais.

_________________


avatar
HERÓIS
59

Arredores de New York

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: EVENTO P/ HERÓIS, em chamas

Mensagem por Arwen K. Villenueve em Sex Abr 07, 2017 8:25 pm

GOOD LUCKY
O lado bom de ter uma habilidade que faz o universo conspirar a seu favor é o fato de que tudo conspira a seu favor. Não há limites, ou pelo menos nunca cheguei a tal ponto, não havia efeitos colaterais e meus poderes não ficavam em evidencia para quem presenciasse meus grandes feitos, tudo aos olhos da sociedade não passava de muita sorte. Sentia-me extremamente confiante em todas situações possíveis, afinal, era garantido que algo aconteceria a meu favor, mas o ponto mais interessante é que meu "ponto" fraco, digamos assim, era algo um tanto...vergonhoso. Galinhas. Sim, sabe, aqueles animais com penas e asas, mas não voam. Argh! Me dão arrepios apenas de me lembrar.

Isso é apenas um detalhe, nada que me impeça de fazer sucesso e me consagrar como uma heroína, imaginem só a fama que ganharia apenas por derrotar alguns criminosos, claro, sejamos realistas, nunca chegarei a ser como a Mulher de Ferro, mas não custa sonhar não é mesmo?! O pior de tudo era que os peixes grandes sempre ficavam para heróis mais consagrados e nunca sobrava diversão o suficiente para a ainda coadjuvante Dominó. Como conseguir fama quando tantas estrelas lhe ofuscam de uma única vez? Oportunidades eram raras, mas isso não quer dizer que tais não apareciam uma vez ou outra, se não posso derrotar grandes vilões por ai, acredito que ao menos poderia salvar algumas vidas e ouvir alguns singelos agradecimentos.

Naquele dia o céu estava limpo, o azul predominava toda sua extensão, não dividindo espaço algum com nuvens, entretanto uma parte da cidade aparentava não seguir o padrão imposto pelo clima e uma enorme quantidade de uma fumaça um tanto densa, e de acordo com meus conhecimentos onde há fumaça, há fogo. Aparentemente o local estava um tanto quanto distante mas como eu disse mais cedo para Dominó não há limites, um sorriso maroto brotou em meus lábios demonstrando o quão confiante era em relação a minha habilidades, de uma simples caminhada passei a movimentar minhas pernas mais rapidamente até estar correndo e decidir tomar algum atalho considerado perigoso. O caminho foi um beco sem saída, daqueles que tem em todo filme de suspense e que sempre apresenta uma escada para subir ao topo dos prédios, de lá a visão seria mais ampla e clara.

Enquanto subia sentia a adrenalina tomar conta de meu corpo, mesmo que ainda não tivesse feito nada demais, apenas a expectativa de mais ação era o suficiente para que os pelos de meu braço se arrepiassem,
ao topo do prédio pude avistar um edifício mais a frente em chamas, nenhum sinal dos bombeiros e possivelmente muitos feridos. —Hm. Qual o melhor meio de chegar até lá por cima de um prédio?! Parkour, talvez? Nunca fiz Parkour, mas quem liga não é mesmo?! - O sorriso ainda estampava o meu rosto, a insanidade em algum momento se tornou parte de mim, e mesmo toda sem jeito para com os movimentos e saltos e possíveis escorregões (que nunca aconteciam) e quedas (que nunca ocorriam também), vi-me aproximar-se cada vez mais do destino final até que estava frente ao edifício em chamas,
vozes desesperadas pediam por socorro e a seriedade passou a tomar conta de meu corpo, eram vidas em risco e talvez eu fosse a primeira pessoa capaz de fazer algo por eles.

Observei a ruas, o prédio onde me encontrava devia ter pouco mais de quinze metros de altura e eu sinceramente queria descer o mais rápido possível, tinha pressa, não queria descer escadas e muito menos esperar pelo elevador junto a pessoas desconhecidas ao mesmo tempo que uma música sem graça invadia meus ouvidos. —Tudo bem, o que acontece caso eu salte daqui?! - Perguntei a mim mesma sem saber a resposta de meu auto questionamento. Suspirei, fechei meus olhos e a beira de despencar mudei de ideia, talvez não devesse abusar tanto das habilidades, estranhamente era a primeira vez que sentia receio de fazer algo idiota. Estava agora dentro do prédio em frente ao elevador de braços cruzados e batendo o pé, mordiscava o lábio inferior pensando na minha excitação de minutos atrás. [...]

  [...] A rua estava interditada, uma aglomeração de curiosos se formava em volta do prédio enquanto policiais tentavam controlar a situação e escoltar algumas pessoas que conseguiram sair a tempo de todo aquele caos, muita fumaça saia do local e alguns ainda afirmavam haver pessoas lá dentro. —Isso não pode ter acontecido de fonte natural, esse fogo parece muito mais poderoso. - Poderia estar sendo paranoica entretanto era o que sentia, e por mais tolo que parecesse eu confiava neles. Todos os oficiais estavam ocupados buscando manter os bisbilhoteiros longe do perigo, e essa foi a deixa para que eu entrasse pela porta da frente e apesar de terem me visto não puderam fazer nada quanto a minha investida.

 Um dos meus principais erros era ser impulsiva, estava em meio a um prédio em chamas inalando fumaça em busca de pessoas, nem mesmo sabia quantos ainda restavam. O fogo consumia tudo e o estado do local ficava mais precário a cada minuto que passava, tentei inalar o mínimo possível de fumaça colocando a camisa por cima de meu nariz, subi alguns andares pela escada de emergência e nem mesmo minha habilidades foram capazes de me livrar de algumas queimaduras. —SE TIVER ALGUÉM AI, POR FAVOR, RESPONDA! - Subi mais alguns degraus sem resposta, mas não demorou até que pudesse ouvir algumas vozes, no entanto precisei respirar um ar mais fresco, estava começando a sentir minha cabeça pesar antes de ir até a janela de um andar qualquer e notar que os bombeiros finalmente haviam chego.

Tudo bem Arwen, agora você tem suporte! - As coisas estavam tomando um rumo ruim, mas eu já havia me colocado na situação. Retomei toda a confiança que exalava mais cedo e voltei-me ao interior do prédio e segui as vozes que ouvia, quanto mais me aproximava mais nítida ficavam e chegou um momento em que claramente pode ser escultado uma discussão, não havia tempo para entender o motivo, abri a porta com certa dificuldade, haviam vários escombros e parte do teto começava a ceder. —O que vocês estão fazendo, estão esperando tudo cair em suas cabeças?! - Roguei contra todos ali, pareciam mais preocupados em acuar uma jovem do que em salvar suas próprias vidas.

—É tudo culpa dela! - Disse um homem apontando diretamente a uma garota isolada de todos os outros. —Ela que causou esse incêndio, essa...ameaça. Eu sempre soube, sempre soube que ela não era normal, e agora por culpa dessa "coisa" estamos nessa situação! - O homem parecia extremamente irritado e a garota assutada, não tinha tempo para dialogar livremente e muito menos paciência. —Calem a boca e saiam daqui, há bombeiros vindo prestar suporte, desçam as escadas. — Todos consentiram com a cabeça e apesar do homem inicialmente estar relutante quanto a ideia, acabou por ser convencido pela família, e no local restavam apenas a jovem e eu.

Ela estava chorosa, nervosa e com medo, tudo isso podia ser visto em sua face. —É tudo culpa minha. - Disse ela, sussurrando com lágrimas escorrendo em seu rosto. Aproximei-me dela com calma, tentava acalma-la mas nada adiantava e cada "surto" dela fazia com que as chamas ao nosso redor ficassem cada vez mais intensas. Parte do teto começou a despencar e o local por onde eu havia subido com certeza já havia deixado de ser uma alternativa, a jovem simplesmente não dizia seu nome, não contava o que havia ocorrido...apenas repetia sem parar que a culpa era dela. Diante determinada circunstância eu não conseguia fazer o que a possível causadora de tudo se move-se com suas próprias pernas, observei a janela do apartamento aberta por onde toda a fumaça escapava.  —Vamos ter que saltar! - Desviei o olhar a ela, ainda imóvel. Tomei a garota em meus braços e toda sem jeito a carreguei próxima a janela, estávamos num local não muito alto e algumas pessoas já haviam notado nossa presença e apontavam em nossa direção. Estava tonta, tinha a plena certeza de ter inalado mais fumaça que um fumante em toda sua vida, estava exausta e sentia-me mais fraca a cada minuto e sem aviso prévio despenquei junto a menina. Talvez, inconsciente. [...]

[...] Sentia minha cabeça latejar, vozes das quais não compreendia a minha volta e meus olhos apesar de se esforçarem para serem abertos mantinham-se no máximo semicerrados. Uma mascara de oxigênio me ajudava a respirar, deitada numa maca senti que apesar de ter feito tudo da pior maneira possível finalmente havia conseguido completar um ato heroico. Era no que eu queria acreditar pelo menos. Felizmente os bombeiros foram rápidos o suficiente para montar aquelas coisas infláveis para pessoas loucas como eu saltarem de prédios. Sentei-me com um certo esforço, observei ao meu redor onde boa parte da imprensa estava posicionada cobrindo o acontecido, e o mais importante era que assim como eu o máximo que havia acontecido aos residentes haviam sido queimaduras... —Dominó wins!   - Sussurrei com um pequeno sentimento de orgulho.

Atributos:
Força: 05
Inteligência: 15
Resistência: 10
Agilidade: 15
Vigor: 10
Carisma: 05

Perícia:
i. CORPO A CORPO - LUTA DE RUA, nível (calouro)

Poder:
i. Get Lucky: A habilidade pode por muitos ser considerada pura sorte mas tudo se baseia em uma forma diferente de telecinesia. A habilidade é afetar as possibilidades a seu favor, transformando a situação para que tudo ocorra bem ao usuário.

A telecinesia é envolvida quando objetos podem ser movidos com a mente mas apenas em situação de estresse. Isso ocorre quando um nível subconsciente se desencadeia sem a possibilidade de ser controlado.

O poder também pode ser visto mais como um efeito para as coisas que a rodeiam, como um campo de força que modifica a probabilidade de acontecimentos a seu favor. É absolutamente necessário que se mova para "ativar" o poder, ou ficará indefesa. Não só isso, sua sorte é o azar dos oponentes.

_________________


run until the sun comes up;

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: EVENTO P/ HERÓIS, em chamas

Mensagem por Cécile L. Macvoy em Sab Abr 08, 2017 2:38 pm

Eu passava por uma rua um tanto quanto distraída de mais até então ouvir um grito ao longe na outra esquina, meu coração logo saltou pela boca do susto em que havia tomada até então voltar meus olhos para a rua e perceber que havia fogo saindo de um prédio que já parecia estar parcialmente tomada pelo mesmo e em seguida saia correndo para tentar ajudar com meus poderes.

Algo que talvez eu não conseguisse fazer já que eu não controlava totalmente meus poderes, mas eu era a única que poderia ajudar e sendo assim entrava no edifício rapidamente começando a ir ao andar ao qual tudo estava queimando, quando cheguei pude ver ao menos 10 pessoas feriadas, 2 em cada quarto com meus olhos modificava o mesmo para tentar enxergar mais alguma coisa com olhos de águia.

-Tudo bem vamos tentar outra coisa. – Dizia para mim mesma ao ver que a fumaça e o fogo a minha frente dificultavam a minha visão e em seguida transmutava asas de um corvo em meus braços e logo em seguida batia uma na outra fazendo um pequeno furacão até umas duas portas conseguindo resgatar pelo menos quatro pessoas as ajudando e achar o caminho correto e em seguida voltando a andar mais um pouco até uma parede de fogo a minha frente com mais 2 pessoas presas.

-Ai meu deus. – Dizia ao ver parte da estrutura cair quase que em cima de mim me fazendo recuar um pouco e logo em seguida voltava a olhar para o fogo tentar fazer o furacão com as asas o que não tinha dado muito certo e sendo assim decidi me transformar em um pequeno elefante logo fazendo com que o nariz do mesmo conseguisse apagar o fogo com o vento logo voltando ao normal e ajudando as mesmas a sair do local voltando para ajudar as outras duas e encontrar o problema do incêndio.

-Mais que saco de fogo, eu sei que é um incêndio, mas como isso foi ocorrer? – Eu me perguntava em quanto abria caminhão fazendo pequenos furações com meus braços transformados em asas e logo que me aproximei do último cômodo pude ver uma garota que pegava fogo, será que ela era igual a minha e não estava conseguindo controlar os seus poderes, eu preciso ajuda-la era o que minha mente me dizia a mim mesma quando ouvi um grito no quarto ao meu lado, uma mulher e um homem estavam nele.

A porta estava emperrada e eu não conseguia abrir e foi quando decidi me transformar em um canguru fazendo a minha calda ficar no chão para que eu conseguisse me apoiar e usar as patas para arrombar a porta, o homem estava desmaiado e a mulher estava desesperada foi quando me transformei de volta e pedi que quando eu me transformasse em cavalo ela o colocasse em cima de mim que eu iria leva-lo para fora dali.

Quando o fiz a mulher logo o colocou em minhas costas e eu com jeito ajudei a mulher a subi os tirando dali rapidamente logo voltando ao prédio para tentar ajuda aquela garotinha o que era impossível e sendo assim começava a pensar no que fazer para neutralizá-la e logo podia ouvi ela pedindo para que tudo aquilo acabasse até eu lembrar de algo que poderia neutralizá-la.

Me transformava em um guepardo e começava a correr em sua volta, conforme eu corria o fogo ia amenizando e a garota começava a desmaiar e assim que a mesma estava no chão e o prédio estava sem mais nenhum fogo logo me transformava de volta em humana e logo me sentava um pouco conforme os médicos e bombeiros iam entrando no local.

Poderes:
rpórea em Animais

Transmutação Corpórea em Animais é a capacidade de se transformar em quaisquer animais, vidando que não se torna necessário ver o respectivo animal para que se transforme no mesmo. Também é capaz de dialogar com outros animais, sem perder a fala humana; os sentidos se apuram conforme a transformação animalesca é feita, assim como outras características.



i. ADQUIRE:

MÍMICA ANIMAL:

Mímica Animal é a capacidade de imitar quaisquer possíveis animais em geral, adotando a sua especialidade, como o olfato de um cão, a velocidade de um inseto, as guelras de um peixe e até teias de uma aranha.

ANIMALIA:

Animalia é a capacidade de conversar e controlar diversos e até mesmo todos os tipos de animais existentes, além de conseguir persuadi-los ao chegar em um nível elevado.

SENTIDOS AGUÇADOS:

Esse complemento é a união de todos os cinco sentidos, mas todos mais desenvolvidos do que normalmente os seres humanos têm.


i. VISÃO: Capacidade de enxergar com detalhes pequenas sutilezas de cor, textura e foco;


ii. AUDIÇÃO: Capacidade de possui a audição totalmente ampliada, sendo até mesmo capaz de escutar a grandes distâncias ou sons de baixa e alta frequência;


iii. OLFATO: Capacidade de sentir qualquer cheiro à distancias extremas, sabendo o cheiro de uma pessoa, esse personagem pode saber sua localização exata;



SUPER-FORÇA:

Super-Força é a capacidade de exercer força física acima do normal. Entre os efeitos estão a habilidade de poder levantar grandes pesos ou esmiuçar materiais resistentes mediante o exercício de sua força física.

SUPER-AGILIDADE:

Capacidade de ser totalmente ágil em quaisquer que sejam as circunstâncias, podendo desviar de ataques impossíveis com movimentos acrobáticos e até mesmo atacar diversas vezes contra apenas um usuário.

VELOCIDADE SOBRE-HUMANA:

Ela é mais veloz que os humanos comuns.

Manto Telepático


Capacidade de produzir um escudo ou pequenos feixes translúcidos, capazes de anular ou atenuar ataques mentais. Pode expandi-lo e o reduzir a sua vontade. A diferença é que apenas surte efeitos em ataques mentais, não inibindo poderes das outras categorias.

Perícias:
I. GEOGRAFIA, NÍVEL iii Pedagogo;

Atributos:
Força: 15
Inteligência: 05
Resistência: 03
Agilidade: 03
Vigor: 05
Carisma: 04

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: EVENTO P/ HERÓIS, em chamas

Mensagem por Kai Wittgenstein em Seg Abr 10, 2017 2:23 am



Don't run our hearts around

O rapaz está dirigindo em círculos com seu irmão dentro do bairro do Bronx. Semicerrando os olhos para enxergar através do para-brisa do Chevy Impala 67, Kai percebe que eles já haviam passado por aquele endereço mais de duas vezes e nenhum deles havia enxergado o número da casa em que os serviços do anarquista foram solicitados. Enquanto isso, Kwan está no banco do passageiro e, apesar de não ter exatamente uma paciência tão legendária, precisava manter a calma por dois. Afinal de contas, Kai está demonstrando sinais intensos de alguém que está sem paciência alguma para continuar rodando em círculos em outro condado. Kai dá um soco no volante e solta um longo suspiro alguém que desistira de completar seu objetivo há muitos minutos atrás. — Foda-se. Que toda essa merda se foda. — Finalmente diz o rapaz, agitando ambas as mãos e deixando o volante a mercê do nada por longos segundos antes de encostar sua coluna no assento de couro preto que ele próprio havia reparado. — Por que os malucos sempre me procuram? — Ele questiona o irmão, porém quando vê que o jovem assustadoramente semelhante a si abre a boca para responder a pergunta, Kai ergue o dedo indicador e simplesmente diz. — Não responda. — O segundo revira os olhos, ajeitando os óculos que estão escorregando pela ponte de seu nariz, simplesmente dá de ombros e solta um suspiro, dizendo que apenas iria sugerir que eles perguntassem para algum morador do Bronx se alguém sabia onde exatamente ficava o endereço.

No mesmo instante, Kai vira o volante para a direita e pega uma das saídas principais do bairro para retornarem à Manhattan. — Por que sempre que você abre a boca para falar alguma coisa, você consegue fazer com que eu me sinta um idiota, hein? — Questiona, tirando uma das mãos do volante para gesticular impacientemente com os dedos cheios de anéis de prata. Depois de percorrerem exatamente um quilômetro dentro pela saída principal do Bronx, Kwan percebe que há algo de errado. Sendo ele mais atento, escuta algo ao longe. Algo que Kai havia deixado passar de forma lamentável. Percebe que seu gêmeo gesticula para que ele ficasse calado, e assim o motorista também consegue ouvir. Gritos de socorro? O anarquista franze o cenho e vê que o irmão desce o vidro do seu lado apenas para sentir o cheiro de algo que vem muito ao longe. Kwan aponta uma fumaça que se ergue até o céu difusamente há muitas quadras de onde eles estão. Sem pensar duas vezes no que deveriam fazer, Kai gira o volante de forma brusca, cantando pneu na avenida e fazendo com que vários carros logo atrás freiem audivelmente. Das primeiras vezes em que os gêmeos Wittgenstein procuravam por crimes para resolver com o anarquista do volante, o supergênio dentre os dois quase perdia os óculos com a forma inesperada com que o mais novo executava suas manobras, porém depois de meses se adaptando à direção do irmão, estava sempre preparado para tais loucuras de Kai.

Parando o automóvel há apenas algumas quadras do prédio, ambos os gêmeos descem do mesmo e batem com a lataria. Por não ser exatamente alguém muito atento à discrição, Kai deixa que a tarefa de se assegurar de que não havia ninguém por perto com Kwan. Não levara nem dez segundos para o mesmo perceber que os pensamentos estão longe demais para que alguém estivesse perto o suficiente para vê-los. O mais velho assente e não demora muito para que a altura de Kai comece a aumentar gradativamente assim como a de Kwan. Fronte a si, existe uma grande figura angelical com enormes asas brancas e esplendorosas demais. O garoto jamais se acostuma com a figura controversa de seu irmão, que aparentemente podia ver outra criatura tão grande quanto ele. Contudo, ao invés de uma aparência bela e plena como a do gênio, a pele exibe uma pigmentação estranha e acinzentada, com várias fissuras em sua pele. As orelhas são pontiagudas, uma cauda preênsil agora faz parte de sua silhueta e no lugar de asas brancas; Kai possui asas negras e assustadoras. Sem mais delongas, ambos alçam voo. Kai toma impulso pisando em uma barricada de lixeiras de metal que se encontram no beco e sai voando em direção a fumaça que dança no ar fronte aos seus olhos. A voz sinistra do anarquista parece soar como uníssono dele e de seu irmão, denunciando que ele assumira totalmente a identidade de Acônito Vermelho. — Quer apostar uma corrida até lá?

Sem saber exatamente qual deles ganhara, eles observam vários guardas de polícia interceptando o lugar e mantendo as pessoas afastadas. Contudo não existe nenhum sinal do corpo de bombeiros para prestar serviço ao enorme prédio que está em chamas, que a qualquer momento poderia matar quem quer estivesse dentro daquele prédio. Batendo as asas para permanecer há muitos metros do chão, Kai se mantém há dois metros de distância das paredes do prédio e escuta atentamente o interior da enorme estrutura em chamas. — Escuto vozes lá dentro! — Exclama para seu gêmeo que plana há poucos metros acima dele, ouvindo os gritos de desespero que estão sendo abafados por pedaços de material de construção que começam a ceder ao fogo, caindo no piso já frágil da edificação. Kwan exclama o número de pessoas que estão presas ali dentro, sendo ele ainda bem mais atento que o primeiro, se tornando capaz de identificar o número de vítimas. Ele balança a cabeça em um gesto positivo e se aproxima do irmão, dizendo: — Tá pensando no que eu to pensando? — Questiona o demônio para o anjo, ciente de que as pessoas no entorno olham e gritam, sem conseguir identificar o rosto das supostas criaturas. Kai começa a bater as asas e aumenta a velocidade do movimento com ambas em conjunto com Kwan, até que ela fosse o suficiente para apaziguar o fogo do cômodo pelo qual eles conseguiriam entrar cm mais facilidade. Quando as chamas se afastaram da janela, o anarquista adentra o prédio seguido pelo gênio.

— Ok, estamos dentro! Eu vou averiguar os pavimentos superiores e você os inferiores. — Acônito Púrpura fecha ambas as asas, deixando-as juntas do corpo quando passa pelas brechas que o fogo ainda não tomou. Kai chega às escadas e escorrega vários lances de escada pelos corrimãos de pedra polida da edificação, descendo até o sétimo pavimento, que era onde aparentemente a pessoa mais próxima estava aprisionada pelo fogo. A fumaça não está tão densa, mas o calor é insuportável ali dentro. Acônito Púrpura adentra um dos apartamentos que tem sua porta de madeira danificada pelo fogo, chutando o que restou da mesma para adentrar o local que parece arder mais do que qualquer outro canto da edificação. “QUEM ESTÁ AÍ? ALGUÉM ME AJUDA!” — Eu já to indo! — Ele grita de forma espontânea na direção do som, vasculhando os cômodos até encontrar uma garota que trajava um roupão felpudo e pantufas de coelho. A menina se assusta com a visão que tem do mutante, que está totalmente transfigurado em um demônio, com seus olhos vermelhos, asas enormes e rabo pontiagudo. Ele ergue as mãos e diz: — Calma, calma! Eu to aqui pra te ajudar, não se assusta, não. — A vítima de cabelos louros e pijamas tira a mão da boca e olha no entorno, cercada pelas chamas que consomem o tapete felpudo que decorava o que antes era um quarto cheio de bugigangas. O pé direito do quarto era alto o suficiente para que pudesse voar até a menina? Achava improvável.

No mesmo momento, todo o gesso do teto emite um ruído de estrutura prestes a ceder. Dito e feito! Praticamente o pavimento superior inteiro caiu no meio do cômodo, deixando um enorme gradil de estrutura pré-moldada logo acima. A loura aos prantos com as bochechas manchadas de lágrimas e fuligem olha o demônio por cima dos restos de estrutura ali presentes e parece prestes a desmaiar. Sem nem ao menos pensar no quanto aquela estrutura devia estar quente, ele enrola a cauda preênsil nas estruturas de metal e fica pendurado de cabeça para baixo, olhando para a garota de um ângulo estranho e diferente. — Eu vou balançar e te tirar daí, ok? — Kai dá impulso através da força de seu enorme rabo e balança uma, duas, três vezes até que suas mãos alcançam a menina e puxam-na de uma vez para cima. Balançando as asas, ele plana com a menina nos braços no andar superior e coloca-a no piso firme mais próximo e junta-se a ela, alertando-a: — Não aspire demais esse ar. — Levando o pano de suas próprias vestes fronte ao nariz, ele cobre os ombros da menina com seus braços e a conduz escadarias acima para retornar para o oitavo andar, onde a janela ainda se encontrava aberta para a passagem de ambos. — Segure-se em mim. — Avisa-a, prendendo um dos braços na cintura da loura resgatada, levantando voo no perímetro do prédio e levando-a ao lado da edificação, sem olhar demais nos olhos da menina para que suas feições não fossem vistas por muito tempo. Mesmo na forma demoníaca, os traços do gêmeo são inconfundíveis e fáceis de identificá-lo em sua forma humana.

Acônito Púrpura voa em alta velocidade pela mesma janela que adentrou, e se dirige ao andar onde escuta o clamor da vítima mais próxima novamente. Dessa vez era uma mulher na cara dos quarenta anos, com os cabelos curtos e piercings na orelha e no nariz. Aparentemente era uma histérica também, pois quando viu a figura visualmente diabólica adentrar a cozinha do seu apartamento, soltou um berro de terror que o faz soltar um suspiro que soava como um “lá vamos nós de novo”. Ele ergue as mãos em forma de rendição outra vez, dizendo: — Eu vim salvar voc... AI! VOCÊ TÁ LOUCA?! — Mal teve tempo de terminar a oração. A vítima joga em Kai a primeira coisa que estava e sua frente, acertando-o bem no olho. Uma fruta amarela e com a casca parcialmente queimada. — Uma banana? É sério, minha senhora? — Questiona-a de forma incrédula, indo até a mulher que finalmente se deixara convencer de que o rapaz está ali para ajudar e deixa-o conduzir por dentre as fendas entre as chamas que estão apenas aumentando. Localizados no décimo andar, Kai e a mulher tentam sair do apartamento, porém um estrondo vindo da sala de estar e do hall do apartamento faz os dois frearem por um segundo. Quando ultrapassam o portal da cozinha para o corredor, veem a partir dali que o piso da sala e do hall até a porta de saída havia despencado não apenas um, mas três níveis para baixo, deixando um enorme abismo entre eles e a saída. A possibilidade de voltar é nula, já que os cômodos atrás dos dois estão tomados completamente pelo fogo e torna a fuga impossível. — Senhora, por favor, suba das minhas costas. — Pede Acônito.

Atendendo aos pedidos do vigilante, tomada pelo desespero ao aceitar montar nas costas de um demônio de dois metros de altura desconhecido, a vítima sobe nas costas do mesmo. Com sua altura que lhe proporciona uma vantagem, ele vê que tem espaço o suficiente para conseguir planar até a borda do piso inferior com suas grandes asas. Pedaços de pré moldados começam a cair e erguer poeira, fazendo com que instintivamente o anarquista proteja as costas da resgatada, recuando e fechando suas duas asas como um casulo de proteção. Ele recuar alguns passos e corre para tomar impulso e pular. A mulher de meia idade grita em suas costas quando o rapaz abre suas enormes asas negras e diminui a velocidade da queda até a extremidade do piso inferior. Quando com os pés firmas ao chão, Kai conduz a mulher até a janela mais próxima do cômodo do nível oito do prédio. Ele quebra o vidro com uma cadeira metal que estava parcialmente chamuscada no cômodo e escapa por ela, pousando na calçada para que a resgatada pudesse descer de sua coluna. Ainda histérica e cheia de gratidão, ela agradece o herói que retorna ao prédio outra vez. Dessa vez, ele percorre por todo o décimo pavimento para ter absoluta certeza de que não deixaria ninguém para trás. Na última porta do corredor, logo à sua esquerda, ele escuta tossidas bruscas e uma respiração falha e fraca. Dando um pontapé na porta de madeira que se encontrava tão frágil quanto as outras, Kai apenas dá o primeiro passo que torna possível enxergar de quem se trata a pessoa que está presa no apartamento.

Um senhor de idade, de pele cor de chocolate contrastante com sua barba muito branca e carrancudo está tentando puxar o pino de seu extintor, mesmo quase sem conseguir se manter em pé em seus próprios pés. Justamente quando Acônito Púrpura entra em seu campo de visão, ele liga o extintor e atinge o rapaz com a tal substância para apagar o fogo no rosto e em suas roupas no geral. — Eu estou cego! Não to enxergando, não to enxergando! — “Você não vai me atacar, seu bicho nojento!” Kai grita em plenos pulmões enquanto o idoso resmunga entre dentes, além de bater com o extintor na cabeça do rapaz que não consegue nem ao menos enxergar de onde veio o golpe. Ele segura o extintor quando o velho está prestes a lhe dar mais um golpe com o metal pesado, abrindo um dos olhos vermelhos para encarar o seu agressor. — Será que ninguém nunca viu um demônio gigante salvando as pessoas de um incêndio? Não responda! — Ele arranca o extintor das mãos do velho, que está tossindo de forma extremamente preocupante conforme pega sua bengala e se prepara pra dar um novo cutucão no mutante. — Eu vim te tirar daqui, seu velho! — “Não interesse de que inferno você veio. Ainda me deve respeito, sua coisa ruim!” Sem esperar que o velho cooperasse, Kai joga o velho pela cintura com um dos braços, enquanto a mão livre cobre sua boca para tossir mais de quatro vezes como se seus pulmões fossem sair para fora. Se irritando com o velho que não conseguia colaborar nem imobilizado e temeroso em quebrar alguma parte dele com movimentos bruscos demais, Kai sai carregando-o, subindo até a cobertura para conseguir encontrar uma janela que estivesse aberta para levar o velho para fora.

Quando uma equipe de guardas mostra-se pronta para recepcionar o mutante desta vez, Kai entrega o idoso enraivecido para um dos policiais e explica ligeiramente a situação para o guarda, apontando para o anjo que sai da janela com um dos resgatados ao mesmo tempo em que seu irmão começa a erguer-se alguns centímetros do asfalto. — Temos que resgatar mais três pessoas lá dentro. Ele trouxe quatro e eu trouxe esse terceiro que me atingiu com o extintor de incêndio que estava tentando usar como se fosse resolver o problema. Não deixe mais ninguém passar do perímetro considerado seguro. — Kai volta-se para o prédio e começa a falar, ciente de que seu irmão gêmeo poderia escutá-lo, mesmo que fosse com os sentidos aguçados ou mesmo por telepatia. — Dante, essas estruturas não vão aguentar muito mais tempo. Precisamos nos apressar, achar a origem do fogo e abandonar o prédio. — Novamente atingindo o máximo que podia de sua velocidade, o anarquista adentra o prédio diretamente pela cobertura, ouvindo os choramingos de uma criança naquele mesmo pavimento. “Theo, acorda. Theo!” Kai atravessa o andar às pressas, desesperando-se por não conseguir identificar a fonte do ruído com todo o crepitar as chamas soando cada vez mais forte em seus ouvidos. O apartamento 1212 está com a porta totalmente lacrada. Novamente dando um murro com seus pés contra a porta, ele vasculha os ambientes em busca da fonte dos choros. Ele finalmente encontra na enorme sala da cobertura um abismo que separa-o de dois meninos que estão escondidos embaixo de uma mesa que poderia perigosamente ficar em chamas quase qualquer fragmento grande o suficiente caísse em cima do móvel.

— EI, GAROTO! Sai debaixo dessa mesa, sai agora! — O rosto infante parecia ter aproximadamente sete anos se ergue, e os olhos inocentes procuram pela voz de seu suposto salvador. Apesar de ter pouca idade, ao invés de reagir como todos os outros que foram resgatados por ele, agindo com repulsa ou com medo no olhar, as pupilas castanhas do baixinho se enchem de brilho e esperança apesar da imagem repulsiva do herói. Ver que o menino desacordado possuía as mesmas feições do primeiro só faz Kai com que o rapaz seja totalmente preenchido por uma nova determinação. A imagem dos gêmeos faz com que o anarquista esqueça que seus pulmões estão ardendo e que ele está quase totalmente sem nenhuma força pra continuar com o resgate. Ele toma distância e novamente aproxima-se da beirada para tomar impulso e pular a enorme cratera que não só proporcionaria uma queda feia como uma morte terrível pelas chamas que consomem todo o nono andar, que é o nível mais próximo abaixo deles. Ele consegue chegar até os gêmeos menores e afasta a mesa dos meninos, acolhendo o menor que parou de chorar perante a imagem extraordinária do Acônito Púrpura. — Vai ficar tudo bem, não precisa mais chorar. — Diz ao menino acordado, enquanto seus olhos vermelhos passam para o menino que está deixado e semiconsciente, resmungando coisas que Kai não consegue compreender. — Theo, acorde! Theo. — Olha novamente para o menino que está em pé ao seu lado e diz. — Pintor de rodapé, qual é seu nome? — “S-Sammy.” Refere-se à altura do menor para chamá-lo. — Tá, Sammy. Você precisa me ajudar, ok? Você vai subir das minhas costas e se segurar o mais firme que puder, me entendeu? — Vendo o menor assentir com firmeza depois de beber de cada palavra do mutante, Kai está prestes a colocar Theo em seus braços quando o mesmo acorda e se assusta com a visão de um demônio e todo o cenário cheio de labaredas no entorno. Ele solta um grito e se afasta, arrastando-se de costas no piso e esgueirando-se até a borda e desequilibrando-se antes que os reflexos de Kai pudessem salvá-lo.

Novamente tomado por um novo instinto, Acônito Púrpura atira-se pela borda com o outro gêmeo pendurado em suas costas para segurar os pulsos do irmão do menino. A sua cauda preênsil enrola-se em uma das estruturas metálicas frágeis que mantinham o piso de concreto em seu devido lugar na edificação, e se mantém firme apesar de sentir como se aquele alicerce de aço pudesse deixá-lo na mão a qualquer momento. Seu corpo pende na horizontal no ar, enquanto Sammy se encontra deitado e preso a sua coluna e suas mãos segurando Theo pelos antebraços. Os três pendurados acima das chamas que vinham diretamente do nível nove da edificação faz com que Kai perceba a situação em que se encontra apesar da adrenalina que passa por todo seu corpo. Seu coração está disparado e ele está nervoso. Mas ele precisa canalizar sua atenção no menino choroso que parece estar prestes a soltar-se de seus braços. Mesmo com dois metros de altura e mais força que um humano normal em função de sua massa ter aumentado, Kai não aguentaria muito mais tempo. Precisava que os meninos se mantivessem firmes para que finalmente pudesse levantar voo. — Sammy, você está segurando firme aí em cima...? — Pergunta o rapaz com dificuldades para respirar, e ele escuta um grunhido que poderia ter sido uma resposta afirmativa. Os olhos castanhos de Wittgenstein focam-se no menino pendurado há pouco mais de um metro e meio das chamas que estão abaixo deles. — Escute aqui, meia-porção. Não olha pra baixo, falou? Não olha pra abaixo, você está comigo. Você está a salvo. — Visando o momento em que eles se encontravam, eles não estavam nem um pouco a salvo. Mas Theo precisa acreditar que sim, para não soltar-se das mãos de Kai e reunir pelo menos dez segundos de força para permanecer com o aperto pétreo. — Eu vou contar três, e nós vamos voar para fora do prédio. — Diz ele. — Olha só que legal, nós vamos voar pra fora daqui, mas eu preciso que vocês prometam que não vão se soltar em hipótese alguma.

— Um... Dois... — Theo aperta os dedos pequenos nas mangas da jaqueta do jovem punk, enquanto Sammy prende os antebraços no pescoço do vigilante. — TRÊS! — Kai afrouxa o aperto de sua cauda e bate as asas com o máximo de força que pode para voar até o piso do décimo segundo andar e dar três passos até a janela mais próxima. Ele quebra o vidro da janela com os coturnos e alça voo mais uma vez, com os dois gêmeos pendurados em si. Vindo a terra, ele percebe que as dez vítimas estão ali, porém Kwan não parece estar em nenhum lugar. De repente, um pensamento transmitido apenas em sua cabeça o chama a atenção. Kwan diz em sua cabeça que sabe onde está a origem do fogo. ONDE?! O caçula berra mentalmente para seu gêmeo, para que fosse guiado ao quinto andar.

Arrebentando com os próprios ombros a janela que leva ao quinto pavimento, Kai não demora a encontrar Kwan no meio do corredor, sendo impedido de entrar em um apartamento por um enorme círculo de fogo que circunda uma única menina que parece assustada e incapaz de compreender o que está acontecendo. — Uma meta-humana... Ou uma mutante... Eu não sei... — Kwan parece estar concentrado em uma forma de solucionar o problema e tirar a garota dali. Ela está aos prantos e Kwan com as tentativas de passar confiança e convencê-la a deixá-lo passar estão deixando as situações cada vez mais complicadas. O fogo está aumentando exponencialmente com mais velocidade e tudo o que o anarquista consegue pensar é em salvar a pele de seu irmão e a sua, muito embora a mutante necessite de seu auxílio. — Não conseguimos atravessar, Kwan! O que vamos fazer?! — No mesmo momento em que os vidros de todo o prédio cedem ao fogo e explodem com um estrondo assustador, o mutante portador de poderes celestiais usa sua telepatia para fazer com que a jovem pirocinética adormecesse. Antes que uma viga de concreto caísse na menina desacordada, Kai usa a sua cauda preênsil para tirar a garota dali, enlaçando-a pela cintura com seu membro extra e trazendo-a para os dois para que ambos pudessem sair dali o mais rápido possível. Deixando que Kwan levasse a menina nos braços para abrir caminho para que pudessem sair, Kai chuta elementos em chamas para longe para liberar a passagem e atravessa a janela com os cacos de vidro seguido do gêmeo com a menina responsável pelo fogo. Ao invés de descer como seu irmão, Kai permanece batendo as asas no ar, aguardando seu irmão no alto para que pudessem abandonar o cenário juntos.




PODERES:
i. Mimetismo Demoníaco é a capacidade de se mimetizar em um Demônio de aproximadamente dois metros, e assim, possuindo habilidades à malefícios que pode ser usado para enfraquecer quaisquer alvos.
ADQUIRE: UMBRACINESE, SENTIDOS AGUÇADOS, FATOR DE CURA (ROUBO DE ENERGIA VITAL), ASAS DE DEMÔNIO, CAUDA PREÊNSIL;

ii. Premonição é a habilidade atemporal de ver fatos que vão ocorrer, já ocorreram ou estão ocorrendo. O portador desse poder entra num estado de transe hipnótico e fica extremamente vulnerável quando está tendo uma premonição. É possível identificar quando um mutante está tendo uma premonição, pois apenas a córnea é visível, e o o olhar fica grogue.

atributos:
Força :: 20
Inteligência :: 10
Resistência :: 10
Agilidade :: 10
Vigor :: 10
Carisma :: 15

perícias:
i. ARMAS BRANCAS, nível pedagogo.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: EVENTO P/ HERÓIS, em chamas

Mensagem por Heiko von Grannzreich em Dom Abr 16, 2017 6:45 pm

a morte espera em samarra
Salvando civis e sequestrando uma pirocinética
Essas são duas histórias sobre destinos diferentes. Um sempre é igual, não importa o percurso tomado. O outro, todavia, deseja ser diferente, fazendo o que ninguém espera, embora chegue sempre no mesmo lugar. Portanto, eles são distintos no caminho e terminam iguais.

A primeira história é sobre um mercador no ilustre mercado de Bagdá. Certo dia, ele viu alguém estranho que o observava surpreso, e ele sabia que aquele ser era a própria Morte. Pálido e assustado, o mercador fugiu dali e seguiu por muitas milhas até a cidade de Samarra, pois se encontrava convencido de que lá a Morte não poderia encontrá-lo. Mas quando o mercador finalmente chegou nessa cidade distante, ele viu, esperando por ele, a figura sombria da Morte.

“Muito bem”, disse o mercador. “Eu desisto. Eu sou seu. Mas diga-me, por que você parecia surpresa quando me viu essa manhã em Bagdá?”


“Porque”, disse a Morte, “eu tinha um encontro marcado com você. Para hoje à noite.

Aqui em Samarra”
.

●●●

Genosha, Colégio Berlinguieri
17h58min

A última aula da professora Grannzreich havia terminado quase há uma hora, e mesmo assim ela se encontrava em sua grande mesa, escrevendo seus pensamentos em um diário. Os únicos sons além dos riscos da caneta de Heiko no papel e a própria respiração dela, eram os pensamentos tão altos que fugiam através de seus lábios sem que notasse.

— Ideia idiota, ideia muito idiota — repetia a si mesma pela vigésima vez.

Duas páginas do caderno — muito maior que o comum para diários — receberam diversas frases impecáveis em inglês e alemão com uma caligrafia perfeita. Aquela ex-prodígio traduzia seus textos, deixando uma página na sua língua natal e a outra na que utilizava na América do Norte. Isso era seu subconsciente egocêntrico acreditando que alguém iria ler seus registros pessoais algum dia, então mantinha suas palavras em segurança, sem nenhum erro de ortografia ou coerência por conta da tradução.

Satisfeita, Heiko apenas se ergueu da cadeira para que fosse levada até seus aposentos em um teleporte mágico. Estava desperta e trabalhando desde às cinco e meia da manhã, mesmo assim se sentia pronta para mais algumas horas. Chegava o momento que deveria iniciar seu turno em sua segunda profissão. Seu relógio então se expandira para cobrir todo seu corpo com peças de metal que surgiam através de nanotecnologia, deixando-a oculta pelas cores prata e verde.

Com a presença de Doutor Destino, aquele quarto revelava as funções de seus aparelhos. Hologramas iluminavam todo o ambiente, fazendo com que as runas desenhadas por todos os cantos refletissem aquelas luzes em tons esverdeados, púrpuras e alguns em carmim.

Novas informações desde a noite anterior eram disparadas de todas as direções até Destino que assimilava tudo em velocidade igual, ou superior, a que eram mostradas. Brigas em bares, assalto a bancos, OVNIs pousando na área azul da Lua, orgias promovidas a Mephisto e muito tráfico humano eram algumas das novidades.

“Nível de importância: 1 de 10. Incêndio em edifício no Bronx no momento. Uma dezena de pessoas em perigo, presas pelos escombros e pelas chamas. Causa: Mutante/Meta-humana descontrolada. Consequência: Morte de civis e queda de edifício”, informou a IA de Destino em meio ao coral de vozes cibernéticas com outras informações. Aquela foi a escolhida para a noite, apesar do grau de significância.

Abrindo um portal para o lugar em Nova Iorque onde ocorria a pequena desgraça, Destino deixou seus aposentos levando apenas sua armadura consigo. Precisava de mais nada para cuidar de algo tão trivial, ou até menos do que aquilo, pois apenas seu corpo ágil e forte seria o suficiente para resgatar as pessoas em perigo naquele prédio e ainda nocautear a pirocinética sem que recebesse muitos danos no processo.

“Não vou perder tempo”, pensou ao seguir pelo seu buraco de minhoca mágico sem que deixasse sua tecnologia avançada em Genosha.

●●●

Bronx, NY
18h20min

Ao redor do edifício, dezenas de civis assistiam as labaredas nas janelas e os aprisionados naquele forno gigante. Algumas pessoas gravavam a cena com seus celulares, outras fotografavam para mostrar aos grupos que participavam. Ninguém ligava para a ambulância e o corpo de bombeiros, pois todos acreditavam que alguém já o fizera. E tinham um pouco de razão. Doutor Destino enviou uma mensagem pré-programada para situações como aquela, informando os bombeiros da localização do incêndio e o tamanho do prédio para que não trouxessem equipamento suficiente apenas para conter as chamas em uma casa comum. A ambulância também foi informada de que haveria feridos por queimaduras, talvez farpas de madeira, algumas hemorragias leves e intoxicação pela fumaça.

Atravessando a massa de inúteis testemunhas, Doutor Destino se deparou com a portaria que possuía rochas e madeira bloqueando. Com um disparo de seus repulsores de suas luvas, destruiu o primeiro obstáculo, podendo agora adentrar por aquela entrada. Enquanto isso, drones eram libertados de sua armadura para que procurassem pelos sobreviventes e pontos frágeis na construção que parecia estar para desabar em breve. A análise do ambiente faria com que a visão de Destino pudesse ver sinais luminosos no chão, teto e paredes, o que significava perigo e deveria ser evitado pisar ou tocar. E, em cor verde, o contorno de pessoas ainda vivas apareceria mesmo que estivessem atrás de uma parede ou muitos andares acima.

Depois de subir as escadas escaldantes sem nenhuma pressa, o herói de metal avistou alguém pequeno que se escondia no próprio quarto. Era uma menina que gritava por ajuda ao ver o fogo se aproximar de sua cama. Não sabia, devido a inocência e ignorância da idade, que o lugar que ela escolheu para se manter afastada das chamas, era um dos mais perigosos. A madeira, colchão e lençóis iriam queimar tão rápido quanto sua carne fraca.

— Venha — ordenou Destino com um aceno para que a garota se aproximasse dele, mas a sua voz alterada pela armadura o deixava assustador para alguém mais novo. A garota se recusou a ir.

Em um gesto rápido com as mãos metálicas de Doutor Destino, uma onda fria se propagou pelo ambiente, extinguindo o fogo naquele cômodo. Era um feitiço muito simples que serviria somente para mostrar suas boas intenções com a criança, embora logo o efeito daquela magia terminaria, e o fogo consumiria o que desejava.

Ainda hesitante, a garota se aproximou de seu possível salvador e o acompanhou dentro de uma cúpula mágica que a fazia sentir frio, mas a deixava protegida contra fogo enquanto se mantivesse próxima.

No mesmo andar havia outros cinco civis, todos em um abraço apertado. Quando Destino destruiu a porta do apartamento deles, pôde avistar as expressões desesperançosas de todos ali, mudarem para uma alegria grande o suficiente para fazê-los chorar. Eles se juntaram a garota solitária no campo mágico de frio, assim subindo as escadas com o homem oculto pelo ferro.

Mais três pessoas foram salvas, cada uma em apartamentos diferentes, porém, com as reações idênticas a qualquer um quando aguarda pela morte certa e é salvo por alguém inesperado. Um milagre para eles, um dia comum para Destino.

Restava apenas uma senhora idosa que parecia não conseguir se levantar, de acordo com os scanners que seus drones fizeram. O Doutor Destino poderia carregá-la com próprias mãos, ou utilizar sua magia para fazê-la flutuar até a ambulância que anunciava estar do lado de fora do edifício. “Onde estão os bombeiros?”, pensou Heiko.

Havia um porém quanto a resgatar a última civil; a pirocinética estava em uma sala ao lado da idosa, causando assim um calor muito intenso e que seria difícil de conter no seu escudo para tantas pessoas ao mesmo tempo. A solução era se livrar do excesso, por isso Destino direcionou seu olhar para as nove pessoas ao seu redor, teleportando cada uma para o lado de fora do prédio, deixando-as a salvo em chão firme e perto dos especialistas que aguardavam os feridos.

Um grito pôde alcançar os ouvidos de Heiko assim que a temperatura do prédio subiu para um nível perigoso demais para qualquer humano sem proteção. A pirocinética parecia estar perdendo ainda mais o seu controle, logo transformaria toda aquele bloco em cinzas, junto da idosa caída. Algo precisava ser feito logo.

Usando suas botas para iniciar voo, Doutor Destino quebrou o teto sobre sua cabeça, atravessando um ponto que estava luminoso para quem tivesse uma armadura super-tecnológica e estivesse recebendo as informações em tempo real dos drones. Assim que ascendera um nível do prédio, o mago pôde avistar a face recheada de dor e medo da mutante, ou meta-humana, que causava tudo aquilo. Doutor Destino se aproximou dela e levou sua mão para a bochecha da pirocinética, sem sofrer com danos por conta do fogo, visto que sua armadura suportava muito mais que aquela temperatura.

— Destino lhe guardou um lugar seguro. — A mulher desaparecera em uma energia lilás, parando a produção de chamas.

Sem mais delongas, a senhora — inconsciente por inalar tanta fumaça — foi levada até a ambulância pela magia de Doutor Destino. O edifício acabou sem mais gente, por exceção do mago que permaneceu ali por alguns segundos antes de partir instantaneamente para onde antes havia levado a mulher com poderes de produzir e manipular o elemento fogo.

●●●

Genosha, Colégio Berlinguieri
19h5min

Heiko von Grannzreich observava sua mais nova aquisição científica que dormia dentro de um recipiente de vidro reforçado cheio de água. A pirocinética respirava através de tubos e estava sedada para que não causasse estragos nos aposentos da doutora. Quiçá a mulher sequer soubesse onde estava, ou quem a levara até ali. Heiko não se importava.

O diretor do colégio poderia não gostar de saber que uma de suas funcionárias estava estudando uma nova mutante sem autorização dele e da própria mutante. Todavia, a doutora Grannzreich tinha certeza de que suas ações tinham fins louváveis. Se tudo desse certo, poderia ensinar a incendiária a controlar suas habilidades, assim como todos novos pirocinéticos que surgissem pelo mundo. E, como bônus, poderia aprender mais sobre como a fisiologia de gente como ela funcionava. Um prêmio nobel seria pouco para aquela cientista, assim como a prisão perpétua seria apenas um entretenimento para sua alma vil.

Heiko buscava ser diferente do antigo Doutor Destino, Victor von Doom, e, até o presente, era de fato distinta dele. Todavia, seu caminho parecia estar sempre a se aproximar daqueles que tomou em sua outra vida. A Morte a aguardava em Samarra.

Adendos:
i. Alcunha: Doutor Destino;
ii. Raça: Reencarnado;
iii. Nível: 1;
iv. Vitalidade: 200/200;

v. Perícias:

i. TECNOLOGIA, nível calouro;

vi. Atributos:

i. FOR: 20
ii. INT: 25
iii. RES: 20
iv. AGI: 20
v. VIG: 20
vi. CAR: 20

vii. Poderes:

MAGIA, Doctor Doom aprendeu diversas artes místicas com monges, pois havia uma profecia a seu respeito de que seria o maior entre eles. Doom também foi treinado pelo Feiticeiro Supremo em outro universo e, através do contato com seu antigo eu, é capaz de executar as magias que aprendeu com Stephen Strange. Doom é um candidato a se tornar Feiticeiro Supremo no lugar de Stephen.
EXPLOSÕES MÍSTICAS podem ser feitas por seu poder mágico com simples gestos de suas mãos.
CAMPOS DE FORÇA MÍSTICOS que Doctor Doom conjura são resistentes o bastante para suportar impactos diretos da armadura Hulkbuster do Homem de Ferro, magias de outros magos e muito mais.
INVOCAÇÃO DE ENTIDADES é uma habilidade que evita utilizar, pois significa que necessita de ajuda de outros seres para se proteger ou fazer qualquer coisa. Todavia, Doom pode invocar seres de outros planos para utilizá-las como desejar. Como acéfalos de pedra que disparam lasers pelo olho que possuem.
FEITIÇOS podem ser lançados por Doom para inúmeros efeitos, como banimento de criaturas para outros planos, ou apenas outros lugares. Como já fizera com outro usuário de magia ao bani-lo para outro país sem dizer uma palavra sequer.
TELETRANSPORTE pode ser feito para levar Doom e outros que ele desejar para qualquer lugar na Terra ou planos acessíveis e dimensões.
PORTAIS MÍSTICOS podem ser criados para ir até outros lugares dentro ou fora desta dimensão, pode levar outros seres e até objetos consigo enquanto mantiver o portal aberto.

INTELECTO DE SUPER-GÊNIO é o principal trunfo de Doctor Doom, sendo sua mente uma das mais mortais do planeta. Doom é capaz de construir centenas de espécies de dispositivos, como aparelhos capazes de imbuir tipos de poderes em outras pessoas e robôs. Heiko é especializada em física, robótica, cibernética, genética, tecnologia de armas e bioquímica.

MESTRE EM ARTES MARCIAIS após seu treinamento no monastério, pois não foi treinado para apenas magia. Ele é muito habilidoso em combates armados e desarmados. Sua habilidade é grande o suficiente para matar um leão com suas mãos, enfrentar o Demolidor e utilizar o escudo do Capitão América com a mesma proficiência dele.

VONTADE INDOMÁVEL de Doom é capaz de suportar o controle de telepatas como Emma Frost ou a persuasão de seres como o Homem Púrpura. Uma vez já foi torturado no inferno e, apenas com sua força de vontade, recusou-se a deixar uma única indicação audível de dor sair da sua boca.

ARMADURA MARK 2.1 oferece diversas habilidades a Doctor Doom além de sua magia, tornando-se uma mistura de máquina de combate tecnológica e mágica. Ela é feita de nanorrobôs e por essa razão pode alterar sua forma e cor à vontade de Doom pelo controle neural. Ainda também pode ser recolhida em um relógio de pulso quando for desejado.
VOO da armadura pode alcançar a velocidade do som, mas é possível superar esse limite com a adição dos propulsores de suas mãos.
FURTIVIDADE, ou invisibilidade, onde pode optar por deixar somente a armadura invisível ou o usuário também. Durante esse modo, até mesmo a energia dos propulsores não pode ser vista.
IA AVANÇADA capaz de auxiliar o usuário da armadura em análises complexas, como as feitas por pequenos drones (da armadura) e assim oferecer dados mais simples para Doom. Ela é tão sotisficada que pode disfarçar aassinatura de energia e qualquer emanação de frequência da armadura.
RAIOS REPULSORES são a arma primária da armadura. Encontram-se nas luvas a saída desse feixe de partículas. Podem repelir ataques físicos e energéticos, viajando como um único fluxo ou como uma dispersão de campo largo. Os repulsores também possuem capacidades multi-vibracionais para danificar seres intangíveis.
UNIBEAM é um dos principais ataques, senão o principal, da armadura. Ele dispara uma quantidade absurda de energia através do peitoral da armadura, um feixe em todos os espectros de luz. E, quando absorve energias disparadas contra si, pode-se usar essas energias absorvidas para um unibeam potencializado.
LASERS padrão que podem ser usados como armas ou para soldagem, incluindo laser UV para penetrar escudos permeáveis à luz.
MÍSSEIS INTELIGENTES que se direcionam sozinhos aos pontos fracos de um alvo da escolha de Doom para provocar o máximo de dano com uma carga útil mínima.
INIBIDOR DE TELEPATIA tão eficaz que pode bloquear sinais telepáticos até mesmo dos maiores telepatas do planeta.
DURABILIDADE MELHORADA que permite o usuário humano, Dr. Doom, sobreviver sem nenhum dano ao receber ataques de quaisquer arma de fogo comum, socos de seres super-fortes, lasers potentes, foguetes, mísseis, torpedos, fogo, impactos pesados, explosões de energia, frio intenso, temperaturas superiores a do Sol e até alguns ataques do próprio Thor. Uma explosão nuclear também é ineficaz contra essa durabilidade.
ESCUDO DE ENERGIA capaz de suportar quase toda espécie de ataque, incluindo explosões nucleares, ataques mágicos e ataques energéticos dos anéis de Mandarim que são capazes de quebrar ligações entre átomos.
FORÇA SOBRE-HUMANA capaz de erguer até 100 toneladas e ainda níveis maiores de força podem ser alcançados caso a armadura seja alimentada por forças externas no momento.
VELOCIDADE SUPER-HUMANA que permite Doom reagir muito rápido em combates, inclusive contra seres mais rápidos como o Homem Aranha e superar em corridas contra o Tocha Humana.
CÉLULAS DE PODER podem ser carregadas com luz solar, ataques energéticos desferidos na armadura ou no próprio laboratório de Doom.
CONVERSÃO DE ENERGIA pode ser feita através de fontes de energia próximas ou distantes, tais como calor, energia solar, elétrica, magnética, geotérmica ou cinética ou energia do próprio planeta em eletricidade, ou mesmo drenar energia diretamente nas baterias para recarga
SISTEMA DE SUPORTE DE VIDA AUTO-CONTIDO E PROTEÇÃO AMBIENTAL, a armadura pode ser completamente vedada para operações em vácuo ou subaquática, fornecendo seu próprio suporte de vida e protegida contra radiações, ataques biológicos, químicos, corrosivos, cinéticos e elétricos.
MAGNETISMO, a armadura pode gerar campos magnéticos para puxar ou empurrar objetos de metal à vontade.
ANTI-MAGNETISMO torna a armadura imune a controle de meta-humanos ou mutantes com magnetismo.
SENSORES como radar, visão noturna, scanners fisiológicos que permitem monitorar atividade cerebral e sinais vitais próprios ou de outras pessoas, varredura de todo um ambiente para determinar/localizar atmosfera, formas de vida e até projeções de energia astral.
ANTI-INTANGIBILIDADE torna ataques de seres intangíveis ineficazes contra a armadura.
vitu

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: EVENTO P/ HERÓIS, em chamas

Mensagem por Adam Warlock em Ter Maio 02, 2017 2:11 pm

interferência administratica
Avaliação!

Local de atualização: Clique aqui!


melanie stark


i. 5 níveis!



ARWEN K. VILLENUEVE


i. 5 níveis!



CÉCILE L. MACVOY


i. 4 níveis!



KAI WITTGENSTEIN


i. 5 níveis!



HEIKO VON GRANNZREICH


i. 5 níveis!




avatar
ENTIDADES
2016

Vácuo do espaço-tempo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: EVENTO P/ HERÓIS, em chamas

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum