EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

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EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

Mensagem por Adam Warlock em Ter Abr 04, 2017 3:31 pm

vai tomar bala
Manhattan é o maior ponto comercial de Nova Iorque, onde encontra-se os mais diversos gêneros de serviços, assim como pessoas. É claro, isso inclui, obviamente, os maléficos, tratados pelos nomes de malfeitores. Criminosos, os quais abalam a natureza pacífica do que deveria ser a sociedade. Esses mostraram-se presente no principal banco de Nova Iorque, localizado em uma rua pavimenta. Devido a sua ação, a rua foi fechada pela polícia em plena tarde, que os cercavam. Eram dez homens que assaltaram o banco, com potentes armas de fogo. Além do mais, faziam de reféns 5 trabalhadores.


informações


i. Seu dever é resgatar as cuidar desses 10 assaltantes, evitando as mortes dos reféns.
ii. Os policiais deverão barrá-los, então, precisará fazer algo quanto aos mesmos.
iii. Ao final, terá de escolher entre matar os assaltantes, ou não.
iv. A duração do evento é até a próxima sexta, dia 28/04, até o término do dia (23:59).
v. Ao final do post deve conter todas as informações do personagem, como atributos, perícias, poderes.
vi. Haverá penalidade no HP de todos, exceto àqueles que possuem uma contra-medida a tiros.
vii. O evento trata-se de uma simples missão de nível fácil-normal, ou seja, não esperem grandiosas recompensas. Ao mesmo tempo, o mínimo exigido de linhas no post é de 20 (como Arial 11, no Word). Vale ressaltar que é um evento individual, ou seja, todos podem participar sem que seja atrapalhados pelo desenvolvimento e envolvimento dos outros.


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Re: EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

Mensagem por Corin Frost em Qua Abr 05, 2017 9:46 pm



Captain
Captain Cold

Just Have A Little Faith


Quando uma noite não poderia ser melhor do que se sentar ao lado do irmão e tomar uma cerveja e ver um pouco de televisão seria ir ajudar algumas pessoas de um banco em Nova Iorque, estava em casa quando em um canal de notícias passava sobre o assalto ao banco e meu irmão logo se prontificou a ajuda e com um sorriso um pouco sádico me levantei e logo o empurrei de volta no sofá. -Eu vou, não se preocupe que esta vez eu cuido disso da próxima quem sabe não vamos juntos. – Dizia calmamente logo pegando minha arma de gelo que estava em um local seguro logo saindo de casa.

O banco não era muito longe e sendo assim andava o mais rápido o possível para chegar no local rapidamente antes que algo aconteça com os reféns e sendo assim ia distraído assobiando e ao chegar no banco pude ver o mesmo cercado por policias e logo fui me aproximando para tentar ajuda, porém, eles logo me barraram e com um olhar pensava no que fazer em quanto olhava a situação que não ia nada bem, foi quando minha mente logo pensou em algo e eu com um sorriso logo pegava a minha arma colocando os óculos que sempre mantinha comigo para proteger os meus olhos logo que começava a congelar o chão, isso iria fazer com que os polícias escorregassem e eu pudesse passar.

E assim que o caminhão estava livre logo andava calmamente entre os policias colocando a minha arma atrás de meu pescoço como se quisesse chamar atenção e com um sorriso no canto de minha boca em seguida entrando dentro do banco, os criminosos ali presentes pareciam apenas me observar e quando um deles fez apenas um simples movimento usei minha arma para congelá-lo até o pescoço. -Vocês não querem se machucar, não é? – Dizia calmamente mirando a minha arma para os homens ali aleatoriamente, porém, era muito difícil já que tinha mais nove homens ali além das vítimas.

Antes que eu pudesse fazer algumas coisa um dos homens ali armados começou a atira em mim e com rapidez logo me escondia atrás do rapaz que havia congelado logo começando a atirar nos outros homens que estavam soltos e armados, sem sorte eu não consegui acertar nenhum até que um deles logo dava um chute na minha mão jogando a minha arma para longe e assim que o mesmo tentou me acertar com sua perna novamente logo me defendia com as duas mãos lhe danado uma rasteira logo em seguida, me levantava rapidamente procurando minha arma em quanto outro homem desarmado veio para cima de mim e tentou me enforcar e com muito sufoco logo o jogava no chão até ver a arma a minha frente um tanto quanto longe e com rapidez me jogava no chão escorregando logo pegando a arma na mão congelando os dois homens no chão.

-Merda vocês parecem cola que não desgruda. – Dizia mexendo um pouco o ombro que estava levemente machucado e logo em seguida observava a minha situação, foi quando pude ver que um dos reféns estava próxima a um dos criminosos e com um sorriso olhado para as luzes do lugar pensei em algo rápido e logo ficava de pé apontando a minha arma para cima e um dos homens ali assustado deu um tiro na luz fazendo o local onde estavam ficar escuro e sendo assim decidi usar isso ao meu favor.

Com um sorriso em meu rosto andava pela sobra fazendo os criminosos atirar sem motivo e se separa e foi quando decidi que isso seria bom, pegava o primeiro homem do lado direito sempre alertando os outros ao redor fazendo os mesmos atirar gastando bala à toa, logo pegava o que estava ao seu lado causando o mesmo efeito do anterior.

-Como eu disse, poderão se machucar. – Falava sorrateiramente usando minha arma em outros 4 criminosos deixando apenas mais dois preocupados o que não deu muito certo quando senti algo em meu braço esquerdo e ao sentir que era líquido quis terminar logo com aquilo logo usando a minha armar ao ouvir mais um tiro vindo de meu lado esquerdo, porém, não tinha acertado nada até que mais um tiro e eu consegui congelar o resto dos criminosos ali.

Saia do banco com os reféns indo em direção para casa pressionando o local onde a bala estava alocada em meu braço para não sangrar mais e com um sorriso para os policias tentei dizer que fazê-los escorregar para sair do caminho era necessário. -Estão todos lá dentro e não se preocupem, não estão mortos, mas estão apenas congelado. – Dizia sorrindo ao longe para os policias sumindo conforme andava.

Poderes:
Intelecto de alto nível / Técnico especialista: O traço mais notável e perigoso de Leonard é o intelecto elevado, o que o torna uma ameaça mesmo para os metahumanos como o Flash. Muito calculador e metódico em cada ação que ele toma, Leonard é infame para analisar e preparar-se para eventos bem adiantado. Ele é capaz de planejar para cada detalhe plausível vários passos à frente e mesmo quando novas variáveis ​​entram em jogo, ele pode calmamente mudar de tática para escapar ileso. Da mesma forma, ele é altamente adepto em misdirections e manipulações sutis de seus alvos / inimigos para atender aos seus planos. Apesar de abandonar o ensino médio, Leonard tem repetidamente mostrado um conhecimento avançado de vários assuntos, incluindo a biologia e engenharia, capaz de, pelo menos, compreender a natureza a que operam. Leonard é muito charmoso (quando ele quer ser), Capaz de seduzir Valentino Vostok . Ele também é mostrado para ser muito persuasivo, capaz de influenciar o tenente imensamente leal, Cassandra Savage , para ligar seu pai, Vandal Savage , e ajudar a resistência.

Exímio atirador / Armas de fogo: Enquanto normalmente preferindo evitar matar quando não for necessário, para não sujar seus planos, Leonard é mais do que proficiente com uma arma. Depois de fazer a arma fria sua arma de assinatura, Leonard mostrou um objetivo considerável e uso tático da arma, mesmo contra o Flash, capaz de bater seu inimigo, apesar de o ex mover-se em velocidade sobre-humana. Ele também é proficiente com armas regulares, como a pistola que ele usou antes de usar sua pistola fria eo revólver que ele usou no Velho Oeste, como ele poderia saquear pistoleiros experientes que estavam acostumados a usar essas armas. Ele foi mostrado para ser também um franco-atirador habilidoso e atirador, como ele usou um rifle para atirar uma arma da mão de um homem de uma janela de vários edifícios de distância.

Expert combatente mão-a-mão: Apesar de seu comportamento composto, Leonard é um lutador desarmado muito capaz. Quando aparentemente levado cativo por um chefe da máfia, ele e Rory rapidamente quebrou livre e matou o chefe da máfia ea maioria de seus homens com facilidade, enquanto suas mãos ainda estavam vinculados. Suas habilidades são um pouco inferiores às de Rory, como durante sua briga após a traição de Rory, ele rapidamente pummeled Leonard sem tomar muito dano próprio.

Indomável vontade / Alta tolerância à dor: Embora egoísta e cruel por natureza, Leonard é um homem com grande convicção em qualquer ação que ele toma. Quando foi algemado na parede por " Chronos ", quase sem hesitar, Leonard usou sua arma fria como meio de escapar, congelando sua mão direita e estilhaçando-a para escapar. Depois disso, apesar da imensa dor, ele rapidamente procurou seus aliados.

Sexto sentido: Leonard é capaz de sentir o perigo entrante sem depender de nenhum de seus cinco sentidos naturais. Mesmo enquanto jogava cartas com Sara, ele era capaz de sentir o perigo de entrada.

Equipamentos:
Cold Gun : Gerando um feixe de temperatura zero absoluto, a arma congela tudo o que toca e cria gelo sólido. Pode também retardar o movimento de moléculas moventes rápidas, especificamente aquelas do flash , retardando sua cura acelerada e vastamente reduzindo sua velocidade. Ele também emite claros flashes brancos e azuis que o usuário protege seus olhos com óculos.

Óculos de proteção: Leonard também usa um par de óculos de proteção envolventes azuis, que são projetados para proteger seus olhos dos flashes dados fora por sua arma fria.

Perícia:
i. ARMA DE FOGO, nível i calouro;

Atributos:
Força: 20
Inteligência: 35
Resistência: 20
Agilidade: 20
Vigor: 10
Carisma: 10



Falas ▪ NOTA ▪ NOTA ▪ NOTA




_________________



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Queens

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Re: EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

Mensagem por Freya Romanova em Qui Abr 06, 2017 3:53 pm

No Mercy


Sabe aquele momento em que você se encontra totalmente perdida em um lugar, mas quer muito mesmo conhecê-lo por inteiro, e não se importaria de se perder na noite ao arriscar fazer isso? Pois é, Eu me encontro assim desde que despertei nesse mundo novo, sabe? Quase cem anos após todas aquelas guerras, e esse mundo brilhante continua à me surpreender, e isso nunca deixou de me marcar, para o bem ou para o mal. Mas, falando das coisas boas, realmente adoro ver o que esse mundo novo tem para me oferecer, mesmo, todos os seus bares, lojas de brinquedos, docerias, cinemas... nossa, tanta coisa aqui que parece ser realmente mágica para mim... só que, o ruim é que tudo isso custa dinheiro. E geralmente é muito, muito dinheiro mesmo. Principalmente para garotas imortais nascidas à cem anos atrás e que não conseguiram adquirir qualquer experiência profissional, ou seja, não tinha qualquer referência que poderia lhe ajudar a conseguir qualquer emprego, o que significava que só veria as outras pessoas aproveitando tanta coisa boa desse mundo novo...

Nem é preciso pensar muito para adivinhar que essa garota sou eu, né? Pois é, eu realmente não sei como conseguir um emprego hoje, mas algo digno, nada como garçonete, empregada ou qualquer coisa do tipo só por conta da minha aparência. Posso pedir conhecimento para os deuses, por isso digo que sou muito inteligente, apesar de que nada desse conhecimento é realmente meu, mas sabe que ainda assim eu não ando conseguindo muita coisa? Na realidade, eu tentei por muitos dias e não consegui nada, pois ninguém confia em uma garota, ainda mais em uma jovem e sem experiência, por mais que eu seja inteligente e capaz de fazer mais coisas que eles imaginem... Então, o que é que eu poderia fazer se já havia tentado de tudo? Confesso que aos poucos fui até perdendo meu ânimo por conta de todas essas falhas viu?

Tiveram até alguns momentos em que eu duvidava seriamente se iria conseguir me adaptar à esse novo mundo do qual eu despertei, mas... bem, acabou que eu tive que me curvar a um sábio conselho de Thoth, e engolir o meu orgulho. Nem que eu tivesse que me humilhar um pouco de início, trabalhando em algo que com certeza só iriam me querer para que ficassem me olhando, como se fosse a droga de uma mascote, mas, isso não significava realmente que eu teria que aceitar tudo o que dissessem para mim, nem que ficaria nessa posição para sempre. É, se não fossem os deuses na minha cabeça, eu com certeza estaria mergulhada na depressão, há muitas décadas, e foram esses conselhos do deus egípcio da sabedoria que me fez lembrar disso... Quando finalmente me convenceram à procurar novamente um emprego hoje, eu decidi aproveitar os primeiros raios de sol dessa manhã para conseguir chegar antes de todas as outras na hora de procurar emprego, e depois poderia continuar com minha vigilância.

Só que, quem é que disse que o destino concorda com todos os nossos planos? Pois o meu destino realmente parece querer que eu exercite mesmo o meu dom para punir quem merece... e eu não pude recusar... Mas tudo bem, se é isso o que eu deveria fazer, não teria qualquer problema para mim. Podia deixar para depois a tentativa de ter uma vida normal.

Acontece que, enquanto eu voava na direção de um restaurante que eu lembrava que oferecia vagas para garçonetes do sexo feminino (um dos vários estabelecimentos que eu havia visitado hoje durante todo o dia, e infelizmente sem muito resultado), vi uma movimentação estranha na rua em torno de um prédio que parecia ser bem importante, devido ao seu formato e... bem, como os policiais protegiam o local. Então, é claro que eu quis saber o que estava acontecendo, já que queria tentar ajudá-los de alguma forma. Por isso, assim que pousei, em um ponto cego da multidão, coloquei a mão no ombro de um senhor, um idoso, para chamar a sua atenção e lhe fazer a pergunta- Com licença moço? Boa tarde... mas o que está acontecendo aí ein? -perguntei, toda curiosa e tentando olhar por cima do ombro dele sem voar, fingindo que não tinha habilidades. Que era só uma garota crescida em uma roupa muito chamativa. Mas, para a minha sorte, ele foi até gentil comigo e me explicou toda a situação, falando comigo com toda calma do mundo, como se falasse para uma criança, e eu achei fofo isso! De toda forma, foi ele que me contou da situação ali, e logo me deu um motivo para parar o que eu estivesse querendo fazer antes, pois precisavam de mim agora.

Então, quando soube das vidas que estavam em perigo, agradeci ao senhor que havia conversado comigo, e então abandonei o solo, para flutuar por cima das cabeças na multidão. Nesse momento, abandonei meu ''disfarce'' de civil para revelar logo ao menso um de meus poderes, pois assim eu poderia chegar de forma mais rápida até o banco e, claro, ajudar aos trabalhadores que deveriam estar morrendo de medo no banco, só que eu acabei sendo parada pelos policiais que cercavam ao local antes mesmo que pudesse passar por eles. Pois é, mesmo voando, um deles virou em minha direção sua mão aberta e tentou falar comigo, de forma não muito amigável até- Parada aí! Ninguém pode passar dessa linha. -ele me disse, ao mesmo tempo decidido e assustado, pois tinha que fazer seu trabalho, mas parecia com medo também em ver-me voando ali diante dele, e é claro que eu não podia ficar brava com ele por nada disso. Aliás, ele também não sabia o que fazer, e estava apenas fazendo o seu trabalho, assim como os outros policiais ali que pareciam também decididos à me parar, apontando armas para mim como se eu fosse uma ameaça.

Por isso tudo, é claro que não fiquei brava, mas também não podia deixar com que ficasse no meu caminho, então tentei passar mesmo ouvindo seus avisos, flutuando calmamente na direção do banco, mas ele me segurou pelo tornozelo, para tentar me impedir, e é claro que isso chamou a minha atenção- Me solta. -disse, de forma simples, sem pedir por favor ou qualquer coisa do tipo, era uma simples ordem, e não iria lhe arrancar pedaço me obedecer, mas ele não o fez. Continuou parado, me segurando e apontando para mim a arma, então eu apenas movi um pouco o meu tornozelo, para frente, e acabei arremessando-o vários metros na direção de uma viatura, fazendo a porta da mesma até ser amassada com o corpo do policial se chocando contra ela. Ele não estava morto, apenas com alguns ossos quebrados, mas era o bastante para dar um recado. Só que eu tinha que ser um pouco mais clara, para que ninguém mais ali fosse burro como ele, então...- Que todos aqui saibam, estamos do mesmo lado, a justiça. E eu não mato civis, ou mesmo inocentes que apenas estão fazendo seus trabalhos honestos, mas se ficarem no meu caminho, vou machucá-los... Se mesmo assim continuarem insistindo no erro, não vou hesitar em considerá-los inimigos, e vou matá-los, entenderam? -avisei aos demais ali, encarando sempre o banco, sem olhar pra os demais, pois não interessava saber como é que eles me viam agora, só continuar o meu caminho até meus inimigos de verdade- Se valorizam suas vidas, fiquem onde estão e deixem que eu resolvo as coisas. -disse, fazendo um breve alongamento em meu braço direito, continuando o meu caminho. É, eu estava preparada para socar alguém, e queria muito poder fazer logo isso, para acabar com a palhaçada daqueles bandidos, o mais depressa possível.

E quando eu continuei andando, dessa vez ninguém me interrompeu, talvez ainda sem entender realmente o que eu queria ali, o que ganhava agindo de tal forma, ou talvez fosse apenas medo, mas de toda forma eu finalmente pude seguir o meu caminho de forma tranquila até o local. E só de ver pela porta de vidro, eu consegui ter uma noção de que estava ainda pior do que eu imaginava, mas ainda assim, como sempre faço, iria tentar dar ao menos uma chance para os bandidos acabarem com aquilo de forma pacífica...

- Boa tarde? -disse, acenando para o bandido armado e mascarado que estava na porta, apontando um fuzil para mim, e de forma bem agressiva, pois eu podia ver que estava pronto para descarregar aquilo em mim, mas eu continuei com minha postura... calma, a princípio- Mas que merda é essa? Uma cosplayer? Ou estão nos oferecendo uma... -nem havia terminado de dizer as suas grosserias, e eu já imaginava o que ele iria falar, a maioria dos homens pensa assim ao ver meu uniforme, então é claro que eu o interrompi, bem irritada, mas me esforçando para não me antecipar- Não! Eu só vim ajudar aos inocentes que estão aí dentro, e à vocês mesmos. -disse, encarando o sujeito, séria, na mesma medida que o imbecil ficara confuso com aquela minha afirmação- Se entreguem, e deixarei vocês no mesmo estado que eu espero que os reféns estejam: intactos. -prometi, com ambas as minhas mãos para trás, tentando ser o mais pacífica possível com o sujeito, mas ele não pareceu querer colaborar- Err... acho que não, bonitinha. Deixe só nós acabarmos aqui, e já deixamos os cagões saírem, ok? -ele me disse, rindo enquanto voltava para dentro do banco. O que é claro que me irritou, e muito.

Após aquilo, respirei fundo (para me acalmar um pouco, confesso), e então comecei a voar outra vez, só que, após eu tirar meus pés do chão, deixei mesmo de ser graciosa, pois eu avancei na direção da parte de cima da do banco, atravessando o telhado do mesmo com meus punhos, e pousando no meio do banco, no meio dos bandidos, que pareciam estarem divididos em suas tarefas entre vigiar os reféns, abrir o cofre e vigiar o exterior. E é claro que todos me notaram assim que eu fiz aquilo, pois fez o maior barulho possível, já que eu não fui mesmo discreta, mas o que importou mesmo foi a poeira que levantou quando eu destruí o telhado, pois eu pretendia usá-la. Antes, eu tive que ter certeza que nenhum destroço havia atingido algum inocente, mas não, eu havia calculado bem, já que vi pela porta de vidro que não havia nenhum inocente aonde eu iria pousar, o que me deixou ainda mais aliviada ainda para o meu próximo passo.

- Tutela crucis. -sussurrei as palavras mágicas, e então toda a poeira que havia levantado com a minha chegada, agora parecia se mover pelo lugar, como se procurasse por algo. E sim, procurava, por conta de meu feitiço, pois a poeira iria servir como uma forma de canalizar a minha magia e o feitiço que eu havia colocado nela, que faria todo aquele coberto por essa poeira ficar imune à danos, já que seria tudo transferido para mim enquanto a barreira de poeira estivesse ativa. Mas é claro, a poeira só procurou cobrir/envolver quem estava desarmado ali, quem era incapaz de se defender, como parte do feitiço, então nem precisava me preocupar de algo dar errado. Ou seja, aquilo iria impedir que os trabalhadores inocentes se machucassem, o que significava que eu poderia agir com mais liberdade agora, por isso até falei com mais tranquilidade para os reféns- Pronto, podem ficar tranquilos que agora vai acabar tudo bem, tá? Eu já estou aqui. -ao fim da frase eu pisquei para os reféns e abri um sorriso amigável para eles, ficando séria apenas quando me virei para os bandidos outra vez, e pena que os bandidos não perceberam o perigo nisso, pois podiam ter adiantado muito as coisas.

Enfim, feito aquilo, olhei para cada um dos que estavam ali, os seis bandidos, e repeti a minha oferta, só que com algumas palavras diferentes, mas mantendo a mesma essência- Vou dar só uma chance para cada um se entregar. Se atirarem ou ameaçarem qualquer pessoa aqui... não prometo deixá-los inteiros -disse, tentando manter a calma ao falar com eles, sendo civilizada na medida do possível. E é claro, sempre tem um que não escuta. E foi esse ser entre eles que deu o primeiro tiro em minha direção, com seu fuzil, para tentar me calar logo. Bastou que eu pegasse as balas em pleno ar, antes mesmo de me atingirem, para todos os seis bandidos ali ficassem apavorados, pois entenderam agora a seriedade do que estava acontecendo- Lá se foi a sua chance. -disse, jogando de volta as balas na direção do sujeito que havia acabado de atirar em mim, com ainda mais força do que elas vieram até mim, atravessando ao sujeito e toda a sua proteção anti-balas, em vários locais, fazendo-o cair no chão agonizando de dor, enquanto morria aos poucos... Bem, mentiria se dissesse que planejei aquilo, pois eu realmente só atirei as balas de volta para o sujeito, sem mirar, mas se ele estava sangrando até morrer agora, merecia isso. Enfim, ele não importava mais, por isso me virei para os demais ali.

- Próximo. -disse, cerrando meus punhos enquanto olhava para os sujeitos ali, que é claro que não sabiam o que fazer, diante de uma mulher que não parecia temer ou mesmo se machucar com as balas de suas armas pesadas. Talvez os idiotas ficassem assim durante o resto da tarde, me olhando sem saber o que fazer, se não fosse pelo seu líder- O que estão esperando?Acabem com essa metida! -disse o homem cheio de pose, zangado ao ver que seus companheiros tremiam diante de mim. Acontece que, ironicamente, ele ficou igualzinho quando eu olhei em seus olhos, com raiva, como se indicasse silenciosamente quem é que seria meu alvo principal naquele lugar, mas logo em seguida a nossa troca de olhares foi interrompida, quando as balas começaram a voar por toda a parte.

Foi uma verdadeira chuva de metal, e mais intensa ainda do que eu imaginava, pois enquanto todas as balas vinham em minha direção, dava para acompanhar, só fiquei perdida mesmo quando elas começaram a ricochetear, ao se chocarem contra meu corpo e baterem em outros lugares ali, rebatendo e praticamente pulando por toda a parte conforme eles descarregavam seus pentes de bala em mim. Acontece que, demorou para que percebessem que isso acontecia, pois eram tantas balas voando por ali que, só quando alguns foram atingidos por algumas das balas ao ricochetearem, que eles pararam de atirar- Mas... mas... que merda você é? -o líder perguntou, assustado e tremendo enquanto retirava uma granada de uma bolsa que se encontrava em seu ombro. Porém, assim que ele tirou o pino, antes que ele pudesse sequer pensar em jogar em minha direção, eu corri até ele e parei na sua frente, sem que ele percebesse o que tinha acontecido. Então tirei de suas mãos a granada com uma das minhas mãos, enquanto que, com a outra, eu segurei seu pescoço e apertei um pouco, o bastante para fazê-lo abrir a boca, e assim, pude forçar a granada para dentro de sua boca, fechando-a logo em seguida, com minhas mãos- A justiça encarnada. -respondi ao sujeito, pouco antes de seu corpo explodir em vários pedaços por conta da granada, praticamente pintando de vermelho aquele lugar todo branco com seus restos.

Claro que, vendo aquilo, os únicos dois que estavam inteiros depois de tantas balas ricochetearem, largaram suas armas e ergueram as mãos, deixando claro que se rendiam, o que só me fez sorrir de forma bem sarcástica- Agora é tarde. -disse, como quem dava uma má noticia, fingindo mesmo ter pena deles, mas logo em seguida fui até eles, agarrei os dois pelos seus pescoços e os joguei contra as portas de vidro do banco, fazendo ambos passarem pelo vidro temperado e caírem inertes na rua, cheios de cortes e ferimentos. Não iriam morrer, assim como os outros três que estavam caídos ali (vítimas dos ricochetes das balas), nenhum dos seus ferimentos havia sido muito profundo ou em locais vitais, então viveriam, mas iriam viver para sempre com dores, e isso para mim já era punição o bastante para mim.

Eu já estava pronta para libertar os reféns e ir embora dali, sem nenhuma outra perda de vida ser necessária, porém, assim que eu terminei com os sujeitos ali, o resto do grupo chegou, e pareciam terem sido atraídos pelo barulho que aconteceu ali na frente do banco. Como estava ainda bem humorada, fiz a mesma oferta para eles eles, ou tentei- Fui eu quem fez isso. Vocês se... -só que, antes que eu terminasse, um deles sacou com raiva um pistola e atirou em minha direção, uma única vez. O tiro teria atingido a minha cabeça e com certeza me mataria, se eu não fosse quem eu sou, pois usando os meus poderes foi fácil agarrar no ar a bala com a minha boca, parando-a, e ainda mais fácil foi cuspi-la de volta, com o mínimo da força da minha língua empregada na bala, fazendo-a atravessar a cabeça do mesmo que havia atirado antes de eu terminar, fazendo a bala ser enterrada na parede atrás dele, quase atravessando a parede atrás dele também- Dá para não me interromper? Estou tentando ser educada aqui, façam o mínimo e tentem fingir que são também. -pedi para eles, irritada. E não sei se foi o medo ou só o choque do que acabaram de ver, mas eles ficaram estáticos enquanto me olhavam- Obrigada. -agradeci ao seu silêncio, e então comecei a me aproximar aos poucos da direção dos reféns, olhando o tempo todo para os bandidos recém-chegados ali.

- Como eu ia dizendo. Vocês se rendem, e não machuco vocês. A justiça irá fazê-los pagar pelos seus crimes. Lutem e... bem, perguntem para o líder de vocês. -disse, apontando para os pedaços do infeliz espalhados em um canto do banco, e quase como que imediatamente, os três bandidos restantes até mesmo se ajoelharam e colocaram as mãos atrás da cabeça, após largarem suas armas- Bom. Vão ver que eu sou honrada, e cumpro com a minha palavra. Não vão se arrepender. -disse, com um sorriso doce e amigável para os que haviam desistido, cancelando a magia que protegia antes os reféns, libertando-os logo em seguida- Viu? Não disse que ia ficar tudo bem? -falo, de forma toda meiga para os reféns, e rindo um pouco. É, a maioria estava com medo de mim, já que eu ainda estava com algum sangue e pedaços de corpo em mim, mas ao menos entenderam que eu estava ali ao seu lado e não entraram em pânico quando fiquei ao lado deles, na realidade até me agradeceram, e até me acompanharam conforme saímos do banco.

Claro que, na saída, lembrei-me como eu estava e como havia deixado o banco, com toda aquela minha luta, então resolvi dar um jeito em tudo- Ai, quase que eu esqueço... Podem por favor ir na frente? Tenho uma última coisa para fazer. -disse para os reféns enquanto saíam calmamente do lugar, dando um tapinha na minha testa ao me lembrar da bagunça- Ai, como sou esquecida... Per ankh! -disse a última palavra, como uma ordem mágica para a energia mística que corria em mim agir, e em segundos ela o fez, dando força para o feitiço que eu conjurava. Com aquilo, uma cruz egípcia surgiu diante da minha mão, e aos poucos o banco foi ficando arrumado, como estava antes da minha entrada, antes mesmo dos bandidos chegarem lá e tentarem invadir os cofres. As paredes foram ficando limpas de todo aquele sangue, nenhum dano se encontrava nas paredes, nas portas, nos cofres, no chão ou mesmo no telhado que eu havia destruído antes. Quando enfim tudo estava arrumado, suspirei, aliviada- Ufa! Agora sim, trabalho concluído. -disse, sorrindo novamente, e então comecei a voar novamente, agora saindo dali. Pois eu sabia que os policiais não iriam mais se aproximar do local enquanto eu estivesse ali, mesmo que eu tivesse ajudado, pois eu tinha é intimidado-os e... bem, sabe como é... homens detestam que façam isso com eles, principalmente se for uma mulher... então decidi que fizessem logo o seu trabalho, enquanto que eu continuava com o meu caminho.

Aliás, eu quem tenho que procurar um trabalho agora, né? Ai, por Deus... será que eu vou conseguir? Espero ser capacitada o bastante...

tag: NPC's | roupas: Black Eve

OFF: Ish, saiu mais simples do que eu queria... me perdoem... ç.ç


<3


Informações da Personagem:
Nível: 13
Atributos:
FORÇA: 45
INTELIGÊNCIA: 30
RESISTÊNCIA: 30
AGILIDADE: 30
VIGOR: 30
CARISMA: 20

Perícias:

i. Prontidão, nível iii pedagoga;
ii. Corpo a Corpo (Luta de Rua), nível iii pedagoga;
iii. Resistência à tortura, nível iii pedagoga;
iv. Armas Brancas, nível ii experiente;
v. Lábia, nível i caloura
vi. Psicologia, nível i caloura

Poderes:

Em sua forma normal, Freya aparentemente não apresenta ter muitos poderes, exceto um grande dom para a magia, mas que não afeta em nada seu físico, sendo ainda assim como uma humana tão vulnerável quanto às demais pessoas nesse mundo nessa forma, mesmo podendo realizar esses feitos mágicos. Porém, quando pronuncia a palavra ''Shazam'', um raio mágico atravessa o corpo da garota, e assim ela se transforma de sua forma mortal para a campeã da magia e dos deuses, Black Eve. Nessa sua forma a sua aparência muda pouco, mas ainda é notável a sua mudança, pois ganha um pouco mais de altura, suas roupas se transformam e, claro, ela recebe incríveis poderes!

Tudo isso por que Freya teve a sorte de ser a reencarnação do ser conhecido antes como Teth-Adam (ou, Adão Negro), herdando os seus incríveis poderes, que diferentemente do rival Shazam, que adquire os poderes de deuses do panteão grego, os dela vem de deuses do panteão egípcio, recebendo assim o vigor de Shu, a velocidade de Heru, a força de Amon, a sabedoria de Zehuti, o poder de Aton e a coragem de Mehen. Com isso, ela recebe várias capacidades e poderes diferentes, todos grandiosos por conta de suas origens místicas e divinas, mas praticamente iguais às adquiridas por Shazam, seu rival, com a diferença apenas de que ela possui bem mais experiência com o uso de seus poderes, os quais estão listados logo abaixo.

- Shu: Com o S sendo para o vigor de Shu, o deus egípcio do ar cujo nome significa ''aquele que se levanta'', e é ele que permite à Black Eve a capacidade de suportar e sobreviver à maioria dos tipos de agressões físicas extremas, permitindo-lhe a sobreviver mesmo à eventos astronômicos poderosos, mesmo que à queima-roupa. Com os poderes adquiridos por esse deus, Black Eve ainda tem a capacidade de auto-sustento enquanto estiver em sua forma de campeã dos deuses, ou seja, com isso ela não necessita comer, dormir ou mesmo respirar, podendo sobreviver no espaço de forma indefinida sem qualquer ajuda, tornando-a efetivamente incansável, com sua resistência física ilimitada.

- Heru: H é para a velocidade de Heru, também conhecido como Hórus, o deus egípcio do céu e a vitória personificada, e é com esse poder que Black Eve é capaz de lutar ou se mover em velocidades muito superiores à luz, podendo mesmo viajar pelo universo através de enormes distâncias sem pouquíssimo tempo, além de também ser esse poder o responsável pela capacidade da garota de voar, através de sua pura vontade. Ao canalizar o poder de Heru/Hórus, Black Eve também possui reflexos super humanos, permitindo-lhe reagir a inimigos diversos em altíssima velocidade. Os limites para as velocidades alcançadas pela garota nesta forma não são estabelecidos, mas é dito que se confunde com teletransporte ao se mover.

- Amon: A primeira letra A é para a força de Amon, o rei dos deuses egípcios, assim como também um deus da virilidade e do ''sopro da vida'' em si. Com esse poder, Black Eve possui níveis absurdos de força, que a classifica facilmente como uma das criaturas mais fortes da Terra, e lhe permite não apenas erguer pesos gigantescos (incluindo, é claro, objetos em escala planetária) como também lhe permite destruir materiais extremamente resistentes. Por seu nível de força ser de uma escala incrível, Black Eve na maioria das vezes se limita à usar apenas a força necessária para todo desafio que enfrenta, tomando cuidado com seus níveis de força para não acabar causando destruição desnecessária, já que sua maior intenção é preservar e salvar a vida na Terra, mas ela gosta muito de arranjar uma forma de se soltar contra alguém que mereça um verdadeiro soco seu, por isso é até normal ela causar um banho de sangue às vezes com essa sua força incrível. Aliás, não é incomum que ela se descontrole de vez em quando e acabe causando sim certa destruição, por conta de seu temperamento, mas não é algo que ela goste.

- Zehuti: Sendo o Z para a sabedoria de Zehuti, também conhecido como Thoth, o deus egípcio da magia e da escrita, Black Eve consegue com isso acesso ao nível divino de conhecimento, tanto místico quanto mundano, podendo simplesmente adquirir conhecimento apropriado para uma situação quanto ser aconselhado melhor quanto ao curso de ação que deva seguir, recebendo conselhos diretamente do deus que lhe confere esse poder, ou mesmo de outros deuses que lhe dão seus outros poderes, dependendo da vontade de Zehuti/Thoth. Essa capacidade ainda lhe confere uma espécie de clarividência, uma memória infalível (conhecida pelos mortais como memória eidética) assim como dicas de táticas de guerra, matemática, entre outros. São muitas as habilidades intelectuais conferidas à ela através dessa forma, mas algumas ainda são desconhecidas pela mesma, então há muito ainda que isso pode lhe reservar, mas sabe-se que ela possui conhecimento do próprio Zehuti, aquele que escreveu o livro que era dito tornar o mago mais poderoso do mundo aquele que o conseguisse ler, o que a garante conhecimentos enormes no que se refere à magia também.

- Aton: O segundo e último A é para o poder de Aton, o deus egípcio do disco solar e da própria criação, e é ele quem alimenta o raio mágico que transforma Freya em Black Eve (com isso, ela consegue o grande dom de manipular a eletricidade em si, mística ou não), mas vai ainda além disso, pois com o poder desse deus ela também aumenta suas demais capacidades, físicas mentais ou mesmo místicas. Sabe-se que é através dessa divindade que ela consegue os níveis mais elevados na magia (cujo limite ainda é desconhecido e deve ser explorado, já que nem a própria Freya conhece os limites desse presente) para realizar feitos místicos de uma variedade realmente ilimitada, principalmente por ser combinada com a sabedoria de Zehuti, podendo atuar na garota mesmo quando não está transformada (sendo um dos únicos poderes seus a funcionar desta forma, como se fosse inerente à mesma), permitindo-lhe realizar feitos místicos incríveis mesmo sem estar na forma de campeã dos deuses. O poder de Aton também lhe dá a capacidade de se teletransportar até a Pedra da Eternidade, através de viagens interdimensionais. Por fim, além de aumentar as suas já incríveis capacidades físicas (como sua força incrível, sua resistência física, etc), esse é o poder também responsável pela sua imunidade à magia.

- Mehen: Por fim, a letra M é para a coragem de Mehen, o deus egípcio serpente, guardião do sol, e que dá um poder para Black Eve que atua não apenas psicologicamente na mulher como também fisicamente, tornando-a praticamente indestrutível tanto quanto a divindade serpente em si, ao conseguir acessar quantidades de força interior super-humanas impressionantes. Com tal poder, Black Eve possui uma força de vontade considerada indomável, que permite a mesma à perseverar mesmo com todas as probabilidades contra si, e ainda em situações que são aparentemente imbatíveis, o que também lhe concede uma invulnerabilidade de nível divino à qualquer tipo de ataque à sua mente, intrusão telepática ou mesmo qualquer tipo de controle sobre sua mente e corpo, e isso se estende até para a sua forma mortal, como Freya, sendo o único poder além da magia em si que funciona consigo mesmo sem estar transformada. Esse poder também lhe permite se curar ou a outras pessoas de forma instantâneas, ao utilizar-se do seu relâmpago. O poder de Mehen também lhe permite ter uma certa graça divina, o que lhe dá uma sorte inata e orientação divina que lhe ajuda muito ao lidar com ações e relações de outros, lhe auxiliando muito em sua capacidade de liderança. Por fim, Mehen também presenteia Black Eve com a imortalidade, pois enquanto ela estiver em sua forma de poder, ela não sofre de qualquer doença ou mesmo envelhece.

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Re: EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

Mensagem por Carter Hawthorne em Sex Abr 07, 2017 5:33 am


Puta que me pariu... — O palavreado escapa em uma espécie de grunhido quando meus dentes se trincam e semicerro os olhos quando ouço um dos policiais comunicar um civil que a rodovia principal de Manhattan encontra-se interditada por viaturas donde é possível interceptar a comunicação dentre os policiais que é constante pela tensão provocada pelo assalto devido ao fato dos malfeitores terem feito funcionários de reféns. Como eu sei disso? Não, eu não leio mentes ou tenho uma audição aguçada para tanto, mas a presença da mídia entrega todas as informações supérfluas entregues pelas forças da lei que ali agem em busca de algum acordo com os sequestradores para enfim conseguirem libertar os inocentes que resguardam no interior do banco principal da cidade. Dê a meia volta e não se envolva, dê a meia volta e não se envolva, dê a meia volta e não se envolva...Merda! — Exclamo em alto e bom som, atraindo alguns olhares de curiosos que trato de lidar quando aponto meu dedo médio na direção deles. Giro meus calcanhares ao perceber o quão próxima se encontra "Baby", mas ao temer por seu estado procuro por outro veículo que não me pertença de maneira tão significativa como ela é para mim. Já bastava aquele episódio na estrada; me dá nos nervos só de lembrar.

Reviro meus olhos em minhas orbes e fecho minhas pálpebras na medida em que me concentro em um cheiro semelhante ao de minha motocicleta, buscando por um motor semelhante e necessário para o que pretendo fazer. Uma entrada gloriosa. Suicida, mas gloriosa. Arqueio uma de minhas sobrancelhas e dou três passos a frente para permitir que minha visão me dê a certeza da "belezinha" que eu encontrei. Meu alvo encontra-se estacionado diante de um café e seu piloto está prestes a tomar partida quando me intrometo em seu ato. Suas sobrancelhas se franzem e antes que possa proferir uma palavra que seja, desfiro um soco em sua face que o faz, consequentemente, cair sobre a superfície de concreto. Durante o feito, sou capaz de pegar as chaves que empunhava antes de esmagar seu nariz contra seu crânio. Ele não acordaria tão cedo. É claro que eu chamo atenção com o que eu fiz, já que a rua se encontra apinhada de gente que não tem mais nada do que fazer na vida do que correr o risco de levar uma bala perdida. Menos gente burra no mundo. É uma afronta comparar esse veículo de duas rodas ao meu bebê, mas devo admitir que o homem tem bom gosto — ou tinha. Depende de quanto tempo duraria para resgatá-lo e isso já não é problema meu. Antes que minha atenção seja interceptada por alguma força da lei, giro a chave de ignição e dou partida no motor ao acelerar com a destra.

Saiam da frente, seus filhos duma puta...! — Eu mal consigo ouvir minha voz pelo som do motor da Harley Davidson Iron 883 ruge como uma fera abaixo de mim, me auxiliando para que eu possa afastar os civis e principalmente os policiais que cercam o local ao invadir a área interditada ao acelerar e em um movimento ágil impulsionar a motocicleta acima de uma das viaturas e enfim traçar a distância do banco ao derrubar sua entrada com o impacto do veículo de duas rodas a mais de duzentos e dez quilômetros por hora contra a entrada do edifício. Graças a minha fodenda agilidade, sou capaz de sair de cima da motocicleta a tempo dela se chocar contra uma parede de concreto ainda em movimento. O famoso "pouso de herói" provoca uma entrada de impacto, como eu mesma havia planejado. Se não fosse pra causar eu nem tinha resolvido me envolver nisso. — Droga! — Vocifero contra comigo mesma em alto e bom som ao perceber que recebera um tiro de raspão, provavelmente de um dos policiais ou dos próprios assaltantes que se encontram perplexos por minha audácia. Vocês ainda não viram nada.Essa é a minha jaqueta prefe-..."Erga suas mãos antes que eu meta bala nessa sua cara, vadia". Ergo meu joelho que me mantinha estável sobre a superfície de mármore e encaro os exatos nove assaltantes que apontam vossas armas em minha direção. Por que eles não atiram de uma vez por todas? Pelo menos teria algum álibi para começar a agir. Levanto ambas as mãos acima de minha cabeça e executo um passo que é interceptado por um tiro que é disparado para que eu pare. — Você errou.

O lance é o seguinte: Vocês podem se render e soltar os reféns ou eu mato todos vocês. E quando digo matar, é vocês e os reféns."Cala a porra da boca, você fala demais!" Falou o maior deles, com seus traços, assim como todos os outros, cobertos por máscaras divertidas pertencentes a comemoração do dia das bruxas. "Tenho permissão para atirar, chefe?" A mão do primeiro é erguida e o que se pronunciou retesa. "Ela é mais um dos babacas que salvam o dia. Ela não vai nos matar."Tenho permissão pra falar? — Interrompo a discussão patética de ambos, arriscando um passo a frente. Mais um disparo. — Ok, eu já entendi que eu não posso me aproximar de vocês, mas acham seguro que eu fique livre por aí para agir quando quiser...? Quer dizer, eu nessa situação já teria atirado em mim ou pelo menos... — Um dos menores disparam contra mim, seguidamente de outro que entregam uma mira questionável. Ao uso de minha agilidade, disparo em direção a um dos balcões que serve ao suposto recepcionista e pulo para trás de um deles em busca de algum abrigo. Ok, eu sou uma fucking suicida. Onde eu estava com a cabeça quando decidi ser aquela que salvaria o dia? Patético, para não repetir o lance suicida. Caralho, eu acabar com meu corpo todo furado aqui. Apesar de possuir um avançado fator regenerativo, não sou imortal. Seria morta se não pensasse em uma forma de matar esses desgraçados antes que eles o façam contra mim... Pera, o que é isso...?

''E então, ela morreu?'' Yeah, eu morri! Um deles se aproxima com a mira apontada em minha direção, supondo que encontraria meu corpo moribundo abaixo do balcão. Amadores. Meu primeiro golpe é contra sua face com meu cotovelo ao apoiar minha destra em sua AK-47, afasto-o com o golpe que comprime seu rosto contra a máscara e tudo o que eu posso ouvir são tiros para que me impeça que eu fique na posse da mesma. Ágil como sou, empunho o fuzil e arrasto o corpo para próximo de mim em busca de alguma munição. Os reféns não se encontram a vista e logo presumo algum capanga deles deveria estar aos fundos para mantê-los em estado de submissão. Não é preciso citar que assim que meu olho esquerdo toma o lugar da mira disparo contra eles com maestria. Um a um seus corpos caem  no chão pela habilidade que tenho quando se trata de pontaria, contudo, as armas de fogo não detenho de tamanha e semelhante maestria. A adrenalina e a tendência homicida predomina sobre as demais emoções que tomam meu âmago, impedindo que eu sinta dor sobre qualquer disparo que é feito contra mim. Restam três deles quando conseguem se aproximar alguns metros de minha figura, mas disparo contra eles os presenteando com uma morte lenta e dolorosa — diferente do que fizera com os outros.

''Solte a arma, AGORA!'' Vociferou então décimo, que se revela ao carregar consigo uma das reféns que encontra-se trêmula pelo choro reprimido. O puro desespero. Solto o fuzil e volto a erguer minhas mãos quando ouço um disparo vindo em minha direção. O impacto é contra meu ombro, acertando-o e atravessando a carne que me constitui. Mordo o lábio inferior ao mirá-lo, dobrando meus joelhos quando ele solicita entre gritos para que eu o faça. Ele não é tão bom quanto parece, o tiro que me acertou não passou disso, sorte. Consciente do que sou, duvidava que fosse querer testar minhas habilidades ao desvencilhar de seus tiros pelo estrago que causara em seus comparsas. ''Se você se mover, ela morre. Se você me matar, ela morre. Se você respirar, ela morre...'' As ameaças são feitas quando ele se aproxima juntamente da mulher que mantém junto ao seu corpo ao empunhar uma pistola, mas que substitui pela arma que usara para assassinar seus "amigos". O cano encosta em minha testa e respiro uma única vez antes de agir com minha velocidade sobrenatural, divina ou qualquer outro termo pomposo que me torne ainda mais foda do que eu sou. Empurro a própria arma contra seu corpo, provocando um impacto forte contra seu olho esquerdo que acarretou em um urro vindo de sua parte. Ele tentou se agarrar a mulher que mantinha junto a si, mas a mesma se jogou no chão e quando se recuperou correu em direção a saída do banco. Uso de minha força para torcer a arma de fogo, deformando-a na medida em que encurvo seu cano. O homem rasteja e eu caminho em sua direção com determinação, uma sede insaciável de violência enquanto vejo o restante de seus companheiros que definham a presenciar tal cena. O meu coturno vai ao encontro de seu rosto quando piso contra ele, deformando-o em três pisadas consecutivas que finalmente o mata.

Antes que a policia invada o edifício, me encaminho para uma saída dos fundos direcionada por um dos reféns agradecidos por tê-lo salvo ainda que se horrorize pela violência explícita do saguão. Avanço andares acima antes que consiga chegar ao terraço e enfim me arrisque em um pulo ao mirar o terraço do próximo prédio preferindo evitar um contato direto com a policia por conta das mortes que causei. Não é porque sou uma aberração que esteja livre de condenações — e portanto eu fujo, fujo porque mesmo que tenha salvo as vidas daqueles funcionários eu tirei o total de dez vidas, o dobro deles. Eu não sou uma heroína, e jamais vou agir para ser reconhecida como tal. Mas não deixaria que infelizes como estes saíssem por aí fazendo o que bem entendem, principalmente porque eu mesma planejava furtar o próximo que saísse do banco em busca de alguma grana fácil. Viram? Eu sou a anti-heroína que o mundo precisa, eu sou a Lobo. É, eu sei. Era pra ter ficado mais bonitinho, mas eu não sou boa com as palavras mesmo, então por que me esforçar? Foda-se.


  • Nível: 8;
  • Especialização: Atacante;
  • Atributos: Força: 20, Inteligência: 15, Resistência 20, Agilidade 20, Vigor 10, Carisma 15;
  • Perícias: Armas de Fogo, nível experiente; Mira, nível pedagogo; Pilotagem, nível pedagogo;
  • Poderes: Rastreadora, Longevidade, Super-Força, Super-Agilidade, Super-Resistência, Regeneração (Fator de Cura), Auto-Sustentação.


But on this battlefield no one wins;

@ vulpvelox

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Stairway to Heaven

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Re: EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

Mensagem por Alessa Whitemore em Dom Abr 09, 2017 2:07 am

Bad Decisions


Bem, talvez você saiba ou talvez não, mas eu ajudo à qualquer um que precise, e sem nunca pedir algo em troca. Afinal, todas as pessoas dão valor a própria vida, e por mais que alguns sejam bem ruins, não acho que todos mereçam a morte realmente, então por que não dar uma mão de vez em quando para eles? Mesmo se forem vilões, pois há aqueles raros casos que não tem culpa realmente do mal que desencadeiam. Tudo bem, há as exceções, e eu não sou do tipo que as ignora, se possível eu mato mesmo aqueles que são um caso perdido, sem nem dar uma segunda chance para que repitam seus erros, mas essa não é a questão. O que importa mesmo é que, apesar de todo esse meu trabalho, eu ajudo à muitas pessoas, fazendo desde grandes favores até aos menores, atuando mesmo em casos pequenos, e sabe que é por conta de trabalhos assim que eu costumo conseguir mais contato? Pois é, com isso eu acabo conhecendo muita gente e... bem, não sei se isso interessa para você, então não vou falar muito sobre isso... então, indo direto para o assunto, uma dessas pessoas que eu conheci, me ofereceu um lanche da tarde hoje, só como forma de agradecimento mesmo, por eu ter salvado a sua vida, e é claro que eu aceitei.

Primeiro, por que não gostaria de fazer uma desfeita para essa pessoa tão gentil. Segundo, por que ele era o gerente de um grande restaurante, um dos melhores de New York. E em terceiro, tudo bem que eu não preciso comer, mas eu gosto de experimentar umas coisas gostosas de vez em quando sabe? Só para me sentir um pouco humana, nada demais. Então, não me senti culpada quando fui até esse restaurante comer um pouco da bela comida de lá, até que aproveitei bem meu tempinho de folga até, já que a cidade não parecia precisar de mim enquanto eu comia. Estava bem tranquila assistindo a televisão, quando de repente ouvi de um dos clientes que estavam ali falarem sobre algo que viam no celular, sobre um assalto acontecendo naquele mesmo momento ali perto, e é claro que eu não consegui me segurar. Assim que ouvi deles que a polícia ainda estava escolhendo como agir, pois os assaltantes tinham reféns consigo, eu peguei o Stormbreaker (que estava encostado em uma das pernas da minha cadeira, descansando), me levantei da minha mesa, fui até esse meu amigo que me ofereceu a comida e, com um sorriso no rosto falei com ele- Obrigada pela comida, estava ótima, mas tenho que ir agora. Tem gente precisando de mim aqui perto, pelo visto, então... nos vemos depois, tá? -disse, agradecida de verdade para ele, e então lhe dei um forte abraço antes de sair do estabelecimento, onde eu levantei voo.

Não demorou muito para que eu atravessasse Manhattan, indo até devagar para não acabar passando pelo banco sem querer, mas quando vi a multidão ali que os policiais tentavam controlar, vi que era o local certo, então logo pousei ali ao lado, atrás de uma árvore, tentando não ser vista de primeira. Mas é claro que muitos ali me olharam torto, ao verem uma menina chegando com um martelo dourado atravessando a rua, já que não era coisa muito normal de se ver. De todo o jeito, ignorando aos olhares, fui direta ao assunto, tendo em vista que já sabia que civis lá dentro corriam perigo de vida, então andei direto até um dos policiais que fazia a barreira ali, entre as pessoas e o banco, lhe avisar uma coisa- Oie! Cheguei para ajudar. -disse, colocando minha arma de uru por cima do meu ombro, sorrindo cheia de alegria para o policial. Mas pelo jeito ele não me levou a sério, pois assim que eu fiz a menção de continuar andando e passar do seu lado, ele colocou a mão na frente do meu rosto, me impedindo de continuar- Epa, o que está pensando em fazer garotinha? Deixe isso para os adultos, tá? Pode se machucar se tentar entrar ali agora. -ele me avisou, e ao invés de ficar zangada eu até dei uma risadinha, bem rápida e baixinha.

Não debochava dele, na realidade estava só achando fofo ele se preocupar comigo, ainda que fosse apenas o seu trabalho, então decidi ser mais honesta com ele, mas sem ser chata ou grosseira- Mas eu não sou criança! Ah, espera... -ao dizer as primeiras palavras, logo percebi que ainda estava em minha forma mais... inocente... e aí compreendi a forma com a qual ele falou comigo. E por mais que eu não quisesse mesmo me mostrar, eu tinha que mostrar que estava ali para ajudar mesmo, não atrapalhar, então tive que me transformar. Erguendo então o Stormbreaker, trovões saíram da minha arma, e me envolveram rapidamente, sem machucar ninguém que estava próximo de mim, mas assim que os trovões terminaram de passar pelo meu corpo, eu estava transformada pela energia mística do martelo, em minha forma adulta, já vestida como a deusa do trovão, o que não passava de meu uniforme mesmo, mostrando que eu era a herdeira do título de Thor. Claro que, com aquele ''show'', as pessoas à volta se assustaram e recuaram, na mesma medida que os policiais também, mas esses sacaram as suas armas e apontaram para mim, com medo de que eu fosse uma ameaça para eles, gritando inclusive para que eu me afastasse. Porém, eu não o fiz.

Na verdade, eu sorri para eles e os encarei de forma amigável, analisando-os por baixo do meu elmo, e não conseguia ver ainda maldade neles, então não via por que lutar com eles, ainda que me ameaçassem, pois só pensavam em se defender. Por isso, levantei a minha mão vaga, como quem cumprimentava outra pessoa, de forma amigável, antes de começar- Ei, tenham calma, tá? Não vou machucar ninguém, sério! -disse, para tentar acalmar os ânimos das pessoas ali, mas pelo visto ninguém estava mesmo acreditando em mim, então tentei continuar- De verdade, eu não machuco boas pessoas. E vocês não fizeram nada de mal, então... por que eu faria qualquer coisa assim? Gente, estamos do mesmo lado, então, mesmo que me ataquem eu não vou lhes fazer nada, tá? Mas... por favor, agradeceria se não fizessem isso, eu preciso me concentrar em usar meus poderes para salvar as pessoas dali de dentro... -pedi, juntando as minhas mãos na frente do meu rosto, com o Stormbreaker pendurado em meu braço por sua tira de couro. E não sei se eles compreenderam, ou só ficaram confusos, mas eles aos poucos eles abaixaram suas armas, e ficaram apenas me olhando... Não guardaram as armas, mas ainda assim, foi bom ver que não me atacaram quando fiz a menção de passar, outra vez, então dessa vez eu continuei.

Só que, antes que eu pudesse agir, ao apenas me aproximar do prédio pelo solo (andando), um dos bandidos de dentro viu o que eu estava fazendo e decidiu me interceptar, aparecendo na porta antes mesmo que eu pudesse entrar para me falar algo- Se der mais um passo, matamos um refém, mulher do trovão! -ele avisou, como quem não temia nada, mesmo eu, e eu não gostei nada daquilo... Não que eu tenha sido ferida em meu orgulho, não sou tão orgulhosa assim para me importar com essas coisas, mas ouvir ele ameaçar uma vida inocente foi demais para mim. Então, ao virar meus olhos por debaixo do meu elmo e ver que realmente um de seus amigos ali dentro estava com uma espingarda apontada para um dos reféns, eu não pensei duas vezes, e lhe disse- Tá, se quer jogar assim... -e ao fim da minha frase eu ergui meu martelo e o bati com força no chão, com a parte achatada do mesmo, mais rápida do que o homem lá dentro conseguisse sequer entender o que eu fazia. Confesso que usei um pouco mais de força do que o comum para esse ato, nada demais, só que fiz o quarteirão inteiro tremer com aquilo, o que não apenas quebrou a maioria dos vidros que estavam à volta, como também derrubou muitas pessoas... inclusive aos bandidos lá dentro, ou a maioria pelo menos, mas o que contava era que os que ameaçavam aos reféns haviam perdido sua mira, e era aí que eu deveria agir.

Aproveitando essa chance, eu invadi o local, ao me impulsionar com Stormbreaker para dentro do banco, golpeando no estômago o bandido que havia me ameaçado antes (jogando-o contra a parede do outro lado do salão com pouca força, machucando-o sim mas apenas desacordando o sujeito) e então desviando minha rota após entrar pela porta, pousei logo à frente dos reféns (que estavam enfileirados, facilitando ainda mais a minha tarefa de defendê-los), e então girei o meu martelo à minha frente, convocando poderosos ventos com a força do movimento giratório do meu martelo, que fizeram os quatro bandidos ali (conscientes, fora o que eu havia desacordado, que não estou contando mais como um adversário, claro) voarem para o outro lado do banco, separando-os de vez dos reféns, e agora sim me deixando mais aliviada para lidar com eles.

- Tá, agora podemos conversar, né? -digo, levantando minha mão livre para eles, aberta, como quem dizia para esperarem, mas eles já estavam levantando e procurando suas armas e balas que caíram com toda aquela ventania- O que caralhos você pensa que é, ein? Não queremos conversar ô capitã lençol! Se ajoelha antes que nós matemos você e os outros reféns! -ouvi de um dos bandidos, que agora apontava para mim uma pistola que ele acabara de sacar, enquanto que o resto da equipe pegava todo equipamento que deixaram cair sem querer. Diante das palavras dele, eu fingi que dava uma risada, mas foi realmente uma, bem curta, e então olhei para ele novamente, só que dessa vez um pouco séria, chateada- Ha! Sério, capitã lençol? Foi alguma tentativa de piada sexista ou só se referiu à minha capa mesmo? Por que qualquer uma das duas é sacanagem viu? -disse, apontando para ele agora minha arma, e arqueando a sobrancelha por debaixo do elmo- Mas vocês não entenderam, eu não vou matar ninguém! É só vocês colaborarem, e abaixarem essas armas, entenderam? Não fizeram nada de ruim ainda, não precisam enfrentar consequência nenhuma ainda, ninguém se feriu! -pedia, tentando argumentar com os seres, mas é claro que eles não se importavam. Continuavam pegando as suas armas, e até engatilhavam-nas, uma a uma. Porém, antes que apontassem para mim e os reféns atrás de mim, resolvi agir, ou iria acabar colocando vidas em risco- Tá, vocês podiam só ter ido embora e deixado em paz esses trabalhadores inocentes e o dinheiro dos trabalhadores que estão lá nos fundos, mas se não querem assim... -concluí, dando de ombros, e então eu agi.

Antes que levantassem as suas armas, eu dei outra pancada no solo (agora com meu pé), com a mesma força de antes, apenas para que tremesse o banco e um pouco além, mas era o bastante para desestabilizar aos bandidos ali, então aproveitei aquele momento para avançar na direção deles e comecei a lutar. Me aproximando de um, eu dei um tapa em seu peito, e com isso ele praticamente caiu no chão sem ar (estático, e desmaiando, mas ainda vivo, relaxe), enquanto que os outros três pareciam ter desistido de recuperar as suas armas ou de usá-las agora que eu estava perto, então sacaram grandes facas, boas até para caçar animais grandes, mas não surtiu efeito quando usaram contra mim. Até tentaram me cortar com elas, ou mesmo me perfurar no estômago ou no olho, mas quando tentavam fazer isso, eu reagia. Quando um tentou cortar o meu pescoço, segurei seu antebraço e puxei-o em minha direção, para lhe jogar por cima do meu ombro na direção de uma parede logo ao nosso lado, fazendo-o rodar até se encontrar de cara nela, onde ele perdeu a consciência com o impacto. Outro, que tentou furar-me no meu olho, eu apenas dei uma cabeçada na sua faca, para quebrá-la assim que encostou em meu olho (é, praticamente a quebrei com meu olho), e então com um golpe do meu cotovelo, o fiz voar até a parede ao lado dos reféns do outro lado da sala, fazendo-o cair inconsciente. Agora, o último, que tentou enfiar a faca no meu estômago, ao mesmo tempo que o outro tentava furar o meu olho, eu também o segurei (com minha outra mão, pouco antes de atacar com o cotovelo desse mesmo braço ao outro bandido, deixando o Stormbreaker no chão, na frente dos meus pés), mas em sua faca, quebrando-a entre meus dedos, e o puxei na minha direção com velocidade, aplicando-lhe uma cabeçada simples, fazendo-o desacordar também.

Quando o último se viu sozinho, ele gritou por ajuda, e infelizmente isso eu não pude evitar, mas logo eu o desacordei ao lhe golpear com meu ombro, praticamente enterrando-o na parede atrás dele. Tudo bem, quebrei alguns ossos seus com isso, antes que ele desmaiasse, e eu notei isso, só que não gostei muito do que fiz- Ai... droga, me desculpa! -pedi, mordendo meu lábio inferior ao olhar para ele, após ouvir o barulho de alguns ossos seus se quebrando. Só que, antes que eu pudesse perceber que ele estava já inconsciente, ouvi passos vindo ao fim do salão, próximos da onde os reféns estavam, e vi outro bandido. Esse, mais rápido que os outros, assim que me viu no meio de vários companheiros seus desmaiados, tentou levantar sua submetralhadora para apontá-la aos reféns, talvez para ameaçá-los ou retaliar pelo que eu havia feito, só que... não podia deixar isso acontecer, ou eles estariam em risco de forma desnecessária, então me vi obrigada à usar o Stormbreaker.

Com o martelo nos meus pés, concentrei-me um pouco, e convoquei uma certa quantidade de energia mágica para minha arma, esquentando-a por inteiro, principalmente na sua parte laminada, e então eu a chutei na direção do sujeito, enquanto ele se virava de lado para apontar para a cabeça de um dos civis, após acabar de passar a porta. Ele não teve nem tempo de levantar direito a arma, pois com a força que eu chutei o Stormbreaker, a arma voou com tanta velocidade até o sujeito que ele nem viu o que atingiu (na realidade, nem eu mesma vi na hora o que havia feito, só depois eu percebi a gravidade da situação), só percebeu depois o que tinha acontecido quando minha arma havia arrancado seu braço fora, ao cortá-la com a parte laminada do martelo enquanto girava no ar, e logo depois derrubou a parede que estava naquela direção, ao se chocar contra a mesma e derrubá-la de uma vez só. Foi de partir o coração o grito que ouvimos depois, mas... bem, ao menos o corte foi cauterizado na hora que o braço caiu, já que a lâmina do Stormbreaker estava bem quente quando passou pelo sujeito... só que, ainda assim, me senti um tanto culpada...

- Desculpa por isso, mas eu não posso deixar que você machuque ninguém... -pedi, me aproximando a passos calmos do sujeito, enquanto ouvia ele chorar pela perda e a dor sentida na hora, e eu lhe olhava de forma triste- Mas olha pelo lado bom, podem recolocar seu braço se for rápido, em ir ao hospital, e... bem... não vou deixar você morrer, tá? Eu prometo isso! -disse para o sujeito, tentando tranquilizá-lo ou aliviar a sua preocupação, o que compreensivelmente não aconteceu. Porém, antes que eu pudesse falar mais consigo, ouvi mais passos por de trás da porta que o homem havia passado, e percebi que mais outros chegavam. Por isso, esperei o momento certo, então quando apareceram três ao mesmo tempo atrás da porta que se abria (talvez os bandidos que estavam na parte de trás do banco, tentando abrir os cofres), eu apontei minha mão aberta para eles, chamando minha arma para mim em pensamento, o que ela atendeu prontamente. Em segundos, ela voou de volta para mim, e no caminho derrubou os três que estavam ali, sem machucar ninguém, mas me dando tempo o bastante para avançar contra eles.

Só um teve tempo de segurar sua arma, e até tentou apontar para mim, mas antes que ele fizesse qualquer besteira e acabasse acertando algum inocente sem querer, eu pisei em seus braços, tentando apenas deslocá-los, mas acabei é quebrando os dois, ao usar força demais- Ai, isso não era para acontecer. Me desculpa! -pedi, envergonhada ao sujeito que agonizava no chão agora, e depois eu avancei com um dos meus pés direto até o estômago do outro que estava caído logo atrás desse, fazendo-o voar até o teto e voltar, uma só vez, o bastante forte para que ele desmaiasse assim que atingisse o teto, mas antes que caísse no chão e talvez se quebrasse todo, eu estendi os meus braços e o segurei antes disso, deixando-o com calma no chão, deitando-o. E sabe que, quando eu fiz isso, me curvei o bastante para sem querer ver que havia um último bandido vindo pelo corredor que eles haviam chegado? Pois então, como que por reação, eu deixei meu Stormbreaker cair logo atrás de mim, para poder pegar minha arma e com o impulso que teria, nocautearia assim o meu alvo, só que... bem... olha, eu não estava olhando para meu martelo, então tem por que eu errar, ok? Não ria! Mas quando eu fui pegar o meu Stormbreaker do chão, acabei agarrando sem querer a canela do último sujeito que estava consciente entre os três que eu havia derrubado segundos atrás, e ele tentava se levantar, mas quando eu o segurei e imaginei ser o martelo... bem... eu puxei ele com força e joguei-o com tudo na direção do último bandido que vinha pelo corredor, fazendo os dois desmaiarem quando se chocaram, e eu pude até ouvir os ossos de ambos se quebrando, o que só me deixou ainda mais culpada...

- Eu to desastrada hoje... -disse, com uma risada um tanto nervosa, enquanto me erguia e olhava à volta, para ter certeza de que estavam todos bem (exceto pelos dois que agonizavam no chão, com um faltando um dos braços e o outro com fratura exposta nos dois braços quebrados, por causa da desastrada aqui)- Me perdoem, de verdade, eu não queria... ai... droga, eu vou chamar a ambulância, tá? Calma! -pedi, e então apressada eu peguei meu Stormbreaker do chão (é, agora eu sabia que era ele, pois olhei bem antes de ter certeza), abri a porta do banco e fiz sinal para os reféns- Vamos gente, rápido! Me desculpem a bagunça, de verdade, e a violência gratuita, mas... olha, já vou trazer ajuda para eles tá? E para vocês também, espero que estejam bem! -dizia para os reféns, confusos com a minha forma um tanto inusitada de agir, e realmente sem graça por conta de seus olhares. Mas logo após todos saírem, eu corri na direção de um dos policiais e lhe dei um aviso- Olha, está tudo sob controle lá dentro viu? Mas é que os bandidos ameaçaram algumas vezes aos reféns e eu acabei exagerando... mas, olha, ninguém morreu! Só que eu tenho que ir pegar algumas ambulâncias, então por favor, me ajuda? -pedi ao policial, que confuso nem me respondeu, nem parecia ter entendido mesmo- Vê se alguém consegue cuidar dos caras lá dentro, só dar os primeiros socorros, e eu já volto com ajuda! -disse, e então saí voando dali, dizendo uma última coisa antes de me afastar de vez, me justificando para os policiais- Se entrarem lá e virem os caras, saibam que foi tudo sem querer, eu só me exaltei ao proteger os reféns! Podem perguntar, eles vão confirmar, mas eu não sou assim viu? -tentei tranquilizá-los, mas duvidava que iriam acreditar na minha palavra depois de vissem a cena com seus próprios olhos...

Mas é verdade, eu não queria realmente que aquilo acontecesse, por isso eu estava até procurando por um hospital próximo, para poder levar uma ambulância até o banco. Pois é, você entendeu certo, eu ia realmente carregar a ambulância até lá, para que atendessem aos bandidos o mais rápido possível, para que ninguém morresse e, assim talvez retirar a imagem que podiam ter de mim após aqueles meus atos/acidentes em meio a luta. Poxa, eu realmente não costumo deixar nenhuma cena de crime assim, sabe? Não sou nenhuma desmembradora ou assassina em série de vilões, mas... realmente me descontrolo um pouco quando há vidas inocentes em risco, e faço de tudo para que fiquem bem, por isso acabo exagerando às vezes sem nem perceber... como hoje...

Bom... não havia feito tudo certo, mas pelo menos ninguém morreu hoje... né?

tag: NPC's| roupas: Transformada e Normal

OFF: Minha heroína desastrada <3 kkkkkk


<3


Informações da Personagem:
Nível: 3

Atributos:
FORÇA: 35
INTELIGÊNCIA: 20
RESISTÊNCIA: 20
AGILIDADE: 20
VIGOR: 20
CARISMA: 10

Perícias:
i. Armas Brancas, nível experiente;
ii. Resistência à tortura, nível calouro

Poderes e Habilidades:

Força Incalculável: Graças a sua reencarnação, Alessa possui uma grande força sobre-humana com limites totalmente desconhecidos, se é que eles podem mesmo existir. Para se ter uma noção da força dessa garotinha, ela tem força o suficiente para esmagar luas inteiras com suas mãos ou mesmo destruir planetas com seus ataques com certa facilidade, e isso parece ainda ser pouco para ela. Apesar dessa sua força não possuir um limite aparente ou mesmo definível, ela geralmente utiliza pouco toda sua extensão, já que ela nunca vai querer acabar com o planeta em que vários inocentes moram, esses que ela inclusive luta para proteger, então é mais um motivo para se controlar, certo?

Velocidade super-humana: Alessa pode se mover, reagir e lutar a velocidades super humanas, várias e várias vezes que a dos melhores atletas humanos (inclusive mais até que muitos seres poderosos como meta-humanos ou mutantes), e com o uso de Stormbreaker essa velocidade aumenta ainda mais, permitindo com que as velocidades de Alessa aumentem em níveis várias vezes acima da luz.

Reflexos super-humanos: Acompanhando o nível de velocidade ao qual ele se move e luta, como dito antes, a garota consegue ter um tempo de reação melhor mesmo do que muitos super-seres poderosos, conseguindo até mesmo melhorar ao portar Stormbreaker, indo para níveis várias vezes acima da luz.

Resistência super-humana: Alessa possui ainda uma resistência super-humana que lhe permite executar tarefas diversas (incluindo, é claro, lutar) usando o pico de todas as suas habilidades durante um período indeterminado (que é medido em pelo menos meses) sem se cansar. E isso apenas melhora em climas quentes, pois nesse caso a sua resistência se torna literalmente ilimitada. Com isso, ele pode sobreviver mesmo no espaço sem precisar comer, dormir, beber ou comer.

Invulnerabilidade: O corpo de Alessa é tão resistente à lesões físicas que nem dá para compará-la aos seres humanos, ou mesmo até outros seres poderosos. Com essa sua invulnerabilidade, ela é capaz de resistir a gigantescas forças de impacto, temperatura e pressões extremas, sobrevivendo no coração de um sol sem sequer um desconforto leve, assim como também é capaz de resistir a mesmo explosões de energias poderosas o bastante para destruir planetas inteiros sem que ela receba qualquer ferimento físico. Ela também pode sobreviver no espaço sem problemas, não apresenta qualquer problemas ao enfrentar também o zero absoluto (sendo imune ao mesmo), radiação ou quaisquer outro tipo de dano ao seu corpo, mesmo vindo de corrosivos, eletricidade, asfixia ou qualquer tipo de dano que possa imaginar ao seu corpo, possuindo esse seu nível de invulnerabilidade mesmo para qualquer caso.

Fator de Cura Regenerativo: Se for ferida, Alessa ainda pode se curar em níveis super-humanos de velocidade e com ainda mais eficiência, podendo se regenerar de praticamente qualquer dano, exceto apenas membros perdidos.

Imortalidade: Nem a menina sabe como, mas, desde que despertou seus poderes, ela acabou se tornando imune aos efeitos do tempo, sendo assim efetivamente imortal (ou seja, seu corpo não se desgasta ou mesmo envelhece mais de forma alguma, e isso nunca acontecerá), o que também a tornou imune à qualquer tipo de doenças, venenos, toxinas e qualquer coisa do tipo que poderia afetar seu sistema biológico.

Linguagem Universal: De uma forma desconhecida, Alessa pode se comunicar e compreender toda e qualquer língua que exista no universo, sendo assim possível entender todas as raças que existem.

Transformação: Ao estar com Stormbreaker, além de várias outras habilidades místicas que a arma mágica lhe permite utilizar, Alessa também tem a capacidade de não apenas se transformar em sua forma divina, como também em várias outras variações de si mesma (como em uma forma adulta sua, ou ainda mais criança, ou envelhecida, ou modificar seus cabelos, etc...), além de também poder disfarçar sua arma como outros itens sem perder as suas capacidades e resistência.

Habilidades: Como reencarnada de um ser que antes fora escolhido como o guardião de sua raça, assim como também seu maior lutador, ela possui com isso grandes habilidades de combate, sendo dita até como uma das maiores guerreiras da galáxia conhecida quando se trata de combate, tanto armado quanto desarmado, como se ela tivesse naturalmente em seu ser uma experiência em treinos diversos de luta, sendo mesmo uma mulher hábil e feroz independente de onde luta.

Equipamento:
Stormbreaker: É uma poderosíssima arma mística feita de uru e encantada com as mesmas propriedades do lendário martelo místico Mjolnir, o martelo de Thor o deus do trovão. Não sendo apenas tão resistente e durável quanto o mesmo, como também possui as suas mesmas capacidades e poderes mágicos, variando apenas da forma como a qual a sua dona a empunha. Alessa e essa arma parecem ter uma ligação mágica assim como Thor é com o Mjolnir, o que não só permite a ela uma intimidade única com essa arma, como também a permite guiá-la até a sua mão não importa onde esteja, ainda que haja muito para ela aprender sobre todos os poderes de Stormbreaker.

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Re: EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

Mensagem por Brendan Kon Callaghan em Qua Abr 12, 2017 2:19 am


I'll never be royalty
Bartender ♠ Stranger


Não chegavam a ser regras, nem regras morais como não ficar se coçando exageradamente em público, era como uma lei natural que muitos obedeciam quase como se um telepata tivesse posto essa mesma ideia na mente das pessoas. Quando se trabalha em um comércio há certa implicância dos cozinheiros não comerem a própria comida e o mesmo para os bartenders sobre seus drinks. Em parte eu seguia esse pensamento, mas ainda assim não me limitaria a ter bebidas em casa.

Recentemente o bar feito sob medida ficou pronto e estava no meu apê, mas faltava os complementos, ou melhor as garrafas não tão decorativas para ele. Eu nunca havia decorado algo do tipo, então inicialmente comprei algumas garrafas de vidro, daquelas mais decorativas e os meninos Jack, Jose pra não voltar de mãos vazias. Comprei algumas vodkas porque são vodkas e meio que auto se explica o motivo da compra caso já tenha bebido.

Retornava pra casa a pé pois já estava em Manhattan então mais algumas quadras e poderia guardar tudo organizado no bar. Talvez um pouco de azar me faria bem, pois encontrei uma rua basicamente fechada com uma grande aglomeração de pessoas e ao longe ouvia aquelas sirenes da polícia, mas ainda não fazia sentido terem fechado uma rua assim. Não havia festa, nenhum evento, e se fosse acidente essas pessoas estavam em um número exagerado para tal acontecimento.

Semicerrei os olhos e virei meu rosto um pouco para concentrar o que queria ouvir em meio ao falatório das pessoas, muitas conversas chatas, as sirenes e então foquei no rádio da polícia: - Central, aqui é a viatura 236, avisando da tentativa de roubo ao banco notificado mais cedo. Há reféns e estamos sem força para invadir. Repito, há reféns e estamos sem força para invadir. - Revirei os olhos e retornei meus passos para longe dali, procurei qualquer lugar menos chamativo, mas estava perto demais da avenida pra conseguir qualquer calmaria.

Encontrei um beco não muito sujo com escada de incêndio e provavelmente serviria para o que queria. Flutuei para a escada de emergência e deixei minhas compras ali em segurança, olhei envolta uma última vez e retirei minhas roupas com giros contínuos e rápidos para retiras as roupas comuns. Meu uniforme preto e vermelho se tornou visível e deveria lembrar de sair sem ele algumas vezes, ainda iria me causar problemas se me pegassem com ele. Mas foda-se também, nem famoso eu era pra me preocupar se iriam me ver pra desmascarar minha identidade. Subi minha altitude para acima do prédio e avancei rumo ao evento no banco.

Acelerei meu voo até o prédio em frente e repeti a audição focalizada nos policiais em busca de informações do que acontecia, mas não obtive muito sucesso. Apenas sabia quem eram os reféns e que os assaltantes queriam uma saída segura dali, apenas inclinei um pouco a cabeça discordando disso: - Não vai rolar comigo aqui. - A invasão seria simples com uma eliminação rápida dos assaltantes e enfim o resgaste dos reféns. Andei pra trás no prédio e corri com mais velocidade do que o comum, tomei impulso e voei num flash para o outro prédio, o do banco especificamente.

Queria um movimento rápido que os próprios assaltantes não me vissem mesmo que estivessem monitorando o céu. Corri pelo terraço até a porta da escadaria, subi meus pés e desci pelas escadas como um carrossel apenas girando no ar rumo ao térreo. Foi chato e sem nada pra pensar a não ser como iria livrar os reféns dos assaltantes. Não contava com a minha sorte, ou melhor, não esperava sexo em meio a um assalto. Musiquinha do Chapolim Colorado por favor. Ninguém? Aeh, isso tudo está na minha cabeça. Devia parar com isso algum dia.

Parei o voo circular assim que ouvi os gemidos, aumentei a audição me sentindo um pervertido ouvindo aquilo mais alto do que deveria e ficando com vergonha porque só ouvia os gemidos e palavrões. Nada útil. Uma eternidade depois, os barulhos se cessaram e fiquei em alerta caso dissessem algo importante, algum silêncio e os ruídos deles se vestindo. Algumas carícias e enfim comentaram que os outros já deviam ter invadido o cofre a essa hora. Confirmei com a cabeça pela informação demasiada importante.

Voltei a descer o carrossel pra baixo já preparando dois socos contra eles assim que ficasse em linha reta contra os safados do sexo na escada. Esperava que estivessem de costas, mas me surpreenderam com apenas um deles de costas. Um me olhou e arregalou os olhos notando os pontos básicos em mim que gritaram silenciosamente como ameaça: a roupa e a flutuação. Percebi que ele cutucou o outro e antes que ele se virasse avancei contra ambos a tempo do segundo não terminar o giro de cabeça.

Ele bateu com a cabeça na parede fazendo barulho com a batida e ficou molenga apenas de pé com meu corpo o segurando pelo empurrão que dei. Me afastei dele e o deixei cair mole no chão, virando a cabeça pra ver o outro e senti uma coceira na bochecha. Um grito de dor e terminando de focalizar o rosto dele pude perceber a dor dele tentando me socar, mas fora inútil pela minha pele. Sorri e o perguntei: - Doeu muito neh? Isso será pior. - Não dei tempo dele me olhar pra compreender o que eu disse, girei meu corpo e ergui a perna esquerda flexionada. Segui abrindo a perna durante o movimento e logo que voltava a direção inicial, houve o contato do meu pé na cara dele que caiu em seguida enquanto eu pousava no chão mais uma vez.

Suspirei assim que tive certeza dos dois caídos e passei com cuidado para a porta de saída dali. Toquei a maçaneta para sair dali, mas a mesma girou sozinha então sai do chão com uma levitação e esperei pra ver o que aconteceria e quem era. Outro dos assaltantes, ele vestia aquele equipamento preto pesado com colete e um fuzil em uma das mãos. Ele entrou bufando e retirando a máscara já comentando: - Jeff, espero que tenha acabado de foder com o Armin, estou cansado de falar que vocês foram no banheiro e estavam fazendo rondas por aí. Daqui a pouco vão suspeitar de...

Ele se calou logo que terminou de tirar a máscara e estava alguns passos longe da porta. Sorri enquanto ficava no caminho dele pra porta, mas ao me ver tentou atirar em mim. Neguei com a cabeça parando o movimento da arma e apertando o cano já torcendo o mesmo para cima. Voltei a pisar no chão e o peguei pelo pescoço antes dele tentar mais alguma coisa, fiz uma carinha de pena: - Que pena, os outros pelo menos transaram. - Puxei o estranho pra perto de mim como se fosse beijar ele, mas o empurrei em seguida contra a outra parede.

Girei meu corpo e mais uma vez tentei sair daquela escadaria, olhei envolta antes de sair e como estava limpo tratei logo de ir pela esquerda. Ouvi com atenção os barulhos envolta, caminhando com cuidado e prestando atenção se não havia outras rotas que pudessem aparecer mais dos criminosos fazendo rondas. Pouco precisei caminhar pra encontrar mais deles, pois havia chegado na entrada dos clientes que dava pra porta principal do banco e enfim mais quatro dos homens de preto armados.

Contei os reféns e haviam apenas quatro deles, semicerrei os olhos e usei a visão de raio x procurando por eles por entre as portas que podia ver. Foi meio fácil dessa forma, encontrando três pessoas perto de uma grande porta de metal pelo corredor a direita do outro lado da sala de onde estava. Toquei a mente da recepcionista do banco e a questionei: - Não faça alarde senhora, vou salvar vocês, mas quantos deles são? - A coisinha idiota olhou para os lados igual uma criança depois de comer doce, atraindo atenção de um deles que estava vigiando o pequeno grupo ajoelhado no chão.

Me encostei mais ainda na parede e voltei a falar com ela: - Eu pedi pra ter calma, primeiro me responda. - Ela se calou e ouvi uns murmúrios em sua mente, consegui ver sua memória do início do assalto e pude contar dez deles. Arregalei os olhos não pela arma apontava no meu rosto na memória, mas pelo cano gelado de alguma arma na minha nuca. A voz apenas disse: - Quieto, mãos ao alto e seja bonzinho. - Segui as diretrizes do assaltante, pois tornaria mais fácil sabendo quem fosse me ver pra ter certeza quem mais estaria ali pra eu cuidar de uma vez só.

Estava com o mistério de quem eu era e o que eu podia fazer a meu favor, sorri e falei alto para todos os quatro criminosos presentes me ouvirem: - OK OK, PESSOAL, A ARMA SECRETA ESTÁ AQUI. - Nenhum deles pareceu entender nada do que eu quis dizer, deixei o mistério enquanto ele ia me aproximando dos outros reféns como eu queria que fizesse realmente. Mais perto deles, seria mais fácil proteger todos eles e seguir para o cofre. Analisei a cena em terceira pessoa vendo de cima e girando a visão 360 pelo local logo que estava com os reféns acessíveis para uma proteção de tiros fácil.

Estava de pé com os clientes ajoelhados em círculo perto dos meus pés, um deles apontando a arma nas minhas costas, outro dos criminosos a minha frente com uns dez passos entre nós. Um deles à sudeste, outro à minha direita atrás dos balcões recolhendo dinheiro dos caixas extras e o último ficou perto do corredor que dava para o cofre. Me imaginei em um vídeo game com um vislumbre do futuro do que ia acontecer, voltei a ver a realidade com a limitação visual do que estava a minha frente e senti outro empurrão do cano da arma com a pergunta em um tom mais alto:

- O que quis dizer com arma secreta, idiota? - Entortei a boca como quem diz que não sabe explicar então sussurrei: - Vou te mostrar. - Foquei na arma do homem na minha frente e a derreti com a visão de calor, senti a coceira nas costas por um tiro, me virei pegando a arma do idiota e a erguendo no ar pra separar dele. Usei a visão de calor pra cortar as alças, ele caiu em alívio sem a corda o estendendo do chão um pouco e levantei pela camisa. Arregalei os olhos e o levantei do chão com rapidez, girei o corpo e o joguei contra o estranho perto do corredor do cofre.

Com ele se afastando de mim voando, girei meu corpo em direção contrária atirando a arma no outro deles atrás de mim com a distração da arma voadora. Usei a visão de calor na arma dele pra explodir antes dele conseguir apertar o gatilho pra mim. Corri extra rápido para o último deles armado atrás do balcão, pulei o mesmo como um salto a distância só dando tempo dele ver uma bunda de preto caindo sobre ele. Senti a falta de movimentação do mesmo e me apressei a sair dali para o primeiro que desarmei. Levantei com a velocidade extra, pulando o balcão e saltando em um giro entre os reféns e ele.

A distância entre eles estava menor, por isso o giro no ar com chutes repetidos em sua cara. Nenhum tiro disparado e então o banque rápido dele caindo no chão. Segui seu exemplo, caindo com um joelho no chão e o outro de apoio para meu tronco enquanto as mãos serviam para eu não me desequilibrar no pouso pós ataque impulsivo. Me pus de pé olhando envolta, voltei a visão para os reféns rapidamente e utilizei o raio ocular nas cordas que os prendiam, apenas piscando nos nós que prendiam cada um em particular.

Virei de costas avisando: - Vão embora logo que eu vou atrás dos últimos dois deles e o outro refém. - Nem esperaram pra ver mais nada, apenas correram para as portas. Tomei cuidado com os dois corpos que eu pratiquei boliche humano pra não pisar em nada, passei pelo corredor tomando cuidado com o que poderia ouvir podendo ser um tiro por ter chegado tarde demais. Me surpreendi pessoalmente falando, pois o refém estava no canto da sala enquanto os outros dois juntavam parte da grana do cofre em bolsas para sair dali.

Entrei mais na sala do cofre estranhando o número de malas que eles preparavam, talvez já estivessem separando as partes de cada um, não importaria mais essa organização de qualquer forma. Apoiei minha mão direita acima da cabeça na porta e falei mais alto: - Posso participar, ou isso que estão fazendo é só para os VIPs? - Eles imediatamente congelaram, se olharam e tentaram recuperar as armas onde tinham deixado, pois não estava na mesa. Aproveitei esse deslize deles para agir derrubando os mesmos antes de conseguirem uma reação mais elaborada.

Corri até a mesa, pegando impulso apoiando minha mão direita nela e me erguendo do chão com os pés juntos. Foi como um arremesso de algum esporte qualquer, acertei um dos criminosos no peito e escorreguei pelo resto da mesa arrastando dinheiro com minha bunda até que cai com força no chão. Olhei envolta de onde caí e lembrando de ir ao médico de pessoas especiais porque minha bunda deve ter algum problema depois desses caras. Ouvi alguma ameaça, consegui entender mais dos resmungos quando me levantei acima da mesa e encontrei o refém do cofre com uma arma na cabeça apontada pelo outro casa.

Deixei que ele falasse as merdas que quisesse, apenas focalizei em seu dedo no gatilho e o esquentei, aumentei a força e cortei seu dedo ao meio pelo que consegui ver em meio a arma de lado. Ele gritou de dor, empurrou o inocente pra frente e ficou chorando vendo o que eu fiz. Arregalei os olhos tamanha surpresa com aquela atitude infantil por não esperar dor enquanto roubavam um banco. Me aproximei dele e o forcei ao chão com uma forte pancada, o silencio tomou conta daquela sala e enfim pude sair dali atrás do último refém livre.

O homem saiu correndo e fui logo atrás dele, mas assim que passei pela porta me lembrei dos tiros que levei. Tomei impulso e voei para o prédio em frente mais uma vez, tentaria me recuperar ali antes de tentar novamente ir pra casa sem mais contratempos e surpresas notórias.






Spoiler:
Roupa inicial:
Código:
http://cdn02.cdn.justjaredjr.com/wp-content/uploads/pictures/2014/10/nate-johnjohn/nathaniel-buzolic-john-john-brazil-visit-06.jpg
Uniforme:
Código:
http://www.custom-costumes.net/New_52_Superboy_20.jpg

Reencarnado Superboy
Nivel: 10
Especialização: Resistente.

Atributos:
Código:
FORÇA: 11 INTELIGÊNCIA: 11
RESISTÊNCIA: 12 + 5 AGILIDADE: 12
VIGOR: 14 CARISMA: 10

Perícias:
Código:
i. KRAV MAGA, nível pedagogo;

Poderes
Código:
i. SUPER-FORÇA: ele já apresentava níveis de força sobre-humanos chegando até a algumas toneladas sem esforço, com o tempo foi se estabelecendo um nível desconhecido depois de levantar a cidade de Kandor para o espaço sem os poderes psíquicos. Além do básico, ele utiliza um campo telecinético para levantar aumentar sua força se necessário;


ii. TELECINESE TÁTIL: ele apresenta poderes telecinéticos completos; permitindo voo, levitar coisas, manipular e repelir objetos e pessoas, criar campos de força e disparar rajadas telecinéticos. O corpo dele está completamente cercado por um campo invisível de energia telecinética, protegendo-o do mal e reforçar as suas capacidades físicas. Isto também pode ser utilizado para manipular objetos que se encontram sobre a mesma superfície que o garoto;


iii. VISÃO DE CALOR: vibrando moléculas dentro de sua linha de visão, ele pode definir as coisas em chamas através da aplicação de calor extremo;


iv. VISÃO SOBRE-HUMANA: variando de possibilidades com o que é usada, pode variar as capacidades de Superboy. Podendo funcionar nos meios mais comuns como telescópica, ou microscópica sem violar as leis da física, como também infravermelha nos casos mais variados da noite pela escuridão do ambiente. Em uma versão mais tecnológica, percepção do espectro eletromagnético de sinais de rádios/televisão, assim como outros tipos de transmissões e frequências. Permitindo evitar a detecção por meio desses sinais se forem de radar por exemplo. Para um uso mais humano, quase que social pode ver a aura que os seres vivos liberam, com cores diferentes para as variadas emoções dos mesmos;


v. VIGOR SOBRE-HUMANO: conseguindo manter ação física contínua por um tempo limitado graças a sua limitada absorção de energia solar para transformar em energia;


vi. SUPER-AUDIÇÃO: semelhante à visão, é dono de uma audição incomum, assim, ouve algo a quilômetros de distância;


vii. AGILIDADE SOBRE-HUMANA: possuinte de uma agilidade extremamente elevada, conseguindo se movimentar de maneiras quase impossíveis;


viii. VELOCIDADE SOBRE-HUMANA: a velocidade é muito acima dos humanos, seja andando/correndo ou voando, atingindo, certas vezes, km/h.;


ix. REGENERAÇÃO: recupera-se de ferimentos com velocidade absurda, porém, depende da gravidade do mesmo;


x. AUTO-SUSTENTO: ele pode viver e falar em vácuo do espaço muito bem;


xi. LONGEVIDADE: vive muitos anos, enquanto mantém uma aparência jovial;


xii. INVULNERABILIDADE: balas e qualquer coisa feito de metal não afetam o físico do garoto, que é como uma parede espessa;


xiii. TELEPATIA: apresenta certa resistência telepática, podendo ler seus pensamentos. Tem a possibilidade de ver e apagar memórias;


xiv. INTELECTO: já tendo demonstrado que sua mente trabalha incrivelmente rápida para um humano normal, e combinado com os poderes mentais, ele poderia ser um de seus maiores ativos em algumas áreas de raciocínio;


xv. POLIGLOTA: devido aos seus poderes psiônicos, ele consegue aprender novas línguas apenas com o toque em uma pessoa nativa na língua. Por enquanto conhece o inglês e o kryptoniano;


xvi. SUPER RESPIRAÇÃO: consegue criar ventos com força de furacões por exalar o ar de seus pulmões. Ele pode esfriar o ar quando ele deixa seus pulmões para congelar alvos, usando sopro congelante. Podendo também reverter e não só empurrar o ar pra fora, como também puxar enormes volumes de ar para seus pulmões;


xvii. REFLEXOS SOBRE-HUMANOS: dono de reflexos absurdamente elevados, conseguindo reagir instantaneamente a qualquer coisa lançada a si, poderes, ou até mesmo a perigos e acidentes;


xviii. CAMPO DE FORÇA: Com a criação de uma proteção ao redor de seu corpo, ele é capaz de resistir ou reduzir o prejuízo de ataques não baseados em energia, fazendo com que o objeto a ser desviado de seu campo pessoal. Balas e estilhaços são facilmente desviado, desconsiderando parcialmente sua invulnerabilidade (não é perfeita) nesse aspecto. Este campo não consegue repelir gases ou ataques baseados de energia, contudo sua habilidade está em progresso constante;


xix. RESISTÊNCIA MENTAL: habilidade de resistir mais a ataques psiquicos de outros telepatas, ou até mesmo a aguentar poderes que afetem a mente como ilusionismo e sedução. Em comparação de poder, poderia nem sequer sofrer danos se o oponente for mais fraco.

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Superboy
Brendan + Kol-El + Callaghan

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Re: EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

Mensagem por Eliel Calizaire em Qua Abr 12, 2017 6:02 pm

Never Fight With a Cat
They Can Hurt You
Qual era o melhor dia da semana? O do pagamento, obviamente. Trabalhando como stripper na boate Sinner’s Paradise o moreno conseguia diariamente uns bons dólares graças a suas danças sensuais, os programas feitos por ele ocasionalmente durante a semana aumentavam exponencialmente seu lucro, quanto ao salário fixo, o mesmo quebrava bastante o galho, mas ainda fazia-o ter de viver num dos piores bairros de Nova York. Não que ele não gostasse do perigo, claro; ele era ótimo lidando com os infortúnios que espreitavam cada rua e viela escura do Bronx. Na verdade chegava a ser divertido, era quase como um treinamento numa academia para o astuto gatuno, que neste momento pegava um táxi para ir a um dos bancos mais próximos em Manhattan sacar seu precioso dinheiro. Ele tinha contas a pagar e precisava divertir-se mais tarde em uma boa boate ou quem sabe descansar num bar. Assim que chegou a seu destino, pôde notar uma balbúrdia enorme e uma pequena e curiosa multidão de pessoas na rua em volta do banco. Alguma tragédia aconteceu ou estava prestes a acontecer, já que era este o tópico que tanto chamava a atenção dos humanos.

Descendo na esquina, o felino aproximou-se da multidão e afastou um por um de forma um tanto quanto rude, odiando o amontoado de carne roçando umas nas outras, entrando em constante contato – ele odiava contato físico com outras pessoas daquela forma, assim como multidões no geral. Assim que chegou na frente, se viu diante de duas viaturas de polícia com os capôs um de frente para o outro, formando uma espécie de semi-barreira que impedia os civis de passarem. Para a sorte de todos ali e dos policiais idiotas comedores de rosquinhas, Eli era bem mais do que um mero civil desprotegido. Quatro guardas posicionavam-se de cada lado das viaturas, e então Eliel aproximou-se de um deles e armou-se de toda a sua sedução e persuasão para conversar com o policial.

— O que está havendo, Sr. Policial? — perguntou Eli em um falso tom de surpresa e curiosidade, enquanto o homem o observava de cima a baixo. Por um momento ele nada disse, admirando as vestimentas atípicas do Homem-Gato; o mesmo trajava uma apertada calça látex, botas, camisa regata preta e por cima uma jaqueta de couro cujo zíper dourado permanecia dourado, além das suas luvas, obviamente todas as peças em cor negra. Depois de muito apreciar, o policial finalmente lhe respondera:

— Houve uma invasão, assaltantes entraram no banco, contamos dez homens. Eles mantém cinco reféns lá dentro e estão fortemente armados. Não há nada que possamos fazer no momento. Eles ainda não fizeram contato com nós e não exigiram nada ainda. Parecem profissionais... — o homem explicou, até que Eli depositou um beijo nos lábios do policial, calando-o, piscando para o mesmo e então desaparecendo dentre a multidão alvoroçada, com direito a algumas vans de reportagens.

Eliel foi para um beco ao longe, na mesma rua. Apoiando-se na lixeira cuja tampa residia baixada, o felino subiu na mesma e pulou, conseguindo agarrar uma pequena escada metálica a qual ele subiu e encontrou-se no teto do estabelecimento que, no momento, encontrava-se fechado graças a toda a confusão. Agachado para terminar não sendo visto e confundido como um dos bandidos, o Homem-Gato prosseguiu e por fim chegou até a beirada dali, pulando alto e agarrando-se ao telhado do banco. Por sorte o banco não localizava-se numa esquina como muitos costumavam ficar, o que facilitou e muito o trabalho do felino ágil, que entrou pelos tubos de ventilação silenciosamente, mantendo ao máximo sua respiração presa, soltando o ar dos pulmões aqui e ali de forma cadenciada, tentando não fazer barulho e assim ser detectado. Deslizando pelo local apertado, Eliel engatinhou até a primeira saída dali que pôde encontrar. A sala para a qual a saída dava era uma que mais parecia um escritório. ”Vai ter de servir”, pensou consigo mesmo o moreno, fazendo as garras de prata saírem de suas luvas e então quebrando o ar-condicionado, saindo pela entrada de ar. Pondo a grade de volta cuidadosamente, Eliel agachou-se e deslizou até a porta, olhando pela fechadura se haviam oponentes pelo corredor.

Bingo! Um deles possuía em mãos o que parecia ser uma potente metralhadora escura, trajando inclusive uma máscara negra que cobria sua face. Ele vinha na direção da sala de Eli, mas passou direto indo para outro local, provavelmente estava verificando o perímetro. Estreitando os olhos, o moreno abriu rapidamente a porta, correndo na direção do homem. Ele pareceu perceber tardiamente o perigo. Eli chutou a parede com o pé esquerdo e deu impulso para sair do chão com o corpo, chutando com o pé o rosto do homem que, desorientado, bateu a cabeça na parede, caindo já adormecido. Puxando o bandido pelos pés, Eli o deixou na sala e foi para a mesma direção de vinda do bandido. O felino notou rapidamente o ambiente ao seu redor: ele estava no segundo e último andar do banco, onde geralmente localizavam-se a parte menos atraente para os bandidos. O cofre ficava numa sala mais abaixo no térreo, onde a maioria deles deveria estar localizada. Provavelmente haviam uns três ou quatro na frente, tomando conta da segurança, além de provavelmente haverem uns dois no máximo cuidando dos reféns.

Chegando na parte próxima da balaustrada, Eli se agachou, observando com olhos atentos para a parte da entrada do banco. Haviam três homens de guarda. Os reféns estavam em uma área distante, em uma sala privada, percebera o felino ao olhar pela janela. Lá haviam um homem, apenas. Caso ele atacasse os três homens, o outro poderia quem sabe matar um dos reféns. Ele poderia derrubá-los, mas, sua velocidade e agilidade não seriam suficientes para livrar-se de quatro homens fortemente armados. Tendo uma ideia, Eli foi até a sala onde deixara seu homem caído e pegou sua metralhadora. Geralmente Eli preferia usar seu chicote e garras, mas situações desesperadas requerem ações desesperadas. Chegando próximo da balaustrada de pé, ele mirou na sala à sua direita, apertando o gatilho e acertando de primeira a cabeça do bandido, já livrando os reféns de serem mortos caso algo desse errado. Com o tiro, os três bandidos de guarda alertaram-se e logo atiravam na direção do primeiro andar fazendo Eli rapidamente abaixar-se, sendo momentaneamente protegido pela balaustrada resistente de mogno do banco.

”Droga!”, xingava mentalmente o moreno, enquanto ouvia um dos homens subir a escada. Graças a sua percepção sobre-humana o felino deslizou no chão liso e envolveu seus pés nos calcanhares do bandido, derrubando-o no chão, partindo para ataca-lo, batendo sua cabeça no chão seis vezes até fazê-lo desmaiar. O segundo homem subia, bem mais descuidado e apressado que o primeiro que tentou lhe pegar de surpresa. Retirando o cabo de couro do bolso, Eliel mexeu sua mão direita e alçou com o chicote a metralhadora do bandido, partindo para cima do mesmo e chutando-lhe o queixo com o pé direito, fazendo o bandido cair das escadas. Assim que viu o parceiro cair, o último bandido de guarda atirou como louco na direção das escadas, fazendo o felino apoiar a mão esquerda livre no antemão da escada e impulsionar seu corpo para cair na parte do térreo do banco, bem detrás de um balcão de recepção, que fora completamente trucidado por balas de metralhadora. Respirando descompassado, Eli respirou profundamente e recolheu seu chicote, estreitando os olhos e correndo. Chutando uma das mesas, o moreno impulsionou seu corpo em um enorme pulo, seu pé direito chutou a arma do bandido enquanto o esquerdo acertava seu rosto, e assim que caiu, um soco na garganta do homem foi o suficiente para fazê-lo perder o ar e adormecer.

— Que porra é essa? — gritou um dos bandidos que vinha da direção do cofre.

— Bem, a sua porra, querido, você que é péssimo nesse lance de assaltar bancos. — Debochou Eli enquanto alongava seu poderoso chicote e chicoteava a mão do homem, retirando sua arma após ferir a derme do outro com uma enorme mancha vermelha.

Retirando uma faca da bainha, o homem entrou em posição de luta e riu, convencido de que venceria o meta-humano. Avançando, Eli curvou o corpo para trás ao receber a investida do homem, em seguida o felino chutou o joelho do homem e segurou seu braço, torcendo-o e fazendo a faca cair de sua mão habilidosa, mas bem a tempo de receber um soco na lateral de seu abdômen que fez o moreno cambalear para trás, buscando por ar. Antes de qualquer coisa Eli chutou para longe a faca, de forma que os dois lutariam de igual para igual, o que o bandido apenas assentiu como se estivesse de acordo com uma luta justa. Buscando acertar sua face mais uma vez, agora com os punhos, Eli desviou o corpo para a esquerda do homem e o acertou no estômago com uma joelhada, sua perna habilidosamente ergueu-se e um chute acertara-lhe também a face, derrubando-o no chão, do qual o homem levantou-se com um salto. Assim que tentou mais uma vez acertá-lo, Eli agachou-se e acertou o estômago do homem com suas garras de prata, fazendo o oponente cambalear. Seis foram, faltavam quatro.

— Você trapaceou. — Gemeu o homem entredentes, caindo de joelhos.

— O que esperava, meu amor? — debochou Eli, chutando a face do homem e virando seu corpo para defender-se de um novo ataque vindo de um novo oponente.

— Acha mesmo que com essa sua roupinha fetichista e essas garrinhas vai impedir minha turma de roubar? — riu um homem negro e alto, de longos cabelos pretos amarrados em trança. Deveria ser o líder, pois sequer usava máscara – tinha a confiança de um gângster.

— Obrigado por reparar na roupa, é nova. Comprei ontem, gostou? — riu-se Eli enquanto colocava uma mão na cintura, soerguendo as sobrancelhas em provocação. O homem avançou de novo, buscando acertá-lo, mas o moreno sempre desviava, e numa das investidas o felino ergueu seu joelhado e empurrou o homem pelas costas, acertando-lhe o rosto com uma joelhada.

— Vadia. — Gritou um homem alto e ruivo.

— Não me xinga porque não te dei intimidade, cabeça de cenoura. — Apontando-lhe o dedo indicador em reprovação, desta vez foi Eli quem avançou com o punho fechado para desferir um soco, porém de última hora ele atirou-se ao chão e chutou o homem no estômago, depois na face.

Os dois últimos homens saíram, empunhando armas apontadas para Eliel, que ergueu as mãos e sorriu de forma cínica para os dois bandidos entreolhando-se. O homem ordenou que o felino ficasse de joelhos, e foi exatamente o que ele fez. ”Como sair dessa?” pensava consigo mesmo o Homem-Gato, estreitando os olhos e então sorrindo de canto de rosto e piscando para um dos bandidos que lhe apontava uma metralhadora, enquanto o outro buscava acordar seu chefe. O homem sorriu de volta, mordendo o lábio inferior observando o corpo torneado do felino nas vestes tão escuras e justas, brilhando sob a iluminação natural do banco. Ele parecia irresistível.

— É uma pena termos de matar você, cara, mas como um super-herói você deve valer muito para um pedido de resgate. — Lamentou o homem, dando de ombros.

— E é uma pena você ter um QI tão baixo. — Murmurou o Homem-Gato, virando-se para o homem e socando a arma, fazendo a mesma bater na face do homem violentamente. O outro bandido atirou, mas Eli usou sua vítima como escudo, retirando a arma do coldre de seu escudo e atirando no homem na coxa.

Assim que ele caiu, Eli soltou o bandido que ele usara como escudo. Seu trabalho havia terminado. Indo até um caixa automático, Eli sacou seu dinheiro, guardou no bolso e saiu pelo mesmo lugar de onde veio.
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Informações:

Reencarnado: Catman/The Cat
Nível: 5
Velocidade: 220m/s [+10]
Percepção 180m/s [+5]
Especialização: Ágil



Atributos:

Código:
Força: 15
Inteligência: 18
Resistência: 18
Agilidade: 22
Vigor: 17
Carisma: 15



Poderes:

Código:
i. SUPER-AGILIDADE: Desde sempre, Selina Kyle fora uma mulher bastante atlética possuindo uma agilidade sobrehumana, fazendo-a ser capaz de escalar muros, cercas e até mesmo prédios em pouco tempo. Assim como a Selina, Eliel desde sempre foi um homem bastante atlético e com uma agilidade superior a de humanos comuns, sendo relacionado sempre a felinos por tais capacidades.

ii. SUPER-VELOCIDADE: Sempre praticando ginástica e acrobacias, tanto Selina quanto Eliel conseguira desenvolver um condicionamento físico excepcional, sendo perfeitamente capaz de correr bastante.

iii. SEDUÇÃO: Utilizando de todo o seu charme, Selina sempre foi a perfeita figura felina e sensual, encantando homens no intuito de enganá-los e fazê-los lhe obedecerem. Assim como a felina, Eliel sempre possuíra uma malícia no olhar, um gingado espanhol e um jeito específico de falar e agir, sempre visando a sexualidade como forma de constranger, seduzir, espantar ou envolver todos ao seu redor.

iv. ANIMALIA: Desde cedo, devido a sua pouca conexão com os seres humanos ao seu redor, o pequeno Eliel apegou-se instintivamente aos felinos, chegando ao ponto de criar inúmeros gatos em casa. Até o momento, Eliel ainda não comunicou-se com felinos maiores, como leões e tigres, apesar de em teoria, conseguir.

v. MÍMICA ANIMAL: Possui a capacidade de imitar instintivamente quaisquer animais felinos, como ser tão ágil e flexível quanto um gato, tão rápido quanto um leão ou tigre e ser plenamente capaz de dar enormes saltos e ter a força de diversos felinos.

vi. PERCEPÇÃO: Tem a incrível capacidade de possuir uma atenção redobrada, quase sobrenatural, antevendo ataques e estudando lutas e golpes no intuito de conseguir encontrar pontos fracos.

vii. SENTIDOS AGUÇADOS: Possui todos os seus sentidos ampliados, conseguindo ter uma excepcional capacidade de rastreamento e tendo atenção redobrada.

viii. SUPER-RESISTÊNCIA: Como um natural atleta, Eliel possui resistência à ataques físicos grandes, recuperando-se e resistindo excepcionalmente à danos.

ix. SUPER-FORÇA: Assim como seus irmãos felinos, tanto Selina quanto Eliel possui uma força acima do comum, sendo capaz de erguer pesos bem acima do normal que um humano conseguiria erguer.

x. REGENERAÇÃO: Selina sempre fora uma habilidosa felina capaz de sobreviver a inúmeras tentativas de assassinato, e, assim como ela, Eliel também é incrivelmente resistente aos ferimentos por ter a capacidade de se regenerar de ataques e ferimentos. Apesar de potente, sua regeneração possui limitações e em casos de decepamento ou de órgãos vitais arrancados, Catwoman provavelmente morrerá.

xi. IMUNIDADE À TOXINAS: Amiga de longa data de Poison Ivy, Selina fora agraciada, assim como sua amiga Harley Quinn, com a incrível capacidade de ser totalmente imune a gases tóxicos e substâncias nocivas. Como que acompanhando as mesmas condições genéticas agraciadas de Catwoman, Eliel também possui uma alta imunidade à venenos e toxinas.

xii. PERSUASÃO: Através de sua voz, sempre em tom suave e sensual, Eliel é plenamente capaz de fazer facilmente homens e mulheres lhe obedecerem para cumprir pequenas tarefas simples, e o mesmo vale para os felinos que, ao ouvir da voz envolvente de Catwoman, se rendem e lhe obedecem.

xiii. NOVE VIDAS: Assim como o mito, Eliel possui nove vidas como os gatos supostamente possuem. Isto implica que, ao sofrer mortes graves (afogamento, hemorragia, tiros na cabeça, atropelamento, etc...), Eliel é capaz de voltar à vida com uma vida a menos na lista. Apesar de útil, dependendo da morte, Eliel corre o risco de não conseguir voltar à vida (se sua cabeça ou coração forem arrancados, por exemplo, seria impossível dele voltar). Quando sua última vida acabar, Eliel morrerá definitivamente.



Perícias:

Código:
i. CORPO A CORPO (LUTA DE RUA), nível experiente;
ii. FURTIVIDADE, nível calouro;
iii. ARMAS BRANCAS (CHICOTE), nível experiente;



Pertences:

Código:
• Luvas: Tratam-se de luvas negras que possuem garras retráteis e cinzas, capazes de cortar até mesmo aço com muita facilidade.
• Chicote: Um chicote de aproximadamente dois metros e meio negro, retrátil e que cabe perfeitamente em seu cabo, cujo botão pode alongar e diminuir o comprimento do mesmo.
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ANTI-HERÓIS
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Re: EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

Mensagem por Brooke Rousteing-Herring em Sex Abr 14, 2017 10:33 pm


❝ Wondering if I dodged a bullet
or just lost the love of my life



5:30pm, suíte de Rosie.


Dorothea!

Um tom de voz alto, realmente escandaloso, muito pouco habitual de se provir da minha pessoa, saiu dos meus lábios na intenção de chamar a atenção da empregada que deveria estar em algum canto da residência onde apenas eu e ela costumávamos residir a maior parte do tempo – meu pai era o terceiro e último residente, quando não estava muito ocupado com seu trabalho empresarial; e talvez, somente naquele dia, eu nunca havia me sentido tão feliz por ele não estar em casa.  

Alguns poucos instantes passados e a mulher de semblante preocupado, vestida com um pomposo uniforme que refletia elegantemente o seu devido ofício na residência surgiu, escancarando-me da porta de minha suíte. Alguns fios grisalhos escapavam do amontoado de fios ainda muito negros no coque firme no alto de sua cabeça, ela ofegava enquanto dava passos ligeiros em direção a minha cama queen size falsamente desarrumada como se houvesse sido vítima de uma adormecida garota inquieta. “Brooke, o que está acontecendo? Está doente? Seria o único e aceitável motivo para estar na cama.” O adorável sotaque inglês era bastante nítido em cada palavra dita pela robusta mulher, que cercava a cama com passos inquietos, os olhos azuis muito atentos como se me interrogasse e fosse capaz de captar qualquer pequeno vestígio de mentira. Um olhar manhoso provindo de mim acompanhava-a; foi impossível não sentir um pouco de dó por pensar que eu iria mentir descaradamente para ela. Suspirei, segundos antes de guiar minha mão para o estômago e encenar o sofrimento de uma garota ao sentir a dor de uma cólica que a impediu de sair da cama por todo o dia – enquanto a dor real que eu sentia era em minha cabeça, latejando como se fosse chocada contra a parede, sem parar.

E tudo aquilo tratava-se de um desesperado desejo de um álibi.
A palavra de alguém, testemunhando que eu não havia saído de casa. Que não havia possibilidades de eu ter sido flagrada por algum olhar suspeito no incidente daquela tarde.


*

Uma hora antes...


Em meio a uma multidão de espectadores, com olhares curiosos e tão vidrados como os de urubus ansiosos por carne morta, eu assistia quieta o grande acontecimento que marcaria os dias nova-iorquinos – e que possivelmente estaria sendo transmitido naquele exato momento nas televisões, pelas câmeras aéreas nos helicópteros que pairavam acima do grandioso e renomado banco local.

“Nessa tarde, o maior banco da cidade de Nova Iorque se tornou
palco de um cenário aterrador, com a investida de uma gangue, que fizeram reféns alguns funcionários da instituição. Policiais cercaram as ruas e tentam um acordo com os bandidos, que se recusam a todo custo com a sensação de estarem encurralados. Houve a confirmação do número de dez criminosos e cinco reféns.”

As palavras eram ditas em alto e bom tom, como se fossem transmitidas bem próximas dos meus ouvidos, contudo, sequer havia qualquer aparelho reproduzindo livremente tal notícia – pelo menos não próximo a mim. A fonte daquilo era a mente desprotegida de um desconhecido, que se encontrava o mais próximo possível da linha de impedimento criada pelos policias, capturando visualmente o quanto podia da invasão ao banco ao mesmo tempo que tentava se manter informado de qualquer detalhe que seus olhos não podiam ver, com um rádio transmitindo ao vivo, conectado aos seus fones de ouvidos.

Desgostosa, revirei meus olhos. O aglomerado de pessoas pareciam crescer a cada segundo passado, assim como o transtorno causado consequente a rua fechada pela barricada de policiais, impedindo a fluência do trânsito. Para todos os lados que se olhava, lentes de câmeras profissionais de emissoras de televisão ou amadoras dos celulares mostravam-se erguidas no ar. E podia-se ver de todos os públicos ali; desde senhorinhas pequenas demais para enxergar qualquer coisa além da multidão até jovens estudantes que escaparam de suas escolas preparatórias para satisfazer seus egos grandiosos com milhares de curtidas dos seguidores virtuais que acompanhavam a notícia. E em meio a tudo isso, escorada em uma parede baixa e com o semblante de pura impaciência, estava uma garota que sequer deveria estar ali – devido o fato de ter certificado ao próprio pai que estava naquele exato momento na casa de sua melhor amiga em uma tarde descontraída de garotas, mas na verdade, estava a caminho de um estudo referente a poderes sobrenaturais que possuía em segredo, desde os quinze anos de idade.

Infelizmente, era eu.

Com uma ligeira checada, me certifiquei que já havia se passado exata meia-hora, desde a minha chegada naquele trajeto bloqueado e as tentativas inúteis de um acordo pacífico. Definitivamente, nada seria resolvido se aquele mesmo ritmo fosse mantido, e de.fi.ni.ti.va.men.te, eu já estava achando tudo aquilo patético. “Se quer algo bem feito, faça você mesma.” Resmunguei em segredo, pouco antes de me agitar em passadas apressadas por entre os corpos que se espremiam para ocupar um espaço por ali; e em meio a xingamentos e olhares repreendedores, eu ordenava que saíssem da minha frente, chegando pouco a pouco mais a frente de tudo – mais perto da minha súbita e insana saciação em "resolver o problema."

*

A centralização das minhas atividades mentais eram tão intensas que eu sentia uma pequena dor anunciando chegada, bem vagarosamente. E tudo isso era consequente do meu propósito em capturar o maior número de mentes possíveis enquanto seguia pé ante pé na direção da porta de acesso privado para funcionários do banco – uma porta localizada aos fundos do prédio, onde também havia policias mas nenhum cidadão nova-iorquino curioso. E com as mentes a mercê da minha dominância telepática – aprimorada nos anos que se seguiram desde a minha chegada na cidade – eu me camuflava, iludindo a percepção visual daqueles que cercavam a porta acessível ao interior do banco para que sequer me enxergassem atravessando seus caminhos.

E toda minha ação seguiu uma eficacia satisfatória, até...

Ow! Mocinha! Você não deveria estar tão próxima da porta! Retire-se, agora mesmo.” O tom feminino de uma agente policial que empunhava um revolver que parecia brilhar com a luz do sol chamou não apenas a minha atenção, como a atenção dos seus companheiros de vigia; mas ao contrário do que era esperado por ela – e por mim –, os olhares confusos dos demais policiais indicavam uma incoerência com o pronunciamento da mulher. Era como se estivessem olhando para uma louca, que via coisas que ninguém mais via. “Façam alguma coisa! Garota, pare de brincadeira e saia dessa porta agora!” A mulher gritou, pouco antes de avançar na minha direção em uma ligeira invertida. “Puta merda, fique quieta.” Rosnei, ao mesmo tempo que fazia um brusco movimento com minha mão destra, salientando a projeção de minha energia psicocinética que resultou em um movimento de regresso brusco da mulher, como se houvesse chocado seu corpo contra um carro que vinha em mínima velocidade. Com a queda da mulher, os demais policiais pareceram ainda mais perturbados, não sabendo se ajudavam a "louca" que gritava ordens para que um alguém inexistente saísse da porta ou se estudavam a área, na procura de algo que não conseguiam ver.

E alguns gritos seguidos, tudo perdeu o controle.

A porta se escancarou e a primeira coisa a se ver fora o cano de uma arma erguida do ar; seguidamente, um choro soluçante chamou a atenção de todos e a ira refletida nas palavras agressivas de um dos bandidos, ordenando que os policiais recuassem e os deixasse ir. Imediatamente, forcei ainda mais minha mente, procurando conexão não apenas com a mente agora dispersa da policial que havia me flagrado mas do bandido – e que mente transtornada a dele. A camuflagem se estendeu para ambos, e com a confiança de que nenhum deles poderia me enxergar, tentei avançar um passo na direção da porta. Não tinha nenhum plano do que fazer, de como agir, eu apenas sentia que poderia fazer algo; e mesmo não sabendo o que fazer, pisar em falso e tombar acidentalmente com um ombro contra a porta não estava no plano. A porta rangeu, movendo-se com o impacto e instintivamente, o assaltante agiu, girando a arma na minha direção – mesmo sem ver nenhum alvo – e apertando o gatilho da arma, disparando um tiro as cegas.  Por puro impulso, ergui minhas mãos, concentrando minhas energias psicocinéticas uma segunda vez, desta vez na intenção desesperada de erguer algum campo de força protetor. Obtive sucesso naquilo, mas não podia dizer que havia sido 100% eficaz.

A bala ricocheteou.

E com um grito de pavor, a vítima anunciou sua condição de alvo, pouco antes do sangue manchar sua vestimenta na altura da cintura. Era uma jovem garota, possivelmente uma estagiária, e fracamente ela desmaiou com a dor de ter sido baleada. Desorientado, o assaltante a saltou, como se estivesse abraçando uma fogueira acesa, e nesse exato momento um novo disparo aconteceu, atingindo-o no meio da testa. Um grito permaneceu preso na minha garganta, enquanto meus olhos arregalados encaravam a dupla caída no asfalto diante da porta – a menina ainda respirava, ainda que em ritmo vagaroso, mas o homem de face coberta por algum tecido negro com buracos nos olhos e boca parecia tão imóvel quanto o chão que sujava com seu sangue. Uma onda nauseante me atingiu, e eu teria vomitado ali mesmo, se o susto de ouvir vozes por todos os lados não me fizesse despertar. Enquanto de dentro do banco se ouvia um "Não entrem" raivoso, ali de fora dois dos policiais gritavam "Saia dessa porta agora, garota".

Ligeiramente, me enfiei para dentro do prédio, empurrando a porta com as mãos e a trancando em um único golpe antes de girar para encarar o corredor vazio na expectativa de ver alguém com uma arma pronta para atirar. “Chega dessa merda!” Grunhi, pouco antes de me lançar corredor adentro, alcançando em segundos o salão principal do banco, onde era possível ver quatro corpos deitados de bruços contra o chão e nove outros corpos cercando-os, alguns com armas apontadas para suas cabeças e outros atentos as portas acessíveis próximas. “Alguma porra aconteceu com Billy, os policias podem invadir pelos fundos.” O mais alto entre eles murmurou, com sua voz-de-trovão, muito forte e rouca. “Se pretendessem invadir já teriam feito isso.” Rebateu, um que estava ajoelhado perto das vítimas, cercado de sacos estufados do que deveria ser dinheiro. “Se não arrumarem um carro nos próximos cinco minutos mataremos todos, como ficou decidido.” O que acariciava o cano da pistola, em um canto, cantarolou sadicamente. “Podemos até levar essas duas putas aqui, para uma diversão.” Ele completou, antes de dar uns passos na direção da dupla de garotas morenas de ombros trêmulos e rostos cobertos pelos braços, com o pé, cutucou as costelas de uma delas, fazendo-a se encolher e soluçar mais alto – completamente desprotegida e apavorada com a ideia de passar mais tempo ao lado daqueles homens, clamando em uma prece silenciosa por uma salvação ou a morte, já fraca até por pensamento.

Não...” Rosnei, sentindo-me tremer da cabeça aos pés. Era involuntário, mas, a conexão mental que garanti com as vítimas permitia-me ouvi-las, senti-las, como se eu fosse uma delas; e o medo de todas elas eram tão grandes, que somados, assemelhavam-se a um medo que eu já havia sentido, a uma dor que eu já havia sentido, anos atrás. Nenhuma daquelas quatro pessoas merecia sentir aquilo.

Brooklyn não havia merecido aquilo...

Seus filhos da puta!” Gritei, com força suficiente para doer a garganta. Com um passo, mostrei minha localização – encoberta por uma coluna adjacente ao corredor de onde eu havia saído –, e sem nenhum medo, mas sim revolta, encarei um por um dos homens mascarados. Nem um segundo a mais e meus braços se ergueram, minhas mãos trêmulas mirando o grupo de pessoas a metros de distância. A sensação que corria em minhas veias era incomum, como fogo, queimava meu interior e parecia fluir diretamente para a palma das minhas mãos. Em minha mente, uma imagem se reproduzia; aquela em que todas as armas que logo se mostraram apontadas em minha direção deixassem de existir. O desejo crescia, em uma velocidade brusca e parecia se unir ao calor que corria em minhas veias, e por puro impulso, fechei minhas mãos, cerrando meus punhos com força e em reflexo daquilo, no exato instante, o ferro que moldava as armas desintegraram-se ante os olhos daqueles que as empunhavam, tornando-me um material quase condensado. O espanto tornou-se explícito nos olhos de cada um daqueles que até então possuíam uma posição de poder contra suas vítimas. “A quem pertence o poder agora, huh?” Questionei mentalmente, transmitindo tal pensamento para a mente de todos os nove homens paralisados, que dominados pelo estado de choque, tornaram-se alvos fáceis para um último ataque telepático.

Com um instinto doloroso centralizado, transmiti-o em rajadas diretas, numa conexão com outras nove mentes – as dos assaltantes. E em questão de segundos, um por um curvou-se ante a mim, debruçando-se contra o chão em espasmos e gritos que refletiam uma dor agonizante que era infligida somente em suas cabeças, nada físico, tudo mental. “Sintam, seus desgraçados.” Rosnei, em um reflexo a intensificação daquelas séries ininterruptas de ataque psíquico, até que não houvesse qualquer condição de contra-ataque alheio. De nove atacantes, quatro deles permaneceram inertes ao chão, como se estivessem desacordados, os outros cinco pareciam fracos demais até para gemer; mas nenhum deles demoraram-se como alvos da minha atenção.

O olhar de incredulidade das vítimas sim me interessaram.  

Era como uma mescla de medo, alívio e desconfiança. Não sabia se estavam libertos de fato, só sabiam que os assaltantes não eram mais seus agressores – mas eu seria?Que frouxos, vocês quatro. Se eu fosse realmente atacar vocês me pouparia do trabalho de fazer isso por partes. Então, sim, vocês ficarão vivos. Mas... não lembrarão de nada disso. Espero nunca mais ter que ajudar vocês quatro, huh. E espero que nunca mais sintam tanto medo...” E sem mais uma palavra, forcei-me a invadir a mente dos quatro últimos restantes. Não com um desejo ofensivo, muito menos absorvendo os pensamentos mais secretos que possuíam, mas com a intenção de retirar daquelas quatro mentes a memória daquela intervenção paranormal; a minha intervenção paranormal.

*

E pela mesma porta que eu havia entrado, me retirei.
Devidamente camuflada, como se jamais houvesse estado ali, enquanto na segurança da minha invisibilidade psíquica eu assistia o final feliz. Segundos após minhas últimas ações no interior do banco e as portas se escancararam, com a invasão da polícia e o socorro das vítimas – e possivelmente, de alguns dos assaltantes. E enquanto caminhava para fora dali, para fora daquela rua coberta de cidadães eufóricos com um desfecho pouco trágico, eu pensava.

Pensava em Brooklyn.

Pensava em como tudo teria sido diferente, se fosse exatamente igual o dia de hoje.

adendos:


  • i. Brooke.

    Nível: 3;
    Especialização: Ágil;
    Atributos: Força: 15, Inteligência: 10, Resistência 10, Agilidade 25, Vigor 05, Carisma 10;
    Perícia: INTIMIDAÇÃO, Nível Experiente; MIRA, Nível Calouro;



  • ii. Poderes utilizados.

    Telepáticos: Camuflagem Telepática, Conexão Mental, Telepatia, Amnésia Mental e Rajada Psíquica.

    Telecinéticos: Telecinese e Campo de Força.



_________________


bittersweet
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Re: EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

Mensagem por Elara Kalinowski Hawkblue em Sex Abr 28, 2017 11:24 pm

you run on gasoline



As pálpebras semicerradas denotavam a desconfiança sentida pela moça que, na ponta dos pés, buscava expandir o campo de visão limitado pela crescente multidão curiosa que ali se formara, sem sucesso. Odiava multidões. A impaciência começou a desabrochar em seu ser; estava, de certo modo, "à paisana". Livre de suas responsabilidades, em teoria, naquele dia. Mas, é como dizem: o dever chama. E, exatamente naquelas poucas horas de liberdade, chamou.

Uma caminhada descontraída através das muitas ruas da famosa Manhattan resultou em uma parada indesejada no ponto em que Elara agora se encontrava, em uma posição no meio-fio que disputava com ao menos uma dúzia de pessoas de curiosidade quase palpável. Patéticos. Uma fita amarela obrigava os civis a manter certa distância de o que quer que estivesse acontecendo na rua interditada — certamente nada de bom —, e um oficial da polícia estranhamente jovem havia sido colocado próximo dela para garantir que tal regra fosse cumprida apropriadamente.

Por favor, fiquem longe da faixa. Não é permitido passar.

A tensão era perceptível na postura e tom de voz do policial conforme repetia os mesmos dizeres constantemente. Gesticulava com falsa tranquilidade, mas de tempos em tempos espiava por sobre o ombro o desenrolar da situação que os demais oficiais tentavam controlar. Era óbvio que ele era um novato no ramo, ou teria sido designado para uma tarefa mais complexa do que acalmar civis agitados. A inexperiência era visível como uma parede de pedra.

Antes que mudasse de ideia, Elara pegou-se revistando a mente do desconhecido. Pensamentos do momento, memórias, quaisquer informações que pudessem sanar suas dúvidas, ela leu. Descaradamente. Mesmo as ordens que o policial recebera de seu possível superior — um senhor roliço, de bigode grisalho — ela inspecionou em nada mais que alguns momentos. Feche a rua e não permita que ninguém ultrapasse, ele dissera. Até libertarmos os reféns, não deixe ninguém passar, entendeu?

Ah. Uma luz praticamente acendeu-se em sua mente. Então tratava-se disso: saqueadores. Parasitas desprezíveis. Deveria ter imaginado, já que o banco principal de Nova Iorque ficava exatamente naquela rua, coisa que volta e meia frequentava. De todos os caminhos que poderia ter tomado, ela tinha que optar por aquele.

Fique à vontade para chamar conforme desejar: destino, intuição, acaso... Elara chama de azar.

Um suspiro de insatisfação escapou-lhe os lábios róseos. Tamanha era a impotência dos responsáveis por controlar a situação que ela irritou-se com a ideia de simplesmente observar o desenrolar do conflito, ainda que não lhe coubesse o dever de interferir. Projetou, então, um plano simples.

Primeiro de tudo, precisava chegar ao banco, é claro. Certificou-se de que as atenções de todos estivessem voltadas para qualquer outra coisa que não a si, antes de ocultar-se sob uma forte ilusão capaz de mascarar sua presença de quaisquer seres que por ali transitavam — policiais inclusos, convenientemente —, e assim passar livremente pela faixa restritiva. Felizmente, nenhum dos presentes pareceu perceber o estranho acontecido.

Caminhou a passadas largas em direção ao banco. Viaturas e membros da polícia cercavam o local, embora não estivessem fazendo muito mais do que empunhar suas armas enquanto esperavam por, aparentemente, um milagre — coisa que se materializara na forma dela, infelizmente.

Àquele ponto, não tinha escolha.

Ainda invisível aos olhos alheios, contornou a construção enquanto tentava localizar uma entrada discreta no edifício pela qual pudesse se infiltrar, tentada a simplesmente usar a porta da frente, mesmo sabendo que fazê-lo seria abusar da sorte — que já lhe era limitada. Podia entrar pelo telhado, mas o esforço poderia não valer a pena.

Acabou optando pelos fundos. Obviamente, a porta estava sendo vigiada por um dos criminosos, motivo pelo qual Elara sentiu-se agradecida por ainda sustentar o estado de invisibilidade — do contrário, era provável que teria sido recepcionada por uma chuva de tiros. Mas não. A arma que ela portava era dez vezes mais letal e eficiente do que aquela que o homem tinha em mãos: sua mente. E não havia arma de fogo no mundo capaz de combater aquela.

Ele não pôde reagir. O cérebro — o sistema nervoso, a voz que dita todo e qualquer movimento executado pelo restante do ser —, tornou-se tão refém quanto as pessoas que ele e seu grupinho de assaltantes mantinham no local. Muito justo, ouso dizer.

Não houve combate; ele perdeu. Como uma marionete controlada por fios invisíveis, o assaltante — agora identificado sob a denominação de “Paul” graças a sua mente indefesa —, cedeu passagem à Elara, que cruzou a entrada com um simples movimento silencioso das longas pernas e uma expressão de satisfação no rosto.

— Muito bem. — A voz melodiosa ressoou na mente desprotegida do adversário. — Agora, durma.

E tomou-lhe a consciência, bem como qualquer evidência de que ela havia estado ali. O corpo, desprovido de vontade própria, despencou para um sono demorado no chão de mármore, que produziu certo ruído com o contato. Caiu de qualquer jeito, chocando-se com o piso. E ela ignorou.

Muito bem, pensou. Quantos mais devem estar aqui?

Era certo que ele não estava só, diferente dela. Um silêncio desagradável predominava no corredor pouco iluminado que se estendia construção adentro, lembrando Elara que, ao contrário do homem que acabara de deixar inconsciente, estava total e completamente sozinha naquela tarefa suicida.

Bem, talvez não tão sozinha quanto gostaria; com base nas mentes ativas no prédio, detectou a psique de ao menos uma dúzia de seres sencientes nas proximidades — e algo lhe dizia que não eram todos amigáveis. Com passos cautelosos e respiração controlada, Elara seguiu em direção à área central do banco, onde, segundo suas percepções, concentrava-se a maior parte das pessoas restantes.

Moveu-se, ignorando a inquietude que transbordava por seu ser, incessante.

Queria terminar logo com aquilo, sair, e procurar um estabelecimento capaz de lhe fornecer uma refeição com uma boa quantidade de ketchup picante. Uma porção de batatas fritas não seria nada mal.

No entanto, este e todos os demais pensamentos levianos que rondavam sua mente foram esquecidos assim que se pôs à vista aquela cena; encostados à um balcão, de joelhos e com os pulsos amarrados, estavam quatro pessoas. Quatro reféns. Trabalhadores do banco, a julgar pelo uniforme semelhante. Dois eram homens, e um deles possuía sangue fresco na lateral do rosto, proveniente de algum ferimento que, por ele estar de costas, Elara não poderia identificar.

Aquele que deveria ser o quinto refém já não mais poderia servir a este propósito; seu corpo sem vida jazia próximo aos outros reféns, como um alerta constante de que reagir seria inútil.

Um caos organizado, era isso. As vítimas soluçavam a um volume quase inaudível, enquanto sete, sim, sete homens armados, vigiavam cada movimento delas, como os cretinos covardes que eram aparentemente incapazes de evitar serem. Sacos do dinheiro roubado estavam à seus pés, milhares e milhares de dólares esperando para serem levados e gastos com futilidades.

Ouviu-se o som de passos e um ruído arrastado antes que duas novas figuras surgissem no local; de posse de dois outros sacos preenchidos até as bordas com a fortuna roubada, os criminosos, alheios à presença da mutante, apressaram-se em depositá-los junto aos demais, sob os olhos desconfiados de seus companheiros. Somavam agora uma equipe de nove, todos trajando preto dos pés a cabeça, que estava também coberta, para poupar suas identidades.

— Vou ver se a van já chegou — anunciou um deles, alto e magro, com olhos azuis frios que contrastavam com o tecido preto que cobria seu rosto. Gesticulou em direção aos reféns, que encolheram-se ainda mais ao ouvirem sua voz penetrante. — Se um deles tentar outra gracinha, sabem o que fazer.

O refém cujo rosto estava ferido abaixou ainda mais o crânio, como se para demonstrar que não pretendia tentar qualquer coisa.

Outra gracinha. O olhar do ladrão recaiu no cadáver deitado no chão de mármore, indiferente, e Elara mordeu o lábio para evitar dizer qualquer coisa que anunciaria sua presença. Enojava-se com aquele tipo de pessoa; ele encarava a morte com assustadora monotonia, tal como um açougueiro que abatia um animal.

Girando nos calcanhares, ele ergueu a arma que carregava e começou a caminhar em direção aos fundos do banco, onde seu comparsa Paul, nocauteado, deveria estar. Ela, é claro, não poderia permitir que ele o encontrasse; poderia comprometer toda a situação.

Sua mão direita ergueu-se em um movimento fluído, direcionada a arma que um dos ladrões segurava contra os reféns, dedo no gatilho preparado para pressionar sem receio.

Elara imaginou se tal frieza permaneceria se a bala fosse contra o líder de seu pequeno grupo. A resposta veio logo depois.

Horrorizado, o portador da arma — um fuzil de assalto provavelmente roubado — assistiu aos próprios movimentos como um espectador preso no próprio corpo; as mãos, firmes no fuzil, não respondiam à sua vontade, nem tampouco sua voz permitia que qualquer palavra de advertência deixasse seus lábios.

O tiro foi certeiro. A bala alojou-se na parte posterior do crânio do alvo, anunciando sua morte imediata enquanto a sala enchia-se de gritos e suspiros surpresos e horrorizados; o açougueiro tornou-se o animal abatido, e o caos instaurou-se no recinto, criando a distração que Elara desejava.

Não sentiu remorso pela morte dele, mas não via necessidade para que mais nenhuma vida fosse tirada; erguendo ambas as mãos, usou da força telecinética para levitar todas as armas de fogo que os criminosos possuíam, salvo pelo fuzil que sua marionete momentânea portava, e arremessá-las à distância suficiente para que não pudessem alcançá-las, deixando-os indefesos. Expressões confusas, os ladrões se entreolharam em pânico, tentando compreender o que acabara de acontecer.

Atire nas pernas deles, e então, nas suas.

Estava ligeiramente cansada por todo o esforço mental que exercia sobre ele, mas ainda assim, foi capaz de plantar a ordem na mente do portador do fuzil, que não tinha escolha senão obedecer. Deu às costas para aquela cena, ouvindo o som dos tiros e os gritos de dor que, infelizmente, não poderiam ser ignorados.

Os reféns, por sua vez, embora assustados e confusos, foram espertos o suficiente para se aproveitarem da situação e se direcionarem para as grandes portas duplas da frente do banco, onde os policiais aguardavam para ampará-los.

Elara estava prestes a segui-los quando um dos quatro, o homem cujo rosto sangrava, virou-se abruptamente e murmurou um quase inaudível "obrigado", antes de correr até a porta, ansioso pela liberdade que acreditara que jamais teria novamente.

Ela cruzou as portas sorrindo, satisfeita, ainda que mentalmente exausta. Só desfez o disfarce ilusório quando enveredou a esquina rumo ao McDonald's mais próximo, imaginando uma bela porção de batatas fritas muito merecidas.
+
informações:

NÍVEL: 3;
ESPECIALIZAÇÃO: ATACANTE;
ATRIBUTOS: FORÇA: 2O; INTELIGÊNCIA: 10; RESISTÊNCIA: 10; AGILIDADE: 10; VIGOR: 15; CARISMA: 15;
PERÍCIAS: ARMAS BRANCAS, NÍVEL EXPERIENTE; SOBREVIVÊNCIA, NÍVEL CALOURO;

SUPER-PODERES:
Telecinese: A Habilidade de manipular e controlar psiquicamente os aspectos físicos da realidade. Psylocke também poder mover e levitar outras pessoas, bem como mover objetos à distância e voar tal como outros telecinéticos fazem. Também pode criar escudos telecinéticos de vários tamanhos para refletir ou desacelerar ataques.

Armas Telecinéticas: Psylocke sempre demonstrou grande versatilidade com sua telecinesia, a qual ela usa para criar armas psíquicas que causam dano físico e/ou mental em seus alvos. Ela demonstrou habilidade em criar vários tipos de armas psíquicas que diferem em tamanho, comprimento e poder, as quais ela usa em combate. Ela até mesmo usou sua energia psíquica pura para criar rajadas de energia.

Katana Telecinética: Psylocke pode manifestar uma katana telecinética composta de pura energia psíquica, a qual em sua intensidade mais baixa, funciona para afetar as vias neurais, e em seu nível mais alto, suas katanas podem cortar oponentes blindados, cortando através da armadura. Ela também pode usar suas espadas para destruir inibidores de poderes telepáticos colocados em outros. As manifestações telecinéticas de Psylocke produzem luminosidade visível no mundo físico. Desse modo, ela pode usar sua katana física como uma fonte de luz improvisada em áreas escuras. Sua katana telecinética é forte o bastante para ferir outros seres mais poderosos do que ela.

Besta Telecinética: Ela já foi vista criando arcos e flechas psíquicos. Ela também é capaz de criar bestas psíquicas com uma corda conectada a seta, a qual permite que ela ou outras pessoas se balancem nela.

Garras Telecinéticas: Como extensão de seus construtos psíquicos, ela é capaz de criar garras similares as da X23, mas feitas de pura energia psíquica, as quais podem afetar o alvo fisicamente e também cortar através de armaduras.

Condição Aprimorada Telecineticamente: Ela pode usar sua telecinesia para aprimorar sua velocidade, força, agilidade e outras habilidades de luta para níveis super-humanos.

Telepatia: Ela possui poderes mentais para afetar e manipular as mentes de outros seres sencientes. Psylocke pode ler mentes e se comunicar mentalmente com outros por longas distâncias. Quando ela se comunica telepaticamente com outra pessoa a longa distância, essa pessoa geralmente percebe a presença dela como uma borboleta com grandes olhos em suas asas.

Rastreamento Telepático: Sentidos aprimorados psiquicamente permitem que ela rastreie outros seres sencientes pelas suas emanações psíquicas únicas (padrões de pensamentos contidos na parte psíquica do espectro), especialmente se eles representarem uma ameaça para ela.

Sombra Psíquica: Ela é capaz de mascarar sua presença de outros. Suas habilidades podem passar despercebidas e são muito difíceis de rastrear, até mesmo por poderosos telepatas como o Rei das Sombras. Ela pode aplicar essas defesas a outros ao redor dela também.

Faca Psíquica: Descrita como "a totalidade focalizada de seus poderes psíquicos", ela canaliza e foca intensamente seus poderes psíquicos em suas mãos para criar "lâminas psíquicas" extremamente afiadas de pura energia mental, as quais dizem ser a manifestação física suprema de seus poderes, as quais ela mergulha diretamente na mente de seus alvos. Ela geralmente as usa para afetar os neurônios de seus inimigos, por enfiar a "lâmina" brilhante de energia mental nos crânios deles. Essa lâmina é capaz de matar o adversário.

Controle Mental: Com essa habilidade, Psylocke é capaz de controlar as mentes de outros seres.

Ilusões Telepáticas: Ela possui a habilidade de criar ilusões para tornar a si mesma invisível, se parecer com outra pessoa ou fazer outros vivenciarem eventos que não estão realmente acontecendo.

Detecção Telepática: Ela pode escanear grandes áreas e detectar ameaças ao seu redor. Ela também pode detectar a psique de habitantes de uma cidade para descobrir da condição deles.

Paralisia Mental: A habilidade de induzir temporariamente uma paralisia mental ou física.

Amnésia Mental: Psylocke é capaz de apagar memórias particulares ou causar amnésia total.

Rajadas Psíquicas: Pode projetar rajadas de força psíquica, as quais não possuem efeito físico, mas podem afetar a mente da vítima, causando dor, inconsciência ou até mesmo a morte.

Imunidade Psíquica: Psylocke demonstrou possui imunidade a certos ataques psíquicos, como a leitura de mentes e ilusões.

Projeção Astral: Ela pode projetar sua forma astral de seu corpo para planos astrais ou até mesmo em planos físicos. No plano astral, ela pode mentalmente criar objetos psíquicos e manipular os aspectos de seu ambiente.

Precognição: Psylocke ocasionalmente tem sonhos precognitivos.

Mestre em Combate Telepático: Como telepata, Psylocke tira proveito de seus poderes em uma luta lendo os movimentos de seus oponentes segundos antes de eles o realizarem, dando a ela a oportunidade de contra-atacar mais rápido.

Mestre em Artes Marciais: Psylocke foi classificada como uma mestre em artes marciais, embora as artes de combate específicas que ela dominou nunca tenham sido reveladas. Provavelmente, como uma ninja, ela é hábil em várias técnicas de Ninjutsu, como Taijutsu e Kenpo. Embora ela seja conhecida como uma ninja e tenha trabalhado para O Tentáculo como uma, suas habilidades e técnicas de combate superam as dos Ninjas do Tentáculo ou dos Espectrais da Aurora Escarlate. Também foi dita que suas habilidades rivalizam com as de um grande mestre ninja (faixa-preta de 10º Dan ou acima). Psylocke também recebeu treinamento extra da versão do Dentes de Sabre da Era do Apocalipse e do Ogun de uma realidade alternativa, o que desenvolveu amplamente suas habilidades. Psylocke também é extremamente habilidosa no uso de todas as armas Ninjas, métodos de furtividade, movimentos silenciosos, infiltração, ocultação, fuga e evasão, métodos de disfarce, espionagem e acrobacias Ninja.
M A M A

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Re: EVENTO P/ ANTI-HERÓIS, vai tomar bala

Mensagem por Adam Warlock em Ter Maio 02, 2017 2:39 pm

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