[One Post P/ Melanie Stark] O que é que o cu tem a ver com as calças?

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[One Post P/ Melanie Stark] O que é que o cu tem a ver com as calças?

Mensagem por Fúrias Femininas em Qui Abr 06, 2017 7:40 pm

o que é que o cu tem a ver com as calças?
Melanie, minha cara. Algo em você lhe dizia que não deveria sair naquele dia. Mas você ignorara. Ignorara o fato de que sua intuição a dizia para ficar em sua casa. Talvez devia ouví-la com mais atenção.

Ao fim da noite, você se viu perdida. Não sabia onde estava e porque estava lá, mas não era a mesma balada que entrara no começo. Talvez, não fosse nem mesmo na sua cidade. E foi nesse momento que seus olhos se fecharam de vez, dando a impressão que estava drogada.

Quando eles se abriram para valer, o teto era branco. Tudo em volta era branco, até mesmo os tubos muito bem grudados em você. Alguém, ou algo, estava te estudando e você queria descobrir o motivo.


observações


i. Descreva como se sentiu ao notar os tubos.
ii. Você precisa a) descobrir o motivo de estar ali; b) escapar, envolvendo uma luta ou não.
iii. Sua armadura não está com você e ela não pode surgir do nada. O único item disponível é uma faca de plástico de passar manteiga, como as de hospital.
iv Você terá um prazo de um mês para postar a partir da data me que foi postada a missão. Mínimo de 50 linhas na postagem.
v. Qualquer ausência deverá constar no respectivo tópico.
vi. Qualquer dúvida, me envie uma MP.
vii. Poderes, habilidades, atributos, nível e perícias devem constar em spoiler no final do post.


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Re: [One Post P/ Melanie Stark] O que é que o cu tem a ver com as calças?

Mensagem por Melanie Stark em Dom Abr 09, 2017 1:52 am

Behind enemy lines


Eu juro que era para ser apenas mais uma noite qualquer.

Sabe quando você apenas quer curtir um pouco a noite com suas amigas? E falo sério, sem sexo, drogas ou qualquer tipo de romance, apenas uma noite de comemoração por conta de uma coisa ótima que aconteceu contigo recentemente? Pois é, eu estava assim até onde eu me lembro, em uma das casas noturnas frequentadas apenas por celebridades e pessoas das mais ricas (algo normal para mim até então) com algumas amigas, conversando sobre a ótima semana que tive, assim como também ouvi muito sobre suas conquistas (que, admito, não me interessavam muito, mas as ouvi por cortesia, já que fizeram o mesmo comigo quando eu falei, então...), o que acabou sendo realmente a minha última lembrança antes de apagar mesmo. Não sei mesmo em que parte da festa me drogaram, como foi ou quem foi, só que aquela vozinha dentro da minha cabeça parecia gritar comigo quando eu saí de casa, como se fosse o pressentimento de que algo poderia acabar saindo muito errado se eu resolvesse sair justo hoje. Mas por que é que eu teria medo mesmo? Afinal de contas, quem eu vivo dizendo que sou?

Bem, pela primeira vez em muito tempo eu queria ter deixado de ser tão arrogante, e ouvido a voz da razão na minha cabeça... pois essa maldita noite minha me levou a acordar em um dos lugares que agora considero um dos infernos, ao menos na minha concepção.

No início nem tinha como eu saber o que estava acontecendo, estava totalmente perdida diante dos apagões que eu tive, pois eu meio que sentia que acordava e desmaiava várias vezes, só que era apenas isso, não sabia onde que era, com quem era ou mesmo o espaço de tempo entre uma perda de consciência e outra, mas apesar de o tempo todo ser drogada para desmaiar logo após acordar, senti que estava sendo transportada, e deu até para perceber até que usaram vários veículos para isso, me levando até de avião em dado momento, o que deixou-me ainda mais nervosa, pois não sabia para onde ia mas podia ser bem longe do meu lar e da minha zona de conforto cheia de armaduras. A última vez que eu lembro de ter acordado após um desses apagões, foi quando cheguei em uma cidade totalmente estranha, uma mistura de favela com mato, florestas e... tecnologia? Não deu para ver bem, mas eu notei que tinham até antenas no local... de toda forma, definitivamente aquela não era New York, e foi só isso que eu consegui deduzir antes de ser drogada uma última vez...

Foi então que, aos poucos, mais uma vez meus olhos abriram, só que desta vez tiveram uma visão um tanto quanto confusa e dolorida, pois a única coisa que eu conseguia ver enquanto tentava abrir os olhos era aquele branco, que parecia até ferir aos meus olhos por conta de sua iluminação (ou talvez fossem apenas os meus olhos que estavam ainda sensíveis demais à luz, depois de ficarem tanto tempo na escuridão... não dava para saber), por isso eu voltei a fechá-los, abrindo-os de vez em quando, para tentar espionar um pouco mais o local em branco que eu estava, tentando fazer com que meus olhos aos poucos se acostumassem com toda aquela iluminação. Mas sabe que, enquanto eu fazia isso, também pude sentir que havia muito mais ali? Digo, não eram apenas os meus olhos que doíam, mas sim a minha garganta e... bem, o meu corpo todo, na realidade talvez fosse até mais do que isso, pois em meio à essas dores eu sentia algo como... não sei explicar, mas parecia que eu me sentia invadida, como quando você abre um ferimento profundo, e alguém enfia uma caneta naquela ferida só para te cutucar. Não sabia explicar, mas em cada local que a dor vinha, eu senti essa sensação, o que incrivelmente apenas piorava se eu me movesse, por isso tentei ao máximo não me mover, para não me sentir ainda pior... e quando fui recobrando os meus sentidos aos poucos, conforme as drogas pareciam sair do meu organismo, consegui sentir que haviam várias coisas ligadas à mim, várias mesmo, e não sabia o que era de início, mas estava assustada. Tinha até medo até de espionar e saber o que fizeram comigo, imaginando que talvez tivesse perdido as pernas ou mesmo meus braços... Felizmente, esses meus pensamentos se provaram serem apenas exageros de uma mente desesperada, quando meus olhos enfim se acostumaram com a iluminação da sala branca e eu criei coragem o bastante para olhar para meu próprio corpo, e... bem, eu ainda tinha os braços e as pernas, mas ainda foi um pesadelo ver o que eu vi...

Quando eu estava com meus olhos doloridos e ainda se acostumando com as luzes do lugar, eu abri rapidamente os meus olhos, para tentar encontrar a origem dessa sensação estranha que eu tinha misturada com a dor no meu corpo, e imaginei ter visto um monte de cabos ligados à mim, o que me deixou já bem assustada, e me fez realmente imaginar que talvez nem tivesse mais um corpo à essa altura, talvez eu fosse apenas um misto de máquina e multibilionária que estava pronta para ser usada por algum cientista maluco. Mas ao olhar melhor, após meus olhos se acostumarem com aquilo tudo, eu percebi que os cabos na realidade eram tubos, e eram tantos que podiam servir para tanta coisa, mas agora dava para entender por que é que eu sentia tantas dores. Esses tubos estavam não apenas colados em meu corpo (para que não se movessem muito, caso eu me mexesse enquanto desmaiada), como também estavam dentro de mim, alguns invadiam às minhas veias através do braço, outros eu senti no nariz e... é, entendi muito bem aquela sensação de estar engasgada com algo, quando vi aquele tubo enorme invadindo a minha garganta. E eu queria parar para analisar tudo, saber o que estavam fazendo comigo, mas não dava com aquela coisa enorme na minha garganta, então sem a menor paciência, eu descolei do meu rosto a parte exterior desse tubo de plástico, e então comecei a puxar o tubo para fora da minha garganta. Agora, olha, isso não doeu mesmo, mas a sensação constante de que eu estava engasgada e que iria vomitar à qualquer instante era a coisa mais desconfortável do mundo... então não, não foi fácil, MESMO, mas felizmente após quase um minuto puxando aquela coisa (às vezes parando para respirar, e torcendo para aquilo não estar ligado à nenhum órgão meu, ou era capaz de eu me matar sem querer), o tubo saiu de dentro de mim, e eu comecei finalmente à me sentir à vontade, o bastante para poder pensar... Ainda que tenha ficado um gosto muito, muito ruim na minha boca depois que senti a ponta desse cabo encostar na minha língua...

Mas enfim, após aquilo, eu encostei-me para respirar, e pelos travesseiros na minha cabeça eu percebi que estava em uma espécie de cama de hospital. Mais do que isso, percebi que haviam várias bolsas de remédios ligadas por cabos até os meus braços, só que, pelo visto dois dos meus remédios estavam vazios, e isso eu presumi que foi a causa do meu despertar. Só que, ainda tinha muito mais. Pois, ao olhar agora para o resto do meu corpo, eu vi que não apenas estava vestida como uma paciente em um hospital, como também tinha vários eletrodos ligados ao meu peito, e movendo a minha cabeça deu para ver que haviam muitos ali também (assim como tubos nas minhas narinas, que pareciam servir para estabilizar minha respiração... ou qualquer coisa assim, mas que logo eu tirei), e todos ligados à duas máquinas que ficavam ao lado da minha cama, de alta tecnologia, e pareciam monitorar cada batimento cardíaco, respiração ou mesmo pensamento. Ainda estava cedo para tomar alguma conclusão, pois teve uma última coisa que eu vi que me deixou intrigada... alguns tubos de plástico que estavam nas minhas veias não se ligavam com remédios em suas pontas, na verdade eles estavam ligados à outra máquina, bem maior que qualquer outra ali, e tão branca que eu não veria mesmo se não tivesse parado para prestar muita, muita atenção, já que suas luzes também eram bem claras e ela nem fazia barulho... Ainda estava confusa demais para me mover muito, e fazer isso sem saber o que aconteceria com todos aqueles cabos parecia loucura, então aproveitei esse tempo de colocar os pensamentos em ordem para analisar aquela máquina e... percebi que, pelo sangue que havia nos tubos ligados à máquina, e pela forma com a qual ela girava com um pouco de sangue que se encontrava ali dentro, enquanto gerava uma ficha eletrônica que aparecia em sua tela (que eu presumi se referir ao meu sangue, já que tinha o meu tipo sanguíneo ali e, claro, meu nome), parecia até uma máquina de diálise bem modificada, que estava filtrando meu sangue e devolvendo para mim, após retirá-lo e passá-lo por essa centrífuga que... céus, não sabia mesmo o que queriam, mas aos poucos estava ficando óbvio o que eu estava fazendo ali.

Alguém estava realmente me estudando, vigiando cada pensamento, sonho, e pelo visto, até mesmo meu sangue, talvez até minhas moléculas estivessem sendo analisadas ali e eu não fazia ideia do por que, mas pelo visto eu era muito importante, pois 80% dos tubos ali estavam ali pelo visto para me manter viva e funcionando, pois ainda precisavam de algo em mim. O que era ao mesmo tempo bom, pois significava que a última coisa que fariam comigo era me matar, mas também era ruim, pois eu não sabia o que procuravam em mim, mas pelo visto faziam isso mesmo no meu sangue, e... tá, eu tinha uma suspeita do que queriam, mas torcia para serem burros e não estarem mesmo procurando o que eu imaginava, já que era mesmo a única coisa que eu havia injetado em meu corpo durante toda a minha vida... Mas não vamos pensar nisso agora, pois eu tinha é que sair dali, depois podia me preocupar em descobrir o que eles queriam comigo... Tinha que pensar em um plano, e tinha que ser rápido.

Pela forma que os tubos estavam ligados à mim, dava para ver que eram constantemente trocados, o que significava que o retorno da minha consciência era apenas algo temporário, já que a qualquer momento poderia chegar alguém para trocar as minhas bolsas de soro e, bom, eu voltaria à estar nas mãos deles, em coma induzido, quietinha para que eles fizessem o que queriam comigo. Isso eu não podia deixar acontecer, então analisei ali as minhas opções. E, sabe, gostei muito de ver que pelo visto se preocupavam tanto comigo que até almoçaram ao lado da minha cama, mas deixaram não apenas restos de comida no chão como também esqueceram entre as minhas cobertas uma faca de plástico, sem ponta e nem mesmo dentes fortes o bastante para me serem úteis e cortarem as amarras que me prendiam à minha cama... mas era o que tinha. Então, enquanto me perguntava quantos almoços fizeram ali (ou seja, quantos dias eu já estava sumida e meu amigo Jarvis ainda não tinha me encontrado), comecei a pensar em um plano para me preparar para quando viessem trocar os meus remédios, e não foi muito difícil, já que tinha algum tempo e silêncio para mim. O que fiz foi usar a faca de plástico para abrir uma das amarras dos meus braços, o que acabou por quebrar a faquinha também, mas aí já havia libertado uma das minhas mãos e, felizmente, o pedaço de plástico havia quebrado de uma forma que ficou realmente pontudo, e eu poderia usar isso. Depois de tirar todas as amarras de meus braços e pernas, eu tive apenas que me preparar, escolher a minha posição e aguardar que alguém se aproximasse o bastante, coisa que eu sabia que aconteceria logo, já que parecia ser importante que eu estivesse inconsciente enquanto estivessem me analisando, e os remédios que pareciam me manter assim tinham acabado antes mesmo do que esperavam. É, fosse quem fosse que administrava essas doses de remédio, eu tinha que agradecer depois aos seus péssimos cálculos, já que ele deixou espaço de tempo o bastante entre os turnos de troca dos remédios para que eu pudesse agir.

Resolvi que deveria deixar os tubos ligados à mim, assim como os eletrodos, apenas por questão de... manter as aparências, pois tinha que enganar ao menos um pouco quem quer que fosse entrar por aquela porta. Então, deitando-me de lado, tentei esconder da visão da porta que eu havia já retirado o tubo em minha garganta, ficando quase que de costas para quem entrasse na porta, ao mesmo tempo que também mantinha as amarras embaixo dos meus tornozelos e mãos, enquanto que eu me cobria com a coberta que estava ali, para conseguir fingir que ainda estava amarrada à cama, e que era seguro se aproximar de mim. Depois disso eu tive apenas que esperar que alguém entrasse, o que demorou ainda alguns minutos, mas eu fiz o máximo para me manter paradinha, fingindo que estava dormindo, até que ouvi o barulho da porta se abrindo (o que me fez perceber que ela era automática, e sim isso seria muito importante depois)... Confesso que foi difícil, mas consegui manter a minha calma nesse momento, enquanto ouvia os passos calmos de um caminhar feminino se aproximando de mim, como quem estiva em apenas mais um dia de trabalho. E foi uma pena eu ter que agir assim, mas como não tinha opções e nem sabia o que aconteceria comigo ao fim de tudo isso, quando a moça se aproximou o bastante de mim para colocar seu material na minha cama, antes que ela trocasse os remédios ou notasse qualquer coisa estranha em mim, eu saquei a minha faquinha de plástico quebrada, e usando a sua ponta eu me sentei na cama já segurando o seu pescoço, enquanto enfiava e tirava várias vezes aquele pedaço de plástico duro e pontudo da mulher, abrindo vários buracos e fazendo-a sangrar muito.

O que aconteceu em seguida foi muito rápido, pois após isso eu vi que havia ainda um enfermeiro logo atrás da mulher (que parecia ser enfermeira também), e ficou assustado ao ver que eu estava acordada, mas sua primeira reação foi avançar para cima de mim e tentar me conter, enquanto que gritava pedindo por ajuda, me impedindo de furá-lo também com minha faca quebrada, mas eu tive a sorte de conseguir alcançar o taser de sua cintura que ele parecia querer alcançar enquanto lutava comigo, e após um choque disso ele felizmente desmaiou. É, estava aliviada, mas não por muito tempo, já que imaginava que a qualquer momento a ajuda poderia chegar, pois o imbecil ali havia gritado quando eu lutei contra ele, então eu não demorei para retirar cada tubo que estava ligado à mim antes, com todo cuidado do mundo, tentando ao máximo não ferir ao meu corpinho lindo ainda mais. E é claro, mantive os esparadrapos que eles haviam colocado em mim para manterem os tubos fixos, pois eram tantos esparadrapos que ajudariam as minhas feridas à ficarem fechadas, mesmo enquanto eu me movia, o que me deixou mais aliviada quando eu levantei da cama, peguei a bandeja de metal que eles usaram para levar as bolsas de remédios até o meu quarto, e a usei para bater no que parecia ser o painel de controle daquela porta metálica grossa que parecia ser o que separava o meu quarto dos corredores daquela instalação, começando pelo de fora (para que, de fora, ninguém pudesse abrir a porta tão facilmente), e depois pelo lado de dentro. Fiz isso o mais rápido possível, praticamente correndo, desesperada, pois eu precisava urgentemente ver a fiação daquele painel de acesso para saber como é que aquilo funcionava, e depois disso não foi difícil descobrir como é que aquilo fechava. Só tive que puxar alguns fios, e estimulá-los através das correntes elétricas do taser que eu acabara de conseguir, o que ativou os mecanismos da porta e obrigaram ela à se fechar, mas eu a tranquei de vez quando permaneci com o taser ligado aos fios, prendendo-o ali ao amarrá-lo com alguns cabos, pois assim ele estimulava constantemente as travas da porta à se manterem onde estavam, ou seja, mesmo que conseguissem acesso do outro lado, a falha elétrica que eu havia causado iria impedir que a porta abrisse. O que foi bem à tempo de ouvir os guardas do outro lado da porta chegando, e fazendo muita força mesmo para tentar entrar.

Claro que aquilo não duraria muito, já que as baterias dos tasers de hoje em dia não duram muito, mas já seria o bastante para que eu pudesse pensar em uma forma de sair daquele quarto.

- Oie? Posso ajudar em algo? -perguntei, de forma irônica para os guardas, sorrindo enquanto vasculhava a sala ao meu redor, brincando para aliviar a minha mente enquanto procurava agora o que fazer. E sabe, foi ainda melhor receber as ameaças dos guardas enquanto isso, pois estavam mesmo furiosos e querendo entrar ali para me dar um jeito- Abre a merda dessa porta, Stark! -um deles falou, enquanto batia com sua arma contra a porta de metal, me fazendo até rir enquanto eu pegava para mim algumas das roupas do enfermeiro que eu havia botado para dormir com o taser, já que ele não estava cheio de sangue, como a outra- Ih, não vai dar não. Estou um pouco indecente agora... -dizia, enquanto tirava a minha roupa de paciente, para colocar as outras- Sem falar que... olha, eu não sei por que, mas sabe que não gostei da forma com a qual vocês me trataram aqui? Sei lá, deve ser essa roupa horrível que me deram... -dizia de forma irônica, como se não tivessem enfiado dezenas de tubos em mim ainda há pouco- STARK! -gritou o guarda, batendo contra a porta ainda mais forte- Pode soprar e soprar, que essa porta de metal não vai cair querido. -disse, de forma bem irônica, enquanto voltava a dar uma olhada na sala e... enfim, encontrara alguma coisa... algo que parecia ser uma saída de ar disfarçada... e é claro que seria perfeito para que eu usasse.

Mas, tentando manter os guardas ali distraídos enquanto que eu tentava desparafusar as grades que bloqueavam a saída de ar (utilizando ainda a bandeja de metal que trouxeram para o meu quarto), continuei a falar, quando ouvi o líder dos guardas gritando comigo, outra vez- DESISTE, NÃO TEM PARA ONDE CORRER! -me avisou, e foi um prazer debochar disso logo em seguida- Prometo que abro até as minhas pernas se me trouxer uma pizza de bacon agora. Ah, e com bordas recheadas de cheddar, por favor! Parece até que faz uma semana que eu não como nada sólido... -brinquei, deixando os guardas ainda mais zangados comigo. O que não fez diferença, pois logo consegui desparafusar as grades, e então pude ir para os tubos da ventilação, armada apenas com minha faquinha de plástico quebrada, mas era mais do que o suficiente para alguém como eu me virar.

Para a minha sorte, não sou gorda e nem muito alta, pois aqueles tubos eram bem estreitos, mas consegui me mover pelos tubos, o bastante para analisar por outras saídas de ar que aquele lugar parecia mesmo ser uma instalação com alguma tecnologia. Nada que chegasse sequer aos pés do que tenho, mas era ainda acima da média, pelos processadores das máquinas que eu vi, os testes que faziam em equipamentos em certas salas da instalação. De toda forma, continuei me arrastando pela ventilação analisando o máximo que podia do lugar, até que cheguei no que parecia ser... uma cozinha? Bem, eu não sabia que tipo de instalação era aquela, mas parecia se esforçar para manter ali os seus trabalhadores ou vítimas, já que vi outros quartos com pacientes/prisioneiros e muitos com guardas se preparando para algo... que eu imaginava me envolver, já que alarmes agora piscavam por toda parte, e deviam sinalizar a fuga de uma prisioneira. Aliás, sabe que, curiosamente, poucos minutos após isso eu comecei a sentir que o ar ali dentro da ventilação começava a esquentar? Pois é, não precisava ter muita inteligência (coisa que, por favor, eu tenho de sobra) para  perceber que eles haviam descoberto que eu estava nos dutos de ar, e agora tentavam me expulsar ou me cozinhar, o que viesse primeiro, por isso não pude hesitar muito quando percebi esse súbito aumento de temperatura. Tinha que sair dos dutos.

Infelizmente, não tinha para onde correr além da cozinha, e foi ali que eu acabei mergulhando, ao colocar meu peso todo contra as grades daquele duto, acabando por abri-las, já que não estavam parafusadas direito. Assim que aquilo abriu, eu caí do teto e me vi deitada no chão, o que assustou todos os cozinheiros que estavam ali fazendo o seu trabalho, e pude ver isso quando me sentei no chão e olhei para eles- Err... oie? Tudo bem? -pergunto, mas eles continuam estáticos, assustados como se eu fosse mordê-los. Na realidade eles pareciam até se afastar de mim, como se me tocar fosse perigoso... mas não importava- Tudo bem gente, eu não mordo! -avisei, me levantando e analisando o local, para tentar descobrir as saídas- Podem me dizer onde leva aquela porta? -perguntei, apontando para a porta que havia nos fundos da cozinha, mas nenhuma resposta- Claro que não... -concluí, decepcionada, enquanto começava a caminhar na direção da porta, decidida à explorar sozinha aquele lugar, sem perder tempo. Mas acabei parando ao ver algumas coisas de canto ali, em cima de uma mesa de metal deles- Ei, isso aqui me deu uma ideia... posso usar? -pergunto, ao pegar três rolos de papel alumínio, ainda sem uso, mas é claro que não veio nenhuma resposta de ninguém ali, que me olhavam como se eu fosse uma monstra- Tá, vou tomar isso como um sim. E nesse caso, vou querer isso, e isso também... -dizia, enquanto pegava uma caixa de fósforos, uma faca, álcool e uma vasilha, bem grande, para colocar tudo isso- Bem, agora estou indo, tenham um bom... dia, tarde? Sei lá que horas são. -disse, me despedindo dos trabalhadores ali enquanto chutava a porta que eu queria usar antes. Verificando antes se havia alguém no corredor, para depois partir.

Por alguns metros andando pelos corredores, eu me vi livre, os guardas não haviam chegado ali ainda e os trabalhadores que estavam ali pareceram ter fugido às pressas por conta do alarme, que eu imaginava ser minha culpa, mas não liguei para isso. E estava bem, mesmo andando com aquelas coisas todas comigo, mas quando aqueles guardas de repente começaram à vir aos montes do corredor atrás de mim, eu me vi obrigada a correr, ainda que acabasse sendo seguida por eles por conta das câmeras. Só que, ficou ainda pior, quando eu cheguei em um certo corredor que haviam já guardas e mais guardas me procurando, acabando por ficar cercada... Para a minha sorte, ao meu lado tinha uma sala com uma porta normal, que eu pude não apenas abrir e entrar bem depressa, como também pude travar, ao colocar uma cadeira contra a sua maçaneta, o que me deu tempo para pensar. Não muito, claro, pois a porta apesar de ser metálica ainda parecia ter certa fragilidade nas suas dobras, então fui meio que apressada por conta disso.

Para melhorar, aquela sala era ainda tudo o que eu precisava naquele momento: a sala da limpeza daquela maldita instalação, onde guardavam vários produtos de limpeza ali e... nossa, não sabe como eu quase chorei ao ver aquilo, aliviada finalmente- Isso é tão lindo... nunca fiquei tão feliz em ver produtos de limpeza... -repeti para eu mesma ouvir, mas sem me importar se os guardas lá fora iriam me ouvir, pois agora sim eu poderia reagir. Então, antes de agir eu tentei me lembrar dos equipamentos que vira os guardas usando ao praticamente topar com eles ainda há pouco, o que me fez perceber de uma coisa muito importante: nenhum usava máscara, nada que pudesse proteger suas vias respiratórias ou mesmo seus rostos, o que me fez rir ainda mais- É, isso vai ser lindo. -exclamei, enquanto revirava o lugar, analisando com cuidado cada produto de limpeza ali, e repetindo baixinho para apenas eu ouvir, sussurrando para ser lembrada do que eu procurava- Amônia for favor... qualquer coisa à base de amônia, por favor... -implorava, revirando tudo ali, até que finalmente dei um pulo- Isso! -disse com alegria, ao pegar uma boa quantidade de detergente ali à base de amônia, e então comecei a preparar o meu ataque. E o pior é que seria com algo que eu havia aprendido há muito tempo, ao olhar a internet com Jarvis só por brincadeira.

Enquanto que os homens batiam à porta, tentando entrar, eu toda apressada deixei de canto a bacia com as coisas que havia pegado na cozinha, para me concentrar no que teria que fazer agora. Então, pegando um balde no canto da sala, coloquei ali uma boa quantidade de água sanitária, e então calculei rapidamente a quantidade certa de detergente para misturar ali no balde, o que não demorou muito, só que quando eu misturei os dois, a reação química foi quase que imediata. Acontece que, o hidróxido de sódio da água sanitária reagiu quase que imediatamente com a alta concentração de amônia do detergente, fazendo com que a mistura entrasse em efervescência aos poucos, mas antes que começasse a sair a fumaça que eu sabia que iria ser exalada, eu derrubei o balde na direção da porta, fazendo com que seu líquido inteiro fosse por baixo dela e ficasse fora da sala que eu me encontrava, assim, a mistura continuou com sua reação química do lado de fora da sala, liberando os gases tóxicos para os guardas que, despreparados, nem conseguiram cobrir direito seus rostos com aquela surpresa, e entraram em desespero. Enquanto isso, claro, eu peguei alguns panos e limpei o interior que tinha antes a mistura perigosa, para que a reação química não acontecesse ali dentro, e depois ainda deixei panos e mais panos entupindo as aberturas da porta, para que a fumaça tóxica não visse até a minha sala. Então, aproveitando que a reação acontecia lá fora, e afetava qualquer um naquele andar que estivesse respirando, eu me preparei para quando fosse a hora de sair de onde eu estava.

Pegando o carrinho de limpeza que tinha ali na sala, eu coloquei em um de seus compartimentos tudo o que eu havia conseguido pegar na cozinha, antes, e então ainda peguei mais algumas coisas daquela sala de limpeza. Após olhar bem para os rótulos de alguns daqueles produtos de limpeza, eu peguei o máximo que podia levar de produtos à base de ácido clorídrico, soda cáustica e um pouco de água sanitária, além de pegar também dois baldes e encaixá-los, colocando um dentro do outro, para levá-los debaixo do meu braço. Por fim, peguei também dois esfregões bem velhos dali, mas peguei apenas seus cabos de metal enferrujados, e os coloquei no carrinho de limpeza também, e assim estava praticamente pronta para sair. Antes, claro, peguei uma das máscaras que pareciam que as pessoas da limpeza tinham que usar ao trabalharem, o que faz sentido se pensar no tanto de produtos químicos nessa sala que elas parecem ter que lidar. Enfim, com isso eu pude finalmente abrir a sala e, aproveitando que se passaram alguns minutos desde a minha mistura tóxica de antes, saí dali, andando por entre a fumaça tóxica com a máscara, mas aliviada por que já começara a se dissipar... Porém, nem um pouco triste ao ver todas as pessoas ali no chão, talvez desmaiadas ou mesmo mortas, por não conseguirem respirar devido ao fato de terem inalado tanto daquela fumaça.

Claro que, antes mesmo de sair do corredor, eu me lembrei de pegar algumas armas dos guardas para que eu pudesse me proteger melhor, depois, além de cartões de segurança diferentes (para o caso de terem também níveis diferentes na segurança interna desse lugar), e só depois saí dali, andando pelos corredores de forma normal com meu carrinho de limpeza, driblando os corpos de todos aqueles que estavam no caminho, afetados pela fumaça, enquanto que eu procurava uma saída. Tá, eu me senti bem culpada depois de uma certa quantidade de corpos, passei até a torcer e fazer o sinal da cruz algumas vezes, na esperança de que nem todos ali estivessem definitivamente mortos, pois eu só queria ir embora e... bem... eles pareciam apenas querer fazer o seu trabalho... Mas, de toda forma, não tinha mais o que eu pudesse fazer por eles, então fui obrigada à continuar...

Não demorou para que eu encontrasse o fim do corredor, e assim eu não só encontrei as escadas que davam acesso para o andar de cima, como também encontrei a sala dos seguranças, o que foi ótimo, pois agora tinha acesso à todas as câmeras de segurança, bastou que eu descobrisse como passar pelo código principal para derrubar seu sistema, e para a minha sorte não foi muito difícil, já que usei a velha tática de ir pelas teclas mais utilizadas e gerar algumas rápidas combinações que faziam sentido para mentes mais simples. Demorei um pouquinho, é verdade, mas no final me provei mais esperta que eles de todo jeito, então não importa. Com isso, eu vi que o lugar parecia ter ''apenas'' quatro andares (três desses sendo no subsolo e penas um na superfície, quase como se servisse apenas de acesso para os demais abaixo da terra), e era bem largo, o bastante para ter várias instalações além dos quartos que pareciam abrigar... não, não tinha nenhuma outra prisioneira ali, eu parecia ser a única, mas eles (fossem o que fossem) pareciam que estavam prontos para abrigar ainda mais pessoas ali contra sua vontade, o que me deixou bem preocupada. Por que é que precisavam de tudo aquilo? O que é que queriam? Bem, olhando pelas câmeras, dava para ver que os outros andares (eu parecia estar no último nível do subsolo, o último andar) não se preocupavam com a fumaça que eu liberei nesse andar, mas ver a tecnologia e nas armas que eles trabalhavam... me deixou realmente zangada... pois eles pareciam mesmo estarem tendo muitos progressos, com coisas que podiam mesmo matar milhares de pessoas, e por isso decidi que deveria acabar com aquela merda toda, antes que isso se voltasse contra quem eu amo...

Por sorte, havia visto boa parte da instalação dali mesmo, então sabia bem como agir agora. Pois agora eu não apenas sabia aonde é que era a sala que parecia ser a que controla toda essa instalação tecnológica, como também pude ver que os guardas do andar superior faziam exatamente o que eu imaginava: colocavam máscaras de oxigênio para lidar comigo, após saberem o que eu fiz no andar da minha prisão... Só que, é claro, eu tinha uma ideia de como lidar com isso, então até comecei a agir com um sorriso no rosto.

Ia subir, de uma forma de outra essa era minha saída, mas tinha que fazer isso enquanto eles estavam se preparando para me caçar, já que ainda não estavam posicionados, por isso procurei uma rampa para levar comigo aquele carrinho de limpeza, pois o que havia nele iria me salvar, com toda certeza, só precisava de mais algumas coisas. E, para a minha sorte, eu havia visto essas coisas já pelas câmeras de segurança, então eu sabia até para onde ir depois de subir para o próximo andar. Antes, só precisei fazer uma coisa no andar, e foi rápido. Em algumas das salas dali, eu tratei de deixar o sistema de ventilação aberto, e então comecei a espalhar pelo lugar metade dos produtos à base de ácido clorídrico que eu trazia comigo em meu carrinho (distribuindo tudo em recipientes plásticos que eu encontrei por ali, para que durasse mais), e depois foi só adicionar a base de hidróxido de sódio (da soda cáustica dessa vez, e não foi de qualquer jeito também, teve a proporção e a forma exata que eu usei, para que a reação pudesse acontecer com sucesso) na mistura que, quase que imediatamente as reações químicas aconteceram, e assim o ácido não estava apenas pronto para corroer até mesmo metais quase que imediatamente, como também liberava gás hidrogênio, por conta da reação química. Esse gás era inflamável, mas eu me certifiquei para que nada ali o fizesse inflamar ainda, então apenas o deixei circular pelos tubos de ventilação, aproveitando que ele é 14 vezes mais leve que o ar, e como estávamos no último andar do subsolo, só restava uma saída para ele: para cima, onde eu estava indo, mas com sorte não nos encontraríamos tão cedo.

Não utilizei toda a minha mistura nessa besteira, mas também não deixei de derramar ''sem querer'' alguns ácidos nos equipamentos caros desses idiotas, para que eles realmente tivessem grandes perdas, antes mesmo de eu sair dali. E foi tudo correndo, fui rápida, então nem demorei muito para subir ao próximo andar.

Chegando no andar acima, não tive muitas surpresas. Os guardas paravam de simplesmente me procurar, para auxiliar aos demais trabalhadores que estavam ali, e que corriam risco de vida devido ao gás que havia sido liberado pelos tubos de ventilação. E eles sim estavam bem protegidos, por isso eram os únicos que podiam fazer isso, o que significava que eu estava mais livre para andar por ali, ou seja, não demorei para encontrar a sala que eu tanto queria, e que guardava roupas de proteção de emergência. Na realidade, tinha até um trabalhador pegando uma para si quando eu cheguei, mas é claro que eu não podia deixar, por isso o agarrei por trás, lhe aplicando o conhecido mata-leão, para cortar seu oxigênio e fazê-lo desmaiar, aos poucos- Vai dormir porquinho, porquinho... -sussurrava para ele, rindo um pouco enquanto via ele ficando vermelho enquanto lutava, mas, por sorte, ele era tão magrelo que nem contra mim ele conseguia lutar, então venci a disputa pela roupa de proteção, a última que restava naquela sala- Ufa! Tá, agora sim mamãe pode trabalhar... -disse, vitoriosa e sorridente, enquanto colocava a roupa. E assim que estava devidamente vestida, saí andando tranquilamente pelo andar, arrastando o carrinho de limpeza, e driblando os guardas que nem se preocuparam em prestar atenção na garota dentro da máscara do traje, só se preocuparam em ajudar os que não tinham proteção adequada, e por isso não foi difícil para mim conseguir alcançar a sala das máquinas, que eu havia visto pela câmera de segurança deles, a sala responsável por criar os equipamentos novos que eles tinham, ou reparar os antigos.

Indo ao que importa realmente, chegando nessa sala eu fiz o que pretendia, peguei um maçarico e o guardei no carrinho. Foi quando eu ouvi uma gritaria vindo do andar de cima- Já chegou lá em cima... então, tenho que ir depressa... -disse, falando sozinha mesmo, como uma forma de me apressar. Coisa que até pareceu um tanto engraçada quando parei para pensar um pouco- Que legal Melanie, falando consigo mesma... é, o que o desespero não faz ein? Se bem que, sendo sincera, nunca falei com alguém tão inteligente. -disse, entre risadas, enquanto raspava o metal enferrujado que eu havia pegado no andar anterior, usando uma lima que eu encontrara ali, na sala das máquinas. Em poucos minutos, consegui uma boa quantidade de pó daquela ferrugem, que saiu ainda mais fina do que eu imaginava que iria sair, e depois foi apenas repetir o processo com o papel alumínio que eu havia pegado da cozinha que estava pronto! Já tinha uma mistura de pó de óxido de ferro e alumínio bem finos, e fiz questão de utilizar bem essa boa quantidade de pó metálico que eu havia criado.

Aproveitando que aquele andar ao fim do meu trabalho já se encontrava vazio, fui até um certo ponto do mesmo, calculado e marcado mentalmente, e então deixei ali um bom punhado da mistura em pó de metal que eu havia acabado de fazer, em um dos baldes que eu havia pego na sala de limpeza, o umedeci (com o álcool), depois voltei para a sala das máquinas, peguei uma tira de magnésio metálico, coloquei no carrinho de limpeza, e subi. Só que, dessa vez, no último andar antes de finalmente chegar na superfície, os guardas me encontraram.

Na realidade, nós nos encontramos, e não foi um encontro dos melhores- Parada aí, vadiazinha escorregadia... já chega de causar problemas! -disse um deles, apontando sua arma para mim, me olhando através da proteção do meu fino traje, que me impedia de ser afetada apenas pelos gases, mas não de levar uns bons tiros deles. Só que, ainda assim, sabe que eu arqueei a sobrancelha e olhei confusa para eles? Quase ri, mas preferi ficar séria, para transmitir a seriedade da situação ali, e o quanto estavam sendo ridículos- Sério? Sua base toda sendo tomada por gases estranhos que estão causando reação tóxica em todos os que não estão protegidos, e você quer se preocupar com a fuga de uma prisioneira? -perguntei, levando a mão até a cintura, enquanto me apoiava no carrinho de limpeza. Por sorte, acabei fazendo-os pensar um pouco, e aproveitando disso, continuei- Ah, sem falar que isso que está no ar agora é gás hidrogênio, meus queridos teletubbies. -brinquei, me referindo às cores diferentes que eles usavam em seus quepes- E se não faltaram às aulas de química, sabem que ele é extremamente inflamável. Por isso, se quiserem, vão em frente e atirem em mim, mas vão explodir a base toda! -avisei, esperando a reação deles, que, para a minha surpresa, foi a de abaixarem as armas- Aí! Viu? Não são tão burros quanto parecem. -brinquei, aplaudindo-os, mas acho que isso os irritou, pois logo em seguida partiram para cima de mim com as mãos nuas- Tá, retiro o que eu disse. -falei, e então após soltar um suspiro, decepcionada com a atitude do esquadrão, eu saquei a minha arma, que por sorte era a única ali que podia ser usada: a faca de cortar carne que eu havia pego na cozinha.

Eles eram em cinco, mas dois deles recuaram assim que viram que eu estava armada, mas os outros três continuaram. Porém, quando o primeiro deles me alcançou, tentando me socar, eu desviei seu soco com meu antebraço, fazendo-o dar uma forte pancada na parede, enquanto que eu sentia um pouco as dores de ter tido antes aqueles tubos enfiados nos meus braços... Já que a ferida ainda não havia se fechado... Mas ainda estava boa o bastante para, com a outra mão, colocar a minha faca no seu pescoço, entre a proteção de seu capacete e do seu colete, pronta para cortá-lo, mas não o fiz, pois não era necessário- Agora, vão embora, ou eu vou fazer isso! E, se me conhecem, sabem que eu faço, se for para a minha sobrevivência... -disse, usando o colega deles de escudo, caso quisessem me atacar ainda, e não tirava em nenhum momento a faca de seu pescoço. Para a sorte nossa (minha por que eu não queria matar ninguém, e do guarda, que sobreviveria), seus amigos pararam para me ouvir, todos os quatro- O que foi? Não tem amor às vidas de vocês? Vão logo, esse lugar vai explodir à qualquer momento! -avisei, gritando com eles, e não demorou para que eles saíssem correndo até a saída, depois de se olharem e verem que não tinham outra opção. Só depois que eles passaram pelo fim do corredor, e seus passos já estavam distantes demais para que tivessem tempo de voltar e me enfrentar, eu soltei o guarda que eu segurava- Vai também, e vê se passa mais tempo com a pessoa que você ama, seja quem for... -digo, apontando com a faca para o cordão metálico em seu pescoço, que eu reconhecia como os que normalmente guardam fotos, e... olha, pelo visto foi uma ótima decisão, pois o guarda até me agradeceu antes de sair correndo, atrás de seus amigos.

Mas finalmente, terminando de despistá-los, eu continuei pelo meu caminho no andar, mais uma vez livre, e então repeti os mesmos passos e cálculos do andar anterior, deixando a mistura do pó metálico (de pó de ferrugem com o pó de alumínio) umedecidos por álcool no mesmo ponto que o anterior, só que em um andar acima, e também dentro de um balde. Depois disso, segui meu caminho até a sala de controle, indo pelo mesmo caminho que eu havia visto nas câmeras de segurança, e com isso não demorou muito para que eu chegasse até o lugar, principalmente por que estava tudo completamente vazio.

- Uau, nada mal! -foram as minhas primeiras palavras para a sala, ao ver todas aquelas telas enormes bem distribuídas pelo lugar, os sistemas ainda funcionando e todo aquele equipamento limpo, de exoesqueletos em desenvolvimento, daria inveja mesmo para os que o exército americano estava tentando desenvolver- Mas agora vamos ver o que é que vocês fazem aqui... -comecei, falando sozinha mais uma vez, enquanto guiava o carrinho de limpeza pela sala, até me encostar em um dos computadores que estavam ali. Por sorte, nem tive que me esforçar muito ao tentar passar pelo sistema de segurança do computador, já que tudo pareceu ter sido abandonado às pressas devido ao pânico do vazamento de gás, o que impediu que levantassem todas as defesas no sistema daquela máquina, isso facilitou demais o meu acesso. E assim que obtive tal acesso, a primeira coisa foi testar o que é que eu encontraria utilizando meu nome na busca pelo computador, rastreando qualquer coisa ali que poderia ter meu nome ou sobrenome, e encontrei não muita coisa. Apenas anotações sobre questionamentos simples, para mim, como por exemplo: como é que eu abasteço a energia dos meus trajes, como consegui acelerar tanto no processo de criação e controle de uma I.A., coisa do tipo, tudo o que eles queriam saber para fazerem sua própria Iron Woman, o que me fez até rir- Hahaha, que fofos! Bem, ninguém pode dizer que não sonham alto, não é mesmo? -brinquei, enquanto continuava a procura, bem humorada enquanto me divertia com o fracasso dos inimigos.

Mas logo meu sorriso sumiu, quando eu vi o arquivo principal do computador, e que parecia ser na verdade uma cópia do original, segundo o que dizia ali- Filhos da... -nem terminei, pois meu espanto e ódio foi tanto que, sem aviso, eu peguei a tela do computador e a derrubei com tudo, furiosa, tentando mesmo destruir aquilo, mas sabia que era inútil à essa altura- Merda MERDA! Me trouxeram aqui para analisarem o meu sangue... queriam saber como é que minha versão do Extremis agiu em mim... e quase conseguiram... por pouco... -dizia (em voz alta, para ajudar a colocar os pensamentos em ordem, devido a grande descoberta que havia acabado de fazer), apoiada na mesa mais próxima, de cabeça baixa e me considerando praticamente derrotada- Por isso precisavam de mim, viva, para que continuasse bombeando sangue para eles analisarem... -suspirei, sem nem perceber que alguém havia acabado de entrar na sala, e se aproximava de mim aos poucos, silencioso e se aproveitando de minha aparente derrota- Bem... ao menos não conseguiram... fico aliviada... ainda bem que não tenho registrado em nenhum lugar sobre o Extremis também, ou já teriam conseguido algo... -concluí, olhando mais aliviada para os dados que tinha ali para analisar, me acalmando aos poucos ao ver que estava à salva a minha pesquisa- Por sorte, também não tinha comigo o extremis no sangue para ser analisado, mas assusta ver que foram pelo caminho certo... Só que, quem são eles? -eu me perguntava em voz alta, procurando a minha volta qualquer indício disso, alguma bandeira ou algo que uma organização iria adorar ostentar, mas nem tive tempo de prestar atenção nesses detalhes, pois logo um ser chegou por trás de mim, e me jogou por cima da mesa em que eu me encostava.

- Quer mesmo saber o que nós somos, Stark? Pois não se preocupe, logo logo vai saber quem nós somos! -disse o sujeito enorme entre risadas, por de trás da máscara de gás, enquanto eu me levantava com calma, olhando para aquele que... senhor do céu, era um castigo para mim até olhar, então nem vou me dar ao trabalho de descrever para você como que ele se parecia, mas eu fiquei tão enjoada que até soltei um grito, impedindo-o de terminar de falar- Ah, céus... cara, sinto muito mas acho que nem sua mãe pode te amar agora. Moço, sua cara está nojenta! -exclamei, enquanto mexia por entre as minhas roupas de proteção, para pegar uma certa coisa que estava guardada entre as minhas roupas de baixo, a única coisa que eu tinha naquele momento para me defender- A CULPA É SUA! -ele berrou, jogando em minha direção uma cadeira, mas consegui desviar bem à tempo, e comecei a andar à sua volta, procurando uma brecha- Fui o único que conseguiu escapar da merda que você fez lá embaixo, e quando eu subi, os gases ácidos que você espalhou destruíram a minha cara, a única parte minha que não tinha proteção! Sua miserável! -e então o irritado jogou outra cadeira, ainda mais lento do que antes, mostrando o quanto estava cansado e afetado pelos gases espalhados pela base. O que, confesso, me fez sentir-me um pouco mais relaxada, pois em ocasiões normais eu não teria a menor chance contra ele.

- Olha, primeiramente, você quem foi burro, pelo que eu vejo até respirou os gases! E... pelo amor de Deus, miserável? Eu to muito bem de vida tá? Obrigada! -disse, de forma debochada mesmo, para irritá-lo o bastante para que me atacasse, como sabia que aconteceria. E quando ele o fez, cansado como estava, eu desviei de seus socos e furei um de seus olhos com a faca de plástico quebrada que eu tinha até então, deixando-a ali, e então comecei a puxar o carrinho de limpeza para a saída, enquanto via o grandalhão ali agonizando de dor, e sangrando demais pelo olho, graças à mim- Até mais ciclope! Cuida desse olho aí ein? E se puder saia rápido desse lugar, por que ele não vai durar muito! -avisei, dando risada enquanto saía. Felizmente, o idiota não parecia ter muita tolerância à dor, e isso atrasou-o tanto que ele já não seria mais um problema para mim, me permitindo correr livre até o primeiro andar definitivamente, a superfície, onde eu queria chegar.

Nesse momento, os gases estavam já por toda a base, o gás hidrogênio com certeza estava pronto para entrar em ação, mas eu quis ter certeza de que iria afetar todo aquele lugar, e destruir o que eles tivessem que poderia servir para eles, fossem quem ''eles'' fossem realmente... Então, reunindo o que restava de pó de alumínio e ferrugem que eu havia conseguido antes, posicionei em um lugar estratégico daquele andar, logo acima dos outros pontos que eu havia colocado nos outros andares, deixando-os bem alinhados, e assim que eu umedeci a mistura do pó de ferro e de ferrugem bem finos, eu ascendi o maçarico com um dos fósforos da cozinha que eu havia conseguido, e com o maçarico eu ascendi rapidamente a tira de magnésio que eu tinha comigo, jogando-o em seguida na mistura de pó metálico que eu havia feito. De longe, óbvio, pois eu não queria morrer com o que viria à seguir. Claro que, assim que fiz aquilo, desviei meu olhar e corri para longe, pois não queria ficar cega ao olhar ou mesmo ser carbonizada se ficasse perto demais do que eu havia acabado de ascender, uma mistura conhecida como termite. Com aquela mistura em ignição, o termite ficou tão quente que ultrapassou facilmente os 2500 graus, gerando várias faíscas que, é claro, não apenas criaram um belo show de fogo que incendiou os gases inflamáveis que encheram os andares abaixo, como também o próprio termite em si abriu um buraco no chão que estava, passando para o andar abaixo, e ascendendo a mistura que estava em um ponto exatamente abaixo, e fez acontecer o mesmo, para que atingisse o último que estava logo no andar abaixo, como eu havia calculado.

Para que aquilo? Bem, não apenas iria garantir que haveria uma ignição nos três andares subterrâneos, como também faria todo aquele calor cair exatamente na máquina de diálise modificada que estava antes com o meu sangue, destruindo qualquer coisa que eles poderiam usar para continuar a pesquisa. Enquanto isso, a explosão que seria gerada iria não apenas destruir o restante de seus equipamentos, como também iria cuidar facilmente de enterrar todo o complexo. Haviam sim algumas perdas, mas pelo visto havia feito algo bom para a humanidade, ao atrasar um pouco uma organização perigosa que parecia estar começando à dar as caras...  Ainda assim, não sei ainda quem eles são, e o que eles querem fazer com o meu projeto Extremis, que quase colocaram as mãos... mas de toda a forma, tinha que levar isso à sério e fazer mais algumas pesquisas sobre eles. Sem falar que, da próxima vez, tenho que estar pronta para um sequestro, o que significava que tinha mesmo muito trabalho à fazer, não apenas rastreando meus novos inimigos... Estava na hora de voltar com o MEU projeto Extremis, e com força total, pois assim podia me preparar antes da próxima batalha começar...

De toda forma, após a explosão, eu retirei meu traje de proteção, já que não era mais necessário, e o deixei jogado pelo estacionamento do que restava da instalação. E graças a tudo que alguns trabalhadores dali saíram apressados demais, pois vi no estacionamento várias opções de carros para eu utilizar o que me fez ficar ainda mais aliviada com o fim daquilo, pois agora eu tinha um transporte, e com isso eu pude ir até a cidade mais próxima, conseguir um telefone e chamar meu bom e velho amigo Jarvis. Com certeza ele saberia em que fim de mundo eu havia parado, e logo teria ajuda sua...

Só esperava agora não ter dormido por muitas semanas, ou vou ter muito o que explicar em casa...

tag: NPC's| roupas: descritas no desenrolar da postagem

OFF: Mds, nem acredito quanto tive que pesquisar para isso, sem or!!! Obrigada pela oportunidade viu? Nossa, foi um trabalho, mas adorei conhecer esse lado da personagem <3


<3


Informações da Personagem:
Nível: 13

Atributos:
FORÇA: 30
INTELIGÊNCIA: 45
RESISTÊNCIA: 30
AGILIDADE: 30
VIGOR: 20
CARISMA: 30

Perícias:
i. Mecânica, nível iii pedagoga;
ii. Tecnologia, nível iii pedagoga;
iii. Armas de Fogo, nível iii pedagoga;
iv. Pilotagem, nível ii experiente;
v. Corpo a Corpo (Kung Fu), nível i caloura
vi. Psicologia, nível i caloura

Habilidades:
i. Intelecto Nível Gênio: Antes mesmo de ter a consciência de sua reencarnação, Melanie se mostrou muito mais do que uma prodígio de engenharia mecânica, pois ainda cedo se formou no Massachusetts Institute of Technology com honras, aos 17 anos. Por coincidência ou não, o mesmo lugar e com mesma idade que sua outra encarnação, Tony Stark.

Com uma inteligência classificada como super-gênio, ela é facilmente uma das pessoas mais inteligentes da Terra, principalmente no que se diz em engenharia e tecnologia. Sem falar que isso se refere também a sua engenhosidade incrível ao lidar com situações difíceis, mesmo quando possui recursos limitados, podendo-se utilizar mesmo de qualquer coisa à mão para se virar, mesmo construir uma armadura nova com sucata, além de compreender com facilidade tecnologia desconhecida/alienígena avançada.

O seu gênio lhe permite atuar como uma futurista, o que influencia muito em suas decisões e em sua personalidade em si, já que lhe torna capaz de ter grandes intuições sobre o futuro, com base nas tendências das situações atuais, à ponto de pressentir quando algo pode acontecer anos antes (como uma invasão, uma guerra, coisas grandes), e assim se preparar com antecedência. Isso também lhe torna capaz de prever com precisão a forma de como um determinado indivíduo vai agir ou falar antes mesmo antes de conversar com a pessoa, o que tira praticamente toda a graça da interação humana com ela, já que é mais difícil ela se surpreender, graças a sua capacidade avançada de raciocínio. Ela pode acabar até terminando as frases de outras pessoas por conta disso!

Melanie ainda tem uma capacidade incrível de ser multitarefas, o que pode ser ainda melhor se auxiliada por suas máquinas e equipamentos, podendo assim dividir sua consciência de forma perfeita para diversas tarefas, sendo assim é capaz de lutar, conversar, se mover e mesmo processar informações e várias outras coisas ao mesmo tempo. Naturalmente ela já era uma mulher multitarefas incrível, mas desde que sua reencarnação pareceu ''despertar'' mesmo, ela talvez seja hoje a melhor multitarefas do mundo! O que não é bem um poder, mas a torna bem versátil.

Seu raciocínio rápido e de um nível anormal lhe torna também uma tática brilhante, capaz de formular rapidamente estratégias de batalhas e novos planos para qualquer situação, mesmo se mudarem, mesmo se estiver em desvantagem ou contra inimigos poderosos.

ii. Especialidades: Contrariando os costumes de que homens são os melhores engenheiros, antes mesmo de sua encarnação despertar, Melanie já era uma excelente engenheira e mecânica, mas desde que se tornou a Iron Woman, quando sua encarnação despertou, ela é capaz de modificar, melhorar, desmontar, compreender ou mesmo aprender sobre qualquer máquina, se não, todo tipo de máquina. Além disso, ela tem um incrível conhecimento de biologia, bioengenharia, química, física e exatas, sendo facilmente uma das maiores mentes do mundo.

iii. Mulher de negócios: Talvez seja natural de si ou de sua encarnação mesmo, nem Melanie sabe, mas de toda forma, ela é extremamente respeitada no mundo dos negócios, sabe administrar muito bem uma empresa e é capaz de se virar bem no quesito economia, além de ser experiente e inteligente o bastante para acumular várias empresas de milhões e milhões de dólares com o passar dos anos sem se atrapalhar. Ela é conhecida como uma ótima chefe, apesar de sua personalidade... irritante. É bem leal à quem trabalha para ela, possui uma ética empresarial impecável, além de se esforçar para manter um ambiente confortável e confiante em suas empresas, e não tolera que qualquer funcionário seu cometa crimes, dentro ou fora de suas empresas. Também afirma que saberia reconstruir sua fortuna em pouco tempo, mesmo se a perdesse e tivesse que começar do zero.

iv. Artista Marcial Qualificada: Ainda está em fase de descoberta desse seu lado, mas Melanie sabe que, em outra vida, foi treinada em combate desarmado por vários heróis e heroínas incríveis, como Capitão América, Viúva Negra, Pantera Negra e Shang-Chi, tornando-se físicamente formidável por conta própria quando a situação exige.

v. Armas de fogo: Melanie sabe tudo sobre armas de fogo e como utilizá-las, principalmente as que ela mesma projeta, sejam tecnológicas ou não.

vi. Vontade Indomável: Melanie parece ter herdado isso principalmente de sua reencarnação, que ela lembra ter sido capaz de nunca desistir de situações difíceis e emergir da derrota ainda mais forte. Para quem a conhece bem, diz que a Mulher de Ferro é ela, e não sua armadura, por conta dessa sua vontade indomável de continuar lutando.

vii. Poliglota: Fora o inglês, Mel sabe falar outras línguas fluentemente, mesmo que nunca tenha estudado-as (por isso, suspeita-se que ela herdou todo esse conhecimento de línguas de sua antiga encarnação, mas também a ajuda a aprender facilmente línguas novas, basta ela estudar que sua mente brilhante com certeza irá facilitar), com isso ela escreve/fala fluentemente: japonês, mandarim, francês, italiano e russo. Ela também parece conhecer línguas do Oriente Médio, embora urdu nunca tenha sido seu forte.

OBS: Não sei se é preciso, mas estou informando aqui, já que o meu post lá nos pedidos de missões foi apagado, e não vi em nenhum lugar desse tópico apontando isso, mas a dificuldade da missão é Insana, viu? O último nível das missões mesmo.

Sei que sou doida, mas é... assim... para ajudar na hora de distribuir a exp e as recompensas... ><

Desculpa qualquer inconveniência viu?
E se eu não vi também escrito em alguma parte do tópico aqui a dificuldade da rp, me perdoem por que eu realmente sou muito distraída kkkkkkkk
Beijooos <3

_________________


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HERÓIS
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