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Mensagem por Arch Howlett Forchhammer em Seg Abr 10, 2017 12:13 pm

covered in the colors
A roleplay é iniciada pelo post de Archibald Forchhammer, seguindo por Freya Romanova. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 14 de janeiro de 2017, em uma rua do bronx. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.



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Re: covered in the colors

Mensagem por Arch Howlett Forchhammer em Seg Abr 10, 2017 3:56 pm

" spilling like an overflowing sink "
Queria ele possuir paciência o bastante para suportar seres inoportunos e insuportáveis. O seu único desejo virtuoso era esse, na verdade, aplicando-se a qualquer tipo de humanos; por isso prefere animais, pois estes são superiores, mesmo que não transpareçam tal imagem. Criaturas são fieis em meio a outros de formato semelhante ao nosso não, esperam até o momento mais viável para dar o golpe final, aquele que te lançará ao solo, sem perdão, e te renderá hematomas visíveis, ou até resultados mais problemáticos como fraturas. A normalidade desses já não chega a ser um padrão incomum; conviveu com milhares ao longo de suas duas décadas e meio, tanto que já tinha a ciência em como lidar com os mesmos. A melhor medida é ter a reação idêntica, agindo igualmente perante a presença deles. Simples, não é? Tem gente que não acha isso. São inocentes, já que não enxergam a aura por trás de uma face genuinamente falsa. É uma lição a aprender-se o mais possível.

O pai dele era desse tipo. Alguma coisa Forchhammer era nomenclatura, um poderoso humano do gênero masculino nas limitações territoriais de Nova Iorque e, talvez, da América inteira, ou além. Exercia poder sobre muitos. Mas em alguém em especial não conhecia, aquele que descendeu do seu gene, este que correu através da última da gota do esperma. Seu filho, o primogênito, o que deveria herdar todo o seu império monetário e industrial, Archibald Lânguedoc Forchhammer. O diferencial é que Archibald pertence àquele grupo de deslocados entremeio à sociedade padronizada através da imagem transmitida pelos televisores americanos. Foi criado com mimos de um manto nobre, no entanto, nunca se considerou mimado, nem mesmo em um singelo instante de sua existência. Pelo contrário, era independente suficientemente para conscientizar-se do que gostaria para a vida desde a menoridade; a formação veio em enfermagem, ao mesmo tempo em que denegria a composição celular da fisionomia com a atividade do fumo.

As companhias, das quais o progenitor renegava e menosprezava, surgiram na idade mais crucial: a adolescência. Nela são descobertos fatores importantes, geralmente involuntariamente, tais como gostos profissionais, pessoais e etc; não vale estender uma explicação do óbvio. — Não, pai. — O homem sabia despertar a impaciência na própria cria como alguém jamais soube. Só de ouvi-lo respirar era capaz de fragmentar a calma inóspita dele em estilhaços. A resposta deu-se com o término do questionar do mais velho, que se referia se apareceria na mansão no dia em questão. A falsidade em atuar como um bom pai para a família era o papel principal do senhor Forchhammer. — Quero dizer, Senhor Forchhammer. — Corrigiu o chamamento, ao mesmo tempo em que a percepção denotava o ato de respiração alheia, mais especificamente, um suspiro esvaiu-se.

Evidentemente, o filho não tinha gosto algum em manter o contato com o criador. A sentença passava-se com os ruídos, que saiam com a tremulação das cordas vocais. — Aham. Aham. — Era só o que pretendia e pretendeu a responder as falas do outro, interligados por vias eletromagnéticas e aparelhos tecnológicos. Sinceramente, a atenção estava mais atenta à outra coisa, esta que chamou a atenção acerca de minutos. Se fode. Tinha a certeza de que ele não receberia o pensamento, por isso o fez. Enquanto o raciocinar, os ombros ascenderam-se e descenderam-se de jeito simultâneo, ressaltando o que foi pensado. — Tá. Tchau. — Sem deixar que o velho findasse a frase, que, por sua vez, propagava-se por segundos infindáveis, ele – Archibald - riscou a tela bruscamente e ao pressionar o comando avermelhado. Assim, a ligação foi findada. Bloqueou a tela e a mirou.

O olhar para o mesmo objeto ficou por certos períodos, mas ocasionou no descontar da raiva sobre o celular. Acumulando energia cinética nos tecidos musculares, estes da região braçal destra, lançou o celular contra a parede mais próxima. Com o choque ao plano sólido – de pedra -, devido, além, a força sobrenatural, automaticamente “explodiu”; os mecanismos espatifaram. Reação normal. — Uh. — Sob a sombra de uma plataforma, fixada a um prédio consumido pelos anos, mirou o sol. Estava a se pôr, no horizonte, o globo de chamas. O crepúsculo já tingia o céu. E o odor de podridão somente intensificava. Que porra é essa? Para captar de onde se originava, o franzir das narinas foi constante. Conforme mais o fazia, mais distinguia de outros; tornava-se claro do que se tratava.

Montou em cima da motocicleta, usando dela para chegar ao local. A evidência aclamada por dedução é que era um crime. Não importava a gravidade, porque crime era crime. Durante o trajeto a velocidade anormal em comparação a passos, a carne alvejava-se no elemento flamejante, o qual findava com a carne. O que restava era a forma esquelética e alva, sobreposta por uma camada agressiva daquilo que finalizou com a aparência humana dele. O sentido visual percebeu um raio cruzando o céu, o que deixou-o mais interessado, afinal, vinha do exato mesmo lugar. Mesmo que não pudesse sorrir, já que não, nesse momento, possuía lábios para o feito, sorriu. A transferência do poder elemental ocorreu com o veículo, que incendiou-se, principalmente, as rodas borrachudas. Torceu o acelerador, indo à máxima aceleração permitida pelo transporte.

O primeiro vislumbre tido ao chegar por ele foi de mais um episódio qualquer, de um ataque a uma grávida. Sem preocupar-se com a moto, saltou dela, pulando até o líder do grupo de malfeitores; o veículo parou instantaneamente. No total era dez homens, muitos já largados ao chão por alguma razão, cujo motoqueiro não se informou a respeito. O salto contra o homem fez com que ficasse debruçado, com a entidade demoníaca acima. A feição do vilão comum era de espanto com aquilo.

— E aí. — Disse Archibald, ou o demônio. A sonoridade era mais grave e rouca do que de costume, no estilo de filme de terror. — O que foi? Parece assustado. — Nem mesmo nessa transformação o sarcasmo e cinismo deixavam de se apresentar com formalidade. O debaixo balbuciava, sem compreender nada. — Sua não lhe ensinou a olhar nos olhos das pessoas? — O palmo de Forchhammer tocava o rosto do terceiro, já que ele tentava desviá-la. — Olhe para mim! — A ordem era tão intimidadora, que o outro obedeceu. Entretanto, contemplar a negritude das cavidades oculares do Motoqueiro Fantasma foi a sua perdição. A alma foi revistada por ele – o Motoqueiro -, revendo cada ato pecaminoso praticado. — Mau garoto. — Os olhos alheios perderam a tonalidade nitidamente esverdeada. O espírito dele foi queimado no fogo do inferno, onde era o lugar do malfeitor.

Uau. Falou consigo mesmo, mentalmente. Enquanto isso, o físico recobrou a postura ereta, pondo-se em pé novamente. Contornou o cenário com a percepção da visão, recepcionando a mensagem de que todos foram obliterados, exceto um. Uma, digo. Além de que Archibald só prontificou-se em atacar um; a gestante já havia fugido, assustada, em prantos. Possivelmente, aquela que mantinha imóvel era responsável pela morte dos outros nove. Archibald, ainda transfigurado na forma vingadora, encarou-a, de longe, aos pés do morto por suas mãos. Ou seus olhos. Mirava-a sobre os ombros, já que o maior encontrava-se de costas para ela.

— Hm. — Na mesma posição, averiguou quem era. De acordo com a alma da desconhecida, não era uma malfeitora como os que acabaram de perder a vitalidade. Era uma justiceira. Moveu para em direção da morena, a passos lentos. Em meio ao caminhar lento, a fisionomia atualmente – do Motoqueiro – se perdia, revigorando a normal – humana, de Archibald -. — Está bem, garota?  — Indagou, de fronte a ela, com uma segura distância entre os corpos. Avaliou-a milimetricamente, reparando no traje heroico que vestia. — Não se machucou nem nada? — A carne foi avaliada a fim de ver se residia algum ferimento, mesmo que superficial. Estava sã fisicamente, aparentemente.

Diante o dito sobre as perguntas elaboradas, Forchhammer exibiu um simpático sorriso unilateralmente, onde repuxou somente um dos cantos dos beiços. — Que ótimo. — Quebrando o silêncio após o término da resposta, afirmou. A menor mostrou-se interessada, enfatizando sobre o que era aquela caveira flamejante de outrora. A feição facial do homem fixou-se em séria com isso, mudando toda a atmosfera neutra criada pelo próprio. — Nada demais... — Semicerrou as vistas ao proferir tal coisa. Indo para a proximidade da motocicleta, afastou-se. — Tenho de ir. — Sentou as nádegas sobre o assento. Ativou a ignição. — Nós vemos por aí. — Despediu-se. É. Vemos. “Saiu do local do crime”.

w/ freya romanova

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Re: covered in the colors

Mensagem por Freya Romanova em Ter Abr 11, 2017 12:11 am

New Life!

Faziam poucos dias que eu estava livre da minha prisão mística, dias e ainda não havia conseguido lidar totalmente nesse novo mundo em que eu acordara. A sensação de ser liberta foi incrível, porém passageira. Afinal, era ótimo passar tanto tempo meditando, meio século apenas matando meu tempo, aprendendo tudo o que podia com Thoth e os demais deuses que não paravam de sussurrar em meu ouvido, acumulei muito conhecimento sobre as minhas capacidades e os meus deveres como a campeã dos deuses, só que nada disso me preparou para esse mundo atual. Um mundo em que televisões ocupam até mesmo prédios bem altos, para transmitir comerciais aos pedestres, isso enquanto que as mais convencionais não estão transmitindo apenas besteiras para os seus espectadores em suas casas. Eu sempre torcia para que a cruel Alemanha e regime nazista perdesse a guerra, mas não imaginava que tantos anos depois, não adiantaria em muita coisa essa derrota.

Se dissesse que estou atualizada de todas as notícias, estaria dizendo uma grande mentira, mas com o pouco que ando vendo nos televisores coloridos, nos jornais desses quadrados mágicos (celulares) e nos jornais de papel, deu para ver que cada vez mais os roubos e assassinatos tem se tornado cada vez mais comuns pelo mundo. Aliás, pela forma com a qual muitos dos cidadãos falam de seus políticos, roubar até talvez tenha se tornado legal. E queria dizer que isso tudo junto me deu apenas desgosto de ser uma mulher que vive nesse mundo de hoje, mas eu sentia é nojo de ter que pisar no mesmo planeta que a maioria desses humanos... Isso tudo só significava uma coisa: eu tinha muito, muito trabalho mesmo para fazer, se queria construir um mundo perfeito para todos viverem, como os deuses haviam me ensinado que era o melhor para se fazer, foi por isso que eu fiquei tão dedicada em combater o mal nas ruas, do jeito que eu pudesse.

E devo dizer, posso não ter tato para lidar com pessoas, ou mesmo algum limite para as minhas ações no combate ao crime, mas eu era uma máquina de matar nesses primeiros dias. Eu matei cada criminoso que eu via pela frente, todos os que não queriam se render, e os que cometiam seus imperdoáveis atos contra as pessoas mais inocentes, eu realmente não me segurei, mas quando eu cheguei em New York... isso piorou. Claro que agora eu tinha noção que havia chegado à uma cidade bem mais populosa, então tinha que ter cuidado com minhas ações, mas agora tinha tanto bandido para matar que eu perdi as contas do quanto eu lutava às noites, mas isso nunca me atrapalhou. Nem mesmo o fato de eu não ter qualquer amiga desde que acordei, ainda que Thoth e Hórus vivessem me dizendo que eu não precisava ficar obcecada com meus deveres, pois sempre iria chegar na hora certa onde era mais necessária, só acreditar no destino, mas eu não consegui desistir desse hábito, desde que eu saí de minha prisão.

Na maior parte do tempo era só isso o que eu fazia, mas é claro que tinha as minhas horas de folga. Claro que, elas eram raras, já que eu gosto de descansar apenas quando o mal o faz, e como já devem saber o quanto os criminosos são ativos...

Bem, mas é em horas assim que eu até acabo encontrando algo mais para fazer... como hoje em questão. Pois é, eu havia lutado o dia inteiro contra criminosos, fazendo de tudo para impedir com que roubos, assassinatos e sequestros acontecessem, tentando matar o menor número de pessoas que fosse possível, mas não fui muito bem nessa última parte. E quando eu enfim pensei que iria poder me distrair um pouco (como comer alguma coisa nova do século 21 enquanto via algum desses filmes em estacionamentos), eis que, alguns minutos após eu pousar próxima de uma das ruas mais quietas na cidade naquele momento, eu acabo por topar com um homem estranho, que parecia estar na frente de uma rua sem saída por um bom motivo, que eu logo descobri qual era, ao ouvir os gritos vindo do beco. Acontece que, aquele bandido parecia estar tentando acobertar o grupo que estava atacando à uma mulher indefesa, em pleno fim de tarde, e isso me deixou louca de raiva.

Eu podia até ter enfrentado bandidos o dia inteiro, só que nunca iria estar cansada de bater em quem merece, mesmo que eu não tivesse o poder de ser incansável (o que não é o caso, pois é um dos meus poderes), mas ouvir aquela grávida indefesa implorar para não ser tocada por aqueles homens, ainda que eu não os visse (por conta do maldito que estava entre mim e o beco), eu ainda assim não consegui me controlar, ao imaginar o que fariam com ela. Por isso, assim que eu ouvi a voz daquela mulher ecoar pelo beco e alcançar meus ouvidos, parei de caminhar imediatamente, virando-me para entrar naquele beco, ignorando o jovem idiota que ficava no caminho.

Claro que o imbecil não se preocupou em saber quem eu era antes de sequer falar comigo, ele não só tentou me parar me segurando pelo braço, como também falou da minha roupa da forma mais descarada que você pode imaginar, e... olha, vou te dizer que, quando eu fico zangada, isso pode acontecer de muitas formas, mas desta vez, por que havia uma inocente ali perto, eu não explodi. Na realidade, me senti em um falso estado de calma, em que simplesmente o ar da respiração de qualquer ser consegue me tirar do sério, e por isso não fui muito amigável com o bandido com cara de adolescente, quando ele me agarrou pelo braço e tentou me impedir de prosseguir- Shazam. -com essa palavra, invoquei o raio divino, mas não para me transformar, pois eu já me encontrava em minha forma de campeã divina e estava pronta para o combate, mas invoquei a palavra para trazer logo aquela poderosa energia mística, que rasgou os céus e foi guiada até o meu corpo, tocando a minha pele e iluminando todo o céu daquele fim de tarde, mas ao invés de me transformar, o raio percorreu o meu corpo e atingiu ao ser que me tocava, continuando com sua corrente elétrica mágica. Porém, como não era alguém escolhido pelos meus deuses, um indigno, o raio simplesmente fulminou ao infeliz, deixando que somente as suas cinzas sobrassem, espalhadas pelo chão. Normalmente eu não faria isso, só machucaria com seriedade o sujeito para que sofresse com o que fez pelo resto de sua vida, mas naquele momento estava mais preocupada com a grávida, então segui meu caminho até os seus gritos, esquecendo do homem reduzido à cinzas.

Logo que fiz a curva e consegui ver o fim daquele beco, pude ver todos aqueles dez homens se preparando para fazer coisas indizíveis com a mulher, mas por sorte, eu havia chegado à tempo. Quatro homens imobilizavam a mulher, enquanto que um deles já estava começando a se despir, quando eu peguei uma pedra qualquer do chão, concentrei um pouco de energia mística na pedra para lançar-lhe um pequeno feitiço, deixando-a indestrutível por alguns segundos, e então a joguei na direção de um dos homens à minha frente. Para ser mais precisa, joguei na direção do membro do ser que havia acabado de abaixar as suas calças, antes que ele pudesse sequer tocar na mulher, mas acabei por usar tanta força ao jogar a pedra enfeitiçada que, ao errar, não apenas acabei dividindo o sujeito ao meio, como também atravessei outro que estava logo atrás dele e o prédio que estava atrás do mesmo, deixando um longo buraco até o outro lado. Bem, pelo que percebi, só os dois infelizes tinham se machucado, nenhum inocente, então eu ainda estava certa ao me concentrar na minha raiva pelos malditos que estavam ali.

- Façam as pazes com seus deuses nos próximos dez segundos, por que nenhum de vocês vai escapar daqui vivo pelo que fizeram. -avisei, olhando para a grávida fixamente, analisando-a de forma cuidadosa, para ver o que haviam conseguido fazer até então. Infelizmente, eu havia chegado atrasada pelo visto, ela já estava cheia de marcas roxas pelo corpo, sangue em seu rosto e suas roupas não passavam de trapos agora... o que só me fez ficar ainda pior- Chega... -sussurrei, tentando não gritar enquanto minhas mãos aos poucos viravam punhos, antes de eu disparar para cima dos sujeitos, e atacá-los de forma cega. Primeiro, ataquei aos que seguravam a mulher, agarrando-os pelo pescoço e levantando-os acima da minha cabeça, para que não apenas largassem a grávida, como também para que seus amigos vissem o que ia acontecer com eles- Quem é o líder? -perguntei, cortando o ar dos dois, mas somente quando quatro dos bandidos quebraram suas facas ao tentarem perfurar a minha pele com elas, eles finalmente apontaram para o sujeito- Obrigada. Você vai ser o último. -prometi, e então arranquei a cabeça dos dois que estavam nas minhas mãos, ao fechá-las completamente em torno de seus pescoços, formando novamente os meus punhos, espalhando muito sangue pelo beco.

Se você acha isso nojento, não sabe o que eu fiz com o resto... Quebrei a minha forma normal de agir como sempre faço quando encontro casos tão covardes em minhas mãos... Então, ao invés de deixá-los viver com sérios danos em seus corpos, para sofrerem o resto de suas vidas, eu matei de forma cruel cada um deles. Esquartejei um deles ainda vivo, com minhas próprias mãos. Arranquei a coluna de um bandido, assim como os braços e pernas de seu amigo, deixando-o para sangrar até a morte, e fiz várias coisas parecidas com os outros. O nono, eu peguei o maior cano dali e o empalei com o mesmo (deixando-o em pé, ao enterrar o cano no concreto, para garantir que iria fazer aquilo doer MUITO), fazendo ele sentir toda a dor de ter aquilo rasgando as suas roupas e abrindo o mais sujo de seus buracos, e o deixei sangrando até a morte, enquanto gritava de dor, depois de fazer o cano enferrujado perfurar alguns de seus órgãos internos. Porém, quando me virei para encarar o líder, e saber o que faria com ele... bem, eis que voltei para o mundo real.

Eu estava tão perdida em minha raiva enquanto espancava e despedaçava aqueles criminosos, que eu não havia percebido que, em dado momento, a grávida que estava ali já havia corrido, e pior ainda, foi que eu nem percebi quando aquela coisa havia chegado no beco. Algo que eu não podia ter perdido, ao menos não em dias normais, pois... bem, nunca dá para se deixar passar despercebido um homem-caveira flamejante.

Pois é, eu também não acreditaria se não visse com meus próprios olhos. Na realidade, nem mesmo vendo eu conseguia acreditar, pois imaginava até ser alguma brincadeira ou ilusão de ótica vinda de Thoth, mas vendo-o se levantar e olhar para mim, ainda de costas, eu não consegui acreditar mesmo que aquilo não era de verdade. Por isso, acabei deixando escapar- Mas o que... -sussurrei, como quem queria saber o que é que diabos seria aquela caveira em chamas à minha frente, mas nem completei a frase, pois ele podia entender errado. Eu não posso sentir medo, por conta dos poderes dos deuses que me imbuíam naquele momento (sendo a coragem divina um deles, sim), e nem recuaria pois era a sua campeã, mas isso era apenas por causa da minha transformação, caso contrário eu certamente já teria corrido dali, ao ver aquele ser se virar para mim aos poucos, como se me analisasse. Apesar de tudo, ainda que ele fosse ameaçador e fizesse à qualquer ser pensar duas vezes antes de continuar aonde está ou mesmo se aproximar,  ele não parecia querer me atacar, o que foi a primeira coisa que me segurou no lugar, fora o pequeno choque que tomei ao encarar seu rosto medonho em chamas.

Antes que eu percebesse, ele aos poucos se aproximava de mim, me fazendo até recuar um passo para trás antes de perceber que o seu aspecto demoníaco aos poucos se esvaía, assim como as suas chamas, e a carne começava a preencher seus ossos novamente, lhe dando aos poucos um aspecto mais humano e menos ameaçador. Queria eu poder dizer algo sobre sua aparência humana naquele momento, mas anda estava tão chocada por aquela coisa ter algo humano em si que eu nem fui capaz de formular nenhuma frase ou pensamento inteligente, por isso fiquei calada, enquanto o encarava, ainda com dúvida, se era ou não uma boa ideia me aproximar dele. E fiquei assim até que ele começou à falar comigo, tentando saber como eu estava- Eu? Estou sim, tudo bem. -disse, sobre a sua primeira pergunta, e analisando com atenção seu corpo para saber se realmente ele era completamente humano agora, sem nem perceber que ele também me analisava- Eu acho que não me machuquei... obrigada... -disse, mais interessada em saber mais sobre o homem misterioso do que qualquer outra coisa.

Em seguida, arqueei um pouco a sobrancelha, ao observar o seu sorriso e... bem, isso me deixou um tanto aliviada, ainda que fosse apenas um sorriso de canto dele, não parecia ser ameaçador, então comecei à me sentir um tanto mais livre para falar ali, já que ele realmente não me parecia inimigo- Mas, e você, tudo bem? Não está... machucado? De verdade? -perguntei, ainda com a sobrancelha arqueada, e me aproximando dele alguns passos, com cuidado para não acabar fazendo nenhum movimento em falso e sem querer ofender... do que eu chamaria ele? Bem, não importa, eu só não queria irritá-lo, então tentei sem bem cuidadosa ao me aproximar, e ao falar também- É que... o que foi esse negócio da caveira em chamas? Você é algum amaldiçoado ou... algo do tipo? -pergunto, após raciocinar um pouco com a energia mística que havia sentido correr por ele antes. Só que, ao vê-lo ficar sério outra vez, após a minha pergunta, eu recuei três passos e parei de andar, vendo seu rosto sério ao me responder, e ficando realmente... tensa... Infelizmente, ou não, ele não fez muito mais após isso, pois apenas voltou para o seu veículo e se preparou para sair, só me dando tempo de me despedir- Certo... até a próxima então...

E assim que ele se foi, eu fiquei parada por alguns segundos ali, em choque ainda sobre o que acontecera, sem conseguir entender realmente o que era o sujeito, já que eu não havia obtido nenhuma resposta sobre ele. Quando me recuperei do choque, após quase cinco minutos do sujeito ir embora, eu acabei pensando que obteria alguma resposta do sujeito que ele atacou pouco antes de eu perceber sua presença, mas ainda assim consegui nada, só vi que o sujeito parecia... enfeitiçado? Não... algo acontecera, algo com a sua alma, eu podia ver, mas por mais que eu analisasse, não conseguia descobrir nada de útil. Nem eu, e nem os deuses na minha cabeça, o que me deixou ainda mais curiosa. Porém, como percebi que não iria encontrar nada ali, eu abandonei o local do ''crime'', já que não havia mais nada para eu fazer ali. Então, ainda que satisfeita, eu também saí do beco um tanto confusa, tirando os meus pés do chão ao começar a voar devagar, enquanto ouvia as teorias de Thoth, sobre o que ele sabia de coisas parecidas que já vira antes no decorrer da história da humanidade.

Claro que, por conta de todo esse choque, eu não consegui parar de pensar nesse homem flamejante, o que realmente acabou com as minhas chances de aproveitar o restante da minha noite, por isso eu resolvi fazer uma ''patrulha'' dali de perto mesmo, em cima de um prédio, que parecia ser o mais alto do bairro. Assim, enquanto eu me perdia em meus pensamentos sobre o homem misterioso e as teorias do que ele era ou representava, também podia ficar com meus sentidos em alerta, e assim estaria pronta para agir se fosse necessário. Porém, para a minha felicidade ou não, o resto da noite acabou sendo tão quieto, que eu nem precisei sair do lugar.

Pois é, pela primeira vez desde que eu ganhei meus poderes, eu não precisei fazer muita coisa, fora pensar naquele homem. O máximo que eu precisei fazer, foi brincar de acertar um raio no bandido que se encontrava na rua abaixo de mim, e se preparava para entrar em uma loja dali perto e cometer o seu assalto. Claro, quando ele viu que eu estava literalmente agarrando os raios de uma nuvem próxima dali, e jogando na direção dele como se fossem lanças (errando propositalmente, para acertar aos seus pés), ele correu imediatamente e nem deu trabalho, para mim ou para o dono da humilde loja que eu defendi, mas ainda assim, eu nem precisei sair do lugar. A única parte infeliz, é que já estava ficando tarde e ainda que eu não precisasse dormir, bem... estava sozinha no topo daquele prédio, com apenas as vozes dos deuses na minha cabeça, me aconselhando sobre o que deveria fazer na próxima vez que encontrasse o homem-caveira flamejante. O que ainda assim era bem solitário, mas após viver quase cem anos sozinha com apenas eles de companhia, eu aprendi à lidar com isso, então por isso não vi problemas em me encolher e deitar-me, na beirada daquele edifício, olhando para a avenida e suspirando pesadamente, anda atormentada pelas perguntas que haviam surgido hoje em minha cabeça...

A única parte ruim, era essa chuva que ameaçava começar à qualquer instante. Não que eu precise me preocupar, mas não gostava da sensação solitária que tinha, ao ser molhada pela chuva sem ninguém por perto para dividir a sensação engraçada que as gotas davam ao tocarem em nossas peles... Mas, pelo lado bom, pude rir um pouquinho, ao imaginar se o homem-caveira estava se escondendo em algum lugar agora, com medo de ter seu fogo apagado por aquela chuva.

Eu sei, sou uma idiota, né?

tag: Archibald | roupas: Black Eve

OFF: Aih, perdãooo, me empolguei, mas é por que foi post de introdução dela na rp, não se preocupa tá? Os outros vão sair menores >///<  


<3

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