Missão One Post para Haiako Yamashiro - My Father's Alias

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Missão One Post para Haiako Yamashiro - My Father's Alias

Mensagem por Doutor Estranho em Qua Abr 12, 2017 7:43 pm

My Father's Alias
A Yakuza uma das maiores organizações criminosas da Ásia atualmente tem uma “base” de operação localizada na movimentada Tóquio, escondida dos demais ela domina metade da cidade e quase nunca é descoberta, porém, Haiako o filho de um dos chefões conseguiu localizá-la devido seu pai falar demais e sendo assim decidiu se infiltrar na “base” da Yakuza.

Ele tinha total acesso por ser filho de um dos chefões e sendo assim não teria nenhum problema em entrar lá, porém, quase nenhum membro da Yakuza é flor que se cheiro seguindo apenas o seu líder que no caso não era o pai de Haiako e sim um amigo que tinha poder em quase toda a cidade.


observações


i. Primeiramente bem vindo a sua missão, estarei tentando deixá-la no nível pedido, porém, não garanto nada.
ii. Bem eu peço que por gentileza não utilize templates estreitos ou cores cegantes eu não enxergo muito bem.
iii. Você terá no máximo 30 dias e no mínimo 20 Linhas, caso precise de mais tempo apenas me mande uma mp.
iv. Bem como dito na postagem nem todos os membros da Yakuza são flores que se cheire, então você poderá fazer amigos como inimigos, quando entrar dentro da Yakuza a primeira coisa que alguns dos membros irão lhe questionar é o porque você ter ido no lugar de seu pai, você poderá inventar alguma história, porém como os membros não confiam muito em você eles vão desconfiar e irão te atacar, são no mínimo 15 membros fortemente armados, que além de armas de fogo, cada um possui uma granada de mão e outros 5 membros com poderes cinéticos, você pode narrar os cinéticos como quiser.
v. Quando um sexto homem que chega pela entrada principal vê que você matou a todos ou não, fica a seu critério de matá-los ou não, ele irá acionar o alarme e 4 homem irão aparecer, dois deles estarão carregando espadas e os outros dois terão poderes de absorção.
vi. Um deles irá copiar um de seus poderes, ele absorveu o poder de "manipulação de lâminas" e tem também uma katana em suas mãos, quando ele tentar te atacar com seu próprio poder diga como se livrou dele, porém, seja coerente e tente descrever detalhadamente sua batalha com ele e tente não sair invencível terá que ter pelo menos dois machucados feitos pelo homem.
viii. O outros homem irá correr para tentar avisar o seu chefe, você terá que se livrar dele antes que chegue no chefe até então assim que matá-lo ou apenas nocauteá-lo irá em direção ao atual chefe da Yakuza, quando chegar lá 20 homem estarão a sua espera, devido ao som do alarme eles chegaram ali primeiro, você pode matar a todos ou matar o chefe diretamente e depois ir atrás de seus membros, quando matar o chefe deles 10 de seus membros irão te seguir, narre-os se quiser.
ix. Poderes, Pertences, Atributos, Perícias, Velocidade e Percepções em Spoiler no final do post.
x. Boa Sorte e Divirta-se!


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ENTIDADES
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Re: Missão One Post para Haiako Yamashiro - My Father's Alias

Mensagem por Haiako Yamashiro em Qui Abr 13, 2017 7:46 pm



My Father's Alias
tag: missão op
words: 3.500
notes: boa leitura!

As ruas da cidade encontravam-se bastante movimentadas.

Mesmo estando tarde da noite, Tóquio agraciava seus habitantes com inúmeras atividades de lazer; nenhuma delas interessante o suficiente para arrebatar Haiako de seus planos infames.

O possante motor da kawasaki prata roncava alto à medida que o veículo ganhava velocidade pela avenida pavimentada. O destino de seu piloto dava-se a um distrito no subúrbio longínquo, onde a criminalidade detinha seu espaço. Eufórico, ansiava por encontrar a sede da maior facção do país graças a seu pai, que teria vazado a importante informação inconsequentemente durante o jantar, após beber mais do que deveria.

Há muito tempo Yamashiro vinha procurando pela localização da base da Yakuza. Mesmo sendo filho e herdeiro de um dos maiores chefões do tráfico, não o era conferido o direito ou acesso aos pontos de encontro da máfia. Por outro lado, conhecia bem o passado de cada um dos membros do alto escalão - após longas investigações que custaram cada minuto de sua adolescência. Caso fizesse bom uso desse conhecimento, poderia ter todos eles na palma da sua mão, e era exatamente o que esperava que acontecesse.

Não tardou para que estacionasse a motocicleta defronte um enorme prédio meio abandonado. Ao avistar a quantidade absurda de carros de luxo que tomavam a viela, soube que estaria no lugar correto.

Sua entrada na localidade não foi tão bem recepcionada quanto imaginava. Notou pela maneira como os seguranças o encaravam feio, mirando a espada tradicional que o japonês trazia embainhada na cintura. Uma grande ousadia da sua parte, sobretudo, entrar pela porta da frente sem sequer ser convidado. Não era bobo, pois certamente reconhecia que seu lugar não era ali, cuidando dos negócios do pai, como alegaria caso o fosse questionado.

Costurou um sorrisinho pretensioso nos lábios quando um dos homens veio a seu encontro, curioso com o motivo de sua chegada.

— Haiako, o que faz aqui? Aconteceu alguma coisa com mestre Hiro? — alto e corpulento, aquele certamente seria o tipo de homem capaz de colocar medo em qualquer um. Contudo, o rapaz não se deixou intimidar com a quantidade de músculos de seu anfitrião, tampouco com as inúmeras tatuagens atrozes que ornamentavam sua pele - uma marca que permitia serem reconhecidos os membros da gangue.

— Não, papai está bem, apenas acabou bebendo demais e pediu para que eu viesse tratar de seus assuntos no seu lugar. Onde está mestre Genji? — não poupou tempo em questionar sobre o paradeiro do líder, o responsável por todo o tráfico, aquele que estaria no comando.

Anualmente, os chefes da Yakuza, tradicionalistas e muito apegados à cultura do seu país - além de taxarem a si próprios como "puros" - escolhiam um homem entre eles para liderar a organização. Entregavam nas mãos do felizardo todo o poder criminoso que detinham, algo que Haiako apreciava e desejava. Ele, mais que ninguém, acreditava ser merecedor de tal dádiva - controlar o lado obscuro do Japão, se tornar o rei do crime.

O segurança exibiu certa desconfiança, porém o rapaz permaneceu sorridente, já quase se fartando de ter que fingir uma falsa simpatia somente para conseguir ter acesso às escadarias que levariam ao gabinete do chefão. Não sabia como, mas alegava que ele provavelmente se encontraria no último andar do edifício; um típico clichê hierárquico empresarial - o líder no topo, e os empregados no térreo.

— Claro, já desconfiava que algo assim teria ocorrido. Me acompanhe, irei levá-lo à cobertura — não deixou de estranhar o tom de cinismo usado pelo outro, mas ainda assim se felicitou ao ter suas conclusões confirmadas sobre as instalações do prédio.

Acenou em concordância e passou a seguir o homem em direção ao elevador. Não passou despercebido que, além do anfitrião, outros cinco homens se infiltraram no pequeno espaço, dando a transparecer que o escoltariam até o andar mencionado. O primeiro traficante, aquele o que tinha abordado, apertou um botão qualquer do painel e as portas do elevador se fecharam. Instintivamente, Haiako levou a mão ao cabo da katana acoplada a cintura - algo não parecia certo.

— Por que mestre Hiro enviaria o filho mais novo para resolver os problemas da área da sua família quando poderia ter simplesmente entrado em contato com Genji e adiasse a reunião para quando se sentisse melhor? — alguém questionou, implantando a dúvida e alimentando a tensão que pairava o ar. O jovem japonês estreitou os olhos, apertando fortemente os dedos ao redor da empunhadura da espada.

— Talvez fosse um assunto importante demais para ser deixado de lado — Haiako respondeu com certo desdém, dessa vez, não fazendo a menor questão de soar simpático ou desentendido. Estava pronto para entrar em uma briga caso iniciassem uma - e seu sexto sentido o informava que não demoraria muito para que acontecesse.

— Nah, eu acho que não — e ouviu-se o som de um ruído metálico, um click. Seria um revolver? Haiako não esperou para ver a fonte do barulho e, com uma agilidade abismal, desembainhou a katana e a manejou no ar, estocando a lâmina afiada bem no peito do homem posicionado ao seu flanco, girando o corpo para agarrá-lo pelo pescoço e alternar seus lugares, usando-o como escudo.

A ação precipitada deixou os demais presentes no elevador espantados. Talvez não imaginavam que o rapaz fosse capaz de realmente aniquilar um deles ali dentro - levando em consideração que o espaço era tão apertado que praticamente ficavam um de frente para o outro, colados.

— Eu não quero confusão, admito — prestou-se a quebrar o silêncio aterrador que tinha se instalado no âmbito, observando-os com um olhar ameaçador e, ao mesmo tempo, instigante. Pretendia entrar e sair do estabelecimento sem maiores problemas, mas caso fosse preciso derramar sangue no processo, não se importaria em fazê-lo; Yamashiro era um emissário do caos, talhado pela  dura e mais pura violência das ruas. — Podemos fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil, mas logo aviso que eu prefiro o segundo método — decretou, afundando as unhas na derme gélida do moribundo. Acertara um órgão vital, pois o homem alvejado em seus braços não dava qualquer indícios de que continuava vivo.

Sucedendo o discurso, outro capacho assumiu uma postura ofensiva, recolhendo do coldre uma arma de fogo. Ao que indicava, ele não aceitaria a morte do comparsa de bom grado. Haiako ministrou um pequenino sorriso nos lábios rubros, elevando a espada que cintilava à luz baça do ambiente. Ótimo, o jeito difícil, pensou, manuseando a lâmina em uma estocada vertical, decepando o braço destro daquele que ousara o enfrentar.

Nos minutos conseguintes, a confusão se desencadeou. Tendo restado três seguranças no perímetro, o japonês acabou sendo empurrado por um - o mais forte - chocando o rosto contra o painel repleto de botões. Trincou os dentes, virando-se bem a tempo de escapulir da direção de uma faca serrilhada que atravessou o ar em direção a sua bochecha, acabando enficada no visor que informava o andar para o qual estariam sendo designados; o oitavo.

Soergueu a base da katana, chocando-a contra a testa do homem que estava mais próximo e, concomitante, acotovelou aquele posicionados à esquerda, na região do abdome, com força o suficiente para furtar-lhe o ar e fazê-lo se curvar devido o golpe surpresa. Aproveitou o momento de desatenção do terceiro inquilino para afundar a lâmina contra seu ombro, trespassando-a de maneira que a ponta acabou encontrando com o vidro localizado atrás do elevador, destroçando-o. Com um chute, Haiako enviou o cara pelos ares, pouco incomodado com o som horroroso do corpo quando encontrou o chão.

Rodopiou, ainda repleto de energia, tomando a cintura do segundo e elevando o joelho em direção da virilha alheia, arrancando de seu oponente gritos excruciantes. O empurrou contra a parede estilhaçada, porém o segurança se segurou nas bordas pontiagudas, tendo as palmas rasgadas por cacos de vidros que jaziam por todo o buraco. Sem perder mais tempo, o espadachim rodopiou a lâmina outra vez, degolando o único oponente que restara num movimento rápido e preciso. Antes que pudesse arremessar o corpo inerte contra o vão do elevador, o criminoso que se apoiara nas bordas tinha pescado de um dos bolsos uma granada e a destravado, arremessando-a na diretriz do rapaz no momento que as portas do elevador se abriram, dando passagem para o corredor do andar indicado.

Haiako arquejou, usando a base da espada para rebater a esfera explosiva contra o teto do elevador e, tendo sua ação efetuada com êxito, rolou para fora do transporte, aterrissando atrás de uma escrivaninha que ornamentava o andar. Apoiou as mãos ao lado da cabeça, protegendo os ouvidos do barulho da explosão que destruiu o elevador, deixando-o em chamas e inutilizável.

Fora relativamente fácil. Admitiu a si mesmo ao passo que retomava a postura, limpando o sangue que banhava a lâmina da espada com a barra do casaco. A adrenalina queimava em suas veias, deixando-o acalorado. Entretanto, antes que apreciasse o sabor da vitória, escutou passos apressados subindo os degraus da escadaria de emergência, e da porta de saída coligada ao corredor, mais uma dezena de homens escapuliram - cinco deles utilizavam uma espécie de uniforme especial, um traje muito similar ao de ninjas de dinastias antigas.

A situação começava a ficar séria.

Três deles avançaram, munidos com soqueiras e revolveres. Haiako lançou o corpo para o lado, buscando sair da linha de fogo quando começaram a disparar tiros em sua direção. Protegido atrás da escrivaninha que pouco a pouco era destruída pelos projéteis que cortavam o ar, retirou de um dos bolsos da jaqueta três shurikens pequenas, quais cabiam na palma da mão. De esgoela, tentou encontrar seus oponentes ao erguer o rosto por sobre a madeira esburacada, determinando a pontaria antes de arremessar as lâminas que zuniram, percorrendo o trajeto imaginário até atingir os homens, acertando os três em cheio.

Aproveitou o momento para saltar sobre o móvel e ir de encontro os demais alvos, empunhando firmemente a katana em mãos. Antes que cobrisse a distância que os mantinham separados e os alcançasse, uma lufada de ar o fisgou pelos pés e o propeliu contra o teto, levitando-o com brutalidade. O jovem japonês sentiu as costas atritarem contra uma luminária, gemendo baixinho de dor, e conseguinte, caiu contra o piso, dando de cara contra o carpete empoeirado.

Arfou, tentando recuperar os sentidos. Nesse meio período, uma bola de fogo iluminou o corredor e por pouco não chamuscou seus cabelos negros. O ar a sua volta, no entanto, tornou-se mais denso.

Haiako rolou mais uma vez, tentando assimilar o que tinha acontecido. Ao erguer os olhos e encarar seus inimigos, percebeu então que um deles manuseava uma esfera flamejante entre os dedos, sem qualquer tipo de proteção. Mutantes, sibilou, percebendo que o quinteto fantasiado de ninjas deveriam possuir algum tipo de habilidade sobre-humana. Suspirou, erguendo-se em um salto.

— Eu concedo a vocês a chance de voltarem para o mesmo buraco de onde saíram — elevou a espada na direção dos superdotados, prestando bastante atenção nos movimentos alheios. — Do contrário, prometo que não terei misericórdia — buscava intimidá-los, usufruindo de um tom frio e impetuoso. O efeito surtido fora o contrário, uma vez que uma nova saraivada de bolas flamejantes passavam sibilando no ar, todas com o intuito de ferir gravemente o jovem japonês.

Yamashiro grunhiu, furioso, utilizando da agilidade incomum que abonava seu corpo para pular o mais alto que conseguiu na direção da luminária dependurada no teto e agarrá-la com a mão livre, chacoalhando-se para frente e para trás de modo a usar a lamparina como impulso e, num rompante, lançou-se por sobre um dos mutantes, acertando-o em cheio com um pontapé no peitoral.

Floreou o braço com a mesma velocidade de outrora, estocando a parte laminada da katana contra a barriga do segundo inquilino, impedindo-o de dar vida a outra labareda. A espada cintilava mais e mais a cada nova vítima, satisfazendo-se com as almas que absorvia. Haiako, no entanto, sentia-se fervoroso, tomado por uma assustadora sede assassina.

Um pulso eletromagnético eclodiu do âmbito, propelindo o rapaz contra uma pilastra de concreto. O encontrão fora tão bruto que o jovem sentiu a cabeça girar, demasiadamente tonto com o ataque surpresa. Antes de recobrar a percepção de tempo e espaço, sentiu algo pontiagudo e doloroso acertar-lhe o ombro, ferindo-o. Praguejou inúmeros palavreados em sua língua materna, girando os calcanhares para encarar aquele que o teria maculado; a dor advinda do machucado o ajudou a alcançar um estado de lucidez absoluto.

O indivíduo, ao que parecia, munia-se com uma katana quase similar a que Haiako empunhava - excedendo-se o fato de que a primeira era uma arma comum. O rapaz não tinha notado sua presença até então, mas no curto espaço de tempo entre a ideia de arquitetar um plano onde mataria sem piedade o novo oponente e a estabilidade dos outros três mutantes que se localizavam logo atrás do sujeito, o alarme soou - tardio, na sua opinião - alertando a todos naquele prédio que um intruso estaria arrumando encrenca.

A mente do oriental passou a trabalhar a mil, desenvolvendo mil e uma maneiras de se livrar de seus inimigos.

Deslizando o pé para trás, afastando-se um pouco do ninja armado, pescando novamente do bolso interior da jaqueta outra shuriken, dessa vez, arremessando-a contra o lustre que usara como suporte alguns minutos antecedentes. Rompeu, com o ataque, o cabo que ostentava a luminária no teto, tombando-a contra o trio de meta-humanos que, com o peso do lustre, cederam contra o chão, presos.

Houve uma rápida investida do indivíduo que restara, e Haiako aparou seu golpe antes que ele conseguisse acertar-lhe o pescoço. Estreitou os olhos rasgados, admirando aquele estilo combativo - que por sinal, assimilava-se muito ao seu, quase o mesmo, afirmaria.

Com uma joelhada certeira no abdômen à frente, repeliu o cara para trás, rodopiando a katana no ar e procurando decepar a perna alheia, tendo seu ataque interceptado quando o outro soerguera a lâmina a tempo. Não perdeu a oportunidade e intencionou um novo golpe, deferindo um soco certeiro contra o maxilar do ninja, afastando-o. Ágil, deslizou a espada em horizontal, abrindo um talho no peito do homem que gritou.

A visão do sangue vertendo da ferida o deliciava, e na tentativa de finalizar logo o inimigo, perfurou seu peitoral num único movimento. O homem arfou, debatendo-se, tentando impedir que o rapaz o neutralizasse de forma tão impetuosa. Estalou um tapa contra o rosto de Haiako que girou com a força do golpe, cambaleante, e, antes de desfalecer, o ninja perpassou a katana que segurava contra o dorso do japonês, ocasionando um corte tão profundo quanto.

Yamashiro caiu no chão, grunhindo alto. Como poderia ter sido tão descuidado a ponto de deixar que o outro o tocasse? Questionou-se, repreendendo-se pelo desleixe.

Passos puderam ser escutados e, na diretriz donde o lustre havia pendido sobre o trio de mutantes, um deles tinha conseguido escapulir do peso que esmagara seus comparsas, percorrendo o extremo do andar em direção as escadarias, aos gritos. Haiako suspirou profundamente, tentando se colocar de pé e ignorar a dor. Tinha de impedir que aquele sujeito conseguisse fugir.

Bambeando, com passadas descompassadas, reaveu a posse de sua katana mística e seguiu o infeliz, tomando extremo cuidado para que não se deparasse com uma emboscada, aguçando seus ouvidos.

Planou uma das mãos sobre o ferimento na lombar, tentando a custo estancar o sangramento. Enquanto subia os degraus da escada de emergência - lembrando-se sempre manter as costas voltadas para a parede - Haiako perguntava-se se tudo pelo o que tinha passado ali era realmente necessário. Lógico que sua chegada não desprovia de um propósito; tinha planejado aquela infiltração há muito, muito tempo. As luzes vermelhas e o soar irritante do alarme continuava a ecoar por todos os cômodos e andares do prédio, impedindo-o de raciocinar calmamente.

Ao término da escadaria, avistou a silhueta do fugitivo - este, praticamente mancando, esgueirava-se debilmente rumo à última porta que levaria ao terraço. O samurai deu uma passada maior e propeliu a empunhadura da katana contra o rosto do homem, duas, três vezes, até vê-lo cambalear, tonto. Conseguinte, desceu a parte achatada da espada contra a têmpora do infeliz, o nocauteando. Depois da carnificina da qual fora ilícito autor no andar anterior, não desejava mais derramar sangue desnecessário.

— Haiako, que surpresa agradável — a voz de trovão encobriu o soar do vento noturno, no momento que o jovem japonês irrompeu pela porta de acesso à cobertura. Seus olhos recaíram sobre a figura de um homem de meia idade, alto e musculoso, devidamente trajado com roupas sociais. Retribuiu o sorriso maroto, não deixando-se abalar ao encontrar mais algumas dezenas de homens que zelavam pela segurança do chefe, todos armados até os dentes.

— Mestre Genji! Achei que o encontraria aqui — frio, deixou transparecer toda sua imparcialidade para com o perigo em estar cercado por criminosos. Avançou mais alguns passos, cuidadoso, pouco importando-se com o que ainda teria de enfrentar pela frente. — Precisamos tratar de alguns assuntos, e um deles é a sua admissão para que eu ocupe o lugar de meu pai à mesa da Yakuza — ditou com soberania, embainhando na cintura a espada ancestral sorvida em sangue.

— Ora, se era apenas isso, uma ligação resolveria — Genji rebateu com certa ironia, ocultando a preocupação à medida que esquadrinhava a figura do espadachim, notando a quantidade absurda de manchas e rasgões que se espalhavam por suas vestes.

— Não, não, acabei decidindo vir pessoalmente para expressar a importância do meu caso — moldou um sorrisinho complacente nos lábios, ostentando a linha visual que mantinha com o mais velho. — Veja, acho que depois de tudo o que passei para conseguir chegar até aqui, eu mereço liderar os negócios da família, ainda mais com papai doente, provavelmente envenenado por algum justiceiro mal intencionado... — alargou ainda mais o sorriso, emoldurando na face um semblante macabro, quase bestial, levantando dúvidas por parte dos presentes quanto a identidade do responsável pelo atentando a Hiro, pai do jovem samurai.

— Pelos céus, o que você fez, Haiako? Seu próprio pai? Hiro é como um irmão para mim — mestre Genji esmurrou a mesa onde peças de mahjong repousavam. Desconcertados, os outros vinte presentes remexeram-se, incrédulos com a acusação de seu chefe. Seria mesmo um filho capaz de matar o próprio pai naquele país, apenas a troco de ter acesso ao poder?

— Não sei o que está insinuando, senhor. Eu também o amo, afinal, o mesmo sangue que corre nas veias dele, também corre nas minhas — o japonês afirmou, suavizando as expressões sombrias de seu rosto. Pelo canto do olho, notou um robusto fio de fibras metálicas que coligava-se a uma enorme antena posicionar ali perto, no teto - possivelmente responsável para interceptação do sinal de internet ou de tv. Uma elusiva ideia formou-se na cabecinha caótica do rapaz. — Então...? Qual o seu veredicto sobre a minha promoção? — questionou ao líder da Yakuza, deslizando sutilmente a mão até o interior da jaqueta, alcançando um dos bolsos.

— Prefiro morrer a deixar um pervertido como você partilhar do mesmo espaço que o meu — Genji vociferou como um cão raivoso e, após um estalo dos dedos, a seu comando, os mafiosos ergueram as armas na direção de Haiako, tomando-o como alvo.

— Ah, quanto a isso, não precisa se preocupar! A morte não é tão ruim assim — o rapaz riu, flexionando os joelhos, assumindo a postura de um velocista. Estudava a cena como um apreciador da arte analisa uma pintura: sutil e pacientemente.

— Não? — Genji gargalhou alto, cuspindo as palavras contra o filho do seu melhor amigo. — E como você sabe? — questionou, semicerrando os olhos cansados.

Eu já morri com um movimento rápido e ágil, recorrente das energias recuperadas e toda a vitalidade que lhe restava, Haiako puxou as duas últimas shurikens que resguardava em seu arsenal pessoal, acopladas no íntimo de seu casaco de couro legítimo.

Com um aceno, engajou a primeira na diretriz do líder da facção, mirando com precisão antes de enviar o projétil laminado contra seu alvo. A shuriken cortou o ar numa velocidade abismal, encontrando a testa de Genji, levando-o ao óbito instantâneo. Antes que os demais dessem conta do que tinha acontecido e iniciassem os disparos, Haiako arremessou a segundo projétil contra o cabo metálico, partindo-o ao meio. Começou a correr então, ziguezagueando pelo terraço e saltando da beirada do prédio para fisgar a ponta do fio revestido por ligas, utilizando as duas mãos.

O peso de seu corpo trouxe o cabo consigo em queda livre, tendo apenas o apoio da longa tira metalizada como suporte para que evitasse colidir com o chão - seria uma queda muito, muito feia. Os tiros cortavam o ar; revolveres, metralhadoras, fuzis, todas reunidas na tentativa de por um fim na vida do assassino.

Haiako mordeu o lábio inferior, experimentando a sensação de cair a metros e metros de altura, antes do comprimento do cabo terminar e o puxar de volta contra um dos andares do prédio devido o contrapeso de seu corpo. Ergueu os pés, indo de encontro a uma das vidraças que protegiam a janela de um dos quartos no sabe-se lá qual andar, invadindo-o com tudo; os estilhaços arremessados para todos os lugares. Não se permitiu recuperar o fôlego, tampouco choramingar de dor. Colocou-se de pé e iniciou uma nova corrida, galgando ferozmente, dessa vez, para bem longe daquele lugar.

Concluíra a primeira etapa de seu plano, e um por um, todos aqueles em seu caminho seriam erradicados.

Ninguém o impediria de se tornar o homem mais poderoso do Japão - e em breve, do mundo.

ADENDOS:
HABILIDADES:
i. MANIPULAÇÃO DE LÂMINAS. consiste na proficiência com alguns armamentos bélicos laminados - limitado, única e exclusivamente, a elementos orientais de combate - advinda dos muitos anos de treinamento da reencarnação. shurikens, arco e flecha, adagas, katanas. consegue realizar movimentos complexos e surpreendentes com estes objetos mortais, além, claro, de adentrar em um confronto direto ao usá-los como uma extensão do próprio corpo.

ii. SUPER AGILIDADE. extremamente ágil, independente da situação, é capaz de desviar de ataques impossíveis com movimentos acrobáticos. ainda usufrui do físico como ferramenta de combate para contornar empecilhos, desvencilhar-se de armadilhas e locomover-se nas sombras sem ser notado, com notória rapidez.

iii. SENTIDOS AGUÇADOS. (audição e percepção). detém de um condicionamento auditivo surpreendente, sendo capaz de interceptar o menor dos ruídos mesmo estando a longas distâncias, o que torna difícil cair em uma emboscada ou ser pego desprevenido. além disso, consegue reagir rapidamente a investidas e ações ofensivas, prevendo ataques com base no estudo do comportamento corporal do oponente.

iv. MEMÓRIA FOTOGRÁFICA. consegue reproduzir movimentos com enorme facilidade, mesmo tendo observado-os pouquíssimas vezes, o que torna o reencarnado um surpreendente lutador. o arsenal cognitivo aparenta, ainda sim, trabalhar em conjunto com todas as demais ramificações das faculdades mentais, privilegiando-o com a habilidade de guardar um grande número de informações sem se preocupar em esquecê-los dentre um longo espaço de tempo.
PERÍCIAS:
i. CORPO A CORPO (TAEKWONDO), nível iii (pedagogo).
ii. ARMAS BRANCAS, nível iii (pedagogo).
iii. PRONTIDÃO, ii (experiente).
iv. RESISTÊNCIA A TORTURA, nível ii (experiente).
v. FURTIVIDADE, nível ii (experiente).
vi. LEITURA CORPORAL, nível ii (experiente).
vii. PILOTAGEM, nível ii (experiente).
viii. MIRA, nível ii (experiente).
INFORMAÇÕES:
Nível: 18

Velocidade: 300m/s [+10]
Percepção: 300m/s [+10]

Força: 20
Inteligência: 25
Resistência: 30
Agilidade: 30
Vigor: 35
Carisma: 10

KATANA. dita amaldiçoada, a antiga lâmina chamada soultaker possui várias propriedades místicas que lhe dão capacidades únicas. o metal no qual foi forjada é quase indestrutível, entrando em contato com altos impactos e não recebendo qualquer dano no processo, sendo capaz de clivar através da maioria dos materiais existentes com incrível facilidade. sua maior peculiaridade, no entanto, se dá ao fato da arma aprisionar a alma daqueles que são assassinados por ela e, quando necessário, podem ser evocados por quem a empunhar.

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Re: Missão One Post para Haiako Yamashiro - My Father's Alias

Mensagem por Doutor Estranho em Sex Abr 14, 2017 8:45 pm

my father's alias
Haiako conseguiu se tornar no líder da Yakuza, os poucos que sobraram o acharam desmaiados e o levaram a um dos hospitais da própria organização.


observações


i. -60 de HP. Para recuperar, só fazer um post em rp.
ii. 8 níveis (+40 pontos e +8 de perícias)
iii. -5 de fama (fama negativa)
iv. Distribua os pontos aqui: http://injustice.forumeiros.com/t461-solicitacao-de-atualizacao


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Re: Missão One Post para Haiako Yamashiro - My Father's Alias

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