TREINAMENTO ─ Move your body

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TREINAMENTO ─ Move your body

Mensagem por Aguilar Eakheartd em Qua Abr 12, 2017 11:09 pm

move ur body
O treinamento envolve Aguilar Eakheartd, tão somente, sendo assim, um assassino extremamente bem treinado e em posse de uma de suas armas. Passa-se esta em 12 de abril de 2017, área externa a sede da Beleshit, ou seja, em LONG ISLAND, NOVA IORQUE. O conteúdo é SOMENTE PARA MAIORES. Atualmente, o exercício EM ANDAMENTO e será fixado uma quantia de UM POST.


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Re: TREINAMENTO ─ Move your body

Mensagem por Aguilar Eakheartd em Qui Abr 13, 2017 12:57 am

Permanecia ali, intacto. Meu olhar preso na visão de mais um clarão. Minha pele ─ levemente tomada pela cor bronze ─ recebia a fúria do calor trazido pela luz. O dia havia ganhado cor. O sol estava exposto ao lado de fora. Como de costume, os raios vinham em toda sua beleza para clarear o espaço ao seu horizonte. Aquecia todo e qualquer ser ao seu alcance. Meu corpo não escaparia deste então, é óbvio. Desejei ter forças para levantar, querendo ser capaz de ao menos erguer um músculo se quer para fora daquele acolchoado. Nenhuma resposta. O cansaço havia se apoderado de mim. Assim como a sujeira e o estranho odor que se agarrava à minha derme. Havia certo incômodo, mas dúvida alguma daquilo que havia feito e ser de onde vinha o cheiro que tanto parecia impregnar minhas narinas. Fatos que sempre me ligavam ao meu verdadeiro eu, àquele que nasce ao brilhar da rubra cor do sangue e que como na noite anterior, tinha adormecido. Por que havia algum vestígio se quer de piedade liga a mim?



Eu sou um assassino, eu devo ser um assassino.



A paixão por aqueles dois malditos homens estaria me comovendo?






Ao sudeste de boa parte da população central da cidade. Aquela ilha era meu refúgio, o único local onde eu me sentia bem e quer podia ser incomodado pelos demais membros daquela que eu liderava ou do local ao qual trabalhada. Jamais seria incomodado ali e de certa forma, tal fato me deixa contente.

─ Cara, só pode ser brincadeira. ─ Resmungava em meio ao murmurinho. Era comum perder meus pertences. A constante falta de responsabilidade e a desorganização ligada diretamente aos comuns momentos em que a correria diária prevalecia, acabava sempre por complicar a busca de algum objeto que fosse. Achar as chaves do automóvel em meio aquele amontoado de caixas seria trabalhoso e custaria de muito tempo. E bem... tempo era allgo ao qual não dispunha naquele exato momento. Pude apenas então tomar partida da única opção que sobrara.  Eu possuía somente algumas horas apenas para que pudesse trabalhar com o meu corpo e aprimorar as poucas habilidades que dispunha necessárias para minha sobrevivência. Caminhar foi o início disto.



"Acho que deve bastar para hoje", pensei ao visualizar a mochila largada sob o piso. Lembrava das sobras usadas no dia anterior.



Recipientes com água, os machados ─ tomahawnk ─ e algumas de minhas adagas ─ perfeitamente forjadas e com o impecável dom de atravessar não somente a derme de alguém, mas seu corpo todo. Estes eram mais um dos itens dispostos ao chão e que diferentemente dos demais, haviam sido delicadamente limpos e postos sobre a madeira. Meus passos seguiram rumo a direção deles. Curvei meu corpo para que pudesse alcançar o tecido da mochila e finalmente a jogar contra as costas. Dispunha de uma vontade imensurável de aprimorar-me. O hesito tomara conta de mim e tamanho fato jamais poderia se repetir. Eu trabalhava para uma causa, para que o mundo girasse como deveria e não importava o quanto isso iria custar. Ainda que cansaço dominasse boa parte de mim, dei continuidade, persistindo, mesmo assim, ao girar as chaves para abrir a porta e alcançar o ambiente exterior. A brisa veio na minha direção de imediato. A temperatura era amena. Comum para todas as manhãs, como de costume. Puxei a madeira atrás de mim e assim a porta se fechou.  Meu campo de visão era tomado pela quantidade disposta de arbustos e outras vegetações típicas da área enquanto meus passos finalmente eram tomado de um impulso para que pudesse iniciar uma corrida. O aquecimento havia sido deixado de lado. Ainda que necessário, minha mente sempre estava ocupada demais para relacionar detalhes às minhas atividades. Cada passada envolvia a estabilidade, distribuindo o peso de forma adequada para que cada uma das penas viesse para frente e fizesse força contra a estrada para que o movimento ocorresse e finalmente, meu destino fosse alcançado com o passar de alguns bons minutos ─ próximos talvez de um hora.



Minha respiração era pausada. Uma tentativa facultativa de diminuir a quão ofegante estava. Meu peito enchia-se de ar e rapidamente se esvaziava. O movimento se repetia inconscientemente enquanto meu coração continuava a pulsar o sangue com uma velocidade maior do que a comum pela necessidade de oxigênio. Meu destino havia sido alcançado. Finalmente a primeira parte que envolvia a capacitação física havia sido cumprida. A pequena clareira era tomada por árvores robustas e de tempos de existência. Nenhuma delas havia escapado de mim. Sem exceção alguma, marcadas pela afiada lâmina do machado que tinha em posse ─ uma arma branca que em mãos certas, poderiam ser mortais. A mochila ainda se encontrava nas minhas costas quando circundei o pequeno espaço dotado de pouca flora. Procurava algum sinal de algo que não pertencesse-me. Não havia nada. O ambiente continuava intacto de mãos desconhecidas.



O tecido desfez o contato com as minhas vestimentas. Procurei as beiradas em busca de abrir o fecho. A mochila encontrava-se aberta. Os itens espalhados por suas divisões. Primeiramente puxei uma das garrafas térmicas que continha água. Rodei a tampa para que meus lábios pudessem ter contato com o líquido disposto ali dentro. Minha boca era preenchida e som das goladas intensas e desesperadas pela hidratação se misturavam ao dos poucos pássaros presentes. Não demorou para que o recipiente se esvaziasse, podendo o guardar e trocar o objeto que estaria em minha mão. Minha mão procurou aprofundar-se entre os pertences. A derme ia de encontro com o metal frio de imediato, puxando logo a tomahawnk com demasiado cuidado e habilidade. Era óbvio que não temia o objeto. Contudo, sabia de sua capacidade cortante. E bem, "cuidado nunca é demais".



Aproveitei da proximidade que tinha das madeiras. Avistei a primeira das poucas que continham poucas marcas. Posicionava-me de forma a colocar uma perna na frente da outra e o corpo de modo a possibilitar uma movimentação que envolvia o uso da minha posse em cerca de cento e oitenta graus. O ataque se não fosse certeiro, não poderia ser desviado. A mão direita rodou o cabo dele, fazendo com que sua área cortante fosse disposta para baixo. Meus braços se desdobraram rumo ao tronco. Não havia como minha forma não tomar mudança. Dispunha de toda a força para tomar o ataque contra a madeira. A arma vinha de baixo para cima, arranhando-o. Seguindo com o mesmo movimento que a rodava, cravando-a ao voltar com as mãos por cima desta vez. O movimento se repetia diversas vezes como se fosse uma tentativa de aprimorar este. A troca ocorria. Fazendo o mesmo com as mãos esquerdas para que a habilidade ambidestra fosse trabalhada, desenvolvida. Por vezes, os movimentos eram substituídos pelo inverso ou mesmo com ataques que usavam do próprio cabo para causar uma ferida profunda. A prova era a marca deixada no material duro do tronco. A cada braço erguido, a cada rodopio ou a cada som causada pelo corte do ar, minha pele era tomada pelo calor. O suor escorria aos poucos não somente pela minha face, como também pelo restante do corpo. Não deixaria o estado físico tomar-me. Continuava incessantemente, tomado pela necessidade que se fazia presente mediante ao mostro que eu sou.



Depois de seguir assim um bom tempo, pausei. A camiseta estava completamente ensopada, meus cabelos tão úmidos como se tivesse acabado de sair do banho e os batimentos cardíacos ainda mais intensos do que antes. Não havia como negar, o exercício exigia energia e determinação.



Retornei a caminhada, tomando distância da vida despedaça pela lâmina. Encontrava-me no centro do espaço, na clareira. Acima o céu azul e limpo de qualquer nuvem. Concentrava-me em manter o foco em minha busca constante pela melhoria. Juntei minhas pernas e ergui o corpo, mantendo uma postura impecável. Em minha mente visualizava situações passadas que haviam me tornado um fraco: a primeira e única amada, a jovem de dons avassaladores; o pequeno e malicioso homem de trapaças e por último, mas não menos importante, o de superioridade magnética. Algo ainda poderia me tocar como o ato de misericórdia, decapitando, por fim, a malevolência existente? Seria impossível responder, ao menos, não naquela exata circunstância temporal.



"És Leto, a morte sangrenta, maldito homem e não o Clemente!" a voz misteriosa e que, todavia, continha um quê de familiar, ecoava pelo espaço com perfeição, tomando não somente meus ouvidos, mas meu corpo. Demorara para processar por completo a frase. Eu sabia de sua origem, não importava o quão quisesse negar que a reconhecia, que sabia identificar a falsa doçura do som. Afinal, ela tinha um significado para mim, as duas tinham, a pessoa por trás daquela proferida e o próprio dizer.



─ Leto está morto. ─ revelei numa conclusão dita de maneira esbaforida.



O movimento fora equiparado para meus membros, conduzindo-me a disponibilizar para meu livre acesso as ferramentes mortais presas a grande tira de couro que as prendia em meus antebraços, isto uma vez que os demais objetos cortantes anteriormente utilizados já não se faziam mais a minha posse. A investida fora certeira. Cada uma das adagas pré-dispostas em ambas as mãos tomaram seu destino, totalizavam em quatro delas inicialmente, atingindo em diferentes pontos as maciças madeiras das árvores e as atravessando como fariam com uma folha de papel, tomando o ato tão improvável quanto deveria ser. As distâncias envolvendo os ângulos hemisféricos a que punha, em tese, por si só tornava impossível a probabilidade de que se alcançassem tais. E ali, nome ressoava como um alívio e talvez, como a verdade.



O perecimento poderia ter seu fim?



E mais quatro se desfaziam perante meu olhar, duas de cada vez, sempre em direções distintas, tomando hemisférios opostos que, por ventura, cruzavam a mesma linha uma vez atravessada pelo dourado laminado. A mira impecável impedia que um alvo se quer pudesse desviasse das investidas, principalmente os imóveis, como os de uma floresta. Podia ali, me recordar da primeira das vítimas. O metal frio indo de encontro a pele dela, se quer havendo mora para que leve dor, em junção a um desacompanhado estalo. Um e outro serrando a fina camada de pele, a de tecido adiposo, músculos e por fim encravando-se na única camada que pudera deter o objeto. A fina camada de corrente sanguínea encaminhando-se um novo mundo ao entrar em contato com o mundo externo. O efeito se inicia, acabando por o levar ao mais profundo e eterno sono. Ação dissemelhante, nada obstante congênere ao feito aos troncos. O pior dos homens falaria em um feito homicida análogo, a elite dentre os assassinos, no entanto, não.



O perecimento poderia ter seu fim?



A personificação da morte, equivalente ao deus grego e o equiparada a sua vertente romana. Cada um de nós, ao abraçar seu interior enquanto foge de seus verdadeiros demônios, torna-se capaz de reconhecer que dentro de si há aqueles cujo se esquece. Hoje me contento em ser aquele de clemência, quando um dia conhecera a injustiçada falência Nêmeses e o sangrento guerreiro sanguessuga de almas.



Jamais teria a conclusão de determinados questionamentos. Bereshit é parte de mim agora.



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Re: TREINAMENTO ─ Move your body

Mensagem por Adam Warlock em Sab Abr 15, 2017 9:01 pm

avaliação
Treino de Aguilar Eakheartd.
Avaliação por Adam Warlock.


Ao longo da narrativa, considerei-a uma "missão" de nível, ou dificuldade se preferir, normal, por conta da ambientação. Não que eu desmereça o treinamento, pelo contrário, já que amo a forma em que narra, trazendo, ali, elementos mitológicos em determinadas partes. Refiro-me que para ter uma maior pontuação de níveis, ocasionados através da dificuldade, a minha percepção, precisaria encontrar mais desafios.

Enfim, vamos ao que interessa. Não é mesmo?


as recompensas


i. +5 níveis, o que abrange +25 pontos de atributo e +5 de perícias;

ii. O HP (Vitalidade) mantém-se intacto;

iii. Não vejo razões para enaltecer, ou fazer exatamente o contrário, quanto à Fama. Mantém-se o valor que já tem;

iv. Acho que não preciso mandar-lhe o tópico de atualização, afinal, você tem acesso à modificação do “Arquivo Morto”, podendo atualizar-se sozinho;

v. Critério de avaliação: Uso os seguintes fatores para avaliar: coerência, organização, enredo e, por fim, escrita; todos estavam impecáveis, meu caro. É um orgulho a mim, Adam Warlock, ter um membro que escreva tão bem como você.



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Re: TREINAMENTO ─ Move your body

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