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Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Qui Abr 13, 2017 2:02 am

the eveil that men do
A roleplay é iniciada pelo post de Zhane Schweiz-Lyon, seguindo por Genesis Morgenstern. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 09 de março de 2017, casa de zhane. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: + the evil that men do

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Qui Abr 13, 2017 2:17 am

from kurt to genesis ....  chapter i  


Observo-o sentado no chão da minha garagem com a naturalidade, cuidando de minhas — ou seriam suas? — pistolas com o mesmo zelo que eu tenho quando estou trabalhando na confeitaria. Existe uma paixão inegável em Kurt enquanto o mesmo mantém seus olhos claros presos no cano daquela Taurus que exibe um brilho impecável na superfície de seu metal. É um prateado que perante a luz do fim de tarde emite uma luminosidade que parece impossível na parede contrária à janela que está semiaberta. Os olhos críticos do rapaz novamente analisam a arma de fogo, verificando se ela está tão impecável quanto suas expectativas. Um sorriso curto e muito duro toma conta dos lábios de Kurt, que no momento está imaginando qual seria a primeira vítima para qual ele apontaria aquela preciosidade de procedência ilegal. Antes de colocar aquela arma de lado, o rapaz levanta-se do piso e aponta para um dos alvos precariamente pintados na parede desgastada do pavimento subsolo, atirando no mesmo varias vezes para testar a calibragem de tal, além de averiguar o quão aquele exemplar estava em equilíbrio com sua postura. Levando em conta a sua mira, não há problema algum no manuseio de tal, assim como nenhuma outra arma decepcionou Kurt alguma vez em sua breve vida. A medida que eu mesmo não possuo sentimentos ruins guardados em meu âmago, Krut tinha isso de sobra. Tudo o que ele conhece é raiva, ódio e a vontade insaciável de ver o sangue quente escorrer em seus próprias mãos para descontar todo o ódio que há reprimido dentro de sua personalidade destrutiva.

Existe beleza ao ver a bala perfurando algum corpo vivo, porém a verdadeira diversão para ele está em acabar com a vida com suas próprias mãos. Com sua mão biônica apertando a carne alheia com a força aumentando gradativamente a cada segundo, sentindo os ossos quebrarem, emitindo um barulho com rompimento de tendões e do esqueleto. Existe ainda muito mais prazer em sentir a carne alheia sendo perfurada pelos seus próprios dedos como se fosse manteiga, como se fosse algo totalmente terapêutico para ele. Tirar vidas inocentes. Não existe uma tragédia melhor do que a que resulta no sangue quente escorrendo pelos seus pulsos e adentrando as mangas de sua camisa, deixando sua pele pegajosa com o toque do fluído escarlate que percorre as veia de cada pessoa que ele mata. Há a excitação explícita em seu sorriso sádico e quase infante quando ele observa os olhos de suas vítimas se tornarem vazios até que toda a sua vida abandone seu corpo. Este é o ápice do sentimento prazeroso que Kurt desfruta, satisfazendo-se quase como se houvesse gozado após um orgasmo delicioso e duradouro, soltando um suspiro que escapa por seus lábios entreabertos que se esticam em um sorriso bobo e feliz por ter externado o caos dentro dele.

É uma das piores coisas que há ao estar na mente de alguém completamente diferente de si; é atormentador pensar que eu poderia acordar no outro dia como outra pessoa com tal índole incompreensível. Ele está prestes a deixar a sua Taurus de lado e fechar a caixa cheia de armas e munições quando ele escuta um som vindo dos pavimentos superiores. O rapaz eleva lentamente a sua arma conforme sua expressão transforma-se de algo neutro para outra coisa. Algo desconfiado que é um ar carregado pela sua sobrancelha erguida e a carranca formada pelo franzir de sua testa, a mesmo tempo que seus lábios claros assumem uma linha rígida e fina de alguém concentrado. A mesma faceta adotada sempre que eu me torno o Soldado Invernal, independente de ser Zhane ou Kurt quando em alguma tarefa. Ele sobe as escadas sem fazer nenhum ruído sequer e com uma rapidez surpreendente de alguém com as habilidades de um espião treinado por anos e sua mão biônica destrava a pistola que está em sua mão normal, no mesmo momento em que ele adentra o próprio quarto e aponta o cano da mesma na direção da figura que está em sua janela. Assim, Kurt foi pela primeira vez tomado pelo sentimento de ser pego de surpresa. Dificilmente sendo surpreendido de alguma forma por se tratar do sujeito mais frio e desalmado conhecido, se depara com uma figura feminina que o impede de apertar o gatilho de no mesmo instante em que ele atravessa o batente. Os cabelos rosados e ondulados são a primeira coisa que chamam a atenção de Kurt, que baixa a sua arma conforme suas íris percorrem por todo o corpo da silhueta da moça. Ele morde o próprio lábio inferior e um sorriso surge em seu semblante logo em seguida. Ele troca o peso de seu corpo de uma perna para a outra e gesticula na direção da mesma com o queixo, arqueando as sobrancelhas e baixando o próprio rosto para soltar um sorriso debochado para si mesmo, como se tivesse escutado uma piada interna.

— Ora, ora. — O tom do rapaz apesar de deixar claro que ele enxerga certa graça na ocasião, não deixa de ser algo soturno e um timbre mais maduro do que o meu. É mais seguro, mais certo e mais determinado do que minha voz comum e até mesmo minhas próprias atitudes. Observando o entorno, o segundo plano de sua mente trabalha no ambiente, tentando descobrir como ela chegou a sua casa. — Me desculpe, mas... Você acabou de invadir uma propriedade privada. Não me culpe por reagir mal. — Diz, soltando a pistola em cima do criado-mudo que existe perto de sua porta, sem tirar os olhos dos traços da jovem. Erguendo ambas as mãos, Kurt mostra as palmas — a de carne e a de metal — como se demonstrasse estar sem nenhum outro armamento. Até mesmo este gesto dele é algo que soa despreocupado e desprendido demais para quem tem a casa sendo invadida.

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Re: + the evil that men do

Mensagem por Genesis Morgenstern em Qui Abr 13, 2017 12:46 pm

 
É ao crepúsculo que busca por algum local que possa se desfazer do traje de heroína que entrega o evento anterior donde salvara uma mulher de ter sido vítima de um furto executado por dois malfeitores que não deveriam ter alguns anos mais velhos que a própria adolescente; ambos armados, vossas armas ainda haveriam de estar pregadas contra a parede pelo fluído que dispara de seus web-shooters que lhe auxiliam na locomoção e no próprio combate enquanto ainda desenvolve a experiência de usar tais dispositivos que envolvem seus punhos em conjunto dos poderes e habilidades que despertaram ao tardar de sua puberdade. De fato é certo afirmar que sua vida dupla é uma novidade que com dificuldade adapta em conjunto de sua rotina como colegial e como segredo que resguarda apenas para si, pois a possibilidade de seus progenitores tomarem ciência de que sua primogênita escala edifícios com uma fantasia é o ápice de sua irresponsabilidade — como se já não bastasse ter de cobrir as lesões com maquiagem e moletons.

O condado do Bronx é onde se encontra; distante de sua residência e próxima de um de seus contáveis amigos que não pertencem ao seu ciclo social do colégio a ideia importuna impregna em sua mente e arrisca parte de seu disfarce ao manter o traje ao qual é reconhecida como Mulher-Aranha estando este em sua mochila enquanto mantém os dispositivos em ambos os pulsos encobertos pelo moletom de coloração cor-de-rosa que lhe cobrem a extensão de seus dedos. A locomoção é convencional a partir do momento que sua face é descoberta e caminha em direção a residência de seu melhor amigo confeiteiro — não que se dirija ao mesmo dessa forma, apesar de se comportar da maneira mais espontânea que pode quando se trata do moreno, é incapaz de distinguir o grau da relação de ambos pela maneira que se sente estando na presença do mesmo. É como se não precisasse se esconder, e em exceção de Natasha, Zhane é a segunda pessoa em sua lista que detém de tamanha confiança para revelar seu alter-ego. Contudo, a primeira a alerta dos riscos de tal caso o faça, já que a cidade se encontra demasiadamente apinhada de seres dotados de poderes e habilidades que não pertencem ao genoma humano. E nem todas elas possuem a benevolência de exercer seu papel de proteger os mais fracos. Não existiriam heróis na ausência dos vilões.

A destra vai ao encontro dos fios longos e ondulados nas proximidades da traseira de seu crânio onde um formigamento está a incomodar que é eficiente na presença de algum perigo eminente a qual decide confrontar ou até mesmo fugir para proteger sua identidade na ausência de seu uniforme — tempo suficiente para colocá-lo e assim tomar a partida da primeira alternativa. Os olhos amendoados divagam pela extensão da residência e busca com o auxílio de seus sentidos aguçados antes de agir, mas a surpresa atravessa sua expressão concentrada ao ouvir uma movimentação um tanto quanto suspeita dentro da própria casa. Antes que possa pensar duas vezes, sua ações são influenciadas puramente pelo ímpeto protetor em relação ao rapaz quando escala para o segundo andar com sua super-agilidade e adentra no recinto ao manter a destra sobre o batente da janela assim que o executa. "Zhane..." As feições sobressaltadas entregam o quão perplexa se encontra ao se deparar com a figura do maior na medida em que seus olhos acompanham a movimentação alheia com uma atenção dobrada — mais do que o faz normalmente — devido ao fato de estar lidando com uma pessoa que tem a mesma aparência de seu melhor amigo, mas que de longe é perceptível a diferença entre ambos, quase gritante.  

Primeiramente, ele está armado e infelizmente, a adolescente não possui um vasto conhecimento sobre armas de fogo, mas é ciente do estrago que podem fazer principalmente quando aqueles que as empoem sabem como manejá-las. O estranho a abaixa por algum motivo que a ruiva desconhece, pois o formigamento é contínuo e sua percepção a faz deduzir que ele poderia disparar contra ela numa velocidade incomparável ao primeiro movimento. A atitude descontraída, segura e determinada é perturbadora pela falta de empatia e o demasiado escárnio. Aquele não era seu Zhane, era outro, e não sabia como este poderia existir. A expressão impassível é substituída por uma falsa tranquilidade quando ele demonstra de todas as maneiras fisicamente possíveis que não faria mal algum a ela quando ergue ambas as mãos, não antes de deixar a pistola sobre o criado-mudo. A mão biônica nunca lhe pareceu tão dantesca e é com dificuldade que tenta manter seu foco nas íris azuladas tomadas por um brilho malicioso, vulgar. É como se ele fosse seu predador. "Eu vim lhe fazer uma visita. Uma surpresa." A segunda sentença é para evitar o questionamento de não ter usado a porta da frente como qualquer outro faria, mas seu amigo estava acostumado pela maneira que adentra em sua residência em busca de sua companhia. Mas infelizmente, naquele momento, ele se encontra ausente e um desconhecido encontra-se em seu lugar, no mesmo corpo. A pronuncia saíra mais segura do que imaginara e em seguida afasta a destra da beirada da janela em um ato que demonstra que não sairia dali enquanto não tivesse seu melhor amigo de volta.
 
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Re: + the evil that men do

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Sex Abr 14, 2017 3:16 pm

from kurt to genesis ....  chapter ii  


A cabeça de Kurt — meu subconsciente maligno — é algo muito complicado em questão de interpretação. Ele está sempre consciente de tudo relacionado à mim, porém ele jamais filtra aquilo que não lhe apresenta algum interesse. Então todo o meu cotidiano é extremamente tedioso para ele, e ele permanece chateado, aborrecido e quase adormecido. Até que ele decide fazer presença e eu preciso lutar contra ele ao máximo. Hoje é o dia em questão que minha força de vontade não foi o suficiente para que Kurt não se fizesse presente, justamente o dia em que ela decidiu adentrar minha casa de surpresa. De fato, se eu estivesse ali quando Genesis adentrou meu quarto, eu caminharia escadas acima sem me preocupar em momento algum com a repentina presença. Afinal é algo de praxe acontecer, minha melhor amiga invadindo minha casa pelas janelas do segundo andar é algo que não parece tão incomum. Kurt jamais se interessou por Genesis, nunca estava consciente de nenhum outro fator além do óbvio; a beleza dela. Seu rosto inconfundível e seus traços finos se tratam de uma fisionomia que poderia ser considerada o auge do padrão de beleza em qualquer período histórico. Séculos se passariam, e ela seria considerada a jovem mais linda onde quer que ela estivesse.

Mas Kurt está no quarto agora, e Genesis finalmente chama a sua atenção de uma forma que deixa apreensivo. Não! Eu sei muito bem o que acontece quando Kurt passa a desenvolver seu interesse doentio por alguém. Mas minha apreensão não é o suficiente para deixar que eu assuma novamente o controle. Por isso eu sou apenas um mero expectador do espetáculo do Soldado Invernal, que escuta a menina como se bebesse de cada uma de suas palavras. Seus olhos azuis se deparam com a mão de Gen, que no momento afasta seus dedos do batente da janela e deixa muito claro que dali não possui intenção alguma de sair da casa dele tão cedo. A única coisa que desejo fazer é gritar para que ela dê meia-volta e vá embora por onde saiu se quisesse continuar viva. Fuja, Gen! Fuja! Contudo eu sou incapaz de fazê-lo agora, apenas posso vê-lo lentamente abrir um novo sorriso que faz com que dobras finas e pequenas apareçam nos cantos de seus olhos. Algo que não é de característica de Kurt, o que só me faz pensar que isso é algo exclusivamente meu. Pois é o que ele gosta de fazer; jogar com o psicológico alheio até que mais nada sobre para que ele possa usar.

— Bem, não posso negar que você realmente me surpreendeu. — O rapaz ergue ambas as suas mãos com as palmas para cima, em um gesto despreocupado e casual demais para Zhane e estranho demais para Kurt. Dando de ombros, ele coloca ambas as mãos em seus bolsos do jeans e dá um passo na direção de Genesis, inclinando a cabeça para o lado e mantendo firme a expressão enquanto a analisa com o mesmo brilho perigoso em seus olhos afiados que não deixam passar informação alguma. A mão biônica se direciona de forma cuidadosa demais até a destra da menina que antes estava agarrada à janela pela qual a mesma entrara sem dar aviso algum. Por mais que encarar a cena fosse insuportável dentro de meu âmago, mas meus olhos não conseguem desvencilhar-se dos dedos biônicos de Kurt segurando os de Gen para puxá-la mais adentro do cômodo. Para mais perto dele — de mim — como se ela não estivesse mantendo nele o ar desconfiado. Kurt sabe muito bem que Genesis não está convencida de que quem supostamente devia ser seu melhor amigo está em seu estado normal, e aquilo de certa forma me reconforta. Genesis me conhece bem o suficiente para saber que aquilo não era eu. O rapaz que está lhe fazendo companhia não é seu Zhane.

As sobrancelhas de Kurt se franzem conforme ele as ergue como quem encara alguém que necessita algum apoio; a típica expressão de alguém que oferece sua compaixão a outra pessoa cuja está passando por uma situação delicada. Não consigo deixar de pensar que Genesis se encontra em uma ocasião que eu não desejaria para meu pior inimigo. Nunca havia sentido tanta raiva de Kurt quanto sinto no momento em que ele eleva a mão direita — com sua derme humana — para o queixo da menina de cabelos cor-de-rosa, e depois para seu nariz para lhe apertar sua ponta de forma carinhosa e brincalhona. Algo que sempre me atrevo a fazer quando quero melhorar o humor da garota com alguma demonstração de afeto. Ele quer brincar com ela. Como se estivesse brincando com sua comida antes de comê-la, como um predador sem pudor algum em seus atos. — Você parece meio tensa, huh? — Seu timbre é zombeteiro conforme recua um passo e puxa-a na direção da cama por alguns passos antes de soltá-la e acomodar-se no colchão de forma despreocupada, deitado de costas e com uma das mãos na nuca, a medida em que a outra bate na superfície ao seu lado no lençol, indicando que ela poderia se acomodar ao seu lado. Ele encara Genesis de cima abaixo outra vez, antes de perceber algo errado. Algo que nem os meus olhos e nem os olhos de Kurt deixariam passar em função de nossas capacidades de super-espião. — Por que está usando moletom? É primavera, deve estar muito calor lá fora.

A compostura de Kurt muda de algo desprendido para algo totalmente rígido e atencioso demais para com a resposta que Genesis poderia vir a dar. Ele ergue seu dorso e segura ambos os joelhos e inclina o rosto para o lado, encarando-a criticamente. Seu sorriso é malicioso e os olhos claros novamente ostentam de uma suspeita que poderia ser considerada exagerada; contudo existe algo que eu e Kurt temos em comum: a desconfiança. Apesar disso, eu confio plenamente em Genesis para deixar tal questionamento passar, enquanto Kurt não possui nenhuma outra exceção à regra.

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Re: + the evil that men do

Mensagem por Genesis Morgenstern em Dom Abr 16, 2017 11:01 am

 
A seguinte sentença chega aos seus ouvidos e causa arrepios a percorrer sua espinha enquanto encara o estranho que tem exatamente o mesmo rosto de seu melhor amigo. Parece estar presa em um pesadelo e gostaria de ser capaz de acreditar que esta fosse sua realidade se não fosse o instinto protetor que a mantinha ali predominando sobre quaisquer sensações que sente — principalmente o formigamento contínuo na traseira de seu crânio que quase a obriga coçá-lo por causar tamanho desconforto. A consciência grita para que saia dali o mais rápido possível, mas seu coração já tivera sido enlaçado por algo maior que sua própria sanidade. A empatia é tamanha que sua própria existência é testada pela determinação que invade seu âmago e consequentemente acaba por surpreender a si mesma pela calmaria que transpassa entremeio a situação controversa e deveras perigosa que se encontra ao caminhar rumo ao desconhecido.  O fato se concretiza quando a mão prateada se une a da adolescente e a obriga adentrar ao recinto que jamais tivera um clima tão pesado como agora. Em outra ocasião a americana alegaria que este quarto é o que se pode afirmar como seu recanto de paz, onde não há preocupações que a perturbem e principalmente que pode ser o que realmente é — em exceção a super-heroína que se torna ao responder por seu alter-ego.

Cogitou por inúmeras vezes em revelar ao rapaz a segunda personalidade que incorpora pela confiança que o mesmo transpassa, mas depois de ter o vislumbre da face que ele agora ostenta as chances disso acontecer se tornaram nulas. Contudo, a existência de seus poderes e habilidades é o que lhe dão uma chance de sair dessa situação sã e salva e de, principalmente, salvar seu amigo do que quer que estivesse dominando-o por agora. Genesis não perderia mais ninguém, não enquanto vivesse. O segundo ato do moreno provoca uma imobilidade devido a intimidade do contato outrora inexistente entre ambos pelo respeito e/ou até mesmo a falta de jeito do jovem lidar com a ruiva que ainda não enxerga, mas que a encanta e conquista cada vez mais. A coragem que apresenta ao salvar civis em perigo simplesmente desaparece quando se encontra na companhia de outrem, impossibilitando-a de tomar as rédeas da relação que nutrem um pelo outro e erguê-la a outro patamar. A carícia faz com que ela feche os olhos por um breve instante, um segundo que poderia acarretar em uma tragédia, mas que se obriga a arriscar ao contato da derme gélida contra a sua; uma reação esperada quando o mesmo é feito por seu Zhane em uma maneira de acalmá-la quando preciso — uma frequência constante pelo que percebe agora, consciente de que não se trata dele. O hálito adocicado lhe escapa quando entreabre os lábios cheios e rosados, mas decide por respondê-lo ao balançar a cabeça negativamente ao temer entregar o que sente naquele momento por conta de seu temperamento impetuoso.

As íris amendoadas o acompanham com um leve sobressalto enquanto é guiada em direção a cama para que em seguida um proeminente rubor tome suas bochechas pela forma analítica que o moreno a encara descaradamente de cima para baixo; a colegial não é tola, é ciente do quão é atraente e sabe quando alguém está a encarar seus atributos físicos e os olhos alheios fazem exatamente o contrário. "Existem pessoas que colecionam moedas, eu coleciono moletons." A resposta, obviamente, não parece convencê-lo, e em um semelhante ato despreocupado que abre o zíper do moletom cor-de-rosa e revela uma regata branca de tecido leve e que evidentemente sobressalta a curvatura de seus seios fartos e a cintura fina. O movimento é limitado ao manter o moletom cobrindo seus braços e por parte seus ombros, pois a existência dos dispositivos que envolvem ambos seus pulsos podem muito bem lhe servirem de um "elemento surpresa" que, no entanto, parecia lhe parecer uma hipótese tola apesar do fato de seus instintos dizerem o contrário. Ela não lutaria contra Zhane, seria incapaz de machucá-lo mesmo se preciso. Uma fuga improvisada seria o suficiente, mas por que sua mente se ocupava com tais pensamentos? É seu sexto sentido que ativa seu instinto de auto-defesa que a mantém continuamente alerta.

O convite feito pelo outro é aceito quando se acomoda no acolchoado a sentar-se do lado dele, permitindo que seus cabelos caiam em cascatas a frente de seu rosto e cubra por sua vez as feições que tenta arduamente manter. Não deixe que suas emoções transpareçam, não deixe... Repete para si mesma mentalmente, concentrando-se em seus dedos que puxam o tecido do moletom a cobri-los sempre que nervosa. Genesis não sabe por quanto tempo é capaz de encará-lo antes que transpareça suas verdadeiras emoções perante tamanha situação inimaginável e o sentimento de traição invade seu peito por sua vez. Por que Zhane nunca a alertara de tal possibilidade? "E então... Como foi seu dia?" Decide enfim questioná-lo evitando encará-lo nos olhos, mas a voz inconstante entrega o quão abalada se encontra. Mas que droga.
 
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Re: + the evil that men do

Mensagem por Zhane Schweiz-Lyon em Seg Abr 17, 2017 2:55 am

from kurt to genesis ....  chapter iiii  


Não consegue evitar prestar atenção ao corpo de Genesis quando a mesma abre o zíper de sua blusa e expõe o que a regata ainda insiste em cobrir de forma que desagrada ao soldado. Quando ela senta-se na cama e desvia o olhar de qualquer ângulo que fosse possível Kurt estabelecer um contato visual com a moça, ele abre um sorriso e ergue seu próprio corpo para ficar sentado quase de frente com a garota. — Meu dia? — Bufa Kurt de forma irônica, tentando puxar da memória todas as coisas que eu fiz durante o dia e que ele considera desinteressante. Ele não está ali há muito tempo, o que torna uma dificuldade para ele responder tal questão. Kurt não presta atenção no cotidiano entediante que eu possuo. Ele olha para o teto por um instante enquanto sua mão biônica vai automaticamente até uma das mechas do cabelo solto de Genesis, enrolando os fios da moça distraidamente no indicador de sua prótese. Finge pensar por um instante e dá de ombros. — Acho que eu estava fazendo todas as idiotices que os confeiteiros fazem. Bolos, doces, tortas... Qualcosa, qualcosa... — A última palavra soara e seu sotaque italiano carregado, deixando claro que seu conhecimento sobre o idioma é quase nulo. Através das memórias de Zhane, Kurt sabe o quanto o rapaz gosta da moça. Gosta muito. Gosta demais. E para a minha infelicidade, Kurt também gosta dela. Ou melhor, está criando pela minha melhor amiga um interesse doentio e que faria-o tornar-se obsessivo de uma forma assustadora.

Mais do que nunca eu preciso impedir que ele assuma o controle. Ainda estou de mãos atadas, porém tudo o que eu mais quero é protegê-la de mim mesmo. Minhas vontades não são suficientes para me tornar capaz de reassumir o controle da situação, deixando Gen à mercê de meu maior inimigo. Um mero espectador, assistindo a mim mesmo inclinar a cabeça levemente para o lado e transfigurar seu rosto em um semblante sério. — Se quer mesmo saber, está muito melhor agora que você apareceu. Sabia disso? — Questiona, aproximando o rosto do dela.

Ele fecha os olhos e aspira abertamente do hálito adocicado e delicioso que Genesis possui. O hálito que eu tanto adoro sentir quando ela se aproxima de forma espontânea e sem cuidado; os meus momentos favoritos com ela. Posso sentir minha raiva crescer no momento em que ele abre os olhos, pois eu consigo ler perfeitamente as íris azuis que me pertencem ganharem uma determinação que eu nunca havia possuído na vida e que eu sempre almejei ter. Kurt encara os lábios rosados da moça e suas íris se tornam mais que desejosas; se tornam famintas demais. Ávidas demais pelo gosto delicioso que Genesis tem. E então ele o faz. Faz tudo o que eu tinha em sonhos poder fazer um dia. Encosta os lábios nos dela e arranca dela um beijo desejoso e quente. Sua mão de carne desenha na pele da base do pescoço da garota uma trilha que vai até sua nuca, onde ele segura os fios acajus da moça e puxa-os com uma força comedida. Sua língua pede passagem para entrar na boca de outrem no mesmo momento em que a mão biônica empurra-a de forma surpreendentemente leve e cuidadosa para trás para deitá-la na cama. Um cuidado que eu temo que ele possua, afinal Kurt trata com todo cuidado do mundo tudo o que ele acha que lhe é precioso e que lhe pertence. A mente de Kurt trabalha de uma maneira que faz com que ele tenha em seu raciocínio atormentado e vil que Genesis agora é de sua propriedade. Consigo ouvi-lo pensar com tanta clareza que posso sentir meu próprio âmago queimar. Ela é minha, Zhane.

As duas mãos dele seguram as duas mãos dela, e esticam os braços da jovem para cima de sua cabeça, prendendo-a ao colchão. Kurt morde o lábio inferior da garota e encara-a nos olhos com uma doçura que não se trata de algo comum, ou algo meu. É a doçura contida nos olhos de alguém incapaz de amar. Uma doçura que Kurt acha que possui, mito embora seja ele incapaz de sentir. Algo desumano. — Doce Gen. — Chama-a pelo apelido que tão carinhosamente eu usava com ela, sua voz soando como uma carícia obscena. Os lábios de Kurt roçam pelo rosto da moça e trilham até chegar ao seu ouvido. Ele aperta o próprio corpo contra o dela e sente os seios volumosos da jovem contra seu tórax quando murmura em um timbre grave e quase inaudível. — Ele gosta muito de você. Ele gosta de você, sabia? — Ele segreda com ela. Zhane. Ele revelou para a garota, sem o menor pudor, um dos meus maiores segredos; e eu não sabia como reagiria. Contudo eu torço com todas as minhas forças para que ela não acredite em nenhuma palavra do que ele diga. Havia causado danos demais a minha relação com Genesis. Uma relação difícil de ser construída, levando em conta a minha timidez e meus sentimentos por ela. — Mas ele não contava com o fato de que eu encontraria você um dia. — Ele diz.

— Você está conhecendo um novo lado do seu Zhane que não conhecia antes, e sabe por quê? — Ele afrouxa o aperto dos dedos de Genesis e seus dedos desenham espirais invisíveis nas palmas da moça. Ele aproxima os lábios do ouvido dela outra vez. — Tão idiota. Ele achou que você fugiria dele por minha causa. E que eu iria machucar você. — O tom de Kurt desta vez é da mais pura zombaria. Ela solta um novo bufo e revira os olhos, balançando a cabeça longamente antes de dar de ombros, como se dissesse “dá para acreditar?”. — Bobagem, em minha sincera opinião.

Como se tivesse perdido o foco da conversa, volta a encarar os lábios de Genesis enquanto morde o próprio lábio inferior, decidindo se devoraria mais uma vez aqueles lábios ou não. — Como eu poderia machucar uma garota tão preciosa, tão minha? Huh? — Aproximando os lábios novamente dos dela, Kurt tem a intenção de pressioná-la pelos pulsos quando sente um acréscimo a cada antebraço da garota. Ele para em um átimo e ergue ligeiramente o corpo, sentindo os dois dispositivos que estão no poder de Genesis. Ele ergue os olhos e afasta lentamente o tecido dos pulsos da jovem, revelando o que ela tinha por debaixo das mangas. Arqueando as duas sobrancelhas, ele faz um bico e solta um prolongado: “uuuh” ligeiramente impressionado. Isso me pega totalmente de surpresa. Elevando totalmente o corpo, Kurt encara Genesis com outros olhos. Os olhos gris do Soldado Invernal encaram-na com certo humor. Ele solta uma longa gargalhada que soa desajeitada por ser minha voz, jogando a cabeça para trás como se tivesse escutado uma ótima piada. E nesse caso, a piada não é Genesis. Eu sou a piada. Quando finalmente ele para de rir, balança a cabeça negativamente e coloca ambas as mãos na cintura, mas ainda sem sair de cima de Genesis, mantendo suas duas pernas ao lado dos quadris dela. — Ele é tão imbecil, tão imbecil. — Como você pôde ser tão burro? Questiona Kurt mentalmente como se a pergunta fosse direcionada a mim. Ele bate palmas e volta a rir até sua barriga doer, como se o segredo de Genesis fosse uma piada incrível feita por ela para pregar uma peça em mim. — Você é brilhante, Genesis. — Enxugando uma lágrima que viera em função de seu ataque de risos com o indicador, Kurt encara a menina com um humor renovado.

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