NARRADA P/ ARCHIBALD FORCHHAMMER, chamas

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NARRADA P/ ARCHIBALD FORCHHAMMER, chamas

Mensagem por Thanos em Qui Abr 13, 2017 5:35 pm

chamas

Manhattan, Nova Iorque
12 de abril, 23h

Somente um entre mil humanos nascem com a capacidade de escutar a camada etérea. Muitos confundem o sussurro dos fantasmas com delírios que a própria mente prega, porém, o que ocorreu na segunda quarta-feira de abril não se tratava de meros murmúrios daqueles já se foram. Aqueles que ainda conseguem falar dialogicamente, descreveram uma espécie de coral com uma melodia mais encantadora do que qualquer uma já feita em capelas. Um cântico feito por muitas vozes que pareciam vir do lado de seus ouvidos, mesmo estando sozinhos ou com ninguém que realmente cantasse por perto. Cinco mulheres grávidas perderam seus filhos em aborto espontâneo nessa noite. Quatro bêbados vomitaram mel e trevos de três folhas. Dois cães mataram seus donos enquanto dormiam.

No dia anterior, terça-feira, uma freira foi internada após gritar implorando por que seu corpo parasse de ser tocado. Ninguém a tocava.

Naquela segunda, um deputado cometeu suicídio, afogando-se em água que bebia descontrolavelmente. Ele afirmava estar com a garganta queimando.

Quando o último minuto da quarta-feira terminou, um Motoqueiro Fantasma gritou. Seu corpo queimava e a dor era avassaladora, diferente do fogo infernal do qual seu crânio costuma produzir. Mas, depois de se sentir ser consumido e transformado em cinzas, despertou intacto. Era um sonho, ou algo do gênero.


13 de abril, 11h

No hospital em que trabalha, Archibald precisou se esconder de olhares curiosos quando ele pôde ver e sentir suas mãos em chamas que não havia invocado. Precisaria arranjar uma forma de apagar aquele fogo sem atrair atenção e ainda ser rápido o bastante para não deixar com que se propagasse pelo resto de seu corpo. Não passava pela cabeça dele que aquilo era apenas uma ilusão, pois o medo e a dor eram muito maiores que a razão nesse momento. Sua única constatação sobre aquilo era que ninguém via, somente ele.

“O fogo quer queimar” — disse um coro, mas somente Archibald pôde escutar assim que as chamas sumiram quando fez o que pôde para apagá-las. — “O fogo quer queimar”.

Durante os pensamentos do rapaz sobre o que estava escutando em sua cabeça, as paredes ao seu redor foram tomadas por labaredas. Tudo estava em chamas para ele, incluindo os pacientes, médicos e todas as demais pessoas no hospital. Por exceção dele. Todavia, ninguém gritava, ninguém sofria. Somente ele podia sentir um calor extremo, fazendo-o suar e sentir sua epiderme queimar quando próximo do fogo. Era preciso fugir dali.


observações


i. Descreva a sua noite e a sua dor na meia noite. Sentimentos, memórias, pensamentos, toda essa parte psicológica será avaliada nesse momento.
ii. Se quiser, pode narrar que escutou ou viu em algum lugar sobre os casos estranhos que ocorreram durante a semana, mas não pode interligá-los ainda, visto que é tratado somente como acontecimentos ruins e aleatórios.
iii. Não se esqueça de dizer onde estava durante a noite, as motivações para não deixar de ir ao hospital após isso e para onde irá quando deixar o hospital depois de vê-lo em chamas.
iv. Quanto ao resto, faça como desejar. Pode pedir ajuda a alguém, gritar, correr pela rua ou até bater em alguém. Contanto que faça o que pedi nos três tópicos anteriores, está livre ao que quiser fazer de resto.
v. Você terá o prazo de 5 (cinco) dias para postar. Nesse caso, até o dia 18 de abril.
vi. Qualquer ausência deverá constar no respectivo tópico.
vii. Qualquer dúvida, me envie uma MP.
viii. Poderes, habilidades, atributos, nível e perícias devem constar em spoiler no final do post.


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Re: NARRADA P/ ARCHIBALD FORCHHAMMER, chamas

Mensagem por Arch Howlett Forchhammer em Dom Abr 16, 2017 11:44 am



Riders In The Skywent ridin' out one dark and windy day
O termo “transmutação” pode ser descrito, ao menos por mim, como a transformação de um estado a outro. Não necessariamente aplicado somente aos elementos da tabela periódica, na química e na física, mas em quaisquer eventos onde ocorra o tal; a constância acabar se tornar o inverso, a inconstância. Constantemente Archibald trabalhava a própria mentalidade a fim de manter a exatidão, ou seja, extinguir a loucura esquizofrênica. O desenvolvimento da esquizofrenia foi um resultado singular, um gênero de consequência, ao aceitar, já que não teve outra opção, a possessão de um hospedeiro um tanto quanto um peculiar. É muito comum ser alvejado por uma entidade demoníaca a qual o faz tomar um formato esquelético em chamas e sair em busca de almas pecaminosas.

Porém, dividir a vida assim, em dois fatores extremos, não era uma tarefa fácil. Além do mais, era diária. O cotidiano de Forchhammer separava-se basicamente em fazer dois atos totalmente o oposto um do outro: salvar inocentes durante o dia, atuando como um enfermeiro no Hospital de Manhattan, e vinga-los à noite, sendo o Motoqueiro Fantasma. De fato, ser isso, um Motoqueiro Fantasma, era coisa para poucos. O desgaste fisionômico ostentava a aura dele, não o dando a permissão necessária para desempenhar a segunda função cotidiana; sob o manto noturno, incandescido pelo escudo platinado, ao invés de patrulhar a cidade sobre a motocicleta flamejante, ele dormia.

E dormir o trouxe mais cansaço do que ser um membro do corpo policial, só que melhor do que qualquer um. Não esperava por isso. Ninguém, sinceramente, esperava que devaneios podiam importunar. Claro, obviamente existem aqueles que assolavam malmente a sociedade, cujo tinham “pesadelo” como nome. Mas, aquilo não era um sonho, nem um pesadelo. Estava adormecido, sim, mas era tão real quanto à realidade. Devido ao calor primaveril, a atitude reativa do esqueleto do moreno foi o suor; o seu significado era maior do que simplesmente hidratação e lubrificação da derme, era efeito do temor. O medo dominou-o enquanto as pálpebras cobriam os globos azuis, onde enxergou uma imagem quente. Quente, literalmente. Era coberto pelo elemento ao qual possuía controle, ao menos era o que pensava. Contestou-se se era verídico no instante em que a ardência tomou, fazendo-o provar do sabor da dor. A queimação o fazia gritar, e ninguém ouvia. A carne era consumida pouco a pouco, sem possibilidade de ser apagada. Ao ser dizimado, reduzido a um pó cinzento, acordou com um susto.

— Que porra foi essa? — Dirigiu o questionamento a quem dizia – ele -, afinal, não havia uma entidade física ao redor de si. Quanto àqueles que cruzavam o véu dos mortos, já não podia falar a respeito. A palpitação no tronco era mais frequente, a modo de ser doloroso. O vascular batia com mais aceleração. Se tiver um aparelho para medir a frequência cardíaca em casa, este provavelmente apresentaria a linha tremida e desregular. Precisou sobrevestir o centro do tronco com o palmo com o intuito de abafar a agonia em ter o coração daquele jeito. Levou minutos assim para conseguir.


. . .


— Ué. — Fez o ruído de estranheza, ao mesmo tempo em que fitava a tela do televisor, na recepção do hospital. O movimento, nesse momento, não tinha, cedendo um tempo de folga aos membros de plantão. A sua colega de trabalho, esta que jazia ao seu lado, Harley - a Wolverine - soltou o mesmo. — Que loucura, em. — A mais baixa, de fios alourados e claros, concordou ao mover sutilmente o crânio verticalmente. Ambos assentiram que as notícias passadas sobre estranhos acontecimentos envolvendo, um por exemplo, um deputado se afogar com a água que bebia. E, mesmo com os eventos da noite passada, não podia deixar de faltar a esse trabalho como o fazia. O hospital era um ambiente mais puro do que as ruas de Nova Iorque, porque tinha a preferência em ficar nesse estabelecimento.

Ele desceu a visão até chegar aos extremos dos braços. Assim conscientizou-se de algo que o assustou: as mãos queimavam. Escondeu-as de Harley. — Tenho que fazer um negócio. — Disfarçadamente, mentiu, insinuando que pretendia fazer alguma coisa. Os passos apressados conduziram-no ao banheiro masculino mais próximo. Nem se preocupou em trancar a porta, só a fechou com o pé, já que pegava em chamas. De novo. Pensou consigo, enquanto os dedos torciam a válvula da torneira. Mergulhou os membros sobre a corrente aquática. A intuição sentenciou que a água iria apagar o fogo, mas não serviu em nada.

Mirou-se mediante ao metal refletor do espelho, proeminente do material químico nomeado "mercúrio". Os contornos do retângulo começou a ser tomado pelo o mesmo - o fogo -, assim como todo o cubo. Porra. Saiu do banheiro às pressas. Correndo pelo corredor vazio, tentando escapar do que o seguia, quase se trombou com um médico, o qual carregava um fichário nos dedos. Esse começou a ser envolvido pela a mesma coisa, mas nem parecia se importar. — Tenho que sair. — Evitava mostrar as mãos. Buscou pela saída mais próxima – a traseira do hospital -. A aflição e agonia, novamente, estavam o possuindo. A labareda era quente, obviamente.

No exterior, estático posicionava-se. O dorso foi alvejado por uma palma, mais precisamente acima do ombro de destro. Forchhammer deu um pulo com o susto, o que transparecia na feição assustada. Era o mesmo médico de antes, ainda na mesma condição de queimação, questionando o porquê de correr. — Olha isso. — Apresentou ao homem em chamas os palmos flamejantes.


Adendos:
i. Alcunha: Motoqueiro Fantasma;
ii. Raça: Reencarnado;
iii. Nível: xii (12);
iv. Vitalidade: 210/210;

v. Perícias:

i. INTIMIDAÇÃO, nível pedagogo;
ii. PILOTAGEM, nível pedagogo;
iii. CORPO A CORPO (Jiu-Jitsu), nível pedagogo;
iv. FURTIVIDADE, nível experiente;
v. ARMAS BRANCAS (correntes), nível amador;

vi. Atributos:

i. FOR: 20
ii. INT: 22
iii. RES: 17
iv. AGI: 25
v. VIG: 21
vi. CAR: 15

vii. Poderes:

i. TRANSFORMAÇÃO DEMONÍACA: O portador do espírito do Motoqueiro Fantasma possui a capacidade sobrenatural de se transformar em Ghost Rider à vontade. Originalmente, ele se transformaria automaticamente à noite ou na presença do mal. Recentemente, no entanto, ele ganhou o controle sobre suas transformações e pode transformar através da vontade, e/ou necessidade, ou quando o sangue inocente é derramado. Mesmo que o portador atual, Archibald, não sabia, mas o espírito é um agente do céus, um anjo corrompido. O poder do Motoqueiro Fantasma depende de quem está no controle dele (Durante sua estadia na fisionomia de Archibald, ele e o espírito habitam o mesmo corpo). Enquanto transformado, Archibald está no controle na maioria do tempo, mas se ele perder o foco, o espírito assumirá e Archibald só influencia suas decisões, até o instante em que tomar a iniciativa e retomar o controle, caso conseguir;

ii. FORÇA SOBRE-HUMANA: O Motoqueiro Fantasma possui força sobre-humana suficiente para levantar até 25 toneladas;

iii. VIGOR SOBRE-HUMANO: A energia mística que envole o Motoqueiro impede que seus músculos produzem toxinas de fadiga durante atividades físicas, concedendo-lhe resistência ilimitada sobre-humana Assim, torna-se capaz de realizar tarefas físicas sem se cansar;

iv. DURABILIDADE SOBRE-HUMANA: Motoqueiro Fantasma é altamente resistente ao ponto de ser basicamente imune a diversos tipos de danos físicos terrenos, como já mostrou ter suportado golpes de heróis gigantes como Hulk, tinha todo o seu crânio destruído e regenerado instantaneamente. E enquanto o Motoqueiro estiver no controle, apenas as armas divinas (forjadas no Céu) podem prejudicá-lo. O Motoqueiro Fantasma é capaz de suportar grandes forças de impacto, extremos de temperatura e pressão, poderosas explosões de energia e cai de grandes alturas sem sofrer ferimentos. Como seus tecidos corporais foram transformados, deixando apenas um esqueleto, a maioria dos projéteis, como balas simplesmente passar por ele ou saltar fora de seus ossos. O corpo de Ghost Rider, em sua transformação, é imune a quase todas lesões físicas, como ele é, evidentemente, não é capaz de sentir dor e é capaz de sobreviver sem nenhum desconforto aparente, não importa o quão grave é a lesão (A menos que uma arma forjada do Céu é usada contra ele);

v. FATOR DE CURA: Apesar de sua invulnerabilidade a muitas formas convencionais de lesão, objetos como armas forjadas no céu, podem realmente prejudicar o Motoqueiro Fantasma até ponto de destruí-lo. No entanto, se seu ser está danificado, as energias mágicas que o imbuem permitem que o Ghost Rider ou Archibald regenere instantaneamente todos e quaisquer danos causados, até mesmo ao ponto de regenerar completamente membros perdidos em momentos e regenerar seu crânio depois que ele foi destruído;

vi. PERCEPÇÃO DE PECADOS: Ghost Rider é capaz de sentir as transgressões de um indivíduo que ele encontra, olhando para o seu coração e alma. Ele também pode determinar se uma pessoa é inocente ou má e merecedora de punição;

vii. MANIPULAÇÃO DE FOGO DO INFERNO: Ghost Rider possui a capacidade de gerar, controlar e projetar fogo místico, ou "hellfire" à vontade. Hellfire é uma chama etérea e sobrenatural que queima a alma de uma pessoa e também pode ser usado para queimar seu corpo físico. Ele pode utilizar este fogo de várias maneiras, inclusive projetá-lo de seus olhos, mãos, boca, ou até mesmo canalizá-lo de seu corpo em suas armas como sua espingarda, formar paredes do inferno, e até mesmo criar uma motocicleta completamente fora do inferno. Ele também pode desencadear o fogo do inferno em explosões omnidirecionais que são incrivelmente poderosas;

viii. PROJEÇÃO DE CORRENTES MÍSTICAS Ghost Rider maneja uma corrente mística que é capaz de crescer em comprimento, cortar através de quase qualquer coisa, e transformar em outras armas. Ele também pode vomitar e projetar correntes de sua boca ou peito à vontade;

ix. OLHAR DA PENITÊNCIA: Ghost Rider possui a habilidade sobrenatural de fazer com que qualquer indivíduo que olha em seus olhos para ver e sentir cada pedaço de dor que eles já infligiram a alguém, ao longo de toda a sua vida, para toda a eternidade.

viii. Pertences:

i. YAMAHA VMAX 2009: A VMax é uma motocicleta da categoria Roadster fabricada pela Yamaha. Seu primeiro modelo foi apresentado em 1984, no salão de Los Angeles, Califórnia, e teve sua produção iniciada em 1985, exclusivamente para o mercado estado-unidense. Era equipado com um potente motor V4, com 1198 CC, 140 CV e V-BOOST para aceleração. Em 2008, a Yamanha apresentou o novo modelo desta lendária motocicleta, agora equipado com um potente V4 de 1679 CC, 200 CV e ciclística de primeira linha, incluindo freio a disco em todas as rodas com ABS integral, controle de tração, embreagem anti-travamento, quadro fundido em alumínio e suspensões multi-reguláveis. A personalização pelo mecânico de Archibald foi mais na estética do veículo: o farol frontal foi trocado para um Dark Costum duplo; o espaçamento duplo - em ambos os lados - foram separados por alguns milímetros; o ângulo do espaçamento apontado foi alternado para ficar mais reto, não apontado para o chão, já que serve de lança-chamas quando ele está na forma demoníaca.

ii. CORRENTES DO INFERNO: A "Corrente do Inferno" do Motoqueiro é uma arma mística capaz de se transformar em uma grande variedade de armas diferentes; sua funcionalidade é a caça a seres de diversas raças, obliterando-os ao omitir uma ardente queimadura de fogo infernal. Como Ghost Rider, Archibald possui a habilidade de gerar, controlar e projetar fogo místico, ou "Fogo Infernal" à vontade. Hellfire é uma chama surreal e sobrenatural, de aparência restritamente idêntica ao fogo comum, queimando a alma de uma pessoa principalmente, mas é usado para queimar seu corpo físico.

ii. i. COMANDOS MENTAIS: A corrente obedece aos comandos mentais da entidade. Quando inativa ligará a si mesmo em um laço de modo que possa ser desgastado como detalhes (acessório) à veste do motoqueiro. Quando o Ghost Rider quer que ele faça isso, ele se separa para formar uma arma polivalente.


ii. ii. COMPRIMENTO VARIÁVEL: A corrente é capaz de se estender misticamente a comprimentos maiores. Seus limites superiores são desconhecidos.


ii. iii. MANGUAL: O uso básico da corrente é sob a forma de um mangual, onde a cabeça espinhada é chicoteada ao redor para golpear alvos na escala próxima.


ii. iv. LASSO: Com a corrente presa em uma extremidade, a outra pode ser usada para prender um alvo de forma semelhante a um lasso.


ii. v. SHURIKEN: A corrente é capaz de se separar em suas ligações componentes, que cada então "conjunto" se transformam em shurikens laminadas. Estes, em seguida, reformar de volta para os conexões normais e mesclam-se para formar a corrente novamente.


ii. vi. BASTÃO: Os elos da corrente podem ficar mais rígidos, de modo que se tornam, de fato, bastões.


ii. vii. SERRA: Pode girar a corrente em velocidades incríveis, criando essencialmente uma serra capaz de cortar qualquer material, com brutalidade.


ii. viii. FOGO INFERNAL: Como com todos os objetos usados ​​pelo Motoqueiro, ele é impregnado com fogo infernal. Com isso, ele pode aplicar hellfire a ele para usar para desintegrar seus inimigos.

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Re: NARRADA P/ ARCHIBALD FORCHHAMMER, chamas

Mensagem por Thanos em Qua Abr 19, 2017 5:58 pm

chamas

Manhattan, Nova Iorque
13 de abril, 11h15min

Nada parecia ser capaz de apagar aquelas chamas no corpo de Archibald. E, de fato, nada poderia concretizar isso, pois elas eram tão reais quanto sua dor, ilusões em que se deixara por enganar. O médico que o perseguiu, não estava sob o mesmo efeito, por isso não entendia o que o rapaz tentava mostrar em suas mãos.

— Se acalme. Eu… vejo nada de errado nelas — constatou o doutor ao observar os dedos nada flamejantes de Forchhammer. Atrevendo-se a invadir o limite pessoal do jovem, o médico puxou os pulsos daquele que parecia sofrer, deixando suas palmas viradas para cima. Havia nada de errado para ele. — Quer descansar um pouco? Isso parece ser estresse por muito esforço físico e psicológico.

Archibald sabia — assim como um cão sabe que não se deve confiar em um gato, devido a natureza de ambos e instinto — que uma pausa no trabalho não faria seu sofrimento passar. Ele iria queimar até as cinzas mais uma vez. Não haveria remédio para sua dor além da morte temporária.

— Você está me ouvin… O FOGO QUER QUEIMAR. — Diante dos olhos de Forchhammer, o médico se transformou em uma criatura musculosa, mais alta e ainda permanecia coberto por chamas. O FOGO QUER QUEIMAR VOCÊ disse uma voz grave, típica de um monstro daquele porte.

Um soco foi direcionado ao jovem que deveria estar confuso com aquela situação, mas o baque de suas costas contra uma parede foi o bastante para despertá-lo. Não havia mais fogo em suas mãos, nem mesmo a sensação de ser consumido por ele.

Em uma corrida, o monstro seguiu em direção ao rapaz, prestes a desferir mais um golpe muito forte.


observações


i. Você terá o prazo de 5 (cinco) dias para postar. Nesse caso, até o dia 18 de abril.
ii. Qualquer ausência deverá constar no respectivo tópico.
iii. Qualquer dúvida, me envie uma MP.
iv. Poderes, habilidades, atributos, nível e perícias devem constar em spoiler no final do post.


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Re: NARRADA P/ ARCHIBALD FORCHHAMMER, chamas

Mensagem por Arch Howlett Forchhammer em Qui Abr 20, 2017 7:32 pm



Riders In The Skywent ridin' out one dark and windy day
O alheio não parecia estar ciente do que o hospedeiro estava, não ao mesmo nível. Na verdade, para o primeiro, a loucura invadiu a alma do segundo, por conta de que não havia uma fagulha de chama nele, muito menos no próprio. A expressão facial demonstrada por ele era duvidosa, não tanto quanto ao do “garoto flamejante”. Os palmos de Archibald foram tomados pelo primeiro, o qual os visualizava conforme a visibilidade permitia. Precisava ver de perto a insanidade do enfermeiro, ou ver se sofria mesmo com algo físico.

Tinha nada. O doutor afirmava.

Descansar? Foi a opção dada ao hospedeiro de Zarathos. O semblante apresentado era mais pálido do que o costumeiro. De novo, o temor o atormentava. Não bastava só fazê-lo durante os sonhos, esgotando quaisquer resquícios do anseio pelo sono, mas afetar, naquela hora, a realidade. — O caralho. — A insolência dominou a fala. Impaciente. Distanciou-se voluntariamente, ao mesmo tempo em que maneava as têmporas. Por um instante ficou assim, porque, seguidamente, recordou-se que o fogo era a nova sombra; fiel seguidor.

A costa estrutural recostou no plano vertical, obviamente, atrás de si. A fraqueza findou com a resistência dos membros ínferos, fazendo escorrer pela superfície, até posicionar-se acocado. Os joelhos, recolhidos a frente do rosto, foram o suporte para os antebraços, os quais eram, por sua vez, o apoio à testa. Os cílios insistiam em manter-se espaçados; necessitava da junção de ambos, em cada globo, para forçar a lubrificação do órgão. Todavia, o organismo não concedia o requerimento. De fato, estava tão assustado como nunca esteve um dia ao longo de duas décadas e meia de existência.

Cambaleante, aos poucos, firmou-se ereto. Assegurava-se em não cair ao usar da parede como sustento. Durante o processo de enrijecimento, a frequência cardíaca e respiratória se normalizou. E, pelos cantos, viabilizou o homem, esse que ainda ocupava o espaço próximo dele – o médico -. E ele repetiu outro elemento, o qual era um fator crucial para o enlouquecimento do funcionário do hospital. “O FOGO QUER QUEIMAR” foram suas palavras.

E uma transmutação ocorreu entremeio ao campo visual de Archibald. O médico não era mais uma pessoa, e, sim, um ser de forma extremamente musculosa. A verdade só mostrou-se ao atacado quando foi atacado, sendo alvejado por um murro. Lançado a outra parede era a condição atual dele. Por instantes permaneceu inconsciente, mesmo com as pálpebras erigidas. Já no estado inverso, percebeu a monstruosidade deslocando-se com brutalidade, rumando à direção do “inocente”. Em meio a esse período, o moreno recorreu à alternativa mais viável para a própria sobrevivência.

Assumiu a transformação demoníaca.

Em um piscar de olhos, as chamas realmente o envolveram, o que ocasionou na combustão carnal. Os músculos reduziram-se a partículas invisíveis a olho nu. Ao final, o vislumbre dado à criatura era de um sujeito esquelético – literalmente -, “atormentado” pelo fogo ao seu redor; até a vestimenta transfigurou-se, tornando-se uma veste de couro, padrão entre os motoqueiros.

— Filho da puta. — A tonalidade vocal, o timbre, era o mesmo aquele quando assume tal aparência. Como o nome incita, demoníaco, ou seja, gravíssimo e rouquíssimo. Enquanto proferia determinado insulto, esse que não surtia efeito ao inimigo, a posição alternou. Preparado para o ataque, friccionou-se as solas das botas ao solo, com uma perna mais a frente à outra; os braços ao frente do tronco. A função dos segundos – os membros braçais – foi aparar o soco alheio, não tendo tamanha dificuldade para. Em segundos, encarou nos olhos da criatura. São olhos sem vida e sem com, um gênero que nunca vi ao longo do tempo em que atuava com agente vingador. Simultaneamente, os palmos de Archibald, envolvidas por luvas de couro negras, capturaram o punho do de maior altura. Com isso, usando da força cinética, impulsionou-o, a partir do que foi pego, para contra um pilar. Como prosseguimento, as pernas correram até o caído. Devido a uma capacidade sobrenatural, uma espécie de cadeia feérica saiu das mangas, do casaco de couro dele; as famosas correntes.  Ao mesmo tempo em que o outro levantava-se, Forchhammer pulou sobre o dorso dele, esmagando-o com a força imposta nisso. Mentalmente, a corrente circundou o pescoço do monstro, algumas vezes. O humano (não tanto assim) firmou os punhos contra as duas extremidades do utensílio, pressionando a ligação do crânio ao tronco. Banhou a arma em fogo infernal. Forçou o puxar de cada ponta. Decapitação. Desintegração. Carbonização.



Adendos:
i. Alcunha: Motoqueiro Fantasma;
ii. Raça: Reencarnado;
iii. Nível: xii (12);
iv. Vitalidade: 210/210;

v. Perícias:

i. INTIMIDAÇÃO, nível pedagogo;
ii. PILOTAGEM, nível pedagogo;
iii. CORPO A CORPO (Jiu-Jitsu), nível pedagogo;
iv. FURTIVIDADE, nível experiente;
v. ARMAS BRANCAS (correntes), nível amador;

vi. Atributos:

i. FOR: 20
ii. INT: 22
iii. RES: 17
iv. AGI: 25
v. VIG: 21
vi. CAR: 15

vii. Poderes:

i. TRANSFORMAÇÃO DEMONÍACA: O portador do espírito do Motoqueiro Fantasma possui a capacidade sobrenatural de se transformar em Ghost Rider à vontade. Originalmente, ele se transformaria automaticamente à noite ou na presença do mal. Recentemente, no entanto, ele ganhou o controle sobre suas transformações e pode transformar através da vontade, e/ou necessidade, ou quando o sangue inocente é derramado. Mesmo que o portador atual, Archibald, não sabia, mas o espírito é um agente do céus, um anjo corrompido. O poder do Motoqueiro Fantasma depende de quem está no controle dele (Durante sua estadia na fisionomia de Archibald, ele e o espírito habitam o mesmo corpo). Enquanto transformado, Archibald está no controle na maioria do tempo, mas se ele perder o foco, o espírito assumirá e Archibald só influencia suas decisões, até o instante em que tomar a iniciativa e retomar o controle, caso conseguir;

ii. FORÇA SOBRE-HUMANA: O Motoqueiro Fantasma possui força sobre-humana suficiente para levantar até 25 toneladas;

iii. VIGOR SOBRE-HUMANO: A energia mística que envole o Motoqueiro impede que seus músculos produzem toxinas de fadiga durante atividades físicas, concedendo-lhe resistência ilimitada sobre-humana Assim, torna-se capaz de realizar tarefas físicas sem se cansar;

iv. DURABILIDADE SOBRE-HUMANA: Motoqueiro Fantasma é altamente resistente ao ponto de ser basicamente imune a diversos tipos de danos físicos terrenos, como já mostrou ter suportado golpes de heróis gigantes como Hulk, tinha todo o seu crânio destruído e regenerado instantaneamente. E enquanto o Motoqueiro estiver no controle, apenas as armas divinas (forjadas no Céu) podem prejudicá-lo. O Motoqueiro Fantasma é capaz de suportar grandes forças de impacto, extremos de temperatura e pressão, poderosas explosões de energia e cai de grandes alturas sem sofrer ferimentos. Como seus tecidos corporais foram transformados, deixando apenas um esqueleto, a maioria dos projéteis, como balas simplesmente passar por ele ou saltar fora de seus ossos. O corpo de Ghost Rider, em sua transformação, é imune a quase todas lesões físicas, como ele é, evidentemente, não é capaz de sentir dor e é capaz de sobreviver sem nenhum desconforto aparente, não importa o quão grave é a lesão (A menos que uma arma forjada do Céu é usada contra ele);

v. FATOR DE CURA: Apesar de sua invulnerabilidade a muitas formas convencionais de lesão, objetos como armas forjadas no céu, podem realmente prejudicar o Motoqueiro Fantasma até ponto de destruí-lo. No entanto, se seu ser está danificado, as energias mágicas que o imbuem permitem que o Ghost Rider ou Archibald regenere instantaneamente todos e quaisquer danos causados, até mesmo ao ponto de regenerar completamente membros perdidos em momentos e regenerar seu crânio depois que ele foi destruído;

vi. PERCEPÇÃO DE PECADOS: Ghost Rider é capaz de sentir as transgressões de um indivíduo que ele encontra, olhando para o seu coração e alma. Ele também pode determinar se uma pessoa é inocente ou má e merecedora de punição;

vii. MANIPULAÇÃO DE FOGO DO INFERNO: Ghost Rider possui a capacidade de gerar, controlar e projetar fogo místico, ou "hellfire" à vontade. Hellfire é uma chama etérea e sobrenatural que queima a alma de uma pessoa e também pode ser usado para queimar seu corpo físico. Ele pode utilizar este fogo de várias maneiras, inclusive projetá-lo de seus olhos, mãos, boca, ou até mesmo canalizá-lo de seu corpo em suas armas como sua espingarda, formar paredes do inferno, e até mesmo criar uma motocicleta completamente fora do inferno. Ele também pode desencadear o fogo do inferno em explosões omnidirecionais que são incrivelmente poderosas;

viii. PROJEÇÃO DE CORRENTES MÍSTICAS Ghost Rider maneja uma corrente mística que é capaz de crescer em comprimento, cortar através de quase qualquer coisa, e transformar em outras armas. Ele também pode vomitar e projetar correntes de sua boca ou peito à vontade;

ix. OLHAR DA PENITÊNCIA: Ghost Rider possui a habilidade sobrenatural de fazer com que qualquer indivíduo que olha em seus olhos para ver e sentir cada pedaço de dor que eles já infligiram a alguém, ao longo de toda a sua vida, para toda a eternidade.

viii. Pertences:

i. YAMAHA VMAX 2009: A VMax é uma motocicleta da categoria Roadster fabricada pela Yamaha. Seu primeiro modelo foi apresentado em 1984, no salão de Los Angeles, Califórnia, e teve sua produção iniciada em 1985, exclusivamente para o mercado estado-unidense. Era equipado com um potente motor V4, com 1198 CC, 140 CV e V-BOOST para aceleração. Em 2008, a Yamanha apresentou o novo modelo desta lendária motocicleta, agora equipado com um potente V4 de 1679 CC, 200 CV e ciclística de primeira linha, incluindo freio a disco em todas as rodas com ABS integral, controle de tração, embreagem anti-travamento, quadro fundido em alumínio e suspensões multi-reguláveis. A personalização pelo mecânico de Archibald foi mais na estética do veículo: o farol frontal foi trocado para um Dark Costum duplo; o espaçamento duplo - em ambos os lados - foram separados por alguns milímetros; o ângulo do espaçamento apontado foi alternado para ficar mais reto, não apontado para o chão, já que serve de lança-chamas quando ele está na forma demoníaca.

ii. CORRENTES DO INFERNO: A "Corrente do Inferno" do Motoqueiro é uma arma mística capaz de se transformar em uma grande variedade de armas diferentes; sua funcionalidade é a caça a seres de diversas raças, obliterando-os ao omitir uma ardente queimadura de fogo infernal. Como Ghost Rider, Archibald possui a habilidade de gerar, controlar e projetar fogo místico, ou "Fogo Infernal" à vontade. Hellfire é uma chama surreal e sobrenatural, de aparência restritamente idêntica ao fogo comum, queimando a alma de uma pessoa principalmente, mas é usado para queimar seu corpo físico.

ii. i. COMANDOS MENTAIS: A corrente obedece aos comandos mentais da entidade. Quando inativa ligará a si mesmo em um laço de modo que possa ser desgastado como detalhes (acessório) à veste do motoqueiro. Quando o Ghost Rider quer que ele faça isso, ele se separa para formar uma arma polivalente.


ii. ii. COMPRIMENTO VARIÁVEL: A corrente é capaz de se estender misticamente a comprimentos maiores. Seus limites superiores são desconhecidos.


ii. iii. MANGUAL: O uso básico da corrente é sob a forma de um mangual, onde a cabeça espinhada é chicoteada ao redor para golpear alvos na escala próxima.


ii. iv. LASSO: Com a corrente presa em uma extremidade, a outra pode ser usada para prender um alvo de forma semelhante a um lasso.


ii. v. SHURIKEN: A corrente é capaz de se separar em suas ligações componentes, que cada então "conjunto" se transformam em shurikens laminadas. Estes, em seguida, reformar de volta para os conexões normais e mesclam-se para formar a corrente novamente.


ii. vi. BASTÃO: Os elos da corrente podem ficar mais rígidos, de modo que se tornam, de fato, bastões.


ii. vii. SERRA: Pode girar a corrente em velocidades incríveis, criando essencialmente uma serra capaz de cortar qualquer material, com brutalidade.


ii. viii. FOGO INFERNAL: Como com todos os objetos usados ​​pelo Motoqueiro, ele é impregnado com fogo infernal. Com isso, ele pode aplicar hellfire a ele para usar para desintegrar seus inimigos.

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Re: NARRADA P/ ARCHIBALD FORCHHAMMER, chamas

Mensagem por Thanos em Sex Abr 21, 2017 7:48 pm

chamas

Manhattan, Nova Iorque
13 de abril, 11h26min

Sem mais chamas em seus braços, Archibald decidiu invocar as suas próprias, derretendo a própria carne de seu rosto. O cabeça de fósforo estava pronto para batalhar com a criatura vermelho e musculosa, mas, diferente do outro, ele possuía um plano de ataque mais complexo que correr e socar. Em um movimento digno de atletas olímpicos do inferno, o Motoqueiro Fantasma segurou o pescoço de seu oponente com correntes que invocara logo após aparar o punho do brutamontes. Utilizando força e o fogo do próprio inferno, o menor venceu ao decapitar aquela criatura que antes era um médico.

A cabeça flamejante quicou no solo da fachada de tardoz do hospital. Se o motoqueiro observasse, viria aquela esfera deformada de músculos, fogo e sangue se desfazer em poeira, até que a aparência original do doutor retornasse. Archibald não havia apenas matado um monstro, e sim um civil, um inocente até onde se sabe.

Se não quisesse ser associado àquela morte, ele deveria fugir o mais rápido possível. Vozes se aproximavam acompanhadas de passos apressados. Curiosos estavam a caminho. Logo o corpo de um médico sem cabeça seria encontrado, em seguida o que lhe faltava, ou vice-versa.

Quando não estivesse mais tão próximo do campo de batalha — em breve cena de crime —, Forchhammer teve seu caminho interrompido por uma figura encapuzada e menor que ele.

— Que espécie de demônio é você e por que aquele agente do Fogo te atacava? — perguntou uma voz rouca, feminina e pouco amigável debaixo do capuz. Antes que algo pudesse ser feito nela ou que o Motoqueiro se afastasse, as mãos daquela pessoa oculta se levantaram, assim como um círculo luminoso ao redor deles dois. Ela os teleportou para uma espécie de depósito abandonado, iluminado apenas por luz natural através de alguns furos, velas em mesas e a própria chama do crânio de Archibald. — Meu nome é Zyaith. Agora me diga quem é você e o que você é! — Não era possível ver o rosto da mulher debaixo daquele capuz, nem seu corpo que era oculto por um manto comprido, mas seu queixo não escapava da luz, ele era escuro, um tom forte de azul-marinho.


observações


i. Você terá o prazo de 5 (cinco) dias para postar. Nesse caso, até o dia 26 de abril.
ii. Qualquer ausência deverá constar no respectivo tópico.
iii. Qualquer dúvida, me envie uma MP.
iv. Poderes, habilidades, atributos, nível e perícias devem constar em spoiler no final do post.
v. NÃO narre falas ou ações de Zyaith que eu não tenha narrado.


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Re: NARRADA P/ ARCHIBALD FORCHHAMMER, chamas

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