— TRANSCENDENCE

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— TRANSCENDENCE

Mensagem por Haiako Yamashiro em Sab Abr 15, 2017 12:54 pm



transcendence
A roleplay é iniciada pelo post de HAIAKO YAMASHIRO, seguindo por FRANCESCA MONTECCHIO. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em FLASHBACK, NOVA IORQUE. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: — TRANSCENDENCE

Mensagem por Haiako Yamashiro em Sab Abr 15, 2017 1:20 pm



transcendence
tag: Para Francesca Montecchio
words: xxx
notes: Espero que goste!

Haiako aparentava expressar uma contemplação absoluta sempre que visitava um dos centros de operações do ARMAGEDDON; uma organização não-governamental especializada na fabricação de armas biológicas e instrumentos virais. Espalhada por todo o mundo, a facção é responsável por caçar e sequestrar crianças cujo DNA apresente qualquer tipo de mutação. Cuidam destas crianças em cativeiros, controlando-as, treinando-as exaustivamente de modo que possam aprimorar suas capacidades e, então, transformá-las em soldados perfeitos.

Sendo um dos principais fundadores e o maior investidor do ARMAGEDDON, Yamashiro costumeiramente supervisionava pessoalmente os procedimentos do programa. A base localizada em Nova York, daquela vez, fora o seu destino.

Assim que o helicóptero pousou na zona de desembarque, o japonês foi recepcionado pela comandante da base. A viagem de quase treze horas, apesar de cansativa, revelou-se um ótimo combustível para alimentar sua ansiedade. Havia recebido informações de que uma das etapas da operação tinha sido concluída; a seleção, onde capturavam as possíveis cobaias para os experimentos.

— Senhor Yamashiro, é uma honra recebê-lo! — retribuiu o sorrisinho presunçoso de sua anfitriã, que não poupou esforços para bajulá-lo. — Sua chegada é muito oportuna, se me permite dizer. Os novos itens acabam de ser transferidos, e todos os nossos cientistas estão animados para iniciar a próxima fase da pesquisa — o rapaz estendeu a mão, recebendo a prancheta que o foi entregue. Enquanto andavam rumo o hangar principal, Haiako observava atentamente os locais listados de onde as crianças tinham sido enviadas.

— Os dados parecem promissores. Quantos itens temos a disposição? — percorreu os olhos pelas fotografias dos capturados, analisando-os minuciosamente, percebendo o quanto eram jovens e fisicamente frágeis. Deu uma maior atenção ao rosto de uma garota de bonitas madeixas douradas e exuberantes olhos claros. Um anjo, em sua opinião.

— Dez, senhor. Todas saudáveis e suscetíveis ao soro — a excitação na voz da mulher indiciava que, muito possivelmente, o programa seria um sucesso. No entanto, o rapaz desgostava de alimentar expectativas, pois raras eram as ocasiões em que uma das crianças sobrevivia ao final do experimento - raras, não impossíveis.

Após longos minutos de caminhada pelos incontáveis corredores mal iluminados e guardados por um ou dois seguranças aqui e acolá, o samurai e sua acompanhante chegaram a uma sala de treinamento especial. Ornamentada com alvos para combate corpo a corpo, mini-pistas de corrida e obstáculos, entre outros tipos de ferramentas para avaliação do físico e da capacidade estratégica, provavelmente era o maior ambiente tecnológico da base.

Em um canto pouco afastado do perímetro, algumas crianças se encontravam posicionadas - algumas brincavam entre si, conversando e se conhecendo, enquanto outras mantinham-se sentadas, curiosas quanto ao lugar onde estariam. Haiako aproximou-se, dissimulando um semblante amigável no rosto de traços firmes. Tinha como obrigação se mostrar uma pessoa amável perante os pequeninos, de modo que evitasse qualquer tipo de problema psicológico que pudesse ocorrer eventualmente - sabia o quanto crianças tendiam a ser irritantes quando assustadas.

— Olá, pequena — agachou lentamente defronte uma garotinha loira - a mesma que tinha averiguado na ficha médica. — Como você se chama? — indagou, erguendo a destra para tocar os fios dourados da cabeleira de menina, intrigado com a forma de como eles eram sedosos. Alargou um pouco mais o sorriso, fingindo ser um conhecido de longa data - ou pior, alguém de boa índole. — Contaram por que a trouxeram aqui? — o tom de voz baixo e suave era o suficiente - julgara - para persuadir a menina a confiar em si, instigando uma falsa segurança.

Voltou-se outra vez para a planilha, estudando os dados da garota enquanto aguardava respostas. Arquitetava em sua mente uma maneira de usar a beleza inofensiva de Francesca a seu favor - queria a todo custo transformá-la em um tipo de anjo que ninguém jamais iria gostar de enfurecer.

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Re: — TRANSCENDENCE

Mensagem por Francesca Montecchio em Seg Abr 17, 2017 12:59 am


But I got a blank space, baby...



Você gostaria de passear, Francesca? – Pappà me perguntou estendendo a mão.

Estava sentadinha no meu quarto junto da minha plateia de pelúcia, coelhos, ursos, unicórnios, golfinhos e patinhos me observavam, eu os ensinava como uma princesa se comportava a mesa, como comia sopinha, como cortava o bifinho, como comia o bolo. Na verdade, só tinha bolo, mamma havia feito bolo de chocolate para nossa brincadeira, eu amo bolo de chocolate.

Quando pappà entrou me convidando para passear eu acabei derrubando todas as panelinhas e o bolo no chão, mas nem liguei porque eu pulava animada: SIM!!! Nós podemos ir de novo no castelinho. – Sugeri, rodopiando para mostrar a ele que já estava vestida a caráter, um lindo vestido rosa claro com uma coroa dourada: Você está deslumbrante minha principessa! – Pappà me elogiou e eu segurei em sua mão. Levava comigo a pelúcia da famosa gatinha Marie, era minha pelúcia favorita e a mascote perfeita para uma princesa como eu.

Estava tão feliz por ir passear, eu amava passear com pappà, ele sempre me levava aos melhores passeios, sem contar os diversos presentes que eu ganhava. Mas, mamãe dessa vez não sorria ao me ver, seus olhos estavam cheios de lágrimas e seu abraço era tão apertado que até machucou um pouco: Mamma, está dodói? – Perguntei preocupada: Eu posso te ajudar... – Mostrei a palma da mão para ela, o poder da princesa poderia salva-la e ela sabia disso. Ela apenas negou com a cabeça se forçando a sorrir, afagando meu rosto com o carinho que só ela sabia dar, enchendo minhas bochechinhas de beijos, fazia cocegas e eu ria para ela.

- Você precisa leva-la? Por favor, não faça isso comigo. – Ela disse agora olhando pappà e como sempre eu só os observei quietinha, com a cabeça apoiada no braço dele: Só me deixe ir logo, vai ser melhor para ela. – Ele a respondeu e ela não resistiu, chorou na minha frente.

-Mamma, nós já voltamos. Vamos ver o castelo, eu prometo que na hora do jantar estaremos em casa! – Tentei anima-la com um abraço, usando o poder de princesa para lhe trazer conforto e usando o amor que eu sentia para ela sorrir. Eu só ganhei um abraço e pappà não se demorou em nos separar me pegando no colo: Mamma te amo muito minha principessa! – Ela disse acenando e eu gritei de volta o quanto a amava.

- Pappà, vamos trazer um presente para mamma ficar feliz. Quem sabe flores! Ela ama as flores que você traz! – Pappà apenas sorriu e concordou, me colocando no carro. Seguimos a caminho do castelo, eu amava o caminho pois era todo cheio de flores, pappà sempre ia devagar e deixava a janela aberta para que eu colocasse a mão para fora e puxasse as flores para dentro, dessa vez não foi diferente: Principessa, gostaria de um suquinho? – Pappá me ofereceu em um copo com glitter rosa, ele sabia meu ponto fraco. Eu assenti com um sorriso pegado o copo, bebendo devagar o suco de morango que ali tinha. Mas, e o castelo? Eu não sei, dormi.

--

O sonho foi uma delícia, senti que havia dormido por tanto tempo que eu estaria em minha caminha uma hora dessas. Suspirei e me espreguicei, rindo baixinho antes de gritar pelo pappà, sem ter resposta. Esfreguei os olhos e os abri com dificuldade, era tudo tão claro, não era onde eu esperava estar... Assim que enxerguei melhor tudo me sentei na cama, ainda estava vestida de princesa, mas não estava em um castelo, não estava no meu quarto, parecia um hospital, sala branca, cheia de camas brancas vazias e eu deitada em uma delas, sozinha: PAPPÀ! MAMMA! – Eu gritei já sentindo o nó na garganta pelo choro, me encolhi na cama abraçando as minhas perninhas, nem mesmo minha Marie estava lá: MAMMA!!!!!!!!! – Gritei mais uma vez, agora eu chorava, senti medo. Me senti abandonada. Mas ai a porta se abriu e eu sorri, mas quem entrou não era quem eu esperava.

Uma moça e dois moços vestidos como médicos, eles cochichavam algo entre ele. Eu não os entendia, mas pude ver o que iam fazer, parecia um exame de check up. Perguntei a eles sobre meus pais e não obtive resposta, até uma foto minha eles tiraram e nada de falarem comigo, mas o papo entre eles era longo. Quando a moça disse “segurem o braço” eu não entendi muito bem o porque, até ver o tamanho de agulha que ela colocava na seringa fazia. Eu tinha medo de agulhas, eram o meu pior pesadelo, só conseguia tomar injeções quando mamma estava comigo. Não precisava de tanta força para tirarem meu sangue, admito que eu chorei até depois que pararam, os moços seguraram com tanta força que as marcas de suas mãos ficaram no meu braço, assim como a do furinho da dolorosa agulha. Não ganhei um doce depois disso.

Os moços não eram gentis como cavalheiros tem que ser com uma princesa, assim que a moça saiu da sala eles iam me empurrando, forçando a andar, eu só queria que eles me respondessem onde estava mamãe e papai e eles só gritavam para andar. Eu obedeci, enxugando as lágrimas que escorriam do meu rosto, choramingando em silencio, eles poderiam se irritar comigo e brigarem comigo de novo, eu não queria isso. Chegamos em uma sala cheia de crianças, mas nenhuma delas parecia me notar ali, elas faziam suas coisas e só eu parecia chorar, decidi que era melhor ficar ali no canto, sentada e encolhida abraçando minhas perninhas, apoiando a testa nos joelhos para que ninguém pudesse mesmo me ver.

— Olá, pequena – Ouvi uma voz calma falando comigo e com pressa olhei para cima, vi o rapaz com a voz gentil falar comigo e o ouvi com atenção, ele não parecia como os outros que eu havia conhecido dali, ele gostaria que eu falasse e imaginei que ele poderia me ajudar: Francesca... É meu nome. E você? – Tentei não choramingar ao perguntar, cobrindo os olhos com as mãos para ele não ver que eu estava chorando: Pappà disse que ia me levar no castelo, eu dormi e acordei aqui. Eles não falam nada. – Respirei fundo coçando os olhinhos, agora tirando as mãos do rosto para olha-lo novamente: Ninguém me diz onde esta mamma ou pappà, não me falam o que eu faço aqui. Eles só fizeram isso e me mandaram andar pra cá. – Estiquei meu bracinho machucado para ele mostrando as marcas do aperto e da agulha: Eu não consigo fazer sumir – Disse me referindo ao poder de princesa que eu tinha, mas me lembrando que mamma sempre disse para nunca contar isso para ninguém: Se não sai rápido é dodói. – Tentei contornar desviando o olhar para os cantos da sala: Onde esta mamma e pappà?

...And I'll write your name!

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Go ahead and cry, little girl
Nobody does it like you do
I know how much
it matters to you
I know that you got
daddy issues

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Re: — TRANSCENDENCE

Mensagem por Haiako Yamashiro em Dom Abr 23, 2017 12:29 am



transcendence
tag: Para Francesca Montecchio
words: xxx
notes: Espero que goste!

Suspirando algumas vezes para conter a irritação em decorrência a crise de choro da garota, Katana fez bom uso dos ensinamentos dos monges com quem tinha vivido quando adolescente, buscando manter-se calmo. Frio, nem mesmo a feição tristonha da menor parecia comovê-lo ou ressenti-lo mediante o ultimato do sequestro.

— Eu sou o Hai. É como todos os meus amiguinhos me chamam — mentiroso, buscou ostentar o clima de falsa afeição que mantinha com Francesca - como se apresentou a garotinha. O sorriso que exibia a parcela de dentes bem alinhados manteve-se presente o tempo inteiro, alargando-se ainda mais quando pôde perceber que a criança aparentava querer confiar em si. — Seus pais foram embora, meu anjo. Mas você os verá em breve, caso se comporte como uma boa menina — cessou as carícias que depositava nas mechas douradas de outrem, sentando-se na cadeira vazia logo ao lado.

Embora não levasse jeito com crianças, Yamashiro conseguia as manipular facilmente, aproveitando-se do temperamento gentil e inocente dos baixinhos para fazê-los acreditar que não passava de um bom amigo que estaria disposto a ajudá-las quando necessário. Um porto seguro, sempre amoroso e protetor na presença delas.

— Este é um lugar para crianças especiais, Francesca, e é por isso que você está aqui — Haiako colocou a prancheta que antes segurava sobre o colo da menina, exatamente na página que possuía as imagens da base de operações onde estavam. Vista do alto, todos os quilômetros de tarifas de terras e a construção gigantesca do edifício dava à localidade a aparência de um grandioso castelo medieval, similar ao dos contos de fadas. — Este é o seu novo lar agora — sussurrou baixinho, como quem conta um segredo.

Observando as reações da nova protegida, não conseguiu esconder a curiosidade em desvendar parte dos mistérios que cercavam a sua identidade secreta. Os testes médicos teriam detectado uma mutação latente no código genético de Francesca, entretanto, os laudos apresentavam certa deficiência em deduzir o tipo da mutação. O enunciado pela loirinha a respeito dos ferimentos encontrados nos pulsos somente serviram para estreitar os olhos rasgados do oriental.

— Já conseguiu fazer o dodói desaparecer antes? — apoiou os dedos sobre os hematomas na pele delgada, afagando-os de leve e os observando com atenção caso algo inesperado acontecesse. — Pode contar para o tio — Haiako chegou a pedir com demasiada gentileza, ansiando que a menina contasse fosse lá o que estivesse escondendo. Não poderiam seguir adiante com o projeto se não detivessem todos os dados do perfil da pequena italiana.

— Não precisa ter medo, minha criança — erguendo um dos palmos livres até o rostinho enrubescido, limpou algumas lágrimas que ainda ameaçavam brotar dos olhinhos claros. Ela estava assustada por acordar em um lugar completamente estranho - já havia presenciado aquela mesma cena antes - e por conta disso, sabia exatamente o que fazer para acalmá-la. — Aliás, você nunca mais irá ter medo depois que sair daqui. As pessoas que te machucarem é que irão ter medo de você — a consolou, apertando-a em um abraço desajeito. Haiako nunca fora lá muito bom com demonstrações de afeto.

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Re: — TRANSCENDENCE

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