+ never call the evil

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+ never call the evil

Mensagem por Blake Darkcastle em Seg Abr 17, 2017 3:05 am

+ never call the evil
A roleplay é iniciada pelo post de Blake Darkcastle, seguindo por Harley Melbourn Caellach. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 16 de abril, domingo, às 22h18min, na boate Evil Angel. O conteúdo é SOMENTE PARA MAIORES. Atualmente, as postagens estão FINALIZADAS.


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Re: + never call the evil

Mensagem por Blake Darkcastle em Seg Abr 17, 2017 6:44 pm


Self-Control
O céu estava colorido por um tom particular de preto, um sombrio negror que lembrava o luto. Seus cabelos dourados eram bagunçados pelo tempo, porém pouco a figura pálida importava-se. Suas roupas habituais e caras estavam confortáveis e protegiam-no do frio que a noite trazia. O loiro sentia-se diferente, sua mão foi levada à cabeça, seus dedos mergulharam dentre os fios, numa tentativa falha de obter alívio da dor intensa na sua cabeça. Algo estava diferente, às vezes, era como se o mutante perdesse por completo a noção das coisas ao seu redor. Blake não fazia ideia da rua onde estava, muito menos para onde ia. Ele não queria aproximar-se de ninguém, muito menos falar com ela, sentir suas emoções, ler seus pensamentos, ter de tocar em alguém. Não, gritou o empresário consigo mesmo, dando um leve soco na própria têmpora, recostando-se a uma parede. Isso tem de parar! Precisa lutar contra isso, Blake!, bradava sua própria voz. Seria sua consciência? Engolindo em seco, o moreno levou a mão a testa suada e retirou o excesso de seu suor, fechando os olhos e tentando manter controle.

Faziam-se quantos anos desde que Blake conseguira por conta própria dominar todos os seus poderes? ”Prive-se de todos os poderes e foque-se apenas nos mentais, que são os mais difíceis...”, era a sua regra suprema. Manipular o fogo, a água e a terra era algo simples, divertido até. Seu dom de absorver memórias, personalidades e poderes só funcionava com o contato físico, então utilizar luvas era algo simples e fácil até demais. Entretanto, seu desafio supremo era controlar sua telepatia. Por que isso acontecia a ele? Era o que o rapaz pensava consigo mesmo. Logo ele; tão organizado e meticuloso com todas as suas metas, criando objetivos e perseguindo-os veemente, criando planos, métodos variados de obter poder e controle... Tudo isso lhe parecia injusto, surreal.

— Você está no controle. O poder é seu. — Afirmou o loiro falando consigo mesmo, engolindo em seco e abrindo os olhos, percebendo que o mundo não mais girava e ele já tinha noção de onde estava. Para a sua sorte, mesmo em estado de delírio o mutante não perdera celular e carteira. Blake precisava de um drinque urgentemente.

Atravessando a rua, o mutante adentrou na boate de nome clichê e que mais parecia o nome de um prostíbulo e então passou pelas dançarinas eróticas e os desengonçados homens de corpos cheios de músculos exagerados. Sentando-se num banco, o homem apoiou os braços no balcão de granito e soergueu o dedo indicador, atraindo o atendente telepaticamente e então pedindo qualquer coisa de gosto doce e com uma boa dose de álcool dentro. Logo, o rapaz fazia uma mistura com excelente maestria, entregando-lhe um copo de líquido rosa que mais parecia vitamina. Bebericando do mesmo, Blake gemeu baixo pelo delicioso sabor. Como que ele nunca havia experimentado isso em toda a sua vida? Dando uma pequena pausa no drinque, ele percebera que uma mulher acabara de sentar-se ao seu lado. Sem querer parecer intrometido, ele tentou puxar assunto.

— Oi. Já experimentou isso? Não sei o nome ainda, mas é uma delícia. Boa noite, aliás. Blake Darkcastle. — Com um timbre baixo e rouco o empresário estendeu sua mão, um largo sorriso na face. Não era bebida que deixava-o assim, no entanto; o motivo de sua alegria era o fato dele ter dominado completamente seus poderes por agora, era a felicidade de estar no controle, no poder. Blake era um enorme egocêntrico quando se tratava de dominação. Ainda apertando a mão da jovem, ele soltou-a, chamando o atendente.

— Ei, traz outro desses pra essa moça aqui. — Mandou Blake erguendo-se um pouco de seu assento, voltando a sentar-se.



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Re: + never call the evil

Mensagem por Harley Melbourn Caellach em Seg Abr 17, 2017 10:56 pm


it can't be a mistake if i just call it change

Naquela noite, quando deixou seu apartamento, tinha em mente que não voltaria tão cedo. Estava determinada como há muito tempo não estivera, certa de que deveria permitir-se ter uma vida normal, na medida do possível. Estando há quilômetros de distância de seu antigo lar, de seus antigos amigos e de sua antiga família, seus fantasmas interiores deveriam se manter mais calmos. Era nisso que acreditava. Era nisso que se agarrava.

Lançou-se sob a escuridão do céu de maneira ladina, utilizando-se das sombras que as casas e edifícios faziam para esconder sua presença o máximo possível dos civis que passavam pelo mesmo caminho que o seu. Aos olhos alheios, poderia ser, no mínimo, perigoso, uma garota tão nova mover-se tão descuidadamente. Mas de todos os males que poderiam acontecer naquele momento, o pior não seria de Harley cruzar o caminho de alguém inconveniente, mas sim, alguém cruzar o seu. Seu humor estava tão maleável nos últimos dias que, num piscar de olhos, sua tão desejada noite de diversão poderia se transformar em algo um pouco mais obscuro.

Um pouco mais descontrolado.

Entrou no primeiro estabelecimento que encontrou, o mais barulhento e colorido. Existia um motivo para ela, alguém que jamais gostou de frequentar boates como aquela, estivesse ali: o som, os cheiros, as luzes; todo o local parecia entorpecer seus sentidos sensíveis, fazendo com que sua mente girasse com tantas informações para assimilar. Poderia até ser incômodo não ter o total controle do ambiente em que se encontrava, mas era melhor perder sua cabeça para uma confusão de elementos, do que para seus pensamentos. Eles estavam cada vez mais sombrios e, sua essência, cada vez mais corrompida.

Era como se, aos poucos, estivesse deixando de ser Harley, para se transformar em alguma coisa totalmente diferente. Alguma coisa cada vez menos humana, e mais bestial.

Sentou-se de frente para o bar, ligeiramente trêmula. Emaranhou seus dedos nos fios loiros, jogando-os para o lado, enquanto esperava para ser atendida. Álcool, era nisso que pensava, quando a voz estranha soou ao seu lado, muito próxima. Virou-se, totalmente indiscreta no ato de estuda-lo. Não tinha decidido se gostaria de uma companhia naquela noite, principalmente uma companhia alterada, não tinha paciência para pessoas bêbadas, quando ela mesmo não poderia ficar nesse estado.

Mas, ao perceber que ele não estava alterado, esticou sua mão para cumprimenta-lo. O toque masculino era firme, entretanto, o seu não ficava para trás; gostava de passar-se por alguém confiante, isso diminuía drasticamente a porcentagem de homens se engraçando para o seu lado. E fazia isso sutilmente, com um aperto de mão forte, uma presença segura, uma voz sempre firme.

Bebidas alcoólicas naturalmente são uma delícia, mas essa, em particular, nunca experimentei. — Soltou a mão alheia, pousando a sua em cima do balcão. — Mas adoraria. — Acrescentou, ostentando um sorriso pequeno nos lábios, mas o suficiente para mostrar os dentes brancos, enquanto observava Blake pedir uma daquelas bebidas para si. Apesar de não ser a pessoa mais social nos últimos tempos, ainda havia aquele pequeno resquício da jovem popular e carismática de outrora, que não possuía amarras no momento de interagir com estranhos. — E, nossa, tem alguém sendo má educada por aqui. Eu me chamo Harley. Harley Caellach.

Não se preocupou em quebrar o silêncio durante os breves segundos que se seguiram. Não, até que estivesse com sua bebida em mãos, não antes de um gole generoso. Era por aquilo que estava ali. — Então, me diga, está aqui por estar tão desejoso por alguma gota da bebida mágica — balançou o drink em suas mãos — ou os corpos semi-nus esfregando-se um no outro freneticamente é o ponto alto de sua noite? — Questionou, apenas para puxar assunto, ao mesmo tempo em que girava em seu acento, dando as costas ao bar para assistir aos homens e mulheres que pareciam ser guiados pelo instinto mais profundo de luxuria.

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Re: + never call the evil

Mensagem por Blake Darkcastle em Ter Abr 18, 2017 4:43 pm


Self-Control
Ainda era algo novo para o loiro agir daquela forma, tão receptivo e agradável. Era mais do feitio do líder das empresas Darkcastle ser um homem de humor neutro, de fala articulada e muito bem pensada antes de ser expressa e de vocabulário rebuscado. Entretanto, certas ocasiões pediam mudanças, e o mutante não achou nada ruim aquilo. Apresentando-se como Harley após aceitar o drinque, a moça de aperto firme o questionou sobre os motivos do empresário ter ido até aquela boate. Honestamente? Nem ele mesmo sabia, depois de sair de seu profundo estado de delírio tudo o que ele pensava em fazer era relaxar e beber algo alcoólico, então meio que a primeira opção – a de precisar de álcool – era a correta. De alguma forma, nem as dançarinas de corpos bem delineados ou os homens de corpos musculosos atraíam Blake. Para ser sincero, desde que conhecera o famigerado e discreto líder da Valhala tudo o que o loiro conseguia pensar era no nórdico de longas madeixas. Voltando para a realidade, ele sorriu meio nervoso dando de ombros e contornando a situação apontando com o queixo para o local de luxúria que Harley fitava.

— Isso não faz o meu estilo. Fui criado para ver esse tipo de lugar como um nada. Decidi vir aqui porque precisava de uma bebida, foi um dia longo no trabalho. E você? Parece precisar estar aqui por alguma razão também... se bem que todo mundo precisa de um bom motivo para vir a este lugar... — enquanto dava as suas explicações Blake deu uma melhor analisada no local; era arrumado, colorido demais e tudo beirava ao extravagante, e de alguma forma nem ele nem a jovem de fios dourados pareciam pertencer àquele lugar, como se apenas estivessem ali buscando refúgio, o que era cem por cento verdade, como ele mesmo admitira anteriormente.

Passando o dedo indicador pela borda do copo, ele desviou a atenção das danças frenéticas e do som alto, bebericando um pouco da sua bebida e pondo-a no balcão, mas não sem antes pôr um guardanapo embaixo para que não sujasse o balcão de granito polido – costumes velhos nunca morrem, muito menos o perfeccionismo. Por alguma razão, Blake sentiu-se confortável, um pouco de sua paranoia se dissipou por estar num local tão público e que poderia manchar a sua reputação e então ele apenas apoiou o cotovelo e moveu-se de um lado ao outro no banco, distraidamente. Sem sombra de dúvidas um comportamento feliz demais para o outrora neutro, sério e rígido Blake Darkcastle.



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Re: + never call the evil

Mensagem por Harley Melbourn Caellach em Sab Abr 22, 2017 12:29 am


it can't be a mistake if i just call it change

Riu brevemente antes de responde-lo. — Eu acho que nem sempre é necessário um motivo para estar em um lugar como esse. Há luzes chamativas, músicas que estão no top das paradas, rapazes musculosos, garotas quentes e bebida. Muita bebida. Essa boate é como uma emboscada para pobres desavisados que se sentem atraídos por tudo o que o lugar oferece. Mal sabem que sairão daqui na manhã seguinte sem um puto no bolso.

Fez uma pausa, estranhando o tanto de palavras que escapuliram por seus lábios com tanta, principalmente, por serem dirigidas a um estranho. Entretanto, conhecer pessoas novas estava no pacote “qualquer outra vida normal” que adquirira naquela noite. Então, foi dando os ombros que continuou a falar. — E, particularmente, eu acho que eu estou sendo como um desses pobres desavisados, ao menos, por hoje. Eu nunca frequentei lugares assim antes, mas é como aquele ditado, sempre há a primeira vez para tudo, certo? É disso que preciso. Ser outra pessoa. E esse lugar está sendo o suficiente para me proporcionar isso.

Com um único gole, tomou o resto de sua bebida. Se continuasse expondo tanto sobre si mesma, precisaria de muito mais daquilo. Entretanto, falar sobre como se sentia não tinha um gosto tão ruim; Blake era alguém que Harley nunca tinha visto e, muito provavelmente, não o veria novamente. Não podia julgá-lo com meia dúzia de palavras trocadas, mas ele não parecia ser o tipo de pessoa que iria sair para contando para o mundo inteiro o relato de uma desconhecida — na verdade, ele parecia ser alguém que sequer ligava para isso. Sentia que, de alguma maneira, estavam prestando serviços um para o outro. E, de alguma forma, aquilo era reconfortante.

Não reconfortante o suficiente como gritar a beira de um precipício tudo o que se passava em sua cabeça, mas quebrava o galho.  

Com um aceno, pediu para que o barman enchesse seu copo com a garrafa que estava carregando. Ela não sabia o que era, mas queria aquilo e, quando o copo voltou à sua posso, bebeu com vontade, tentando não fazer careta com o gosto forte da bebida, que parecia descer sua garganta queimando tudo o que tocava. Inabalável, era assim que se sentia. Talvez não fosse tão insuscetível ao álcool quanto pensava que era. Talvez, não quisesse ser insuscetível a ele naquela noite.

Mas então, qual é a história por trás do “fui criado para ver esse como um nada”? Eu poderia julgar que seus pais não deixavam você livre o suficiente para fazer esse tipo de coisa, mas claramente não é o caso. — Havia um quê de nobreza em Blake que Harley tinha visto apenas em pessoas de alto escalão do hospital em que trabalhava, e com alto escalão queria dizer cheios da grana. Mas tinha certeza que seria algo indelicado demais para se perguntar, principalmente por ainda não ter ingerido bebida o suficiente para colocar a culpa nela, caso as coisas saíssem do seu controle.

Meus pais costumavam me dar liberdade demais para fazer o que eu quisesse. Mas, mesmo assim, eu sempre achei esse tipo de atividade tão.... Vazia. É até engraçado recorrer a ela nesse momento.

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Re: + never call the evil

Mensagem por Blake Darkcastle em Sab Abr 22, 2017 8:13 pm


Self-Control
A verdade era que Orion não conseguia fixar seus pensamentos por muito tempo. Ele sentia uma súbita necessidade de ser feliz, de procurar em algum lugar sua felicidade e, ao encontra-la, abraça-la com todas as suas forças. O loiro havia sofrido demais com seus problemas e dominando seu autocontrole, ignorando o mundo ao seu redor e tentando não se fixar a ninguém. Talvez, no fundo, Blake sempre soubera que seus poderes poderiam ser controlados, e o motivo para não se apaixonar por ninguém fosse algo mais pessoal, íntimo; talvez o medo de perder a outra pessoa assim como ele perdera seus pais. Ao ser questionado por Harley, ele deu de ombros.

— Bem, minha criação foi rígida, cresci aprendendo a ser o perfeito substituto do meu pai nas empresas da família. Era filho único, então... depois que meus pais morreram tive de levar os ensinamentos deles para o cargo. Bem, liberdade cheguei a ter, porém eu mesmo cortei ela. — O olhar do mutante tornou-se levemente sombrio, suas pupilas dilataram com a lembrança vinda à mente, e então ele fitou a figura de fios loiros, comentando sobre a liberdade que ela tivera de seus pais.

— Liberdade é algo superestimado, entende? Nunca teremos cem por cento de liberdade na vida. Há leis por toda a parte, nossos corpos possuem limitações. É assim que tudo funciona. Como já disse um grande filósofo intelectual... esqueci. — Falou seriamente Blake com o copo em mãos batendo-o levemente no da jovem, fazendo um brinde, porém rindo após esquecer o que iria dizer.

— Bem, Harley, creio que eu precise ir. Ah, e espero que possamos nos ver novamente. Foi bom conhece-la. — Despedindo-se, o loiro pagou a conta da bebida de ambos e com passos calmos ele se dirigiu à saída, saindo do local abafado e respirando o ar puro da noite, fechando os olhos por um momento.

Ele ficaria bem, ele iria conseguir atingir o autocontrole que ele tanto buscava, ele poderia fazer isso. Ao abrir os olhos, ele pegou seu celular e digitou uma mensagem para um motorista vir busca-lo, e então recostou-se numa parede, passando a mão pela testa suada, respirando pesadamente. Ele iria precisar de uma boa companhia depois, e então seu celular foi pego mais uma vez, seu indicador deslizando pela tela e hesitando tocar no botão de chamada. Estava estampada a foto de Orion. Ele poderia mesmo confiar no nórdico? Ele discou para o loiro, sentindo os olhos marejados.

— Blake! — a voz alta do loiro soou animada, de forma que tudo o que o mutante fez foi suspirar, desligando o celular em seguida.

Assim que o carro chegou, Blake abriu a porta e adentrou no carro rapidamente, pedindo para ser levado para casa imediatamente, o que o motorista fez.



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