[RP ABERTA] Hysteria

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[RP ABERTA] Hysteria

Mensagem por Sophie Czarevich Brahms em Ter Abr 18, 2017 12:43 am

+ hysteria
A roleplay é iniciada pelo post de fulaninho, seguindo por quem estiver a fim. Estando, portanto, aberta para os demais. Passando-se esta em 22 de abril, sábado, às 23h, em um galpão isolado. O conteúdo é livre. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.



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Fallen angels at my feet, whispered voices at my ear, Death before my eyes, Lying next to me I fear. She beckons me, shall I give in? Upon my end, shall I begin? Forsaking all I've fallen for I rise to meet the end.

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Re: [RP ABERTA] Hysteria

Mensagem por Christopher Arsenáult em Qua Abr 19, 2017 5:11 pm

Totalmente despreocupado, Christopher pela primeira vez parecia pressentir que nada estava acontecendo com Bars. Um fato que o deixava deveras contente por um lado, também era capaz de deixá-lo furioso; Se não fosse o perigo, não teria motivos para voltar a casa dos adormecidos e muito menos exercer algum plano em função do que viveu há anos desde a sua entrada ao lugar chamado Terra. Isso o fazia ser um completo dependente dos humanos e de seus recursos dos quais em suma maioria, desconhecia.

Ele nunca abraçou a ideia de ser considerado o que chamavam de “sem teto”. Era horrível ter de adormecer em lugares que não conseguia acreditar, como igrejas. Ele é o fruto de uma fantasia. Não de Deus. Ele próprio é um personagem mítico, de um livro que seria atirado ao fogo. Por favor, respeitem a conduta deste mutante!

Caminhando nas ruas fumando um cigarro surrupiado, encarava a iluminação noturna de lojas e mais outros projetos eletrônicos que nem sequer saberia nomear, distanciando-se do grupo de adolescentes que caminhavam na mesma calçada obrigando-o a notar em como a vivacidade em cada um de seus rostos com espinhas, marcas solares e outras ações efetivas da puberdade conseguiam ser tão atraentes a sua curiosidade. Ao levantar a mão contra uma das bochechas, tudo que conseguiria sentir era a pele lisa e morena e os cachos que criavam nós ao entorno dos dedos. Não havia oleosidade e nem mesmo alguma imperfeição embora já tivesse com quatro passos para entrar na casa dos trinta anos.

Sujeitado a ter um rosto vivo, Christopher se culpava por não ser como os outros.

Quando pisoteou a esquina, os olhos adentraram a imagem no auge do horizonte urbano de uma abertura escura e sentindo com a sensibilidade de seus ouvidos uma música ribombar, resolveu prosseguir o mesmo caminho na lerdeza da qual tinha para respirar e tragar a essência topando de frente com a região abandonada.

Ou até então, dominada por corpos sem vida.

Não entrarei por agora nesse detalhe de corpo-alma, alma-corpo que Arsenáult tem. É um tipo de coisa que leva muitos capítulos e eu tenho pressa em concluir ações advindas de meus filhos. Como mais velho, ele apenas atirou o restante da bituca contra a calçada e pisoteou logo em seguida com o par de botas marrons dando-se liberdade para que enquanto soltava a última fumaça, encarasse a rebuscada imagem dos rostos. Mais jovens malditos, lamentava com amargura.

A superfície da região antes mesmo que adentrasse era preservada com alguns privilégios de rua, mas que não escaparam da admiração do estrangeiro garantindo uma parcela de pensamentos pré-julgatórios e condenando-se como uma vítima sem direito de defesa, ficou reinclinado ao suporte da entrada e uma lixeira virada com peças de carro enferrujadas. Foi o momento certeiro para que avistasse uma silhueta dançante, depois outra, mais uma na lateral e mais quatro para frente. Um grupo e pessoas bebericando, papeando e discussões que rolavam a solta também agrediam ao homem.

Lentamente suas memórias de antes — tudo que esse mundo tinha sido em descobertas — se sobrepunham a memórias e esperanças de depois — cada minuto que respirava nela, poderia ser o seu último. Tomou a definitiva decisão de que necessitava ter arremesso dentro de um propósito. Pelo menos, por uma só noite como o sábado e enquanto a lua ainda estivera escondida nas nuvens não obrigando a pegar a BMW e voltar para Bars.

E o propósito daquela noite, era esquecer dos seus outros propósitos diários.

Dois pés pra frente e de repente estava dentro. No coração da muvuca. Movimentava-se suspenso a algumas características peculiares de todas as festas; Empurrões, rostos atraentes e os calores físicos que pareciam-se mais com um pêndulo do que um processo social. Em poucos minutos sentiu seu corpo ser aquecido, tocado por outros ombros e chocado-se contra outros em um contratempo de equilíbrio perdido.

Fitava olhos lindos e outros assustadores sendo até estranho até este instante não citar a atração física que poderia sentir naquele antro. Christopher nem saber que sexualidade tinha, sabia. Mas dando brecha a última cena, onde para e agora tomam ciência de o pobre rapaz não ficou exilado de rodar a região, foi próximo de um dos corpos dançantes. Sentado erguendo a face para enxergar os movimentos, contorcia os lábios incrédulo até andejar decidido para perto de uma abertura de concreto que disponibiliza ar. Repousou o ombro contra os tijolos e passou a fitar o galpão com atenção acendendo mais um cigarro.
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Re: [RP ABERTA] Hysteria

Mensagem por David A. Drazdauskas em Sex Abr 21, 2017 11:51 am


Eu odeio a Sophie, simplesmente a odeio. Eu ainda tentava entender que porra eu estava fazendo naquele local. Sophie pediu para que eu viesse? Não. Obrigou-me a vir? Talvez. Ameaçou-me? Com certeza. Haviam poucas coisas que eu não ignorava nessa vida e as ameaças que a morena de lábios fartos faziam eram umas dessas coisas. Pra piorar a desgraçada nem estava ali. Ela tinha disso, aliás, nós tínhamos disso, marcávamos num local e ocasionalmente um ou o outro não comparecia. Era uma coisa normal entre nós. Dar bolo um no outro era meio que nosso ritual. Sem ligações, sem mensagens, sem avisos, sem contato telepático ou qualquer outra maneira de comunicação, o jeito era apenas esperar e aguardar para ver se um ou outro iria de fato aparecer. Dessa vez ela me fez esperar e pior, naquele ambiente completamente hostil.

Sentei no canto mais escuro do local. Aquele monte de corpos balançando de um lado para o outro ao som daquela horrenda música era demais para mim. Eu ainda tentava entender por que eu fazia esse tipo de coisa comigo mesmo. Eu poderia muito bem dar um foda-se pra Sophie e toda a sua ameaça e chantagem barata, mas não... Eu e essa mania idiota de submissão. Às vezes eu acho que sinto prazer em acatar ordens de certas pessoas, talvez seja isso, só isso explica o fato de eu estar sentado a quilômetros de distância de um bando de acéfalos drogados e entre dois casais aos beijos tão vorazes que por um momento pensei que eles fossem engolir uns aos outros. Afundei-me no sofá e cruzei os braços. A garota do meu lado direito não estava sentindo tesão nenhum, inclusive ela estava sentindo o pau do cara embaixo dela e, segundo a própria, era pequeno demais e estava mole, além de claro, ele beijar muito mal. Mas se não a agradava, por que ela estava fazendo aquilo então? Deve ser pelo mesmo motivo pelo qual eu estou aqui. "Desista gata, ele é gay". A garota interrompeu o beijo e ficou atordoada olhando para todos os lados possíveis, com certeza achando que era efeito das drogas que consumiu durante a noite, provavelmente, mas era apenas eu tentando alertá-la sobre a perda de tempo.

Passei sendo esbarrado por todos, indo de um lado para o outro sem conseguir enxergar direito qual seria o próximo obstáculo que eu teria que enfrentar. Enquanto eu era empurrado para várias direções, ouvindo vários pensamentos aleatórios em minha cabeça eu só conseguia pensar em como eu me odiava. Eu deveria ter ficado em casa ouvindo Tyler, The Creator. Afastei de mim com os cotovelos as últimas pessoas que me impediam de chegar ao único buraco de ar puro que havia no local. Eu precisava daquilo. Aquela luz maldita, aquela música, aqueles pensamentos de merda na minha cabeça, tudo estava deixando-me completamente irritado. Eu não queria quem iria transar com quem, eu só queria um pouco de ar livre. Caminhei lentamente e, antes que pudesse alcançar alguém, vi que um garoto que aparentava ter minha idade chegara primeiro ao local. Encarei-o acendendo o seu cigarro. Parei por uns instantes e decidi dar meia volta, mas assim que encarei o cenário o qual eu havia acabado de sair eu desisti e decidi andar em direção ao solitário fumante. Aproximei-me sem a mínima intenção de interagir. Aproximei-me do buraco, respirei um pouco de ar livre e senti-me um pouco melhor. Sentei no chão e fitei o lado de fora desejando sair dali, no entanto aguardaria a vagabunda da Sophie por mais alguns minutos, até porque não estava a fim de ter que sentir o suor de mais ninguém. Eu já estava cogitando ir embora desse inferno por esse buraco.

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Re: [RP ABERTA] Hysteria

Mensagem por Sophie Czarevich Brahms em Dom Abr 23, 2017 5:07 am

i'm breaking out

Se havia uma coisa que Sophie não gostava, era do tédio. Era muito mais fácil sucumbir ao mar de tormentas que era sua mente quando não tinha nada para lhe distrair, e isso era perigoso. Por este motivo, era movida a procurar por situações que fizessem seu coração palpitar, ou que ejetassem adrenalina em suas veias. E não podia negar, uma festa, em um lugar privado, com entorpecentes lícitos e ilícitos viera bem a calhar.

Mal tinha colocado seus pés no recinto, quando sentiu a energia ao seu redor mudar. Rostos desconhecidos lhe sorriam, jubilosos, enquanto palavras desconexas eram jorradas contra si. Sophie não ouvia nada. Nem mesmo os corpos anormalmente expostos chamavam sua atenção, no momento, nada físico poderia lhe entreter. O que realmente importava, e o verdadeiro motivo de ter criado aquela situação, era o simples e puro desejo de sentir. Sentir a excitação alheia, a euforia, a satisfação. Sentir todas as emoções que se entrelaçavam e sincronizavam-se na mesma batida que a música.

Contudo, por mais benéfico que tenha sido a sensação, passou tão logo quanto chegou. E Sophie se viu sem alternativas a não ser procurar por sua próxima fonte de prazer, que lhe permitiria substituir a desordem interna. E essa fonte tinha nome e sobrenome, além de ser vulgarmente conhecido como seu melhor amigo. Ou algo do tipo. Tipificar relações era o último item de sua lista de afares.

Encontrou David em um canto isolado, lugar que parecia não ter sido totalmente engolido pela insanidade da festa. Enquanto caminhava até ele, notou que não estava sozinho; um rapaz estava próximo, mas não o suficiente para deduzir que estavam juntos. Riu consigo mesma, pensando no quanto os seres humanos eram engraçados. Sempre tentavam pertencer a algum lugar. Sempre com a maldita mania de quererem pertencer a algum lugar.  

Você e sua cara de bunda me enojam, David. Isso é uma festa, não a porra de um enterro. Levanta daí. — Sua voz não transmitia a violência de suas palavras; muito pelo contrário, a morena mantinha um intencional de mansidão e suavidade apenas para tirar David do sério, porque era isso que ela gostava de fazer, irritar pessoas. Sabia que ele já deveria estar puto pela sua demora, mas uma relação bonançosa era honrada demais para ela se permitir ter uma. — Tsc, você só me decepciona.

Virou-se para o segundo rapaz, analisando-o com pouco pudor. — Hey. Nunca te vi por aqui antes. Meu amigo não tem educação o suficiente para sair em público sem parecer um retardado, por isso, devo imaginar que sequer o cumprimentou. Eu me chamo Sophie e, ele, David. Espero que a festa não esteja tão sem graça ao ponto de você se isolar em um canto desses. — Piscou os cílios pesados de maquiagem, fingindo uma inocência que certamente não tinha. Talvez, e apenas talvez, tivesse duas pessoas para se divertir naquela noite, e não apenas uma, como pensou no inicio.

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Re: [RP ABERTA] Hysteria

Mensagem por Corin Frost em Dom Abr 23, 2017 8:10 pm



Captain Cold.
I'm A Wanted Man!






I'm a wanted man. I got blood on my hands. Do you understand. I'm a wanted man

Um passeio era o que eu estava fazendo enquanto passava por um galpão isolado e o que me chamou a atenção foi um pequeno movimento de pessoas entrando no mesmo e meu gênio curioso e orgulhoso me fizeram segui-los, porém além deles tinha uma pessoa e sendo assim apenas os observei parado encostado na porta do galpão com um sorriso idiota no meu rosto e ainda com meus equipamentos que por muitos eu parecia um idiota.

-Uma festa e ninguém me convidou?! - Dizia em alto e bom som para as pessoas me ouvirem e provavelmente se assustarem e com uma leve risada deixava a tensão do lugar mais calma e com modos logo sorria. -Me desculpem eu sou Corin Frost, mas as pessoas me cham de Corin ou apenas de Frost, novamente me desculpem a intromissão, mas é que vi vocês entrando dentro do galpão e já pensei que poderiam ser ladrões ou algo tipo então me desculpem. - Dizia calmamente ainda sorrindo tirando o óculos de meus olhos e o colocando em meu pescoço apenas esperando alguma reação deles.


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Re: [RP ABERTA] Hysteria

Mensagem por Christopher Arsenáult em Dom Abr 23, 2017 10:50 pm


Inebriai-me, foi o que pensou. A curiosidade é um efeito explosivo quando Christopher passa a encarar as pessoas com mais sensatez, cuidando que seu relógio fosse bem escondido entre os panos. A fumaça se ergue involuntariamente a frente de seu nariz fazendo as íris acompanhar o trajeto e morrerem quando assim percebem o movimento de uma sombra escura zanzar para a sua lateral. Aquilo declina os cachos para o lado e fazem o queixo acompanhar o corpo até o fim quando percebe que este se posicionava contra o chão.

Em suas contas, haviam sido duas pessoas das quais havia conversado quando chegou na cidade; Uma era referente ao clima e a outra, sobre os ônibus. Não havia na sua concepção uma lógica que incitaria um bom diálogo. Você se aproxima, abre a boca e deixa a voz vazar. Sem mistério, sem voltas tão íngremes. Mas o carisma. Embora no sonho o seu pai tenha atribuído esse detalhe, jamais que Christopher fora ser capaz de esbanjar conhecimento aquele que principia nossas ideias quando são expostas para outros. Em outras palavras, encostou as costas com mais profundidade na parede escorando-se com completude e mesmo com o queixo para frente, fitava o outro corpo de soslaio com a rabiola dos olhos exageradamente puxadas.

Quando o cigarro foi concluído, atirou a bituca para frente e olhando para cima querendo soprar a última essência avista um dançarino logo então, fazendo automaticamente tombar novamente com os olhos contra o chão onde encontra os olhos ao outro rapaz :

— Daqui a pouco ficará mais frio ainda. Ficar próximo da saída, só irá estimular o seu tédio. - As pálpebras pesaram em tempo do corpo folgar contra a rigidez da parede. Sentia os músculos entorpecidos pela forte quantidade sônica das músicas e também parecia não produzir adrenalina o suficiente para acompanhar os movimentos da festa. Sentia o que ia além do algo… O nada. — Afinal, acredito que devam alcançar o período do inverno. Acrescentou curiosamente notando a mudança de cor do céu, o desbotar das nuvens cinzas para marrons até desaparecerem no preto. Reclamou baixo em referência do desgosto ao calor até notar mais uma presença se ajuntar.

Ela tinha olhos elétricos, mesmo que tivesse uma parcela de maquiagem a esconder o ser original.

Mas acontece que alguém como Christopher que foi criado e não cuidado, aquilo chamaria a sua atenção e da mesma forma, ficaria atento a esse outro detalhe. Os lábios entreabriram, mas nenhuma palavra saiu apenas deixando a respiração evaporar dentre a presença da dupla. Ele não tinha o motivo de não nublar os olhos, mas assim o fez ficando de olhos fechados por um fraco momento :

— David. Sophie. - Repetiu de forma baixa a fim de memorizar. — Bom, lugares como este, não são pra mim. - O sorriso se abriu e num movimento involuntário, percorreu novamente os olhos entre os futuros mortos até pararem entre as duas peles pálidas :

— Mas acredito que fazer uma exceção de uma noite, possa ser legal. - Os lábios entortaram e a mão subiu novamente pelos cabelos retirando a forte concentração capilar que discorria a frente do olho destro. Com um lamento, lubrificou os lábios e seguiu o diálogo olhando a garota no entanto a questão também diria respeito do rapaz. — Esse lugar sempre lota nos sábados? - O ajeitar do casaco induzia uma partida, mas o francês permanecera no mesmo lugar. — Confesso que com a semana que cheguei aqui, também não tenha visto pessoas como vocês dois. - A íris zelaram por inspecioná-los sem parecer xereta. O costume de um observador, é ser exagerado quanto o outro, mas discreto quando captura detalhes para si mesmo :

— Eu me chamo Christopher. - Respondeu por fim tombando com o rosto para o lado onde fingia de forma sensata - ou talvez não - olhar para um casal que se esgueirava contra algumas caixas tombadas no final do galpão.
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