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Mensagem por Haiako Yamashiro em Ter Abr 18, 2017 1:55 am




mind games
A roleplay é iniciada pelo post de Haiako Yamashiro, seguindo por Christopher Arsenáult. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 13 de Junho, França. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO.


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Re: mind games —

Mensagem por Haiako Yamashiro em Ter Abr 18, 2017 2:12 am



mind games
tag: Para Christopher Arsenáult
notes: Boa leitura!

Rastrear nunca foi uma arte que dominasse com excelência - envolto ou não de informações ilimitadas.

Custou a encontrar a localização do sujeito que outrora havia posto em um pedestal desde o tempo em que não passavam de adolescentes; sendo um teleportador, conseguir coordenadas exatas acabou se tornando um trabalho árduo. Anos foram sendo consumidos por acontecimentos diversos até que finalmente obtivesse este encontro, e com ele, o deleite do fim da espera infernal.

Em breve, colocaria as mãos entorno do valioso pescocinho azul.

Predador e presa, que outra definição poderia descrever com tamanha perfeição o encontro?

Ao por do sol, a pouquíssimos instantes do resplandecer da lua crescente, Katana alcança os desígnios de Marais, Paris. A comoção na avenida principal significava o prelúdio de uma noite perfeita para a caçada, ideia que arranca de seus lábios um sorriso presunçoso enquanto salta para fora do helicóptero financiado pela organização criminosa a qual é o líder. Detalhes a parte.

Passar despercebido dos radares da aeronáutica local fora fácil; bastou um acessório tecnológico acoplado ao painel e os dados do veículo aéreo deixariam de ser captados por qualquer torre num raio de cinquenta quilômetros. Sobrevoando nuvens densas, por via das dúvidas, camuflou-se no show do crepúsculo até o destino final.

No entanto, agora, o verdadeiro desafio se inicia.

Lá embaixo, o tráfego intensifica as veias principais da cidade a cada segundo do relógio, e uma espécie de apresentação musical serve de distração para os pedestres que cessam seus afazeres para apreciar os artistas independentes. Nas calçadas, nativos e turistas aglomeram-se para aproveitar o momento. O bairro é um destes mais populares da França - lar das casas noturnas, lojas gays, museus de artes e restaurantes hiperchiques.

Por detrás da máscara, Yamashiro estreita os olhos, agachando-se no telhado do prédio residencial em busca de uma sombra onde possa ocultar sua silhueta. Na construção conseguinte - um shopping center -, seguranças resguardam o perímetro, zelando pela proteção da cobertura para que nenhum engraçadinho resolva chegar ali através do elevador. Mal sabem eles que o perigo real vem do alto, e não debaixo.

Ouvi-se um rumorejar, a movimentação de um vulto e um ruído metálico. Desembainhada, a lâmina prateada da espada mística irradia um halo bruxuleante, e assim que a dupla de policiais desacopla os revolveres de seus respectivos coldres, Haiako avança, ministrando a arma com uma perícia digna de uma assassino profissional. Sangue tinge a calçada, sarapintando-a de vermelho no momento em que os corpos encontram o chão - não sem antes despencarem de uma altura de quase nove andares.

Como abelhas em uma colmeia em ataque, os civis mantém-se entorno da cena criminosa, um a um, fazendo coro aos gritos e choros de pavor. O estopim necessário para que todos os peões ocupem seus devidos lugares no tabuleiro.

Ágil, Haiako percorre a extensão da cobertura do prédio, alcançando a borda que dá passagem a um beco escuro. Desata uma liga metálica do cinto e a enrosca na perna direita; uma, duas, três voltas, garantindo uma firmeza para o salto que sucede. O ar quente da noite de verão lambe-lhe o rosto, e no meio do percurso em direção ao solo, o fio trava, deixando-o suspenso no ar. Concomitantemente, apalpa as costas, desafivelando o sniper que jaz acomodado próximo ao dorso.

Uma série de cliques arruínam o silêncio ininterrupto, e, quando completamente montada, o atirador acomoda a lente de precisão defronte o olho, ostentando a arma de fogo por sobre a cabeça. O longo alcance desse modelo é invejável, tal como seu designer não tão inovador. Caso fosse flagrado por algum vagabundo na viela, pensaria se tratar de uma aranha, uma aranha humana - tecendo sua ateia para emboscar a vítima.

"Onde você está?!" questiona num sussurro inaudível, esquadrinhando a confusão na avenida oposta - a qual ele próprio fora ilícito autor da ocorrência. Sabe que por mais que aquele ato represente perigo iminente, o instinto humano de seu precioso cordeiro poderia fazê-lo entregar-se à mercê da curiosidade e investigar a origem da balburdia, ou somente apreciar os corpos decapitados na fachada do shopping.

Jovens pescam celulares dos bolsos e passam a gravar o horror que por si só já aterroriza. Mulheres, apavoradas, correm de um lado a outro, clamando pelo suporte policial ou do corpo de bombeiros. Mas demorará até que a ajuda chegue, em vão.

Compenetrado na busca, os minutos que se sucedem deixam Haiako tenso, imóvel, apenas esperando o ponto perfeito para o abate. E como uma prece atendida, ele chega.

"Te achei!" comemora, alocando o dedo no gatilho quando cachos de um anjo adentraram em foco. O traço da linha do alvo adverte um tiro certeiro, e basta para que libere o projétil que corta o ar - o som do disparo alertando todos os presentes da investida surpresa.

A bala desfragmenta-se durante o percurso, e por pouco não alveja Arsenáult na cintura - por muito pouco, quase uma interferência divina, diga-se.

Uma garotinha de exuberantes madeixas negras e olhos azuis atravessa a área do confronto no instante, recebendo o baque e todos os danos pelo mutante na mira. A avenida paralisa com mais outro assassinato, dessa vez, como testemunha.

Grunhindo, Katana larga a arma que cai numa caçamba de lixo. Ante a falha, engata o suporte do dispositivo que o desprende em uma queda de poucos metros, que nada coloca em risco sua desenvoltura física. Com uma manobra acrobática no ar, plana com as pernas flexionadas, estabilizando-se no beco sujo, pronto para iniciar uma corrida em direção a seu alvo.

A identidade bem protegida pela máscara inibe o medo do desconhecido, assim como a ofensiva munida pela espada samurai que volta a ocupar a destra.

Rastrear nunca foi uma arte que dominasse com excelência - envolto ou não de informações ilimitadas.

Matar, por outro lado, é o que Katana faz de melhor.

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Re: mind games —

Mensagem por Christopher Arsenáult em Ter Abr 18, 2017 12:19 pm


Era um deslocamento de trinta  minutos de carro até a encosta mesmo àquela hora da manhã, mas ainda faltava bastante para o amanhecer quando ele passou pela cidade imaginária e finalmente chegou à Bars. Christopher evitaria a qualquer custo, ir ao lugar no entanto nas noite em que dormia em qualquer região do mundo, coisas faziam ligá-lo a antiga casa como um órgão que era estritamente necessário para o funcionamento de um corpo. Nisso até então digamos que não seria errado de se pensar todavia, cada vez que passa um ano vivo, também conta mais um que escapa da morte - o óbvio - e isso incomodava os outros. E quando me refiro a essa parcialidade aparentemente pequena, na verdade engrandeço diversos rostos legíveis ou não, a se interessarem em pequenas particularidades ainda desenvolvidas quando o mutante era apenas um rascunho na cabeça de seu progenitor.

Ou devo desafiar-me a usar a palavra… Criador?

Urzes-violetas, galhos e árvores fecharam-se em torno do carro à medida que ele avançava pelo túnel de acesso avistando um pequeno chalé o saudar e como costume, reduzira a velocidade em garantia de acertar nenhum ser vivo que costumeiramente trafegava naquelas bandas. Todos haviam sido criados;  Animais saudáveis de pelagens multicoloridas, estruturas físicas troncosas e portes que atiçariam o líbido da ciência, natureza de raízes nodosas e macias, mais cores de uma aquarela desconhecida e um fraco aroma de lar. Era difícil acentuar se a composição da propriedade tratava-se de uma obra exótica ou um espetáculo de aberrações. Nem mesmo a prole primogênita que tinha veias a aquele lugar, gostava das criaturas selvagens no entanto, no mimetismo de afeto, nunca ousou relar um dedo sequer contra elas. 

Os contrafortes cobertos de mata garantiram o esconderijo para o carro e antes mesmo que pudesse realizar a baliza de forma calculadamente aceitável, avistou a postura do irmão andejar pelo andar de cima arrancando-lhe um grande sorriso débil sem demonstrações de civilidades ao escancarar a porta do automotivo denunciando a sua presença. As folhas de carvalho balbuciaram umas contra as outras no processo que o mais velho fazia de subir a relva rasteira, desviar o corpo dos animais em coma como; as vacas, os porcos e as galinhas d'angolas que repousavam empilhadas e atreladas como irmãs. Nuit. Nuit. Nuit. Ovacionaram com sopros e chilreares sucintos dos quais bagunçaram a composição de cachos do francês :

— Oliver! - A exclamação parecia criar eco quando o moreno possuiu a varanda. O menino havia desaparecido e não surpreso, tudo que restara a Christopher era apenas inspecionar a residência garantindo que tudo estivesse em seu mais perfeito estado. Tomou ar em seus pulmões e adentrou a casa dos sonhos. 

Houve uma época em que a Bars era todo o ecossistema para ele. Mas hoje tudo parecia mórbido inclusive alguns dias quando a Casa - sim, ela tem uma personalidade - estava triste ou simplesmente entediada, a visão ficava embaralhada e quase sempre dando impressão a quem adentrava ter um sensor de sono alertado. Noturno já estava cansado de assistir episódios como estes e repousando o polegar entre a pétala aveludada de uma flor e a mão no candelabro dourado, murmurou palavras de aconselhamento aquelas cujas alertavam e induziram que era tempo de alerta. 

Mas daí que estava toda a magia neste personagem e o que arranca eu, autor, de suspirar quando deposito meus tortos dedos nas teclas; Nunca em sua vida houvera momento de bonança. Uma vez mesmo seu pai comentou “Você amará o mundo lá fora, mas não receberá recompensa alguma quanto a isto. Acredite, pessoas como você o mundo não fabrica Christopher. Nunca estará seguro. Criei-o para ser forte, por isso fuja.” 

Pessoas como você, o mundo não fabrica. És único. 

Chega. Aquele clima o incomodava embora estivesse profundamente aliviado com a visão. Deu costas observando as lâmpadas automaticamente se apagarem. Se uma casa pudesse ter olhos com certeza seria o minuto perfeito que ela abriria e piscasse os cílios atenta ao campo. Nesse pensamento, nosso menino do primeiro plano ria e gostava de imaginar aquela forma. Regras para sonhos, disse Joseph Arsenáult.

Ao contrário das chegadas sempre repletas de festejos dos adormecidos, a despedida sempre tornava-se um funeral; O céu fechava e como uma proteção, todas as copas das árvores desciam fazendo com que a estrada ficasse trancada pelas maravilhas da Mãe Natureza. Christopher como responsável, desta vez não usou nenhuma saída terrestre assim usurpando de seu teleporte para uma região mais movimentada da cidade. Antes que fosse para alguma região da América ou da Ásia, queria ao menos sentir o cheiro da Europa pela última vez. 

E assim o fez. 

Com o indutor de imagens - também dado quando tinha dois anos de idade - o francês era uma pessoa comum. Possuía traços humanos e poucos explorados logo tornando-se totalmente desinteressante aos olhos alheios. Vagava lentamente com uma camiseta simples e calças que faziam-no soar monocromático em meio o tempo ensolarado e o conglomerado de pessoas primaveris que cruzavam o trecho no horário. 
 
Fitava as fachadas das lojas com desinteresse até num instante - aqueles que te deixam imóvel fitando o vidro - encarou o próprio reflexo e permaneceu um curto tempo ali, bastando apenas sentir que um movimento atrás de suas costas parecia crescer bem como as vozes que sobrepunham os músicos de rua. Quando virara o rosto, escutou um trinado cortar o espaço e se chocar contra uma jovem que estivera logo poucas distâncias de seu corpo. Seu rosto fedia a sangue desde então

Locomovendo os glóbulos para o além, a imagem era de surpresa; O corpo alto e magro logo tomava frente com uma lâmina que invadia a entrada do espaço encurralado querendo anunciar sua morte. Um nódulo se instala na garganta do mutante que na tentativa de reconhecer a região, apenas detém passos hesitantes para trás. Sabia bem quem era o dono da máscara, da espada e do aparato de assassino. O japonês em sua memória, detinha um conjunto de comportamentos até então estranhos ao europeu. Um conjunto de artes que vinha depois dos oceanos ameaçador. 

Num ímpeto, o moreno ginga o corpo para trás a fim de embrenhar-se na passagem e inicia uma corrida. Diferentemente utilizando a composição tipicamente humana, o mesmo sujeita-se em dobrar a espinha e tocar ambos os palmos da mão contra o solo grudento. Aquilo facilitava seus passos, o deixava mais rápido ao avistar uma divisória - a grade metálica - forçando a flexibilidade das pernas para que saltasse para o outro lado. Mesmo que ainda, soubesse que a arma do asiático desintegraria o material em milissegundos :

Katana. - O timbre de voz era mediano, mas direto. Soava como um réplica, aquilo que usamos para chamar atenção de outrem. — Quanto tempo. Comecei a pensar que finalmente havia entendido que existem mais aberrações de onde veio do que por aqui.   - Comentou rodopiando as órbitas analisando a localidade. Tudo que tinha eram mais sacos cheios de lixo e mais metais. Seguro de si, segurou uma barra entre as mãos experimentando a temperatura e o peso posteriormente guinchando o material contra as falhas do asfalto. Parado, suspirou concluindo as extremidades formadas pelos blocos de revestimento. Pequenas demais para dois. Um deve desaparecer.
— For the ones who dream of stranger worlds
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