My way back

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

My way back

Mensagem por Christopher Arsenáult em Qua Abr 19, 2017 9:42 pm

— Wall have ears. Doors have eyes. Trees have voices. Beasts tell lies.
A roleplay é iniciada pelo post de Christopher Arsenáult, seguindo por Harley Melbourn Caellach. Estando, portanto, FECHADA para os demais. Passando-se esta em uma área aberta, impossibilitada do acesso de sinais de celulares ou outros eletrônicos. O dia é ensolarado e aparentemente não existem riscos de chuva. O conteúdo é LIVRE. Atualmente, as postagens estão EM ANDAMENTO .



_________________



avatar
ASSASSINOS
27

Em qualquer lugar, que seja longe de você.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: My way back

Mensagem por Christopher Arsenáult em Qui Abr 20, 2017 10:10 pm

Não existem leis que prevejam o teleporte. Logo, não existem leis capazes de impedirem Christopher.

Folhas sonolentas desenrolaram-se em seus pensamentos, no seu corpo e por fim pelo resto da entrada; O dia estava ensolarado logo então supomos que a energia solar adentre as copas das árvores e iluminem a enorme devastação que se estendia ao longo da trilha ligando o conteúdo de uma cidade pacata para o meio do nada. O sinal trancava qualquer tentativa de comunicação e ele gostava assim, bem desse jeito.

Os cachos escuros enrolavam-se nos galhos quando o pé irrompe uma pisada mais forte. A coluna estala, o peito estufa e a respiração enfim circula com liberdade. Ele estava em paz, pensava. Não existe nenhum problema a não ser descobrir que lugar era aquele. Durante o sono às vezes ocorriam eventos como estes; O coração arrastava dentro do peito, o suor crescia e em tampouco tempo de descanso, acordava com o odor de enxofre impregnado na pele.

E ele sabia evidentemente, que aquilo era um sinal para não ficar parado em casa.

O francês então se prostrou de pé diante de um tronco tombado, sinuoso, confiante e fugaz. Estava diferente daquele mutante ingênuo de dias atrás. Lambendo os próprios lábios e concedendo sombra com uma das mãos repousadas diante da testa, o mesmo avistava mais um matagal do que uma típica floresta; A única beleza exclusiva e que também prendia a sua atenção naquela rota circular eram um pequeno canteiro de flores azuis. Pétalas desregradas que faziam um tapete e um movimento circular com a demanda do vento e o som de água eclodiam contra a atmosfera embora nenhum riacho fosse visível :

— Não tem ninguém. - O suspiro incontido vazou como um sopro, aquele que induz tranquilidade, encontro. Esquecendo-se há anos do que era e como era, não foi por nenhuma sensibilidade que Christopher tocou o relógio e permitiu que a pelagem escura e os olhos dourados brotassem em sua anatomia francesa tão normália. Fazia tanto tempo que não dotava da aparência mutante, que assustou-se com a aparição rápida da franja a frente da testa. Se houvesse algum medidor espiritual que computasse o teor de ‘felicidade” com certeza este estaria verde.

Em um forte impulso lançou-se contra o ar e abriu os braços a desejosa paz; Plena, ela o puxou permitindo criar uma relação mais vívida contra as veias nodosas da terra, entre o ar e os pássaros. A composição é uma vitamina da qual ele quer se afogar, nutrir e lamber pelo corpo até escutar um ruído.

Maldita sensação. Vibrações sonoras de pés, de movimento e de impertinência. Quem ousara?

Os ouvidos criaram elasticidade para o reconhecimento de um animal e logo observou por cima do ombro alguns filetes de cabelos alourados passaram lentos e a pele alva da criatura condizia ser banhada e energizada pelo astro rei, fato pelo qual fizera o estrangeiro não se mover permitindo que o processo seguisse com o curso :

— O sol está no ponto certo, não está? - Sussurrou permitindo a voz se erguer enquanto descia da árvore. A mão habilidosamente buscava o programador do relógio modificando a aparência para a mesma humana, angelical de sempre. Num momento infelizmente, acabou tossindo pelo forte esforço físico. — O que faz aqui? - Ingenuamente pisca os olhos tombando com a face para o lado enquanto apura a condição atual da região. Não tinham placas, mas gostava de mentir como um acréscimo a fala :

— Aqui é um lugar privado. - Suspirou passando a mão pelos cachos os destruindo em quedas castanhas na lateral da face. Mordiscou a carninha lateral do dígito esquerdo e olhou a região. — Aqui também não tem sinal… - Como uma mania ganha desde menor, o rapaz caminhou dois passos a frente da loira dando costas enquanto pisoteava os galhos. Parou no final do trecho e torceu o tronco a fim de visualizar a outra. Nos lábios, carregava uma curva caída de tristeza :

— Eu me chamo Christopher.
— For the ones who dream of stranger worlds
<>

_________________



avatar
ASSASSINOS
27

Em qualquer lugar, que seja longe de você.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: My way back

Mensagem por Harley Melbourn Caellach em Ter Abr 25, 2017 1:13 am


it can't be a mistake if i just call it change

Os dedos batiam ritmados no volante, enquanto a jovem dentro do automóvel parecia contar uma lista infinita de números. “Concentre-se em outra coisa”, era o que seu médico lhe aconselhara milhares de vezes, “tome bastante líquido, inspire bastante ar”. Ela tentava, oh, sim, buscava não focar na aflição que era cada vez mais desconfortável. Contudo, como um monstro que desperta lenta e preguiçosamente, Harley observou tal sensação expandir-se; primeiro, apenas um prelúdio, uma aflição esmagadora que a fazia querer ir embora dali e, em seguida, o medo intenso de que algo ruim iria acontecer, embora não existisse nenhum motivo para tal sentimento, ou qualquer sinal de perigo iminente.

Harley desligou o carro de supetão e saiu de dentro dele com uma velocidade inédita até mesmo para ela. Largou seus pertences e ignorou a buzinas dos veículos que estavam atrás do seu. Sua mente lhe dava apenas um único comando, e este era correr, correr, correr. Tinha que se libertar. Era como um dejavu; a memória da primeira vez que aquele sentimento tinha a tomado por completo pairava distante em sua cabeça: tinha apenas dezesseis, mas estava sendo atormentada por flashes de seu corpo rudemente preso por tiras de couro, enquanto sofria de uma dor lancinante, a dor de ter lava injetada em seus ossos.

Após o incidente em sua adolescência, não conseguia permanecer em um local ou em uma situação que a remetesse ao sentimento de confinamento sem surtar. Por anos tomou os remédios necessários para controlar tais crises de pânico. E, nos meses após a mudança, teve a sensação de que elas estavam regredindo cada vez mais. Não imaginava que, ao se encontrar em um engarrafamento, os sintomas voltariam com força; a sensação de sentir sua garganta se fechar, as ondas de calor e o formigamento em seu rosto.

Seus passos diminuíram apenas quando a fadiga se sobrepôs ao instinto de fugir, mas, ainda assim, era de pavor que seu coração praticamente martelava no peito. Contudo, o ar fresco e madeirado, o som do vento percorrendo os galhos de árvores e o pio de pássaros ao longe agiram como um tratamento lépido e eficaz; quanto mais os minutos passavam, mais a normalidade parecia puxá-la de volta para seu flanco salubre.

Após se acalmar, buscou orientar-se. A quantidade incontável de árvores a remeteu imediatamente às florestas de Oregon, e uma serenidade quase palpável, mesclada com a saudade de casa, caiu sobre seus ombros. Ela gostaria de ter sorvido um pouco mais da sensação tão positiva, entretanto, a voz masculina tirou totalmente o seu foco, além de sobressaltá-la. Contendo os instintos que gritavam para que ela se protegesse com o que tinha — lê-se, com garras de aço —, se obrigou a permanecer indecifrável, enquanto o estranho continuava calmamente a despejar suas palavras.

Puta merda. — Suspirou, passando a mão destra pelo rosto, fechando os olhos com força. Estava cansada e assustada. Suas pernas tremiam devido o esforço recém realizado, e sua mente parecia estar em ruínas. Para melhorar, estava perdida numa área privada, lugar que não pegava sinal de celular, com um cara estranho. — Puta merda. — Repetiu novamente, se dando conta que tinha se superado naquela ocasião.

Quando reabriu os olhos, notou a figura masculina ligeiramente mais afastada. Ele a observava com uma expressão melancólica, fazendo seu estômago revirar-se. Ele era realmente estranho. — Harley. — O respondeu, antes de cambalear dois passos para trás, escorando suas costas na árvore mais próxima. — Eu me chamo Harley. — Repetiu, enquanto escorregava dramaticamente pelo tronco áspero, até que estivesse sentada entre as raízes grossas.

Suspirou uma, duas, três vezes, entretanto, não quebrou o silêncio que se estabeleceu entre os dois. Em vez disso, encarava o estranho, perguntando-se que tipo de pessoa era. Embora ele tivesse afirmado que aquela era uma área privada, suas roupas gastas não faziam jus as de um dono ou herdeiro de uma propriedade daquele porte. Seu físico era pouco nobre, ainda que houvessem detalhes graciosos, como os cachos negros, ou sua linguagem corporal quase delicada. Porém, o mais importante era que ele não ostentava uma postura arisca, apesar de aparentar ser um pouco excêntrico.

Ao menos, esse lugar me lembra de casa. — Murmurou, apenas para chamar a atenção de Christopher. — Por que você está aqui?

thanks

_________________


just like animals
So if I run, it's not enough, you're still in my head, forever stuck, so you can do what you wanna do, I love your lies, I'll eat 'em up but don't deny the animal that comes alive when I'm inside you.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: My way back

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum