DIY - Haunted By The Past Demons

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DIY - Haunted By The Past Demons

Mensagem por Christian K. Pasternak em Qua Abr 19, 2017 11:27 pm

Haunted By The Past Demons
Os eventos transcritos envolve Christian K. Pasternak. Passa-se esta em 27 de abril (quinta), num vilarejo russo de nome Sladkaya Reka. O conteúdo é SOMENTE PARA MAIORES. Atualmente, o exercício está FINALIZADO e será fixado uma quantia de uma postagem. Em sumo, após conhecer um amigo de longa data de seus pais adotivos, Josh Braddock, o jovem Chris acaba por aprender um pouco mais sobre o seu passado, constatando a veracidade das informações de seus pais acerca de sua origem, que se encontra em um vilarejo russo que inesperadamente explodiu dizimando a todos exceto um bebê milagroso e meta-humano: o próprio Chris. Indo até um vilarejo que fica próximo do abandonado e possivelmente assombrado vilarejo que explodiu, Chris é surpreendido por ameaças bem piores que as de fantasmas perdidos que podem ameaçar a sua obsessão pelo seu passado obscuro.


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Re: DIY - Haunted By The Past Demons

Mensagem por Christian K. Pasternak em Qui Abr 20, 2017 10:22 pm



My Past
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
Spending all my time, running from nowhere, looking for nothing!


— Privet. — Sussurrei olhando fixamente para o dicionário que tinha em mãos. A pronúncia e as palavras eram difíceis, mas aos poucos eu sentia que estava conseguindo pegar o jeito para as frases. Eu era russo, não deveria ser assim tão difícil, não é? Pois bem, lá estava eu lendo mais frases quando subitamente o carro dá um freio que quase me fez ir de cara com o banco.

— Irei parar por aqui mesmo. O vilarejo fica só há uns dez minutos a pé. Boa sorte. — Falou o motorista em um inglês meio enferrujado, porém ainda compreensível. Estreitei meus olhos e encarei-o de olhos arregalados sem compreender o que ele temia: defronte ao carro negro haviam apenas árvores altas, o céu cinza anunciando uma tempestade e um caminho de terra que daria no vilarejo que ainda não aparecia em nosso campo de visão.

— Há alguma proibição acerca do lugar que eu pedi para você me levar? — perguntei ao motorista, que apenas engoliu em seco, porém toquei-lhe o ombro nu mal coberto pela camisa regata e acessei sua mente, desbulhando toda a verdade sobre seu medo.

— O local é tido como assombrado desde a explosão há mais de vinte anos atrás de um vilarejo vizinho. Uma misteriosa explosão, nenhum sobrevivente, dizem que os fantasmas de lá migraram para o vilarejo de Rio Doce, que é assombrado desde então. Sem contar nas crianças deformadas que nasceram desde então... uns dizem que é radiação, outros que foi uma maldição. — Falou o homem apressadamente em sua língua natal, traduzida graças aos meus poderes telepáticos. Desde quando as pessoas eram assim tão supersticiosas? Estávamos recuando uns três séculos?

Desci do carro assim mesmo, pagando ao homem após obviamente fazê-lo se esquecer de minha invasão mental. Ainda de olhos arregalados e o tempo inteiro fitando a estrada que estava à minha frente como se de lá pudesse sair um monstro, ele deu meia volta e deu a partida, saindo a mais de mil por hora, apressado. Respirei profundamente, ajeitando a alça da minha mochila e me virando para o local. Os passos eram calmos, apreciava as altas árvores, o verde intenso e onipresente e o cheiro de terra molhada da estrada pela qual eu caminhava em direção ao famoso e temido vilarejo assombrado. Enquanto dirigia-me ao local, logo me vi de frente a uma placa de madeira castigada pelo tempo cujas pilastras já eram envoltas por ervas daninhas. O nome “Rio Doce” escrito em letras douradas e grandes anunciavam logo abaixo uma população de 7.250 pessoas, o chão era ladrilhado por pedras e as casas tinham arquitetura um pouco puxada para vitoriana, algo similar às casas de Nova Orleans um pouquinho, e a maioria das pessoas na rua simplesmente me olharam desconfiadas.

Percebendo que não havia um único carro ali – a ausência de semáforos e vias indicou logo no começo – cheguei à triste conclusão de que eu teria de ir a pé buscar informações, provavelmente alguém aceitaria por uma boa quantia de dinheiro a tarefa de me guiar ao vilarejo abandonado. Entrando numa loja que mais parecia um daqueles salões de filmes de faroeste, apoiei as mãos no balcão assim que deixei minha mochila próxima de meus pés, apertando a campainha. Abrindo uma cortina de renda, uma senhora de cabelos louros amarrados num minucioso coque me olhou de cima a baixo, um pouco desconfiada. OK, era uma cidade não muito receptiva, anotado. Dirigi-lhe um agradável sorriso, e a mesma uniu as mãos na altura da cintura, parecendo um pouco menos incomodada.

— Sabe meu idioma? — perguntei, e a mesma assentiu.

— Ótimo, você pode me ajudar com algum guia? Quero buscar respostas sobre o que houve com o vilarejo que explodiu a mais de vinte anos atrás. Pretendo ir lá, inclusive, mas como vocês são vizinhos pensei em ir talvez a uma biblioteca, ir num local onde tenha informações... — falei meio acanhado, buscando ao máximo não entregar demais minha busca pessoal.

— É repórter? — perguntou ela, soerguendo uma sobrancelha clara. Como forma de persuadi-la, toquei-a levemente na mão, discretamente, utilizando meus poderes telepáticos.

— Sim, e você viu minhas credenciais agora mesmo. Leve-me a biblioteca agora mesmo, preciso de informações. — Fui objetivo, largando-a e recebendo um “espere um minuto” dela, que logo se foi e voltou com um rapaz moreno de cavanhaque e cabelo curto e preto, analisando-me de cima a baixo.

— Patrinov. — Disse ele em seu forte sotaque russo, e assenti de volta, sem falar meu nome.

— Venha. Vamos. —



∆∆∆



Adentrei a biblioteca, deixando minha mochila comigo o tempo inteiro e indo direto para os fundos, onde havia uma sala com jornais antigos, tudo devidamente arquivado e pronto para uma análise minuciosa. Patrinov ficou do lado de fora, braços cruzados e pose ereta, sempre alerta como se estivéssemos numa missão perigosa – o que talvez fosse verdade. Os jornais de março falavam sobre coisas típicas, nada interessantes. Falavam sobre um ataque de urso, uma onda de serpentes que surgiam em Rio Escarlate (a famigerada vila que explodiu), mas nada realmente grandioso, até chegar no dia treze de março, dia de meu nascimento que constava na minha certidão. Cocei a testa, lendo mais. O jornal falava sobre uma misteriosa bomba que fora atirada no vilarejo onde existia uma companhia secreta que fazia experimentos genéticos e que fabricava produtos nucleares. Companhia? Voltei vários dias, anos, na verdade, e dois anos antes de eu nascer uma companhia patrocinada pela empresa de meus pais adotivos fora instalada próxima do vilarejo, ajudando-o financeiramente.

Desgraçados! Meu punho se fechou com força na mesa, enquanto ligava os pontes. A bomba jogada na empresa provavelmente foi algum rival dos Pasternak, e com isso quem pagou o preço foi meus pais biológicos e todo o vilarejo. Mas ainda não fazia sentido, quem poderia ter enviado um míssil ou colocado uma bomba lá na sede da empresa? Será que a empresa fazia algum tipo de arma nuclear e a mesma deu errado e explodiu? E como eu sobrevivi se todo o vilarejo foi dizimado? Seus poderes cósmicos absorveram a radiação, a resposta veio em minha mente ligeiramente, e a porta fora aberta repentinamente por meu guia, que me olhou desconfiado e fechou a porta, trancando-a e desligando a luz me fazendo ficar agachado. O quarto onde estávamos era minúsculo, havia diversas estantes de metal com caixas de madeira onde os jornais estavam guardados e a mesa com a luminária onde eu fazia minha pesquisa agora a pouco.

— Um homem entrou na biblioteca e perguntou para a atendente se viu um jovem parecido com você. Ele tinha a sua foto. Ele cortou a garganta dela! Me dê um bom motivo para eu não lhe entregar! — O homem me fitou com seus olhos escuros penetrantes e inquisitivos, o que me fez baixar o olhar por pena da mulher que morreu por minha culpa. Quem será que me seguia? Bem, se eu quisesse a confiança dele teria de ser honesto.

— Eu tenho poderes. Fui adotado por um casal de cientistas que trabalhavam naquela companhia que explodiu e levou consigo o vilarejo de Rio Escarlate. Estou aqui para saber quem são meus pais biológicos, mas o mais importante: descobrir o que houve aqui. Não acha tudo muito estranho? Uma empresa rica com base no Canadá vir para um local isolado na Rússia? E em menos de três anos explodir dessa forma? — perguntei honestamente, um pouco apressado e desesperado com a possibilidade de sermos atacados a qualquer momento. E se o homem atacasse mais alguém?

Parecendo aceitar minha explicação, Patrinov aproximou-se da porta para tentar ouvir se nosso oponente estava por perto. Recuando com o som irritante da tentativa de abrir a porta a qualquer custo, o assassino do outro lado começou a chutar a porta. Engoli em seco, entreolhando Patrinov e acendendo o brilho em minhas mãos, atraindo a sua atenção. Fiquei próximo da porta, e com um recuar de mãos, as empurrei na direção da porta transmitindo toda a energia que possuía, e a luz azul que saiu destruiu-a, não antes de colidir no corpo de nosso oponente e derrubá-lo a metros de distância, próximo de uma das enormes estantes de mogno recheada de livros. As janelas transparentes nos transmitia luz e haviam vários lustres, o que me deu uma boa ideia. Atirei vários feixes de luz, acertando-o e fazendo seu peso cair contra o homem, matando-o. Ele trajava roupas comuns; calça jeans, camisa vermelha xadrez e tinha uma arma com silenciador na mão direita.

— Isso é culpa minha... — sussurrei, sendo remoído por dentro por ter ido até ali e atraído um assassino.

— Você está buscando respostas para quem você é e de onde veio, rapaz, não é culpa sua. Vamos logo antes que isso sobre para nós. — Senti o toque da mão forte do homem em meu ombro, em seguida avistei sua mão, que me deu o apoio necessário para eu ir em frente com a minha ideia.

Eu já cheguei a matar inocentes antes, sem sentir nenhum remorso, mas agora, ver aquela pobre e adorável recepcionista com o furo de bala na testa mexeu comigo intimamente, o passado vindo visitar-me parecia reviver algo de bom em mim, transformando-me no Christian que eu era antes de ser confinado por anos. O tempo lá naquele laboratório subterrâneo me tirou completamente os sentimentos e a noção de realidade, meus pais adotivos que tanto me davam carinho falavam comigo como cobaia, me dando ordens simples como “venha” ou “erga o braço”, “tire as roupas para o exame” ou “toque naquela outra cobaia e extraia informações”. Matei muitas pessoas só para testar meus poderes. O quanto de personalidade eu conseguia sugar, quanta radiação eu conseguia criar, se eu conseguia criar estrelas, supernovas e nebulosas, se eu era capaz de criar uma explosão semelhante a de um pequeno Sol... eram tantos testes! Antes de chegar na estrada que levava a montanha que separava os dois vilarejos, caí de joelhos.

— Ei, rapaz! — gritou Patrinov, puxando-me pelos ombros me pondo de pé.

— Sou um monstro, Patrinov. — Lágrimas caíam em abundância de meus olhos, meu corpo não me obedecia, a culpa era imensa. Patrinov puxou-me pela mão, enquanto me dizia que tudo ficaria bem. E tudo iria ficar sim, mas não do jeito que pensávamos.



∆∆∆



— Quanto falta para chegarmos? — murmurei cansado, me encostando numa árvore e respirando fortemente, perdendo o ar pela caminhada comprida. Até onde me lembrava, eram vilarejos vizinhos, então por que a distância?

— São cinco quilômetros entre um vilarejo e outro, como passa por uma montanha o trajeto acaba ficando maior do que realmente é. Vamos. — Patrinov comentou enquanto retirava uma água da mochila e me dava em seguida.

Apesar da sensação de missão cumprida assim que avistei o antigo vilarejo de Rio Escarlate, não senti alívio algum com a vista. As casas de modelo vitoriano, de estruturas simples e tão bonitas da vila anterior ainda existiam por aqui, mas estavam todas com manchas negras. O ladrilho bem enfeitado estava coberto por cinzas, de cor de cimento estavam negros, casas ainda mantinham-se de pé, porém com partes faltando, numa casa próxima havia a vista de seu interior, sua parede estava apenas em pedacinhos espalhados pelo chão, formando uma pequena montanha de concreto da rua até o interior da casa. A poltrona estava parte queimada, parte com o pelo vermelho coberto por cinzas, havia uma mesa com muito mofo próxima com o que um dia fora uma refeição reforçada. Será que aquela pobre família sofreu muito? Provavelmente nem desconfiavam do perigo.

— Dizem que há fantasmas por aqui, mas eu nunca acreditei. Vim aqui poucas vezes. — Falou o homem baixo, fazendo o sinal da cruz. Comecei a andar, até que meu pulso foi tocado suavemente pelo meu guia corajoso.

— Quê? — perguntei, sem compreender o que acontecia.

— Na casa à nossa direita, há alguém de olho em nós. — Falou Patrinov baixo. Assenti para ele, dando um soco no ar que impulsionou uma onda de energia que quebrou com facilidade a madeira frágil da casa e a janela, fazendo parte do primeiro andar desabar como se fosse uma construção feita de cartas.

Dois homens caíram no chão, se pondo de pé e portando armas automáticas. Eles vestiam roupas de soldados, o nome Multigen Corp estampado. Eles eram da empresa de meus pais adotivos! Automaticamente Patrinov partiu para cima dos soldados, chutando um deles no estômago enquanto segurava a arma de outro, dando-lhe uma cotovelada. Para ajuda-lo, soergui com a mão direita um pedaço de madeira e atirei-o contra a cabeça do soldado, deixando-o desacordado. Antes de dar conta do outro soldado, Patrinov conseguiu derrotar o outro com uma gravata.

— Vamos, outros irão surgir, uma coisa muito ruim está acontecendo. — Murmurei olhando os locais ao meu redor, enquanto apressávamos nosso passos pelas ruas cobertas de cinzas.

Como haviam muitas casas ainda completamente intactas, logo adentramos numa e de lá Patrinov e eu pudemos criar um plano que nos ajudasse de alguma forma a lidar com os inimigos que provavelmente nos esperavam. Se eles haviam agido numa biblioteca pública, o que poderiam fazer aqui numa vila abandonada e sem supervisão das autoridades? Utilizando meus poderes cósmicos, alterei a estrutura de um pedaço de madeira e de uma televisão antiga de pesado aço, construindo para Patrinov um enorme bastão reforçado. Era o máximo que eu podia fazer no momento. Entreolhando meu pobre guia que fora arrastado para toda esta confusão, assenti para o mesmo e então demos mais uma espiada, percebendo que havia um soldado no alto do que um dia fora uma loja, com uma bela arma em mãos que alcançava disparos distantes. Abri a porta da casa de onde estávamos e atirei um raio de luz multicolorido que explodiu na direção do soldado, derrubando-o num beco cheio de quinquilharias que foram destruídas pelo tempo.

Outro soldado surgira a minha esquerda, atirando com sua metralhadora automática, levantando poeira e estourando nossos tímpanos com o som ensurdecedor, quase pegando-nos por pouco. Ergui a mão direita com os dedos crispados e o piso ladrilhado mudou de estrutura, puxando-o muito mais rápido do que uma areia movediça. Enquanto isso, Patrinov lutava bravamente com um soldado que surgia, e então fui distraído com o som perto próximo de tiro. Virando-me para meu parceiro, segurei-o a tempo dele cair em meus braços, e sem nem olhar para o soldado formulei com a energia cósmica um cubo que voou diretamente e bateu na cabeça do soldado, deixando-o inconsciente.

— Patrinov! — gritei, sacudindo-o enquanto seus olhos negros não conseguiam obter foco e ele morria, o sangramento em seu peitoral jorrando e umedecendo minhas mãos com o líquido escarlate.

O que eu faria agora? Pela primeira vez em anos eu sentia algo ruim e, apesar do baque emocional, no fundo podia sentir o gosto do que era me importar com alguém, sofrer por uma perda. Eu só sabia o sobrenome de meu herói, que deu a vida para me proteger e me levar ao covil de demônios responsáveis pela destruição de minha cidade natal. Não, eu iria seguir em frente até o fim. Por Patrinov, por mim e por todos os anos de isolamento e tratamento desumano que meus pais me deram! Fiquei de pé, passando a costa da mão esquerda nos lábios úmidos pelo suor, pondo-me de pé e vendo ao longe um jipe negro de vidros escuros vindo em alta velocidade na minha direção ao longo da avenida onde estava. Eles iriam pagar! Fui caminhando calmamente até o meio da pista, sentindo cada átomo, cada partícula em mim vibrando, a energia cósmica do universo era palpável, palatável até, era como uma sensação transcendente que fez-me sorrir em antecipação ao ataque. Retesando meus ombros, soquei o chão com meus dois punhos, alterando com meus poderes cada partícula subatômica daquela pista de pedras ladrilhadas, causando uma vibração que o rachou completamente, causando ondas no solo como um abalo sísmico devido à intensidade de meu golpe. O carro assim que fora atingido teve todos os seus vidros quebrados, e então ele foi jogado violentamente para trás, capotando diversas vezes até chocar-se numa loja qualquer e pegar fogo.

Estreitei os olhos avistando um homem de jaleco vindo ao longe, usava óculos de lentes roxas e parecia calmo com suas mãos enluvadas unidas. Parecia calmo, até, apesar de sua garantia de dois soldados escoltando-o ser completamente inofensiva para mim. Fui caminhando na sua direção, que ficava à minha esquerda em uma rua estreita. Seu sorriso amplo compunha junto de suas vestes de doutor e os óculos roxos uma imagem quase cartunesca de um vilão. Sorri de canto, minhas mãos com pequenos Sóis brilhantes rodopiantes.

— Vejo que está muito bem, Sr. Pasternak. Creio que tenha vindo atrás de informações, estou certo? — perguntou o homem em um timbre calmo e quase agradável, chegando até a soar cortês.

— Corta a conversa fiada. Quem eram meus pais? — exigi, fechando os punhos e ainda sentindo a enervação querer explodir em minhas veias.

— Nós das empresas Pasternak, mais precisamente a grandiosa Corporação MultiGen, viemos para estes vilarejos por conta de algo que sempre chamou bastante a atenção de alguns moradores: as pessoas eram imunes a doenças, viviam mais de cem anos com uma saúde perfeita e pequeninos milagres sempre aconteciam por aqui. Quando chegamos aqui, veja só que surpresa: todos os moradores de Rio Escarlate eram meta-humanos! Nem eles mesmos acreditam nisto, preferiam acreditar que eram abençoados, que Deus lhes concedeu um lar e dons místicos... — explicou o outro toda a história, parecendo sincero.

— Pois bem... seus pais chamavam-se Vladimir e Alice Jovovich. Eles eram puramente russos e sua mãe engravidou de você. Éramos uma grande companhia, nunca tivemos problemas com os moradores, mas aí precisamos intervir quando detectamos que sua mãe morria e estava infectando todos os moradores da cidade. Como pôde concluir afinal você não é burro, seus poderes são ligados à absorção de energia e elementos e energia cósmicas, então pode imaginar o quanto de vida você diariamente roubava de sua Alice e o quanto de radiação liberava. Quisemos abortar você, mas os cientistas que comandavam tudo impediram. No dia do seu nascimento, você bem e saudável, mas sua mãe começou a brilhar, como se sua pele estivesse ficando luminosa. Katherine e Jace junto de vários mandachuvas da MultiGen foram para um abrigo para que evitássemos que a radiação em você se espalhasse, e enquanto isso sua mãe era sedada, mas... bem, ela explodiu e consigo levou Rio Escarlate e seus moradores. Já o outro vilarejo foi infortunadamente agraciado com sua radiação, muitos bebês deformados, muitas pessoas morrendo, idosos nem mais existem por lá, eles não suportam nada. Mesmo passando-se vinte anos, ainda temos um pouquinho de radiação por aqui. — Por muito tempo, apenas ouvi tudo que ele dizia, absorvendo as informações.

— Quero provas disto! — vociferei, olhando-o. O doutor retirou suas luvas, aproximando-se de mim com as palmas estendidas. Ele queria que eu usasse meus poderes de absorção.

Com as duas mãos sem mais nenhum tipo de radiação nelas, toquei as dele, engolindo em seco e absorvendo tudo. Pude ver a construção da corporação ali, eles distribuíam vacinas, ajudavam idosos, investigavam disfarçadamente o porquê de todos ali serem meta-humanos e procuravam meios de analisar profundamente tais genes. Aparentemente, durante a Segunda Guerra Mundial uma bomba misteriosa caiu ali e desencadeou algo, pelo menos essa era a teoria dos cientistas, enquanto o homem à minha frente, Dr. Miller, acreditava na teoria de que algum parasita de milhões de anos sobreviveu no frio rigoroso da Rússia e acabou por despertar os genes dos humanos, metamorfoseando-se, assim originando novos meta-humanos. Assim que soltei as mãos do doutor, o mesmo caiu de joelhos, fraco pelo longo contato. Pude reviver na minha mente as formas joviais e belas de meus pais biológicos. Eles se amavam tanto! Eles acreditavam que eu era um milagre, que eu seria um poderoso herói que cuidaria dos desamparados e seria uma figura de esperança e humildade.

Caí de joelhos soluçando.

Quão longe eu havia ido, matado inocentes, fugindo como um covarde dos mandachuvas das empresas de meus pais adotivos, com medo de ser mais uma vez uma simples cobaia nas mãos perversas deles. Eu precisava mudar, ser algo novo e diferente. Eu não podia matar inocentes, era errado! Eu comecei tudo com uma namorada acidentalmente, não precisava ter repetido aquilo intencionalmente, mas mesmo assim o fiz. Enjaulado como um monstro, acabei virando um pelo convívio com os Pasternak. De certa forma, por mais que eu odiasse admitir, o Dr. Miller não tinha culpa em nada acerca da explosão. Eu que havia causado tudo aquilo, toda a bagunça era em por cento minha culpa, e nada que fizesse mudaria as coisas. Pondo-me de pé ao tocar as mãos enluvadas do doutor, suspirei.

— Obrigado pela verdade, Dr. Miller. Mas saiba que você infelizmente deve ser o único que realmente se importa em analisar os meta-humanos e ajuda-los. Outros na MultiGen Corporation buscam nos dominar, meus pais, que morreram graças a uma explosão controlada minha, me trancaram por seis anos, enquanto vários cientistas sabiam de tudo. Irei assumir todas as empresas de meus pais e irei acabar com tudo, um por um. — Falei obstinado, assumindo minha forma de energia cósmica e flutuando, alcançando voo e indo para casa.

E então, minha jornada havia acabado. Iria voltar para a empresa que eu tomaria por direito, iria conversar sobre o dia cheio com Josh, cientista amigo de meus pais e conhecedor de meu tempo como cobaia que prometera me ajudar com meus poderes, e por fim iria mudar de vida, não ser um vilão egoísta matador de inocentes e ser aquele que eu precisava ser. Eu iria ser algo novo, um novo Caos Cósmico.


###

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Russia ≡

falling down to the blue sky


Informações:

Alter-Ego: Cosmic Chaos
Raça: Meta-Humano
Nível: 3
Velocidade: 100m/s [+5]
Percepção 100m/s [+5]
Especialização: Carismático



Atributos:

Código:
Força: 10
Inteligência: 15
Resistência: 13
Agilidade: 10
Vigor: 12
Carisma: 15



Perícias:

Código:
i. <b>Corpo a Corpo (Krav Maga)</b>, nível pedagogo;



Poderes:

Código:
<B>i. Mimetismo Empático:</B> Mimetismo Empático é a habilidade por meio da qual, através do contato físico, o mutante consegue drenar a energia, as memórias e as habilidades físicas e mentais, normais ou especiais que a vítima possua, além de alguns dos seus super-poderes e alguns traços de sua personalidade. Normalmente, isso ocasiona a perda de consciência e de memória no alvo. O efeito da transferência é temporário; escoam-se as características absorvidas e a vítima volta ao normal. Todavia, contatos prolongados podem causar o dreno permanente e até levar à morte a pessoa que recebeu o toque.

i. ADQUIRE: TELEPATIA;

ii. Os poderes absorvidos pelo mutante incluem tanto os poderes primários, quanto os subpoderes;

iii. Caso o mutante absorva os poderes de duas pessoas consecutivamente, perpetuarão os últimos poderes absorvidos;

iv. O mutante só possuirá Telepatia quando usufruir do Mimetismo Empático. Caso contrário, não possuirá tais poderes;

v. É importante que haja senso quanto à absorção dos poderes. Como seu personagem não terá conhecimento de todos, torna-se de suma importância a interpretação do descontrole com relação à manipulação dos poderes absorvidos inicialmente,



<B>ii. Absorção e Manipulação de Energia Cósmica:</B> Absorção e Manipulação de Energia Cósmica é a capacidade de manipular os elementos cósmicos do universo, incluindo nebulosas, raios e radiação cósmica, partículas subatômicas, capacidade de fazer explosões.

i. ADQUIRE: VOO, GRAVITOCINESE, MATERIALIZAÇÃO E DESMATERIALIZAÇÃO DE OBJETOS (EM FORMA DE ENERGIA CÓSMICA MANIPULADA), MATERIALIZAÇÃO CORPÓREA (EM ENERGIA CÓSMICA);

ii. Na forma cósmica ganha: Força Sobre-Humana, Super-Agilidade, Resistência Sobre-Humana.



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Re: DIY - Haunted By The Past Demons

Mensagem por Adam Warlock em Qua Abr 26, 2017 4:06 pm

avaliação
DIY de Christian K. Pasternak.
Avaliação por Adam Warlock.


Ao longo da narrativa, considerei-a uma "missão" de nível, ou dificuldade se preferir, difícil.

Enfim, vamos ao que interessa. Não é mesmo?


as recompensas


i. +7 níveis, o que abrange +35 pontos de atributo e +7 de perícias;

ii. O HP (Vitalidade) mantém-se intacto;

iii. +3 (POSITIVA) pontos em Fama;

iv.  Para que solicite a atualização do seu "Arquivo Morto", pode aqui: http://injustice.forumeiros.com/t461-solicitacao-de-atualizacao

v. Critério de avaliação: Uso os seguintes fatores para avaliar: coerência, organização, enredo e, por fim, escrita.



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Re: DIY - Haunted By The Past Demons

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